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quarta-feira, 1 de maio de 2019

José Afonso ao vivo - 2 concertos inéditos



“José Afonso ao vivo”
Livro de capa dura + vinil + 2 cd’s
Edição numerada e limitada.


Dois concertos de José Afonso nunca editados!

4 de Maio de 1968 no Teatro Avenida, na tarde de arte da Queima das Fitas, em Coimbra (José Afonso e Rui Pato).

23 de Fevereiro de 1980, no salão da Sociedade de Instrução e Recreio de Carreço (José Afonso, Júlio Pereira, Guilherme Inês e Henrique Tabot).

Dois momentos únicos! Dois grandes concertos!

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor o título: cd “Os Vampiros” de Dr. José Afonso; “O Homem da Gaita” texto de José Afonso, ilustrações de Rui Pedro Lourenço]



sábado, 3 de fevereiro de 2018

poemas e canções de Ugia Pedreira


“Noente Paradise” poemas e canções de Ugia Pedreira

Quem busque um poemário encontrará se calhar um livro de canções. Se buscas canções tal vez te surpreendas lendo um poemário ou um manual de baile. Noente Paradise é um híbrido. Ugia Pedreira atirou ao público, desde antes dos remotos tempos de Chouteira, voz e olhadas, mesmo sinais.

«Agora atira-se ela sem mediação. Resgata as retóricas que arrouparam músicas eclécticas, marfulianas, nordestinas ou matraqueiras e acrescenta-lhes cantigas ainda não musicadas (leia-se poemas à percura de melodias). Ugia despe a palavra e partilha-se sobre o papel e detrás da câmara. Convida ao seu público e ao que não é seu nem público, a quem queira abrir os olhos e deixar-se invadir.

O papel muda-se em mais um espaço directo que o próprio concerto. Sem espaço para a dúvida as frases falam a uma segunda pessoa que não é outra que tu, não há perda no grupo que segue a actuação, o eu dirige-se a ti desde a vogal U. Escutamos o rasgar de vestiduras e cortinados junto do marmúrio e o vento salgado.

As facianas da autora são múltiplas, tem musicado espectáculos teatrais, dirigido centros de folque com nomes cambiantes (aCentral), gerido, produzido, ordeado, desenhado. Hoje tira fora uma outra necessidade em celulosa. Convite para o desordem, o caos, o movimento sem destino para chegar a algures e recolocar tudo ou descolocá-lo definitivamente.

Uma viagem polos mares do norte desde a entranha. Noente está nas praias do interior, segundo se passa por Cuba e se volta, sempre, a Galiza, à repetição da quotidiania delirante. O paraíso está no vaivém contínuo da palavra ao som e do som ao texto.

O material sonoro, cénico, sensual, visual, táctil pode ser irreverentemente impresso e ser com todas as suas formas. A víscera ascende pela gorja e alcança o teclado, atravessa de certo o termo esdrúxulo, e libera a entranha sem sentido por vontade própria. Diabo, mãe, mulheres valentes, pastores eléctricos e aspirantes a astronautas desconhecedores do seu destino saem ao passo para guiar neste paraíso, para que não nos percamos nos carreiros e podamos encontrar-nos (ou enfrontar-nos) nos mares.

O artefacto livro desborda a sua função até a esaxeración. Oferecem-nos dançar a ritmo de dadá creacionista. A dureza conjuga-se com o agarimo. As vezes golpeia, a vezes estreita numa aperta sinceira. A leitura perde-nos entre o descontrolo e o autocontrolo, entre o sem-sentido e as verdades como rosários: Punk?s not dead! O antijogo sem regras aparentes prodiga despropósitos e imagens encontradas e impossíveis. Fecharemos portas e abriremos janelas e balcons para ler, escutar, olhar, apalpar?»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Viagens musicais de L Portués


cd "Crónicas De Um Pássaro Antes De Partir" de L Portués

«Deste olhar magnificentemente captado pelo meu grande amigo André C. Macedo, nasceu o nome do meu primeiro disco. O conceito já há muito tempo que estava desenhado no dedilhar da guitarra e no cantar de palavras fortuitas que vadiavam no alegre silêncio dos espaços mas sobretudo no vigoroso vibrar da pele do adufe, instrumento que destaco pela presença constante em quase todos os temas. Deste olhar magnificentemente captado pelo meu grande amigo André C. Macedo, nasceu o nome do meu primeiro disco. O conceito já há muito tempo que estava desenhado no dedilhar da guitarra e no cantar de palavras fortuitas que vadiavam no alegre silêncio dos espaços mas sobretudo no vigoroso vibrar da pele do adufe, instrumento que destaco pela presença constante em quase todos os temas. 

Foi uma intensa viagem que culminou em treze momentos / crónicas. Por se tratar de uma viagem, todos os temas serão apresentados pela ordem cronológica da sua composição. Nunca gostei muito de estar ou ser refém de um destino, a viagem sempre fez mais sentido. E como num livro, não existe outra forma de começar senão pelo principio.»


