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quarta-feira, 10 de maio de 2017

O alferes maçarico


“O Alferes Maçarico e outras histórias” de Antero Neto

«Quando o Antero arriscou oferecer-me a honra de poder garatujar esta entrada, confesso o meu ingénuo engano inicial de pensar estarmos perante mais uma resma de contos tradicionalistas, a apelar ao revivalismo dos tempos idos do Planalto. Redondo engano! Mais do que o local, que também está presente ou se intui, diria que temos como que uma glocalização, a presença da cultura local numa dimensão global: o filho de pastores do Planalto com o casamento desfeito que passa o Natal com a acompanhante no hotel, que bem pode ser no Dubai ou em Nova York; o desencanto da imigrante portuguesa que bebe o veneno da madrugada na Paris do amor e das luzes, o estudante coimbrão, que trocou as ondulações das searas da aldeia natal, pelas ondulações da “menina” que passa às sete e o mais que o leitor descobrirá.
(…)
Nestes fragmentos, nestes instantâneos, nestes pequenos nadas, para usar a expressão que preenchia os dias dos velhos surdos do café, temos nestes contos como que nadas e temos, portanto, a vida: como bem nos ensinou Torga no seu magistral verso a vida é feita de nadas.» In Prefácio

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

[também disponível do autor os seguintes títulos:  “Homens de Granito”, “Marcas Arquitectónicas Judaicas e Vítimas da Inquisição no Concelho de Mogadouro. D. Luis Carvajal Y de La Cueva”, “O Farandulo de Tó e outros apontamentos monográficos”, “As Festas de Inverno e os Mascarados de Valverde”, “Vilarinho dos Galegos e os Seus Mascarados”]

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Marcas arquitectónicas judaicas


“Marcas Arquitectónicas Judaicas e Vítimas da Inquisição no Concelho de Mogadouro. D. Luis Carvajal Y de La Cueva” de Antero Neto

A obra tem por tema central as marcas arquitectónicas judaicas no concelho de Mogadouro. Crê-mos que este é o primeiro trabalho sobre esta temática na região transmontana. A segunda parte aborda as vítimas da Inquisição do mesmo concelho e, a terceira, é dedicado à biografia de D. Luís de Carvajal y de la Cueva, o Velho, um dos grandes vultos da nossa história, praticamente desconhecido entre nós.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também do autor: “Homens de Granito”, “O Farandulo de Tó e outros apontamentos monográficos”, “As Festas de Inverno e os Mascarados de Valverde”]

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Vilarinho dos Galegos e os seus mascarados


“Vilarinho dos Galegos e os Seus Mascarados” de Antero Neto

O livro "Vilarinho dos Galegos e os seus mascarados" divide-se em duas partes distintas. Na primeira, aborda diversos aspectos que se prendem com a evolução cronológica da localidade de Vilarinho dos Galegos ao longo da sua história, focando temas que vão desde a tentativa de explicação do topónimo, algumas breves notas sobre o "castro", passando pelas Memórias Paroquiais de 1758, pela dissecação de alguns processos judiciais respeitantes à prática do contrabando no séc. XIX, finalizando com um capítulo dedicado à comunidade e tradições judaicas da terra.
Na segunda parte, a obra debruça-se sobre a temática dos rituais com máscara do concelho de Mogadouro e sobre a festa do "Mascarão e da Mascarinha", que deu o mote ao livro. Nos capítulos finais abordam-se igualmente outras festividades de raiz pagã que pontuaram o ciclo festivo da aldeia de Vilarinho dos Galegos.

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[também disponível do autor os seguintes títulos:  “Homens de Granito”, “Marcas Arquitectónicas Judaicas e Vítimas da Inquisição no Concelho de Mogadouro. D. Luis Carvajal Y de La Cueva”, “O Farandulo de Tó e outros apontamentos monográficos”, “As Festas de Inverno e os Mascarados de Valverde”]

