quarta-feira, 30 de abril de 2014

Traga-Mundos em Ciências do Desporto, Exercício e Saúde




A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real foi convidada para estar presente com uma banca de livros, e mais algumas coisas e loisas, no Congresso de Comemoração dos 25 anos do Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde da UTAD – 1, 2 e 3 de Maio de 2014


«O Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde (DCDES), da Escola de Ciências da Vida e do Ambiente, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro irá realizar um Congresso comemorativo dos 25 anos da sua existência. Para o efeito conta ainda com o apoio do CIDESD.
Ao longo dos últimos 25 anos, o DCDES tem proporcionado aos alunos uma formação científica  de excelência no âmbito das Ciências do Desporto, nas vertentes do Treino de alto rendimento, Educação Física escolar, Exercício e Saúde, Psicomotricidade, possibilitando diversas áreas de especialização ao nível do 2º e 3º ciclos.
O Congresso de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde tem como objetivo proporcionar um momento onde diferentes especialistas nacionais e internacionais poderão apresentar, discutir e trocar ideias no domínio do Treino, da Pedagogia, da Psicomotricidade, do Exercício e Saúde, entre outras áreas.
Para além de sessões temáticas abrangentes a diferentes áreas de interesse, ocorrerão também apresentações de interesse mais específico e wokshops com caráter de aplicação prática.
O evento terá lugar nos dias 1, 2 e 3 de maio de 2014 (quinta, sexta e sábado), na na Aula Magna e Complexo Desportivo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real.»

terça-feira, 29 de abril de 2014

Vozes poéticas de Vítor Nogueira


“Segunda Voz” de Vítor Nogueira

(Tiragem Única de 250 exemplares)
Capa de Daniela Gomes.
Paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus.
Averno 066, 2014.



Filtro



para o Zé Prata e o Mário Prata

Assalta-te por vezes a lembrança desse trio
numa tarde de Agosto. Uma tarde certamente
já esquecida por qualquer dos outros dois.


Atrás do cemitério, na sombra de uma tília:
o tabaco, a música, as encostas e o rio,
tudo aproveitado como sempre

até ao filtro. Estivéreis naquele lugar
vezes sem conta, vós e outros,
durante os longos, breves anos de liceu.

E entretanto o liceu, ali ao lado, vazio
e mudo como o próprio cemitério, menos
de dois meses sobre o derradeiro exame.

Por encobertas razões te ocorre agora:
dos três, vieste a ser o único a ficar livre
da tropa. Da vida, em todo o caso, talvez não.

Haveis de concordar, se alguma vez falardes
disto: éreis tão novos naquela primeira tarde
em que vos sentistes velhos.


- Vítor Nogueira
in Segunda voz, Averno

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os títulos: “Bagagem de Mão” e “Mar Largo” “Modo Fácil de Copiar uma Cidade”pela &etc.; “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional” e “Senhor Gouveia” pela Averno; “Coração” livrinhos artesanais pelas artes d'O Homem do Saco, um poema único, com uma ilustração; dvd’s “Lembranças da Casa do Padre Filipe”, “Liceu Velho, Liceu Novo” e “A Lagoa”, do Museu do Som e da Imagem; participação em “Labrador”, “Telhados de Vidro” n.º 18 e “Em Lisboa, Sobre o Mar – Poesia 201-2010”]

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Velas naturais - 100% cera de abelha



Velas naturais – 100% cera de abelha

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

sábado, 26 de abril de 2014

LIVRARIAS como espaços de LIBERDADE!




LIVRARIAS como espaços de LIBERDADE!

A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro é um espaço de livraria especializada em autores e obras de e sobre Trás-os-Montes e Alto Douro. Por conseguinte, cerca de 100% das obras que acolhemos e disponibilizamos não se encontram nos hipermercados da cidade, nem da região, nem do País – e uma elevadíssima percentagem também não se encontram nas cadeias de livrarias nacionais nem em sites online.


