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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A Eternidade das Ervas

“L’Eiternidade de las Yerbas / A Eternidade das Ervas” poemas (e)scolhidos Fracisco Niebro
augarielhas Manuol Bandarra

L’Eiternidade de las Yerbas | A Eternidade das Ervas, escrito em Português e Mirandês, foi um desejo de Amadeu Ferreira, com uma selecção de textos feita por si, entre as obras publicadas e inéditas, de Fracisco Niebro.
Os amigos fizeram algumas traduções em falta, e a organização dos textos, assim como das aguarelas que o seu irmão Manuol Bandarra fez para este livro, ficaram a cargo do filho de Amadeu Ferreira.  

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponíveis do autor: “Tempo de Fogo”; “La Bouba de la Tenerie”, “Ars Vivendi, Ars Moriendi” (poesia), “Belheç / Velhice” de Fracisco Niebro; “Ditos Dezideiros – Provérbios Mirandeses” organização de Amadeu Ferreira; “Língua Mirandesa – Manifesto em Forma de Hino” de Amadeu Ferreira e “Lhéngua Mirandesa – Manifesto an Modo de Hino” de Fracisco Niebro; “L Segredo de Peinha Campana” texto Fracisco Niebro dezeinhos Sara Cangueiro; “Mirandés – stória dua lhéngua i dun pobo” (versão em língua mirandesa) e “Mirandês – história de uma língua e de um povo” (versão em língua portuguesa) banda desenhada de José Ruy; “Ls Lusíadas” banda zenhada José Ruy, traduçon para mirandês por Fracisco Niebro; “O Fio das Lembranças – Biografia de Amadeu Ferreira” de Teresa Martins Marques; “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira; “NorteAndo” Amadeu Ferreira texto, Luís Borges fotografia; “L Mais Alto Cantar de Salomon” bersion mirandesa de Fracisco Niebro]

terça-feira, 19 de maio de 2015

João de Deus em bd e em mirandês


“La Magie de Las Letras”  bd de José Ruy, traduçon pa l mirandês Amadeu Ferreira
“A Magia das Letras” bd de José Ruy

O álbum de banda desenhada de José Ruy dedicado à vida e obra de João de Deus chega agora à estampa traduzido para a língua mirandesa, por Amadeu Ferreira e António Cangueiro.
Poeta, pedagogo e humanista, João de Deus deu origem a um método de aprendizagem de grande difusão com a sua Cartilha Maternal, tornando-se numa importante, senão a principal, referência pedagógica do século XIX. Actualmente, a obra de João de Deus é detentora de 55 centros educativos, entre eles um museu, uma casa-museu e uma Escola Superior de Educação.

«Na contracapa consta um texto da autoria de António de Deus Ramos Ponces de Caravalho sobre o seu bisavô, João de Deus:
João de Deus foi um dos maiores vultos da cultura portuguesa do século XIX. O país deve-lhes, nas suas múltiplas facetas de poeta, pedagogo e humanista, as primeiras missões de alfabetização. O antigo Presidente da República Jorge Sampaio afirmou em discurso proferido no Museu João de Deus, em Lisboa, ter sido «o ilustre poeta João de Deus, autor da Cartilha Maternal, quem deu origem a um método de aprendizagem de grande difusão e mérito. A obra, associada à coerência política, tornaram-no a referência pedagógica do século XIX». Antero de Quental, por seu turno, escrevera, referindo-se ao poeta-pedagogo, ser este «o poeta mais original do seu tempo que fez da sua vida o seu melhor poema». Em 2013, a obra de João de Deus é detentora de 55 centros educativos, entre eles um museu, uma casa-museu e uma escola Superior de Educação, e multiplica-se em projetos de apoio aos mais desfavorecidos, dando seguimento ao perfil humanista do seu fundador.

