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sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Isabel Mateus, portuguese novelist | Feira do Livro do Porto 2024


 - dia 30 de Agosto de 2024, sexta-feira, pelas 17h00 & 20h00: sessão de autógrafos de Isabel Mateus, escritora, autora da obra “As meninas de Vienna”, no stand n.º 105, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, no âmbito da Feira do Livro do Porto 2024, organizado pela livraria Traga-Mundos;

- dia 30 de Agosto de 2024, sexta-feira, pelas 19h00: sessão temática "Migrações: de quantas histórias somos feitos?" – sobre as obras “A Terra do Chiculate - Relatos da Emigração Portuguesa (para França)”, “A Terra da Rainha - Retratos Portugueses no Reino Unido”, “Anna, A Brasileirinha de São Paulo” e “As Meninas de Vienna” de Isabel Mateus – apresentação: António Alberto Alves, no Lago dos Cavalinhos, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, no âmbito da Feira do Livro do Porto 2024, organizado pela livraria Traga-Mundos;



quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Emigração e diáspora - escritora Isabel Mateus

 


- dia 30 de Agosto de 2024, sexta-feira, pelas 18h00 & 20h00: sessão de autógrafos de Isabel Mateus, escritora, autora da obra “As meninas de Vienna”, no stand n.º 105, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, no âmbito da Feira do Livro do Porto 2024, organizado pela livraria Traga-Mundos;

- dia 30 de Agosto de 2024, sexta-feira, pelas 19h00: sessão temática "Migrações: de quantas histórias somos feitos?" – sobre as obras “A Terra do Chiculate - Relatos da Emigração Portuguesa (para França)”, “A Terra da Rainha - Retratos Portugueses no Reino Unido”, “Anna, A Brasileirinha de São Paulo” e “As Meninas de Vienna” de Isabel Mateus – apresentadora: Nathalie de Oliveira (ex-Deputada da Assembleia da República pelo Círculo da Europa), no Lago dos Cavalinhos, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, no âmbito da Feira do Livro do Porto 2024, organizado pela livraria Traga-Mundos;

sábado, 25 de março de 2023

Colecção dos Bichos – Literatura, Natureza e Biodiversidade (novelas), obras de Isabel Maria Fidalgo Mateus

 da livraria traga_mundos [25.03.2023]

 


obras de Isabel Maria Fidalgo Mateus:

 

Colecção dos Bichos – Literatura, Natureza e Biodiversidade (novelas)

- “Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano”

- “Sultão, O Burreco Que Veio de Miranda”

- “Signatus, O Lobo do Fojo de Guende”

- “Santiago, O Lince da Herdade das Romeiras”

- “Barbatus, Uma Abutre Quebra-Ossos e os outros”

- “Mariana, O Urso-Pardo Sábio dos Saltimbancos”

- “Madalena, A Elusiva Baleia-Azul da Ilha Montanha”

 

- “O Menino que queria ver a Baleia-Azul a passar nos Açores” ilustrações de Filipe Gomes

 

- “Outros Contos da Montanha”

- “A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa”

- “O Trigo dos Pardais” (contos)

- “A Terra da Rainha – Retratos Portugueses do Reino Unido”

- “Contos do Portugal Rural / Tales of Rural Portugal” (português / inglês)

- “Contos do Portugal Rural / 葡萄牙乡村的故事 (português / chinês)

 

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O lobo do Fojo de Guende


“Signatus – O Lobo do Fojo de Guende” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, ilustraçõs de Cristina Borges Rocha

"Isabel Mateus consagra a sua terceira novela ao último grande carnívoro da Península Ibérica: o lobo. Com Signatus, O Lobo do Fojo de Guende a autora põe ênfase na difícil relação estabelecida, ao longo dos séculos, entre esta espécie e o homem em luta constante pelas mesmas presas e pelo mesmo território. A herança cultural dos fojos de vários tipos espalhados pela Península e descritos por autores como Camilo Castelo Branco e Miguel Torga, bem como o uso de veneno são provas fidedignas desse passado conflituoso.
Se ainda durante o primeiro quartel do século XX o lobo habitava em quase todo o território de Portugal, inclusivamente em Lisboa e no Algarve, nos anos 60 a presença daquele já recuava, apesar de ainda ocupar muito do interior do país. Porém, nos anos 80 a situação viria a tornar-se dramática  
̶  nomeadamente por causa do uso de estricnina por parte dos criadores de gado; da pressão da caça; da progressiva falta de presas silvestres para alimentar as alcateias; e, ainda, da destruição e fragmentação do seu habitat, sobretudo pela construção de barragens e de grandes estradas ̶ , levando esta subespécie do lobo-cinzento praticamente à extinção.
O protagonista Signatus e a sua companheira de viagem Deolinda, uma espécie de Fada dos Lobos, serviram de mediadores durante a trama da novela para que lobos, lobeiros e habitantes de Pitões das Júnias e de Vilarinho das Furnas pudessem coexistir pacificamente. Mas os resultados conseguidos por estes pioneiros não foram sempre os pretendidos. Ficou o apelo!
Neste momento, não temos mais de 300 exemplares em zonas protegidas no nosso território e tal deve-se aos esforços do Grupo Lobo – Associação para a Conservação do Lobo e do seu Ecossistema e de outras entidades que com ele colaboram."


