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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Mensaige an mirandés, de Fernando Pessoa


“Mensaige” de Fernando Pessoa
puosta na mirandés por Fracisco Niebro

Trata-se da primeira obra de Fernando Pessoa a ser traduzida e editada em mirandês, por Fracisco Niebro (pseudónimo de Amadeu Ferreira).

«QUINTO

D. FONSO ANRIQUEÇ

Pai, fuste cabalheiro.
Hoije la bela ye nuossa.
Dá-mos l eisemplo anteiro
I tue anteira fuorça!

Dá, contra l’hora an que, arrada,
Nuobos anfiéles bínçan,
La bençon cumo spada,
La spada cumo bençon!»


«Se a luta pela sobrevivência do mirandês enquanto língua viva e autónoma tem sido uma tarefa árdua e incansável de uma grande diversidade de agentes, com Amadeu Ferreira sempre na linha da frente, já esta obstinação, num primeiro momento longínqua e utópica, de dotar o mirandês de uma literatura escrita, de uma dimensão literária, só a ele é devido o reconhecimento de tal autoria (...).» Fernando de Castro Branco, prefácio

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os seguintes títulos an mirandés - alguns bilingues: "Antre Monas i Sbolácios" Adelaide Monteiro, "Camino de la Cándena" Alcides Meirinhos, "Ua Antologie - Poeta Mirandés" Fernando de Castro Branco, "L Ancuontro" Valter Deusdado, "L Bózio de Las Raízes" Rosa Maria Fernandes Martins, "L Mais Alto Cantar de Salomon" bersion de Fracisco Niebro, "L Pastor Que Se Metiu de Marineiro" Faustino Antão, "L Purmeiro Libro de Bersos" Fonso Roixo, "L Segundo Libro de Bersos" Fonso Roixo, "La Paixarina Azul i Outras Cuontas" Bina Cangueiro, "Ls Bersos de Jantonho" José António Esteves, "Lucrécia Cunta-mos Como Era" Alcina Pires, "Nuobas Fábulas Mirandesas i Cuontas Sacadas de la Bida" Faustino Antão, "Tiempo de Las Cerejas" São Sendin, "Tortulhas - Cuontas Deste Mundo i de l Outro" Alfredo Cameirão; “Ls Lusíadas” de Luís Vaz de Camões; “Mirandés – Stória dua lhéngua i dun pobo” e “Ls Lusíadas” banda zenhada José Ruy; “Calantriç de Nineç” de Rapç de la Rue, “La Mona L Maio” José Francisco João Fernandes; “Tra-los-Montes” de Nuno Neves,; “Bózios, Retombos i Siléncios / Gritos, Ecos e Silêncios” de Adelaide Monteiro;  “L Segredo de Peinha Campana” texto Fracisco Niebro dezeinhos Sara Cangueiro, “La Bouba de La Tenerie” e “Ars Vivendim Ars Mortendi” de Fracisco Niebro; “La Mona l Maio – Cuontas de la Raia i de l Praino | A Mona de Maio – Contos da Raia e do Planalto” de José Francisco João Fernandes, traduçon / tradução Alcides Meirinhos, eilhustraçones / ilustrações Ana Afonso;  “O Lodo e as Estrelas / L Lhodo i Las Streilhas” de Telmo Ferraz, traduçion pa l mirandês Fracisco Niebro; “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira]

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O lobo e as estrelas

 

“O Lodo e as Estrelas / L Lhodo i Las Streilhas” de Telmo Ferraz, traduçion pa l mirandês Fracisco Niebro

O Lodo e as Estrelas, inicialmente publicado em 1960, é agora reeditado, em co-edição com a Câmara Municipal de Miranda do Douro, numa versão bilingue, O Lodo e as Estrelas | L Lhodo i las Streilhas, sendo a tradução para mirandês da autoria de Fracisco Niebro, pseudónimo de Amadeu Ferreira.
Nas palavras de Amadeu Ferreira, redigidas em 2010, a obra “é um testemunho extraordinário que fala da língua mirandesa, da maneira como os barragistas faziam troça dos palhantros e da manifestação que os mirandeses, roubados no que era seu, fizeram em Vila Chã a gritar Num queremos acá la Barraige.”