sábado, 27 de dezembro de 2014

Careto de Valverde, Mogadouro

“As Festas de Inverno e os Mascarados de Valverde” de Antero Neto

«"Bô! E em Valverde também há careto?"
Por estes dias é frequente ouvir isto. Sempre houve. Só que esteve adormecido. Este ano como que ressuscitou. Muito graças ao trabalho conjunto da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Valverde, da União de Freguesias de Mogadouro, Valverde, Vale de Porco e Vilar do Rei e do Município de Mogadouro. Prestei o meu modesto contributo através da redacção do livro "Festas de Inverno e Mascarados de Valverde". Hoje, finalmente, chegou o dia. E lá saiu à rua. Acompanhado pela "Velha" e pelo tocador da caixa.
Posso afirmar, com alguma pontinha de orgulho, que tudo correu da melhor forma. Os actores souberam incarnar as personagens. A população local aderiu à festa. As entidades organizadoras estiveram à altura do evento. Parabéns a todos, mas, sobretudo, parabéns à aldeia de Valverde que soube reconquistar o seu lugar no mapa dos rituais com máscaras. Da minha parte, resta-me agradecer a todos os que comigo colaboraram nesta saborosa empreitada. Um grande bem-haja.» Antero Neto


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[disponível também do autor: “Homens de Granito”, “Marcas arquitectónicas judaicas e vítimas da Inquisição no concelho de Mogadouro. D. Luis Carvajal y de La Cueva”, “O Farandulo de Tó e outros apontamentos monográficos”]

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O Farandulo de Tó



“O Farandulo de Tó e outros apontamentos monográficos” de Antero Neto

«Esta festa também designada de Festa dos Rapazes tem início na noite de celebração do Nascimento do Menino com o acender da fogueira no fim da missa do galo. Esta fogueira mantém-se acesa até ao Ano Novo. No dia 1 de Janeiro de manhã os intervenientes (o "farandulo", o moço, a "sécia" e o mordomo) começam o peditório que é, ao mesmo tempo, uma visita de saudação aos moradores da terra. No decorrer deste ritual encena-se a luta dos opostos, entre o "farandulo" e o moço. No fim deste ritual decorre a liturgia da missa seguindo-se o leilão das esmolas recebidas. Ao fim da tarde é a vez da corrida à rosca, a transmissão do poder e a animação com o baile que prossegue até altas horas.» [Museu Ibérico da Máscara]

«A festa do "farandulo de Tó" é celebrada tradicionalmente no dia 6 de Janeiro em Tó em Mogadouro, integrando-se nos festejos rituais pagãos de celebração do solstício de Inverno.

A festa consiste numa encenação ritualística repetida todos os anos por quatro personagens, o "Farandulo”, a "Sécia" e o "Moço". Os jovens que encarnam estas personagens escolhidos de entre os solteiros da aldeia de Tó com meses de antecedência pelo Mordomo da festa (o responsável desse ano pela organização).

Durante a festa, o Farandulo, pintado de preto, tenta enfarruscar e tocar na Sécia enquanto ela é defendida pelo Moço. Além da Sécia, o Farandulo persegue todas as outras mulheres da aldeia para lhes gravar no rosto uma marca enfarruscada feita com graxa ou com cortiça queimada. Para tal entra nas casas das moças solteiras, procurando-as na cama, e rouba bebidas, enchidos e outros petiscos. A encenação dá a volta à aldeia e acaba em frente da igreja, sendo seguida de uma atuação dos gaiteiros e, mais recentemente, de um grupo musical pela noite dentro.» [Wikipédia]

Esta obra tem como cerne de estudo o “Farandulo de Tó”, cujas raízes, segundo o autor, parecem encontrar eco nas festividades do Solstício de Inverno, durante o período de romanização da Península Ibérica, sendo inédita a hipótese explicativa dos intervenientes nesta festividade, que se perde na memória do tempo. Mas o autor não se fica por aí e, de uma forma coerente e clara, oferece-nos um retrato histórico e cultural da Aldeia de Tó, Concelho de Mogadouro, rica em património arqueológico e histórico e dessa forma, abre portas para outros estudos e outras investigações.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também da autora os títulos: “Homens de Granito” e “Marcas arquitectónicas judaicas e vítimas da Inquisição no concelho de Mogadouro. D. Luis Carvajal y de La Cueva”]

terça-feira, 4 de junho de 2013

Homens de granito




“Homens de Granito” de Antero Neto

contos

(...) “As terras pequenas não fazem os homens grandes!” – a frase mil vezes repetida pelo seu tio António ainda lhe martelava na cabeça como no dia em que olhou pela última vez para o largo central da aldeia. (...)

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