Uma livraria e espaço especializado em Trás-os-Montes e Alto Douro. «Queremos construir uma referência quando se pensa na região, seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato...» Um espaço de galeria de arte e onde se realizam diversos eventos: apresentações de livros, tertúlias, workshops, oficinas - ponto de partida também para passeios, visitas.
Mostrar mensagens com a etiqueta alfarrabista. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta alfarrabista. Mostrar todas as mensagens
domingo, 10 de setembro de 2017
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
O Segundo Aceno, poesia, Rui Tinoco
“O Segundo
Aceno” de Rui Tinoco
Um primeiro
livro, mas um livro de maturidade plena. De grande unidade formal, exprime uma
visão muito fina das relações intersubjetivas e das eternas complexidades do
amor, da linguagem e da literatura.
às vezes olhas para mim,
às vezes prendes-me com a alma.
nem dás conta.
e eu fico assim às voltas
com a tua ausência, escrevendo
a palavra nua com o teu nome.
às vezes prendes-me com a alma.
nem dás conta.
e eu fico assim às voltas
com a tua ausência, escrevendo
a palavra nua com o teu nome.
Rui Tinoco
nasceu em Vila Real, em 1971, viveu em Braga na infância e adolescência,
atualmente no Porto. Licenciou-se na Faculdade de Psicologia e Ciências da
Educação, no Porto, onde se doutorou em 2005. Publicou diversos artigos e
crónicas em vários jornais e revistas científicas. Paralelamente, vêm a lume
diversos textos poéticos nas seguintes publicações: Artes & Artes,
Suplemento Cultural do Diário do Minho, Boletim de Poesia, DiVersos, Oficina de
Poesia, Bigode, no fanzine de poesia Debaixo do Bulcão, na revista Piolho, e
com alguma regularidade no jornal Poetas & Trovadores.
No mundo
virtual, participou no projeto de Elefantes Editores, no site Via Oceânica e
nos blogues de poesia Casa dos Poetas, Inefável, Logros Consentidos, A Dispersa
Palavra e Porosidade Etérea. Publicou dois minicontos no blogue do Clube do
Conto da Paraíba e ainda um texto na antologia poética da Bubok denominada
Poetas em desassossego (e-book). Participou no programa Histórias de Vida da
Antena 1 com o texto «Pequenos Gestos», Abril de 2008. Mantém o blogue Ladrão
de Torradas. O Segundo Aceno é o seu primeiro livro de poesia.
Disponível
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Como se Bosch tivesse enlouquecido
“Como
Se Bosch Tivesse Enlouquecido” de A.M. Pires Cabral
PASARÉ LOS FUERTES Y FRONTERAS
Em fortes e fronteiras
me deterei, assim
as horas me corram de feição.
Como um turista
que dá préstimo, atenção venal
a tudo o que vê em terra estranha.
E tu, o cervo irado, passarás,
a galope como um golpe
de vento intemperado,
à minha ilharga
sem me reconhecer.
Extinto o tropel, sedimentada
a poeira dos cascos,
irei beber no primeiro bar da noite.
A. M. Pires Cabral
como se Bosch tivesse enlouquecido
João Azevedo Editor
Mirandela
2003
Em fortes e fronteiras
me deterei, assim
as horas me corram de feição.
Como um turista
que dá préstimo, atenção venal
a tudo o que vê em terra estranha.
E tu, o cervo irado, passarás,
a galope como um golpe
de vento intemperado,
à minha ilharga
sem me reconhecer.
Extinto o tropel, sedimentada
a poeira dos cascos,
irei beber no primeiro bar da noite.
A. M. Pires Cabral
como se Bosch tivesse enlouquecido
João Azevedo Editor
Mirandela
2003
Disponível na Traga-Mundos – livros e
vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos –
lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “A
Loba e o Rouxinol”, “O Cónego” (romance); “O Diabo Veio Ao Enterro”, “O Porco
de Erimanto”, “Os Anjos Nús” e "A Navalha de Palaçoulo" (contos);
“Como Se Boch Tivesse Enlouquecido”, O Livro dos Lugares e outros Poemas”, “Que
Comboio É Este”, “Arado”, “Antes Que O Rio Seque”, “Cobra-D’Água”, “Gaveta do
Fundo” e “A Noite Em Que A Noite Ardeu” (poesia); “Trocas e Baldrocas ou
com a natureza não se brinca” com ilustrações de Paulo Araújo
(infanto-juvenil); “Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto
Douro” Volume I – A-E, 568 p. e Volume II – F-Z, 606 p.; “Páginas de Caça na
Literatura de Trás-os-Montes” (selecção de textos e organização, antologia);
“Aqui e Agora Assumir o Nordeste” (antologia) selecção e organização de Isabel
Alves e Hercília Agarez; “As Águas do Douro” coordenação Gaspar Martins
Pereira; “Telhados de Vidro” n.º 3, n.º 6, n.º 9, n.º 11, n.º 18, n.º 20, n.º
21; “Guerra Junqueiro: A Musa Dual” (antologia) introdução, selecção de textos
e organização de A.M. Pires Cabral]
sábado, 12 de novembro de 2016
estórias do azeite
“Estórias
do Azeite” de António Manuel Monteiro
«António
Manuel Monteiro nasceu em Torre de Moncorvo a 18 de Novembro de 1957.