A biografia em banda desenhada pode ser um dos géneros mais difíceis de realizar enquanto obra da nona arte, em especial se, como é o caso, se dispõe de um número reduzido de páginas para falar de uma vida, e se a iniciativa provém de terceiros e se pretende ir ao encontro das suas expectativas. Mas estamos a falar de um autor com 79 álbuns no currículo, 48 dos quais em banda desenhada, tendo ainda editado e dirigido a 2.ª série de O Mosquito, bem como colaborado em diversas publicações de BD, com direito a múltiplas homenagens e 25 prémios atribuídos. Deste modo, não será de estranhar que o autor ultrapasse com mestria muitas das armadilhas que uma obra deste género contém.

Com recurso a uma narrativa nem sempre linear, recorre a analepses com coerente representação gráfica, a qual se altera ainda para uma terceira versão aquando de episódios não vividos pelo protagonista mas contados pelo mesmo, como a Guerra de Troia. Curiosamente, a obra não se limita à vida de João de Deus, continuando a narrativa após a sua morte, concentrando-se, após o inevitável, nos seus descendentes e na obra que deixou e permanece viva.

A história de José Ruy (responsável pelo argumento, guião, desenho, legendação e cores digitais) cativa o leitor, sem o constante empilhar de datas e factos. Excetuam-se talvez as últimas vinhetas da página e meia final, dada a imperiosidade de finalizar a obra e não ser pretendido criar toda uma outra linha narrativa cativante acerca da neta Maria da Luz Ponces de Carvalho, tão próximo do final.

Na última folha do miolo do álbum, José Ruy apresenta a bibliografia consultada, que atinge mais de um quarteirão de obras, não deixando dúvidas quanto à seriedade da pesquisa realizada no que toca à vida e obra de João de Deus e a documentação gráfica da mesma e sua época. [blogue “a bd é”]



Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “Mirandês – história de uma língua e de um povo” e “Mirandés – stória dua lhéngua i dun pobo”, “Ls Lusíadas” Luís de Camões banda zenhada José Ruy traduçon para mirandês por Francisco Niebro]

quarta-feira, 4 de março de 2015

Biografia de Amadeu Ferreira / Fracisco Niebro

“O Fio das Lembranças – Biografia de Amadeu Ferreira” de Teresa Martins Marques

«Esta é a biografia de Amadeu Ferreira (Sendim, 29 de Julho de 1950 – Lisboa, 1 de Março de 2015), professor universitário, jurista, vice-presidente da CMVM, mas também escritor – poeta, romancista, contista, dramaturgo, ficcionista, ensaísta – e tradutor, assumindo o seu nome civil ou vários pseudónimos: Fracisco Niebro, Marcus Miranda, Fonso Roixo. Grande divulgador da língua e cultura mirandesas, para além da própria obra literária, fez traduções para mirandês de Luís de Camões e Fernando Pessoa, da maior parte dos poetas portugueses do século XX, mas também dos latinos Horácio, Catulo e Virgílio, e de Os Quatro Evangelhos.
O livro assume ainda uma vertente de sociografia, ao focar: a infância na Terra de Miranda, mostrando a vida real em Trás-os-Montes, no Portugal profundo dos anos 50 e 60, que via na emigração a alternativa à miséria; a adolescência e juventude nos espaços opressivos dos seminários de Vinhais e Bragança, única saída para o prosseguimento dos estudos dos filhos dos pobres; a expulsão do seminário, por adesão empenhada às doutrinas renovadoras do concílio Vaticano II, em oposição às da hierarquia enfeudada ao concílio de Trento; alguns aspectos da sua intervenção no 25 de Abril e no 25 de Novembro; a militância partidária na extrema-esquerda, a passagem pelo Parlamento e a dissidência ideológica; o vazio, o recomeçar do zero, o curso brilhante de Direito, a carreira fulgurante na CMVM, o professor universitário, impulsionador da criação dos estudos dos Valores Mobiliários na Universidade e co-redactor do respectivo Código, com Carlos Ferreira de Almeida.
A recolha de materiais para esta biografia assenta, em grande parte, numa entrevista de 31 horas feita ao autor e a seus pais, filmada pelo cineasta Leonel Brito, bem como em mais de uma centena de depoimentos de personalidades que conviveram com o biografado e diversos estudos críticos incidindo sobre as obras de Amadeu Ferreira.» Leonel Brito, blogue Lelo de Moncorvo

