Uma livraria e espaço especializado em Trás-os-Montes e Alto Douro. «Queremos construir uma referência quando se pensa na região, seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato...» Um espaço de galeria de arte e onde se realizam diversos eventos: apresentações de livros, tertúlias, workshops, oficinas - ponto de partida também para passeios, visitas.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Homenagem ao livreiro Mário Péricles da Cruz
Homenagem ao
livreiro Mário Péricles da Cruz
dia 4 de Junho de 2016 (sábado), pelas 20h30
por Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e
Alto Douro
[no âmbito do Festival Literário de Bragança]
no Centro Cultural Municipal Prof. Dr.
Adriano Moreira, em Bragança
«Em 1938, Mário
Péricles da Cruz, criou a Livraria Liz, que englobava as áreas de Livraria,
Papelaria e encadernação.
A personalidade amável, contemporizadora e solidária do fundador catapultou a Livraria para um plano diferente dos restantes estabelecimentos congéneres e depressa se colocou na vanguarda dos mesmos a nível da cidade e região.
Era um tempo em que a cidade de Bragança recebia os estudantes de quase todo o
distrito, uma vez que não havia estabelecimentos de ensino de grau superior ao
primário nos outros concelhos.A personalidade amável, contemporizadora e solidária do fundador catapultou a Livraria para um plano diferente dos restantes estabelecimentos congéneres e depressa se colocou na vanguarda dos mesmos a nível da cidade e região.
Acontecia também que a maioria das famílias tinha sérias dificuldades económicas que não lhes permitia a compra, a dinheiro, dos livros e demais material escolar. Consciente dessas dificuldades, Mário Péricles da Cruz, facilitava a sua aquisição a crédito, sendo os pagamentos efetuados de acordo com as possibilidades de cada família. Isso permitiu a muitos estudantes prosseguir os seus estudos, o que não teria acontecido sem as facilidades concedidas.
Tal comportamento empresarial, impossível nos dias de hoje, aliado a um comportamento exemplar como cidadão e às qualidades excecionais de bondade e simpatia, granjearam-lhe um prestígio social de grande relevo que foi aumentando com o passar dos anos.
A área de encadernação, foi entretanto abandonada, passando a ser exercida no Patronato, para onde transitaram os empregados colocados nesse serviço.
As áreas mais desenvolvidas eram as de papelaria, livros e material escolar, sendo a vertente de livraria pouco desenvolvida, o que bem se compreende se atentarmos às condições sociais e políticas dessa época.
Mário Péricles da Cruz viria a falecer em 1972, passando a empresa a ser gerida por sua filha Maria Celeste da Cruz Machado, em colaboração com o seu marido Luís Emílio de Brito Machado, passando a intitular-se Livraria Mário Péricles da Cruz.
Nos primeiros tempos a orientação dos serviços prestados não sofreu grandes alterações, vindo, no entanto, a verificar-se uma grande viragem, com o desenvolvimento da vertente Livraria, tendo em conta a abertura política verificada, a instalação do ensino superior em Bragança e o aparecimento de estabelecimentos congéneres, mais virados para as áreas de papelaria, livros e material escolar.
Com o decorrer do tempo, a vertente Livraria foi de tal modo incrementada que, nessa área, era reconhecidamente a melhor Livraria de Trás os Montes e uma das boas livrarias do norte do país; com milhares de livros das mais diversas áreas do saber.
A sua clientela era a mais diversificada, incluindo muitos espanhóis da Galiza e da região de Leão que aqui vinham procurar obras dos melhores autores portugueses.
Em 2004, por imperiosos motivos de saúde e tendo em conta a realidade económica de então, entendeu-se dar por finda a atividade da empresa, gerando uma onda de consternação nos clientes que lamentaram o desaparecimento da Livraria onde se habituaram a encontrar livros de que precisavam.» [página de facebook Amigos da Livraria Mário Péricles]
António Alberto
Alves
Traga-Mundos –
livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel
Bombarda, 24 – 26 – 28 em
Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª,
Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935
157 323 | traga.mundos1@gmail.com
Próximos eventos:
- de 1 a 30 de
Junho de 2016: “Um Olhar Sobre o Reino Maravilhoso” exposição de fotografia por
Ana Quelhas, na Traga-Mundos, Vila Real;
- dia 3 de Junho de
2016, sexta-feira, pelas 15h00: participação com uma banca de livros na
apresentação do projecto “Vozes Transmontanas na Paisagem”, na Biblioteca
Municipal Dr. Júlio Teixeira, em Vila Real;
- dia 9 de Junho de
2016, quinta-feira, pelas 21h00: inauguração de “Um Olhar Sobre o Reino
Maravilhoso” exposição de fotografia por Ana Quelhas, na Traga-Mundos, Vila
Real;
- Junho de 2016:
“Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Pontevedra, Galiza;
- dias 16 e 17 de
Julho de 2016: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e
loisas, no PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e
Arte de Vanguarda, em Morille, Salamanca;
- dias 31 de Julho
e 1 de Agosto de 2016: participação com uma banca de livros, mais algumas
coisas e loisas, no PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia,
Património e Arte de Vanguarda, em Carviçais, Torre de Moncorvo;
- dia 1 de Outubro
de 2016: palestra “Guiné-Bissau, terra sabi!” por António Alberto Alves, na
Fundación Vicente Risco, Allariz, Galiza.
- e ao longo de 2016 haverá
mais, sempre muito mais...
sábado, 28 de maio de 2016
Homenagem ao livreiro Mário Péricles da Cruz, Bragança
Homenagem ao
livreiro Mário Péricles da Cruz, uma iniciativa do Encontro Livreiro de
Trás-os-Montes e Alto Douro, dia 4 de Maio de 2016, pelas 20h30, no Centro
Cultural Municipal Prof. Dr. Adriano Moreira em Bragança.
«A Livraria Rosa
d’Ouro faz parte do grupo de livrarias que formaram o denominado “Encontro
Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro”. As mesmas, partilham ideias e
promovem eventos. Num dos últimos encontros deliberaram homenagear um dos
livreiros de referência de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Sr. Mário Péricles da
Cruz.