Engenheiro agrónomo pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade
Técnica de Lisboa (ISA-UTL), especialista em Arboricultura Mediterrânica é,
actualmente, técnico superior na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do
Norte, em Mirandela.
Olivicultor
nos tempos livres, especialista em azeite, enófilo e gastrónomo, assume-se como
curioso da história e das estórias da alimentação.» Epicur
Disponível
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila
Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an
Bila Rial...
[também disponíveis os
seguintes títulos do autor: “Crónicas Comestíveis”; “Palavras do Olival”;
“Cozinha Transmontana” de Alfredo Saramago, fotografias Inês Gonçalves;
“Comidas Conversadas – Memórias de Herança Transmontana”]
domingo, 20 de março de 2016
Macedo de Cavaleiros - monografia
“Macedo de Cavaleiros – Arte e Cultura dos seus Povos” de António Rodrigues Mourinho
Disponível na Traga-Mundos
– livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos –
lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
sexta-feira, 11 de março de 2016
Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses
“Dicionário dos
Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses” de Barroso da Fonte
Volumes I, II e III
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor
os títulos: “Afonso Henriques: Um Rei Polémico” e “D. Afonso Henriques 900 Anos
1111 - 2011”, "Usos e Costumes de Barroso" com António Fontes]
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Messianismo em Teixeira de Pascoeas
“O Messianismo de
Teixeira de Pascoaes e a Educação dos Portugueses” de Manuel Ferreira Patrício
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[da obra completa
disponível de Teixeira de Pascoaes, temos os seguintes títulos: "Arte
de Ser Português", "Marânus", "São Jerónimo e a
Trovoada", "O Bailado", "A Beira (num relâmpago) / Duplo
Passeio”, "Belo / À Minha Alma / Sempre / Terra Proibida",
"Ensaios de Exegese Literária e Vária Escrita", "Livro de
Memórias", "Londres. Cantos Indecisos. Cânticos",
"Napoleão", "Para A Luz / Vida Éterea / Elegias / O Doido e a Morte",
"O Penitente (Camilo Castelo Branco)", "O Pobre Tolo – prosa e
poesia", "São Paulo", "Senhora da Noite / Verbo
Escuro", "As Sombras / À Ventura / Jesus e Pã", "D. Carlos
– Drama em verso", "Anjos e Fantasmas (textos e imagens)",
"Jesus Cristo em Lisboa" com Raul Brandão.Ainda o álbum "Desenhos" Teixeira de Pascoaes, "Cartas a Teixeira de Pascoaes" de Albert Vigoleis Thelen, "Fotobiografia Teixeira de Pascoaes" de António Mega Ferreira, “O essencial sobre Teixeira de Pascoaes” de Maria das Graças Moreira de Sá, "Teixeira de Pascoaes e Espanha / Epistolário Espanhol Teixeira Pascoaes" de Lurdes Cameirão, “Trinta Anos de Dispersos sobre Teixeira de Pascoaes” de António Cândido Franco; “Cartas para a Casa de Pascoaes” de Mário Cesariny; “Princípio e Manifestação – Metafísica e Teologia da Origem em Teixeira de Pascoaes” de Paulo Borges, volume I e II]
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Barbearias em fotografias
“Barbearias”
exposição de fotografia e objectos de Duarte Carvalho
É o culminar de um
trabalho de recolha efectuado ao longo de vários anos. Agora só existe a
fotografia a relembrar esses espaços onde tantas gerações iam para dar um
retoque no seu aspecto.
com textos inéditos de António Cabral e de A. M. Pires Cabral e fotos de Duarte Carvalho.
com textos inéditos de António Cabral e de A. M. Pires Cabral e fotos de Duarte Carvalho.
«Aos dez anos
começou a trabalhar na barbearia do pai, em Vila Real. Quarenta e cinco anos
depois, Sebastião Ferreira continua de tesoura e navalha na mão e a sua imagem
ilustra uma exposição de homenagem aos barbeiros transmontanos. Aprendeu a
"arte" numa barbearia no centro da cidade de Vila Real, inaugurada há
mais de 80 anos, onde ainda hoje trabalha, aperaltando clientes cada vez mais
idosos.
Sebastião Ferreira,
55 anos, disse à Lusa que nunca pensou noutra profissão que não fosse cortar
cabelo e barba e lamentou que já ninguém queira aprender este ofício. O serviço
completo de "barba e cabelo" é agora mais raro, desde que os homens
ganharam o hábito de tratar da cara em casa, mas os cortes de cabelo ainda dão
que fazer a Serafim Ferreira. Os dias mais "complicados" são as terças
e sextas-feiras, dias de fira em Vila Real e muitas pessoas das aldeias
aproveitam para cortar o cabelo.
