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sábado, 28 de outubro de 2017

Contos do Sacaúntos – Romasanta, o reo


“Contos do Sacaúntos – Romasanta, o reo” de Carlos Carvalheira, Xesús Constela, Antonio Manuel Fraga, Mariña Pérez Rei, António Sá Gué

«Este libro xurdiu grazas á convivencia dun grupo de autoras e autores da Galiza e Portugal durante as VI Xornadas Romasanta, organizadas pola Fundación Vicente Risco en outubro de 2016.

Durante o encontro, un grupo de especialistas nos aspectos penais do caso Romasanta, expuxeron os seus coñecementos arredor dos cárceres e as condicións en que vivían nelas os reos como o Sacaúntos de Allariz.

Os relatos que compoñen este volume son unha pequena mostra do enorme interese e potencial que a día de hoxe continúa a ter o caso Romasanta, que aquí uniu Galiza con Portugal, a narrativa coa divulgación ou a ilustración co Dereito Penal.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

[também disponível o seguinte título: “Contos do Sacaúntos – Romasanta, o criminal” de Ramón Caride, Andrea Barreira Freije, Xosé Duncan, João Madureira, Fernando Méndez]

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O Messias


“O Messias” de Carlos Carvalheira

Imaginava acorrentado o nordeste!

Insensato! O nordeste tem cerviz de granito e alma de ferro…

Quiseram maleitas e sezões tomar-lhe a vida. Quiseram fragas e penedias ser-lhe estéreis.

Quiseram montes e vales tolher-lhe os caminhos. Quiseram deuses e demónios aprisionar-lhe a alma. Quiseram reis e príncipes domar-lhe o pensamento. Quiseram gelos e neves arrefecer-lhe o ânimo. Quiseram os homens, em nome de deus, lavar-lhe o sangue.

Mas o nordeste anda, há milhares de anos, a purificar-se na canícula do vale e a tomar tempero no furacão da montanha e a criar alimento no mel caudaloso do rio e a matar a sede no leite claro e calmo da ribeira e do riacho.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “Contos do Vale da Promissão” e “O Menino-Rei” ilustração Joana de Rosa]

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O Menino-Rei



“O Menino-Rei” texto Carlos Carvalheira, ilustração Joana de Rosa

«Há muito, muito tempo… tanto que a memória dos homens quase não alcança, governava, nas terras da Judeia e, talvez, da Galileia e da Samaria, um rei a quem chamavam Herodes, o Magno. Habitava palácios e moradias, tantos e tão faustosos que os reis e os governadores dos povos vizinhos invejavam a sua riqueza. Tinha carros e cavalos, tantos e tão bonitos que toda a gente parava para vê-los passar. Comandava soldados e exércitos, tantos e tão fortes que ninguém ousava combatê-los.
(...)
Durante quarenta dias e quarenta noites, correu para sul. Durante mais doze luas, vagueou para norte. Em dias de maré vaza, retornou para ocidente. Levava fogo nos olhos, na mente maus pensamentos, na alma ousadia e vigor. E, coitado, no coração carregava todos os ódios do mundo.»

O recon(encan)tar de uma das mais velhas histórias do Mundo...

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também do autor o título: “Contos do Vale da Promissão”, ilustrações Álvaro Dias]

terça-feira, 16 de julho de 2013

Vale da promissão


“Contos do Vale da Promissão” de Carlos Carvalheira

«Com efeito, o que o divino Miguel Torga apelidou amorosamente de Reino Maravilhoso, só o é porque o transmontano humílimo, determinado e trabalhador, não aceitou deixar-se suspender da cruz da vida com os cravos da ignorância e do atavismo.
Nem que fosse preciso moer pedra para comer pão! (...)
Dignidade com que hoje, disperso pelos quatro cantos do mundo, olha a vida, não lhe foi oferecida, antes conquistada a pulso. Nem ele poderia aceitar coisa que não merecesse! A honra sempre foi a única moeda com que o transmontano admitiu o pagamento do seu esforço.»



 ...uma sucessão de memórias...ou de contos...ou de lendas... Mas o que feriu a memória, o que modelou o conto, o que transformou a lenda, é autêntico. E foi para que o tempo dos homens não esquecesse e a poeira dos séculos não ocultasse que isto se escreveu. A eternidade é, também, isso...

Carlos carvalheira nasceu em Trancoso.
Possui a licenciatura em Direito (Coimbra), a Pós-graduação em Direito Europeu (Nancy – França) e o Diploma Superior de Estudos Franceses (Nancy – França).
Fez estágios profissionais no Tribunal de Justiça da União Europeia (Luxemburgo), na Comissão da União Europeia (Bruxelas), no Parlamento Europeu (Estrasburgo).
No MF e no MNE coordenou, durante vários anos, as posições sectoriais com vista à negociação, no quadro da União Europeia, de vários dossiers (transportes, mercado interno, Europa dos cidadãos, controlo nas fronteiras, reconhecimento de diplomas, protecção civil, serviços de informação, direito de estabelecimento, livre circulação...) e de diversos elementos de Direito Derivado (Regulamentos, Directivas, Decisões...).
Integrou o Grupo Ad-Hoc Imigração, assim como as delegações portuguesas às reuniões dos Grupos do Conselho de Ministros. Coordenou todo o processo relativo à notificação do direito nacional adaptado.
No Instituto da Juventude, chefiou a Divisão de Relações Internacionais e integrou e chefiou as delegações para negociação de programas com diversos países (Bélgica, Holanda, Alemanha, Dinamarca, França, Guiné Bissau, Cabo Verde...). Participou na Primeira Presidência Portuguesa da União Europeia (1992), onde prestou apoio ao Presidente do Grupo do sector.
Exerceu, durante vários anos, as funções de Secretário do Governo Civil da Guarda.
Foi conferencista e formador em colóquios, conferências, acções de formação e seminários essencialmente em matéria de Direito Comunitário e de integração de Portugal na União Europeia.
Escreveu para jornais de âmbito nacional e local. Tem escrito trabalhos para inclusão na Colecção Fios da Memória.
Leccionou, durante vários anos, a cadeira de Direito Europeu e Cidadania, na Universidade Sénior da Guarda.

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