Tal homenagem, integrada no Festival Literário de Bragança, está agendada para o dia 4 de Junho pelas 20h 30 min na sala de exposições do Centro Cultural Municipal Prof. Dr. Adriano Moreira.
Contamos com a sua presença.»
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
V Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro
dia 21 de Fevereiro de 2016 (domingo), pelas
15h00
na livraria Aguiarense, em Vila Pouca de
Aguiar
«A escrita, o livro, a
leitura: um mundo! Vasto e complexo mundo! Quem encontrarei disponível para me
acompanhar num breve olhar sobre ele?
Mundo habitado. O olhar
encontra imediatamente os escritores e os leitores. Depois, entre a escrita e o
livro, está o editor com o seu trabalho emérito. Entre o livro e a leitura
estou eu, o livreiro. O
escritor publica a escrita, o editor publica o livro, o livreiro “publica” a leitura.»
Manuel Medeiros, o Livreiro
Velho (da livraria Culsete, Setúbal)
Caríssim@s livreiros,
editores, escritores, professores, bibliotecários, jornalistas e, sobretudo,
todos nós LEITORES
O Encontro Livreiro
de Trás-os-Montes e Alto Douro convida (convoca) livreiros, editores,
escritores, professores, bibliotecários, jornalistas e, sobretudo, todos
LEITORES, para o V Encontro Livreiro e
Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro, a acontecer no dia 21 de Fevereiro de 2016, domingo, pelas
15h00, na livraria Aguiarense, em Vila Pouca de Aguiar.
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O I Encontro
Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro realizou-se no dia 24 de Março de
2013, no espaço da livraria Traga-Mundos em Vila Real. Nesta primeira
realização, procuramos privilegiar o encontro de livreiros que possuam uma
livraria nesta região, para nos conhecermos melhor, partilharmos experiências e
expectativas, procurarmos colaborações e parcerias.
Se nem todas
puderam marcar presença, algumas livrarias «responderam afirmativamente ao
convite para se sentarem à mesma mesa e debaterem preocupações comuns e
sinergias possíveis para uma melhor estratégia de afirmação das livrarias ditas
“tradicionais”.
Os livreiros
deixaram o seu testemunho e algumas preocupações derivadas da própria
conjuntura actual, mas do encontro saíram já algumas intenções de conciliação
de esforços, nomeadamente ao nível da partilha de novidades editoriais de cada
concelho, da cooperação na apresentação de livros de autores na região e da
permuta de informação sobre eventos que cada uma realiza na sua região.»
O II Encontro
Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro aconteceu no dia 2 de Junho de 2013 na
Poética - livros, arte e eventos, em Macedo de Cavaleiros.
«No centro do
encontro esteve o debate em torno do tema "O futuro das livrarias
tradicionais: Que estratégias?", e a continuação do trabalho de reforço
das sinergias entre as livrarias com o propósito de dar mais voz mas também de
repensar formas alternativas e concertadas de viabilização económica deste
sector numa dimensão regional.»
O III Encontro
Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro aconteceu no dia 23 de Fevereiro de
2014 na Livraria Rosa d’Ouro, em Bragança. O IV Encontro Livreiro e Leitor aconteceu
no dia 22 de Março de 2015 (domingo), pelas 15h00, na Livraria Papelaria Dinis,
em Valpaços.
«Livreiros,
editores, escritores, professores, bibliotecários, jornalistas e, sobretudo,
todos LEITORES, partilharam momentos de conversas e afectos, ideias e louvores,
poesias e leituras, inquietações e sonhos, em torno da leitura, da escrita, da
edição, dos livros, das livrarias, dos livreiros.»
Com o mesmo
espírito e objectivos, também aconteceu o 1.º Encontro Livreiro do Porto, no
dia 23 de Novembro de 2014, na Livraria Lello, no Porto.
Nota: Recordamos
que esta iniciativa surge na sequência do Encontro-Livreiro nacional, que
acontece uma vez por ano (sempre no último domingo de Março) em Setúbal, na
Livraria Culsete [e cujo o debate e a troca de ideias continuam no Isto Não Fica
Assim!]
«Gentes do
Livro é uma designação adequada para abrir o Encontro Livreiro à
participação de todos quantos se reconhecem, de um ou outro modo, no culto do
livro.
O Encontro Livreiro
é simplesmente um movimento de aproximação entre quem, vivendo e trabalhando no
meio dos livros, já percebeu que não faz sentido, hoje mais do que nunca,
andarmos a esforçar-nos cada um por si, numa guerra que só pode ser vencida
em comum, lado a lado. Se é que se pretende merecer que o livro continue a ser
uma das mais ricas potencialidades criadas pelo homem civilizado para progredir
em direcção a todas as suas utopias e ambições e conseguir que, trabalhando com
ele e para ele, se vão colhendo bons proveitos e justos proventos.» [ver www.istonaoficaassim.blogspot.com]
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Na expectativa de
um acolhimento positivo e de uma participação empenhada, apresentamos os nossos
melhores cumprimentos
Augusto Dias
Livraria Aguiarense
Vila Pouca de
Aguiar
[com
o apoio de Ari Oliveira, da Livraria Papelaria Dinis, em Valpaços, António
Alberto Alves, da livraria Traga-Mundos, em Vila Real, de Casimiro Fernandes,
da Livraria Rosa d’Ouro, em Bragança, e de Virgínia do Carmo, Poética – livros,
arte e eventos, em Macedo de Cavaleiros]
António Alberto
Alves
Traga-Mundos –
livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel
Bombarda, 24 – 26 – 28 em
Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª,
Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935
157 323 | traga.mundos1@gmail.com
Próximos eventos:
- Janeiro e
Fevereiro de 2016: “Tons de Vermelho” por Greeny, exposição de pintura, na
Traga-Mundos, em Vila Real;
- dia 13 de
Fevereiro de 2016 (sábado), das 15h00 às 00h00: participação com uma banca de
livros, mais algumas coisas e loisas na 9.ª edição do VRUM – Vila Real Urban
Market, no Teatro Municipal de Vila Real;
- dia 20 de
Fevereiro de 2016 (sábado), pelas 21h00: apresentação do livro “Neste Cais,
Para Sempre” de Ernesto Salgado Areias, na Traga-Mundos, em Vila Real;
- dia 25 de
Fevereiro de 2016 (quinta-feira), pelas 21h00: tertúlia “A conversa que ficou
esquecidas nos sentidos” por Bloom Sativum, na Traga-Mundos, em Vila Real;
- dia 12 de Março
de 2016, pelas 12h30: entrega do Prémio Antón Risco, no restaurante Pingallo,
Ourense, Galiza;
- dia 13 de Março
de 2016, pelas 15h00: Encontro Livreiro da Galiza, na Fundación Vicente Risco,
Allariz, Galiza;
- dia 23 de Abril
de 2016 (sábado): comemorações do 25 de Abril – almoço português, banca de
livros portugueses, concertos (Terra Morena e outros), na A Arca da Noé, Vilar
de Santos, Galiza;
- dia 24, 25 e 26
de Maio de 2016: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e
loisas, no III Seminário “Alimentos e Manifestações Culturais Tradicionais” e
II Simpósio Internacional “Alimentação e Cultura: Tradição e Inovação na
Produção e Consumo de Alimentos”, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e
Alto Douro, em Vila Real;
- Maio de 2016: “Actos
da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Vila Real;
- Junho de 2016:
“Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Pontevedra, Galiza;
- dia 1 de Outubro
de 2016: palestra “Guiné-Bissau, terra sabi!” por António Alberto Alves, na
Fundación Vicente Risco, Allariz, Galiza.