Considerada uma
profissão quase em vias de extinção, com a proliferação dos cabeleireiros
unissexo, o ofício de barbeiro ainda vai sobrevivendo no distrito. Foi para
homenagear este ofício e mais particularmente os barbeiros transmontanos que o
fotógrafo Duarte Carvalho organizou uma exposição, patente no Teatro de Vila
Real até ao dia 30. A mostra inclui cerca de 60 fotografias de barbeiros e barbearias,
tiradas entre 1982 e 2006 em Vila Real, Murça e Peso da Régua, bem como
objectos alusivos a esta actividade.
Entre as
tradicionais cadeiras de barbeiros, de madeira ou já de metal, está ainda em
exposição material utilizado na arte do "corte", como tesouras,
espanadores, pincéis, estanca-sangue, navalhas ou máquinas de rapar o cabelo.
E, como se trata de barbearias, não podiam faltar os "míticos"
calendários de mulheres nuas. Duarte Carvalho salientou a importância social
das barbearias, "locais de encontro e de tertúlia", onde se podem
discutir os mais variados assuntos, desde o futebol à agricultura. "Julgo
mesmo que se trata de uma das mais velhas profissões do mundo", diz.»
[Jornal de Notícias]
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Canhenho dum médico - dos pobres
“Canhenho Dum
Médido” de Otílio Figueiredo
«Nasceu em Vila
Real, na "casa da Laranjeira", na Rua da Misericórdia, em 19 de
Agosto de 1909 e aí faleceu a 04 de Outubro de 1988. Era filho de Francisco
Carvalho Figueiredo e de Maria de Jesus Ribeiro. O pai participou na 1.a Grande
Guerra, como tenente do exército e no pronunciamento do Regimento de Infantaria
n.° 13. de 3 de Fevereiro de 1927, que avançou sobre o Porto como primeira
reacção ao 28 de Maio de 1926. As suas inclinações para as artes levam no aos 7
anos, a receber aulas de desenho e de música. Faz os estudos até ao 7.° ano
(curso complementar dos liceus) em Vila Real e segue para Lisboa para fazer os preparatórios
para ingressar na Armada. Regressa passado um ano e vai, por insistência da
mãe, para a Faculdade de Medicina do Porto. Inscreve-se também no Conservatório.
No ano seguinte é obrigado a ir para Coimbra, onde se licencia em Medicina em
1935, após intensa actividade social e política na Academia coimbrã, sendo
eleito representante da Academia de Coimbra ao Senado Universitário. Enquanto
estudava ganhava dinheiro como compositor e músico. É nomeado Adaíl do Grupo de
Adueiros n° 24 de Vila Real, sendo louvado e condecorado pelo seu trabalho.
Dirigiu o semanário "Paracelso Jornal de Letras, Artes e Ciências",
de Coimbra.
Inicia a sua
actividade clínica em Justes Vila Real, para se poder curar de uma tuberculose,
onde conhece e casa com Maria Estela Palheiros Fontes (professora), de quem
veio a ter dois filhos, Eurico José (médico psiquiatra) e Otílio (médico
cirurgião director do Serviço de Cirurgia do Hospital Distrital de Vila Real).
Em Justes consegue, para além da actividade clínica, muitos melhoramentos para
a aldeia e uma grande actividade social. Os esbirros do Estado Novo olharam
estas actividades com desconfiança. Assim, em 1949, é demitido das funções de
médico municipal e regressa a Vila Real em 1950 e abre a Casa de Saúde de Vila
Real, que em 1958 toma o nome de Clínica do Professor Doutor Bissaya Barreto.
Homenageia assim o ilustre e filantropo professor e cirurgião que ali operou
durante 15 anos, sendo lhe atribuído o título honorífico de Cidadão Honorário.
Aqui desenvolve. durante 30 anos a sua actividade médica, curativa e
profilática e uma intensa actividade social, sendo fundador do Rotary Club de
Vil Real e Médico Chefe dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública de Vila
Real. Era considerado o médico dos pobres, por chegar a pagar do seu bolso os
serviços de saúde dos mais necessitados da Rua dos Ferreiros, Bairro da Estação
e freguesia de Mateus. Chegava a levar o típico e popular Bertelo a Coimbra,
que sentava à sua mesa no restaurante.
Dedica se ainda à
actividade artística invulgarmente rica na música, na caricatura, na pintura,
no desenho e sobretudo à literatura. (...) Usou os pseudónimos de D. Fuas e de
Robespierre. Publicou música ligeira alguma dela pela casa Sasseti. Otilio de
Figueiredo. republicano convicto e tolerante. era o rosto da oposição em Vila
Real. fazendo parte das comissões distritais de candidatura do General Norton de
Matos (1948). Humberto Delgado (1958) e candidata se a deputado em 1969 pela
Comissão Democrática Eleitoral (oposição). Após o 25 de Abril cerca de 10 mil
cidadãos do distrito de Vila Real pedem lhe que aceite ser Governador Civil,
ele fez jurar aos seus apoiantes que nunca perseguiriam os seus adversários
políticos. A sua tolerância e bondade levam no a nunca se referir às
perseguições políticas de que foi alvo. Em 1984 inicia a actividade de livreiro
e editor, editando obras suas e de outros autores transmontanos. Na livraria
gostava de juntar amigos numa tertúlia ao fim da tarde. A Câmara Municipal de
Vila Real homenageou o postumamente, atribuindo o seu nome a uma rua (1988) e
atribuindo lhe a medalha de ouro de Mérito Municipal (1990).» Jorge Lage, In ii
volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado
por Barroso da Fonte.
