quinta-feira, 28 de maio de 2015

nas asas da libelinha - haiku


“As Asas da Libelinha” de Hercília Agarez

«Conhecemos a Maria Hercília Agarez, sobretudo como contista e especialista na obra de Miguel Torga. Surpreende-nos agora com esta bela colecção de poemas cuja raiz vai beber ao haiku japonês, sem se deixar assimilar por ela, mas seguindo um caminho original, de grande sensibilidade, a que o grande público deve ter acesso. A sua publicação será uma mais-valia.» Amadeu Ferreira

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível da autora os seguintes títulos: “Histórias Que O Povo Tece – Contos do Marão” e “Dois Homens num só Rosto – Temas Torguianos”]


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Exposição / venda de livros galego-portugueses

 

Exposição / venda de livros galego-portugueses
Actos da Cultura Galego-Portuguesa 2015
livraria Traga-Mundos no Café-Bar
livraria Aira das Letras na Porta 43 – Associação Gatilho
dias 29 (sexta-feira), 30 (sábado) e 31 (domingo) de Maio de 2015
Cultura que une, em Amarante (Portugal)


 Actividades no dia 29 de Maio

Claustro da Câmara:

22H00 - Concerto do grupo de Câmara Ensemble Hotteterre.

Actividades no dia 30 de Maio

                FESTIVAL CULTURAQUEUNE.COM

12H00 – Café Bar: Encontro de artistas para tratar de futuras iniciativas conjuntas.
16H00 – Doçaria Mário: Encontro de poetas.
18H00 – Porta 43 – Ass. Gatilho: Contadores de histórias.
21H30 – Café Bar: Concertos de música actual: Gustavo Carvalho e João Morais – Ton Risco, Alfonso Medela e Juan Cañada – Terra Morena.

Actividades no dia 31 de Maio

15H00 – Casamarela: Apresentação do projecto Carmiña Flor de Galicia, por Emili R. Portables (Coral de Ruada).
16H00 – Biblioteca Municipal Albano Sardoeira: Projecção do filme mudo Carmiña Flor de Galicia, com acompanhamento musical de Coral de Ruada.

De 29 a 31 de maio
Café Bar e Porta 43 – Ass. Gatilho: Exposição / venda de livros galego-portugueses



António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- de 1 a 30 de Maio de 2015: exposição “A Arquitectura Sen Arquitectos: A Arquitectura Anónima A Través dos Traballos de Vicente Risco” da Fundación Vicente Risco, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dias 26 e 27 de Maio de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, na 19.ª Feira de Minerais, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real;
- dia 6 de Junho de 2015 (sábado), pelas 21h00: “Prevenção da Saúde com Plantas Medicinais” por Maria Feliz, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 7 de Junho de 2015 (domingo), pelas 15h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, em Vilar de Maçada;
- dia 7 de Junho de 2015 (domingo), pelas 17h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, em Cabêda;
- dias 10, 11, 12, 13 e 14 de Junho de 2015: exposição / venda de livros galego-portugueses, “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, na livraria Linda Rama, na Corunha;
- dias 16, 17 e 18 de Julho de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda, em Morille, Salamanca;
- dias 24, 25 e 26 de Julho de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda, em Carviçais, Torre de Moncorvo.

terça-feira, 26 de maio de 2015

traga_mundos em appia


A livraria Traga-Mundos foi convidada para participar com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no XXVI Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e Adolescência – “Psicopatologia da Infância e da Adolescência: Heranças e Evoluções” que irá decorrer dias 27, 28 e 29 de Maio de 2015, no Edifício de Geociências, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

traga_mundos em 19.ª Feira de Minerais


A livraria Traga-Mundos foi convidada para participar com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, na 19.ª Feira dos Minerais, que irá decorrer dias 26 e 27 de Maio de 2015, no Edifício de Geociências, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real.

sábado, 23 de maio de 2015

A livraria Traga-Mundos está a votos...

A livraria Traga-Mundos está a votos a nível nacional em Portugal.

Para votar:
- entre no questionário;
- escolha o distrito de Vila Real;
- nas opções, em [outras] escreva “Traga-Mundos”.

OBRIGADO!
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

caderno estrelado


caderno estrelado

Para quem gosta de observar o movimento das estrelas e de desenhar linhas no céu.
Também é aconselhado para quem sofre de insónias.


Usem o caderno com moderação, lembrem-se do Tales de Mileto.

Caderno composto e impresso a duas cores numa oficina tipográfica.

Acabou de ser impresso em Novembro de 2013 em Portugal, com uma tiragem de 2000 exemplares.

Dimensões: 17 cm x 11,5 cm
Capa: CLA 240g
Miolo: 40 folhas de papel branco de 80 gramas com impressão em offset.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os cadernos: milimétrico, caligrafia, bolacha, contabilidade, liso, estrelado, perspectiva cavaleira]


quinta-feira, 21 de maio de 2015

As divinas nádegas de...


“As Divinas Nádegas de Joana Ludovina” de Fernando Mascarenhas

«A Intriga, desta novela, desenrola-se numa vila do Nordeste Transmontano, denominada Vilancete, região que Miguel Torga batizou de “Reino Maravilhoso” e local que nós hoje temos o privilégio de habitar. A obra relata as vivências e as peripécias do protagonista, José Bernardo, um engenheiro reformado que regressa da cidade para, pensava ele, desfrutar da sua reforma com placidez, esperançado no conforto e proteção da casa e propriedade familiar, que anos antes o vira nascer.

