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domingo, 5 de abril de 2026

Presentación de “Galegos do Douro na obra de João de Araújo Correia”

 


Apresentação / Presentación de “Galegos do Douro na obra de João de Araújo Correia”

dia 11 de Abril de 2026, sábado, pelas 16h00

uma parceria de Fundación Vicente Risco, Tertúlia de João de Araújo Correia, Livraria Traga-Mundos e Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho

na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal

 

 «A obra “Galegos do Douro. Na obra de João de Araújo Correia”, com organização, introdução e notas por Hercília Agarez e posfácio de Gaspar Martins Pereira estava esgotada e era muito procurada. Essa coletânea temática oferece uma visão da terra e das gentes, como a vinda da Galiza, que o marketing turístico do Douro ensombrou com as imagens que vendem a região, no país e no estrangeiro.

 A Fundação Vicente Risco (Allariz, Galiza), a Tertúlia João de Araújo Correia, a Livraria Traga_Mundos, patrocinadoras da edição inicial, e a Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho, juntaram esforços e tornaram possível a reimpressão da obra e acesso a este património por estudiosos e pelo público em geral.

 As mesmas instituições levam a efeito essa “Apresentação e Leituras de Galegos do Douro”, no cumprimento das suas finalidades cívicas e culturais. Pretendem criar um momento de celebração do intercâmbio secular entre dois território, duas pátrias e duas comunidades que já partilharam a mesma língua e hoje têm línguas gémeas.

 Nessa celebração, participam os seus responsáveis, Luís Risco (Fundação Vicente Risco), Ana Ribeiro e Helena Gil (Tertúlia de João de Araújo Correia), António Alberto Alves (Traga-Mundos) e José Esteves Rei (Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho); a apresentação da obra está a cargo de José Manuel Cardoso Belo (UTAD); as leituras contam com a participação de membros da “Filandorra - Teatro do Nordeste”, com o seu Diretor Artístico (David Carvalho).

 Procura-se lembrar, sobretudo, aos mais jovens que: “[…] os durienses têm uma dívida secular para com o povo da Galiza. O vinhedo monumental do Alto Douro, Património da Humanidade, e a excelência de seus vinhos são, em grande parte, resultado do trabalho duro de muitas gerações de galegos, cuja memória não pode ser esquecida.” (Gaspar Martins Pereira, posfácio, “Galegos do Douro”)»

 

António Alberto Alves

Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro

Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real

2.ª, 3.ª, 4.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00

259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

http://traga-mundos.blogspot.com/ | www.facebook.com/livrariatragamundos/  | www.instagram.com/traga_mundos_livraria/ 

próximos eventos:

- Setembro de 2025 a Abril de 2026: exposição de colecção de artes da livraria traga_mundos [pintura, desenho, fotografia, cianótipo, texto], na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal;

- dia 11 de Abril de 2026, sábado, pelas 16h00: re_apresentação de “Galegos do Douro. Na obra de João de Araújo Correia”(reedição), parceria de Fundación Vicente Risco, Tertúlia de João de Araújo Correia, Livraria Traga-Mundos e Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho, na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal;

- dia 15 de Abril de 2026, quarta-feira, pelas 21h00: + Poesia [por Colectivo Penêdo] #37, na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal; [evento periódico, a repetir-se em todas as terceiras quartas-feiras de cada mês]

- dia 19 de Abril de 2026, domingo: participação com uma banca de livros no FELu 2026 – Festival Etnobotânico de Ludares, Portugal;

- dia 22 de Abril de 2026, quarta-feira, pelas 21h00: apresentação do livro “O Cidadão para os Cidadãos” de Victor Carvalho, com o autor, na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal;

- e ao longo de 2026 & etc. haverá mais, sempre muito mais...

sábado, 4 de abril de 2026

re_apresentação de “Galegos do Douro na obra de João de Araújo Correia”

 


re_apresentação de “Galegos do Douro na obra de João de Araújo Correia”

dia 11 de Abril de 2026, sábado, pelas 16h00

uma parceria de Fundación Vicente Risco, Tertúlia de João de Araújo Correia, Livraria Traga-Mundos e Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho

na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal

 

«A obra “Galegos do Douro. Na obra de João de Araújo Correia”, com organização, introdução e notas por Hercília Agarez e posfácio de Gaspar Martins Pereira estava esgotada e era muito procurada. Essa coletânea temática oferece uma visão da terra e das gentes, como a vinda da Galiza, que o marketing turístico do Douro ensombrou com as imagens que vendem a região, no país e no estrangeiro.

A Fundação Vicente Risco (Allariz, Galiza), a Tertúlia João de Araújo Correia, a Livraria Traga_Mundos, patrocinadoras da edição inicial, e a Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho, juntaram esforços e tornaram possível a reimpressão da obra e acesso a este património por estudiosos e pelo público em geral.

As mesmas instituições levam a efeito essa “Apresentação e Leituras de Galegos do Douro”, no cumprimento das suas finalidades cívicas e culturais. Pretendem criar um momento de celebração do intercâmbio secular entre dois território, duas pátrias e duas comunidades que já partilharam a mesma língua e hoje têm línguas gémeas.

