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segunda-feira, 20 de abril de 2015

brindos ou cantares improvisados


“Os Últimos Brinderos de Forgas” de Xosé Lois Foxo

Homenaxe aos Irmáns Álvaro e José Veloso Valcárcel, e ao seu traballo realizado nos cantares das vodas. Os irmáns Veloso foron dous cantores populares da aldea de Forgas de Abaixo que mantiveron viva ata o día de hoxe a vella tradición dos brindos ou cantares improvisados, tamén frecuentes noutros lugares como Quiroga, O Incio ou O Cebreiro.

A publicación foi elaborada logo de catro anos de investigación. Ao longo dese tempo graváronse e transcribieron brindos' da zona, que aparecen reflectidos en papel, DVD e CD.

Xosé Luís Foxo lembra o desaparecido labor dos brindeiros' nas vodas, onde fóra ou dentro das mesmas cantaban distintas coplas coas que se pedía inicialmente doce, unha rosca, e despois tabaco. Eran disputas a través de cancións que caracterizaban as vodas no medio rural ata que deixaron de celebrarse en casa. Os brindeiros' animaban as festas ata ben entrada a noite. Co paso do tempo, e sobre todo por mor de pasar a celebrarse as vodas fóra de casa, quedaron no esquecemento.


«TRIBUTO AOS ÚLTIMOS BRINDEIROS

Os brindos son coplas de catro versos con rima par que se interpretaban nas vodas. A cadea de montañas que une a zona de Lóuzara, no interior do sur lucense, co Bierzo, xa en León, foi sempre rica en brindeiros. De feito estes cantores tiñan unha forma xenuina de interpretar os seus brindos que os facía destacar sobre os brindeiros doutras áreas da comunidade galega.
Na Pobra do Brollón os brindos eran cousa dos irmáns Álvaro e Xosé Veloso -máis coñecidos coma Álvaro e Xosé de Forgas-, Sisto de Rexoá, Bautista Campo Celeiro ou do Ribeiro de Louzarela. Algúns destes homes xa finaron pero outros, coma Xosé de Forgas ou o Ribeiro de Louzarela, seguen a facer a súa aportación ao patrimonio lírico galego. De feito, O Ribeiro de Louzarela acode cada ano á celebración do Filandón do Courel, no que se dan cita os cantores da montaña.» [El Progreso]

«Na presentación do libro-disco estiveron presentes José Veloso -o seu irmán Álvaro faleceu o pasado novembro- e Amparo Parada Aira, antiga pandeitereira e tamborileira que participou no traballo de documentación sobre as tradicións musicais da parroquia de Ferreiros, á que pertence Forgas de Abaixo. Xosé Lois Foxo resaltou o carácter «absolutamente orixinal» dos brindos da montaña lucense, sinalado que este xénero ten unha estrturua musical propia que o diferencia claramente doutros cantares improvisados, como as coñecidas regueifas.
Foxo sinalou por outro lado que os irmáns Veloso son practicamente os últimos representantes deste xénero musical xunto con Antonio Río Montero, coñecido como Ribeira de Louzarela, cantor popular natural de Pedrafita do Cebreiro que colaborou hai anos nun disco do gaiteiro Carlos Núñez.
A tradición dos brindeiros non foi continuada por xente máis nova e os poucos intérpretes deste xénero que seguen vivos na actualidade son todos de idade xa moi avanzada. Só nos últimos anos foi posible recoller testemuños audiovisuais desta antiga modalidade que está a punto de extiguirse. «Grazas a estas persoas chegamos a tempo de recoller as últimas mostras dunha tradición moi importante que polo menos deste xeito poderán ser legadas ás xeracións futuras», apuntou Foxo a este respecto.»[La Voz de Galicia]

Inclúe 1 CD e 1 DVD
- Presentación
- Os últimos brindeiros de Forgas
- Brindos
- Coplas de cego
- Romances
- Parrafeos
- Rondas
- Cantares de cregos
- Cantares da seitura
- Aninovo e Reis
- Cantares varios
- Contos
- Relación de melodías
- Índice de audio-vídeo

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor: “Os Segredos da Gaita” de Xosé Lois Foxo 6ª Edición correxida e aumentada, "Músicas do Caurel - Cantares da Serra" Volume II, "Músicas do Caurel - Cantares da Serra" Volume III, "Cantares da Terra das Frieiras - A Gudiña" Volume I, "Cancioneiro Oencia e Contorna" 3 cd + 1 dvd, "Os Últimos Brindeiros de Forgas" cd + dvd, "Cantareira de Barro de Arén - Manuela Cortizo Medal" contén CD e DVD; Cantares da Cega do Covelo – Lucía da Conceição Fernándes” por Xosé Lois Foxo, estudio etnográfico: Xosé Rodríguez Cruz, correción lingüistica: Mário Correia, livro + cd]