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor
os seguintes títulos: “Ressuscitemos os Cravos Vermelhos!”, “O Cabo Mingas”, “A
Praga dos Gafanhotos”, “Era Uma Vez... Contos Para Crianças” ilustrações de
Manuela Bacelar, “Miscelânea” das Publicações Setentrião; “ABC das Mães”,
“Interlúdio – Odes”]
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Liuro dos Foraes Nouos da Comarqua de Trallos Montes
“Liuro dos Foraes
Nouos da Comarqua de Trallos Montes”
introdução, edição diplomática e notas de
Maria Olinda Rodrigues Santana
Maria Olinda
Rodrigues Santana é Professora Associada com Agregação no Departamento de
Letras, Artes e Comunicação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Fez
o Doutoramento Europeu, em regime de co-tutela, na UTAD e na Université de
Toulouse-Le-Mirail II, em Linguística Portuguesa, em 1998. Fez a Agregação em
Cultura Portuguesa em 2009. É coordenadora científica do Centro de Estudos
António Maria Mourinho, bem como fundadora do mesmo Centro. É investigadora do
Centro de Estudos em Letras da UTAD. Foi colaboradora convidada no projeto
“Corpus Diacrónico do Português” da Universidade Georgetown (USA). É autora de
inúmeras obras...
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também da autora
disponível os títulos: “Inquirições Manuelinas de Trás-os-Montes – edição
interpretativa”, “Documentação Dionisina do Concelho de Vila Pouca de Aguiar”
com Mário José da Silva Mineiro, “Documentação Foraleira Dionisina de
Trás-os-Montes”, “Registo do Foral Manuelino de Miranda do Douro”, “Forais
Novos de Mondim de Basto: um passado a conhecer”, “Páginas de Rosto dos Forais
Novos de Trás-os-Montes”, “Liuro dos Foraes Nouos da Comarqua de Trallos Montes:
abordagem histórica, cultural, discursiva e edição interpretativa”;
"Cartas inéditas do Abade de Baçal para o Padre António Mourinho
1941-1947", “Guia do Arquivo António Maria Mourinho” com Ana Lúcia Pereira
Costa, “Diálogo de dois intelectuais em torno da História e da Cultura do
Nordeste Transmontano – Joaquim R. Santos Júnior e António Maria Mourinho”,
“Catálogo da Correspondência de Joaquim Rodrigues dos Santos Júnior para
António Maria Moutinho (1944-1990)”, “Catálogo da Correspondência de António Maria
Mourinho para Joaquim Rodrigues dos Santos Júnior (1951-1990)”,
“Correspondência de António Maria Mourinho e Joaquim Rodrigues dos Santos
Júnior (1944-1990) – organização, edição, notas e estudo”, “Riscos de Tinta,
Pontos de Luz: Papéis e Imagens de António Maria Mourinho”]
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Contos bravios
“Contos Bravios” de
Bento Acácio Pinheiro
Bento Acácio
Pinheiro «nasceu em 24.11.1915, em Vila Pouca de Aguiar. Licenciou se em
Ciências Jurídicas pela Universidade de Coimbra. Seguiu a magistratura, tendo
sido magistrado do ministério público e judicial, em Angola e Moçambique,
funções em cujo desempenho mereceu dois convites: um para Secretário Geral de
Angola que recusou por discordância política e outro que aceitou, para
consultor jurídico e advogado de algumas das maiores empresas de Angola, como a
Diamang, Banco de Angola e Companhia Angolana de Agricultura (que era na altura
a maior produtora mundial de cafés), para além de outras. Em 1973 regressou ao
Continente, por motivos de saúde. Imediatamente a seguir ao 25 de Abril de 1974
foi nomeado Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Vila
Pouca de Aguiar, dado que ele residia em Soutelinho do Monte, perto de Pedras
Salgadas, do concelho em que nasceu.» in i volume do Dicionário dos mais
ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor
o título: “Histórias de Adão e de Eva”]
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
A Arte dos Frescos em Vila Real
“A Arte dos Frescos
em Vila Real” de Eugénio Cavalheiro
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os seguintes
títulos: “Igreja de Santiago da Adeganha” de Eugénio Cavalheiro, “Os Frescos da
S.ra da Teixeira” de Eugénio Cavalheiro, “A Igreja Matriz de Torre de Moncorvo”
de Eugénio Cavalheiro e Nelson Rebanda; “Murça – Património Artístico” de
Marcelino Augusto e Roger Teixeira Lopes; “Roteiro Arqueológico e Artístico do
Concelho de Vila Real”, “Archeological and Artitic Guide to the Vila Real
District”, “O Castro de S. Bento (Concelho de Vila Real) e o Seu Ambiente
Arqueológico”, “O Cruzeiros da Diocese de Vila Real”; “As ‘Alminhas’ na Diocese
de Vila Real” de João Parente]
sábado, 30 de janeiro de 2016
Passo a passo, tiro a tiro - médico e caçador
“Passo a Passo,
Tiro a Tiro” de Ângelo Sequeira
«Trata-se da
primeira obra editada pela mil@ editores (Prosas e Tradições, Lda.) e é da
autoria do Dr. Ângelo Maria Cardoso Sequeira, ilustre médico ginecologista e
exímio caçador.