Nessa celebração, participam os seus responsáveis, Luís Risco (Fundação Vicente Risco), Ana Ribeiro e Helena Gil (Tertúlia de João de Araújo Correia), António Alberto Alves (Traga-Mundos) e José Esteves Rei (Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho); a apresentação da obra está a cargo de José Manuel Cardoso Belo (UTAD); as leituras contam com a participação de membros da “Filandorra - Teatro do Nordeste”, com o seu Diretor Artístico (David Carvalho).

Procura-se lembrar, sobretudo, aos mais jovens que: “[…] os durienses têm uma dívida secular para com o povo da Galiza. O vinhedo monumental do Alto Douro, Património da Humanidade, e a excelência de seus vinhos são, em grande parte, resultado do trabalho duro de muitas gerações de galegos, cuja memória não pode ser esquecida.” (Gaspar Martins Pereira, posfácio, “Galegos do Douro”)»

 

António Alberto Alves

Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro

Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real

2.ª, 3.ª, 4.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00

259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

http://traga-mundos.blogspot.com/ | www.facebook.com/livrariatragamundos/  | www.instagram.com/traga_mundos_livraria/

 

próximos eventos:

- Setembro de 2025 a Abril de 2026: exposição de colecção de artes da livraria traga_mundos [pintura, desenho, fotografia, cianótipo, texto], na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal;

- dia 11 de Abril de 2026, sábado, pelas 16h00: re_apresentação de “Galegos do Douro. Na obra de João de Araújo Correia”(reedição), parceria de Fundación Vicente Risco, Tertúlia de João de Araújo Correia, Livraria Traga-Mundos e Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho, na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal;

- dia 15 de Abril de 2026, quarta-feira, pelas 21h00: + Poesia [por Colectivo Penêdo] #37, na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal; [evento periódico, a repetir-se em todas as terceiras quartas-feiras de cada mês]

- dia 22 de Abril de 2026, quarta-feira, pelas 21h00: apresentação do livro “O Cidadão para os Cidadãos” de Victor Carvalho, com o autor, na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal;

- e ao longo de 2026 & etc. haverá mais, sempre muito mais...


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Histórias de Trás-os-Montes


“ContoContigo - Histórias de Trás-os-Montes”

contos de António Modesto Navarro, João de Araújo Correia e Miguel Torga [livro + cd]

 

«À sombra de uma árvore ou ao calor de uma lareira, na cave da casa paroquial ou na sede da associação, o ContoContigo leva a literatura e o teatro a aldeias do concelho de Sabrosa e localidades vizinhas onde a produção artística habitualmente não chega.

 Tudo neste projeto do Município de Sabrosa, do Espaço Miguel Torga e da Peripécia Teatro colabora para romper o isolamento cultural destas populações: a presença regular dos artistas, a escolha e o tratamento dos textos, sempre de autores transmontanos e durienses, a proximidade com o público, desafiado a participar e, finalmente, colocado na «condição de usufrutuário da sua própria história: vendo-se à distância nos textos de outro».

 O prazer da escuta estende-se agora para além da cumeada das serras transmontanas, numa edição da BOCA que fixa em livro e áudio a sessão de contos de 2021, de António Modesto Navarro, João de Araújo Correia e Miguel Torga, interpretados pela atriz Patrícia Ferreira e pelo músico Rui Fernandes. Que a viagem das histórias continue. E que viajemos com elas!»

 Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

sábado, 20 de maio de 2017

Congresso de medicina com João e Camilo de Araújo Correia


A livraria Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real, foi convidada para participar com uma banca de livros dos escritores João de Araújo Correia e Camilo de Araújo Correia, no 23.º Congresso Nacional de Medicina Interna, nos dias 26 e 27 de Maio de 2017, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, Portugal.

terça-feira, 7 de março de 2017

João de Araújo Correia no Ler + - Plano Nacional de Leitura


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os títulos: “Pátria Pequena”, “Palavras Fora da Boca”, “Pontos Finais”, “Nova Freguesia”, “Depoimento de João Semana Sobre a Vida Clínica de Aldeia”; “Contos e Novelas I (Contos Bárbaros, Contos Durienses, Terra Ingrata)”, “Contos e Novelas II (Cinza do Lar, Casa Paterna, Caminho de Consortes, Folhas de Xisto)”, “Sem Método – notas sertanejas”, “Contos Bárbaros”, “O Porto do meu tempo”, “Manta de Farrapos”, “Contos Durienses”. “Perfil Literário de João de Araújo Correia” de Cruz Malpique; “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” e “Manuel do Mundo – Drama Duriense” de Altino Moreira Cardoso; “João de Araújo Correia – Cronista das Gentes do Douro” de Manuel Joaquim Martins de Freitas (vencedor do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira / CMF); “Ao Lume Brando da Urze – Estudos sobre João de Araújo Correia” de Ana Ribeiro. “à conversa com João de Araújo Correia” de José Braga-Amaral. “Papagaios de Papel – Leitura de um conto de João de Araújo Correia” de Maria da Assunção Anes Morais. “Galegos no Douro na Obra de João de Araújo Carreia” organização, introdução e notas: M. Hercília Agarez; “O Meu Moledo – Crónicas de João de Araújo Correia” organização e introdução de Helena Gil. “Letras Com Vida – literatura, cultura e arte”, n.º 2, 2.º semestre de 2010 dossiê escritor “João de Araújo Correia” coordenação de António José Borges. Revista “Geia” n.º 1 (Dezembro 2009), n.º 2 (Dezembro 2011), n.º 3 (Setembro 2013), n.º 4 (Outubro 2015) edição da Tertúlia de João de Araújo Correia – recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Estudos sobre João de Araújo Correia