«Esta obra acaba por ser mais do que uma biografia. É um retrato sociológico do Portugal da segunda metade do século XX. Através da vida de Amadeu Ferreira - uma vida cheia, como poderão constatar através do livro - vamos tendo a noção da vida rural de Trás-os-Montes, da evolução das ideias e dos ideais que ditaram o 25 de Abril, do período político que se seguiu a esta revolução, do nascimento e evolução do mercado de capitais em Portugal e do renascimento da segunda língua oficial de Portugal, o mirandês. A biografia deste homem notável que Portugal teve a honra de receber na sua vida é, perdoem-me a redundância, mais do que isso. É uma obra imperdível!

A segunda parte da biografia é constituída por diversos testemunhos em que tenho a honra de participar com um pequeno texto.

“Há Homens cuja força de carácter se pressente à distância e se afirmam através da vontade férrea do seu querer.
Há Homens que por vezes sobrevoam o próprio Tempo, transformando sílabas de alfabetos perdidos em linguagem compreendida pelos outros homens.
Embalando a montanha e os seus musgos, ou simplesmente cumprindo alguma promessa antiga, trazem consigo e como testemunho a marca indelével do Tempo.”
António Afonso, in “O Fio das Lembranças – Uma Biografia de Amadeu Ferreira”

“E porque acredito que a rota escolhida pelo nosso Amigo Amadeu Ferreira é a mais maravilhosa aventura que a Humanidade pode viver, convido todos a entrar e a viajar neste sonho de Luz e de Paz!”
Luís Vaz das Neves, in “O Fio das Lembranças – Uma Biografia de Amadeu Ferreira”

Boas leituras e boas descobertas!
Buonas lheituras e buonas sçubiertas!»
Paula Freire, blogue Notas Soltas & Coisas Doces

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponíveis do autor: “Tempo de Fogo”; “La Bouba de la Tenerie”, “Ars Vivendi, Ars Moriendi” (poesia), “Belheç / Velhice” de Fracisco Niebro; “Língua Mirandesa – Manifesto em Forma de Hino” de Amadeu Ferreira e “Lhéngua Mirandesa – Manifesto an Modo de Hino” de Fracisco Niebro; “Mirandés – stória dua lhéngua i dun pobo” (versão em língua mirandesa) e “Mirandês – história de uma língua e de um povo” (versão em língua portuguesa) banda desenhada de José Ruy; “Ls Lusíadas” banda zenhada José Ruy, traduçon para mirandês por Fracisco Niebro; “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira; “NorteAndo” Amadeu Ferreira texto, Luís Borges fotografia; “L Mais Alto Cantar de Salomon” bersion mirandesa de Fracisco Niebro]

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Ditos dezideiros: provérbios mirandeses



“Ditos Dezideiros – Provérbios Mirandeses” organização de Amadeu Ferreira

Após uma criteriosa análise e selecção, Amadeu Ferreira define o núcleo essencial dos provérbios mirandeses e elimina as repetições (variantes não significativas). O resultado é a mais completa recolha até hoje publicada, que revela a essência dos saberes populares da cultura das Terras de Miranda.
A obra inclui o estudo introdutório «Ditos dezideiros mirandeses i l fondo quemun de las regras de bida i de l saber antigo i mediabal». Os provérbios são apresentados por ordem alfabética e respeitam as regras da Convenção Ortográfica de Língua Mirandesa.

«Amadeu José Ferreira, natural de Sendim, é um investigador combativo e um acérrimo defensor do mirandês, primeira língua que ouviu, aprendeu e falou. Desde pequeno começou a escrever poesia (com o pseudónimo Fracisco Niebro), sendo que a sua veia linguística, literária e cultural leva-o a outras áreas, como é o caso da ficção e do teatro.
Homem profundamente culto, tem formação académica no domínio das humanidades e a sua actividade científica distribui-se, com igual paixão, pelo Direito e pela Língua Mirandesa. Pode dizer-se que a sua formação lhe permitiu uma profunda e consistente intervenção na aplicação da lei do reconhecimento oficial de direitos linguísticos da comunidade mirandesa, depois de aprovada.