Começou a caçar ainda adolescente, com o seu pai, irmãos e primos. As suas histórias de caça, os episódios pitorescos relatados numa linguagem acessível, divertida e fundamentalmente humana, fazem deste livro um autêntico "oásis" para os caçadores (e não só), permitindo-lhes até esquecer a escassez de caça, nos nossos dias.
Uma obra a não perder.» Gualter Furtado, blog Santo Huberto
Começou a caçar ainda adolescente, com o seu pai, irmãos e primos. As suas histórias de caça, os episódios pitorescos relatados numa linguagem acessível, divertida e fundamentalmente humana, fazem deste livro um autêntico "oásis" para os caçadores (e não só), permitindo-lhes até esquecer a escassez de caça, nos nossos dias.
Uma obra a não perder.» Gualter Furtado, blog Santo Huberto
«Trata-se de uma
obra de leitura obrigatória pela forma genuína como um Médico e Caçador nascido
em Trás-os-Montes descreve a sua paixão pela caça.
É importante que relatos como este sejam publicados, para que os mais novos e a nossa sociedade compreendem que a caça quando praticada com amizade, amor pelos nossos companheiros cães, respeito pelas espécies cinegéticas e meio ambiente, é uma arte nobre e que vale a pena viver.
O Dr. Ângelo Sequeira tem hoje uma das maiores Bibliotecas de Cinegética do País e atrevo-me a dizer do Mundo, o que diz bem da forma como viveu e vive a Caça.
Obrigado pois, por mais este contributo para a defesa da Caça.» Gualter Furtado, blog Santo Huberto
É importante que relatos como este sejam publicados, para que os mais novos e a nossa sociedade compreendem que a caça quando praticada com amizade, amor pelos nossos companheiros cães, respeito pelas espécies cinegéticas e meio ambiente, é uma arte nobre e que vale a pena viver.
O Dr. Ângelo Sequeira tem hoje uma das maiores Bibliotecas de Cinegética do País e atrevo-me a dizer do Mundo, o que diz bem da forma como viveu e vive a Caça.
Obrigado pois, por mais este contributo para a defesa da Caça.» Gualter Furtado, blog Santo Huberto
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor
o título: “Toneco”]
sábado, 23 de janeiro de 2016
Abade de Baçal - vida e obra
“Abade de Baçal –
Vida e Obra” de Adérito Branco
«Reitor de Baçal,
Antigo Vereador da Câmara Municipal de Bragança, Antigo Vogal à Junta Geral do
Distrito do mesmo nome, Sócio da Associação dos Arqueólogos Portugueses, da
Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos, do Instituto de Coimbra, da
Academia das Ciências de Lisboa, do Instituto Etnológico da Beira, do Instituto
Histórico do Minho, Presidente Honorário do Instituto Científico-Literário de
Trás os Montes, Comendador da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem de S.