“Ao Lume Brando da Urze – Estudos sobre João de Araújo Correia” de Ana Ribeiro

De forma a assinalar os trinta anos do desaparecimento de João de Araújo Correia (1899-1985), reúnem-se neste volume dez estudos sobre a obra deste escritor duriense. No seu conjunto, os trabalhos aqui compilados versam não só sobre as crónicas, os contos e a poesia do «mestre de nós todos», mas também sobre os títulos que singularizam os seus livros e as dedicatórias que recebeu ao longo da vida. As preocupações linguísticas do nosso médico-escritor, o seu Douro turístico, a recuperação da memória galega, o culto camiliano e a expressão do Natal na sua ficção são alguns dos temas desenvolvidos. 
O conto «A velha das panelas» e o volume a que pertence, Contos Bárbaros, foram objeto de atenção particular. Pretendeu-se, deste modo, abranger as diferentes vertentes da produção literária deste autor polifacetado e iluminar aspetos inexplorados da sua obra, os quais constituíram um estimulante desafio.



«"Trinta anos após a morte de João de Araújo Correia, Ana Ribeiro, no âmbito da Tertúlia Aráujo Correia, vem recordar a memória da obra do autor, não esquecida, que a História da Literatura não o permite, mas abafada pela pressão editorial do momento.
De certo modo, com os dez estudos de Ana Ribeiro presentes no livro “Ao Lume Brando da Urze-Estudos sobre João de Araújo Correia”, publicado no final de 2016, conclui-se a formação do cânone por que será doravante lido a obra do autor que elevou a "pátria vinhanteira" do Douro a fértil campo literário e estético."
(...)
João de Araújo Correia; autor clássico, autor contemporâneo, autor indispensável e duradouro da história da literatura portuguesa, que é necessário voltar a ler sem preconceitos modernistas ou pós-modernistas. E se é verdade que cada livro de qualidade e cada autor de grande singularidade encontram sempre leitor apropriado, então João de Araújo Correia será sempre lido pelos tempos fora, indindáveis."» Miguel Real in "Os Dias da Prosa" - Jornal de Letras, Artes e Ideias, de 1 a 14 de Fevereio de 2017 

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os títulos: “Pátria Pequena”, “Palavras Fora da Boca”, “Pontos Finais”, “Nova Freguesia”, “Depoimento de João Semana Sobre a Vida Clínica de Aldeia”; “Contos e Novelas I (Contos Bárbaros, Contos Durienses, Terra Ingrata)”, “Contos e Novelas II (Cinza do Lar, Casa Paterna, Caminho de Consortes, Folhas de Xisto)”, “Sem Método – notas sertanejas”, “Contos Bárbaros”, “O Porto do meu tempo”, “Manta de Farrapos”, “Contos Durienses”. “Perfil Literário de João de Araújo Correia” de Cruz Malpique; “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” e “Manuel do Mundo – Drama Duriense” de Altino Moreira Cardoso; “João de Araújo Correia – Cronista das Gentes do Douro” de Manuel Joaquim Martins de Freitas (vencedor do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira / CMF). “à conversa com João de Araújo Correia” de José Braga-Amaral. “Papagaios de Papel – Leitura de um conto de João de Araújo Correia” de Maria da Assunção Anes Morais. “Galegos no Douro na Obra de João de Araújo Carreia” organização, introdução e notas: M. Hercília Agarez; “O Meu Moledo – Crónicas de João de Araújo Correia” organização e introdução de Helena Gil. “Letras Com Vida – literatura, cultura e arte”, n.º 2, 2.º semestre de 2010 dossiê escritor “João de Araújo Correia” coordenação de António José Borges. Revista “Geia” n.º 1 (Dezembro 2009), n.º 2 (Dezembro 2011), n.º 3 (Setembro 2013), n.º 4 (Outubro 2015) edição da Tertúlia de João de Araújo Correia – recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Moledo - crónicas de João de Araújo Correia


“O Meu Moledo – crónicas” de João de Araújo Correia
organização e introdução de Helena Gil

«O livro que agora se apresenta é o con­cretizar desse sonho e uma demonstração de que a sua luta não foi em vão. No momento em que as Caldas do Moledo conhece­rão um novo rumo ao serem entregues ao cuidado da Câmara Municipal de Peso de Régua, faz todo o sentido que os seus esfor­ços sejam do conhecimento público e exem­plo de que aquele espaço merece um destino que valorize todo o potencial que encerra, seja do ponto de vista turístico, social, da saúde e do ponto de vista económico e do desenvolvimento regional.» Helena Gil, in Prefácio