Numa época em que a liberdade de expressão e de informação, consagrada na Constituição de 1976, se encontra na prática coarctada pelos grandes grupos de comunicação social generalista, detidos por grandes grupos económicos que os utilizam como veículos dos seus interesses. Em que o sistema de ensino cada vez mais tende a normalizar e uniformizar os alunos, através de exames únicos e de rankings de escolas nacionais. Em que vimos retroceder diversos direitos e garantias e espoliados das reformas os nossos pais e avós, justificados pela naturalização de falsas ideias e projectos hegemónicos. As livrarias independentes, oferecem um espaço de leituras alternativas, de cultura diversificada, plural, de diferentes perspectivas e opiniões, caleidoscópio de olhares e de correntes de sentimentos, de cidadania e saber pensar.

«A hipótese de que a pluralidade de ideias e expressões associada à edição seja reduzida em função de escolhas meramente mercantis é real e já pode comprovar-se na maioria das livrarias. Encontrar fundos de catálogo é tarefa muito difícil, ainda que falemos de livros dos mais importantes escritores portugueses das últimas décadas. Ampliando o arco temporal, a dificuldade acentua-se, e o mesmo acontece em áreas como a poesia, o ensaio, as ciências, as artes ou a filosofia. Tudo o que fuja á lógica da novidade tem menos espaço nas livrarias e o que não se vender rapidamente acabará por desaparecer. Resta saber se ainda podemos falar de um sector que divulga e disponibiliza ideias, pensamento e criação, assegurando-lhes circulação e alguma espécie de memória, ou se o mercado do livro é já outra coisa.» [Sara Figueiredo Costa, Le Monde Diplomatique – edição portuguesa, n.º 87, Janeiro 2014]

Restam e nascem, e resistem, algumas livrarias independentes, como espaços de LIBERDADE!

António Alberto Alves
25 de Abril de 2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril, SEMPRE!



25 de Abril, SEMPRE!

Para assinalar mais um aniversário do 25 de Abril, de 21 de Abril a 3 de Maio de 2013 está patente na Traga-Mundos uma exposição de alguns dos cartazes oficiais que a Associação 25 de Abril edita anualmente.
Estarão patentes cartazes originais de 1974-1975,1979, 1984, 1988, 1992, 1994, 1999, 2001, 2002, 2003, 2004, etc. São de assinalar algumas raridades, como os cartazes da autoria de João Abel Manta, Júlio Pomar, Relógio. Para além do cartaz oficial deste ano (2014), com o apoio da Associação 25 de Abril.
Por conseguinte, no dia 25 de Abril e no dia 1 de Maio, a Traga-Mundos também estará aberta, no seu horário habitual, das 10h00 às 20h00.

["Ressuscitemos os Cravos Vermelhos" de Otílio Figueiredo, romace, foi editado em 1977 - um título profético...]

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia Mundial do Livro no Liceu Camilo Castelo Branco



«O Dia Mundial do Livro foi assinalado na escola por duas iniciativas dinamizadas pela Biblioteca: a leitura do conto "S. Salvador do Mundo", de valter hugo mãe, pelas professoras Rosa Canelas e Leonor Vaz de Carvalho, no átrio principal, e uma feira do livro constituída por uma mostra de livros de/ sobre Trás-os-Montes e Alto Douro. Esta feira é organizada em colaboração com a Livraria Traga-Mundos, com a qual a Biblioteca mantém uma parceria.»



terça-feira, 22 de abril de 2014

Atelier "ervas de chá e a sua preparação"



Atelier “Ervas de chá e a sua preparação”
por Maria Feliz
dia 26 de Abril de 2014 (sábado), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real

Identificar ervas de chá. Tipos de chás: chás verdes, chá semi-fermentado, chás pretos. Preparação do chá. Considerações gerais para uma boa chávena de chá. Virtudes do chá: estudos médicos, sabedoria popular, mezinhas.

Solicita-se aos participantes que tragam:
- 1 ou 2 canecas de louça
- e um caderno para apontar, nomeadamente as receitas de preparação de diferentes chás.