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Bié - cantautor


ep “Desert Venice”

released September 29, 2016 


Vitor Hugo Ribeiro _ Production / Various Instrumentation 
Paulo de Almeida _ Master 
André C. Macedo _ Art / Vídeo 
Raquel Santas Noites Elias _ Vídeo Actress 
Rute Duarte Pereira _ Back Vocals in "About Beer & You" 
Gustavo Pelayo _ Bass 
Rafael Fernandes (Bié) _ Songwriting / various Instrumentation / performing


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...


sábado, 29 de outubro de 2016

Cantigas de amigo galego - portuguesas


“Cores do Atlântico – Cantigas de Amigo Galego-Portuguesas”
um livro disco com textos de Ria Lemaire e músicas de Socorro Lira
em colaboração com Margareth Menezes, Cida Moreira, Caiana dos Crioulos, Eneida Marta, João Afonso, Uxía e Leilía
ilustrações de Quique Bordell

«Cores do Atlántico é un traballo divulgativo-musical sobre as cantigas de amigo que ofrece unha nova perspectiva do xénero máis autóctono da nosa lírica medieval, desde unha dobre dimensión: a interpretación teórica da catedrática holandesa Ria Lemaire Mertens e a interpretación musical da cantautora brasileira Socorro Lira.
No disco participaron as artistas brasileiras Socorro Lira, Margareth Menezes, Eneida Marta e as Cirandeiras Caiana dos Crioulos, Eneida Marta de Guiné Bissau, João Afonso de Portugal e Uxía e Leilía de Galiza.

Un traballo literario-musical

A argumentación teórica sobre a orixe dunha tradición oral sustentada por mulleres é unha tese defendida pola especialista en literatura medieval en linguas románicas e doutora pola universidade de Utrech, Ria Lemaire, que escribe un traballo de divulgación sobre as cantigas de amigo galego-portuguesas como as primeiras mostras do patrimonio cultural galego-portugués, que nos chegaron por vía culta: os primitivos cantos de mulleres.

No enfoque musical a cantautora brasileira Socorro Lira aborda unha lectura contemporánea da melodía das cantigas integrando as sonoridades galegas, portuguesas, africanas e, especialmente, brasileiras; espazos que comparten o patrimonio cultural da lírica galego-portuguesa. Desde os ritmos brasileiros como a ciranda, o samba, o batuque, o baião, o congo, o aboio ou a toada nordestina, interprétanse as cantigas de amigo dunha forma transgresora e ao mesmo tempo harmoniosa.

Arranxado por Jorge Ribas, Cores do Atlántico integra as sonoridades de tres continentes unidos por un patrimonio común: a lírica das cantigas de amigo galego-portuguesas.

Desde o Brasil, a compositora e cantora Socorro Lira reúne voces tradicionais como as das Cirandeiras de Caiana de Crioulos xunto as colaboracións de Margareth Menezes-a Maga e Cida Moreira. Desde África, a guineana Eneida Marta achega a súa cálida voz asociada aos ritmos de Guiné Bissau como o Gumbé, a Morna ou a Singa. João Afonso e Teresa Paiva introducen a expresión portuguesa e a sonoridade da gaiteira do Porto. En Galicia, son as voces de Leilía e Uxía as que recrean as cantigas que noutrora cantaron as mulleres neste territorio de orixe da lírica medieval galego-portuguesa.» [Sermos Galiza]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também: livro-disco-dvd “PNO! Na Ponte – Unha historia de Ponte… nas ondas!”]

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

modas i anzonas, galandum galundaina


cd “modas i anzonas” galandum galundaina

2º trabalho produzido pelo grupo da sua inteira responsabilidade. Movidos pela vontade de alargar divulgando o gosto e o prazer de ouvir a música tradicional que nos foi deixada pelos nossos. Tentamos reproduzir fielmente as melodias, acrescentando o que nos vai no coração de forma a enriquecermos todos os temas com timbres, ritmos e harmonias capazes de criar estética, emoção e porque não alguma modernidade.
Ao longo dos últimos quatro anos este grupo envolveu-se em experiências únicas, nos mais diversos ambientes musicais um pouco por todo o lado, tudo isto fruto dos vários espectáculos que de certa forma influenciaram este trabalho. As pessoas, os músicos, os ambientes e as diversas culturas foram grandes fontes inspiradoras, daí ter convidado como uma mais valia dois músicos que muito admiramos. Paco Díez um grande músico de raiz Castelhana, com influencias enormes da música do mundo e mais que nada um grande amigo que desde o primeiro momento está connosco. Malcom MacMillan o gaiteiro, músico e amigo que não nos passou despercebido pelo facto de conhecer e interpretar tão bem a música mirandesa com a gaita Escocesa.
O facto de podermos conciliar os nossos conhecimentos com as várias influências vividas e com os olhos bem abertos, fez com que surgisse um trabalho com estas características que para nós Galandum Galundaina é motivo de orgulho e muita convicção de estarmos a construir uma ponte da música nostálgica para a música viva e com futuro.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também do grupo os seguintes títulos: cd “Senhor Galandum”, cd “Quatrada”]



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Lenda, Carlos Azevedo Ensemble