- e ao longo de 2016 haverá
mais, sempre muito mais...
domingo, 16 de agosto de 2015
em Agosto leia autores transmontanos!
Por iniciativa do
Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, ao longo do mês de Agosto, 5
livrarias estão em rede promovendo nas suas montras os autores transmontanos –
e, por conseguinte, a leitura, a cidadania, o desenvolvimento local e regional.
A Livraria Aguiarense, de Vila Pouca de Aguiar, a Livraria Rosa
D’Ouro, de Bragança, a Livraria Papelaria Dinis, de Valpaços, a Livraria
Poética, de Macedo de Cavaleiros, e a Livraria Traga-Mundos, de Vila Real.
EM AGOSTO LEIA AUTORES
TRANSMONTANOS! - I
terça-feira, 21 de abril de 2015
Resoluções do IV Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro
22 de Março de 2015 | Livraria Papelaria
Dinis | Valpaços
O
IV Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro ficou marcado pelo
excelente acolhimento e boa organização da Papelaria Dinis na pessoa do seu responsável,
o livreiro Ari Oliveira, que recebeu no seu espaço os seguintes livreiros:
António Alberto Alves – Traga-Mundos, Vila Real
Casimiro
Fernandes e Mariana Fernandes – Rosa D’Ouro, Bragança
Augusto
Dias - Livraria Aguiarense, Vila Pouca de Aguiar
Ângelo
César – Editora Flor do Passarinho, Bragança
Virgínia
do Carmo – Poética, Macedo de Cavaleiros
Estiveram
ainda representadas a Livraria Andrade e a Livraria Lua Nova da cidade de
Valpaços. (embora não tenham tido disponibilidade para participarem na reunião
de trabalho.)
Para
além dos livreiros estiveram presentes membros da comunidade local, incluindo
professores e autores, mas também leitores que se manifestaram interessados e
participativos ao longo do encontro. As dificuldades derivadas da actual conjuntura
económica e consequente e desertificação do interior acabaram por ser tema
dominante.
Ao
longo do encontro foram lidas mensagens enviadas por Dina Ferreira, da Livraria
Poetria, e Maria Deolinda Cardoso, da Imprensa Nacional – Casa da Moeda, do Porto,
e ainda por um dos dinamizadores do Encontro Livreiro Nacional, Luís Guerra.
Palavras solidárias, que concedem ânimo e retemperam forças.
Como já é habitual,
no final os livreiros terminaram o encontro com uma reunião de trabalho, da
qual saíram as seguintes resoluções e compromissos:
1. o reforço da
partilha de informação relativa a
novidades editoriais e actividades em agenda, e organização conjunta de
eventos; Uma das possibilidades que ficou já alinhavada foi a presença, pelo
menos na Papelaria Dinis, da autora Raquel Serejo Martins, natural do concelho
de Valpaços, em Setembro, a propósito da sua deslocação a Macedo de Cavaleiros
para a quinta edição do Encontro de Escritores Transmontanos;
2. a organização
conjunta de uma “Feira” do Livro; em formato e em local a definir, de âmbito
regional. Um dos aspectos que se debateu foi a própria conotação do termo
“feira”, e se ele deve ser ou não utilizado, por ser muito difícil dissociá-lo
da inevitabilidade dos descontos, uma prática que os livreiros não querem
assumir como obrigatória – sobretudo porque não usufruímos da mesma percentagem
de descontos com que a maioria dos editores beneficia as redes de livrarias e
hipermercados nacionais;
3. continuar a
trabalhar pela projecção dos autores nascidos na nossa região para lá das
fronteiras da mesma em articulação e colaboração com as editoras dos
respectivos autores;
4. realização em
Agosto de uma montra de autores transmontanos simultânea em todas as livrarias
da região que venham a aderir à iniciativa, em articulação com os respectivas
editoras, que este ano fique marcada por uma maior articulação entre as
diferentes livrarias, determinando-se, inclusivamente uma imagem comum. Para o
efeito será usado o cartaz elaborado para o efeito em Agosto de 2014 pela
Poética;
5. a organização de
um evento de “homenagem” a um livreiro antigo da cidade de Bragança, Mário
Péricles, que teve, inclusivamente, um papel importante na oposição ao regime
ditatorial fascista naquela cidade. O Sr. Casimiro Fernandes aceitou a
responsabilidade de iniciar diligências nesse sentido.
Mais
uma vez os participantes saíram deste encontro motivados e com o entusiasmo
reforçado para continuar a vencer as adversidades, apostando na máxima de que a
união faz a força.