Tragam também boa disposição e vontade de degustar chás em boa conversa!

Preço
10€ por pessoa - desconto especial a estudantes: 8€
[número mínimo de pessoas: 8, número máximo: 12]

A pré-inscrição pode ser feita desde já, na Traga-Mundos, ou pelos seguintes contactos: 259 103 113, 935 157 323, traga.mundos1@gmail.com, e o pagamento da inscrição deverá ser feito até 25 de Abril, na Traga-Mundos ou por transferência bancária para o NIB 0033 0000 50068664116 05.

António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- de 21 a 30 de Abril de 2014: exposição dos cartazes oficiais do 25 de Abril, editados pela Associação 25 de Abril.
- dia 29 de Abril de 2014, terça-feira, pelas 21h00: tertúlia “Guiné-Bissau e Guiné Equatorial: a Língua Portuguesa que nos une?” pelo grupo de estudantes da Guiné Equatorial;
- dia 17 de Maio de 2014, sábado, pelas 21h00: apresentação de “sou uma linda borboleta azul” um conto de Cláudia Guedes, ilustrações de Margarida Hoc.
- dia 18 de Maio de 2014, 3.º domingo do mês, pelas 7h30: passeio pedestre pelo Trilho de Miguel Torga.
Nos meses de Maio, Junho e Julho a Traga-Mundos irá acolher três diversas exposições de fotografias a preto-e-branco de Eduardo Teixeira Pinto (1933-2009), insigne fotógrafo nascido em Amarante e detentor de diversos «prémios em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente o Grande Prémio de Camões (1960), na época, uma das mais altas distinções a nível nacional».

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga



“Entre Quem É! – Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga” de Maria da Assunção Anes Morais

Um importante livro que abarca dois aspectos fundamentais e de interesse geral: por um lado, foca tradições específicas da região transmontana, algumas das quais em vias de extinção como, por exemplo, a chega de bois, a vezeira, o forno comunitário, o auto da paixão, a matança, as malhadas; por outro, todo o estudo, levantamento, análise e problematização tem por base os dezasseis diários torguianos.

“Entre Quem É! Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga” reflecte dois gostos de índole pessoal da autora: por um lado, a admiração pela escrita de Miguel Torga e, por outro lado, o carinho pelas raízes que nos ligam a esta região e a tudo o que lhe diz respeito.
É um trabalho de cariz científico que se encontra dividido em três grandes capítulos intitulados: “Diário e o Diário de Miguel Torga”; as “Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário Torguiano”; e “O Diário e a obra de Torga nas aulas de Português”.

«o estudo de Maria da Assunção Anes Morais (...) constitui apreciável contributo para o aprofundamento de um dos vectores mais importantes na obra de Miguel Torga (...). Percorrem-se atentamente as centenas de páginas da obra do escritor transmontano e, a partir da sistematização das oportunas e abundantes ocorrências, consideram-se com pertinência e muito cuidado os costumes, as crenças, as festas, as romarias, as composições orais tradicionais (canto das malhas, teatro popular, lendas), tudo quanto, nesse "reino maravilhoso" impressionou o saber e a sensibilidade do médico e escritor, mas, poder-se-á acrescentar, de um muito atento observador de vocação etnográfica, com curiosidade de antropólogo (...)» Prof. Doutor João David Pinto Correia, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do Centro de Tradições Populares Portuguesas


Maria da Assunção Anes Morais – Natural de Chaves, as suas raízes, bem profundas em terras transmontanas e barrosas, são razão suficiente para justificar o seu amor à terra e ao que de mais genuíno se pode encontrar nessas paragens.
Licenciou-se em Humanidades na Faculdade de Filosofia de Braga- Universidade Católica Portuguesa. Estagiou na Escola Secundária/3 Sá de Miranda, em Braga e tornou-se Professora de Português e de Latim.
A paixão pela língua portuguesa e pela literatura leva-a a matricular-se no Mestrado em Ensino da Língua e Literatura Portuguesas, na Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro, que concluiu com uma dissertação no estudo da Obra de Miguel Torga e das tradições da sua região.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