Tratando-se de um património cultural e um instrumento de comunicação e de reforço de identidade da terra de Miranda, Amadeu Ferreira empenha-se no ensino do mirandês (na sua qualidade de presidente da Associaçon de Lhéngua Mirandesa). Assim, vemo-lo envolvido no apoio aos aprendentes do mirandês, quer através do diálogo com professores, quer na elaboração de programas, quer ainda nas conversações com editoras para publicação de obras em mirandês. «Onde todos ajudam, nada custa.»
A par de outras formas para divulgar o mirandês, a iniciativa de publicar a obra Ditos Dezideiros – Provérbios Mirandeses reveste-se de capital importância. Primeiramente, porque nas sociedades modernas a transmissão de valores culturais deixou de pertencer ao núcleo familiar e transitou para as escolas e para outras instituições. Segundo, porque o estatuto de 2.ª língua oficial em Portugal exige um tratamento compatível com a igualdade de oportunidades. Por último, numa União Europeia comprometida com os valores da fraternidade, igualdade, liberdade e solidariedade, a passagem do testemunho dos nossos antepassados às novas gerações é um bom contributo para a promoção da cidadania.

Como refere Luís Chaves no prefácio ao livro Adágios Portugueses Reduzidos a Lugares Communs, de António Delicado, 1923: «Forma simples e attrahente de transmittir conhecimentos adquiridos pela experiencia dos seculos, o adágio tem uma expressão intimativa, a modos de equação algebrica da vida, que prende. Na sua multiplicidade imensa, ha nelle unidade extraordinária […]; e tamanha influencia tem a rima, […], que o conceito por ella fica bem condicionado.»
Muitos provérbios agrícolas, atmosféricos e climatéricos forçam a rima para os referenciar no tempo e no espaço: «Die de Santa Lhuzie, míngua la nuite i crece l die», «Ne l Natal, l die yá ten mais un saltico de pardal», «Por San Simon i San Judas, colhidas son las ubas» e «Pul San Brás, ciguonha berás». Também os provérbios irónicos de ápodo típico como, por exemplo, «Quien bai a Santaren, se burro bai burro ben» usam a rima como forma de evidenciar certo tipo de sarcasmo, sobretudo nas relações de vizinhança. Embora a rima ajude a identificar uma expressão como provérbio, a verdade é que muitos ditos não rimam e, nem por isso deixam de ser considerados provérbios como é o caso de «Todos ls caminos ban a tener a Roma». Interessante é notar que, usando a mesma estrutura frásica, podemos dizer «Todos ls caminos ban a tener a Tabira», dificilmente reconhecível como provérbio por ainda não ter atingido a universalidade.
Mas afinal, o que é um provérbio? Passados séculos de lidação com expressões proverbiais, ainda hoje os grandes mestres da paremiologia mundial não se entendem quanto a uma definição universal. Se, para Moses Ibn Ezra, o provérbio tem três características – poucas palavras, bom senso e uma bela imagem, Wolfgang Mieder incorpora sete conceitos na definição: frase curta, geralmente conhecida como popular, contendo sabedoria, verdade,moral e perspectivas tradicionais, que se apresenta sob a forma metafórica e memorizável, para mais facilmente se transmitir de geração em geração.