 

cd “Lenda” Carlos Azevedo Ensemble
encomenda do 9.º Festival de Jazz do Porto

«Na composição, quem manda é a escrita da música clássica, mas, quando se senta ao piano, Carlos Azevedo transforma-se num homem do jazz. Hoje à noite, no Rivoli do Porto, o pianista vai mostrar como estes dois mundos se ligam por uma "ponte": no caso, uma obra original a que chamou "Lenda". Quem já a leu ou ouviu fala de uma peça de mestre.
Há 15 anos que o pianista Carlos Azevedo se dedica à composição, mas na sua já razoavelmente vasta produção de originais a obra que logo à noite revelará no Festival de Jazz do Porto exigiu-lhe um desafio inédito. Não apenas por se tratar de uma encomenda do próprio festival, o que ele considera "um estímulo", porque "há coisas que nunca se fariam se não fossem encomendadas", mas principalmente porque a formação escolhida para exprimir a sua escrita, um "ensemble" com nove músicos, o obrigou a rever o seu passado como compositor e como pianista.
"Lenda", assim se chama a obra, representa pois um novo marco no percurso de Carlos Azevedo, de 35 anos, um músico de formação clássica mas que há uma década se rendeu de corpo e alma ao jazz. Dividida em três partes, "Lenda" é uma obra com uma duração média de 35 minutos que "tem um fio condutor, uma espécie de romance com uma história principal que toda a gente entende, mas, depois, tem montes de outras histórias, de lados sombrios que é necessário saber interpretar", diz Carlos Azevedo. Vertida em mais de 800 compassos que ocupam mais de 70 páginas escritas, a obra "é complicada nalguns processos de escrita, mas só quem toca é que entende essa dimensão, assim como quem a ouve duas ou três vezes". Esta característica, garante o pianista, não obstaculiza, no entanto, o seu imediato entendimento por parte do público. Não se espere uma peça com a linearidade própria do jazz clássico, ao estilo de um Duke Ellington, por exemplo, porque as marcas europeias e do modalismo estão presentes. "Mas a música é clara, embora eu não a tenha escrito com a preocupação de evitar problemas no seu entendimento", diz Carlos Azevedo. "Penso que tem um lado apelativo à primeira vista. Algumas pessoas que a tocaram, acabaram o primeiro ensaio e saíram a cantar ou trautear melodias", acrescenta - a melodia, de resto, é uma das principais marcas de Carlos Azevedo.
Um dos vértices essenciais para se vislumbrar a peça passa pela formação escolhida, "que não é uma 'big band', mas também não é um quinteto. Tem sete sopros com naipes que não são completos, como é o caso dos trombones. Não tem graves, não tem saxofones barítonos, tem dois altos e uma novidade: uma flauta. É uma formação que condiciona muito a escrita", explica Carlos Azevedo. No desenvolvimento do projecto de composição, a memória da formação clássica do pianista encontra-se "em tudo", porque, "enquanto escrita, a minha escola é completamente clássica". E onde mora o jazz, pergunta-se? "O jazz está na prática. Escrever jazz - não estou a dizer tocar - pressupõe um conhecimento das suas formas, do ritmo e de determinados conceitos harmónicos. Pode-se escrever jazz sem se saber que se escreve jazz - alguns dos grandes 'standards' eram canções da Broadway. Mas, neste caso, o escrever uma música para uma determinada função pressupõe que haja uma atitude jazzística à partida. Tenho lá alguns aspectos que são típicos da escrita para 'big band'. Por exemplo, os uníssonos que servem para atingir o 'punch' não são fórmulas da escrita clássica". Apesar dos elogios que se vão ouvindo por parte dos que leram ou escutaram os ensaios da sua obra, Carlos Azevedo não a hipervaloriza no seu percurso pessoal. "Esta obra ainda não representa a minha maturidade como músico. Ainda não cheguei lá, sou muito novo, embora o Mozart tenha escrito o 'Requiem' com 30 anos... A maturidade representa o encerramento de um ciclo e neste momento não diria que fechei um ciclo, embora tenha adquirido uma certa prática de escrita, para 'big band' ou para outras coisas", explica. Admirador de Bill Evans - um pianista que "sinto como meu, pela maneira dele sentir e de tocar" -, Carlos Azevedo é também um devoto de Thelonious Monk, principalmente no que se refere "à sua irreverência enquanto compositor que se libertou daquelas forma estereotipadas das 'cançõezinhas da Broadway' - isto sem qualquer sentido pejorativo, porque essas canções são belíssimas - e que se lançou em outros tipos de escrita". A sua prática, porém, é feita principalmente de uma atitude ecléctica que o coloca tão à vontade nos ritmos das Caraíbas, a produzir arranjos para obras de Gershwin, ou a aprofundar as memórias originais de Mingus, na banda que partilha com Laurent Filipe.
Produto de uma geração de músicos de jazz do Porto, "que apareceu como um surto, de repente", Carlos Azevedo manteve-se fiel à paixão de uma música que lhe chegou tarde aos ouvidos - só aos 22 anos começou a dedicar o essencial da sua atenção e do seu trabalho ao jazz. Nos dias que correm, o jazz perdeu vigor na cidade, "não há tanta gente a aparecer, embora alguns dos que se têm mostrado sejam excelentes músicos", e as suas principais imagens de marca são os herdeiros dessa geração. Exceptuando, claro está, músicos de primeira linha como Hélder Gonçalves, Raul Marques ou Mário Barreiros, que deixaram de colocar o jazz na primeira ordem das suas atenções. Em certa medida, o "ensemble" que logo acompanhará Carlos Azevedo é uma síntese do melhor que a vaga do jazz portuense ainda conserva: desde o "velho resistente" Mário Santos (sax tenor), ao implacavelmente seguro António Augusto Aguiar (contrabaixo), passando pelo discreto mas eficiente José Luís Rego (sax alto) e ainda pelo excelente João Moreira (trompete), até Jorge Alexandre Costa (flauta), Acácio Salero (bateria) e Susana Maria Santos Silva (trompete). Para além, evidentemente, de Carlos Azevedo ao piano.» Manuel Carvalho, “Público”

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Quatrada - Galandum Galundaina


cd “Quatrada” Galandum Galundaina

Quatrada é o novo disco de Galandum Galundaina que marca o início das comemorações dos 20 anos do grupo.