Na contracapa do livro pode ler-se o seguinte texto, em português e mirandês, da autoria do Sr. Presidente do Município de Miranda do Douro, Dr. Artur Nunes:

“Falar de barragens é pensar em recursos energéticos mas o fundamental é…. o Homem. O homem pensou, projectou, trabalhou, fez obra e desenvolveu uma região, seu nome Miranda do Douro.
Ler este livro deixa em mim dois registos: a dedicação do Padre Telmo Ferraz, ao descrever os “desfados” da vida e os registos reais dos que aqui viveram e trabalharam.
Saliento o contributo do saudoso Amadeu Ferreira na tradução desta obra para língua mirandesa. Ele acreditou neste projecto. Uma palavra de gratidão a todos os que contribuíram para que estas estórias reais não sejam esquecidas.
Obrigado Padre Telmo Ferraz
Obrigado Amadeu Ferreira!

Falar de barraiges ye pensar an recursos einergéticos mas l eissencial ye….l Home. L home pensou, porjetou, trabalhou, fizo obra i zambuolbiu ua region, de sou nome Miranda de l Douro.
Ler este lhibro deixa an mi dous registros: la dedicaçon de Padre Telmo Ferraz, al çcrebir ls “çfados” de la bida i ls registros berdadeiros de ls que eiqui bibírun i trabalhórun.
Çtaco l cuntributo, cun soudade, de Amadeu Ferreira que fizo la traduçon deste lhibro para lhéngua mirandesa. El tubo fé ne l porjeto. Ua palabra de bien haia a todos ls que fazírun cun que estas cuontas berdadeiras nun seian squecidas.
Bien haia Padre Telmo Ferraz!
Bien haia Amadeu Ferreira!” 

José Telmo Ferraz é padre e nascido (25.11.1925) em Bruçó, concelho de Mogadouro. Foi pároco na freguesia de Genísio (1951-1953) e depois nas de Vila Chã e Picote (1953-1956), ao tempo em que começava a ser construída uma barragem, passando depois para Miranda do Douro (1956) quando também aí começaram a construir a barragem. Depois seguiu para Angola (1959), quando começa a ser construída a barragem de Cambambe, voltando a Portugal depois de terminada a obra (Natal de 1962). Passado pouco tempo volta a Angola (1963), já na obra da Casa do Gaiato, criando a Casa de Malange, onde se mantém até 1975. Em 1980 é eleito principal responsável da Casa do Gaiato, voltando a Portugal e continuando a dar o seu trabalho à mesma obra. Pela construção da barragem, Picote e as terras em volta converteram-se na meca de todos os deserdados e desprotegidos na procura de trabalho, sem família, sem abrigo, sem dinheiro, sem roupa, cansados das distâncias e os longos caminhos percorridos. A todos o padre Telmo recebeu e ajudou, incentivando-os a conseguir o seu abrigo e ajudando-os a encontrar trabalho. Em Miranda do Douro continuou o mesmo trabalho. Desse período vem o seu livro de poemas O Lodo e as Estrelas (1960, edição de autor), onde mostra as marcas que lhe deixou na alma tudo o que se passava ao seu redor. O livro foi retirado do mercado pela censura do regime de Salazar. Foi publicada uma 2.ª edição em 1975 e uma 3.ª em 1985, pela Casa do Gaiato. Nunca deixou de escrever poemas, no jornal O Gaiato, sempre com a mesma sensibilidade e beleza.


Fracisco Niebro é um dos pseudónimos de Amadeu Ferreira (1950-2015). Foi presidente da ALCM (Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa) e da Academia de Letras de Trás-os-Montes, vice-presidente da CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Autor e tradutor de uma vasta obra em português e em mirandês, também sob os pseudónimos Marcus Miranda e Fonso Roixo, traduziu Mensagem, de Fernando Pessoa, obras de Horácio, Virgílio e Catulo, Os Quatro Evangelhos e duas aventuras de Astérix. Na Âncora Editora publicou as traduções para a língua mirandesa de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, e uma edição comemorativa dos 25 anos da adaptação daquela obra para banda desenhada por José Ruy, com quem também colaborou no álbum Mirandês – História de uma Língua e de um Povo, e correspondente versão em mirandês. É autor de La Bouba de la Tenerie/Tempo de Fogo, primeiro romance publicado simultaneamente em mirandês e português, e das obras Norteando, com fotografias de Luís Borges, Ars Vivendi Ars Moriendi (poesia), Lhéngua Mirandesa – Manifesto an Modo de Hino/Língua Mirandesa – Manifesto em Forma de Hino, Ditos Dezideiros – Provérbios Mirandeses e Belheç/Velhice. As obras L’Eiternidade de las Yerbas/A Eternidade das Ervas [Poemas (e)scolhidos], com aguarelas de Manuol Bandarra, e O Fio das Lembranças – Biografia de Amadeu Ferreira, de Teresa Martins Marques, foram apresentados postumamente.