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[também disponível os títulos: “Pátria Pequena”, “Palavras Fora da Boca”, “Pontos Finais”, “Nova Freguesia”, “Depoimento de João Semana Sobre a Vida Clínica de Aldeia”; “Contos e Novelas I (Contos Bárbaros, Contos Durienses, Terra Ingrata)”, “Contos e Novelas II (Cinza do Lar, Casa Paterna, Caminho de Consortes, Folhas de Xisto)”, “Sem Método – notas sertanejas”, “Contos Bárbaros”, “O Porto do meu tempo”, “Manta de Farrapos”, “Contos Durienses”. “Perfil Literário de João de Araújo Correia” de Cruz Malpique; “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” e “Manuel do Mundo – Drama Duriense” de Altino Moreira Cardoso; “João de Araújo Correia – Cronista das Gentes do Douro” de Manuel Joaquim Martins de Freitas (vencedor do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira / CMF). “à conversa com João de Araújo Correia” de José Braga-Amaral. “Papagaios de Papel – Leitura de um conto de João de Araújo Correia” de Maria da Assunção Anes Morais. “Galegos no Douro na Obra de João de Araújo Carreia” organização, introdução e notas: M. Hercília Agarez. “Letras Com Vida – literatura, cultura e arte”, n.º 2, 2.º semestre de 2010 dossiê escritor “João de Araújo Correia” coordenação de António José Borges. Revista “Geia” n.º 1 (Dezembro 2009), n.º 2 (Dezembro 2011), n.º 3 (Setembro 2013), n.º 4 (Outubro 2015) edição da Tertúlia de João de Araújo Correia – recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Galegos no Douro - na obra de João de Araújo Correia


“Galegos no Douro na Obra de João de Araújo Carreia”
organização, introdução e notas: M. Hercília Agarez
posfácio: Gaspar Martins Pereira
fotografias do Douro: Noel Magalhães
caricatura de João de Araújo Carreia: Tossan
design de capa: Dénis Fernández Cabrera
diagramação: Sacauntos

impresso na Galiza por Sacauntos Cooperativa Gráfica

apoio da livraria Traga-Mundos

À noite, depois do vinho, os galegos dançavam.
E que bem dançavam a muiñera, os galegos!
António Cabral

«Alto Douro Vinhateiro, celebrado desde há séculos pelos seus vinhos generosos, é uma paisagem monumental, resultado de um esforço gigantesco dos homens para domar a natureza hostil. Num território encravado entre montanhas, foi preciso trabalhar os solos pobres e pedregosas das encostas íngremes para os transformar em patamares de vinha, erguer milhares de quilómetros de muros de xisto para amparar a terra e tratar das videiras, continuamente, em condições difíceis, dada a aridez e o rigor do clima, com Verões secos e escaldantes, que espalhavam febres palustres…

(…) Ao longo dos séculos XVIII e XIX tornou-se contínua a participação de galegos nos trabalhos mais duros da viticultura do Douro. Ainda hoje, é corrente usar a expressão “trabalhar como um galego”, quando se quer falar de trabalho penoso. Chegavam todos os anos, como aves de arribação, em bandos ou ‘empreitas’, oferecendo os seus serviços pelas quintas.

Em finais do século XIX, a epopeia da reconstrução do vinhedo duriense, que havia sito totalmente devastado pela filoxera desde os anos sessenta, foi protagonizada, em grande parte, por galegos.» Gaspar Martins Pereira

É dessa participação que João de Araújo Correia nos fala nas crónicas e contos que nos deixou.

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também disponível os títulos: “Pátria Pequena”, “Palavras Fora da Boca”, “Pontos Finais”, “Nova Freguesia”, “Depoimento de João Semana Sobre a Vida Clínica de Aldeia”; “Contos e Novelas I (Contos Bárbaros, Contos Durienses, Terra Ingrata)”, “Contos e Novelas II (Cinza do Lar, Casa Paterna, Caminho de Consortes, Folhas de Xisto)”, “Sem Método – notas sertanejas”, “Contos Bárbaros”, “O Porto do meu tempo”, “Manta de Farrapos”, “Contos Durienses”. “Perfil Literário de João de Araújo Correia” de Cruz Malpique; “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” e “Manuel do Mundo – Drama Duriense” de Altino Moreira Cardoso; “João de Araújo Correia – Cronista das Gentes do Douro” de Manuel Joaquim Martins de Freitas (vencedor do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira / CMF). “à conversa com João de Araújo Correia” de José Braga-Amaral. “Papagaios de Papel – Leitura de um conto de João de Araújo Correia” de Maria da Assunção Anes Morais. “Letras Com Vida – literatura, cultura e arte”, n.º 2, 2.º semestre de 2010 dossiê escritor “João de Araújo Correia” coordenação de António José Borges. Revista “Geia” n.º 1 (Dezembro 2009), n.º 2 (Dezembro 2011), n.º 3 (Setembro 2013), n.º 4 (Outubro 2015) edição da Tertúlia de João de Araújo Correia – recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Contos durienses, João de Araújo Correia