Este álbum é claramente um trabalho  que prossegue na divulgação e valorização da identidade cultural das Terras de Miranda. As letras e as melodias  do cancioneiro tradicional continuam a alicerçar uma narrativa musical que explora possibilidades de representação entre os valores da memória e os valores da contemporaneidade. As harmonias vocais e instrumentais, tendem para linhas de composição mais elaboradas. A presença da gaita de foles mirandesa torna-se mais evidente no acompanhamento, harmonizando com os restantes instrumentos. A padronização deste instrumento veio a contribuir para isso, tornando-o um instrumento com maior extenção melódica e cromático. A  flauta pastoril, o rabel, o saltério, a sanfona, continuam a dar corpo ao som Galandum Galundaina. Este álbum apresenta pela primeira vez melodias originais para gaita – de- foles mirandesa. As composições e derivações a partir de canções tradicionais, remetem-nos para temas e poemas originais como complemento e enriquecimento dessas mesmas canções. Para enaltecer este trabalho enriquecido pela dinâmica e densidade, há uma abordagem propositada mais elaborada ao nível das percussões.


Este trabalho discográfico  conta com as participações dos Clã, onde Manuela Azevedo dá voz, em língua mirandesa, ao tema “Tanta pomba” e de Zeca Medeiros, que interpreta o tema “Siga a Malta” com letra de Amadeu Ferreira. “Siga a Malta” será apresentado com videoclip em simultâneo com o lançamento deste CD. Das faixas extras fazem parte os temas “Bebe binho” dos Peste e Sida, reinterpretado para as comemorações dos 25 anos do grupo e “Zé Pereira”, tema original de Rui Rodrigues com arranjos e interpretação de Galandum.  À data foram já lançados dois singles com videoclip, “Nós tenemos muitos nabos” e “Para namorar Morena”.

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[disponível também do grupo o seguinte título: “Senhor Galandum”]



quarta-feira, 18 de maio de 2016

Humberto Delgado – O comício de Chaves de 1958


“Humberto Delgado – O General sem medo – O comício de Chaves de 1958”

ESTE CD É UMA EDIÇÃO COMEMORATIVA DO 40.º ANIVERSÁRIO DAS ELEIÇÕES DE 1958. UM DOCUMENTO ÚNICO, UMA GRAVAÇÃO INÉDITA, QUE ASSIM VÊ A LUZ DO DIA E NOS TRANSMITE TODA A FORÇA DESSE QUE FICOU PARA SEMPRE NA HISTÓRIA COM O EPÍTETO DE "GENERAL SEM MEDO". E NESTE CD PERCEBE-SE BEM PORQUÊ... ESTE DISCO CONTÉM UM LIVRETO DE 28 PÁGINAS.

Humberto Delgado nasceu a 15 de Maio de 1906 e morreu a 13 de Fevereiro de 1965, assassinado pela PIDE, perto de Olivença. Em Espanha. Em 1958 foi candidato da oposição às eleições presidenciais contra o candidato do Estado Novo, o contra-almirante Américo Tomás. O mote da campanha de Humberto Delgado foi lançado com a célebre frase “Óbviamente demito-o” em resposta a um jornalista que lhe perguntava qual o destino que daria a Salazar no caso de ganhar as eleições. O país, habituado à letargia politica de 32 anos de ditadura, foi sacudido de alto a baixo pela ousadia do “General sem medo”.

O povo do Norte, ao correr em massa ao Porto para receber Humberto Delgado, a 14 de Maio de 1958, retomou uma velha tradição da liberdade que a ditadura não conseguira eliminar. Após três décadas de censura e repressão, a liberdade regressava às ruas. Temendo que o contágio da popularidade se estendesse a todo o Norte, o governo de Salazar proíbe a visita do candidato a Braga, o que não impediu enormes concentrações de povo par ver o candidato.

O presente disco edita pela primeira vez o famoso discurso complete de Humberto Delgado, em que ele profere a já citada frase “…óbviamente demito-o…”.

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Os Vampiros por Dr. José Afonso

 

“Os Vampiros” de Dr. José Afonso [cd]

1          Os Vampiros   
2          Menino D'Oiro 
3          Canção Do Vai...E Vem           
4          Senhor Poeta  
5          Tenho Barcos Tenho Remos   
6          Vira De Coimbra          
7          Menino Do Bairro Negro          
8          As Pombas     
9          No Lago Do Breu        
10        Canção Longe 
11        Amor De Estudante     
12        Balada De Outono       