[recordamos que temos o compromisso de sempre disponibilizar a obra completa de Miguel Torga: poesias, diários, teatro, contos, romance, ensaios e discursos; também os títulos “Dar Mundos Ao Coração – Estudos sobre Miguel Torga” organização de Carlos Mendes de Sousa, “Miguel Torga – o simbolismo do espaço telúrico e humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada, “Miguel Torga – A Força das Raízes (Um itinerário transmontano)” e “Dois Homens num só Rosto – Temas Torguianos” de M. Hercília Agarez, “O essencial sobre Miguel Torga” de Isabel Vaz Ponce de Leão, “Uma longa viagem com Miguel Torga” de João Céu e Silva, “Miguel Torga: O Lavrador das Letras – Um Percurso Partilhado” de Cristovão de Aguiar, “A Viagem de Miguel Torga” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, “Miguel Torga – o drama de existir” de Armindo Augusto, “Ser e Ler Miguel Torga” de Fernão de Magalhães Gonçalves; também os álbuns de Graça Morais (“Um Reino Maravilhoso”) e de José Manuel Rodrigues (“Portugal”); “O meu primeiro Miguel Torga” escreveu João Pedro Mésseder, Inês Oliveira ilustrou]

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Protocolo de cooperação: Traga-Mundos & UTAD



A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro e a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real, assinaram um protocolo de cooperação, que visa enquadrar, facilitar e potenciar um trabalho conjunto: «Ambas as instituições, desejando promover e fomentar o desenvolvimento sociocultural da região acordam estabelecer relações de cooperação através do presente PROTOCOLO. (...)

O presente protocolo estabelece os princípios gerais e as condições nas quais se desenvolverá a colaboração entre as duas instituições.

Os objetivos do presente protocolo são, em traços gerais, a promoção de iniciativas culturais e artísticas conjuntas que contribuam para o desenvolvimento sociocultural da região.

Estes acordos poderão abranger, entre outros, os seguintes aspetos:
a) Promoção de atividades culturais e artísticas comuns, tais como: organização e intercâmbio de exposições, lançamento de obras, feiras do livro ou outras que de alguma forma se insiram no âmbito da missão de ambas as entidades;
b) Acolhimento de estágios curriculares das licenciaturas da UTAD pela Traga-Mundos;
c) Produção e edição de publicações;
e) Colaboração em eventos científicos, artísticos e culturais vários tais como: apresentações de obras, encontros, jornadas de várias áreas do conhecimento.»

O referido protocolo foi assinado a 3 de Abril de 2014, entre António Alberto Alves, pela Traga-Mundos, e o Prof. Dr. Artur Cristóvão, Vice-Reitor para o Planeamento, Estratégia e Organização, pela UTAD.

De salientar, que este protocolo vem formalizar uma colaboração que já vinha a acontecer desde 2012, nomeadamente em parceria com o Círculo Cultural da UTAD e pelo convite à participação da Traga-Mundos em eventos na UTAD (banca de livros em diversos seminários, mostra de livros de Trás-os-Montes e Alto Douro, etc) e pelo acolhimento na Traga-Mundos de obras, lançamento de livros, exposições, tertúlias de docentes e alunos da UTAD. Actualmente, a Traga-Mundos acolhe a exposição “Cristais, Minerais & Petroarte”, pelo Museu de Geologia Fernando Real da UTAD, até ao dia 19 de Abril.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cão de gado transmontano



 “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, 
ilustrações de Cristina Borges Rocha

«O Farrusco nasceu durante a primavera, em Trás-os-Montes. Cresceu como filho varão numa época em que eram mais abundantes os rebanhos do que os pastos. Os seus pergaminhos remontam ao mastim medievo, cruzamento de cão com lobo, e o sangue que lhe corre nas veias e a pelagem lobeira, entre outros requisitos que assistem a sua raça, talharam o seu destino desde que brincava no terreiro ainda cachorrinho. Aliás, ficou tudo estabelecido há tempos imemoriais: o Farrusco seria um cão de gado transmontano, pois então!».