“Contos Durienses” de João de Araújo Correia

«Toda a obra de João de Araújo Correia é verídico testemunho, porque toda ela é o resultado de escrupulosa atenção à realidade humana e à realidade telúrica. O autor de “Contos Durienses” não se deita a fantasiar, no sentido pejorativo deste verbo. Faz, decerto, obra de imaginação, mas a matéria-prima com que a sua imaginação trabalha é colhida in loco e in fragrante. Os contos criados pela sua imaginação respiram verosimilhança, parecem a crespa realidade pela sumária razão de que o autor não se situa perante a realidade – humana ou paisagística, subjectiva ou objectiva –, na atitude do cão de loiça. Muito assimilou, muito viu, muito ouviu, muito sentiu, e por isso mesmo, chegado ao momento de fabular o seu conto, não lhe faltam verídicos materiais para o arquitectar. Não faz cópias, congemina uma realidade verosímil, feita de pedaços de variadas vivências que a memória lhe arquivou. Já alguém chamou à prosa de João de Araújo Correia gostosa e rescendente a pão rústico saído do forno, atrevida e aguda como agulha dos vinhos naturais. E chamou bem. A prosa dele é sempre assim, não só pela bossa temperamental do autor, mas ainda pela sua intimidade com a fala popular, que ele conhece como os dedos das suas próprias mãos. Não embarca em modas. Inclina-se para aquilo que parece ter nascido no signo da perenidade. Tem muito daquele engenheiro que aparece na “História de uma criada velha”, dos “Contos Durienses”: odeia a Moda, se for feia. Para ele não há antigo nem moderno – há o bom e o belo.» Cruz Malpique

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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

revista Geia, João de Araújo Correia


revista “Geia” n.º 4, Outubro 2015

«A Tertúlia João de Araújo Correia acaba de editar um novo número, o 4, da sua revista GEIA. Nesta revista poderão ler vários artigos resultantes de comunicações do último Fórum em que se debateram as similaridades entre Aquilino Ribeiro e João de Araújo Correia. Também podem tomar conhecimento de várias atividades realizadas ao longo do ano pela Tertúlia, conhecer três cartas inéditas do escritor para o seu amigo Manuel Mendes sobre o autor das Terras do Demo e ler os diversos textos de apresentação do livro CONTOS BÁRBAROS. De destacar o texto de Hannelore Riela-Martinowsky, a menina que inspirou o título do livro MONTES PINTADOS. Trazida pela Caritas em 1948, para Portugal, fugindo aos horrores da guerra, escreveu para a GEIA um testemunho emocionado e sentido dessa sua vivência no Douro, em que conheceu a família Araújo Correia.»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível: “Geia” n.º 1 (Dezembro 2009), n.º 2 (Dezembro 2011), n.º 3 (Setembro 2013)]

quinta-feira, 7 de julho de 2016

drama duriense, baseado em João de Araújo Correia


“Manuel do Mundo” de Altino Moreira Cardoso
drama duriense, baseado em dois contos de João de Araújo Correia

«Esta peça é baseada em dois contos do Escritor reguense João de Araújo Correia: “De Jornada” (CAMINHO DE CONSORTES) e “Manuel do Mundo” (MONTES PINTADOS).
A articulação teatral coloca em foco a problemática do contraste entre o poder antigo, baseado na posse da terra e quantificada em pipas de vinho (Morgado de Santa Quitéria) e os novos ventos trazidos pela difusão da rede escolar, criadora de alternativas, aflorada, sobretudo, no conto em que Manuel do Mundo, um maltrapilho analfabeto, é uma figura fortemente geradora de dialécticas.
O elo comum é a polaridade do nome MANUEL, um inteligente e dócil criado (no conto DE JORNADA) e outro (do conto MANUEL DO MUNDO), revoltado, profético e revolucionário.
Ambos são dotados de um coração ainda maior do que a fatalidade da sua impotência, no tempo e no espaço.
A acção situa-se no Douro dos anos 1930-40, onde (como na generalidade do país) as famílias dos assalariados não tinham mais alternativas à dependência da vinha senão emigrar para a Cidade, geralmente o Porto e, também, para o Estrangeiro.
Cada separação da aldeia natal era dolorosa e alimentava os caudais de “lágrimas de Portugal” vivificadoras da nossa ancestral Saudade, umbilicada na Mãe.

O Douro desses tempos era, ainda mais do que hoje, uma terra madrasta, esganada pelo polvo dos monopólios do vinho.
No fim da vindima e em pleno Inverno, a fome invadia os lares dos trabalhadores, pois a própria natureza decretava que não houvesse trabalho para ninguém antes da escava e da poda para a entrada da primavera.

A miséria da falta de trabalho enxotou para a cidade Manuel e muitos outros.
A princípio, o seu instinto rural, desprovido das artes e manhas de ‘rato da cidade’ não lhe garantia quaisquer hipóteses de sobrevivência e  facilmente era engolido na voracidade das ruas.
Mas, gradualmente e quase por acaso, caíram-lhe nas costas as novas responsabilidades de um filho feito numa hora solitária: e teve de ir assumindo novos instintos.
Eliminou desde logo qualquer intenção de trazer o seu filho para a Terra sem Futuro para quem não herdou um par de cepas e apenas uma enxada sentimental e ingénua.
E, de entre espantos vários, começou a destacar-se algo de profético:
A libertação do seu filho estava na Escola da Cidade, infinitamente mais valiosa do que a Caridade, dependente e acomodada.