Ficou
também decidido que o V Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro terá lugar na Papelaria Aguiarense, no dia 28
de Fevereiro de 2016, pelas 15h00.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Livreiros do meu país, UNI-VOS! - 2
PALAVRAS QUE VOS
DEIXO
Sou um orgulhoso
fundador do movimento das gentes do livro que dá pelo nome de Encontro
Livreiro. Recordo hoje os nomes do pequeno núcleo inicial: Manuel Pereira
Medeiros, Luís Guerra, Fernando Bento Gomes, Cristina Rodriguez, Artur Guerra,
Gonçalo Mira, Nuno Fonseca, Joaquim Gonçalves, Dina Silva, Adelino Almeida
Abrantes, José Augusto Soares Pereira, António Almeida, Fátima Ribeiro de
Medeiros, Hélia Filipa da Cruz Sampaio, Nuno Miguel Ribeiro de Medeiros, João
Manuel Rodriguez Guerra, José Teófilo Duarte, Francisco Abreu, José Gonçalves
(ausente por motivos de saúde, participou na preparação e na divulgação).
O Encontro Livreiro
nasceu na livraria Culsete, em Setúbal, no dia 28 de Março de 2010, mas tem
andado por aí e gosta de deixar sementes que dêem rebentos que possam dar novas
sementes, que possam dar rebentos que possam dar novas sementes... e assim
sucessivamente. Os primeiros rebentos nasceram em Trás-os-Montes – onde
cresceram e se multiplicaram em Vila Real (Traga-Mundos), Macedo de Cavaleiros
(Poética), Bragança (Rosa D’Ouro) e, no domingo passado, em Valpaços (Livraria
Dinis) – e no Porto, onde brotaram num jardim feito de livros, a Lello do
livreiro Antero Braga, a mui antiga e bela livraria da invicta e do mundo. Da
equipa de “resistentes” a Norte, quero ainda destacar Dina Ferreira (Poetria),
um exemplo de visão e de persistência de uma livreira que ama os livros, a
poesia, o teatro.
Acompanhei muito de
perto o seu crescimento até bem próximo dos cinco anos, que ontem se cumpriram.
Parabéns a você! E lembro, com alguma nostalgia, o brinde inicial (vão lá ver
ao Isto Não Fica Assim!). E lembro ainda, feliz, os meses da gravidez e da
esperança, os primeiros dias, as primeiras noites, os primeiros meses e anos,
os primeiros e trémulos passos, primeiro a necessitar do amparo de uma ou mais
mãos, adquirindo aos poucos cada vez mais autonomia.
É um movimento que
não gosta de chefes nem de líderes e que desde o início se quis o mais informal
e livre possível. Mas, para funcionar e avançar, foi recorrendo a uma “comissão
executiva” oficiosa constituída por Manuel Medeiros e Fátima Ribeiro Medeiros
(Culsete – Setúbal), Joaquim Gonçalves (A das Artes – Sines), António Alberto
Alves (Traga-Mundos – Vila Real), Sara Figueiredo Costa (Cadeirão Voltaire),
Rosa Azevedo (Estórias com Livros) e eu próprio. Claro que no início este
núcleo era ainda mais reduzido. Convém referir que alguns destes elementos
foram sendo cooptados à medida que chegavam ao Encontro Livreiro e que há
outros amigos, que me desculparão por não os nomear, que sempre estiveram muito
próximos.
Por razões de ordem
muito pessoal, em Novembro passado – por ocasião do Dia da Livraria e do
Livreiro, “rebento” que nasceu da relação entre o Encontro Livreiro e a
Fundação José Saramago e da vontade do seu director, o meu amigo Sérgio Letria,
mas que precisa de um maior envolvimento dos livreiros, o que não se conseguiu
satisfatoriamente até à edição de 2014 – decidi que era chegado o momento de me
afastar. Nessa altura comuniquei a minha decisão à Fátima, desde sempre a
livreira da Culsete mas agora a solo depois da partida do Livreiro Velho, e
pedi-lhe o grande favor de a transmitir aos restantes amigos. Ao mesmo tempo,
entreguei-lhe as “chaves” do blogue «Isto Não Fica Assim!» e da página do
Encontro Livreiro no facebook, que tomei a liberdade de criar logo a seguir ao
I Encontro e onde podem encontrar os textos, as imagens, a história deste
inédito movimento das gentes do livro.
Deixem-me que
refira uma das iniciativas que mais acarinhei, a atribuição do diploma
Livreiros da Esperança, e que recorde aqui os nomes dos livreiros já
homenageados: Jorge Figueira de Sousa (Esperança – Funchal), Caroline Tyssen e
Duarte Nuno Oliveira (Galileu – Cascais), Manuel Medeiros e Fátima Ribeiro
Medeiros (Culsete – Setúbal), Antero Braga (Lello – Porto) e ainda o Livreiro
da Esperança de 2015, Luís Alves Dias (Ler – Lisboa), nome que já tinha sido
referido em conversas com a Fátima anteriores à minha saída e ao seu
falecimento em 23 de Janeiro deste ano e que depois vi confirmado no Isto Não
Fica Assim! Um abraço, bem rijo e amigo, ao filho, o livreiro-editor-livreiro
Luís Alves.
Se me permitem,
quero também deixar uma palavra em memória e em homenagem à vida de um outro
livreiro que nos deixou no mesmo mês de Janeiro deste ano, António André (Lácio
– Lisboa), a quem me ligam boas recordações e que, no meu modesto entender,
mereceria um maior reconhecimento público. Sabem, por exemplo, que nos deixou
um livro de poemas intitulado Entrevero? Sei da sua existência mas confesso que
não o tenho nem o li ainda. Se alguém me fizer chegar um exemplar ficarei muito
agradecido. Pagando, claro! Mas o seu poema maior, e esse tive o privilégio de
o ler repetidas vezes, chamou-se “Lácio, Campo Grande, 111”! Que agora se
continua a “ler devagar”, na voz do José Pinho e do Pedro Oliveira. Boas
leituras, que devagar se vai ao longe!