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[também disponível os seguintes títulos an mirandés - alguns bilingues: “Ls Lusíadas” de Luís Vaz de Camões, “L Mais Alto Cantar de Salomon” bersion de Fracisco Niebro, “Mirandés – Stória dua lhéngua i dun pobo” e “Ls Lusíadas” banda zenhada José Ruy, “Calantriç de Nineç” de Rapç de la Rue, “La Mona L Maio” José Francisco João Fernandes, “Tra-los-Montes” de Nuno Neves, “L Pastor Que Se Metiu de Marineiro” de Faustino Antão; “Bózios, Retombos i Siléncios / Gritos, Ecos e Silêncios” de Adelaide Monteiro;  “L Segredo de Peinha Campana” texto Fracisco Niebro dezeinhos Sara Cangueiro, “La Bouba de La Tenerie” e “Ars Vivendim Ars Mortendi” de Fracisco Niebro; “La Mona l Maio – Cuontas de la Raia i de l Praino | A Mona de Maio – Contos da Raia e do Planalto” de José Francisco João Fernandes, traduçon / tradução Alcides Meirinhos, eilhustraçones / ilustrações Ana Afonso;  “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira]

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A Eternidade das Ervas

“L’Eiternidade de las Yerbas / A Eternidade das Ervas” poemas (e)scolhidos Fracisco Niebro
augarielhas Manuol Bandarra

L’Eiternidade de las Yerbas | A Eternidade das Ervas, escrito em Português e Mirandês, foi um desejo de Amadeu Ferreira, com uma selecção de textos feita por si, entre as obras publicadas e inéditas, de Fracisco Niebro.
Os amigos fizeram algumas traduções em falta, e a organização dos textos, assim como das aguarelas que o seu irmão Manuol Bandarra fez para este livro, ficaram a cargo do filho de Amadeu Ferreira.  

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponíveis do autor: “Tempo de Fogo”; “La Bouba de la Tenerie”, “Ars Vivendi, Ars Moriendi” (poesia), “Belheç / Velhice” de Fracisco Niebro; “Ditos Dezideiros – Provérbios Mirandeses” organização de Amadeu Ferreira; “Língua Mirandesa – Manifesto em Forma de Hino” de Amadeu Ferreira e “Lhéngua Mirandesa – Manifesto an Modo de Hino” de Fracisco Niebro; “L Segredo de Peinha Campana” texto Fracisco Niebro dezeinhos Sara Cangueiro; “Mirandés – stória dua lhéngua i dun pobo” (versão em língua mirandesa) e “Mirandês – história de uma língua e de um povo” (versão em língua portuguesa) banda desenhada de José Ruy; “Ls Lusíadas” banda zenhada José Ruy, traduçon para mirandês por Fracisco Niebro; “O Fio das Lembranças – Biografia de Amadeu Ferreira” de Teresa Martins Marques; “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira; “NorteAndo” Amadeu Ferreira texto, Luís Borges fotografia; “L Mais Alto Cantar de Salomon” bersion mirandesa de Fracisco Niebro]

sexta-feira, 13 de março de 2015

belheç | velhice


“Belheç | Velhice” de Fracisco Niebro

Ne ls anhos cinquenta de l século xx un bielho de uitenta anhos, nua aldé stramontana, senta se to ls dies ne l puial de la sue puorta de casa i bei l mundo a passar nas pessonas de la sue tierra. Este libro pretende ser l que esse tiu haberá screbido.
L oureginal mirandés ye acumpanhado de ua bersion an pertués de apoio para leitura.
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Nos anos cinquenta do século xx um velho de oitenta anos, numa aldeia transmontana, senta-se todos os dias no poial da sua porta de casa e vê passar o mundo nas pessoas da sua aldeia. Este livro pretende ser o que esse velho teria escrito.
O original mirandês é acompanhado de um apoio para leitura em português.

“Estiveram toda a tarde a dançar aqui no largo da rua da Frágua. Um jovem esforçava-se por tocar muita gaita-de-beiços. Apenas parou quando quase todos seguiram para o Bairro Alto. Dei comigo a pensar que nunca ouvi aquela cantiga, muito diferente das que eu aprendi. Há coisas, por exemplo as cantigas, em que já não caibo, mundos que parecem já nada ter a ver comigo.”