José Afonso (1929-1987) gravou Os Vampiros em Coimbra, no Mosteiro de S. Jorge de Milreu, acompanhado à viola por Rui Pato . A canção foi editada em 1963 num EP com etiqueta Discos Rapsódia, juntamente com outras três canções (Menino do bairro negro, Canção vai… e vem e As pombas) sob o título genérico Dr. José Afonso em Baladas de Coimbra.
Quatro anos depois do lançamento do disco, José Afonso escreveu no livro Cantares (ed. Nova Realidade, 1967) estas palavras para justificar a canção Os Vampiros: “Numa viagem que fiz a Coimbra apercebi-me da inutilidade de se cantar o cor-de-rosa e o bonitinho (…). Se lhe déssemos uma certa dignidade e lhe atribuíssemos, pela urgência dos temas tratados, um mínimo de valor educativo, conseguiríamos talvez fabricar um novo tipo de canção cuja actualidade poderia repercutir-se no espírito narcotizado do público, molestando-lhe a consciência adormecida em vez de o distrair. Foi essa a intenção que orientou a génese de Vampiros”.
O que o inspirou? “A fauna hiper-nutrida de alguns parasitas do sangue alheio serviu de bode expiatório. Descarreguei a bílis e fiz uma canção para servir de pasto às aranhas e às moscas. Casualmente acabou-se-me o dinheiro e fiquei em Pombal com um amigo chamado Pité. A noite apanhou-nos desprevenidos e enregelados num pinhal que me lembrou o do rei e outros ambientes brr herdados do Velho Testamento.”» Nuno Pacheco, “Público”

Os Vampiros
Este tema apareceu pela primeira vez num LP intitulado "Dr. José Afonso em Baladas de Coimbra", de 1963. Uma das canções mais emblemáticas de Zeca Afonso.
"No céu cinzento / Sob o astro mudo / Batendo as asas / Pela noite calada / Vêm em bandos / Com pés de veludo / Chupar o sangue / Fresco da manada
Se alguém se engana / Com seu ar sisudo / E lhes franqueia / As portas à chegada / Eles comem tudo / Eles comem tudo / Eles comem tudo / E não deixam nada
São os mordomos / Do universo todo / Senhores à força / Mandadores sem lei / Enchem as tulhas / Bebem vinho novo / Dançam a ronda / No pinhal do rei
Eles comem tudo / Eles comem tudo / Eles comem tudo / E não deixam nada"  
in José Afonso: textos e canções, Assírio e Alvim, 1983

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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Discografia completa da Brigada Victor Jara – 40 anos


Discografia completa da Brigada Victor Jara – 40 anos
[caixa + 10 cd’s + livreto]

ESTA CAIXA CONTÉM TODA A HISTÓRIA DA BRIGADA VICTOR JARA, NO QUE AO SEU REPERTÓRIO DIZ RESPEITO. SÃO DEZ CDS E UM LIVRETO COM TODAS AS LETRAS DESSAS CANÇÕES. SE É FÃ DA BVJ NÃO PODE PERDER ESTE PEQUENO TESOURO!


Ao longo destes 40 anos a Brigada Victor Jara editou dez trabalhos discográficos que estão agora reunidos numa edição especial e comemorativa.

A BRIGADA VICTOR JARA comemora em 2015 os seus 40 anos de carreira.

A BRIGADA VICTOR JARA, fundada em 1975, exerceu acção de inegável pioneirismo no labor de recriação da música tradicional portuguesa, a qual constituiu ponto de partida e de referência para o aparecimento de outras formações inseridas na mesma ou em idêntica área de acção musical.

Ao longo destes 40 anos editou dez trabalhos discográficos, que agora ficam disponíveis numa edição especial e comemorativa.

Esta edição é composta por uma caixa, que conterá os dez discos e ainda um livreto com as letras de todas as músicas cantadas nos dez discos da Discografia. pelo Grupo.

Pretendemos que esta edição seja principalmente uma comemoração dos 40 anos da BRIGADA VICTOR JARA, permitindo que os seus inúmeros fãs tenham acesso à mesma.

Membros da banda Brigada Victor Jara: Aurélio Malva; Luis Garção Nunes; Miguel Moita; Manuel Rocha; Arnaldo Carvalho; Catarina Moura; Rui Curto; José Tovim; Quiné Teles

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

terça-feira, 22 de março de 2016

Senhor Galandum - Galundaina


“Senhor Galandum” cd de Galandum Galundaina

«O lançamento de Senhor Galandum reflecte a maturidade do grupo, após 14 anos dedicados à recolha, ao estudo e à divulgação da tradição musical e etnográfica das terras de Miranda e do Nordeste transmontano.
Produzido pelos 4 elementos do grupo, Senhor Galandum é marcado pela modernidade que a banda confere aos temas apresentados através da utilização muito própria de ritmos e timbres dos diferentes instrumentos e vozes (Sanfona, Gaita Mirandesa, Gaita Galega, Gaita Sanabresa, Rabel, Flauta pastoril, Cântaro, Caixa de Guerra, Pandeiro mirandês, etc). De realçar que todas as faixas presentes no álbum são cantadas na língua Mirandesa. Este novo disco conta com várias participações especiais entre elas a de Sérgio Godinho, da cantora galega Uxia, Luís Peixoto e Hugo Correia.»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também do grupo o seguinte título: cd “Quatrada”]



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Navia, emmy Curl


«Depois de aguçar o apetite dos fãs com as canções incluídas nos dois primeiros EPs, os inspirados «Birds Among The Lines» e «Origins», emmy Curl lança o seu primeiro álbum.

«Navia» está disponível desde 16 de outubro, mostrando o novo caminho trilhado pela versátil cantora e compositora transmontana. Nascida há 24 anos em Vila Real como Catarina Miranda, emmy Curl continua a explorar, em «Navia», um universo muito singular, tão bem delineado como preenchido.

