Mostrar mensagens com a etiqueta Mouette Barboff. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mouette Barboff. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

na Feira dos Sabores de Chaves



- dia 1 de Fevereiro de 2020, sábado: participação com uma banca de livros na apresentação do livro “Reminiscências Cripto-Judaicas nas Alheiras Transmontanas” de Mouette Barboff, na Feira dos Sabores de Chaves, Pavilhão Municipal de Chaves, Portugal;

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pão das mulheres


“Pão das Mulheres” de Mouette Barboff

A obra “Pão das Mulheres”, agora publicada pela Âncora Editora, sistematiza e dá a conhecer um amplo conjunto de práticas, técnicas e costumes relativos aos processos tradicionais de confecção do pão, aos processos de cultivo e moagem dos cereais (trigo, centeio e milho) que constituem a sua matéria-prima, assim como aos próprios universos relativos aos contextos sociais que conferem sentido e relevância à produção e ao consumo do pão caseiro em Portugal.

Suportado por intenso trabalho de terreno realizado pela autora entre as décadas de 1980 e 1990, em diversas comunidades e regiões de Portugal, ”Pão das Mulheres” é um livro fundamental para compreender a importância do pão, que pretende contribuir para a valorização do trabalho feminino e da diversidade dos saberes e práticas tradicionais inerentes a esta componente fundamental do património gastronómico nacional.


Mouette Baboff é doutorada em Etnologia/Antropologia Social pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, presidente da associação científica “L’Europe, Civilisation du Pain” durante dez anos, e, agora, fundadora e administradora do recurso online “Les Civilisations du Pain”, que pertence à Fundação Maison des Sciences de l’Homme (Paris). Apaixonada pelo tema do pão, é uma reputada especialista neste domínio em Portugal, França e outros países europeus.

As suas pesquisas deram origem a uma tese sobre o ciclo do pão caseiro em Portugal, a várias exposições e filmes documentais, assim como a publicações de diversas obras, entre as quais “Terra Mãe Terra Pão”, catálogo da exposição homónima realizada no Ecomuseu do Seixal em 1995-1996, que veio a dar origem ao livro homónimo publicado pela Âncora Editora em 2005; “Pains d’hier et d’aujourd’hui”, publicado em Paris pelas Editions Hoëbeke em 2006 (primeiro prémio de Gourmand Awards); “O pão em Portugal, o livro que cheira a pão”, publicado pela Inapa em 2008 e considerado um dos melhores livros de gastronomia em Portugal; “A tradição do pão em Portugal” , publicado pelos CTT em 2011 (primeiro prémio de Gourmand Awards). Mouette Barboff participou também no “Diccionnaire universel du pain”, publicado em Paris pelas Editions Robert Laffont, em 2010.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível da autora o título: “Terra Mãe, Terra Pão”]


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Terra Mãe Terra Pão



“Terra Mãe Terra Pão” Mouette Barboff

Foi graças aos cereais, principal fonte de calorias e proteínas, que as primeiras comunidades humanas puderam subsistir e desenvolver-se.
Desde a Antiguidade que, na Europa, a cultura do trigo, cereal panificável por excelência, mas também, embora menos importante, a do centeio, propiciam a confecção do pão. Outros cereais, como a cevada, a aveia, os milhos miúdos ou o trigo-sarraceno, são consumidos, essencialmente, sob a forma de papas. Como sublinha A. Maurizio: «na Europa pré-industrial, pão e papa são sinónimos de subsistência».
Hoje em dia, a nossa alimentação é mais rica e diversificada, no entanto, o cheiro do pão quente ainda nos abre o apetite, e, quando temos um “buraco no estômago”, qual de entre nós não teve vontade de trincar num bocado de pão para acalmar a fome? Pelo facto de ser um alimento com grande valor nutritivo, o pão desempenha um papel fundamental nos planos socioeconómico, tecnológico, político, cultural e religioso.
A vida em comunidade gera entreajuda, principalmente, durante os períodos cruciais das ceifas, das malhadas e desfolhadas, assim como na utilização do forno comunitário. Cada um participa na confecção do pão segundo a sua arte: o ferreiro, o carpinteiro, o oleiro, o pedreiro, o moleiro, o tecelão, o forneiro; e são as mulheres que trabalham a massa.
Última fase de uma sucessão de esforços e de uma cadeia de solidariedade, o «pão legítimo», como dizem as mulheres, é o símbolo das identidades familiar e regional, sendo também símbolo de hospitalidade.
Alimento do corpo e do espírito, o pão e os cereais ou «plantas de civilização», como lhes chama Fernand Braudel, possibilitaram que as populações se estruturassem, material e espiritualmente.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também o título: “Pão Feito Em Casa” de M. Margarida Pereira-Müller]