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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Cristãos-Novos Judeus


“Cristãos-Novos Judeus e os Novos Argonautas” de António Borges Coelho

Declara António Borges Coelho no texto prefacial: «Neste quarto volume de Questionar a História reúnem-se treze escritos de encomenda e intervenção. De encomenda, porque o estímulo e os temas vieram de fora. De intervenção, porque saíram da Universidade pelo seu pé e experimentaram outros auditórios. De todas as maneiras, o autor intentou não ficar à superfície nem lisonjear os encomendadores. Também não se ateve à forma e ao molde dos chamados conhecimentos adquiridos e navegar à tona. Tentou como pôde o novo no conteúdo e na forma. O título Cristãos-Novos Judeus e os Novos Argonautas não é arbitrário. Cerca de metade dos estudos abordam directa ou indirectamente a comunidade portuguesa de origem judaica que, após a conversão forçada, conservou, com enormes perdas e durante alguns séculos, uma identidade diferenciada no seio da massa maior dos cristãos-velhos.»


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os títulos: “Raízes da Expansão Portuguesa”, “O Tempo e os Homens – Questionar a História – III”, "História de Portugal I - Donde Viemos", "História de Portugal II - Portugal Medievo", “História de Portugal – Volume III – Largada das Naus”, “Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista”, "Clérigos, Mercadores, «Judeus» e Fidalgos", "Política, Dinheiro e Fé", “A Revolução de 1383”, "A Morte do Inquisidor-Geral", "O Vice-Rei D. João de Castro"; “Tempo de Lacraus”]

terça-feira, 15 de novembro de 2016

História de Portugal - Largada das Naus


“História de Portugal – Volume III – Largada das Naus” de António Borges Coelho

O mar deixa de ser o limite. Milhares de navegantes portugueses sulcam o Atlântico nas armadas e nos navios de comércio. Descobrem e cartografam; usam os ventos e as correntes marítimas; aprendem a situar pelas estrelas o lugar e a rota dos navios; registam o valor das mercadorias; usam intérpretes africanos; caçam e resgatam escravos. Levam a cruz pintada nas velas, mas podem cair sobre a presa como o albatroz. Trocam gestos, cerimónias, roupas, vocábulos. Experimentam as armas e os corpos. O barco é o veículo, a casa, a fortaleza, o templo, a oficina, o armazém, o porta escravos, o porta navios, o caixão.


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[também disponível do autor os títulos: “Raízes da Expansão Portuguesa”, “O Tempo e os Homens – Questionar a História – III”, "História de Portugal I - Donde Viemos", "História de Portugal II - Portugal Medievo", “Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista”, "Clérigos, Mercadores, «Judeus» e Fidalgos", "Cristãos-Novos Judeus e os Novos Argonautas", "Política, Dinheiro e Fé", “A Revolução de 1383”, "A Morte do Inquisidor-Geral", "O Vice-Rei D. João de Castro"; “Tempo de Lacraus”]

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Ruas e gentes de Lisboa quinhentista


“Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista” de António Borges Coelho

Lisboa respirava por tortuosos vão de ruelas, becos e travessas que nos adros se humanizavam e abriam. A matriz mediterrânica-mourisca descia do morro velho, radicava-se no plaino da Baixa, subia para São Francisco, a Trindade, São Roque, Santa Catarina.
Havia becos sem nome e ruas com nomes vários como várias as bocas e as horas. Nos nomes ficaram registadas a flora - Rua da Amendoeira, da Oliveira, da Figueira, das Parreiras; os ofícios - Caldeiraria, Ferrarias Velhas e Novas, Correiaria, Tinturaria; o morador rico ou poderoso - Rua dos Martinis, de Dom Gil Eanes, do Conde da Vidigueira, do Barão; e até a América e a África se inculcavam na Rua do Peru ou do Mocambo.
A cada passo nos confrontamos com o muro da cerca, o arco, a cruz, a porta, a torre velha ou nova, os moinhos de vento, os fornos, as atafonas, o outeiro, a laje, os canos, a ponte, a regueira, as varandas, os corredouros ou passadiços.
Pronunciamos nomes antigos, não só para deleite das orelhas, mas para «tocar» com o som uma velha humanidade portuguesa que prolongamos com os nossos gestos e as nossas vozes.