E por falar em
livreiros e em livrarias, no último encontro lancei um apelo que parece ter
caído em saco roto: para quando a criação de um movimento próprio de livrarias
independentes? E neste conceito cabem livrarias com décadas de experiência e
outras, novas e novíssimas e com novos modelos, que estão a nascer ou a dar os
primeiros passos. Continuo a achar que faz sentido, que faz falta, que é
urgente, muitíssimo urgente. Pelo país fora há (ainda há) mais de duas dezenas
de livrarias que podiam animar e dar corpo a um movimento que comece por criar
uma “rota de livrarias independentes” que funcionem a partir de uma grande
cumplicidade entre si, mas também – e isto parece-me fundamental – que crie uma
cumplicidade nova entre autores, editores, livreiros e leitores. E, se o meu
grande amigo Joaquim Gonçalves me permite, ele que o criou e dinamizou e que,
quase sempre sozinho, tem vindo a desmascarar manhas e artimanhas de vários
Golias, sugiro um nome para este movimento: “Livros, é nas Livrarias!”.
Meus caros amigos
livreiros, não fiquem a observar na bancada ou atrás do balcão. Não esperem que
outros resolvam os vossos problemas. Não se olhem como concorrentes, que não
são. Conversem, conheçam-se, troquem ideias, definam objectivos comuns,
promovam iniciativas próprias que circulem pelas vossas livrarias, de norte a
sul. Livreiros do meu país, uni-vos!
Não posso deixar de
mencionar e de registar os nomes de Pedro Vieira, José Teófilo Duarte e Manuel
Rosa pela preciosa e desinteressada colaboração na criação dos cartazes e dos
diplomas.
Desejo ao Encontro
Livreiro aquilo que desejo a cada um dos meus três filhos, todos já na
maioridade: que continue o seu caminho, agora sem a minha presença e zelo
diários, e sem os constrangimentos que mesmo o amor de um “pai” e de uma “mãe”
acabam por implicar. Evitando a rotina e a repetição de procedimentos e de
vícios, e possibilitando novas escolhas, novos caminhos, novos objectivos,
novos intervenientes, novos actores.
Tenho a consciência
de ter dado o máximo – como gosto, aliás, quando me envolvo nas coisas – e de
ter feito o melhor que pude e que sabia. Saí antes que viesse a sentir que isto
fica assim. Cabe às gentes do livro fazer com que, afinal, isto não fique
assim.
São estas as
palavras que vos deixo. Obrigado pela vossa compreensão e, o que para mim é o
mais importante, pela vossa amizade.
Envolvo todos (e
vejo agora os rostos e os olhares, um a um) com um abraço apertado dado a cada
um de vocês.
Até sempre!
Luís Guerra
Margem Sul, 29 de Março de 2015
[texto enviado ao VI
Encontro Livreiro, que decorreu na livraria Culsete, em Setúbal, no passado dia
29 de Março de 2015]
segunda-feira, 6 de abril de 2015
IV Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro, Região d'Ouro
IV Encontro
Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro
dia 22 de Março de 2015 (domingo), pelas 15h00
na Livraria Papelaria Dinis, em Valpaços
no mensário Região d'Ouro [Geração
D'Ouro], número 21, Abril 2015
sábado, 4 de abril de 2015
IV Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro na TV Regiões, Valpaços
IV Encontro
Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro
dia 22 de Março de 2015 (domingo), pelas 15h00
na Livraria Papelaria Dinis, em Valpaços
sábado, 28 de março de 2015
Encontro(s) Livreiro(s)
«NASCEU DE UM SONHO e foi dado à luz em Setúbal, tendo como testemunhas o Sado e a Arrábida. Dá pelo nome de Encontro Livreiro e dizem que gosta de conhecer e de calcorrear o país, lá onde haja gentes do livro e uma livraria como ponto de encontro. Tem sido avistado, segundo fontes seguras, em diversas livrarias de Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Valpaços) e, no final do ano passado, esteve na Lello, na cidade do Porto. Como acontece todos os anos, no domingo regressa a Setúbal. Dizem que gosta de convívios que sejam encontro e de encontros que sejam também convívio. E que gosta muito de conhecer gente, de trocar umas ideias, de molhar a garganta e de petiscar, antes de se pôr de novo a caminho, uma qualquer especialidade local que lhe queiram oferecer. Pode até ser na brasa, mas sem pressas. E é o que ouvi dizer e aqui deixo aos meus amigos, dos livros, do facebook, de outras andanças da vida. Bom fim-de-semana!» Luís Guerra
domingo, 22 de março de 2015
Da necessidade de nos unirmos...
Não podendo estar presentes no IV Encontro Livreiro e Leitor de TMAD, queremos deixar aqui uma nota do nosso inequívoco e incondicional apoio a tão importante quão necessária iniciativa, pelo que representa de consciencialização dos livreiros do seu papel de divulgadores e facilitadores de cultura através dos livros, que são o objecto e expressão da sua actividade profissional.
Num pais e numa sociedade em que o incentivo à leitura é pouco, os livreiros assumem um papel de primeira linha na interpelação e diálogo com leitores, autores, editores e todos os que de algum modo interferem no processo que conduz ao livro e à sua difusão.
Se ser livreiro é a mais bela profissão do mundo, também é talvez a que implica mais risco e mais capacidade de resistência no meio em que se insere, pelas condições cada vez mais adversas que a concentração de grandes grupos económicos no sector lhe impõe.
A necessidade de nos unirmos na procura de soluções e estratégias de afirmação, desenvolvimento e até de sobrevivência, surge assim como urgência nacional, e uma das vias para atingirmos esses objectivos é a realização e promoção destes Encontros, de onde podem emergir soluções e ideias que contribuam para a nossa sustentabilidade e dignidade.
É também uma forma de nos conhecermos melhor entre pares de profissão, criarmos laços de solidariedade e mútua cooperação e reflectirmos em conjunto em ambiente de convívio e confraternização, no sentido da defesa dos nossos interesses e dos nossos direitos.
É pois nosso desejo profundo que este Encontro seja mais uma oportunidade de partilha de experiências e do desbravar caminhos para que o futuro seja menos incerto e mais promissor.
UM GRANDE E SOLIDÁRIO ABRAÇO PARA TODOS VÓS.
Dina Ferreira (POETRIA)
Maria Deolinda Cardoso (INCM)
[texto
escrito para o IV Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro, a
realizar-se hoje dia 22 de Março de 2015, na Livraria Papelaria Dinis, em
Valpaços]
Livreiros do meu país, UNI-VOS!