A novela Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano é o novo livro de Isabel Mateus. A autora regressa assim às suas raízes fundas na ruralidade portuguesa através das sucessivas aventuras e dissabores do seu protagonista Farrusco. Os pergaminhos do Farrusco como cão de gado talharam o seu destino desde que brincava no terreiro ainda cachorrinho para vir a ser no seu mester um dos caibros responsáveis pela sustentação da trave do lar do seu senhor e da economia transmontana.

Sem ainda ter atingido a idade adulta e sem coleira, o Farrusco atirou-se ao lobo com a mesma coragem do seu pai, o Leão. Mais tarde, desarmou os ladrões de gado e devolveu sem demora o rebanho à corte; decifrou o mistério das galinhas feiticeiras; e, pacientemente, assistiu a Mocha durante o difícil parto dos cordeirinhos gemelgos no alto do monte. E sem ele o que teria sido feito do rebanho na Feira das Cerejas, à mercê de mãos gatunas? Mas os episódios da sua saga não se esgotam aqui. O que fará o Farrusco quando o seu amo - o pastor Augusto - tiver passado a fronteira à semelhança dos demais em anos anteriores?


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponível da autora os títulos: “O Trigo dos Pardais”, “Outros Contos da Montanha”, “Contos do Portugal Rural / Tales of Rural Portugal” introduction and translation by Patricia Anne Odber de Baubeta, “A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa”, “A Viagem de Miguel Torga”, “A Terra da Rainha – Retratos Portugueses no Reino Unido” e “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos”]

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Apresentação de escritos sobre arte




A livraria Traga-Mundos foi convidada para estar presente com uma banca de livros da autora no lançamento do livro “Modernidade avulso: escritos sobre arte” de Isabel Nogueira, com apresentação por Jorge Figueira, na Biblioteca Municipal Júlio Teixeira em Vila Real, no dia 17 de Abril de 2014, pelas 21h30. Os nossos agradecimentos!

Participe – e traga um@ amig@ também...

António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- de 25 de Março a 19 de Abril de 2014: exposição “Cristais, Minerais & Petroarte”, pelo Museu de Geologia Fernando Real da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
- dia 19 de Abril de 2014, pelas 21h00: à conversa com a escritora Isabel Maria Fidalgo Mateus – também sobre a sua última obra “Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano”;
- de 21 a 30 de Abril de 2014: exposição dos cartazes oficiais do 25 de Abril, editados pela Associação 25 de Abril.
- dia 26 de Abril de 2014, sábado, pelas 21h00: atelier de chás por Maria Feliz;
- dia 29 de Abril de 2014, terça-feira, pelas 21h00: tertúlia “Guiné-Bissau e Guiné Equatorial: a Língua Portuguesa que nos une?” pelo grupo de estudantes da Guiné Equatorial;
- dia 17 de Maio de 2014, sábado, pelas 21h00: apresentação de “sou uma linda borboleta azul” um conto de Cláudia Guedes, ilustrações de Margarida Hoc.
- dia 18 de Maio de 2014, 3.º domingo do mês, pelas 7h30: passeio pedestre pelo Trilho de Miguel Torga;
Nos meses de Maio, Junho e Julho a Traga-Mundos irá acolher três diversas exposições de fotografias a preto-e-branco de Eduardo Teixeira Pinto (1933-2009), insigne fotógrafo nascido em Amarante e detentor de diversos «prémios em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente o Grande Prémio de Camões (1960), na época, uma das mais altas distinções a nível nacional».

terça-feira, 15 de abril de 2014

Folha e flor de carqueja (Pterosptum tridentatum)



Flor de Carqueja (Pterosptum tridentatum)
Chá | Usado para inflamações, diabetes, colesterol, anti-oxidante, fígado, cefaleia.
Preparação: 2 colheres de chá em 0,5 litros de água fervente.