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

25 de Abril de 1974 em Vila Real

“Vila Real nos 40 anos do 25 de Abril”
realização Vítor Nogueira

Colecção Máquina do Tempo n.º 4 | Museu do Som e da Imagem de Vila Real
Documentário | DVD | 48 minutos | 16:9

A Revolução de 25 de Abril de 1974 e as condicionantes políticas e sociais que a ela conduziram vistas pelos cidadãos de uma cidade do Interior.

depoimentos de Amado Pereira, Aires Querubim, Alfredo Teixeira, António Santos Carvalho, Armando Miró, Costa Pereira, Daniel Bastos, Delfim Passos, Eurico Figueiredo, Francisco Seixas da Costa, Frederico Amaral Neves, Humberto de Carvalho, José João Bianchi, Manuel Rebelo Cardona, Manuela Graça, Rodrigo Costa, Rogério Fernandes, Vilela Borges

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

[também disponíveis da colecção Máquina do Tempo: “Lembranças da Casa do Padre Filipe” n.º 1, “Liceu Velho, Liceu Novo” n.º 2, “A Lagoa” n.º 3]


quinta-feira, 13 de março de 2014

Curso interactivo de Plantas Aromáticas, Medicinais e Condimentares em DVD



“Plantas Aromáticas, Medicinais e Condimentares” – dvd – cursos de jardinagem 1

Curso interactivo de Plantas Aromáticas, Medicinais e Condimentares em DVD.

Aborda 36 plantas, com filmes sobre cada uma delas e uma ficha técnica com diversas informações.


Vários filmes que mostram:
Multiplicação por semente (preparação de substratos, recolha de sementes, sementeiras);
Multiplicação por estaca (preparação de substratos, recolha de estacas, enraizamento);
Plantação (preparação de floreira, vasos; plantação de um talude);
Manutenção (podas);
Secagem (conselhos como cortar e secar)

1º trabalho do género no país - original; Interactivo – computador – televisão; Fácil de utilizar; Generoso (36 plantas, muita informação); Resulta de vários anos de cursos sobre o tema e da experiência acumulada enquanto produtor;
Orientado especialmente para promover o autocultivo.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... ... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os títulos: “Plantas Aromáticas em Portugal – caracterização e utilizações” de A. Proença da Cunha, José Alves Ribeiro, Odete Rodrigues Roque, “Culturas e Utilização das Plantas Medicinais e Aromáticas” de A. Proença da Cunha, Odete Rodrigues Roque, Natália Gaspar, “Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia” de A. Proença da Cunha, Alda Pereira da Silva, Odete Rodrigues Roque, “Plantas na Terapêutica Farmacologia e Ensaios Clínicos” de A. Proença da Cunha, Frederico Teixeira, Alda Pereira da Silva, Odete Rodrigues Roque, “Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa – constituintes, controlo, farmacologia e utilização” de A. Proença da Cunha, Odete Rodrigues Roque, “Plantas e Produtos Vegetais em Cosmética e Dermatologia” de A. Proença da Cunha, Alda Pereira da Silva, Odete Rodrigues Roque, Eunice Cunha, “Plantas Aromáticas e Óleos Essenciais – composição e aplicações” de A. Proença da Cunha, Odete Rodrigues Roque, Maria Teresa Nogueira; “Guia Artesanal de Plantas Selvagens - usos culinários, medicinais, hortícolas e artesanais” ilustrado, escrito, encadernado por Rita Roquette e David Michael Allison; “Artes de Cura e Espanta-Males – espólio de medicina popular recolhido por Michel Giacometti” Ana Gomes de Almeida, Ana Paula Guimarães, Miguel Magalhães (coords.), “Medicina Popular – ensaio de antropologia médica” de António Fontes e João Gomes Sanches, “Plantas e Saberes – No Limiar da Etnobotânica em Portugal” Amélia Frazão-Moreira, Manuel Miranda Fernandes (org.), "Ervas e Mezinhas na cozinha e na saúde" M. Margarida Pereira-Muller; “Salada de Flores”, “Sementes à Solta” e “Hortas Aromáticas” de Fernanda Botelho, ilustrações de Sara Simões, “As Plantas e a Saúde – Guia prático de remédios caseiros” de Fernanda Botelho; “erva uma vez... estórias cozinhadas com aromas!” autores: Luís Alves – Ervas aromáticas, Patrícia Vilela – Receitas, Nelson Garrido – Fotografia, Pedro Botelho – Design]

sábado, 10 de agosto de 2013

A Lagoa


“A Lagoa” realização e montagem: Paulo Araújo e Vítor Nogueira (dvd)

Em meados do século XX, a indústria mineira do Vale da Campeã dava emprego a mais de mil pessoas. Com a falência das Minas de Vila Cova, veio o desemprego, a emigração e a ruína progressiva do complexo mineiro.