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[também disponível do autor os títulos: “Raízes da Expansão Portuguesa”, “O Tempo e os Homens – Questionar a História – III”, "História de Portugal I - Donde Viemos", "História de Portugal II - Portugal Medievo", "História de Portugal III - Largada das Naus", "Clérigos, Mercadores, «Judeus» e Fidalgos", "Cristãos-Novos Judeus e os Novos Argonautas", "Política, Dinheiro e Fé", “A Revolução de 1383”, "A Morte do Inquisidor-Geral", "O Vice-Rei D. João de Castro"; “Tempo de Lacraus”]


sábado, 10 de setembro de 2016

a Revolução de 1383


“A Revolução de 1383” de António Borges Coelho

A Revolução de 1383, de António Borges Coelho, é um livro de referência essencial para o estudo de um período tão rico como foi o último quartel do século XIV, nomeadamente os acontecimentos revolucionários de 1383-1386. Ao texto Inicial, publicado pela primeira vez em 1965 e que apresenta uma visão de conjunto da Revolução de 1383, acrescentou posteriormente o autor três Importantes textos polémicos, o último dos quais constitui novidade nesta edição. A Revolução de 1383 oferece ao leitor uma descrição e uma análise rigorosas, apresentadas num estilo vivo e apaixonado:
«Escrevo como quem fala mas sobe de novo a pulso pela palavra escrita. Não na Intenção de a moldar à moda ou à pressão de uma força ou Interesse mas no esforço permanente, para lá dos Impulsos e dos ventos que nos açoutam palavra a palavra, de alcançar uma explicação duradoura e válida.»


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[também do autor o título: “Raízes da Expansão Portuguesa”, “O Tempo e os Homens – Questionar a História – III”, "Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista", "História de Portugal I - Donde Viemos", "História de Portugal II - Portugal Medievo", "História de Portugal III - Largada das Naus", "Clérigos, Mercadores, «Judeus» e Fidalgos", "Cristãos-Novos Judeus e os Novos Argonautas", "Política, Dinheiro e Fé", "A Morte do Inquisidor-Geral", "O Vice-Rei D. João de Castro"; “Tempo de Lacraus”]

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Raízes da Expansão Portuguesa


“Raízes da Expansão Portuguesa” de António Borges Coelho

«Do índice: I - Marrocos no dealbar do século XV; II - A Conquista de Ceuta; III - Marrocos ou Granada; IV - O Malogro de Tânger; V - Emprêsas do Africano; VI - Razões para a expansão e o sucesso da ocupação do litoral marroquino; VII - Que classe determinou a expansão portuguesa?

Trabalho inserido na colecção Cadernos de Hoje, “uma colecção que identificou a Prelo, na sua intervenção socio-política (...). Claramente criada para tratar de temas da história e da sociedade portuguesa, o seu 1º volume, de Borges Coelho, Raízes da expansão portuguesa, como que se tornou o seu "emblema". Pelo que é como livro, pelo momento em que foi editado, nos primeiros anos de uma guerra colonial resultado de um esforço sem sentido de fazer parar a História (...)” — retirado de Som da Tinta.

Primeira edição deste livro interdito de circular no interior da Universidade e mal visto pelas elites académicas do tempo.» In-Libris


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[também do autor o título: “O Tempo e os Homens – Questionar a História – III”, "Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista", "História de Portugal I - Donde Viemos", "História de Portugal II - Portugal Medievo", "História de Portugal III - Largada das Naus", "Clérigos, Mercadores, «Judeus» e Fidalgos", "Cristãos-Novos Judeus e os Novos Argonautas", "Política, Dinheiro e Fé", "A Morte do Inquisidor-Geral", "O Vice-Rei D. João de Castro", "A Revolução de 1383"; “Tempo de Lacraus”]

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Tempo de lacraus


“Tempo de Lacraus” de António Borges Coelho

Aquela mulher era a montanha, montanha matriarca. Guardiã da casa de granito, ela é o esteio. Para a mulher de negro se voltam os olhos, as preces, as cartas. Ela convoca os ausentes, acende-lhes o fogo na pedra de granito sob o telhado de telha-vã; corta-lhes a linguiça, o salpicão; atesta de vinho a caneca comprada na Feira de São Pedro; conserva-lhes os cachos de uvas passas na sala a emoldurar o retrato. Joana começou a disparar a máquina. No carro, Basílio dominava a cena e abanava a cabeça. A montanhesa levou as mãos ao rosto marcado como se esconjurasse um fantasma ou o próprio demónio...

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também do autor o título: “O Tempo e os Homens – Questionar a História – III”]