Tiago do Mérito Científico, Literário e Artístico, em atenção às suas
qualidades de escritor reveladas na obra "Memórias Arqueológico-Históricas
do Distrito de Bragança", distinguido pelo Clero Bragançano com a oferta
dum cálix de valor artístico, com uma pena de ouro e um tinteiro no mesmo metal
de alto valor artístico por oferta do Distrito de Bragança em reconhecimento
dos seus trabalhos de investigação histórica em prol do mesmo, pedaço de asno
se acredita que estas honrarias douram a sua muita ignorância, e ainda,
ultimamente, Director-Conservador do Museu Regional de Bragança.» “Memórias
arqueológicas-históricas do distrito de Bragança” (1909-1947), volume 5
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível o título:
“A vida e a obra do Abade de Baçal em banda desenhada” textos e desenhos de
José Rodrigues (Da Fonte)]
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
O Córgo - vida e obras dum rio
“O Córgo – Vida e
Obras Dum Rio” de Sousa Costa
Disponível na Traga-Mundos
– livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos –
lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
A Indústria das Sedas em Trás-os-Montes (1835-1870)
“A Indústria das
Sedas em Trás-os-Montes (1835-1870)” de Fernando de Sousa
«Sabiam que durante
séculos o Nordeste Transmontano foi o mais importante centro industrial
sericícola de Portugal? Pensa-se que a criação do bicho-da-seda, nesta região,
já existia no século XIII; foi, todavia, no século XV, que a sericultura e a
decorrente produção têxtil começou a assumir maior importância; atingiu o seu
apogeu no século XVIII, em consequência das medidas desenvolvimentistas do
Período Pombalino, perdurando até finais do século XIX. Bragança foi o núcleo
principal, mas outras localidades -- como Freixo de Espada à Cinta, Vinhais,
Chacim, etc. -- benificiaram desta lucrativa indústria. Hoje em dia, persiste ainda
alguma actividade sericícola artesanal, em Freixo de Espada à Cinta. Para mais
informação sobre este assunto, desconhecido pela maior parte das pessoas,
consultar a obra do Professor Fernando de Sousa (Universidade do Porto)
intitulada "A Indústria da Seda em Trás-os-Montes Durante o Regime
Antigo", bem como a obra do padre Francisco Manuel Alves (o famoso
transmontano mais conhecido por ABADE DE BAÇAL) intitulada "Memórias
Arqueológicas-Históricas do Distrito de Bragança").» [Manuel de Barroso]
"A família
italiana dos Arnauds, perita na indústria das sedas, vinda para Portugal em
1786-1788, acaba por se instalar em Trás-os-Montes, na localidade de Chacim,
onde, sob a sua orientação, é construída uma Fábrica de Fiação e Tecelagem das
Sedas, que se encontra concluída em 1790. A partir de então, os Arnauds
promovem a criação de escolas de fiação pelo método piemontês nalgumas
localidades de Trás-os-Montes e passam a fornecer seda torcida pelo referido
método, de qualidade, às fábricas de Bragança. E esta cidade, por seu lado, irá
atravessar uma das épocas de maior prosperidade da sua história. (...) Em
1790-1791, Freixo de Espada à Cinta, em obediência a uma longa tradição vinda
seguramente do século XVI, se não mais cedo, continua a fabricar os panos de
peneiras, tafetás, fumos e gravatas, trabalho este executado por mulheres, 38,
que, em igual número de teares, pertencentes a 4 empresários, registam uma
produção global de 975 peças de panos de peneiras, 38 gravatas e 6 280 côvados
de tafetás e fumos" (Fernando de Sousa, A Indústria das Sedas em
Trás-os-Montes (1790-1820), p. 66) (1 côvado era igual a 52,4cm)
"Mas era em
Bragança, então a maior e mais rica cidade transmontana, desde sempre o mais
importante centro desta indústria no Portugal do interior, que se registava uma
animação invejável, de tal modo que a vida económica da cidade assentava fundamentalmente
em tal actividade. As suas fábricas, com 232 teares e 9 tornos, em 1794, empregavam
915 pessoas – 407 fabricantes de seda e 508 mulheres –, além de 11 torcedores
de seda, e 24 tintureiros, isto é, mais de 18% da sua população total. Nos seus
tornos, eram preparados 4 500 arráteis de seda ao ano. E as suas cinco
tinturarias, com excepção de uma modesta tinturaria em Chacim, as únicas
existentes em toda a província de Trás-os-Montes, encontravam-se reputadas a
nível nacional." Fernando de Sousa, op.cit.p.72
"A escassez de
capitais, quer em Chacim, quer em Bragança, onde – apesar de malograda
tentativa efectuada pela Real Companhia das Sedas –, nunca surgiu um projecto
endógeno, aglutinador, que congregasse efectivamente os Arnauds e os
negociantes e fabricantes de sedas da região, revelou-se dramática para a
indústria das sedas em Trás-os-Montes. Para continuar, as sedas trasmontanas
necessitavam de mercados garantidos e de aperfeiçoamentos contínuos. Só que as
invasões francesas e a extinção do regime de monopólio do mercado brasileiro
destruíram aqueles e impediram estes. Após 1813-1814, os esforços dos Arnauds
para arrumarem e disciplinarem a casa trasmontana quanto à criação do bicho da
seda, produção de casulo e fiação, revelam-se infrutíferos, os fabricantes de
Bragança debatem-se com dificuldades crescentes quanto à venda dos seus
tecidos, e o Estado mostra-se cada vez mais renitente em intervir, abandonando
a indústria das sedas daquela região à sua sorte." Fernando de Sousa,
op.cit.p.97
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor
o título: “História da Indústria das Sedas em Trás-os-Montes” Vol. I e II]quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
O gato-bravo no Nordeste Transmontano
“O Gato-Bravo no
Nordeste Transmontano” de Margarida Lopes Fernandes
fotografias de Jürgen
Borris
direcção de arte de
Fernando Correia e Nuno Farinha
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível
da colecção Património Natural Transmontano os seguintes títulos: “Cogumelos”
de Francisco Xavier Martins; “Flora da Região Demarcada do Douro” de António Luís
Crespi, Adriano Sampaio, Sónia Fernandes; "Parque Natural de Montesinho"; “A Amendoeira” de António Manuel
Monteiro, Vítor Pinto Cordeiro, José Gomes-Laranjo; “A Avelã” Projecto AGRO
162; “O Picanço-de-dorso-ruivo” de Luís Reino; “Tordos de Portugal e do Paleártico
Ocidental” de Nuno Farinha; “A Perdiz” de Agostinho Beça; “A Lontra” de Nuno
Farinha; “O Javali” de Carlos Fonseca e Fernando Correia]
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Falo-vos da montanha - poeticamente
“Falo-vos da
Montanha – poemas” de António Cabral
edição de autor
17 de Outubro de
1958
APOSTO AO “HOMEM MENSURA”
As palavras húmidas
Do suor nascido
E corrido das
Paredes do cérebro;
Do suor nascido
E corrido das
Paredes do cérebro;
As palavras idas
No corpo do vento,
Vindas no comboio
Noturno dum sonho;
No corpo do vento,
Vindas no comboio
Noturno dum sonho;
As palavras dadas
Na respiração
Dos poros, nas mãos
Marcadas de terra;
Na respiração
Dos poros, nas mãos
Marcadas de terra;
Essas é que dão
Lugar à ternura
E gritam o homem
Dos pés à cabeça.