«A Deolinda partira logo no dia a seguir em que as crias haviam sido recolhidas em «Santa Maria das Unhas», que é como o povo se refere ao mosteiro. O frei Benito ainda viveu aí mais algum tempo na companhia dos lobitos. Mas assim que eles começaram a responder aos uivos do progenitor e da alcateia, cada vez mais reduzida, e a mastigar de modo voraz os ossos com carne que lhes atirava no átrio, libertou-os. Depois, corria o ano de 1834 quando a população de Pitões o expulsou do mosteiro como, afinal, sucedeu um pouco por todo o reino, e também ele arrumou as trouxas e levou consigo o estritamente necessário para recomeçar a última parte da peregrinação terrena na casa paroquial de Pitões. Contudo, ainda celebrou por mais uns anos a missa da festa em honra da santa, a 15 de agosto, na igreja românica do mosteiro, até que sucumbiu em 1850 como o atesta o historial de Pitões das Júnias.»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível da autora os títulos: “O Trigo dos Pardais”, “Outros Contos da Montanha”, “Contos do Portugal Rural / Tales of Rural Portugal” introduction and translation by Patricia Anne Odber de Baubeta; “A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa”, “Maria, Manuel et le Autres – Récits de l’imigration portugaise”; “A Viagem de Miguel Torga”, “A Terra da Rainha – Retratos Portugueses no Reino Unido” “Contos do Portugal Rural” edição bilingue: português / chinês, tradução do curso de Mestrado de Tradução de Chinês / Português do Departamento de Português da Universidade de Macau; “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano” ilustrações de Cristina Borges Rocha, “Sultão – O Burreco Que Veio de Miranda” ilustrações de Cristina Borges Rocha; “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” e “Por Longos Dias, Longos Anos, Fui Silêncio – Uma Breve Antologia de Autoras Transmontanas”]


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Sultão - o burro de Miranda


“Sultão – O Burreco Que Veio de Miranda” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, ilustrações de Cristina Borges Rocha

Nesta narrativa a autora traça explicitamente um percurso de revalorização e de reinvenção de um mundo rural, no qual o desempenho da espécie asinina (quase) em vias de extinção é fundamental. Aliás, a Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA) considera que “Esta novela não é só uma estória: pouco tem de inverosímil e as peripécias que relata não dizem respeito apenas ao Sultão. Antes, cabem na vida do protagonista as histórias dos muitos burros que povoam e povoaram Trás-­os-­Montes nas últimas décadas, Burros de Miranda ou não. De companheiros de lavoura a fardos dispensáveis, tornou-­se premente a procura de novas funções que justificassem a sua existência e garantissem o seu bem­-estar. O reconhecimento da importância do seu papel no turismo, na educação ambiental e cívica ou na terapia assistida foi sem dúvida um grande passo. Mas o caminho para a sua dignificação ainda é longo”. Na verdade, o último capítulo da novela intitulado “O regresso ao Palheiro do Sultão” é a porta aberta para essa “dignificação” de que dá conta a AEPGA, porque se trata afinal do que corresponde na realidade atual ao Centro de Acolhimento do Burro de Pena Branca, Miranda. Em suma, este episódio retrata o final de um ciclo de vida que se (re)inicia no Centro de Valorização do Burro de Miranda, em Atenor, ou na loja de qualquer criador devidamente preparado e responsável.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível da autora os títulos: “O Trigo dos Pardais”, “Outros Contos da Montanha”, “Contos do Portugal Rural / Tales of Rural Portugal” introduction and translation by Patricia Anne Odber de Baubeta, “A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa”, “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano” ilustrações de Cristina Borges Rocha, “A Viagem de Miguel Torga”, “A Terra da Rainha – Retratos Portugueses no Reino Unido” “Contos do Portugal Rural” edição bilingue: português / chinês, tradução do curso de Mestrado de Tradução de Chinês / Português do Departamento de Português da Universidade de Macau; “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” e “Por Longos Dias, Longos Anos, Fui Silêncio – Uma Breve Antologia de Autoras Transmontanas”]