Folha e Flor de Carqueja  (Pterosptum tridentatum)
Chá | Usado para bexiga, hipertensão, circulação.
Preparação: 2 colheres de chá em 0,5 litros de água fervente.
Culinária | para arroz e carnes

produto natural
recolha e embalamento de Ad Justes – Associação para o Desenvolvimento de Justes

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
 [também da Ad Justes: doce de maçã e canela, geleia de alecrim, doce de castanha e jeropiga, doce de maçã e laranja, geleia de hortelã pimenta, doce de abóbora com amêndoas e noz, doce de maçã e laranja, geleia de marmelo, doce de tomate e maçã]



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Raúl Rêgo - o Jornalista e o Político



“Raúl Rêgo – o Jornalista e o Político” de Natália Neves dos Santos

"A minha geração foi uma das sacrificadas. Espero que o meu sacrifício aproveite à paz e progresso de meus filhos."

Raúl Rêgo, 1973
_____________________

«Homem da História e de estórias. Homem de palavra e de palavras. Homem de uma só cara e de múltiplas facetas. Assim foi Raúl da Assunção Pimenta Rêgo (1913-2002), mais conhecido por Raúl Rêgo (ou Raul Rego, na grafia actual), um dos protagonistas da história contemporânea portuguesa do século XX.

Transmontano nascido em Morais (Macedo de Cavaleiros), Rêgo deixou a terra-natal aos 13 anos, para prosseguir os estudos, ingressando na Congregação do Espírito Santo e do Imaculado Coração de Maria.

Abandonou o seminário poucos meses antes de ser ordenado sacerdote, mas nem por isso desprezou o que de melhor recebera durante os anos vividos enquanto seminarista: a bagagem intelectual e moral entretanto adquirida e a forte amizade que, naquele meio, construíra com um dos seus professores, o padre Joaquim Alves Correia, pessoa sobre quem o transmontano dizia ter sido a sua principal referência ao longo da vida.


De regresso ao mundo laico e secular, Raúl Rêgo desenvolveu uma vasta actividade profissional na imprensa, como jornalista, sofrendo, diariamente e durante décadas, o peso da censura que sufocou o país até à Revolução dos Cravos.

Ao mesmo tempo, acérrimo opositor do regime salazarista/marcelista, Rêgo participou em variados actos e movimentos antifascistas, evidenciando desde cedo a sua afeição aos ideais republicanos, democratas e socialistas pelos quais pautou a sua vida pública.

A estes atributos outros se adicionaram, em testemunho do vasto trajecto profissional, cívico e cultural que percorreu: professor, historiador, maçon, homem da arte e da cultura. Partindo da reconstituição e da interpretação das suas principais vivências entre 1913 e 1974, somos convidados a revisitar e a repensar conceitos e realidades que, estranhamente ou não, nos deveriam ser mais próximos e familiares nos tempos que correm: democracia, direitos humanos, cidadania, educação cívica, patriotismo, escola pública, justiça, igualdade perante a lei, solidariedade, tolerância, justa distribuição da riqueza, cooperação internacional.

Em última instância, esperamos que, com o presente trabalho de investigação sobre Raúl Rêgo, possamos contribuir também para o despertar desses valores cívicos.»
[texto inserido na contracapa da autoria de Natália Neves dos Santos]



A obra é da autoria da historiadora Natália Neves dos Santos, que sob a orientação do Professor Doutor Luís Reis Torgal (autor do prefácio da obra final que agora se publica) apresentou, em 2007, uma dissertação de mestrado sobre o transmontano que, como sublinha a autora, “desenvolveu uma vasta actividade profissional na imprensa, como jornalista, sofrendo, diariamente e durante décadas, o peso da censura que sufocou o país até à Revolução dos Cravos.”
“Raúl Rêgo - o Jornalista e o Político” é assim uma obra cujo sentido que sempre faria assume agora um enfatizado simbolismo no ano em que se comemoram os 40 anos do 25 de Abril.
Por todos os óbvios motivos, este foi um desafio que surgiu e ao qual não poderíamos responder de outra forma que não a afirmativa.