Quanto à existência de variantes de um mesmo provérbio o autor desta obra sugere a eliminação de todas as que configurem meras repetições. Todavia, do ponto de vista pedagógico, a permanência escrita das variantes é importante para compreender outras dimensões para além da linguística. Os provérbios «A la cuonta de ls ciganos cómen ls aldeanos» e «A la cuonta de ls ciganos róuban ls aldeanos» ilustram o valor das variantes quando se trata de ajuizar sobre modos de vida de distintas classes sociais, como o próprio autor reconhece.
Ao afirmar que muitos provérbios dizem o contrário de outros, o autor vai ao encontro da variabilidade pessoal e situacional, sendo frequente encontrar pares de provérbios que se completam por reforço ou por oposição. Eis três exemplos de provérbios ditos emparelhados («Quien dubida pergunta», «Quien dubida quier saber»), («Quem espera, desespera», «Quem espera sempre alcança») e («Loinge de la bista, loinge de l coraçon», «Quien nun aparece, squece»).
Um outro aspecto que o corpus apresentado nesta obra permite salientar diz respeito à transformação que um provérbio pode sofrer por força dos movimentos migratórios das pessoas que os usam. Quando em presença de espaços culturais distintos, o provérbio pode ser traduzido («Todos ls caminhos ban a tener a Roma = Todos os caminhos vão dar a Roma = Todos los caminos llevan a Roma = Tous les chemins mènent à Rome = All roads lead to Rome = …») ou haverá necessidade de encontrar um equivalente. Para o provérbio português «Em casa de ferreiro, espeto de pau» temos os equivalentes «Szewc bez butów chodzi» ou «Syn gospodarzy szewski idzie boso», em língua polaca e que significam «Muitas vezes o sapateiro não tem sapatos» ou «Em casa de sapateiro, o filho anda descalço».
Como fundador da Associação Internacional de Paremiologia/International Association of Paremiology (AIP-IAP), e após o contacto com a obra de Amadeu Ferreira sobre os provérbios mirandeses, em língua mirandesa, não podia deixar de felicitar o lutador Amadeu Ferreira por ser capaz de se agarrar «… cun gana a las cousas-causas de que gusta i an que acradita», fazendo por pôr em prática a ideia que impôs a si próprio: «nun deixar passar un die sin fazer algo pula lhéngua mirandesa» e aplaudir o editor António Baptista Lopes e a Âncora Editora por mais esta relevante iniciativa proverbial.» Rui JB Soares, Prefácio

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[também disponíveis do autor: “Tempo de Fogo”; “La Bouba de la Tenerie” e “Ars Vivendi, Ars Moriendi” (poesia) de Fracisco Niebro; “Língua Mirandesa – Manifesto em Forma de Hino” de Amadeu Ferreira e “Lhéngua Mirandesa – Manifesto an Modo de Hino” de Fracisco Niebro; “Mirandés – stória dua lhéngua i dun pobo” (versão em língua mirandesa) e “Mirandês – história de uma língua e de um povo” (versão em língua portuguesa) banda desenhada de José Ruy; “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira; “NorteAndo” Amadeu Ferreira texto, Luís Borges fotografia; “L Mais Alto Cantar de Salomon” bersion mirandesa de Fracisco Niebro]

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Norte, por Luís Borges e Amadeu Ferreira

“NorteAndo” Amadeu Ferreira texto, Luís Borges fotografia

Amadeu Ferreira e Luís Borges homenageiam o Norte
Em textos e imagens deslumbrantes

Em Norteando, Amadeu Ferreira e Luís Borges juntam os seus talentos e a paixão de ambos por Trás-os-Montes, o que resulta numa obra “de cortar a respiração”. Luís Borges captou fotografias únicas, que dão a conhecer a beleza da fauna e da flora nortenhas, o gado e seus pastores, paisagens deslumbrantes, a geometria das refrescantes gotas de água do Verão e dos cristais que se formam no Inverno, homens e mulheres em trabalhos do campo e da casa já quase esquecidos, as tradições do Entrudo, monumentos perdidos no tempo, o sorriso de rostos enrugados. Amadeu Ferreira deu voz a essas imagens, escrevendo textos, ora em prosa, ora em verso, a maioria em português, alguns em mirandês, que são um verdadeiro deleite e um importante registo de memórias. Norteando é também, assim, um apelo à preservação da natureza e das tradições.

