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sábado, 20 de janeiro de 2018

com imagens de Daniela Gomes


“Smalloch” de Alexandre Sarrazola, imagens de Daniela Gomes

Este livro contém a harmonia dos Quatro Evangelistas buscada por São Jerónimo, com diferentes ilustrações em quase todas as páginas e que se distinguem por cores variadas. Aqui podeis ver o rosto de majestade, divinamente desenhado, aqui os símbolos místicos dos evangelistas, cada um com suas asas, às vezes seis, às vezes quatro, às vezes duas; aqui a águia, ali o touro, lá o homem e acolá o leão, e outras formas quase que infinitas. Se observadas superficialmente, com um olhar rápido, pensareis que não são mais do que esboços, e não um trabalho cuidadoso. A mais refinada habilidade está toda ela ao seu redor, mas poderíeis não percebê-la. Olhai com mais atenção e penetrareis sem dúvida no coração da arte. Discernireis complexidades tão delicadas e subtis, tão cheias de contornos e de ligações, com cores tão frescas e vivas, que poderíeis deduzir que tudo isto é obra de um anjo, e não de um homem.


«Smalloch era um burgo muito pequeno de não mais do que setecentos habitantes que crescera na extremidade aplainada de um istmo, numa restinga barrenta e ocre que os forasteiros diziam parecer flutuar nas águas escuras do lago. As casas, construídas em madeira de cedro e pintadas de garridas cores, tinham aparecido em torno de um terreiro alongado que na orla costeira dava para o molhe das faluas, chatas, botes e, mais adiante, para o ancoradouro do vapor. As fachadas dianteiras exibiam lanternas cobreadas e porta sim, porta não, montras de comerciantes, varandas com telheiros oxidados de duas águas e alpendres com vasos de frésias, cardos e azevinho. As casas mais recuadas tinham logradouros com hortas, barracos de arrumos e manjedouras. Adiante era um lameiro ermo eivado de juncos e salgueiros e o estreito caminho serpenteante pouco frequentado por onde as carruagens tinham de chegar e partir em caravana, que ao longo das quatro milhas da dorsal do istmo ligava a restinga à terra firme.»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível de Daniela Gomes, também em capas e ilustrações, os seguintes títulos: “Covers”; “Cão Celeste” n.º 3, n.º 4, n.º 5, n.º 7, n.º 8, n.º 9, n.º 10; “Que Diremos Nós Que Viva?” e Cantochão” de Vítor Nogueira; “Morada” Rui Pires Cabral; “In Situ” de Inês Dias; “Telhados de Vidro” n.º 20]

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Fotografias pintadas por Daniela Gomes


“Covers” de Daniela Gomes

Estas COVERS foram pintadas sobre fragmentos de fotografias de autores desconhecidos, adquiridas em feiras e alfarrabistas, entre 2011 e 2017.

Para a organização e escolha dos textos contribuíram Inês Dias, Luis Manuel Gaspar, Manuel de Freitas e Rui Pires Cabral.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível da autora, em capas e ilustrações, os seguintes títulos: “Cão Celeste” n.º 3, n.º 4, n.º 5, n.º 7, n.º 8, n.º 9, n.º 10; “Que Diremos Nós Que Viva?” e Cantochão” de Vítor Nogueira; “Morada” Rui Pires Cabral; “In Situ” de Inês Dias; “Telhados de Vidro” n.º 20]


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

cão celeste #10


CÃO CELESTE #10

com capa de DANIELA GOMES
e colaborações de Abel Neves | Ana Menezes | Ana Paula Inácio | António Barahona | Bruno Borges | Bruno Dias | Cláudia Dias | Daniela Fortuna | Débora Figueiredo | Emanuel Jorge Botelho | E. M. de Melo e Castro | Fábio Neves Marcelino | Fabio Weintraub | Fernando Guerreiro | Gil de Carvalho | Guilherme Faria | Hélia Correia | Henrique Manuel Bento Fialho | Hugo Pinto Santos | Inês Dias | Isabel Baraona | ISABEL NOGUEIRA | Jaime Rocha | João Alves | João Barrento | João Chambel | João Concha | Jorge Roque | José Ángel Cilleruelo | José Feitor | José Miguel Silva | Leonor Figueiredo | Luca Argel | Luís França | Luís Henriques | Manuel A. Domingos | Manuel de Freitas | Manuel Diogo | Maria da Conceição Caleiro | Mário Alberto | Miguel Martins | Miguel Pereira | Pádua Fernandes | Paulo da Costa Domingos | Pedro Burgos | Raymund Krumme | Ricardo Castro | Rik Lina | Rui Nunes | RUI PIRES CABRAL | Sebastian Brant | Tania de Léon | Thomas Bewick | Urbano | Vanda Brotas Gonçalves | Vítor Silva Tavares | Zepe