[A foto é de Rui Ochoa, que gentilmente cedeu os respectivos direitos de utilização para dar rosto à capa da obra]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também o título: “História da República – Volume I – A Ideia e a Propaganda” de Raúl Rêgo]

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O Alto Douro vinhateiro



“O Alto Douro Entre o Livre-Cambismo e o Proteccionismo” de Carla Sequeira


Partindo dos debates entre proteccionistas e livre-cambistas em torno da questão vinhateira, o livro O Alto Douro entre o livre-cambismo e o proteccionismo centra-se na análise do jogo de interesses entre produção e o comércio e entre o Douro e as outras regiões vitícolas portuguesas, buscando perceber a evolução das políticas de regulação e intervenção do Estado no sector do vinho do Porto entre 1852 e 1932, ou seja, entre as primeiras medidas de liberalização do fontismo e a estruturação do modelo corporativo. 
Presta-se especial atenção às consequências da legislação liberal de 1865 emergência de reivindicações pelo regresso a um regime proteccionista para a Região Duriense e à acção do Estado face à crise comercial do sector, a partir da década de 1880. Embora a literatura histórica sobre o Douro e o Vinho do Porto estabeleça, consensualmente, um período de liberdade de comércio entre 1865 e 1907, procura demonstrar aqui que o Estado nunca seguiu uma política totalmente livre-cambista, não só pelo intenso debate sectorial e regional, mas também pelo peso que o sector vitivinícola detinha na balança comercial portuguesa. Neste contexto, pretende-se ainda conhecer o grau de influência das elites durienses no regresso às modalidades proteccionistas de intervenção do Estado na economia duriense.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os títulos: “Arquitecturas da Paisagem Vinhateira” Natália Fauvrelle (coord.), “A Vinha e o Vinho em Portugal. Museus e Espaços Museológicos” Natália Fauvrelle (coord.), “Viver e saber fazer. Tecnologias tradicionais na Região do Douro. Estudos preliminares” Teresa Soeiro, Carlos Coelho Pires, Rui Cortes, José Alves Ribeiro, Hélder Trigo Marques, Gaspar Martins Pereira, Natália Fauvrelle, Nelson Campos Rebanda, José Alexandre Roseira, “Vinhos: arte e manhas em consumos sociais – A apreensão de uma prática sociocultural em contexto de mudança” de Dulce Magalhães, “Produzir e Beber. A Questão do Vinho no Estado Novo” de Dulce Freire, “Memórias do Vinho” de Maria João de Almeida e Paulo Laureano; “Vinhos do Douro” de Francisco Esteves, “Vinhos de Portugal. Da vinha ao vinho, variedades e regiões” de Ceferino Carrera, “Vinho do Porto e a Região do Douro. História da Primeira Região Demarcada” de Ceferino Carrera, “Paisagens de Baco. Identidade, Mercado e Desenvolvimento. Regiões Demarcadas: Vinhos Verdes, Douro, Dão, Bairrada e Alentejo” de Ana Lavrador]

quinta-feira, 10 de abril de 2014

À conversa com a escritora Isabel Mateus



À conversa com a escritora Isabel Mateus
também sobre a sua última obra “Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano”
dia 19 de Abril, sábado, pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


 Isabel Mateus marca encontro com os leitores no dia 19 de Abril, pelas 21h00, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, para falar um pouco de si e dar a conhecer melhor a sua obra. A autora vai revisitar os seus livros, dando destaque à novela “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano”.