Fracisco Niebro é um dos pseudónimos de Amadeu Ferreira (1950, Sendim, Miranda do Douro). Presidente da ALM (Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa) e da Academia de Letras de Trás-os-Montes, é ainda vice-presidente da CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
Autor e tradutor de uma vasta obra em português e em mirandês, também sob os pseudónimos Marcus Miranda e Fonso Roixo. Traduziu Mensagem, de Fernando Pessoa, obras de escritores latinos (Horácio, Virgílio e Catulo), Os Quatro Evangelhos e duas aventuras de Astérix.

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[também disponíveis do autor: “Tempo de Fogo”; “La Bouba de la Tenerie”, “Ars Vivendi, Ars Moriendi” (poesia), “Belheç / Velhice” de Fracisco Niebro; “Língua Mirandesa – Manifesto em Forma de Hino” de Amadeu Ferreira e “Lhéngua Mirandesa – Manifesto an Modo de Hino” de Fracisco Niebro; “Mirandés – stória dua lhéngua i dun pobo” (versão em língua mirandesa) e “Mirandês – história de uma língua e de um povo” (versão em língua portuguesa) banda desenhada de José Ruy; “Ls Lusíadas” banda zenhada José Ruy, traduçon para mirandês por Fracisco Niebro; “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira; “NorteAndo” Amadeu Ferreira texto, Luís Borges fotografia; “L Mais Alto Cantar de Salomon” bersion mirandesa de Fracisco Niebro; “O Fio das Lembranças – Biografia de Amadeu Ferreira” de Teresa Martins Marques]

quarta-feira, 4 de março de 2015

Biografia de Amadeu Ferreira / Fracisco Niebro

“O Fio das Lembranças – Biografia de Amadeu Ferreira” de Teresa Martins Marques

«Esta é a biografia de Amadeu Ferreira (Sendim, 29 de Julho de 1950 – Lisboa, 1 de Março de 2015), professor universitário, jurista, vice-presidente da CMVM, mas também escritor – poeta, romancista, contista, dramaturgo, ficcionista, ensaísta – e tradutor, assumindo o seu nome civil ou vários pseudónimos: Fracisco Niebro, Marcus Miranda, Fonso Roixo. Grande divulgador da língua e cultura mirandesas, para além da própria obra literária, fez traduções para mirandês de Luís de Camões e Fernando Pessoa, da maior parte dos poetas portugueses do século XX, mas também dos latinos Horácio, Catulo e Virgílio, e de Os Quatro Evangelhos.
O livro assume ainda uma vertente de sociografia, ao focar: a infância na Terra de Miranda, mostrando a vida real em Trás-os-Montes, no Portugal profundo dos anos 50 e 60, que via na emigração a alternativa à miséria; a adolescência e juventude nos espaços opressivos dos seminários de Vinhais e Bragança, única saída para o prosseguimento dos estudos dos filhos dos pobres; a expulsão do seminário, por adesão empenhada às doutrinas renovadoras do concílio Vaticano II, em oposição às da hierarquia enfeudada ao concílio de Trento; alguns aspectos da sua intervenção no 25 de Abril e no 25 de Novembro; a militância partidária na extrema-esquerda, a passagem pelo Parlamento e a dissidência ideológica; o vazio, o recomeçar do zero, o curso brilhante de Direito, a carreira fulgurante na CMVM, o professor universitário, impulsionador da criação dos estudos dos Valores Mobiliários na Universidade e co-redactor do respectivo Código, com Carlos Ferreira de Almeida.
A recolha de materiais para esta biografia assenta, em grande parte, numa entrevista de 31 horas feita ao autor e a seus pais, filmada pelo cineasta Leonel Brito, bem como em mais de uma centena de depoimentos de personalidades que conviveram com o biografado e diversos estudos críticos incidindo sobre as obras de Amadeu Ferreira.» Leonel Brito, blogue Lelo de Moncorvo

«Esta obra acaba por ser mais do que uma biografia. É um retrato sociológico do Portugal da segunda metade do século XX. Através da vida de Amadeu Ferreira - uma vida cheia, como poderão constatar através do livro - vamos tendo a noção da vida rural de Trás-os-Montes, da evolução das ideias e dos ideais que ditaram o 25 de Abril, do período político que se seguiu a esta revolução, do nascimento e evolução do mercado de capitais em Portugal e do renascimento da segunda língua oficial de Portugal, o mirandês. A biografia deste homem notável que Portugal teve a honra de receber na sua vida é, perdoem-me a redundância, mais do que isso. É uma obra imperdível!