À semelhança do que já sucedera nos primeiros EPs, promovido ao vivo com largas dezenas de concertos em festivais e em nome próprio, o sonho continua a ser a trave-mestra de «Navia».
«Navia» é um título que remete para a deusa dos rios e da água na mitologia galaica e lusitana, que de resto deu nome ao rio Neiva, perto de Braga. [Arte Sonora]

Além da inegável queda para as melodias mais doces, envoltas ora em mantos acústicos, ora em discreta eletrónica, emmy Curl continua a distinguir-se pela atenção dispensada à imagem a que associamos a sua música, quer no delicado trabalho gráfico de «Navia», quer nos concertos que, muito em breve, marcarão o seu regresso aos palcos.»

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segunda-feira, 20 de abril de 2015

brindos ou cantares improvisados


“Os Últimos Brinderos de Forgas” de Xosé Lois Foxo

Homenaxe aos Irmáns Álvaro e José Veloso Valcárcel, e ao seu traballo realizado nos cantares das vodas. Os irmáns Veloso foron dous cantores populares da aldea de Forgas de Abaixo que mantiveron viva ata o día de hoxe a vella tradición dos brindos ou cantares improvisados, tamén frecuentes noutros lugares como Quiroga, O Incio ou O Cebreiro.

A publicación foi elaborada logo de catro anos de investigación. Ao longo dese tempo graváronse e transcribieron brindos' da zona, que aparecen reflectidos en papel, DVD e CD.

Xosé Luís Foxo lembra o desaparecido labor dos brindeiros' nas vodas, onde fóra ou dentro das mesmas cantaban distintas coplas coas que se pedía inicialmente doce, unha rosca, e despois tabaco. Eran disputas a través de cancións que caracterizaban as vodas no medio rural ata que deixaron de celebrarse en casa. Os brindeiros' animaban as festas ata ben entrada a noite. Co paso do tempo, e sobre todo por mor de pasar a celebrarse as vodas fóra de casa, quedaron no esquecemento.


«TRIBUTO AOS ÚLTIMOS BRINDEIROS

Os brindos son coplas de catro versos con rima par que se interpretaban nas vodas. A cadea de montañas que une a zona de Lóuzara, no interior do sur lucense, co Bierzo, xa en León, foi sempre rica en brindeiros. De feito estes cantores tiñan unha forma xenuina de interpretar os seus brindos que os facía destacar sobre os brindeiros doutras áreas da comunidade galega.
Na Pobra do Brollón os brindos eran cousa dos irmáns Álvaro e Xosé Veloso -máis coñecidos coma Álvaro e Xosé de Forgas-, Sisto de Rexoá, Bautista Campo Celeiro ou do Ribeiro de Louzarela. Algúns destes homes xa finaron pero outros, coma Xosé de Forgas ou o Ribeiro de Louzarela, seguen a facer a súa aportación ao patrimonio lírico galego. De feito, O Ribeiro de Louzarela acode cada ano á celebración do Filandón do Courel, no que se dan cita os cantores da montaña.» [El Progreso]

«Na presentación do libro-disco estiveron presentes José Veloso -o seu irmán Álvaro faleceu o pasado novembro- e Amparo Parada Aira, antiga pandeitereira e tamborileira que participou no traballo de documentación sobre as tradicións musicais da parroquia de Ferreiros, á que pertence Forgas de Abaixo. Xosé Lois Foxo resaltou o carácter «absolutamente orixinal» dos brindos da montaña lucense, sinalado que este xénero ten unha estrturua musical propia que o diferencia claramente doutros cantares improvisados, como as coñecidas regueifas.
Foxo sinalou por outro lado que os irmáns Veloso son practicamente os últimos representantes deste xénero musical xunto con Antonio Río Montero, coñecido como Ribeira de Louzarela, cantor popular natural de Pedrafita do Cebreiro que colaborou hai anos nun disco do gaiteiro Carlos Núñez.
A tradición dos brindeiros non foi continuada por xente máis nova e os poucos intérpretes deste xénero que seguen vivos na actualidade son todos de idade xa moi avanzada. Só nos últimos anos foi posible recoller testemuños audiovisuais desta antiga modalidade que está a punto de extiguirse. «Grazas a estas persoas chegamos a tempo de recoller as últimas mostras dunha tradición moi importante que polo menos deste xeito poderán ser legadas ás xeracións futuras», apuntou Foxo a este respecto.»[La Voz de Galicia]

Inclúe 1 CD e 1 DVD
- Presentación
- Os últimos brindeiros de Forgas
- Brindos
- Coplas de cego
- Romances
- Parrafeos
- Rondas
- Cantares de cregos
- Cantares da seitura
- Aninovo e Reis
- Cantares varios
- Contos
- Relación de melodías
- Índice de audio-vídeo

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor: “Os Segredos da Gaita” de Xosé Lois Foxo 6ª Edición correxida e aumentada, "Músicas do Caurel - Cantares da Serra" Volume II, "Músicas do Caurel - Cantares da Serra" Volume III, "Cantares da Terra das Frieiras - A Gudiña" Volume I, "Cancioneiro Oencia e Contorna" 3 cd + 1 dvd, "Os Últimos Brindeiros de Forgas" cd + dvd, "Cantareira de Barro de Arén - Manuela Cortizo Medal" contén CD e DVD; Cantares da Cega do Covelo – Lucía da Conceição Fernándes” por Xosé Lois Foxo, estudio etnográfico: Xosé Rodríguez Cruz, correción lingüistica: Mário Correia, livro + cd]

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O Pão Nosso de Cada Dia



O PÃO NOSSO DE CADA DIA
Cantos e Contos, Saberes e Fazeres.