Mas como é frequente dizer-se, de boas intenções está o inferno cheio. E, sem contar, o protagonista vê-se envolvido em acontecimentos que o arrastam para outros locais. Por conseguinte, a ação é levada para outros espaços: Porto, Lisboa, Madrid, Brasil e Suíça, por onde o protagonista deambula com o intuito de ordenar o caos provocado pelas outras personagens que de uma ou de outra forma a ele se encontram ligados numa teia bem urdida que o narrador nos vai desvendando com mestria e concisão, prendendo, deste modo, o leitor ao texto.

A obra apresenta um número reduzido de personagens onde, salvo raras exceções, quem dita o devir da ação é a personagem feminina. Este facto traz à nossa memória as antigas sociedades matriarcais. Assim, no livro, é a mulher, ou melhor, pela mulher que o protagonista se bate, qual Dom Quixote sempre pronto a socorrer a sua Dulcineia e, por conseguinte, a repor a justiça ou a colocar em ordem o caos que se havia instalado.

Passo, sucintamente, a mencionar algumas das personagens pelo seu revelo. Desde logo, o amigo de infância, Alexandre Manuel, que desempenha as funções de confidente. De seguida, a neta do protagonista, Constança que, de certa forma, podemos considerar uma personagem tipo, visto que representa todas as mulheres que são vítimas de violência doméstica e que dificilmente se conseguem livrar das garras dos agressores sem a ajuda de terceiros. Abro aqui um parêntese para recordar, não sem mágoa e tristeza, que este flagelo está, infelizmente, a aumentar em Portugal, como constantemente vemos noticiado na comunicação social. Estou em crer que nem outra foi a intenção do autor, a não ser condenar, de forma veemente, este “crime” e levar o leitor a refletir na humilhação a que alguns seres humanos estão sujeitos. Por outro lado, Alexandre Manuel, em minha opinião, representa o amigo genuíno, sincero e o companheiro de todas as horas, sempre pronto a ouvir, a ajudar e a aconselhar José Bernardo.

Fecho o parêntese, apresentado a personagem Dirce, uma brasileira, não cheia de encantos e deslumbres, mas antes pelo contrário plena de malícia e crueldade. Parece-me que, à semelhança de Constança, Dirce representa todas as mulheres oportunistas e sem escrúpulos que não olham a meios para atingirem os fins, mesmo que isso implique acabar com outro casamento e cometer, em desespero de causa, o próprio suicídio. Por último, apresento a personagem Joana Ludovina, que dá título à obra, e que por antonomásia representa todas as mulheres altruístas e filantropas que dão a sua vida e o melhor de si em prol dos outros, mais necessitados. Nesse sentido, esta personagem é mais quimérica do que real, sendo, também, aquela que apresenta uma maior densidade psicológica. Esta personagem, sobretudo no fim da narrativa, quando o leitor tem acesso à sua história de vida, faz-nos pensar que ainda é possível, neste mundo cruel e desumano, encontrar anjos da guarda que “abdicam” da sua vida para dar rumo e sentido à vida dos outros.

Para além das temáticas já mencionadas acima, também são afloradas na obra as seguintes: a emigração tanto a primeira leva provocada pela miséria e pela fome que grassavam em Portugal nas décadas de cinquenta e sessenta do século passado, representada no texto pela personagem Luciana, como pela emigração atual incentivada pela falta de emprego e oportunidades, empurrando os nossos melhores jovens para fora do país, situação que o autor relata de forma corrosiva. O tema da caça, associada ao passatempo, ao prazer e ao companheirismo, também se encontra patente na obra. Outra realidade que a obra atesta é a imigração de pessoas dos países de leste que encontram em Portugal e, mais concretamente, no Nordeste Transmontano, trabalho e acolhimento. Esta situação é documentada na obra pelo casal Vladimir e esposa. A derradeira temática, mas nem por isso menos relevante, que encontramos no final da narrativa, em jeito de remissão definitiva, está relacionada, ainda, com a Guerra Colonial, que deixou um património impalpável, mas perdurável de traumas e distúrbios de índole psíquica num grande número de soldados, como um vasto filão literário tem vindo a corroborar. Estes combatentes encontram-se personificados, nesta narrativa, pelo engenheiro e protagonista José Eduardo.

Para além destes motivos de reflexão que, como vimos, a obra proporciona, o autor usa e abusa da ironia e do sarcasmo nas várias passagens do texto em que reflete sobre a dura situação económica e social que vem assolando Portugal. O autor chega ao ponto de nomear os agentes políticos responsáveis pela situação a que o país chegou. Estas personalidades, ironia do destino, continuam impunes e indiferentes ao sofrimento e à miséria da população, aumentando, este facto, a indignação do autor.

A obra é, ainda, enriquecida pelas referências literárias que convoca e sua pertinência, permitindo fazer inferências com o que está a ser narrado.

Concluo, asseverando que a leitura de “As Divinas Nádegas de Joana Ludovina”, de Fernando Mascarenhas, é aprazível e cativa, pelo tom coloquial, pelo vocabulário acessível e referencial, pelas temáticas escalpelizadas e pelo enredo, o leitor que facilmente se identifica com algumas das personagens do livro.» Norberto Veiga

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “Vertigem” e “Galateia – Segredos de Família”]


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Receitas com Vinho do Porto


Cozinha Portuguesa – Receitas com Vinho do Porto – texto em português
Cocina Portuguesa – Recetas con Vino de Oporto – texto en español
Portuguese Cuisine – Recipes with Port Wine – english text
Cuisine Portugaise – Recettes au Vin de Porto – texte en français