Quando, já formado, o filho vai recordar as raízes e pára na taberna da terra, encontra ainda alguns velhos conhecidos do pai.
E repete-lhes, invariavelmente:
– Quando nesta terra existir uma Escola, haveis de presenciar um milagre: nunca mais haverá senhores nem escravos – nem morgados de Santa Quitéria nem Manuéis do Mundo como o meu Pai!» Introdução

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia”; “Canções para todas as Escolas” – exemplares esgotados na editora, “Grande Cancioneiro do Alto Douro” Volume I – Cantigas da Vinha (600 músicas e letras) com um estudo prévio, Volume II – Tunas Rurais, Natal – Reis – Embalar, Rimances, Cantares Religiosos, Cantares do Trabalho, Cantares ao Desafio, Volume III – Os Cantares em Contexto – histórico, literário, musical, europeu”; “Cancioneiro Ancestral Barrosão” com Padre António L. Fontes; “Rimanceiro do Alto Douro – 110 rimances com um estudo introdutório”, “A Magna Carta da História do Vinho do Porto – a escritura de Cister (1142)”, “Do Vinho de Missa de Cister ao Vinho do Porto – a ‘magna karta’ de 1132”, “Os Bobos Durienses de D. Sancho I e o início do Teatro Português”, “Poesia Tradicional Duriense – com D. Sancho I, o Primeiro Trovador”, “Leonardus, o Profeta – Canções e Histórias da Pátria Antiga”]

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Diário de João de Araújo Correia


“Manta de Farrapos” de João de Araújo Correia

«É um diário sentimental o conteúdo destas páginas de João de Araújo Correia, mas um diário sentimental em que a vida lateja, linha após linha, página que segue outra página.
Não se esquece Araújo Correia do amor que devemos à nossa língua; dos elos que nos ligam ao Brasil, da paisagem humana e geográfica do nosso nordeste.
Em tudo isto está o criador de ficção; mas está também o artista, a sensibilidade do duriense a descobrir no dia a dia dos seus olhos rasgados os motivos de renovação da sua literatura, da sua presença literária, do seu estilo, dos seus contactos com os entes seus semelhantes. Ponto de encontro entre o passado e o presente Araújo Correia relembra os grandes do seu sítio, do seu regionalismo universalista – sejam eles os médicos, os romancistas como Camilo ou os narradores seus mestres e seus iguais, como Trindade Coelho. O volume Manta de Farrapos é tão fora do comum e o seu estilo é tão permeável ao diálogo que, mal ele se encontra lido, logo dá vontade de se voltar ao princípio. A lição larga que de ele se colhe fica amplamente documentada nesse desejo, um desejo que se espraia por mais de duas centenas de páginas.
É esta a originalidade de Manta de Farrapos que quase dá vontade de classificar como manta de brocado.» Amândio César

João de Araújo Correia nasceu no primeiro dia do ano de 1899, em Canelas do Douro. Frequentou a escola primária na Régua. No liceu de Vila Real fez exame de Francês e Inglês. Para prosseguir os estudos, partiu para o Porto e aí frequentou a Escola Académica antes de ingressar na Faculdade de Medicina. Devido a doença, teve de interromper o curso, que concluiu apenas seis anos mais tarde. Aproveitou a convalescença para ler e escrever, para se cultivar e reflectir. Nesse período, iniciou a sua colaboração na imprensa regional. Em 1922, casou com Maria da Luz de Matos Silva, de quem teve cinco filhos. Fixou-se na Régua. Em 1935, fundou, com dois amigos, a Imprensa do Douro, que publicou quase todos os livros do escritor. A sua verdadeira estreia literária foi em 1938, com Sem Método. Médico a tempo inteiro e escritor de “horas mortas”, João de Araújo Correia desenvolveu, contudo, uma intensa actividade literária, publicando com regularidade contos, crónicas, ensaios, sem esquecer a colaboração na imprensa regional e nacional. Em 1969, foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Novelística. Morreu a 31 de Dezembro de 1986 e foi sepultado em Canelas do Douro.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
também disponível os títulos: “Pátria Pequena”, “Palavras Fora da Boca”, “Pontos Finais”, “Nova Freguesia”, “Depoimento de João Semana Sobre a Vida Clínica de Aldeia”; “Contos e Novelas I (Contos Bárbaros, Contos Durienses, Terra Ingrata)”, “Contos e Novelas II (Cinza do Lar, Casa Paterna, Caminho de Consortes, Folhas de Xisto)”, “Sem Método – notas sertanejas”, “Contos Bárbaros”, “O Porto do meu tempo”. “Perfil Literário de João de Araújo Correia” de Cruz Malpique, “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” de Altino Moreira Cardoso, “João de Araújo Correia – Cronista das Gentes do Douro” de Manuel Joaquim Martins de Freitas (vencedor do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira / CMF). “à conversa com João de Araújo Correia” de José Braga-Amaral. “Papagaios de Papel – Leitura de um conto de João de Araújo Correia” de Maria da Assunção Anes Morais. “Letras Com Vida – literatura, cultura e arte”, n.º 2, 2.º semestre de 2010 dossiê escritor “João de Araújo Correia” coordenação de António José Borges. Revista “Geia” n.º 1 (Dezembro 2009), n.º 2 (Dezembro 2011) e n.º 3 (Setembro 2013), edição da Tertúlia de João de Araújo Correia – recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia




“O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” de Altino Moreira Cardoso

«O Douro, hoje Património Mundial, foi erigido com o esforço gigantesco do Homem do Douro, que desbravou os matagais, estilhaçou os penedos, saibrou, construiu os calços e alinhou milhões de bardos com as videiras que produzem o melhor vinho do Mundo.