«UMA CONCEPÇÃO FRACTAL DA LÍNGUA PORTUGUESA
E.M. DE MELO E CASTRO
(...)
Creio até que esses factores dispersivos nos equipam com uma experiência rica que nos permite delinear uma concepção contemporânea de espaço linguístico e cultural, propiciando inusitadas possibilidades de inovação e de criação linguístico-poética.
Nesta perspectiva, se procurarmos um modelo metafórico para delinearmos as nossas distâncias e as nossas proximidades, talvez numa primeira aproximação encontraremos a ideia de «arquipélago» como suficientemente sugestiva e adequada.
(...)
Falar de ilhas e de arquipélagos pressupõe a existência de uma larga quantidade de espaço, de que a água é, ao mesmo tempo, matéria física e metáfora, possivelmente um mar ou um oceano; água essa que tanto une como separa, formando-se o arquipélago no espaço conceitual de quem o imagina ou vê como entidade coerente. É tal como as estrelas e as constelações, no espaço sideral.
É tal como com a língua portuguesa e os oito países que a detêm e utilizam como instrumento privilegiado, cada um constituindo uma ilha e sonhando de maneira diferente com a concepção de um arquipélago em que o português seja o tecido que envolve e possibilita a comunicação, e não o mar que separa, distancia e estranha as falas dos falantes.
(...)
Tal concepção de auto-semelhança vem alterar a metáfora do arquipélago e projecta-nos numa outra metáfora bem complexa, mas também mais adequada, segundo penso: a metáfora de estrutura «fractal» como descritora da atual situação da língua portuguesa.
Mas, no caso de fenômenos culturais e, particularmente, linguísticos, o que poderá constituir uma concepção fractal, para além de ser mais uma apropriação metafórica de um conceito científico matemático?
Benoit Mandelbrot, o matemático inventor da geometria factal, já na segunda metade do século XX, chamou desde logo a atenção para a natureza caótica, suscetível de descrição fractal, de numerosos fenômenos naturais, tais como: os movimentos brownianos, a variação da forma e do volume das nuvens, a ondulação da superfície do mar, a agitação das folhas e dos ramos das árvores impelidas pelo vento, ...
(...)
Não me parece difícil extrapolar para o mundo das ciências humanas e, particularmente, daquelas atividades a que chamamos linguísticas, como a fala, a escrita, a comunicação, a informação, a criação textual, a invenção do novo poético ou o exercício do raciocínio e da capacidade formuladora de pensamentos.»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os seguintes números de “Cão Celeste”: #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9]


sábado, 3 de setembro de 2016

Telhados de Vidro n.º 21

“Telhados de Vidro” n.º 21

Agosto de 2016, 220 pp.
(Tiragem Única de 500 exemplares)
Direcção: Inês Dias e Manuel de Freitas
Capa de Jorge Molder.
Paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus
(sobre grafismo de Olímpio Ferreira).


Colaborações de: A. Maria de Jesus, Ana Paula Inácio, A. M. Pires Cabral, António Barahona, Bruno C. Duarte, Daniela Gomes, Emanuel Jorge Botelho, Fabiano Calixto, Fábio Neves Marcelino, Fabio Weintraub, Fernando Cabral Martins, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Gil de Carvalho, Heitor Ferraz Mello, Inês Dias, Isabel Nogueira, Jaime Rocha, João Barrento, José Alberto Oliveira, José Carlos Soares, Katherine Mansfield, Manuel de Freitas, Maria Filomena Molder, Miguel de Carvalho, Miguel Martins, Pablo Fidalgo Lareo, Pádua Fernandes, Paulo da Costa Domingos, Ricardo Álvaro, Rui Baião, Rui Caeiro, Silvina Rodrigues Lopes, Teresa M. G. Jardim


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os seguintes números de “Telhados de Vidro”: 3, 5, 6, 8, 9, 10, 11, 12, 14, 15, 18, 19, 20]

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Telhados de Vidro n.º 20


“Telhados de Vidro” n.º 20 – Setembro 2015
Setembro de 2015 240 pp., 20 euros
(Tiragem Única de 500 exemplares)
Direcção: Inês Dias e Manuel de Freitas
Capa de Daniela Gomes.
Paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus
(sobre grafismo de Olímpio Ferreira).

com A.M. Pires Cabral, Daniela Gomes, Isabel Nogueira, Rui Pires Cabral, entre outros.

«A Telhados de Vidro, dirigida pelos poetas Manuel de Freitas e Inês Dias, editores da Averno, chegou ao seu 20.º número, um volume de quase 250 páginas que inclui, em separata, um livro de Adília Lopes. É talvez a mais relevante revista literária portuguesa deste início do século XXI.»



Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os seguintes números de “Telhados de Vidro”: 3, 5, 6, 8, 9, 10, 11, 12, 14, 15, 18, e 19]

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Cão Celeste # 7


Cão Celeste # 7

Colaborações de:

Abel Neves - Alexandre Sarrazola - Ana Biscaia - Ana Menezes - Ana Teresa Pereira - António Barahona - Beatriz Hierro Lopes - Bruno Borges - Bruno Dias - Cláudia Dias - Daniela Fortuna - Daniela Gomes - Débora Figueiredo - Diniz Conefrey - Fátima Maldonado - Filipe Matos - Gil de Carvalho - Hugo Pinto Santos - Inês Dias - Inês Lourenço - Isabel Baraona - Isabel Nogueira - João Concha - John Mateer - Jorge Roque - José Ángel Cilleruelo - José Tolentino Mendonça - Julián Axat - Luís França - Luís Henriques - Luis Manuel Gaspar - Manuel de Freitas - Manuel Diogo - Maria João Worm - Marta Chaves - Martin Copertari - Mauricio Salles Vasconcelos - Pádua Fernandes - Paulo da Costa Domingos - Ricardo Álvaro - Ricardo Castro - Ricardo Marques - Rui Caeiro - Tiago Manuel - Vasco Silva


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os seguintes números de “Cão Celeste”: #3, #4, #5 e #6]

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Rui Pires Cabral reunido

“Morada” de Rui Pires Cabral

"Morada" recolhe, com emendas de maior ou menor importância, todos os livros de poesia que o autor publicou, à exceção dos volumes de poemas-colagens que apareceram nos anos mais recentes. Inclui ainda "Evasão e Remorso" — um conjunto que não teve edição em livro, se bem que a maioria dos poemas que o compõem tenha já surgido em publicações diversas — e uma secção final com alguns dispersos e inéditos.. 

Este livro inclui ainda alguns desenhos de Daniela Gomes e a capa parte de uma colagem de Martin Copertari. 


DE QUE SERVIRIA

Aquilo que somos não é aparente,
não podemos explicar o sofrimento
de onde procede este amor.
Mas eu não vim para te dizer
como as sombras mistificam
o mundo: não me perguntes nada.
Tu já és a causa por detrás da máquina
dos dias, se eu for por essa terra fora
será para chamar por ti.

Rui Pires Cabral nasceu a 1 de outubro de 1967 em Chacim, perto de Macedo de Cavaleiros. Cursou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e começou a publicar alguns dos seus poemas na imprensa estudantil. Utilizando geralmente um discurso na primeira pessoa, Rui Pires Cabral serve-se, na sua obra poética, de um cosmopolitismo ciente e despretensioso para estabelecer um contraste com o mundo rural que marcou a sua infância. Em paralelo com a sua atividade poética, desenvolve um intenso trabalho enquanto tradutor, a partir do inglês e do espanhol. Vive e trabalha em Lisboa.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os títulos: “Oráculos de Cabeceira”, “Biblioteca dos Rapazes”, “Broken” e “Oh! Lusitania
; participação em “Ladrador”, “Em Lisboa, Sobre o Mar – Poesia 2001-2010”, “Ladrador”, “Telhados de Vidro” n.º 6, “Telhados de Vidro” n.º 8, “Telhados de Vidro” n.º 10, “Telhados de Vidro” n.º 12 e “Telhados de Vidro” n.º 14]


terça-feira, 22 de julho de 2014

Cão Celeste #5

Cão Celeste #5

No quinto número do Cão Celeste, com direcção de
Inês Dias/Manuel de Freitas e coordenação gráfica de Luís Henriques,
colaboram

Abel Neves, Alberto Pimenta, Alexandre Sarrazola, Ana Menezes, Ana Isabel Soares, André Lemos, António Barahona, António Guerreiro, Bárbara Assis Pacheco, Beatriz Hierro Lopes, Bruno Borges, Cláudia Dias, DANIELA GOMES, David Antunes, David Teles Pereira, Diniz Conefrey, Diogo Vaz Pinto, Emanuel Jorge Botelho, Étienne Carjat, Fabiano Calixto, Fernando Augusto, Gavarni/Estúdios &etc, Filipe Abranches, Inês Dias, Isabel Baraona, ISABEL NOGUEIRA, Joana Matos Frias, João Barrento, John Mateer, Jorge Roque, José Ángel Cilleruelo, José Feitor, José Miguel Silva, Konoe Nobutada, Luca Argel, Luís Filipe Parrado, Luís França, Luís Henriques, Luis Manuel Gaspar, Luís Miguel Queirós, Manuel de Freitas, Manuel Diogo, Maria da Conceição Caleiro, Maria João Worm, Mariana Pinto dos Santos, Miguel de Carvalho, Pádua Fernandes, Paulo da Costa Domingos, Renata Correia Botelho, Ricardo Castro, Ricardo Marques, Rosa Maria Martelo, Rui Baião, Rui Caeiro, Rui Catalão, Rui Nunes, RUI PIRES CABRAL, Rui Silva, Shitao, Silvina Rodrigues Lopes, Stéphane Lermais e Vasco Graça Moura.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível Cão Celeste #3 e Cão Celeste #4]