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível de receitas de cozinha portuguesa: Sardinhas – em português, espanhol, francês e inglês, Bacalhau – em português, espanhol, francês e inglês; “O Vinho do Porto na Cozinha” de Dias Vieira; “Sabores Judaicos – Trás-os-Montes” de Graça Sá-Fernandes, fotografias de Valter Vinagre; “Terra Mãe, Terra Pão” de Mouette Barboff; “Cozinha Transmontana” de Alfredo Saramago, colaboração de António Monteiro, fotografia Inês Gonçalves; “Comidas Conversadas – Memórias de Herança Transmontana” de António Manuel Monteiro; “Castanea – Uma Dádiva dos Deuses” e “Memórias da Maria Castanha” de Jorge Lage]


terça-feira, 19 de maio de 2015

João de Deus em bd e em mirandês


“La Magie de Las Letras”  bd de José Ruy, traduçon pa l mirandês Amadeu Ferreira
“A Magia das Letras” bd de José Ruy

O álbum de banda desenhada de José Ruy dedicado à vida e obra de João de Deus chega agora à estampa traduzido para a língua mirandesa, por Amadeu Ferreira e António Cangueiro.
Poeta, pedagogo e humanista, João de Deus deu origem a um método de aprendizagem de grande difusão com a sua Cartilha Maternal, tornando-se numa importante, senão a principal, referência pedagógica do século XIX. Actualmente, a obra de João de Deus é detentora de 55 centros educativos, entre eles um museu, uma casa-museu e uma Escola Superior de Educação.

«Na contracapa consta um texto da autoria de António de Deus Ramos Ponces de Caravalho sobre o seu bisavô, João de Deus:
João de Deus foi um dos maiores vultos da cultura portuguesa do século XIX. O país deve-lhes, nas suas múltiplas facetas de poeta, pedagogo e humanista, as primeiras missões de alfabetização. O antigo Presidente da República Jorge Sampaio afirmou em discurso proferido no Museu João de Deus, em Lisboa, ter sido «o ilustre poeta João de Deus, autor da Cartilha Maternal, quem deu origem a um método de aprendizagem de grande difusão e mérito. A obra, associada à coerência política, tornaram-no a referência pedagógica do século XIX». Antero de Quental, por seu turno, escrevera, referindo-se ao poeta-pedagogo, ser este «o poeta mais original do seu tempo que fez da sua vida o seu melhor poema». Em 2013, a obra de João de Deus é detentora de 55 centros educativos, entre eles um museu, uma casa-museu e uma escola Superior de Educação, e multiplica-se em projetos de apoio aos mais desfavorecidos, dando seguimento ao perfil humanista do seu fundador.

A biografia em banda desenhada pode ser um dos géneros mais difíceis de realizar enquanto obra da nona arte, em especial se, como é o caso, se dispõe de um número reduzido de páginas para falar de uma vida, e se a iniciativa provém de terceiros e se pretende ir ao encontro das suas expectativas. Mas estamos a falar de um autor com 79 álbuns no currículo, 48 dos quais em banda desenhada, tendo ainda editado e dirigido a 2.ª série de O Mosquito, bem como colaborado em diversas publicações de BD, com direito a múltiplas homenagens e 25 prémios atribuídos. Deste modo, não será de estranhar que o autor ultrapasse com mestria muitas das armadilhas que uma obra deste género contém.

Com recurso a uma narrativa nem sempre linear, recorre a analepses com coerente representação gráfica, a qual se altera ainda para uma terceira versão aquando de episódios não vividos pelo protagonista mas contados pelo mesmo, como a Guerra de Troia. Curiosamente, a obra não se limita à vida de João de Deus, continuando a narrativa após a sua morte, concentrando-se, após o inevitável, nos seus descendentes e na obra que deixou e permanece viva.

A história de José Ruy (responsável pelo argumento, guião, desenho, legendação e cores digitais) cativa o leitor, sem o constante empilhar de datas e factos. Excetuam-se talvez as últimas vinhetas da página e meia final, dada a imperiosidade de finalizar a obra e não ser pretendido criar toda uma outra linha narrativa cativante acerca da neta Maria da Luz Ponces de Carvalho, tão próximo do final.

Na última folha do miolo do álbum, José Ruy apresenta a bibliografia consultada, que atinge mais de um quarteirão de obras, não deixando dúvidas quanto à seriedade da pesquisa realizada no que toca à vida e obra de João de Deus e a documentação gráfica da mesma e sua época. [blogue “a bd é”]



Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “Mirandês – história de uma língua e de um povo” e “Mirandés – stória dua lhéngua i dun pobo”, “Ls Lusíadas” Luís de Camões banda zenhada José Ruy traduçon para mirandês por Francisco Niebro]

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Visita à Casa Museu Aires Torres, Parada do Pinhão


Visita à Casa Museu Aires Torres
por João Luís Sequeira Rodrigues
dia 24 de Maio de 2015 (domingo), das 8h00 às 14h00
em Parada do Pinhão, Sabrosa, Vila Real


