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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Contos da Terra Quente


“O Senhor da Terra Quente e outros contos” de António Fortuna
9 desenhos de Espiga

Viva o Cardeal D. Henrique
No Inferno muitos anos
Que nos deixou Portugal
Entregue aos Castelhanos
(quadra popular)


Um frio matinal, vindo de Espanha, fustigava a Terra Quente. Manuel alimentava os animais, fortalecendo-os para as tarefas do dia que rompia negro como a alma das gentes do Pópulo. O nevoeiro cerrado escondia a esperança de encontrar um rumo e contrariar a orfandade em que se encontravam. Aquele não era como o nevoeiro do Tejo, trazido por alguma corrente quente do norte de África.
Manuel e o filho, Luiz, apresentaram-se com os bois, como de costume, à portada do Conde para ganhar a jeira. (...)

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os títulos “Da Rua dos Poetas” (poesia) de 2006, “A Chave do Degredo” (sonetos) de 2007 e “Sonata ao Douro” (poesia) Prémio Nacional de Poesia 2010 Fernão de Magalhães Gonçalves,  e “Frescos da Memória” (contos) de 2010, “O Sétimo Sentido” de 2013, “Terra” colectânea de poesia e fotografia de Cultura Que Une]

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Terra - cultura que une


Terra”

edição: Cultura Que Une

fotografias e poemas da Galiza e Norte de Portugal

fotografia: António Pinto, Anxo Cabada, Catarina Almeida, Diogo Cardoso, Fernando Ribeiro, Iván Merayo, João Madureira, Maribel Valdivieso Varela, Santi Amil, Xosé Luís Alonso.

poesia: Alfredo Ferreira, Amadeu Baptista, António Fortuna, Berta Davila, Carlos Da Aira, João Madureira, José Braga-Amaral, Ramiro Torres, Virgínia do Carmo, Yolanda Castaño.

Activando o presente código [no livro] podes aceder ao recitado das poesias e às fotos do livro.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Manual de sobrevivência moral da humanidade

“O Sétimo Sentido” de António Fortuna

Quando se desce ao inferno da mente, é-se forçado a descobrir quão ténue é a barreira entre a vida e a morte. Devemos, então, impressionar-nos com a morte?
Parece-me que não.
Os cobardes é que se impressionam com a morte física, sem se incomodarem com a morte moral que os ceifou. Esses, apenas se movem em um corpo com armação de vida fátua, deambulando embrulhados em capas de mentira, não sabendo, os tristes, que o diabo tem uma capa para tapar e um chocalho para tocar, que é o mesmo que dizer:tudo se descobre neste mundo, sobretudo se se está moralmente morto.
Não, a mim não me impressiona a morte! A morte, em mim banalizou-se e parece-me que não a temo. Venha, quando vier! Venha, quando quiser! Enfrentá-la-ei, sem lhe conhecer o rosto, nem a alma. Encaro-a com a banalidade com que encaro um nascimento.
Por isso, estou vivo, são e escorreito para enfrentar as maleitas de que padece a Condição Humana. Mas, por favor, não me peçam para pactuar com ferozes hipocrisias.
Texto do Prólogo, por António Fortuna

«António Fortuna, que junta à sua condição de pedagogo as de poeta e ficcionista, acaba de publicar o seu sexto livro, saído, como os restantes, na Tartaruga, a operosa editora de Chaves, com capa de Espiga Pinto.
Intitula-se O sétimo sentido e é um livro de difícil catalogação. Pode-se pensar que se trata de uma pequena novela, aliás de acção muito escassa e lenta, centrada na figura do advogado Dr. Daniel. Mas na verdade, esta obra é mais um ensaio, um conjunto de reflexões oportuníssimas sobre a busca de valores como a autenticidade, a honestidade, a solidariedade, e o rebater dos vícios opostos. Poderíamos de certa maneira defini-lo como um manual de sobrevivência moral da humanidade.
Como diz Henrique Morgado, no texto da contracapa: «Há livros que veiculam mensagens e tocam fundo na alma humana. Livros, cujas páginas ressumam vida e fomentam os ideais de justiça, liberdade e altruísmo, ao mesmo tempo que apelam à lucidez e denunciam a maldade, a ganância, o egoísmo.» [Grémio Literário Vila-Realense]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os títulos “Da Rua dos Poetas” (poesia) de 2006, “A Chave do Degredo” (sonetos) de 2007 e “Sonata ao Douro” (poesia) Prémio Nacional de Poesia 2010 Fernão de Magalhães Gonçalves,  e “Frescos da Memória” (contos) de 2010]

domingo, 6 de janeiro de 2013

Tertúlia literatura & ciência


Tertúlia “Máquinas Simples – Arquivos da Memória?” por António Fortuna
dia 12 de Janeiro de 2013 (sábado), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real

Objectivo:
«Literatura e Ciência – pretende ser uma viagem à História da Ciência, no barco da Literatura Portuguesa, promovendo a intertextualidade. O orador propõe-se desvendar a ligação íntima entre as obras de alguns escritores e as invenções / descobertas de alguns cientistas, aproveitando as necessidades compulsivas de ambos na busca do conhecimento, uns, através da escrita, outros, da actividade experimental.»


