segunda-feira, 3 de setembro de 2012

porque não nascemos para ser cabides


falosofia” bruno miguel resende

“Escrever é deixar ao Mundo uma Suspeita” alberto augusto miranda

X – rasura tectónica

Cada axila é um ninho no impulso da abertura. Os braços soltam aves canoras que ascendem no voo.”
spabilanto, fátima vale

Miam-me aos genes durante a hélice do trovejante. Sussurrada na alvura do osso mineralizado.
Sibila-me nas escarpas do epicarpo nervoso. Os ódios que te têm. Pelo fluido incerto do seio primordial.
Mortifica-me com as veias que não me pulsam.
Afiam-me os bigodes do sono e a cauda da morte.
Mutila-me a vagina que me respira debaixo do braço.
Implode-me dentro do teu ventre.


«Bruno Miguel Resende começa o seu livro atribuindo à teatralidade um papel capital (põe precisamente, como Artaud, os mistérios de Elêusis como paradigma do teatro autêntico). Ele faz daí o “lugar” da emergência do paradoxal. O paradoxo não se opõe ao verdadeiro mas ao que nos parece ou aquilo que entendemos ser verdadeiro. O fim do paradoxo é para a filosofia o começo da verdade. O paradoxo é por isso a condição da possibilidade do pensamento. “Ora a verdade - como nos diz - escreve-se e enterra-se. Desenterra-se e reescreve-se (…) Confirma-se algo pela sua descendência” (pág. 13).» Alexandre Teixeira Mendes

porque não nascemos para ser cabides



Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “descravidades” e “esquila divinorum”]


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