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Contos do Portugal rural em chinês


“Contos do Portugal Rural” edição bilingue: português / chinês, de Isabel Maria Fidalgo Mateus
tradução do curso de Mestrado de Tradução de Chinês / Português do Departamento de Português da Universidade de Macau

Contos do Portugal Rural, o segundo volume da coleção bilingue “Portuguese Insights”, compreende uma seleção de doze histórias retiradas de Outros Contos da Montanha. Os contos escolhidos têm como tema central o modo de vida do Portugal rural, durante e após o Estado Novo, focalizando o papel e estatuto da mulher numa sociedade assente sob o modelo institucional do patriarcado. Trata-se de um livro único, pois vem criar um espaço para os textos literários bilingues de Português-Chinês em formato paralelo. É ainda o “Traço de União” que faltava entre Portugal e a China (Macau), porque facilita a compreensão dos valores socioculturais da ruralidade portuguesa e permite em simultâneo comparar ambas as culturas. A coordenação da tradução para chinês esteve a cargo da Professora Ana Cristina Alves da Universidade de Macau.

«O livro "Contos do Portugal Rural", o primeiro da coleção bilingue português-inglês iniciada pela escritora Isabel Mateus, ganhou uma versão português-chinês através de uma parceria com a Universidade de Macau.
"Após o sucesso da versão bilingue português-inglês do livro 'Contos do Portugal Rural' -- que já é uma referência em escolas e universidades dos países lusófonos e anglófonos --, a Universidade de Macau achou muito oportuna a tradução destes contos para chinês", explicou à agência Lusa a escritora portuguesa Isabel Mateus, atualmente radicada no Reino Unido, realçando que se trata do primeiro livro português-chinês em formato paralelo.
A obra, a ser distribuída pelas várias universidades e instituições chinesas em que se ensina Português "com o intuito de ser um novo meio de disseminação da cultura portuguesa na China", surge da colaboração com a Universidade de Macau (Curso de Mestrado de Tradução de Chinês/Português do Departamento de Português).

A "interessante ideia" de verter para chinês a obra nasceu de um "acaso feliz" proporcionado por um encontro casual seguido de uma conversa, resumiu Ana Cristina Alves, professora que coordenou a tradução, sublinhando que considerou, até pela temática e humanidade que encerra, que seria "extremamente interessante para os alunos contactarem e pensarem em termos de diálogo cultural e civilizacional".
"Há muitos pontos de contacto", realçou Ana Cristina Alves, dando o exemplo da mentalidade rural e sublinhando que a oferta em chinês vem permitir "explorar essas estruturais universais, semelhantes entre Portugal e a China", fazendo com que, "a partir daí, as pessoas possam encetar um diálogo sem preconceitos".
Neste sentido, "quanto mais obras houver para mostrar essas afinidades melhor" porque "o que há é um grande desconhecimento", defendeu a docente, indicando que no processo, iniciado em fevereiro e concluído em junho, estiveram envolvidos 14 alunos do mestrado, bem como docentes que "por amor à camisola" trabalharam nas revisões antes de a obra ser dada à estampa.
Com o novo volume desta coleção, "vamos com certeza aumentar o universo de leitores em Portugal e nos países lusófonos, os quais têm demonstrado nos últimos tempos um crescente interesse pela língua e cultura chinesas e, sobretudo, atingir o público leitor chinês (e macaense), que também tem vindo a revelar grande entusiasmo pelo nosso idioma e saber", realçou a escritora portuguesa.