Mas ganhou vida própria uma lagoa.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também da colecção Máquina do Tempo do Museu do Som e da Imagem em dvd: “Lembranças da Casa do Padre Filipe” e “Liceu Velho, Liceu Novo”]

quarta-feira, 15 de maio de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Liceu velho e novo - o documentário (dvd)



“Liceu Velho, Liceu Novo” – o documentário (dvd)
realização Vítor Nogueira (Portugal, 2012)
Colecção Máquina do Tempo n.º 2

Ensino, mentalidades e tradições numa escola portuguesa durante o Estado Novo.

Depoimentos: Ana Alexandrina Monteiro, Aníbal Vieira da Silva, António Alves da Silva, António Carneiro, António Passos Coelho, António Taboada, Branca Nogueira de Melo, Cid Magalhães Gomes, Eugénio Varejão, Filipe Borges, José Augusto Teixeira, Luís Coutinho, Magalhães dos Santos, Manuel Cardona, Maria Elisa Agarez Monteiro, Maria Emília Magalhães, Maria Manuela Gomes, Mário Teixeira, Nuno Botelho.


Imagens do arquivo do Museu do Som e da Imagem, incluindo filmagens de Sebastião Peixoto.

Fotografias: Aquiles de Almeida, António Augusto Alves Teixeira, Domingos Campos, Macário Rodrigues de Magalhães, Marius (Mário Rodrigues da Silva), Miguel Monteiro.

+ livro:
Cadernos do Museu do Som e da Imagem, n.º 12.

+ exposição:
até 28 de Fevereiro, salas 6 e 7, no Museu do Som e da Imagem, Vila Real.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também “Lembranças da Casa do Padre Filipe”, Colecção Máquina do Tempo n.º 1]

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Barroso: vida ancestral


“A Vida Ao Longe” (La vie au loin) Un film de Marc Weymuller 
Essai Documentaire - 81 mn – 2011, Portugais sous

Avec: António Lourenço Fontes, José Manuel Gonçalves Dos Santos, Mario Inácio Vaz Pereira

Production : Marc Weymuller / Le Tempestaire 
Image : Xavier Arpino
Son : Bruno Fleutelot / Marc Weymuller 
Photographies et textes extraits de “Negrões, memoria branca” par Gilles Cervera and Gérard Fourel
Assistante de réalisation : Susana Costa
Montage : Marc Weymuller
Musique: Bruno Fleutelot

PRIX LONG-METRAGE Festival LES ECRANS DOCUMENTAIRES 2011 - France
GENTIANE D’ARGENT - Meilleure contribution technique et Artistique - TRENTO Film Festival 2012 - Italie
PRIX DE LA MEILLEURE PHOTOGRAPHIE - Cronograf IDFF 2012 - Moldavie
FINALISTE - Festival EXTREMA’DOC Cáceres 2012 - Espagne


O Barroso é uma região isolada de Portugal onde se continua a viver ao ritmo lento dos rebanhos e das estações do ano. Aí assistimos aos últimos suspiros de um modo de vida ancestral. Cada um sabe que o fim se aproxima e revela em segredo os meandros de memórias esparsas. A memória resiste, o cenário faz de espelho. Ao lembrar-nos do que éramos, reflecte também aquilo em que nos tornámos. 


O filme, com a participação do Padre Fontes, é baseado no livro “Negrões, memória branca”, um trabalho de pesquisa realizado há vários anos pelo fotógrafo Gérard Fourel e o escritor Gilles Cervera.