«José Augusto Aires Torres nasceu a 18 de Maio de 1893, em Parada do Pinhão, filho de José Augusto Artur Fernandes Torres e de Ana Maria Aires Vilela. Contudo o seu nascimento ficaria registado como tendo acontecido no dia 28 de Maio de 1893, o que, dada a coincidência com a data do golpe que instaurou a ditadura em 1927, levaria a que Aires Torres ironizasse na celebração desta data.
Aires Torres foi influenciado pela figura do pai, um notável engenheiro civil responsável pela construção do caminho-de-ferro de Moçamedes, uma das grandes obras do colonialismo português e que se destacou, enquanto senador, em 1920, por defender um regime de progressiva independência das colónias africanas, o que lhe viria a causar problemas políticos.
Ficou também marcado pelo meio onde nasceu e que moldou a sua personalidade. Ao longo de toda a vida e obra se referiu a uma infância feliz percorrendo e contemplando as montanhas, as árvores e os rios e aludindo ao amor que sentia pela sua terra natal. Isto é visível, tanto na correspondência que trocou com amigos e familiares, como nos seus livros de poesia.
Aires Torres possuía uma personalidade muito forte de traços bem vincados. Tal como o mundo que o rodeava, Aires Torres era um homem austero, orgulhoso, rígido defensor de princípios éticos e políticos sobre os quais não fazia qualquer tipo de concessões, contemplativo, solitário, que detestava a vulgaridade e a incoerência. Era também um homem extremamente frontal, com um sentido de humor corrosivo que fácil e frequentemente se revoltava com as injustiças. Por outro lado, desde cedo revelou ser um dotado para as artes: representava, tocava piano e viola, cantava e pintava.
Por solicitação do seu tio Zeferino, Aires Torres frequentou o Colégio de Lamego entre 1908 e 1910
Entre 1911 e 1914 frequentou a Escola de Arte de Representar (actual Conservatório Nacional) que concluiu com nota máxima e obtido o 1º prémio desta escola, tendo sido nomeado pelo governo para o quadro do Teatro Nacional.
Foi recrutado para o exército, seguindo, a 27 de Dezembro de 1914, para a guerra em Angola, integrado na coluna de operações ao Sul de Angola, comandada pelo general Pereira d’Eça, onde permaneceu até 17 de Outubro de 1915.
Regressou, então, a Portugal. Retomou a carreira de actor, tendo representado no Teatro Nacional a peça Furtar , da autoria de Bento Mântua.
Contudo, em 21 de Julho de 1917, foi novamente mobilizado desta vez para integrar o Corpo Expedicionário Português que iria participar na I Guerra Mundial, na Flandres. Aires Torres só regressaria a Portugal a 17 de Fevereiro de 1919.
Foi então colocado em Vila Real, no Regimento de Infantaria 13.
Em Fevereiro de 1923, já a viver no Porto, Aires Torres publicou na revista A Águia o poema A Fogueira na Montanha, iniciando assim a sua carreira enquanto poeta.
Em 1925, publicou o primeiro livro de poemas intitulado Inquietação, que recebeu os elogios da crítica especializada e de personalidades letras como Teixeira de Pascoais, Hernâni Cidade ou Sant’Anna Dionísio, entre outras.
Em 28 de Maio de 1926, fruto da decadência do regime republicano, deu-se o golpe que haveria de instaurar a ditadura em Portugal.
Percebendo que o regime ditatorial era nefasto para o país, o movimento do Reviralho formado um conjunto de democratas e republicanos, entre os quais se contava Aires Torres, começou a organizar um golpe revolucionário na tentativa de depor a ditadura
            O golpe eclodiu no Porto a 3 de Fevereiro de 1927, no qual Aires Torres teve uma participação activa.Contudo, esta tentativa revolucionária não decorreu conforme o previsto. Aires Torres, ferido num braço no dia 6 de Fevereiro, foi internado no Posto da Cruz Vermelha. No dia 7 de Fevereiro, o golpe fracassou e Aires Torres fugiu do Posto da Cruz Vermelha tendo encontrado refúgio em Vigo.
            De Vigo, onde permaneceu algumas semanas, Aires Torres seguiu para Paris, onde colaborou na criação da Liga de Paris que tinha como objectivo a reorganização do movimento democrático e a deposição do regime ditatorial que vigorava em Portugal.
Nessa altura o jornal clandestino O Reviralho publicou um poema de Aires Torres intitulado Á Carga, no qual exprimia revolta perante a situação política que então se vivia em Portugal.
Dificuldades de subsistência determinaram que poucos meses depois, em Maio de 1927, Aires Torres tenha regressado a Portugal onde passou a viver na clandestinidade, ocupando-se na organização de actividades subversivas que visavam o derrube do regime ditatorial.
            Na sequência dessas actividades, Aires Torres acabaria por ser detido, em Janeiro de 1929, e preso na Casa de Reclusão da Trafaria. Meses depois evadiu-se da prisão da Trafaria de forma espectacular, contando também para isso com a ineficiência dos serviços prisionais e policiais naquela época.
            Voltou então à clandestinidade e à organização de golpes, sendo rotulado pela polícia como “um dos principais agitadores de aquém Coimbra”. Aires Torres viria a ser novamente preso em 14 de Junho de 1932, ficando detido na Casa de Reclusão do Porto até 7 de Dezembro de 1932, data em que foi libertado ao abrigo da amnistia decretada pelo governo de Salazar aquando da instauração do Estado Novo.
Regressou então à vida militar, percorrendo várias unidades pelo país e repetindo-se os conflitos com as hierarquias militares e consequentes processos disciplinares.
Em 1946, tendo já abandonado o exército, Aires Torres, a convite do Conde da Covilhã (Dr. Júlio Anahory de Quental Calheiros), passou a exercer funções de Chefe dos Serviços de Propaganda da Mabor, Fábrica de manufactura de borracha, fundada em 6 de Abril de 1946.
Ainda em 1946, Aires Torres publicou o seu segundo livro de poemas intitulado Anda às Voltas o Mundo, no qual expressava a sua visão do mundo na ressaca da II Guerra Mundial, e numa época em que Portugal vivia em pleno regime Estado Novo.
Tal como Inquietação, também Anda às Voltas o Mundo recebeu o elogio da crítica literária da época, apesar de ser um livro onde eram visíveis as tendências oposicionistas do autor.
            Nesse mesmo ano viria a falecer precocemente o seu filho Fernão, episódio que marcou profundamente o poeta.
Em 1958, Aires Torres iniciou uma colaboração esparsa no Jornal de Felgueiras no qual publicou alguns dos seus poemas.
            Os últimos anos de vida, antes de adoecer, Aires Torres passou-os no na Casa da Lage, em Celorico de Basto, de onde contemplava o “seu” Marão e no Porto lendo e escrevendo, participando nas tertúlias do café A Brasileira e do Ateneu Comercial do Porto. Faleceu com 84 anos, no dia 10 de Fevereiro de 1979, na sua casa da Rua Alves da Veiga, no Porto.
            Visitar a Casa Museu Aires Torres, em Parada do Pinhão, é uma oportunidade para conhecer mais de perto aspectos da vida e obra de uma personalidade que tomou parte em alguns dos mais significativos episódios da história e da cultura portuguesa do século passado.» João Luís Sequeira Rodrigues