Isabel Mateus nasceu em 1969 nas Quintas do Corisco, em Torre de Moncorvo. Obteve o grau de doutora em Literatura Portuguesa na Universidade de Birmingham, Reino Unido, onde reside desde 2001.
Sendo autora de sete livros, Isabel Mateus é mais conhecida por abordar na sua obra temáticas que incidem sobre a ruralidade portuguesa e a diáspora. Assim, em 2011, o seu livro "O Trigo dos Pardais" (contos da infância rural) foi incluído no Plano Nacional de Leitura. Depois, em 2012, deu início à coleção “Portuguese Insights – Bilingual Text Collection” com o volume "Contos do Portugal Rural/Tales of Rural Portugal", que compreende uma seleção de histórias de Outros Contos da Montanha. Em 2013, participou nas antologias "Bestiário Trasmontano e Alto-Duriense" e "A Terra de Duas Línguas II" e publicou a novela "Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano".
O tema das migrações está bem presente nos livros "A Terra do Chiculate" (2011) e "A Terra da Rainha" (2013). No primeiro é abordada a emigração maioritariamente clandestina para França durante as décadas de 60/70 bem como as suas repercussões na actualidade enquanto que no segundo são retratados os velhos e os novos rostos da diáspora – aqueles que emigraram com pouca formação profissional e sem qualificações académicas e os diplomados.


Brevemente, a autora publicará em colaboração com a Universidade de Macau (Centro de Tradução do Departamento de Português) a versão bilingue Português-Chinês de "Contos do Portugal Rural".

Os livros estão disponíveis na livraria Traga-Mundos - livros e vinhos, coisas e loisas do Douro

 
António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- de 25 de Março a 19 de Abril de 2014: exposição “Cristais, Minerais & Petroarte”, pelo Museu de Geologia Fernando Real da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
- dia 18 de Abril de 2014, pelas 21h00: apresentação e degustação de Sabores Em Desalinho;
- de 21 a 30 de Abril de 2014: exposição dos cartazes oficiais do 25 de Abril, editados pela Associação 25 de Abril.
Nos meses de Maio, Junho e Julho a Traga-Mundos irá acolher três diversas exposições de fotografias a preto-e-branco de Eduardo Teixeira Pinto (1933-2009), insigne fotógrafo nascido em Amarante e detentor de diversos «prémios em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente o Grande Prémio de Camões (1960), na época, uma das mais altas distinções a nível nacional».


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Amêndoa torrada (Trás-os-Montes)



Amêndoa torrada,
doce e crocante: é simplesmente deliciosa!

pelas artes de Sabores em Desalinho,
produção artesanal,
de Carrazeda de Ansiães


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também sésamo torrado e bolinhos de figo com amêndoa e erva doce]

terça-feira, 8 de abril de 2014

A borboleta azul do Parque Natural do Alvão



“sou uma linda borboleta azul” um conto de Cláudia Guedes, ilustrações de Margarida Hoc

Conto infantil - Admirável história de uma rara borboleta que sobrevive graças à ajuda de uma formiga. Vivem num lameiro na serra do Alvão, bem perto de Vila Real.
Ao longo deste conto vivenciamos sentimentos de partilha e alegria da bicharada que se une para que a magia da natureza aconteça...
 
«Este conto relata a vivência real do ciclo da borboleta azul, Maculinea alcon, em perigo de extinção em Portugal desde 1994. Pretende sensibilizar os mais pequenos para a importância da preservação da natureza e do planeta terra.


A população de borboleta azul floresce bem perto de Vila Real, no Parque Natural do Alvão e está há anos no livro vermelho das espécies ameaçadas. Extremamente exigente com o habitat, a borboleta azul desaparece quase sem deixar rasto se não estiverem reunidas todas as condições ideais para viver e reproduzir-se. Muito delicada esta borboleta começa a voar em inícios de julho e desaparece em finais de agosto e sobrevive graças à existência de uma flor e à ajuda de uma formiga.

 Ao longo desta história vivenciamos sentimentos de partilha da bicharada que se une para preservar esta rara espécie emblemática do Programa de Preservação da Biodiversidade do Município de Vila Real.»


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...