Amadeu Ferreira (1950, Sendim, Miranda do Douro) é vice-presidente da CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, presidente da ALM – Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa e professor convidado na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Autor e tradutor de uma vasta obra em português e em mirandês (sob diferentes pseudónimos), segunda língua oficial de Portugal, reconhecida há 15 anos pela lei 7/99 de 29 de Janeiro. Entre as traduções para a língua mirandesa, destacam-se Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, e uma edição comemorativa dos 25 anos de Os Lusíadas em banda desenhada, de José Ruy, o autor português de BD com o maior número de álbuns publicados, com quem também colaborou nos álbuns Mirandês – História de uma Língua e de um Povo e a correspondente versão em mirandês. Traduziu também Mensagem, de Fernando Pessoa, obras de escritores latinos (Horácio, Virgílio e Catulo), Os Quatro Evangelhos e duas aventuras de Astérix. É autor do romance Tempo de Fogo, primeira obra publicada simultaneamente em português e mirandês (La Bouba de la Tenerie, com o pseudónimo de Fracisco Niebro). Ars Vivendi Ars Vivendi é uma das suas obras em poesia, publicada pela Âncora Editora. Tem em curso de publicação, com José Pedro Ferreira, o Dicionário Mirandês-Português e O Essencial sobre a Língua Mirandesa.


Luís Borges nasceu em Angola a 19 de Junho de 1971. Três anos depois, foi com a família para Macedo de Cavaleiros, Trás-os-Montes, onde viveu até 1998. É bacharel em Engenharia Agrícola e licenciado em Educação, na área da Educação Visual e Tecnológica. Exerce a profissão de docente desde 1998, pertencendo actualmente ao quadro do Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro, em pleno coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês. É fotógrafo freelancer. O seu currículo inclui várias participações em exposições nacionais e internacionais, trabalhos para centros interpretativos do Parque Nacional da Peneda-Gerês e monografias de alguns concelhos nortenhos. Amante confesso da natureza, da montanha e das tradições e costumes do mundo rural, essencialmente do norte do país, tem registado, nos últimos tempos, através do seu olhar fotográfico, rostos característicos, rituais e tradições que teimam em resistir à globalização, nalguns locais recônditos do interior norte de Portugal.

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

A terra de duas línguas


“A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos”
coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira

«Esta capa fantástica foi pintada pelo grande pintor mirandês Manuol Bandarra, captando nesta aguarela toda a vida dos Dançadores como ainda ninguém o tinha feito até agora. Parabéns Manuol Bandarra / Manuel Ferreira. [Lembro que a capa de a Terra de Duas Línguas I é de Graça Morais.]
Cumo se puode ber la cápia deste guapo libro ye de Manuol Bandarra, un trabalho notable, ls dançadores vistos de modo bibo cumo inda naide ls habie bisto. Parabienes, Manuol Bandarra!» Amadeu Ferreira


Autores representados:
em PORTUGUÊS - A.M. Pires Cabral, Alexandre Parafita , Ernesto Rodrigues, Fernando de Castro Branco, Henrique Pedro, José Rodrigues Dias, Manuel Cardoso, Manuel Gouveia, Regina Gouveia, António Afonso, A. Pinelo Tiza, Amélia Ferreira-Pinto, Antero Neto, António Manuel Monteiro, António Modesto Navarro, António Passos Coelho, António Sá Gué, Cláudio Carneiro, Fernando Mascarenhas, Hélder Rodrigues, Idalina Brito, Isabel Mateus, João de Deus Rodrigues, Joaquim Ribeiro Aires, José Lopes Alves, Luís Vale, Manuel Amendoeira, Marcolino Cepeda, Maria Hercília Agarez, Pedro Castelhano, Tiago Patrício, Virgílio Nogueiro Gomes, António Fortuna, Carlos d’Abreu, José Augusto de Pêra Fernandes, José Mário Leite, Nuno Augusto Afonso, António Chaves, Artur Manso, Barroso da Fonte, Isabel Alves, João Cabrita, Lucília Verdelho da Costa, Maria da Assunção Anes Morais, Maria Manuela Araújo.
em MIRANDÉS -Adelaide Monteiro, Domingos Raposo, Maria Rosa Martins, São Sendin, Alcides Meirinhos, Alfredo Cameirão, Bina Cangueiro, Faustino Antão, Alcina Pires, Amadeu Ferreira.