O ponto de encontro é na livraria Traga-Mundos, pelas 8h00, para organizarmos o transporte de todos os participantes – quem tiver lugares livres no seu carro poderá dar boleia a quem não tem transporte. Quem estiver mais próximo de Mesão Frio, o ponto de encontro será à porta da Casa Museu Aires Torres, a partir das 9h00.

Participação grátis, mediante inscrição (até 23 de Maio) na Traga-Mundos, ou pelos seguintes contactos: 259 103 113, 935 157 323, traga.mundos1@gmail.com.


António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- de 1 a 30 de Maio de 2015: exposição “A Arquitectura Sen Arquitectos: A Arquitectura Anónima A Través dos Traballos de Vicente Risco” da Fundación Vicente Risco, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 19 de Maio de 2015 (terça-feira), pelas 21h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, na Universidade Sénior | Centro Cultural em Vila Real;
- dias 26 e 27 de Maio de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, na 19.ª Feira de Minerais, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real;
- dias 29, 30 e 31 de Maio de 2015: exposição / venda de livros galego-portugueses, “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Amarante;
- dia 6 de Junho de 2015 (sábado), pelas 21h00: “Prevenção da Saúde com Plantas Medicinais” por Maria Feliz, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 7 de Junho de 2015 (domingo), pelas 15h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, em Vilar de Maçada;
- dia 7 de Junho de 2015 (domingo), pelas 17h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, em Cabêda;
- dias 10, 11, 12, 13 e 14 de Junho de 2015: exposição / venda de livros galego-portugueses, “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, na livraria Linda Rama, na Corunha;
- dias 16, 17 e 18 de Julho de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda, em Morille, Salamanca;
- dias 24, 25 e 26 de Julho de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda, em Carviçais, Torre de Moncorvo.

domingo, 17 de maio de 2015

Apresentação de livro sobre Aníbal Milhais, o Soldado Milhões


Apresentação de livro sobre Aníbal Milhais, o Soldado Milhões
apresentação a cargo do Dr. António Guilhermino Pires, com a presença do autor Francisco Galope
dia 23 de Maio de 2015 (sábado), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


“O Herói Português – da I Guerra Mundial” de Francisco Galope

De anónimo nas trincheiras a herói nacional, a história de Aníbal Milhais, o soldado Milhões.

Na Batalha de La Lys, o soldado Milhões ficou para trás e cobriu a retirada dos camaradas. Durante vários dias vagueou por trincheiras e descampados, sobrevivendo graças à sua metralhadora e a um pacote de amêndoas da Páscoa. Ao regressar ao acampamento, depois de salvar civis e matar militares alemães, foi recebido como um herói. Porém, no regresso a casa, cai no esquecimento, apesar de ter recebido a mais alta condecoração. Só anos mais tarde, o regime decide fazer dele um símbolo do amor à pátria…
«A história do Milhões tem qualquer coisa de conto de fadas. Quando o seu filhito tiver idade de ouvir histórias, se alguém o tomar sobre os joelhos e lhe contar a de seu pai, o pequeno tem de abrir uns grandes olhos, como se lhe relatassem o caso do Grão de Milho ou da Gata Borralheira.» André Brun in “Diário de Lisboa” (1924)