Toda a palpitante e generosa vida do Homem do Douro passa na obra narrativa de João de Araújo Correia: amor e lutas, relações vicinais, dramas humanos, riqueza, pobreza, humildade e ternura, abnegação e avareza, sublimação e miséria, honra e ignomínia...

O essencial de todos os contos do grande Mestre duriense é apresentado em volume de 240 páginas por Altino Moreira Cardoso. Com abundantes extractos textuais, de forma informativa, quase jornalística, apelativa à leitura e divulgação de um dos maiores escritores durienses de todos os tempos e um dos maiores contistas portugueses. A capa é um pormenor mimoso de uns degraus de vinha.»
           
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[também disponíveis as seguintes obras do autor:
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[também disponível do autor os seguintes títulos: “Canções para todas as Escolas” – exemplares esgotados na editora, “Grande Cancioneiro do Alto Douro” Volume I – Cantigas da Vinha (600 músicas e letras) com um estudo prévio, Volume II – Tunas Rurais, Natal – Reis – Embalar, Rimances, Cantares Religiosos, Cantares do Trabalho, Cantares ao Desafio, Volume III – Os Cantares em Contexto – histórico, literário, musical, europeu”; “Cancioneiro Ancestral Barrosão” com Padre António L. Fontes; “Rimanceiro do Alto Douro – 110 rimances com um estudo introdutório”, “A Magna Carta da História do Vinho do Porto – a escritura de Cister (1142)”, “Do Vinho de Missa de Cister ao Vinho do Porto – a ‘magna karta’ de 1132”, “Os Bobos Durienses de D. Sancho I e o início do Teatro Português”, “Poesia Tradicional Duriense – com D. Sancho I, o Primeiro Trovador”, “Leonardus, o Profeta – Canções e Histórias da Pátria Antiga”]

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Perfil literário de João de Araújo Correia


“Perfil Literário de João de Araújo Correia” (ensaio) de Cruz Malpique
1964, primeira edição
Imprensa do Douro Editora
[com todas as páginas por abrir]

"Neste livro que o leitor tem à sua frente - não diremos que o autor de Terra Ingrata é "o maior contista de todos os tempos" (o que daria aso a que não lhe apetecesse mais pegar na caneta, ou a que se sentisse desonrado  para todo o sempre), mas não podemos deixar de dizer - lá nisso tenha santa paciência! - que é; à hora do presente, um dos contistas com direito a que lhe componham o nome em "caixa alta".
Enquanto, se escrever a língua portuguesa, do seu nome não poderá dizer que foi escrito sobre a água corrente, logo apagado, mal nasceu...Esse nome nasceu, cresceu e situou-se no signo da perenidade. Escusam certos zoilos de se dar ao trabalho de o querer safar. Perdem o seu tempo. Como perderiam o seu latim - se o tivessem.
Esta a nossa profecia, que vai ver certinha, Tão certinha como dois e dois serem quatro.
A biografia do escritor estamos dispensados de a escrever, porque ele próprio a escreveu a nosso pedido.
Se não existisse já - e inteligentemente prefaciada - uma antologia dos contos de João de Araújo Correia ficaria bem transcrevermos alguns. Como, porém, se nos anteciparam, para aí remetemos o leitor ansioso de tomar o primeiro contacto com o genial artista." Cruz Malpique

"Conheci, pessoalmente, o Dr. Cruz Malpique, há cerca de trinta anos, num almoço de encontro com meu pai, na Pousada do Marão. Pelo que posso recordar, esse encontro relacionou-se com a publicação do ensaio "Perfil Literário de João Araújo Correia", acabado de sair ou prestes a sair do prelo. Não me recordo bem. O que bem me recordo é da figura do Dr. Cruz Malpique, um homem magro a dar conta de tudo. Sem ser avassalador, teve sempre nos dedos o fio da conversa. Fiquei a compará-lo ao instrumento dominante de uma pequena orquestra de câmara.
Nessa conversa, que eu praticamente só escutei, não conheci o Dr. Cruz Malpique. Pressenti-o... Vim a conhecê-lo, depois, através dos livros e opúsculos, que teve a gentileza de me oferecer, e da infalível e brilhantíssima colaboração no "Arrais". A sua página, a "Página Cruz Malpique", como é conhecida entre os tipógrafos, educava e divertia a grande maioria dos leitores do nosso jornal. » Camilo Araújo Correia, in “Arrais”