Para a autora, "Contos do Portugal Rural/???????" representa o "Traço de União" que faltava entre Portugal e a China (Macau) porque "facilita a compreensão dos valores socioculturais da ruralidade portuguesa e permite, em simultâneo, comparar ambas as culturas".
"Penso mesmo que vai estreitar os laços entre Portugal, a China e Macau, porque através destes contos são, afinal, realçados os pontos que existem histórica e culturalmente em comum entre os dois países e que estão presentes nestes textos literários representativos da ruralidade portuguesa", acrescentou.
Em curso estão novas sinergias: "Já durante este ano letivo, vamos dar continuidade a esta parceria através da tradução de contos do livro 'O Trigo dos Pardais' (obra do Plano Nacional de Leitura) e espero que o empenho e o entusiasmo dos alunos, da coordenadora e de outros docentes seja pelo menos o mesmo que se verificou durante a tradução destes contos", disse Isabel Mateus, para quem a nova versão bilingue da obra veio trazer um "novo impulso à coleção "Portuguese Insights".
A capa do livro é da autoria do artista plástico Carlos Farinha. [DNotícias]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponível da autora os títulos: “O Trigo dos Pardais”, “Outros Contos da Montanha”, “Contos do Portugal Rural / Tales of Rural Portugal” introduction and translation by Patricia Anne Odber de Baubeta, “A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa”, “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano” ilustrações de Cristina Borges Rocha, “A Viagem de Miguel Torga”, “A Terra da Rainha – Retratos Portugueses no Reino Unido” e “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos”]

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cão de gado transmontano



 “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, 
ilustrações de Cristina Borges Rocha

«O Farrusco nasceu durante a primavera, em Trás-os-Montes. Cresceu como filho varão numa época em que eram mais abundantes os rebanhos do que os pastos. Os seus pergaminhos remontam ao mastim medievo, cruzamento de cão com lobo, e o sangue que lhe corre nas veias e a pelagem lobeira, entre outros requisitos que assistem a sua raça, talharam o seu destino desde que brincava no terreiro ainda cachorrinho. Aliás, ficou tudo estabelecido há tempos imemoriais: o Farrusco seria um cão de gado transmontano, pois então!».

A novela Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano é o novo livro de Isabel Mateus. A autora regressa assim às suas raízes fundas na ruralidade portuguesa através das sucessivas aventuras e dissabores do seu protagonista Farrusco. Os pergaminhos do Farrusco como cão de gado talharam o seu destino desde que brincava no terreiro ainda cachorrinho para vir a ser no seu mester um dos caibros responsáveis pela sustentação da trave do lar do seu senhor e da economia transmontana.

Sem ainda ter atingido a idade adulta e sem coleira, o Farrusco atirou-se ao lobo com a mesma coragem do seu pai, o Leão. Mais tarde, desarmou os ladrões de gado e devolveu sem demora o rebanho à corte; decifrou o mistério das galinhas feiticeiras; e, pacientemente, assistiu a Mocha durante o difícil parto dos cordeirinhos gemelgos no alto do monte. E sem ele o que teria sido feito do rebanho na Feira das Cerejas, à mercê de mãos gatunas? Mas os episódios da sua saga não se esgotam aqui. O que fará o Farrusco quando o seu amo - o pastor Augusto - tiver passado a fronteira à semelhança dos demais em anos anteriores?


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponível da autora os títulos: “O Trigo dos Pardais”, “Outros Contos da Montanha”, “Contos do Portugal Rural / Tales of Rural Portugal” introduction and translation by Patricia Anne Odber de Baubeta, “A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa”, “A Viagem de Miguel Torga”, “A Terra da Rainha – Retratos Portugueses no Reino Unido” e “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos”]

quinta-feira, 10 de abril de 2014

À conversa com a escritora Isabel Mateus



À conversa com a escritora Isabel Mateus
também sobre a sua última obra “Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano”
dia 19 de Abril, sábado, pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


 Isabel Mateus marca encontro com os leitores no dia 19 de Abril, pelas 21h00, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, para falar um pouco de si e dar a conhecer melhor a sua obra. A autora vai revisitar os seus livros, dando destaque à novela “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano”.

Isabel Mateus nasceu em 1969 nas Quintas do Corisco, em Torre de Moncorvo. Obteve o grau de doutora em Literatura Portuguesa na Universidade de Birmingham, Reino Unido, onde reside desde 2001.
Sendo autora de sete livros, Isabel Mateus é mais conhecida por abordar na sua obra temáticas que incidem sobre a ruralidade portuguesa e a diáspora. Assim, em 2011, o seu livro "O Trigo dos Pardais" (contos da infância rural) foi incluído no Plano Nacional de Leitura. Depois, em 2012, deu início à coleção “Portuguese Insights – Bilingual Text Collection” com o volume "Contos do Portugal Rural/Tales of Rural Portugal", que compreende uma seleção de histórias de Outros Contos da Montanha. Em 2013, participou nas antologias "Bestiário Trasmontano e Alto-Duriense" e "A Terra de Duas Línguas II" e publicou a novela "Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano".
O tema das migrações está bem presente nos livros "A Terra do Chiculate" (2011) e "A Terra da Rainha" (2013). No primeiro é abordada a emigração maioritariamente clandestina para França durante as décadas de 60/70 bem como as suas repercussões na actualidade enquanto que no segundo são retratados os velhos e os novos rostos da diáspora – aqueles que emigraram com pouca formação profissional e sem qualificações académicas e os diplomados.