BREVES PALAVRAS E UM APELO
Pede-me o amigo António Alves, da
Traga-Mundos, que dirija algumas palavras ao IV Encontro Livreiro de
Trás-os-Montes e Alto Douro, a realizar na Livraria Dinis, em Valpaços, no dia
22 de Março de 2015. Depois de Vila Real, de Macedo de Cavaleiros e de
Bragança, esta inédita forma de organização chega agora a Valpaços. Que
continue o seu caminho por muitos anos!
Não sei se será de grande valia o
que eu vos possa dizer mas não podia recusar este convite. Como saberão, estive
ligado, desde antes mesmo da primeira hora, ao núcleo organizador do Encontro
Livreiro, um movimento das gentes do livro (não apenas de livreiros) que foi
lançado em Setúbal no dia 28 de Março de 2010. E que inspirou o(s) Encontro(s)
Livreiro(s) de Trás-os-Montes e Alto Douro e, mais recentemente, o I Encontro
Livreiro do Porto e Grande Porto, realizado na Livraria Lello I Prólogo
Livreiros no dia 23 de Novembro de 2014. E, em parceria com a Fundação José
Saramago, o Dia da Livraria e do Livreiro.
Quero, em primeiro lugar, deixar
registado o meu grande apreço pelo trabalho que os livreiros e as gentes do
livro de Trás-os-Montes e Alto Douro, inspirados inicialmente no movimento
Encontro Livreiro, têm vindo a desenvolver no sentido de levar às livrarias
locais, numa saudável rotatividade, o necessário e imprescindível encontro das
gentes do livro da região, reflectindo sobre os problemas e criando novos
métodos de trabalho que vão dando os seus frutos. Podemos dizer que em
Trás-os-Montes e Alto Douro os livreiros e as gentes do livro já estão a
trabalhar em conjunto. Parabéns a todos! Permitam-me, no entanto e sem
desprimor para ninguém, uma saudação muito, muito especial ao António Alves e à
Virgínia do Carmo pelo privilégio da amizade que me concedem.
Não permitamos que as livrarias se
transformem numa espécie em vias de extinção.
Sobretudo as pequenas e médias livrarias independentes, espalhadas pelo
país fora, que lutam diariamente pela
sobrevivência, não desistindo à primeira dificuldade. Mas isso só será possível
se juntarmos mais e mais gente, cada vez mais gente, em torno deste objectivo,
que deve ser de todos, a começar nos autores e a acabar nos leitores. São estes
últimos, temo-lo dito repetidas vezes, que justificam toda a cadeia do livro.
É, pois necessário que as livrarias façam um trabalho exigente de criação e
multiplicação de leitores, que não se preocupem apenas com o fugaz e efémero
que se esgota na venda pela venda e na obtenção de objectivos imediatos. Só a
criação de cada vez mais e melhores leitores, de leitores cada vez mais
exigentes, garantirá o futuro do sector editorial e livreiro, um sector
fundamental para a emancipação de um país que se quer verdadeiramente livre e
desenvolvido.
No ano passado deixei um apelo no
V Encontro Livreiro: que se constitua um movimento nacional de livreiros
independentes que lute pela preservação das pequenas e médias livrarias. Parece
que, até agora, esse apelo caiu em saco roto. Continuo, no entanto, convencido
da sua urgência.
É fundamental que os livreiros
não fiquem a observar da bancada ou atrás do balcão. É fundamental que falem
entre si, que definam objectivos comuns, que se organizem e lutem. Juntos!
Criando uma rota de livrarias e uma rede de novas cumplicidades e de novas
formas de colaboração e de trabalho.
Renovo agora aqui, dirigindo-me
aos livreiros de Trás-os-Montes e Alto Douro, o mesmo apelo: conversem entre
vós e com as gentes do livro da vossa região, conversem com os livreiros
independentes – há (ainda) duas ou três dezenas que resistem por este nosso
país fora – e com os livreiros e as gentes do livro que já integram o(s)
Encontro(s) Livreiro(s), e avancem decididamente para a criação de um movimento
específico e autónomo de livreiros independentes. Pegando nesse núcleo, será
possível traçar linhas de ida e volta que vão de Valpaços ao Funchal, passando
por Sines, Setúbal, Cascais, Porto, Lisboa, Vila Real e Macedo de Cavaleiros e,
daqui, criar novas rotas que podem passar por Leiria, Évora, Almada, Braga,
Guimarães e por outras vilas e cidades onde haja ou venha a haver livrarias
independentes.
Livreiros do meu país, uni-vos!
Luís Guerra
quinta-feira, 19 de março de 2015
Este é o tempo para teimar, resistir, denunciar e seguir em frente...
Caros colegas
livreiros,
O tempo vai sendo
cada vez mais de angústia e de incerteza para mim, e penso que para todos os
que nesta região lutam para manter a sua actividade. Não obstante a
eventualmente necessária reestruturação e redefinição de estratégias que todos
possamos sentir, este não é, todavia, o tempo para desistir. Este é o tempo
para teimar, resistir, denunciar e seguir em frente, enfrentando e confrontado
os que não acreditam nesta verdade que é nossa, que conquistámos com anos de
trabalho e dedicação: a cultura no interior é um direito adquirido, do qual não
abdicaremos.
Anos de estigmas e
descuidos políticos fizeram desta região um pedaço de chão a mais no mapa
assimétrico do país, mas há uma coisa a reter: Nós somos transmontanos. A força
e a determinação são o nosso bem maior. Agora é tempo para unir esforços e
levantar a cabeça. O caminho está aí.
Virgínia do Carmo, autora,
livreira, editora
Poética – livros,
arte e eventos
Macedo de
Cavaleiros, Bragança, Trás-os-Montes
terça-feira, 17 de março de 2015
IV Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro
IV Encontro Livreiro e
Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro
dia 22 de Março de 2015 (domingo), pelas
15h00
na Livraria Papelaria Dinis, em Valpaços
«A escrita, o livro, a leitura: um mundo!