Miranda do Douro
Trás-os-Montes

Gravação: Datas diversas
Local de Gravação: Diversas localidades
Ano de Edição: 2010

O pão encontra-se associado a diversos ritos agrários antigos de fertilidade e de fecundidade do paganismo, com permanência assaz expressiva no presente através de resquícios cujas análises comparativas em boa parte legitimam uma tão ancestral como possível filiação. Sendo certo que os patrimónios se constroem com a sobreposição dos tempos, numa acumulação de sedimentos culturais que tanto se perdem como se recriam e se transformam, seria através do Cristianismo que mais duramente perduraria a associação do pão ao ciclo vida-morte-ressureição já consagrado pela mitologia romana.
Inserem-se nesta concepção cíclica e circular os duros trabalhos do pão, pelo Cristianismo associados à trilogia fundamental da vida, da morte e da ressurreição. Pela afirmação suprema de vida através da sementeira e da colheita (consubstanciada no acto sacrificial do lançamento do grão à terra, ventre último da fecundidade, que se prolonga no acto da ceifa, simbolizando o corte do cordão umbilical que liga o grão à terra que lhe deu vida), pela simbologia da morte representada pelo esmagamento dos grãos para obtenção da farinha que, depois de amassada e sujeita aos rigores do fogo, opera a ressurreição sob a forma do pão como alimento vital fundamental.
Tendo-se o pão tornado a base da alimentação humana ao longo dos tempos seria naturalmente tema recorrente das expressões culturais através dos tempos, desde crenças e superstições até cantos e narrativas diversas, fazendo parte integrante de um tão expressivo como diversificado conjunto de saberes e de fazeres no seio do qual ainda permanecem resquícios de ancestrais origens e funcionalidades cultuais e rituais.

EM TEMPO DE SEGADAS
01. L’Alma – Grupo de Cantares de Sendim (Sendim, 2001): Num segueis o trigo verde 02. Mariana da Piedade Esteves (S. Pedro da Silva, 1967): Pur aqueilhes campos berdes 03. Eleodora Amélia Ventura e Maria Helena Ventura (Fonte de Aldeia, 2001): La cantiga de la segada 04. Francisco dos Reis Domingues (Paradela, circa 1980): Andávamos à segada 05. Teresa Alves, Albina Pires, Inês Alonso, Constança Igreja e Ilda Pires (Malhadas, 2000): La segada 06. Domingos Esteves Afonso (Palaçoulo, 2000): Cantiga de la segada 07. Clementina Rosa Afonso (Freixiosa, 1998): Cantiga da segada 08. Francisco dos Reis Domingues (Paradela, circa 1980): Alta vai a lua, alta 09. Adélia Garcia, José Garcia e Maria Falcão (Caçarelhos, 1999): Dísticos da saída da ‘stalha 10. Adélia Garcia, José Garcia e Maria Falcão (Caçarelhos, 1999): Remate
DO GRÃO À FARINHA
11. Recolhas de Kurt Schindler (Cércio, 1934): Canário 12. Ana Maria Fernandes (Aldeia Nova, 1999): Ceranda 13. Célio Pires (Constantim, 2006): Molinos de l brosque 14. Eleodora Amélia Ventura e Maria Helena Ventura (Fonte de Aldeia, 2001): La molinera
O PÃO NOSSO DE CADA DIA
15. Maria de Lurdes Albino (Sendim, 2007): Oração de bênção da massa 16. Fernanda Bártolo Afonso (Sendim, 2007): Oração para afastar as bruxas da massa 17. Clementina Rosa Afonso (Freixiosa, 2008): Oração ao meter a massa no forno 18. Maria de Lurdes Albino (Sendim, 2007): Oração ao meter a massa no forno 19. Fernanda Bártolo Afonso (Sendim, 2007): Oração ao meter a massa no forno 20. Clementina Rosa Afonso (Freixiosa, 2008): Oração de bênção da mesa do pão
TOQUES E LOAS DEVOCIONAIS
21. José João da Igreja (Ifanes, 1968): Elevação da hóstia sagrada 22. Célio Pires (Constantim, 2007): Toque de elevação da hóstia 23. Atenor, 2005: Loa de oferta do ramo a Nossa Senhora 24. Ifanes, 2002: Loa de oferta do ramo a S. Sebastião
ADIVINHAS
25. Fernanda Bártolo Afonso (Sendim, 2007): Adivinha do pão

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[também da colecção Cantos e Músicas Tradicionais os títulos: POR UN DIUS QUE MOS CRIOU! Cantos e Músicas Religiosas Tradicionais – Miranda do Douro n.º 6, KURT SCHINDLER Recolhas Musicais da Tradição Oral – Mirando do Douro (1932) n.º 7, TOQUES TRADICIONAIS DE MISSA E DE PROCISSÃO Miranda do Douro n.º 8, CANTOS MIRANDESES Eleadora Amélia Ventura – Maria Helena Ventura, Fonte de Aldeia – Miranda do Douro n.º 14]

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Cantigas de cegos - Galiza e Norte de Portugal



“Cantares da Cega do Covelo – Lucía da Conceição Fernándes” por Xosé Lois Foxo
estudio etnográfico: Xosé Rodríguez Cruz
correción lingüistica: Mário Correia
livro + cd

reúne 50 melodias inéditas galaico-portuguesas, muitas delas de cariz medieval e que podem vir a contribuir para a diversificação do reportório das bandas de gaitas