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A.M. e Rui Pires Cabral em quarto de hóspedes



“Quarto de Hóspedes”

de Miguel Martins, Heitor Ferraz Mello, Ernesto Pérez Vallejo, José Manuel Teixeira da Silva, António Barahona, Roger Wolfe, Frederico Pedreira, Joan Margarit, José Ángel Cilleruelo, Fernando Pinto do Amaral, Josep M. Rodríguez, Vasco Gato, João Almeida, Carlos Poças Falcão, Jorge Roque, António Gregório, Luis Manuel Gaspar, Nunes da Rocha, Rui Nunes, Rui Baião, José Carlos Soares, Jesus Jiménez Domínguez, Renata Correia Botelho, Nuno Moura, Elena Medel, Luís Filipe Parrado, Fabiano Calixto, Abel Neves, Margarida Vale de Gato, Diogo Vaz Pinto, Luna Miguel, Paulo Tavares, RUI PIRES CABRAL, Luís Quintais, David Teles Pereira, Jaime Rocha, Hélia Correia, A. M. PIRES CABRAL, Luis Alberto de Cuenca, Miguel-Manso e Rui Caeiro,

com capa de Daniela Gomes


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível dos autores os seguintes títulos: de A.M. Pires Cabral “O Cónego”e “A Loba e o Rouxinol” (romance); “O Diabo Veio Ao Enterro”, “O Porco de Erimanto” e “Os Anjos Nús” (contos); “Que Comboio É Este”, “Arado”, “Antes Que O Rio Seque”, “Cobra-D’Água” e “Gaveta do Fundo” (poesia); “Trocas e Baldrocas ou com a natureza não se brinca” com ilustrações de Paulo Araújo (infanto-juvenil); “Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro” Volume I – A-E, 568 p. e Volume II – F-Z, 606 p.; “Páginas de Caça na Literatura de Trás-os-Montes” (selecção de textos e organização, antologia); “Aqui e Agora Assumir o Nordeste” (antologia) selecção e organização de Isabel Alves e Hercília Agarez; “As Águas do Douro” coordenação Gaspar Martins Pereira, “Telhados de Vidro” n.º 18; de Rui Pires Cabral “Oráculos de Cabeceira”, “Biblioteca dos Rapazes” e “Stardust”, participação em “Labrador”, “Telhados de Vidro” n.º 18 e “Em Lisboa, Sobre O Mar. Poesia 2001-2010” ]

terça-feira, 29 de abril de 2014

Vozes poéticas de Vítor Nogueira


“Segunda Voz” de Vítor Nogueira

(Tiragem Única de 250 exemplares)
Capa de Daniela Gomes.
Paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus.
Averno 066, 2014.



Filtro



para o Zé Prata e o Mário Prata

Assalta-te por vezes a lembrança desse trio
numa tarde de Agosto. Uma tarde certamente
já esquecida por qualquer dos outros dois.


Atrás do cemitério, na sombra de uma tília:
o tabaco, a música, as encostas e o rio,
tudo aproveitado como sempre

até ao filtro. Estivéreis naquele lugar
vezes sem conta, vós e outros,
durante os longos, breves anos de liceu.

E entretanto o liceu, ali ao lado, vazio
e mudo como o próprio cemitério, menos
de dois meses sobre o derradeiro exame.

Por encobertas razões te ocorre agora:
dos três, vieste a ser o único a ficar livre
da tropa. Da vida, em todo o caso, talvez não.

Haveis de concordar, se alguma vez falardes
disto: éreis tão novos naquela primeira tarde
em que vos sentistes velhos.


- Vítor Nogueira
in Segunda voz, Averno

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os títulos: “Bagagem de Mão” e “Mar Largo” “Modo Fácil de Copiar uma Cidade”pela &etc.; “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional” e “Senhor Gouveia” pela Averno; “Coração” livrinhos artesanais pelas artes d'O Homem do Saco, um poema único, com uma ilustração; dvd’s “Lembranças da Casa do Padre Filipe”, “Liceu Velho, Liceu Novo” e “A Lagoa”, do Museu do Som e da Imagem; participação em “Labrador”, “Telhados de Vidro” n.º 18 e “Em Lisboa, Sobre o Mar – Poesia 201-2010”]