Vasto e complexo mundo! Quem encontrarei disponível para me acompanhar num
breve olhar sobre ele?
Mundo habitado. O olhar encontra
imediatamente os escritores e os leitores. Depois, entre a escrita e o livro,
está o editor com o seu trabalho emérito. Entre o livro e a leitura
estou eu, o livreiro. O
escritor publica a escrita, o editor publica o livro, o livreiro “publica” a leitura.»
Manuel Medeiros, o Livreiro Velho (da
livraria Culsete, Setúbal)
O IV Encontro Livreiro e Leitor de
Trás-os-Montes e Alto Douro já tem data e local definido: será realizado no
dia 22 de Março de 2015, domingo, pelas
15h00, na Livraria Papelaria Dinis, em Valpaços.
O I Encontro
Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro realizou-se no dia 24 de Março de 2013, no espaço da livraria Traga-Mundos em
Vila Real. Nesta primeira realização, procuramos privilegiar o encontro de
livreiros que possuam uma livraria nesta região, para nos conhecermos melhor,
partilharmos experiências e expectativas, procurarmos colaborações e parcerias.
Se nem todas
puderam marcar presença, algumas livrarias «responderam afirmativamente ao
convite para se sentarem à mesma mesa e debaterem preocupações comuns e
sinergias possíveis para uma melhor estratégia de afirmação das livrarias ditas
“tradicionais”.
Os livreiros
deixaram o seu testemunho e algumas preocupações derivadas da própria
conjuntura actual, mas do encontro saíram já algumas intenções de conciliação
de esforços, nomeadamente ao nível da partilha de novidades editoriais de cada
concelho, da cooperação na apresentação de livros de autores na região e da permuta
de informação sobre eventos que cada uma realiza na sua região.»
O II Encontro
Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro aconteceu no dia 2 de Junho de 2013 na
Poética - livros, arte e eventos, em Macedo de Cavaleiros.
«No centro do
encontro esteve o debate em torno do tema "O futuro das livrarias tradicionais:
Que estratégias?", e a continuação do trabalho de reforço das sinergias
entre as livrarias com o propósito de dar mais voz mas também de repensar
formas alternativas e concertadas de viabilização económica deste sector numa
dimensão regional.»
O III Encontro Livreiro
de Trás-os-Montes e Alto Douro aconteceu no dia 23 de Fevereiro de 2014 na
Livraria Rosa d’Ouro, em Bragança.
Livreiros,
editores, escritores, professores, bibliotecários, jornalistas e, sobretudo,
todos LEITORES, partilharam momentos de conversas e afectos, ideias e louvores,
poesias e leituras, inquietações e sonhos, em torno da leitura, da escrita, da
edição, dos livros, das livrarias, dos livreiros.
Registamos a
amabilidade das presenças do Presidente da Câmara Municipal de Bragança,
Hernâni Dias, também como professor, e da Direcção da Academia das Letras de
Trás-os-Montes.
De salientar a
participação de sete livreiros, de diferentes concelhos: Casimiro Fernandes
& Família, da Rosa d’Ouro, e Carlos Prada de Oliveira, da Livraria
Benquerença, de Bragança; Virgínia do Carmo, da Poética – livros, arte e
eventos, de Macedo de Cavaleiros; António Alberto Alves, da Traga-Mundos –
livros e vinhos, coisas e loisa do Douro, e Alfredo Branco, da Livraria
Papelaria Branco, de Vila Real; Ari Oliveira, da Papelaria Dinis, de Valpaços;
e Augusto Dias, da Livraria Aguiarense, de Vila Pouca de Aguiar. No final, os
sete livreiros ficaram a trabalhar: a alinhavar mais algumas ideias e
objectivos para os tempos mais próximos, reforçando uma colaboração em rede.
Os participantes
saíram deste encontro motivados e cientes de que estamos no bom caminho. A isso
não foi alheia, por certo, uma evidência que todos os participantes haviam, no
momento anterior, deixado clara: as livrarias “tradicionais” têm um papel
insubstituível na aproximação das comunidades à cultura e aos livros, e também
na divulgação e promoção das pequenas editoras e dos seus autores.
Neste sentido, convidamo-lo para estar presente neste IV Encontro
Livreiro e Leitor, dia 22 de Março de 2015 (domingo), pelas 15h00, na
Livraria Papelaria Dinis, em Valpaços trazendo o seu testemunho como livreiro,
editor, autor, professor, bibliotecário, educador, LEITOR, etc.
Na expectativa de
um acolhimento positivo e de uma participação empenhada, apresentamos os nossos
melhores cumprimentos
Ari Oliveira
Livraria Papelaria
Dinis
Valpaços
[com
o apoio de António Alberto Alves, da livraria Traga-Mundos, em Vila Real, de
Casimiro Fernandes, da Livraria Rosa d’Ouro, em Bragança, e de Virgínia do
Carmo, Poética – livros, arte e eventos, em Macedo de Cavaleiros]
Nota: Recordamos
que esta iniciativa surge na sequência do Encontro-Livreiro nacional, que
acontece uma vez por ano (sempre no último domingo de Março), desde 2010, em
Setúbal, na Livraria Culsete [e cujo o debate e a troca de ideias continuam
no Isto Não
Fica Assim!] Este ano decorrerá no dia 29 de Março de 2015, pelas 15h00.