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também disponível os títulos: “Pátria Pequena”, “Palavras Fora da Boca”, “Nova Freguesia”, “Depoimento de João Semana Sobre a Vida Clínica de Aldeia”; “Contos e Novelas I (Contos Bárbaros, Contos Durienses, Terra Ingrata)”, “Contos e Novelas II (Cinza do Lar, Casa Paterna, Caminho de Consortes, Folhas de Xisto)”, “Sem Método – notas sertanejas”, “Contos Bárbaros” e “O Porto do meu tempo”. “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” de Altino Moreira Cardoso e “à conversa com João de Araújo Correia” de José Braga-Amaral. Letras Com Vida – literatura, cultura e arte, n.º 2, 2.º semestre de 2010 dossiê escritor “João de Araújo Correia” coordenação de António José Borges. Revista “Geia” n.º 1 (Dezembro 2009), n.º 2 (Dezembro 2011) e n.º 3 (Setembro 2013), edição da Tertúlia de João de Araújo Correia – recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]

quarta-feira, 1 de abril de 2015

João de Araújo Correia: cronista das gentes do Douro


“João de Araújo Correia – Cronista das Gentes do Douro” de Manuel Joaquim Martins de Freitas

«Manuel Joaquim Martins de Freitas aventura-se, neste seu ensaio, a palmilhar minuciosamente os caminhos de reflexão de João de Araújo Coreia, vertida nas suas crónicas, saídas em livro e em jornais, em torno da realidade cultural duriense, com ênfase para a memória, identidade e património. Trata-se  de um percurso que pretende expôr, naquilo que foi o desiderato de uma vida, "o empenhamento do cidadão João de Araújo Correia na salvaguarda do património cultural que (...) ele já entendia como recurso estratégico ou meio de desenvolvimento da região do Douro"; entende também o ensaísta que o seu labor reverterá em favor, pelos durienses, do seu património e preservação da memória cultural da região do Douro.
(...)
Manuel Joaquim Martins de Freitas intervém, com este estudo, na história do Douro ao fazer conhecer melhor o "historiador do Douro", como denomina João de Araújo Correia. E este é-o, verdadeiramente, como o comprova o autor do ensaio, porque é das gentes do Douro que as suas crónicas dão nota, dos problemas e história da vinha e tudo o que lhe está associado - figuras históricas como D. Antónia ou o barão Forrester, os vareiros e galegos que vieram de longe para o Douro, os objetos  associados ao cultivo da vinha, a doença da filoxera e os mortórios, as cantigas, património edificado, etc., tudo constituindo um extenso e valioso património cultural e material que só a criação de um museu do Douro, por que sempre lutou e que só de forma incipiente viu nascer, poderia preservar.
Por estas razões - e poder-se-ia dizer que felizmente - o estudo apresentado por  Manuel Freitas repõe justiça à acção desenvolvida por João de Araújo Correia, nem sempre apreciada com a importância que merece.» Fernando Alberto Torres Moreira, in Prefácio

Natural da freguesia de Sande, onde nasceu em 1951, após a instrução primária que concluiu no Peso da Régua, Martins de Freitas frequentou e completou o ensino liceal em Lamego. No ensino superior obteve os graus de Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e de Mestre em Cultura Portuguesa pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Após o estágio inscreveu-se em 1978 na Ordem dos Advogados, exercendo desde então esta profissão no Peso da Régua. Foi Delegado e depois Presidente (eleito) da Delegação da Ordem dos Advogados da Comarca da Régua em três mandatos.
Sendo um admirador de João de Araújo Correia e da sua obra, estudou as suas crónicas sobre o Douro, nos campos da memória, da identidade e do património cultural, no âmbito do mestrado em Cultura Portuguesa. Defendeu publicamente, em 2010, a dissertação“Memória e Património Cultural nas Crónicas Durienses de João de Araújo Correia” que mereceu a aprovação unânime do júri com a nota de muito bom.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Contos Bárbaros, João de Araújo Correia



“Contos Bárbaros” de João de Araújo Correia
6.ª edição
[fixação do texto da responsabilidade da associação Tertúlia João de Araújo Correia, seguindo a último revisão realizada pelo próprio autor]

"Contos Bárbaros, sobre ser um título, é um universo. Quem quiser conhecer o homem, não vá mais longe: pegue nos Contos Bárbaros e leia as histórias de João de Araújo Correia. Ali verá a velha que sobrevive a si mesma, e volta pontualmente à feira que já não existe, e morre como vivera: numa esquálida solidão de bicho. Ali verá o avô que, cioso do que amorosamente guardara para o neto, o mata, tomando-o, no escuro da noite, por ladrão. Ali verá o viúvo assisado que, depois de criar os filhos, perde a cabeça por uma rapariga. Ali verá a fidalga, modelo de formosura e de bom senso, que vem a casar com o mais desinfeliz dos seus criados. Ali verá o lavrador honrado que, perseguido pelo infortúnio e pelos credores, escolhe com sinistra serenidade a sua própria morte. Ali verá o doutor malcasado que descobre a graça feminina numa camponesa e paga com a morte um irreprimível gesto de ternura. Ali verá, em certo Natal, um Menino Jesus de carne e osso oferecido ao devoto beijo dos fiéis – um recém-nascido abandonado nessa noite sagrada à porta da igreja e logo perfilhado. Ali verá a Rosa desfolhada e murcha, que readquire, porém, novo viço e novo perfume depois de tratada carinhosamente pelo jovem médico, que a mata no momento em que sobrepõe o dever profissional ao sentimento humano. Ali verá enfim, o velho soldado que vive só da medalha que, logo depois da sua morte, é dada como brinquedo a um garoto, que, desaparecido o encanto da novidade, a esquece na lama da rua." João Bigotte Chorão

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