A segunda parte da biografia é constituída por diversos testemunhos em que tenho a honra de participar com um pequeno texto.

“Há Homens cuja força de carácter se pressente à distância e se afirmam através da vontade férrea do seu querer.
Há Homens que por vezes sobrevoam o próprio Tempo, transformando sílabas de alfabetos perdidos em linguagem compreendida pelos outros homens.
Embalando a montanha e os seus musgos, ou simplesmente cumprindo alguma promessa antiga, trazem consigo e como testemunho a marca indelével do Tempo.”
António Afonso, in “O Fio das Lembranças – Uma Biografia de Amadeu Ferreira”

“E porque acredito que a rota escolhida pelo nosso Amigo Amadeu Ferreira é a mais maravilhosa aventura que a Humanidade pode viver, convido todos a entrar e a viajar neste sonho de Luz e de Paz!”
Luís Vaz das Neves, in “O Fio das Lembranças – Uma Biografia de Amadeu Ferreira”

Boas leituras e boas descobertas!
Buonas lheituras e buonas sçubiertas!»
Paula Freire, blogue Notas Soltas & Coisas Doces

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Norte, por Luís Borges e Amadeu Ferreira

“NorteAndo” Amadeu Ferreira texto, Luís Borges fotografia

Amadeu Ferreira e Luís Borges homenageiam o Norte
Em textos e imagens deslumbrantes

Em Norteando, Amadeu Ferreira e Luís Borges juntam os seus talentos e a paixão de ambos por Trás-os-Montes, o que resulta numa obra “de cortar a respiração”. Luís Borges captou fotografias únicas, que dão a conhecer a beleza da fauna e da flora nortenhas, o gado e seus pastores, paisagens deslumbrantes, a geometria das refrescantes gotas de água do Verão e dos cristais que se formam no Inverno, homens e mulheres em trabalhos do campo e da casa já quase esquecidos, as tradições do Entrudo, monumentos perdidos no tempo, o sorriso de rostos enrugados. Amadeu Ferreira deu voz a essas imagens, escrevendo textos, ora em prosa, ora em verso, a maioria em português, alguns em mirandês, que são um verdadeiro deleite e um importante registo de memórias. Norteando é também, assim, um apelo à preservação da natureza e das tradições.

Amadeu Ferreira (1950, Sendim, Miranda do Douro) é vice-presidente da CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, presidente da ALM – Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa e professor convidado na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Autor e tradutor de uma vasta obra em português e em mirandês (sob diferentes pseudónimos), segunda língua oficial de Portugal, reconhecida há 15 anos pela lei 7/99 de 29 de Janeiro. Entre as traduções para a língua mirandesa, destacam-se Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, e uma edição comemorativa dos 25 anos de Os Lusíadas em banda desenhada, de José Ruy, o autor português de BD com o maior número de álbuns publicados, com quem também colaborou nos álbuns Mirandês – História de uma Língua e de um Povo e a correspondente versão em mirandês. Traduziu também Mensagem, de Fernando Pessoa, obras de escritores latinos (Horácio, Virgílio e Catulo), Os Quatro Evangelhos e duas aventuras de Astérix. É autor do romance Tempo de Fogo, primeira obra publicada simultaneamente em português e mirandês (La Bouba de la Tenerie, com o pseudónimo de Fracisco Niebro). Ars Vivendi Ars Vivendi é uma das suas obras em poesia, publicada pela Âncora Editora. Tem em curso de publicação, com José Pedro Ferreira, o Dicionário Mirandês-Português e O Essencial sobre a Língua Mirandesa.


Luís Borges nasceu em Angola a 19 de Junho de 1971. Três anos depois, foi com a família para Macedo de Cavaleiros, Trás-os-Montes, onde viveu até 1998. É bacharel em Engenharia Agrícola e licenciado em Educação, na área da Educação Visual e Tecnológica. Exerce a profissão de docente desde 1998, pertencendo actualmente ao quadro do Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro, em pleno coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês. É fotógrafo freelancer. O seu currículo inclui várias participações em exposições nacionais e internacionais, trabalhos para centros interpretativos do Parque Nacional da Peneda-Gerês e monografias de alguns concelhos nortenhos. Amante confesso da natureza, da montanha e das tradições e costumes do mundo rural, essencialmente do norte do país, tem registado, nos últimos tempos, através do seu olhar fotográfico, rostos característicos, rituais e tradições que teimam em resistir à globalização, nalguns locais recônditos do interior norte de Portugal.