Brevemente, a autora publicará em colaboração com a Universidade de Macau (Centro de Tradução do Departamento de Português) a versão bilingue Português-Chinês de "Contos do Portugal Rural".

Os livros estão disponíveis na livraria Traga-Mundos - livros e vinhos, coisas e loisas do Douro

 
António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- de 25 de Março a 19 de Abril de 2014: exposição “Cristais, Minerais & Petroarte”, pelo Museu de Geologia Fernando Real da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
- dia 18 de Abril de 2014, pelas 21h00: apresentação e degustação de Sabores Em Desalinho;
- de 21 a 30 de Abril de 2014: exposição dos cartazes oficiais do 25 de Abril, editados pela Associação 25 de Abril.
Nos meses de Maio, Junho e Julho a Traga-Mundos irá acolher três diversas exposições de fotografias a preto-e-branco de Eduardo Teixeira Pinto (1933-2009), insigne fotógrafo nascido em Amarante e detentor de diversos «prémios em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente o Grande Prémio de Camões (1960), na época, uma das mais altas distinções a nível nacional».


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

terra do chiculate: emigração portuguesa


“A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa” de Isabel Maria Fidalgo Mateus

A obra divide-se em três partes e dá voz, através dos seus relatos, na primeira pessoa, aos seus “reais protagonistas”.

Na primeira parte, intitulada “Naufrágio”, a narração da criança, entregue aos cuidados da avó materna, com apenas 12 meses, centra-se nas suas memórias indeléveis da infância e da juventude, exprimindo, sobretudo, o modo como a ausência dos seus pais se reflecte, de forma nefasta, na sua vida. Aliás, a sua experiência individual remete a temática para um panorama mais vasto, pois a sua situação vai ao encontro da mesma realidade familiar e social de tantas outras crianças e jovens do Portugal rural, principalmente do Norte e Interior do país, durante a época da Ditadura.

A segunda parte, “Viagem(ns)”, trata dos percursos de vida daqueles que deram “o salto”, isto é, dos seus sucessos e infortúnios provenientes desta epopeia da era moderna. Entre outras, aqui perpassam as histórias do passador, da criança e dos jovens arrancados à terra de origem, bem como as referentes aos homens e às mulheres e aos seus muitos trabalhos que passaram para se adaptarem ao novo país, à língua e à cultura. No presente, “os protagonistas” mais idosos desta efeméride deparam-se com outro tipo de problemas: surge o dilema do regresso para Portugal ou da sua permanência em França ou, então, a opção pelo contínuo vaivém entre os dois países, até que as suas forças físicas e psicológicas o permitam.
Quanto às várias gerações de luso-descendentes, debatem-se pela procura e pela afirmação da sua identidade portuguesa, resolvendo deste modo o conflito, por vezes existente, entre o desequilíbrio da influência das culturas francesa e lusa.

A última parte da obra resulta das impressões de viagem do narrador adulto em peregrinação pelos espaços da diáspora dos primeiros emigrantes portugueses, onde se incluem os seus próprios pais, os seus familiares e os seus amigos. A partir daqui, pretende-se que as suas reflexões e considerações elucidem o leitor acerca deste período da emigração ainda mal conhecida por muitos e, até então, com aspectos por desmistificar.

Ao mostrar o difícil passado recente da emigração portuguesa, A Terra do Chiculate alerta, igualmente, para a vigência e a actualidade do tema da emigração clandestina neste início de século.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também da autora os títulos: “O Trigo dos Pardais”, “Outros Contos da Montanha”, “Contos do Portugal Rural / Tales of Rural Portugal” introduction and translation by Patricia Anne Odber de Baubeta e “A Viagem de Miguel Torga”]

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A viagem de Miguel Torga


“A Viagem de Miguel Torga” de Isabel Maria Fidalgo Mateus

Este livro argumenta a inserção do autor Miguel Torga como escritor de viagens português do século XX, através da análise dos textos chave o romance de artista A Criação do Mundo – Os Seis Primeiros Dias, o romance de formação A Criação do Mundo – Os Dois Primeiros Dias, o roteiro literário Portugal, o Diário, Traço de União e a novela com características picarescas O Senhor Ventura.