Será que um poema poderá ser convertido numa fórmula de uma experiência em físico-química? Será que um professor da área de ciências poderá utilizar a literatura promovendo a interdisciplinaridade no ensino-aprendizagem da sua escola? Venha descobrir. Serão utilizados autores e literatura transmontana. Participe. Ouse experimentar...

Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- dia 19 de Janeiro de 2013 (sábado), pelas 21h00: curso “Harmonizar vinho e gastronomia”, incluído na Prova dos Cinco (sentidos);
- dia 20 de Janeiro de 2013 (domingo), pelas 08h00: a cada terceiro domingo do mês, Lagoa Trekking organiza um passeio pedestre;
- dia 26 de Janeiro de 2013 (sábado), pelas 20h00: jantar vínico no restaurante Terra de Montanha, incluído na Prova dos Cinco (sentidos);
- dia 02 de Fevereiro de 2013 (sábado), pelas 21h00: apresentação de “Colheita de Incertezas” de Armando Sena, com a presença do autor;
- dia 09 de Fevereiro de 2013 (sábado), pelas 21h00: apresentação das novas compotas pela Associação de Desenvolvimento de Justes

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Contos de Bruçó


“Frescos da Memória” de António Fortuna

«Quanto à obra, segundo António Fortuna, retrata a sua “passagem por Bruçó, no concelho de Mogadouro”, onde fez a 4ª classe e onde passava férias. O período entre os seus 9-10 anos serve de inspiração a vários capítulos que contam, cada um, uma história única mas que se entrelaçam através de uma sequência temporal. “O livro permite uma leitura contínua porque segue uma sequência temporal mas cada conto é uma história individual”, explica o autor.
(...) Os capítulos são acompanhados por diversas aguarelas da autoria de Abel Fortuna, que ilustram e dão vida aos contos.» [Notícias de Vila Real]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “Da Rua dos Poetas” (poesia) de 2006, “A Chave do Degredo” (sonetos) de 2007 e “Sonata ao Douro” (poesia) Prémio Nacional de Poesia 2010 Fernão de Magalhães Gonçalves]

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Douro dos poetas

“Sonata ao Douro” de António Fortuna, prefácio Ana Paula Fortuna
Prémio Nacional de Poesia – 2010 – Fernão de Magalhães Gonçalves

«É mais um livro de poemas dedicado ao Douro, esse manancial inesgotável de inspiração poética. A poesia de António Fortuna é de uma grande frescura, com alguma predilecção por formas tradicionais, entre as quais o soneto, mas não enjeitando o verso livre e até o poema em prosa, quando esses formatos são mais aptos a exprimir as suas emoções.» [Grémio Literário Vila-Realense]

AMOR AO DOURO

(Tintas aguadas)

Há muito tempo que não vou ao Douro,
Mas sei que sempre posso imaginá-lo. . .
E porque não(!) pecar e desenhá-lo,
Mordendo a maçã daquele tesouro.

Levantei voo, então, de um miradouro,
Desenhando uma cobra a retratá-lo.
Lutei durante horas pr'a curvá-lo,
Fazendo do inferno ancoradouro.

Pintei de azul as águas de garoto
P'ra que estrelas do céu o navegassem
E as vidas dos humildes fermentassem.

Pintei o néctar e risquei suor,
Escorrendo dos socalcos em castanho.
Se o não pintei, tentei escrever-lhe o amor!

António Joaquim Lopes Fortuna nasceu em Luanda em 1958, vindo para Trás-os-Montes com dois anos de idade. Licenciado em Ensino de Física e Química pela Universidade do Minho, é professor na Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco, em Vila Real, e foi professor convidado na Escola Superior de Enfermagem de Vila Real durante 15 anos, leccionando a disciplina de Biofísica.
Participou em "Histórias Tiradas da Gaveta",  nº 8 da Colecção Tellus, e no "Pequeno Cancioneiro de Natal", edições da Câmara Municipal de Vila Real.
Participou, ainda, com contos e poesia no Boletim Cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco, do qual é elemento da Direcção. É colaborador do jornal "À Procura" da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, e foi durante oito anos, colaborador do jornal "Notícias de Vila Real", onde, nas suas crónicas inclui alguma da sua poesia.
Colabora, actualmente, com artigos de opinião, no jornal "Semanário Transmontano".
Em 2000, obteve o 1º prémio no Concurso Literário "Um Conto de Natal", promovido pelo jornal "Notícias de Vila Real".
Colaborou como membro do júri do Concurso de Contos de Natal promovido pelo Grémio Literário Vilarealense, nos anos de 2007 e 2008.
Em 2009, colaborou com o conto "Manel Zé, caçador de pássaros", na Antologia "Páginas de caça na Literatura de Trás-os-Montes, (selecção de textos e organização de A. M. Pires Cabral), Edição da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e da Âncora Editora.
 
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “Da Rua dos Poetas” (poesia) de 2006, “A Chave do Degredo” (sonetos) de 2007, e “Frescos da Memória” (contos) de 2010 pela Tartaruga]