«Aníbal Augusto Milhais, o conhecido “Milhões”, nasceu em 9 de Julho de 1895 e faleceu em 3 de Junho de 1970. Ainda não tinha 22 anos na data em que embarcou para a Flandres, incorporando o Corpo Expedicionário Português (CEP), no final de Maio de 1917, como militar do Regimento de Infantaria 19.
Vindo de Valongo (a que mais tarde se juntou “de Milhais” em sua honra), no concelho de Murça, Aníbal Augusto fazia parte do grande grupo de incorporados que nunca saíra do seu torrão. Muito saberia da vida, mas não conseguia adivinhar que, com o passar dos tempos, o seu nome viraria lenda, o seu rosto de herói desafiaria a memória numa praça da sua sede de concelho e a sua vida seria resguardada numa biografia publicada no primeiro ano do centenário da Grande Guerra, aquela em que ele se expôs diariamente à fortuna e de onde conseguiu regressar, contrariamente ao que foi o fado de camaradas de armas e de amigos e vizinhos.
Francisco Galope, jornalista, encontrou-se com a narrativa do soldado “Milhões” em 2008, quando preparava uma reportagem com informação de carácter histórico para a revista “Visão – História”, para um número que assinalaria os 90 anos do fim da Grande Guerra e da assinatura do Tratado de Versalhes. Mas a descoberta pedia mais do que uma reportagem e, cinco anos depois dessa publicação, Francisco Galope apresenta a biografia de Aníbal Augusto Milhais, o “Milhões” da lenda, sob o título “O herói português da I Guerra Mundial”.
Curiosamente, a forma de Aníbal Augusto ter ascendido ao lugar de herói ficou a dever-se a um jornal, o “Diário de Lisboa”, quando corria o mês de Abril de 1924, que desencantou o combatente transmontano e o fez andar num périplo que teve vários pontos altos de reconhecimento e de vivência, como foi, por exemplo, o da presença na Batalha, quando no dia 9 desse mês ali se procedeu à inauguração do lampadário junto do túmulo do “soldado desconhecido” (criado em 1921), homenagem aos caídos na Grande Guerra, em data cara para Milhais: fora na sequência da sua acção, em 9 de Abril de 1918, ao defender-se e ao defender muitos dos seus camaradas perante o inimigo alemão, que ele se tornou numa imagem do heroísmo no campo de batalha. Posteriormente, o desabafo de um dos seus comandantes, João Maria Ferreira do Amaral, ao dizer-lhe, num jogo de palavras, que ele ”era Milhais, mas valia Milhões”, abria-lhe a porta para a memória, de tal maneira que, no pedestal de Murça, a frase do comandante surge lavrada em lápide.
Se, em 1921, Menezes Ferreira contou a história heróica dos soldados portugueses, construindo uma personagem que seria resultado das vivências de todos eles, na obra “João Ninguém – Soldado da Grande Guerra” (contendo tanto de épico como de humorístico como de crítico), se designações como “serrano”, “gambúzio” ou “folgadinho” assentavam na tipificação do soldado herói português que combateu na Grande Guerra, o conhecimento de “Milhões” deu um rosto, um corpo e um sentir a esse herói, várias vezes aclamado, em diversas oportunidades alcandorado a representante da valentia dos homens do CEP.
Francisco Galope marcou encontros vários com a memória de “Milhões”, fosse através da leitura do que disseram os jornais, da consulta ao arquivo da RTP (onde surge registo de entrevista com o herói de Valongo de Milhais) e nos arquivos militares, fosse por via de fontes orais de familiares do “Milhões”, fosse ainda pelo recurso à literatura memorialística portuguesa deste período (cujos títulos vão sendo referidos ao longo da obra). Todo este viajar pela pesquisa no sentido de ser reconstituída uma biografia permitiu ao autor a elaboração de uma tela completa do que pode ter sido a vida de Aníbal Milhais, sobretudo na experiência na trincheira da Flandres. Afinal, aquilo por que Milhais passou não terá sido diferente do que foi vivido pelos outros companheiros conforme registado pelo memorialismo. Assim, Francisco Galope preenche lacunas, dando a imagem possível do herói e do seu feito.
O desenvolvimento da narrativa vai sendo sujeito a reflexão do próprio narrador, que, frequentemente, se cola ao seu protagonista no sentido de o entender ou de justificar as suas atitudes, sempre com o objectivo de tornar a narrativa mais viva, quase como se uma memória se reproduzisse, não esquecendo pormenores como o da maneira de falar ou o da linguagem utilizada, sobretudo no que diz respeito a gíria militar, ou mesmo o que advém da possibilidade de adivinhar o que correria no pensamento do soldado e na sua maneira de ver o mundo.
Aníbal Milhais não sai endeusado, antes nos é apresentado um cidadão, que, perante uma experiência rara e intensa, em que havia a vida para defender, hesita, ganha, perde e luta, não visando ser herói, mas procurando a sobrevivência, agindo com a naturalidade que a vida lhe ensinou. Francisco Galope, apesar do título dado ao livro, é cauteloso no apuramento da verdade em torno do gesto que fez Milhais subir ao estatuto de “herói” (o que se terá passado em Huit Maisons em 9 de Abril e nos dias subsequentes), apresentando, no final, documentos de Ferreira do Amaral e de David Magno, um justificando o reconhecimento e a atribuição de galardão a Milhais e o outro assumindo que o feito do soldado transmontano não foi mais glorioso que o de muitos outros dos seus homens, ainda que reconhecendo Magno que a imagem do “Milhões” se transformou em “símbolo dos nossos humildes soldados”.
Uma biografia a ler. Porque dá uma imagem do que foi a vida dos portugueses nas trincheiras, porque recria com base em fontes importantes um aspecto da participação portuguesa na Flandres, porque, ainda que falando de um “herói”, o humaniza. E porque, tal como nas histórias que conhecemos, não ficamos a saber tudo sobre os heróis, apenas o essencial.» João Reis Ribeiro, blogue Nesta Hora

Francisco Galope é jornalista. Passou pelo Correio da Manhã e pela Agência Lusa, entre outros órgãos de comunicação. Actualmente é redactor principal da revista “Visão”, onde trabalha desde 1999.


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[também disponíveis os títulos: “Aníbal Milhais – Um Herói Chamado Milhões” texto José Jorge Letria ilustrações Nuno Saraiva, “A Saga de Um Combatente na I Guerra Mundial – de Chaves a Copenhaga” de Gil Manuel Morgado dos Santos e Gil Filipe Calvão Santos]


António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- de 1 a 30 de Maio de 2015: exposição “A Arquitectura Sen Arquitectos: A Arquitectura Anónima A Través dos Traballos de Vicente Risco” da Fundación Vicente Risco, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 19 de Maio de 2015 (terça-feira), pelas 21h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, na Universidade Sénior | Centro Cultural em Vila Real;
- dia 24 de Maio de 2015 (domingo), das 8h00 às 14h00: visita à Casa Museu Aires Torres, por João Luís Sequeira Rodrigues, em Parada do Pinhão, Vila Real;
- dias 26 e 27 de Maio de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, na 19.ª Feira de Minerais, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real;
- dias 29, 30 e 31 de Maio de 2015: exposição / venda de livros galego-portugueses, “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Amarante;
- dia 6 de Junho de 2015 (sábado), pelas 21h00: “Prevenção da Saúde com Plantas Medicinais” por Maria Feliz, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 7 de Junho de 2015 (domingo), pelas 15h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, em Vilar de Maçada;
- dia 7 de Junho de 2015 (domingo), pelas 17h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, em Cabêda;
- dias 10, 11, 12, 13 e 14 de Junho de 2015: exposição / venda de livros galego-portugueses, “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, na livraria Linda Rama, na Corunha;
- dias 16, 17 e 18 de Julho de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda, em Morille, Salamanca;
- dias 24, 25 e 26 de Julho de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda, em Carviçais, Torre de Moncorvo.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