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ls Lusíadas


“Ls Lusíadas” Luís de Camões
banda zenhada José Ruy
traduçon para mirandês por Francisco Niebro

«“OS LUSÍADAS” COMO EXEMPLO
José Ruy, ao realizar a adaptação de “Os Lusíadas”, colocou as suas qualidades e características ao serviço de um projecto difícil, mas do qual se desempenha com mestria e proficiência, apesar da dificuldade manifesta do projecto. Refira-se que tem sido salientado, com razão, pelos principais estudiosos das HQ que o nosso autor tem uma especial vocação para temas marítimos, o que se encontra patente na série de ficção “Porto Bomvento” (com sete álbuns editados pela Asa) ou na sua obra-prima, “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto, publicada, como já se disse, numa primeira versão, no “Cavaleiro Andante” (1957-1959). Lembremo-nos, contudo, do facto de a obra original ter sido publicada com texto explicativo na base de cada quadro, enquanto a versão hoje no mercado em álbum recorrer aos balões. Sente-se, assim, na versão publicada nos anos cinquenta uma ambiguidade entre o ilustrador e o cultor de HQ. A esta luz, a obra hoje em apreço reúne vários elementos, nos quais José Ruy tem provas dadas (desde os motivos aos temas). Em “Os Lusíadas” notam-se algumas das suas principais características, das quais deve referir-se: grande fidelidade aos textos literários; preocupação em fazer os leitores seguirem a narrativa através de sucintas explicações; o uso de uma técnica própria, adequada a um poema épico, não reduzindo as pranchas a uma limitação em espaços fechados e utilizando a capacidade criadora e imaginativa para ligar um relato real às referências da 
mitologia clássica; o recurso a uma técnica moderna, dotada de uma significativa versatilidade, com um traço ao mesmo tempo seguro e volátil, com uma compreensão exacta do movimento; e, por fim, a preocupação em ligar os diversos registos da narrativa épica em que a memória e a mitologia se misturam e se encontram, permanentemente. Saliente-se que, para auxiliar a leitura, o autor recorre nas aberturas a João Franco Barreto, autor do século XVII, que resumiu em oitavas cada um dos cantos do poema. Por sua vez, o relato de cada canto é antecedido por uma explicitação do argumento. No entanto, nas pranchas, é a própria expressão camoniana expressamente citada, com breves explicações, devidamente assinaladas.

ALGUNS EPISÓDIOS
Para ilustrar o que dizemos (sobre as qualidades e características do autor) daremos três exemplos que nos permitirão fazer realçar as especificidades da criação artística de José Ruy. O primeiro caso é o do Concílio dos Deuses, elemento crucial para a compreensão da trama subjacente ao poema e à história da chegada de Vasco da Gama e dos portugueses à Índia. A introdução do Olimpo no relato conduz a uma alteração de método. Os deuses situam-se fora do curso cronológico dos acontecimentos e o combate entre Vénus e Baco, mediado pelo próprio Júpiter, vai desenrolar-se em termos tais que permite ao leitor ver uma encenação em que o resultado da acção do “deus ex machina” decorre como que atrás de um véu, numa cena que o poeta vai descrevendo e revelando. O segundo exemplo tem a ver com o início do relato de Gama sobre a história pátria. José Ruy procura interpretar os acontecimentos históricos com fidelidade simultânea aos acontecimentos e à construção de uma mitologia imaginária da nação. Estamos diante de um processo de permanente e necessária conciliação entre a referência histórica e o “maravilhoso” que “Os Lusíadas” contêm, na linha da “Odisseia” de Homero e da “Eneida” de Virgílio. Por fim, temos a ilustração do Canto IX do poema de Camões, A Ilha dos Amores. Com grande sobriedade, José Ruy desenha uma ilha quase utópica a que não falta a sensualidade, mas onde a preocupação fundamental é dar um sentido poético à apresentação do tema. Compreendendo bem o sentido e alcance de um episódio como este, José Ruy procura deixar claro aos leitores que o canto IX é o corolário de uma projecção terrena do debate que tem lugar no Concílio dos Deuses. Quem ganha, no fundo, é o Amor através da persistência de Vénus e do apoio que obtém de Júpiter.