«Três homens, todos solteiros, são as personagens principais de um documentário que há quatro anos um cineasta francês está a realizar em Barroso. Um dos homens é o padre Fontes. A ideia do autor é retratar o envelhecimento neste canto do mundo, mas também dar a conhecer a identidade barrosã. O canal 2 da RTP poderá ser um dos veículos para transmitir o trabalho.
Um experimentado cineasta francês, Marc Weymuller, anda há quatro anos a captar a “identidade” barrosã. A que ainda existe, “se se procurar”, mas que o futuro ameaça fazer desaparecer. O método do trabalho segue a filosofia de Miguel Torga de que para conhecer um povo ou uma região é preciso “olhar a paisagem e ouvir falar”. E centra-se em três personagens principais: três homens - entre os quais o conhecido Padre Fontes - e que têm em comum o facto de serem todos solteiros. A ideia é a de mostrar o “envelhecimento em solidão” neste canto do mundo. (..,)
A escolha das personagens foi mais ou menos casual. “O Padre Fontes é uma figura incontornável, mas atraiu-me especialmente a sua espiritualidade não só ligada a Deus, mas também à natureza”, explica Weymuller. José dos Santos, um octogenário que reside na aldeia de Meixide, chamou a atenção do cineasta pela forma como se “exprimia”. “Tem uma maneira de dizer as coisas, de ver o mundo que é comum a muitas pessoas desta região....”. A terceira personagem, que, entretanto, faleceu, vivia no outro extremo do concelho de Montalegre, Pitões das Júnias. “Era uma pessoa que esteve muito tempo no Brasil e que se entregou ao álcool. Era muito nostálgico. O presente trazia-lhe sempre recordações do passado”.
Apesar da solidão, o cineasta nota que o envelhecimento no Barroso se faz de forma mais “feliz”. “Não se pode generalizar, mas José, por exemplo, não passa um dia sem falar com ninguém. Sai sempre à rua, nem que seja para esperar o camião que leva fruta. Onde eu moro, e também é um local pequeno, as pessoas são capazes de ficar metidas em casa uns quantos dias”, explica. 
Weymuller tem noção de que, tal como o resto do mundo, o Barroso também está em processo de transformação. Com uma diferença: “Aqui o passado e o presente coexistem. Já existem tractores para trabalhar a terra, mas, se procurarmos, também ainda é possível ver as pessoas a lavrar os campos com um burro, ou ver o fogo no meio da cozinha, como antigamente. É isso que queremos mostrar! O futuro não queremos mostrar!”. Por quê? “Porque se advinha”, prevê Weymuller. “Há uma identidade que se vai perder, não vai haver especificidades”.
(...)
Descobriu o Barroso num livro de dois franceses
Marc Weymuller descobriu Portugal na década de oitenta, através de um amigo português da zona de Aveiro. Mas, nessa altura, ficou-se pelo Porto e Lisboa. A região do Barroso, só a viria a “descobrir” no início dos anos 90, quando uma irmã, que lhe conhecia a paixão por Portugal, lhe ofereceu o livro “Negrões: memória branca”, de dois fotógrafos franceses que, na década de oitenta, fotografaram esta região: Gérard Forel e Gilles Cervera. “Quando vi as fotografias pensei que eram dos anos 50, só me apercebi que eram de 1986 quando vi a capa do livro. Pensei logo: tenho que conhecer esse mundo”, recorda o cineasta.
Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2008-04-07


Este documentário faz parte da programação de Cinema Sem Pipocas do Teatro de Vila Real: 28 de Janeiro, segunda-feira, pelas 22h00, no Pequeno Auditório.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Vila Real em memória de imagens

dvd “Lembranças da Casa do Padre Filipe” realização Vítor Nogueira

«Esta é a história de um tio e dois sobrinhos, a história do Padre Filipe e dos gémeos Borges. É também a história de uma certa Vila Real e, por arrastamento, de um certo Portugal na primeira metade do século XX.»

Depoimentos: Ângelo Minhava, Armindo Teixeira, Branca Nogueira de Melo, Feliciano Alves da Fonte, Filipe Borges, Humberto de Carvalho, Joaquim Gomes, Maria Filipa Borges de Azevedo, Nuno Botelho, Sílvio Teixeira.
Imagens do arquivo do Museu do Som e da Imagem, incluindo:
filmagens de Fernando Carvalhais Borges, Filipe Borges Júnior, Sebastião Peixoto
fotografias de Filipe Borges Júnior, José Manuel Borges Júnior, Marius (Mário Rodrigues da Silva)

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponíveis as seguintes obras do Museu do Som e da Imagem: "A Avenida de Marius", "Ciclismo em Vila Real: memória fotográfica", "Vila Real vista do céu: oito décadas de fotografia aérea", "Memórias do Bairro de Santa Margarida", "Memórias dos Bombeiros Voluntários", "António Narciso Alves Correia: a fotografia em Vila Real na década de 1870" e "Vila Real pela objectiva de Filipe Borges Júnior"]