traga_contos na Galiza


“Era uma vez...
Numa rua de uma cidade existia um espaço, uma casa, um mundo diferente de todos os outros mundos quem lá entrava levava mundos, mas, assim como levava também deixava um pedacinho do seu próprio mundo. 
Naquele espaço, naquela casa, naquele mundo diferente de todos os outros de dois em dois meses partilham-se histórias, contos simples de tempos que já lá vão e de outros tempos que estão por vir, contos, histórias daquelas que nos fazem parar, pensar e sorrir porque a vida é repleta de coisas simples e belas.
Nas noites escolhidas de ouvidos atentos e olhares alerta as pessoas entram, sentam e abrem o coração às histórias, às minhas histórias, e eu também abro o meu coração às histórias de cada um porque naquele espaço, naquela casa, naquele mundo diferente de todos os outros todos somos contadores e escutadores de histórias.
E se no dia 15 às 21h00 (Fundación Vicente Risco) e 16 de Maio às 20h00 (Taberna de Acevedo) por acaso passar naquela rua, por aquele espaço, entre, sente-se e seja bem-vindo ao mundo do Era uma vez.” Vítor Fernandes

«Vítor Manuel Azevedo Fernandes, licenciado em história variante arqueologia, natural do Reino Maravilhoso de Trás-os-Montes. Na infância passava o tempo a ouvir as histórias contadas pela sua avó, e para adormecer pedia histórias à sua mãe. Um dia tropeçou nos contos e relembrou toda a infância e todo o tempo passado a ouvir histórias, rapidamente a cabeça foi invadida por questões tais como: mas como contar e o que contar. Encontrou respostas na Escola de Narração Oral de Clara Haddad e começou a fazer formação, fez ainda formação com vários contadores internacionais.
Desde de 2010 narra profissionalmente. Narrador que busca manter a força da tradição, seu repertório é repleto de contos de amor, de humor, de vivacidade, astúcia e emoção da tradição oral portuguesa.»

Venha ouvir...
e traga um@ amig@ também!


António Alberto Alves
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

cultura que une, literatura que une



Festa do Libro Galego Portugués
15 (sexta-feira), 16 (sábado) e 17 (domingo) de Maio de 2015
com a participação da livraria Traga-Mundos, de Vila Real, Portugal 
na Fundación Vicente Risco, Allariz, Galiza

terça-feira, 12 de maio de 2015

Festa do Libro galego Portugués, Allariz, Galiza


Festa do Libro Galego Portugués
15 (sexta-feira), 16 (sábado) e 17 (domingo) de Maio de 2015
na Fundación Vicente Risco, Allariz, Galiza


A livraria Traga-Mundos foi convidada para participar com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, acompanhado também pelo contador de história transmontano Vítor Fernandes, no Mes da Cultura Galego Portuguesa, nos dia 15, 16 e 17 de Maio de 2015, na Fundación Vicente Risco, em Allariz, Galiza.


MES DA CULTURA GALEGO PORTUGUESA – 2015

1-V-2015 / 12:00
EXPOSICIÓN FÁBULAS DE KARIM SOMMERS E ANA SILVA, FUNDACIÓN VICENTE RISCO

1-V-2015 / 13:00
CONCERTO DE VIOLA AMARANTINA PROFESORES EDUARDO COSTA, CANDIDO COSTA, RENATO SOARES E TÂNIA PIMENTA, FUNDACIÓN VICENTE RISCO

1-V-2015 / 14:00
ACTO DE CONVIVIO E DEGUSTACIÓN DE VIÑO VERDE DE AMARANTE, OFERTA DE DE FREGIM VINHO VERDE (ENGRO JOSÉ PINTO DA CUNHA), FUNDACIÓN VICENTE RISCO

10-V-2015 / 18:00
RECITAL DO POETA ITALIANO CLAUDIO POZZANI, CASA DA CULTURA

10-V-2015 / 21:00
CONCERTO DIDÁCTICO DE XOÁN CURIEL, FUNDACIÓN VICENTE RISCO

14-V-2015 / 20:30
PROXECCIÓN DE 9 ONDAS. COLOQUIO CO SEU DIRECTOR SIMONE SAIBENE, FUNDACIÓN VICENTE RISCO

15-V-2015 / 19:30
INAUGURACIÓN FESTA DO LIBRO GALEGO PORTUGUÉS LIBRARÍAS “AIRA DAS LETRAS E TRAGAMUNDOS”.
PRESENTACIÓN DA OBRA DE ARTHUR ALONSO NOVELHE  NO MEIO DO ORIENTE.
TRAGA CONTOS. NARRACIÓNS PARA ADULTOS VITOR FERNANDES.
FUNDACIÓN VICENTE RISCO