A UTILIDADE DA OBRA
À semelhança do que aconteceu na colecção da Sá da Costa, dos clássicos contados às crianças e lembrados ao povo, num registo de narrativa adaptada para a melhor compreensão dos jovens e dos cidadãos em geral (em que a preocupação iconográfica também existe, em termos muito limitados), este “Os Lusíadas” em HQ (ou em BD) tem uma significativa potencialidade pedagógica e didáctica, que não poderemos deixar de referir – compreendendo José Ruy muito bem essa característica. Aliás, constitui um elemento essencial da obra deste autor o facto de ter privilegiado a vertente histórica e didáctica à narração romanesca ou romanceada. De facto, há diversos críticos que salientam o facto de José Ruy ter ficado cá e não ter seguido mais sistematicamente a via romanesca, trilhada pelo mestre Eduardo Teixeira Coelho, o que pode tê-lo prejudicado nas suas possibilidades de maior divulgação no país e no estrangeiro. José Ruy tem tido, porém, um percurso de gradual maturação, com um estilo próprio e uma assinalável capacidade de ligação entre a capacidade técnica e a vitalidade criadora e imaginativa.» Guilherme d'Oliveira Martins [blogue do Centro Nacional de Cultura]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também do autor os títulos: “Mirandês – história de uma língua e de um povo” e “Mirandés – stória dua lhéngua i dun pobo”]

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fracisco Niebro ↔ Amadeu Ferreira


Lançamento de “Ars Vivendi, Ars Moriendi” (poesia)
de Fracisco Niebro [pseudónimo de Amadeu Ferreira]
dia 10 de Novembro de 2012 (sábado), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


an BILA REAL - na Lhibrarie TRAGA MUNDOS //
em VILA REAL - na Livraria TRAGA MUNDOS

10 de NOBEMBRE, 21,00 horas, //
10 de nOVEMBRO, 21,00 horas

Salimiento de ARS VIVENDI, ARS MORIENDI (poesie) //
Lançamento de ARS VIVENDI, ARS MORIENDI (poesia)

Cula perséncia de FRACISCO NIEBRO (outor),
i de HERCÍLIA AGAREZ, que fazerá la apersentaçon //
Com a presença de FRACISCO NIEBRO (autor)
e de HERCÍLIA AGAREZ, que fará a apresentação.

Haberá recitaçon de poemas an mirandés i an pertués, Acéitan-se anscriçones de pessonas que quérgan ir a dezir algun poema de l lhibro, seia an pertués seia an mirandés //
Haverá recitação de poemas em mirandês e em português. Aceitam-se inscrições de pessoas que queiram dizer algum poema do livro, em português ou em mirandês.

[serão também apresentados “La Bouba de La Tenerie” de Fracisco Niebro e “Tempo de Fogo” de Amadeu Ferreira]


MEFISTÓFELES NO NOSSO TEMPO

(...)

ye este un tiempo de trocas a denheiro,
de claro die por nuite negra,
de palabras i risas por sangre i por delor:

tantos l cháman pa la troca,
assente an pergaminos oupidos an pendones,

que nun le dá aguanto Mefistófeles.



(...)
é este um tempo de trocas a dinheiro,
de dia claro por noite negra,
de palavras e risos por sangue e por dor:



tantos o chamam para a troca,
assente em pergaminhos erguidos em bandeira,
que nem Mefistófeles os acompanha.



Fracisco Niebro, ARS VIVENDI ARS MORIENDI

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

An mirandés


“L Mais Alto Cantar de Salomon” bersion mirandesa de Fracisco Niebro

I (eilha)

Beise-me culs beisos de sue boca
mais gustosos tous carinos do que bino
recende l oulor de tous unguientos
unguiento spargido ye tue nomeada
por esso gústan de ti las mocicas
arrastra-me atrás de ti nua fugida
lhebou-me l rei a sue pousada
adbertiremos-mos i cuntentaremos-mos cuntigo
lhembraran-se-mos tous carinos mais que l bino
nun admira que gústen de ti las mocicas.