Para tal, tomámos em consideração as influências que ele recebeu dos primeiros textos da Literatura de Viagens portuguesa e os contributos da contemporaneidade do Modernismo e do Pós-Modernismo deste género de literatura a nível europeu, bem como da escola Neo-Realista.

Após um estudo comparativo entre a Literatura de Viagens portuguesa e anglo-saxónica, demonstramos que pelo seu contraste é possível posicionar Torga a nível internacional, mas sobretudo no contexto literário inglês, ao lado de escritores que como ele enveredam por uma escrita de intervenção social, essencialmente no período compreendido entre as Duas Grandes Guerras. No âmbito nacional, a sua viagem de assumido carácter militante ganha eco nas obras Manhã Submersa e Vagão “J” de Vergílio Ferreira também abordadas nesta dissertação.

Por fim, podemos assegurar que a Literatura de Viagens em Portugal não termina em finais do século XIX. Pelo contrário, devemos acrescentar que a nova forma de representação escrita da viagem torguiana fez com que o género sobrevivesse no século XX, porque adquiriu novas formas estruturais e temáticas.
 
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “Dar Mundos Ao Coração – Estudos sobre Miguel Torga” organização de Carlos Mendes de Sousa, “Miguel Torga – o simbolismo do espaço telúrico e humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada, “Miguel Torga – A Força das Raízes (Um itinerário transmontano)” de M. Hercília Agarez, “O essencial sobre Miguel Torga” de Isabel Vaz Ponce de Leão, “Uma longa viagem com Miguel Torga” de João Céu e Silva, “Miguel Torga: O Lavrador das Letras – Um Percurso Partilhado” de Cristovão de Aguiar]

terça-feira, 10 de abril de 2012

Contos da ruralidade transmontana

“Contos do Portugal Rural / Tales of Rural Portugal” de Isabel Maria Fidalgo Mateus
Introduction and Translation by Patricia Anne Odber de Baubeta
é o primeiro volume da colecção bilingue "Portuguese Insights".

«As histórias, cuja ação se desenrola na aldeia da Granja ou nas suas imediações, foram escolhidas por causa da visão privilegiada que oferecem acerca do modo de vida do Portugal rural, durante e após o Estado Novo, e enfoque dado ao papel e ao estatuto da mulher numa sociedade assente sob o modelo institucional do patriarcado. 
Apenas duas das histórias incluídas nesta compilação narram a vida de protagonistas masculinos. Mas o seu papel adquire a mesma importância por aquilo que revelam da constante adversidade da vida rural, das resoluções tomadas para combater a pobreza endémica inerente ao meio ou as respostas individuais adotadas face à mudança social.
Estas histórias são indiscutivelmente interessantes sob uma perspetiva histórica e quase etnográfica ou podem ser meramente apreciadas como a saga de mulheres e de homens que, mesmo forçados a enfrentar constantemente o meio inóspito que os rodeia, levam a melhor face à adversidade.
Não obstante as referências esporádicas a acontecimentos históricos, todas estes seres carregam consigo a intemporalidade, que talvez se deva à constante ênfase posta na eternidade dos valores humanos, entre os quais poderemos destacar o dualismo amor e perda, nascimento e morte, ganância e generosidade, bem como o abraçar da responsabilização social e da entreajuda, a importância concedida à família – tanto chegada como afastada – a lealdade, a capacidade de confiar em si mesmo e a boa qualidade de permanecer fiel a si próprio.»
Isabel Maria Fidalgo Mateus nasceu nas Quintas do Corisco, Felgueiras, Torre de Moncorvo, em 1969.
Licenciou-se em Português-Francês na Universidade de Évora. Após dez anos de ensino secundário em várias escolas em Portugal, a sua paixão pela literatura portuguesa levou-a a prosseguir os seus estudos. Matriculou-se na University of Birmingham (Reino Unido) na School of Humanities – Department of Hispanic Studies, na qual obteve o grau de Doutor (PhD) e onde também leccionou língua e literatura.
Publicou artigos em jornais e revistas e apresentou comunicações em conferências internacionais sobre Miguel Torga e Literatura de Viagens.
Actualmente dedica-se sobretudo à escrita e à investigação académica no âmbito da Literatura de Viagens.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponíveis as seguintes obras da autora: “Outros Contos da Montanha”, “O Trigo dos Pardais” e “A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa”]