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O burro Mirandês em documentário etno-musical

“11 Burros caem no estômago vazio”
2006, 27’ Tiago Pereira


«No planalto mirandês, os seus habitantes e os burros partilham uma vida de isolamento e trabalho. Muitas vezes os burros são o único elemento com que se estabelece um diálogo e é assim desde há muito tempo. Todas as histórias e cantigas resultantes deste universo mágico e misceginador de tradições, funcionam como escape e uma forma de pensar única e reveladora da realidade humana deste povo.»
Proposta etno-musical com contornos antropológicos que explora as narrativas em torno dos habitantes do planalto mirandês e dos burros, animais com que estas pessoas partilham uma vida de isolamento e trabalho.
«Para o documentário, o realizador percorreu perto de trinta aldeias do planalto mirandês entre 2004 e 2006, efectuando recolhas musicais baseadas em testemunhos locais, com o apoio da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino.»
Melhor curta metragem doclisboa 2006. Melhor documentário etnográfico europeu no festival Dialektus em Budapeste 2007.

Edição em dvd video, com os seguintes extras:
AEPGA – o que é? Breve filme sobre os objectivos e actividades da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asínino.
Ms pinky media live act. “Onze burros caem no estômago vazio” no Festival Tom de Festa ’06. As potencialidades do filme apresentado ao vivo, num festival de músicas do mundo, com a reacção do público e o ambiente criado.
Meta-documentário musical criado em conjunto com os músicos Rodrigo Costa e Eduardo Vinhas. As imagens recolhidas em Trás-os-Montes, usadas aqui pela primeira vez numa montagem totalmente musical. Convidado: o musicólogo Domingos Morais, que fala sobre a meta-etnografia e o que está para além do que se recolhe, do que se vê.
Cenas cortadas. As recolhas, que não puderam entrar no filme são mostradas aqui como um arquivo digital, amostra da riqueza popular daquela região.

Realizador e Visualista, desenvolveu desde cedo uma linguagem própria na documentação, recolha e mistura de som e imagem animada. Investiga o conceito de tradição e as fundações da memória colectiva. Os seus filmes são de origem transdisciplinar e remetem para manifestações de cultura imaterial, como as canções, rituais e performances de raíz popular portuguesa. 
Tiago Pereira recebeu vários prémios nacionais e internacionais pelos filmes “Quem Canta Seus Males Espanta” (1998), “Sonotigadores de Tradições” (2003) e “11 Burros Caem Num Estômago Vazio” (2006). A sua consistente produção de formas inovadoras de comunicação revelam a fusão tecnológica que caracteriza o seu processo artístico e que altera espartilhos formais nos meios que utiliza. Desde 2004 trabalha em vídeo em tempo-real como VJ em projectos musicais, como OMIRI, uma colaboração com o músico Vasco Ribeiro Casais, e criando media live acts onde desenvolve o conceito “virtual scratch” de áudio e vídeo em simultâneo.
Estas performances visuais são uma oportunidade única para conhecer o conceito de vídeo-narrativa em tempo-real e uma experiência pós-cinemática pioneira.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pare, Escute, Olhe pelo Tua

“Pare, Escute, Olhe”
um filme de Jorge Feliciano (direcção de fotografia, edição e realização)

Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos. A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando-o no país mais centralista da Europa Ocidental. Os velhos resistem nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras. Agora, o comboio que ainda serpenteia por entre fragas do idílico vale do Tua é ameaçado por uma barragem que inundará aquela que é considerada uma das três mais belas linhas ferroviárias da Europa.
“Pare, Escute, Olhe” é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessa incumpridas dos que juraram defender a terra. Esses partiram com o comboio, impunes. O povo ficou, isolado, no único distrito do país sem um único quilómetro de auto-estrada.

DVD - uma edição dupla, com mais de duas horas de extras. Material adicional: banda sonora original, trailer, documentário “Documentar, Partilhar, Reflectir”, clips adicionais sobre ferroviários, imagens antigas da linha do Tua, a problemática das barragens, a luta pelo Tua, os comboios na Suiça, reportagem rádio, fotos making of.

"Pare, Escute, Olhe" recebeu o Grande Prémio XIV Cervino CineMountain Conseil de la Vallé, em Itália. Depois do reconhecimento em Portugal (DOCLISBOA, CINE ECO e Caminhos do Cinema Português), este é o nono prémio para "Pare, Escute, Olhe", um documentário que pretende ser um grito de alerta na defesa da identidade de uma região transmontana. [ver também www.pareescuteolhedoc.blogspot.com]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...