Lugar à ternura
E gritam o homem
Dos pés à cabeça.
Ao reler os magníficos poemas de A. C., ocorrem-me as conhecidas palavras de Walt Whitman: “Aquele que tocar este livro toca um homem”. Efectivamente, “Falo-vos da Montanha” – o último livro de poemas de A. C. – significa algo mais que um belo livro de poesia. Prescinde, o autor, daquilo que Hernâni Cidade chamou “poesia-jogo” e do verbalismo exagerado de alguns poetas de vulto, entre os quais poderiamos citar F. Pessoa, para nos introduzir no reino da poesia autêntica. Não receia as palavras nuas e sangrentas, que dizem “a verdade das suas horas de homem”. Mais ainda: Ele procura essas “palavras talhadas à feição dos ossos”, porque aquele poeta que o habita,
…Tem os pensamentos/Amontoados/À espera da palavra/E,/Luta por ela esfarrapando o tempo.
[CHAVES, Dinis –
António Cabral o humaníssimo poeta de “Falo-vos da Montanha”. A Voz de
Chaves. Chaves (01-01-1959)]
Poeta da paisagem,
a que se liga pelos laços da sua paisagem interior, religiosamente calmo
perante os sucessivos partos da natureza (as espáduas da montanha por onde
escorrem tranças de lua; o bailar das sombras na festa do pôr do sol…), António
Cabral é, no entanto, um poeta do homem, dessa gente humilde com palavras
torcidas em raivas humaníssimas… (…) A crença nas palavras, como quando as
canta se prova, grava no poema uma claridade fina, às vezes quente, outras
suavemente frágil: Palavras que sejam / O ritmo do sangue / E tenham a altura /
Toda duma alma.
[BRITO, Casimiro de
– Título do artigo. Cadernos do meio-dia: antologia de poesia, crítica e ensaio.
Faro. N.º 4 (fevereiro, 1959)]
Escreve algures
Dâmaso Alonso que a poesia é um nexo entre dois mistérios: o do poeta e o do
leitor… Esta afirmação tem inteira aplicação ao caso de António Cabral.
O leitor não pode superficialmente permanecer numa atitude passiva perante a sua poética. É que ela prende-o, absorve-o, e arrasta-o. Impregnada dum poder mágico – que outras não se ufanam de desfrutar – esta poesia possui algo que a especifica, que lhe confere uma tonalidade própria.
Além disso, deste livro que é o segundo (sic) do Autor, desprende-se uma densidade que não se afigura vulgar. E parece-me que é essa densidade – com raízes em Torga e Teixeira de Pascoais – mas possuidora simultaneamente dum cunho pessoal inegável, que poderá classificar-se como a principal característica do jovem poeta.
O leitor não pode superficialmente permanecer numa atitude passiva perante a sua poética. É que ela prende-o, absorve-o, e arrasta-o. Impregnada dum poder mágico – que outras não se ufanam de desfrutar – esta poesia possui algo que a especifica, que lhe confere uma tonalidade própria.
Além disso, deste livro que é o segundo (sic) do Autor, desprende-se uma densidade que não se afigura vulgar. E parece-me que é essa densidade – com raízes em Torga e Teixeira de Pascoais – mas possuidora simultaneamente dum cunho pessoal inegável, que poderá classificar-se como a principal característica do jovem poeta.
[GERALDES, J.
Almeida – “Falo-vos da montanha” por António Cabral. Novidades. Lisboa
(08-11-1959)]
Jean Cossou afirmou:
“Il n’est de problème que de l’homme, et il ne peut être de poesie que de
l’homme”.
A poesia é, pois, o homem com as suas frustrações, os seus problemas e a sua posição perante a vida e perante Deus.
A poesia é, pois, o homem com as suas frustrações, os seus problemas e a sua posição perante a vida e perante Deus.
“Falo-vos da
Montanha” é a síntese desse fenómeno exclusivamente humano e profusamente
ilustrado por poemas recheados de pureza e propriedade de estilo, de apurado
sentido rítmico, de todas as características, enfim, que assinalam ao autor uma
personalidade de autêntico poeta.