António Alberto
Alves
Traga-Mundos –
livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel
Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª,
Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935
157 323 | traga.mundos1@gmail.com
| www.traga-mundos.blogspot.com
Próximos eventos:
- de 17 de
Fevereiro a 1 de Abril de 2015: Exposição de fotografia “Gárgulas e outros
pormenores” por João Pinto Vieira da Costa, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dias 10 e 11
Março de 2015 (terça-feira e quarta-feira): participação com uma banca de
livros, mais algumas coisas e loisas, na Feira de Empregabilidade 2015, na UTAD
– Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real;
- dia 16 de Março
de 2015 (segunda-feira), pelas 10h00: percurso literário por Camilo Castelo
Branco por João
Pedro Fernandes Alves Roma Baptista, aluno do 3.º ano da licenciatura em
Línguas, Literaturas e Culturas do Departamento de Letras, Artes e Comunicação
da UTAD, no âmbito de estágio extra-curricular que realizou na Traga-Mundos, no
âmbito das comemorações do dia
do patrono da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Real;
- dia 21 de Março
de 2015 (sábado), pelas 21h00: tertúlia temática pela cooperativa Rupestris, na
Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 28 de Março
de 2015 (sábado), pelas 21h00: apresentação do livro “O Jardim dos Enganos” de
João Pedro Fernandes Alves Roma Baptista, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 11 de Abril
de 2015 (sábado), pelas 21h00: apresentação do livro “O Bico Azul – uma viagem
onde os nossos olhos não podem ver...” de J. Bernardino Lopes e Pedro Lopes, na
Traga-Mundos em Vila Real;
- dias 14, 15, 16,
17 de Maio de 2015: participação com uma banca de livros na Festa do Libro
Galego Português, na Fundación Vicente Risco em Allariz (Galiza).
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
III Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro
III Encontro Livreiro de
Trás-os-Montes e Alto Douro
dia 23 de Fevereiro de 2014 (domingo), pelas
15h00
na Livraria Rosa d’Ouro, em
Bragança
«A escrita, o livro, a leitura: um mundo!
Vasto e complexo mundo! Quem encontrarei disponível para me acompanhar num
breve olhar sobre ele?
Mundo habitado. O olhar encontra
imediatamente os escritores e os leitores. Depois, entre a escrita e o livro,
está o editor com o seu trabalho emérito. Entre o livro e a leitura
estou eu, o livreiro. O
escritor publica a escrita, o editor publica o livro, o livreiro “publica” a leitura.»
Manuel Medeiros, o Livreiro Velho (da
livraria Culsete, Setúbal)
O III Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e
Alto Douro já tem data e local definido: será realizado no dia 23 de Fevereiro de 2014, domingo, pelas
15h00, na Livraria Rosa d’Ouro, em Bragança.
O I Encontro
Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro realizou-se no dia 24 de Março de 2013, no espaço da livraria Traga-Mundos em
Vila Real. Nesta primeira realização, procuramos privilegiar o encontro de
livreiros que possuam uma livraria nesta região, para nos conhecermos melhor,
partilharmos experiências e expectativas, procurarmos colaborações e parcerias.
Se nem todas
puderam marcar presença, algumas livrarias «responderam afirmativamente ao
convite para se sentarem à mesma mesa e debaterem preocupações comuns e
sinergias possíveis para uma melhor estratégia de afirmação das livrarias ditas
“tradicionais”.
Os livreiros
deixaram o seu testemunho e algumas preocupações derivadas da própria
conjuntura actual, mas do encontro saíram já algumas intenções de conciliação
de esforços, nomeadamente ao nível da partilha de novidades editoriais de cada
concelho, da cooperação na apresentação de livros de autores na região e da
permuta de informação sobre eventos que cada uma realiza na sua região.»
O II Encontro
Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro aconteceu no dia 2 de Junho de 2013 desta
feita na Poética - Livros, arte e eventos, em Macedo de Cavaleiros.
«No centro do
encontro esteve o debate em torno do tema "O futuro das livrarias tradicionais:
Que estratégias?", e a continuação do trabalho de reforço das sinergias
entre as livrarias com o propósito de dar mais voz mas também de repensar
formas alternativas e concertadas de viabilização económica deste sector numa
dimensão regional.»
Neste III Encontro,
para além do grupo central e organizador – Casimiro Fernandes, Livraria Rosa
d’Ouro, Virgínia do Carmo, Poética – livros, arte e eventos, e António Alberto
Alves, Traga-Mundos –, reiteramos o convite a todas as livrarias da região para
participarem, no sentido da criação de um movimento o mais abrangente possível.
Estamos a convidar
editores em cujos catálogos se incluam obras e autores da região.
Estamos a convidar
os escritores, nomeadamente endereçando um convite à Academia de Letras de
Trás-os-Montes, com sede em Bragança.
Estamos a alargar
os convites à comunidade: professores, bibliotecários, leitores, etc.
Para além de uma
reflexão livre e espontânea, iremos solicitar alguns textos que sirvam de mote
ao encontro – não esquecendo os objectivos que foram traçados no anterior: «conciliação
de esforços, nomeadamente ao nível da partilha de novidades editoriais de cada
concelho, da cooperação na apresentação de livros de autores na região e da
permuta de informação sobre eventos que cada uma realiza na sua área.».
Também iremos
organizar a participação no Encontro Livreiro da Livraria Culsete, em Setúbal.
Neste sentido, convidamo-lo para estar presente neste
Encontro, trazendo o seu testemunho como livreiro, editor, autor, professor,
bibliotecário, LEITOR, etc.
Na expectativa de
um acolhimento positivo e de uma participação empenhada, apresentamos os nossos
melhores cumprimentos
António Alberto
Alves
Nota: Recordamos
que esta iniciativa surge na sequência do Encontro-Livreiro nacional, que
acontece uma vez por ano (sempre no último domingo de Março) em Setúbal, na
Livraria Culsete [e cujo o debate e a troca de ideias continuam no Isto Não Fica
Assim!]
Traga-Mundos –
livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel
Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª,
Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935
157 323 | traga.mundos1@gmail.com
Próximos eventos:
- de 7 a 25
Fevereiro de 2014: exposição “desenhos” por Eduardo Ferreira;
- dia 22 de
Fevereiro de 2014 (sábado), das 17h00 às 19h00: Atelier de Escrita Criativa por
Daniela Costa;
- de 28 de
Fevereiro a 18 de Março de 2014: exposição “As Caras Somos Nós Em Voz Alta” de
Rosa Pais e Eduarda Freitas;
- dia 2 de Março de
2014 (domingo), pelas 7h30: passeio pedestre pela orla da Barragem do
Azibo + participação no “Entrudo Chocalheiro” de Caretos de Podence, por Lagoa
Trekking;
- de 14 a 16 de
Março de 2014: passeios pedestres em alta montanha, Sanábria, por Lagoa
Trekking;
- dia 30 de Março de 2014
(domingo), pelas 15h00: V Encontro Livreiro, Livraria Culsete, Setúbal.
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