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terça-feira, 18 de abril de 2017

Comércio Tradicional


“Comércio Tradicional – memórias futuras” de Duarte Carvalho

«O Comércio tradicional foi uma forma de fazer e viver que passou com(o) o tempo, e mudou, ou antes acabou, com o progresso, e a globalização, o aparecimento das grandes superfícies e a sua economia de mercado e condições atrativas, que desviaram os clientes. Os seus estabelecimentos tinham características próprias e distintivas, uma aparência arcaica e um mostruário próprio em termos de organização e conteúdo, generalista ou específico. Apresentavam ainda um intrínseco carácter de proximidade com o cliente em termos de relação comunitária, identidade e comunicação, que já não existem hoje, com o ser impessoal do hipermercado.

Tudo isso passou de forma inapelável e já ninguém trata os clientes pelo nome…

A não ser nos poucos exemplos desta outra forma de fazer o comércio, que ainda resistem por teimosia, por saudosismo ou por necessidade de subsistência, apesar da fraca rentabilidade financeira.

É aquilo que ainda existe, numa homenagem e agradecimento franco aos seus proprietários, que mantêm o valor patrimonial que têm em mãos sabe-se lá como, que mostrámos em diaporama e livro.

21 estabelecimentos, generalistas ou específicos, do mais variado ramo, desde o vestuário às papelarias, dos utensílios e miudezas aos artífices, do material de construção e agrícola à eletricidade. Já não há mercearias em Vila Real, mas mostrámos a única que ainda está equipada, e de que maneira…

E o futuro? Esperamos que haja futuro, mas a realidade demonstra que é quase impossível…

Talvez as modas virem e possam chegar a este comércio de outros tempos.

Para já fica este este nosso contributo, estas MEMÓRIAS FUTURAS!» [Arquivo de Memórias]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponíveis as seguintes obras do autor: “Barbearias” exposição de fotografia e objectos de Duarte Carvalho;“Construtores de instrumentos musicais de Trás-os-Montes e Alto Douro” Texto de Salustiano Lopes, com 43 fotografias de Duarte Carvalho e Salustiano Lopes, Cadernos do Museu do Som e da Imagem (n.º 10)]

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Barbearias em fotografias


“Barbearias” exposição de fotografia e objectos de Duarte Carvalho

É o culminar de um trabalho de recolha efectuado ao longo de vários anos. Agora só existe a fotografia a relembrar esses espaços onde tantas gerações iam para dar um retoque no seu aspecto.

com textos inéditos de António Cabral e de A. M. Pires Cabral e fotos de Duarte Carvalho. 

«Aos dez anos começou a trabalhar na barbearia do pai, em Vila Real. Quarenta e cinco anos depois, Sebastião Ferreira continua de tesoura e navalha na mão e a sua imagem ilustra uma exposição de homenagem aos barbeiros transmontanos. Aprendeu a "arte" numa barbearia no centro da cidade de Vila Real, inaugurada há mais de 80 anos, onde ainda hoje trabalha, aperaltando clientes cada vez mais idosos.
Sebastião Ferreira, 55 anos, disse à Lusa que nunca pensou noutra profissão que não fosse cortar cabelo e barba e lamentou que já ninguém queira aprender este ofício. O serviço completo de "barba e cabelo" é agora mais raro, desde que os homens ganharam o hábito de tratar da cara em casa, mas os cortes de cabelo ainda dão que fazer a Serafim Ferreira. Os dias mais "complicados" são as terças e sextas-feiras, dias de fira em Vila Real e muitas pessoas das aldeias aproveitam para cortar o cabelo.
Considerada uma profissão quase em vias de extinção, com a proliferação dos cabeleireiros unissexo, o ofício de barbeiro ainda vai sobrevivendo no distrito. Foi para homenagear este ofício e mais particularmente os barbeiros transmontanos que o fotógrafo Duarte Carvalho organizou uma exposição, patente no Teatro de Vila Real até ao dia 30. A mostra inclui cerca de 60 fotografias de barbeiros e barbearias, tiradas entre 1982 e 2006 em Vila Real, Murça e Peso da Régua, bem como objectos alusivos a esta actividade.
Entre as tradicionais cadeiras de barbeiros, de madeira ou já de metal, está ainda em exposição material utilizado na arte do "corte", como tesouras, espanadores, pincéis, estanca-sangue, navalhas ou máquinas de rapar o cabelo. E, como se trata de barbearias, não podiam faltar os "míticos" calendários de mulheres nuas. Duarte Carvalho salientou a importância social das barbearias, "locais de encontro e de tertúlia", onde se podem discutir os mais variados assuntos, desde o futebol à agricultura. "Julgo mesmo que se trata de uma das mais velhas profissões do mundo", diz.» [Jornal de Notícias]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Construtores de instrumentos musicais de Trás-os-Montes e Alto Douro


“Construtores de instrumentos musicais de Trás-os-Montes e Alto Douro”
Texto de Salustiano Lopes, com 43 fotografias de Duarte Carvalho e Salustiano Lopes
Cadernos do Museu do Som e da Imagem (n.º 10)

«Integrado na rede de museus do Município de Vila Real, o Museu do Som e da Imagem nasceu da necessidade de preservar o importante acervo do antigo Teatro Avenida, na posse da Autarquia desde 1999. A este núcleo inicial juntaram-se entretanto numerosas peças adquiridas, bem como peças doadas ou depositadas por diversas instituições e coleccionadores particulares.
O discurso museológico distribui-se por sete salas (com várias secções interactivas), dedicadas sucessivamente ao primeiro Teatro de Vila Real (de 1846), ao Teatro-Circo (de 1892), ao Teatro Avenida (de 1930), à história da fotografia, à história do cinema e a exposições temporárias.
Paralelamente, o Museu do Som e da Imagem tem em funcionamento um serviço educativo e um arquivo audiovisual, e desenvolve regularmente diversas iniciativas no âmbito da sua programação complementar, desde a edição de publicações à exibição de cinema e ao acolhimento de projectos artísticos contemporâneos.»

Os Cadernos do Museu do Som e da Imagem também disponíveis na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...