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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fracisco Niebro ↔ Amadeu Ferreira


Lançamento de “Ars Vivendi, Ars Moriendi” (poesia)
de Fracisco Niebro [pseudónimo de Amadeu Ferreira]
dia 10 de Novembro de 2012 (sábado), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


an BILA REAL - na Lhibrarie TRAGA MUNDOS //
em VILA REAL - na Livraria TRAGA MUNDOS

10 de NOBEMBRE, 21,00 horas, //
10 de nOVEMBRO, 21,00 horas

Salimiento de ARS VIVENDI, ARS MORIENDI (poesie) //
Lançamento de ARS VIVENDI, ARS MORIENDI (poesia)

Cula perséncia de FRACISCO NIEBRO (outor),
i de HERCÍLIA AGAREZ, que fazerá la apersentaçon //
Com a presença de FRACISCO NIEBRO (autor)
e de HERCÍLIA AGAREZ, que fará a apresentação.

Haberá recitaçon de poemas an mirandés i an pertués, Acéitan-se anscriçones de pessonas que quérgan ir a dezir algun poema de l lhibro, seia an pertués seia an mirandés //
Haverá recitação de poemas em mirandês e em português. Aceitam-se inscrições de pessoas que queiram dizer algum poema do livro, em português ou em mirandês.

[serão também apresentados “La Bouba de La Tenerie” de Fracisco Niebro e “Tempo de Fogo” de Amadeu Ferreira]


MEFISTÓFELES NO NOSSO TEMPO

(...)

ye este un tiempo de trocas a denheiro,
de claro die por nuite negra,
de palabras i risas por sangre i por delor:

tantos l cháman pa la troca,
assente an pergaminos oupidos an pendones,

que nun le dá aguanto Mefistófeles.



(...)
é este um tempo de trocas a dinheiro,
de dia claro por noite negra,
de palavras e risos por sangue e por dor:



tantos o chamam para a troca,
assente em pergaminhos erguidos em bandeira,
que nem Mefistófeles os acompanha.



Fracisco Niebro, ARS VIVENDI ARS MORIENDI

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um romance em Língua Mirandesa


“Tempo de Fogo” de Amadeu Ferreira & “La Bouba de la Tenerie” de Fracisco Niebro

Sobre a apresentação, a nível nacional, da sua obra «Tempo de Fogo», e que marcaram as comemorações, em Lisboa, do Dia da Língua Mirandesa, Amadeu Ferreira explica que se trata de um romance, inicialmente escrito em mirandês com o título «La Bouba de la Tenerie», assinado pelo seu pseudónimo Fracisco Niebro.
«A pedido do editor Âncora Editora, tentei traduzir o romance para português por forma a poder ser lido por um leque mais amplo de pessoas. A verdade é que a tradução, à medida que a ia fazendo, não me satisfazia, deixando-me a ideia de que não reflectia adequadamente o que escrevera em mirandês», confessa.
E foi por isso que decidiu reescrever o romance em português, embora seguindo de perto o que escrevera em mirandês. «O que resultou foram dois romances idênticos, mas diferentes ao mesmo tempo, o que eu chamo dois gémeos literários, isto é, obras originais em cada uma das línguas», sublinha.
«Daí que o romance em português tenha por título “Tempo de Fogo” e seja assinado com o meu nome civil, Amadeu Ferreira. Creio que se poderão comparar as duas versões, que apenas se distinguem na expressão de cada uma das línguas, fenómeno que creio ter acontecido pela primeira vez em Portugal», vinca. E resume que o romance se centra na história de um frade homossexual que é queimado às ordens do Tribunal da Inquisição, condenado por breves amores de juventude na universitária na Salamanca nos fins do século XVI.
Através de personagens reais, perseguidos pela Inquisição, a obra passa em revista o ambiente sufocante do país nos anos 20 do século XVII, tomando como paradigma várias vilas e aldeias do planalto mirandês.
(...)
O investigador adianta ainda que «embora a língua mirandesa seja fácil de entender, mesmo por quem não a fala», espera, ao mesmo tempo, que a «versão mirandesa possa incentivar várias pessoas (e sei de várias que já o fizeram) a ler também a obra em mirandês».
Amadeu Ferreira faz questão ainda de lembrar que este é o primeiro romance publicado em língua mirandesa, assumindo ao mesmo tempo e «com igual dignidade, o carácter bilingue dos mirandeses, para quem as duas línguas (o mirandês e o português) são maternas e essenciais».
E realça a capacidade da Língua Mirandesa para produzir obras literárias de «grande fôlego, como já havia ficado demonstrado com outras obras, quer em prosa quer em poesia, nomeadamente após a tradução de «Os Lusíadas»/«Ls Lusíadas», publicada há pouco mais de um ano».  [Café Portugal]