Traduçon de Fracisco Niebro

La publicaçon cumpleta, an mirandés, de l lhibro de la Bíblia-Antigo Teçtamiento L MAIS ALTO CANTAR DE SALOMON, mais coincido antre nós cumo Cántico de ls Cánticos. Ye la purmeira beç que este lhibro se publica an mirandés.
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos an mirandés: “Ls Lusíadas” de Luís Vaz de Camões, “Mirandés – Stória dua lhéngua i dun pobo” e “Ls Lusíadas” banda zenhada José Ruy, “Calantriç de Nineç” de Rapç de la Rue, “La Mona L Maio” José Francisco João Fernandes, “Tra-los-Montes” de Nuno Neves, “Ua Antologie” de Fernando de Castro Branco, “L Pastor Que Se Metiu de Marineiro” de Faustino Antão e “L Segredo de Peinha Campana” texto Fracisco Niebro dezeinhos Sara Cangueiro]

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um romance em Língua Mirandesa


“Tempo de Fogo” de Amadeu Ferreira & “La Bouba de la Tenerie” de Fracisco Niebro

Sobre a apresentação, a nível nacional, da sua obra «Tempo de Fogo», e que marcaram as comemorações, em Lisboa, do Dia da Língua Mirandesa, Amadeu Ferreira explica que se trata de um romance, inicialmente escrito em mirandês com o título «La Bouba de la Tenerie», assinado pelo seu pseudónimo Fracisco Niebro.
«A pedido do editor Âncora Editora, tentei traduzir o romance para português por forma a poder ser lido por um leque mais amplo de pessoas. A verdade é que a tradução, à medida que a ia fazendo, não me satisfazia, deixando-me a ideia de que não reflectia adequadamente o que escrevera em mirandês», confessa.
E foi por isso que decidiu reescrever o romance em português, embora seguindo de perto o que escrevera em mirandês. «O que resultou foram dois romances idênticos, mas diferentes ao mesmo tempo, o que eu chamo dois gémeos literários, isto é, obras originais em cada uma das línguas», sublinha.
«Daí que o romance em português tenha por título “Tempo de Fogo” e seja assinado com o meu nome civil, Amadeu Ferreira. Creio que se poderão comparar as duas versões, que apenas se distinguem na expressão de cada uma das línguas, fenómeno que creio ter acontecido pela primeira vez em Portugal», vinca. E resume que o romance se centra na história de um frade homossexual que é queimado às ordens do Tribunal da Inquisição, condenado por breves amores de juventude na universitária na Salamanca nos fins do século XVI.
Através de personagens reais, perseguidos pela Inquisição, a obra passa em revista o ambiente sufocante do país nos anos 20 do século XVII, tomando como paradigma várias vilas e aldeias do planalto mirandês.
(...)
O investigador adianta ainda que «embora a língua mirandesa seja fácil de entender, mesmo por quem não a fala», espera, ao mesmo tempo, que a «versão mirandesa possa incentivar várias pessoas (e sei de várias que já o fizeram) a ler também a obra em mirandês».
Amadeu Ferreira faz questão ainda de lembrar que este é o primeiro romance publicado em língua mirandesa, assumindo ao mesmo tempo e «com igual dignidade, o carácter bilingue dos mirandeses, para quem as duas línguas (o mirandês e o português) são maternas e essenciais».
E realça a capacidade da Língua Mirandesa para produzir obras literárias de «grande fôlego, como já havia ficado demonstrado com outras obras, quer em prosa quer em poesia, nomeadamente após a tradução de «Os Lusíadas»/«Ls Lusíadas», publicada há pouco mais de um ano».  [Café Portugal]

«Cun figuras riales, perseguidas pula Anquesiçon, passa-se an rebista l aire abafado de l paiç ne ls anhos binte de l seclo XVII, agarrando cumo paradigma bilas i aldés de l praino mirandés.»

Disponíveis na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

sábado, 3 de março de 2012

Sacerdotes da natureza do tempo

“l segredo de peinha campana” texto Fracisco Niebro dezeinhos Sara Cangueiro

«O Planalto Mirandês guarda uma forte identidade cultural e os eu património imaterial é de uma riqueza extraordinária: aí, muito antes da nacionalidade, se fala a outra língua oficial de Portugal, o mirandês, aí se preservou a dança sagrada dos pauliteiros e se ouvem os gaiteiros e tamborileiros com suas fraitas a executar um fundo musical popular muito próprio, aí mantém ainda raízes uma literatura oral singular e uma série de ritos que vêm já do neolítico, nomeadamente os solsticiais com as suas fogueiras, os caretos, chocalheiros, farandulos e outros sacerdotes da natureza do tempo.
No âmbito do projecto "Pintar o Verde com Letras", o escritor Fracisco Niebro e a ilustradora Sara Cangueiro formaram uma dupla que deu vida a uma língua e costumes que ultrapassam as marcas do tempo. Esta obra tem uma particularidade muito especial: está escrita em mirandês, com tradução para o português actual. Excelente trabalho dos autores.»
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...