16-V-2015 / 12:00
ENCONTRO DO CLUBE DE LECTURA ALVEIROS COA TERTULIA JOÃO ARAUJO CORREIA, FUNDACIÓN VICENTE RISCO

16-V-2015 / 20:30
II CONCERTO DO CICLO PETISCOS MUSICAIS ADICADO A COMPOSITORES GALEGOS, FUNDACIÓN VICENTE RISCO

16-V-2015 / 22:30
TRAGA CONTOS. NARRACIÓNS PARA ADULTOS VITOR FERNANDES, A TABERNA DE ACEVEDO

17-V-2015 / 17:30
ACTIVIDADE PARA NENOS, FUNDACIÓN VICENTE RISCO

21-V-2015 / 20:30
PRESENTACIÓN DO LIBRO DE BRITANIA A BRITONIA, FUNDACIÓN VICENTE RISCO

21-V-2015 / 22:00
CINE ARTURICO, FUNDACIÓN VICENTE RISCO

22-V-2015 / 20:30
VENRES DE SABOR: CATA DE ACEITES EIDOS DE IRIA E LAGAR DA SANCHA, A FÁBRICA DE VILANOVA

23 -V-2015 / 19:30
EMISIÓN DE CARMIÑA FLOR DE GALICIA CO ACOMPAÑAMENTO DE  POLA CORAL DE RÚADA, CASA DA CULTURA


António Alberto Alves
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Próximos eventos:
- de 1 a 30 de Maio de 2015: exposição “A Arquitectura Sen Arquitectos: A Arquitectura Anónima A Través dos Traballos de Vicente Risco” da Fundación Vicente Risco, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 19 de Maio de 2015 (terça-feira), pelas 21h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, na Universidade Sénior | Centro Cultural em Vila Real;
- dia 23 de Maio de 2015 (sábado), pelas 21h00: apresentação do livro “O Herói Português da Primeira Guerra Mundial” de Francisco Galope, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 24 de Maio de 2015 (domingo), das 8h00 às 14h00: visita à Casa Museu Aires Torres, por João Luís Sequeira Rodrigues, em Parada do Pinhão, Vila Real;
- dias 26 e 27 de Maio de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, na 19.ª Feira de Minerais, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real;
- dias 29, 30 e 31 de Maio de 2015: exposição / venda de livros galego-portugueses, “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Amarante;
- dia 6 de Junho de 2015 (sábado), pelas 21h00: “Prevenção da Saúde com Plantas Medicinais” por Maria Feliz, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 7 de Junho de 2015 (domingo), pelas 15h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, em Vilar de Maçada;
- dia 7 de Junho de 2015 (domingo), pelas 17h00: apresentação do livro “Crónicas da Nossa Freguesia – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro, em Cabêda;
- dias 10, 11, 12, 13 e 14 de Junho de 2015: exposição / venda de livros galego-portugueses, “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, na livraria Linda Rama, na Corunha.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A Bíblia de Lôá


“A Bíblia de Lôá – Lôá Perdida No Paraíso | Lôá e a Véspera do Primeiro Dia” de Dulce Maria Cardoso, ilustrações Vera Tavares

Lôá é uma menina-deus. Tudo aconteceu mais ou menos assim: Um dia Lôá pôs-se a desenhar. Criou um mundo que lhe pareceu tão belo e tão bom que quis entrar nele. Desde então, vive perdida nesse mundo.

«A escritora Dulce Maria Cardoso estreia-se na literatura para crianças e jovens com a coleção "A Bíblia de Lôá", inspirada em passagens dos textos da Bíblia, mas em busca de outros significados, disse a autora à agência Lusa.

Com ilustração de Vera Tavares e edição da Tinta da China, a coleção tem início com "Lôá e a véspera do primeiro dia" e "Lôá perdida no paraíso", sobre a criação do mundo e sobre Adão e Eva.

Nas duas histórias, Dulce Maria Cardoso inventou uma "menina-deus"- Lôá -, "de aparência frágil", que desenhou o mundo com um lápis num livro em branco.

A escritora, conhecida sobretudo como romancista e contista, escreveu seis histórias para crianças a partir da Bíblia, desafiada por Teresa Paixão, programadora da RTP.

"Saí da minha zona de conforto, mas não quis fazer leituras bíblicas para crianças. Não tenho temor à Igreja embora goste de ler a Bíblia, porque dramaticamente é muito interessante. O que foi mais desafiante foi encontrar outros significados na Bíblia, porque estamos imersos neste caldo judaico-cristão que é portador de imensos preconceitos", explicou Dulce Maria Cardoso.
Há o pecado, o castigo, a culpa, mas a autora procurou novas leituras, como por exemplo a questão de género na Bíblia, porque os textos religiosos nela inscritos "menorizam muito a mulher".

Não é por acaso que a protagonista é uma mulher, criadora do mundo à sua imagem e semelhança, "uma figura bastante solitária e que cria através da arte", sendo a arte "a possibilidade de mudança".

"Não tenho pretensões de mudar a tradição secular de preconceito e 'A Bíblia de Lôá' pode ser lida por crentes e não crentes, de acordo com a sua fé", afirmou.

Nos livros, com vários níveis de interpretação para leitores iniciais e leitores autónomos, Dulce Maria Cardoso recorre a vários trocadilhos, referindo-se por exemplo a um "orvil" (lê-se "livro" ao contrário), e brinca com a linguagem, procurando as semelhanças entre "querer" e "crer" e inventando o "Para-isso" (Paraíso).

Nestas obras Dulce Maria Cardoso sentiu necessidade "de blindar o texto" e teve uma "preocupação diferente" na escrita, a pensar nos jovens destinatários.

"As crianças e os jovens são como umas esponjas, absorvem tudo, é difícil prender-lhes a atenção e tive uma outra preocupação no que escrevia, porque também queria diverti-los, ter 'ganchos' para lhes prender a atenção", afirmou.

Para a coleção "A Bíblia de Lôá", Dulce Maria Cardoso escreveu seis histórias, sendo publicadas agora as duas primeiras.

Cada um dos livros apresenta, no final, as passagens da Bíblia que inspiraram as histórias e inclui "sugestões de exploração para educadores".» [LUSA]


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[também disponível da autora os títulos: “Os Meus Sentimentos”, “O Chão dos Pardais”, “Tudo São Histórias de Amor”, “O Retorno”]