«Cun figuras riales, perseguidas pula Anquesiçon, passa-se an rebista l aire abafado de l paiç ne ls anhos binte de l seclo XVII, agarrando cumo paradigma bilas i aldés de l praino mirandés.»

Disponíveis na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mirandés i Mirandês



“Mirandés – stória dua lhéngua i dun pobo” (versão em língua mirandesa)
“Mirandês – história de uma língua e de um povo” (versão em língua portuguesa)
A história do povo Mirandês em Banda Desenhada, uma obra de José Ruy, com a coordenação científica de Amadeu Ferreira, autor este que assinou já várias obras em língua mirandesa obras de escritores latinos ( Horácio, Virgílio e Catulo ) e duas aventuras de Astérix.

L teçtemunho de José Ruy, l outor de la banda zenhada i de la stória:
«Tudo começou num almoço de trabalho com o meu editor e o Dr. Amadeu Ferreira, conhecedor profundo do historial da zona de Miranda do Douro, que abrilhantou o repasto com o seu entusiasmo e saber quanto à língua mirandesa e da sua formação através dos séculos. Aí surgiu a ideia de se fazer um livro em Banda Desenhada. Mais, iria ter também uma edição em mirandês, além do português.
Não fazia ideia, nessa altura, do modo como me ia apaixonar pelo tema e da grande amizade que me liga hoje ao Dr. Amadeu. À medida que ia recebendo as informações para construir a história, mais a minha admiração aumentava, principalmente pela disponibilidade e simpatia como eram enviadas.
Foram dois anos de trabalho, reunindo documentos, visitando o planalto mirandês tendo por guia este verdadeiro «embaixador» da língua, que se transformou no coordenador científico da obra.
Tudo foi estudado e revisto ao mais ínfimo pormenor. Mas depois dos esboços, entrei na execução dos originais, em formato maior, para serem digitalizados para a impressão na gráfica. E também aqui surgiu mais uma particularidade. Enquanto que nas décadas anteriores eu coloria com aguarela, sobre o papel dos originais, decidi repentinamente fazer as cores deste livro pelo processo digital. Foi uma luta na rápida aprendizagem do programa, numa corrida contra o tempo, pois havia compromissos a cumprir.
Assim, «Mirandês, História de Uma Língua e de Um Povo» não é mais um livro meu, ele significa um marco na minha carreira de 65 anos, na passagem do processo analógico usual, para o digital.

Sinto-me honrado e bafejado pela sorte, por ter tido a oportunidade de fazer esta história, e por ter trabalhado com o Dr. Amadeu Ferreira, usufruindo do seu grande saber e da sua sincera entrega.
Espero que quem veja e leia este livro, sinta o amor e dedicação que todos nós, incluindo o editor Dr. Baptista Lopes, empregámos na sua concepção.»
José Ruy
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...