«O livro descreve a vida dos cegos que davam cantigas em troca de esmolas “Cantares da Cega do Covelo” é uma homenagem a Lucía da Conceição Fernándes, uma cantora e música, cega de nascença, que percorreu o norte de Portugal e a Galiza espalhando um tipo de cultura popular hoje praticamente extinta. Apresentado em Aveiro, o livro “Cantares da Cega do Covelo”, complementado por um cd com alguns desses mesmos cantares, é um importante trabalho de investigação e divulgação de um património etno-cultural quase extinto, em que, para além do tributo a Lúcia Fernándes, o autor, Xosé Lois Foxo, descreve a vida dos cegos que percorriam aldeias para pedirem esmola, em troca das cantigas com que alegravam esses “povos”, e inventaria muitas das letras e músicas dessas cantigas populares. “Foram precisamente estes músicos anónimos de carácter popular que guardaram e difundiram a música da Galiza e do Norte de Portugal, servindo de ligação entre o passado e o presente”, escreve Pedro Silva, vereador da cultura da autarquia aveirense, no prefácio deste livro editado pela Escola Provincial de Gaitas da Deputación de Ourense, com colaboração da Câmara Municipal de Aveiro e do Concello de Ourense. 

Lúcia Fernándes nasceu a 22 de Julho de 1932, em S. Vicente da Raia (concelho de Chaves), onde, muito nova, começou a cantar e a tocar. Quando tinha 22 anos de idade, chegou à sua terra Manuel António Oliveira da Silva, um cantor popular, nascido em Esmoriz (concelho de Ovar), com quem se casou. Ambos cantaram em inúmeras terras do Norte de Portugal, da Galiza, de Leão e das Astúrias. O instrumento que tocavam para acompanhar as suas cantigas era a mandolina napolitana de quatro cordas duplas, um instrumento então muito do agrado dos músicos populares. Actualmente, Lúcia Fernándes reside no lugar de Covelo (concelho de Viana do Bolo). Manuel da Silva faleceu em 2002, com 86 anos de idade. O casal teve duas filhas, Irasí e Irene, cada uma delas com três filhos. C.» [Correio do Vouga]

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[também disponível do autor: "Os Segredos da Gaita", "Músicas do Caurel - Cantares da Serra" Volume II, "Músicas do Caurel - Cantares da Serra" Volume III, "Cantares da Terra das Frieiras - A Gudiña" Volume I, "Cancioneiro Oencia e Contorna" 3 cd + 1 dvd, "Os Últimos Brindeiros de Forgas", "Cantareira de Barro de Arén - Manuela Cortizo Medal" contén CD e DVD]

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Gaiteiros de Galicia



“Músicas do Gaiteiro de Ventosela – Xan Míguez González (1847-1912)” por Marco Foxo

Marco Foxo recupera la música del mítico gaiteiro de Ventosela

Recrea las piezas de uno de los intérpretes más reconocidos del XIX.

A obra recolle cantigas e melodías de homenaxe a este músico galego que modernizou e dignificou a gaita.

«O gaiteiro Marco Foxo di que gravar un CD con músicas inspiradas no gaiteiro máis famoso de Galicia e precursor da modernidade deste instrumento "é unha honra e unha gran responsabilidade". Así o afirmou hoxe na presentación do traballo "Músicas do gaiteiro de Ventosela Xan Míguez González (1847-1912)", un CD no que Marco Foxo, acompañado ao clarinete por Xosé Lois Tielas; ao redobrante por Jonathan Ferreira; ao bombo por Iago Alonso, e coa colaboración das cantareiras da Real Banda de Gaitas da Deputación de Ourense, fai un percorrido por diferentes estilos da música galega, sempre baseado na obra de Xan Míguez.
A presentación tivo lugar na sala de xuntas do Pazo Provincial, e contou coa presenza do gaiteiro Marco Foxo; do vicepresidente da Deputación de Ourense, Rosendo Fernández; do profesor Xesús Alonso Montero; da bisneta de Xan Míguez, Maite Varela; acompañados de Clodomiro Montero e do director da Real Banda, Xosé Lois Foxo, así como de alcaldes e representantes dos concellos ddo Ribeiro: Arnoia, Beade, Castrelo, Cenlle, Cortegada, Leiro, Melón e Ribadavia.
Xosé Lois Foxo explicou que é importante "dignificar o noso e poñer en valor a músicos que tanto fixeron pola cultura galega como foi o gaiteiro de Ventosela, que foi o primeiro en lucir o traxe tradicional galego e en abrir a gaita a outros usos diferentes aos relixiosos e procesionais, dándolle así un carácter de ocio e divertimento que ata ese momento non tiña". Foxo destacou que Ourense é a provincia que máis representacións iconográficas ten de gaiteiros, "e por todo elo, o feito de seguir preservando a nosa cultura musical é unha obriga que temos".
Pola súa banda, Rosendo Fernández destacou "o gran salto á modernidade que supuxo a música do gaiteiro de Ventosela, quen no último treito do século XIX foi que de ampliar o horizonte musical", e loubou o traballo de investigación e estudo de Marco Foxo "convertido en realidade con esta obra musical que nos permite conservar neste CD unha parte importante da historia musical de Ourense".» [Deputación Ourense]

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[também disponível de Marco Foxo: “Gañador Solistas 2009”]