[MIRANDA, Alberto –
Falo-vos da montanha (poemas de António Cabral. Amigos de Bragança. Bragança (1967)]
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. A utilização e/ou reprodução total ou parcial deste texto está sujeita ao Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos. Para mais informação consultar http://www.spautores.pt. http://www.antoniocabral.com.pt/livros/poesia/falo-vos-da-montanha/#ixzz3vRh3DUM9
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... |
Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os seguintes
títulos do autor: “Falo-vos da Montanha”, “Entre o Azul e a Circunstância”, “Ouve-se
Um Rumor” Poemas de António Cabral + “Entre Quem É” - «Este caderno é um anexo de
“Ouve-se Um Rumor” e não pode ser vendido separadamente.», “Antologia dos
Poemas Durienses”, “Bodas Selvagens”, “O Rio Que Perdeu As Margens”, “A
Tentação de Santo Antão”; “Viajar Com... António Cabral” de A.M. Pires Cabral]
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Miguel Torga - telúrico e humanista
“Miguel Torga – O
Simbolismo do Espaço Telúrico e Humanista nos Contos” de Vítor José Gomes
Lousada
O autor «nasceu em
Adoufe, concelho de Vila Real, em 30.10.1961. Licenciou-se em Línguas e
Literaturas Modernas na Faculdade de Letras do Porto (1989). Obteve o
Certificado de Estudos na Componente Ciências da Educação, no CIFOI', UTAD
(1992), com 17 valores. E obteve também na UTAD (1993) o C.I'.F.A.P, com a
mesma classificação. Em 1993 foi certificado pela Universidade de Salamanca,
com a classificação de "sobresaliente", com o Curso de Doutorado de
3° Ciclo, "Suficiência Investigadora", no Departamento de Filologia
Moderna (Área Galego & Português).
Fez doutoramento em Filologia Moderna
(2000), com a tese subordinada ao tema "O simbolismo do Espaço Telúrico e
Humanista no conto de Miguel Torga", com a classificação de
"sobresaliente cum laude", por unanimidade. Foi professor do ensino
secundário nas escolas de S. Pedro (Vila Real), C+S, dos Aregos (Chaves),
Camilo Castelo Branco (Vila Real) e na UTAD, desde 1990, leccionando:
Linguística e Ensino do Português, Língua Portuguesa III, Literatura Infantil e
Juvenil e Didáctica do Ensino do Português. Foi director de turma, coordenador
de múltiplas tarefas na área do ensino, corrector de exames nacionais.
É sócio
da APP (Associação de Professores de Português), da Associação Portuguesa de
Linguística e Secretário da Assembleia Geral do Círculo Cultural Miguel Torga.
No campo da investigação tem uma actividade assinalável, com largas dezenas de Trabalhos apresentados
em congressos, seminários, debates, muitos dos quais publicados em revistas e
livros da especialidade. Ministrou dezenas de acções de formação.» In iii
volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
Disponível na
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos
– lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também do autor disponível
o título: “Viajar com... Miguel Torga]sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Cogumelos, etnomicologia transmontana
“Cogumelos” de
Francisco Xavier Martins
O surpreendente
mundo da micologia está mais rico com o lançamento do livro «Cogumelos», da
autoria do micólogo Francisco Xavier Martins.
A obra
contempla uma introdução ao ciclo biológico e ecológico dos fungos, a sua
identificação, o aproveitamento dos recursos micológicos, bem como usos na
cozinha e conservação. As intoxicações e tratamento, o uso medicinal e uma
contribuição para a etnomicologia trasmontana, são outras das componentes, já
que é feita uma descrição de algumas das espécies de Trás-os-Montes, sem
esquecer as espécies tóxicas e venenosas. O autor e especialista em Micologia
dá, igualmente, a conhecer as potencialidades do aproveitamento dos cogumelos
como recurso florestal, natural e renovável, susceptíveis de gerar rendimentos acrescidos
aos homens da terra.
Segundo Francisco Xavier Martins, o livro “é um fruto amadurecido ao longo dos anos, que ser uma janela aberta para o mundo da Micologia”.
Além disso, constitui o primeiro registo da etnomicologia da região trasmontana na área dos usos e costumes, em que os cogumelos são citados com adágios populares, canções e receitas culinárias.
Segundo Francisco Xavier Martins, o livro “é um fruto amadurecido ao longo dos anos, que ser uma janela aberta para o mundo da Micologia”.
Além disso, constitui o primeiro registo da etnomicologia da região trasmontana na área dos usos e costumes, em que os cogumelos são citados com adágios populares, canções e receitas culinárias.
Na óptica do micólogo, “o livro não pretende ser um guia de cogumelos, mas sim
uma primeira aproximação à micologia, para que o leitor se aperceba que os
cogumelos são bons, não só no prato, mas também no campo medicinal”.»
[Diário de Trás-os-Montes]
Subscrever:
Mensagens (Atom)





































