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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Dia da Livraria e do Livreiro - para o leitor

30 novembro, segunda-feira:

CINCO COISAS QUE UM LEITOR PODE FAZER NO DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO:

1. Visitar a sua livraria independente.

2. Levar um amigo à sua livraria independente e apresentá-lo ao livreiro.

3. Entrar numa livraria em que nunca tenha entrado e conhecê-la, conhecer os seus livros e conhecer o seu livreiro.

4. Assistir às atividades de animação e promoção do livro que o livreiro preparou para os seus leitores e colaborar nelas.

5. Levar consigo a sua lista de presentes de Natal e aproveitar para comprar alguns na livraria, aproveitando as promoções e ofertas do dia.

sábado, 21 de novembro de 2015

30 de Novembro - DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO


30 de Novembro – Dia da Livraria e do Livreiro

O dia 30 de novembro está à porta e traz-nos o sempre renovado desejo de indicarmos a todos o caminho de uma livraria. Não especialmente para esse dia em particular, mas para todos os dias.

Todos os dias são dias de trocar dois dedos de conversa com livreiras e livreiros, de ver novidades, de redescobrir os clássicos.

O 30 de novembro é um dia especial, é o DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO. É também o dia do leitor que visita as livrarias. É, pois, um dia de festa: festa da livraria, festa da livreira e do livreiro, festa do leitor.

Mais do que nunca é importante que os leitores conscientes do papel cultural da livraria passem a frequentá-la por necessidade, por desejo, sim, mas também por militância cultural, para ajudarem a despertar outras consciências, para marcarem hábitos de comportamento. Não basta dizer que as livrarias não podem morrer, que são muito importantes para a sociedade, que os seus livreiros não podem desistir, pois contribuem para fazer a diferença cultural na sua cidade. Há que passar das palavras à ação, marcando uma posição: eu frequento as livrarias independentes porque as considero indispensáveis, porque reconheço o seu papel, porque não quero que elas desapareçam.

No próximo dia 30 de novembro venha viver connosco o DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO.


[uma iniciativa do Encontro Livreiro e da Fundação José Saramago]

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Livreiros do meu país, UNI-VOS! - 2


PALAVRAS QUE VOS DEIXO

Sou um orgulhoso fundador do movimento das gentes do livro que dá pelo nome de Encontro Livreiro. Recordo hoje os nomes do pequeno núcleo inicial: Manuel Pereira Medeiros, Luís Guerra, Fernando Bento Gomes, Cristina Rodriguez, Artur Guerra, Gonçalo Mira, Nuno Fonseca, Joaquim Gonçalves, Dina Silva, Adelino Almeida Abrantes, José Augusto Soares Pereira, António Almeida, Fátima Ribeiro de Medeiros, Hélia Filipa da Cruz Sampaio, Nuno Miguel Ribeiro de Medeiros, João Manuel Rodriguez Guerra, José Teófilo Duarte, Francisco Abreu, José Gonçalves (ausente por motivos de saúde, participou na preparação e na divulgação).

O Encontro Livreiro nasceu na livraria Culsete, em Setúbal, no dia 28 de Março de 2010, mas tem andado por aí e gosta de deixar sementes que dêem rebentos que possam dar novas sementes, que possam dar rebentos que possam dar novas sementes... e assim sucessivamente. Os primeiros rebentos nasceram em Trás-os-Montes – onde cresceram e se multiplicaram em Vila Real (Traga-Mundos), Macedo de Cavaleiros (Poética), Bragança (Rosa D’Ouro) e, no domingo passado, em Valpaços (Livraria Dinis) – e no Porto, onde brotaram num jardim feito de livros, a Lello do livreiro Antero Braga, a mui antiga e bela livraria da invicta e do mundo. Da equipa de “resistentes” a Norte, quero ainda destacar Dina Ferreira (Poetria), um exemplo de visão e de persistência de uma livreira que ama os livros, a poesia, o teatro.

Acompanhei muito de perto o seu crescimento até bem próximo dos cinco anos, que ontem se cumpriram. Parabéns a você! E lembro, com alguma nostalgia, o brinde inicial (vão lá ver ao Isto Não Fica Assim!). E lembro ainda, feliz, os meses da gravidez e da esperança, os primeiros dias, as primeiras noites, os primeiros meses e anos, os primeiros e trémulos passos, primeiro a necessitar do amparo de uma ou mais mãos, adquirindo aos poucos cada vez mais autonomia.

É um movimento que não gosta de chefes nem de líderes e que desde o início se quis o mais informal e livre possível. Mas, para funcionar e avançar, foi recorrendo a uma “comissão executiva” oficiosa constituída por Manuel Medeiros e Fátima Ribeiro Medeiros (Culsete – Setúbal), Joaquim Gonçalves (A das Artes – Sines), António Alberto Alves (Traga-Mundos – Vila Real), Sara Figueiredo Costa (Cadeirão Voltaire), Rosa Azevedo (Estórias com Livros) e eu próprio. Claro que no início este núcleo era ainda mais reduzido. Convém referir que alguns destes elementos foram sendo cooptados à medida que chegavam ao Encontro Livreiro e que há outros amigos, que me desculparão por não os nomear, que sempre estiveram muito próximos.

Por razões de ordem muito pessoal, em Novembro passado – por ocasião do Dia da Livraria e do Livreiro, “rebento” que nasceu da relação entre o Encontro Livreiro e a Fundação José Saramago e da vontade do seu director, o meu amigo Sérgio Letria, mas que precisa de um maior envolvimento dos livreiros, o que não se conseguiu satisfatoriamente até à edição de 2014 – decidi que era chegado o momento de me afastar. Nessa altura comuniquei a minha decisão à Fátima, desde sempre a livreira da Culsete mas agora a solo depois da partida do Livreiro Velho, e pedi-lhe o grande favor de a transmitir aos restantes amigos. Ao mesmo tempo, entreguei-lhe as “chaves” do blogue «Isto Não Fica Assim!» e da página do Encontro Livreiro no facebook, que tomei a liberdade de criar logo a seguir ao I Encontro e onde podem encontrar os textos, as imagens, a história deste inédito movimento das gentes do livro.

Deixem-me que refira uma das iniciativas que mais acarinhei, a atribuição do diploma Livreiros da Esperança, e que recorde aqui os nomes dos livreiros já homenageados: Jorge Figueira de Sousa (Esperança – Funchal), Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira (Galileu – Cascais), Manuel Medeiros e Fátima Ribeiro Medeiros (Culsete – Setúbal), Antero Braga (Lello – Porto) e ainda o Livreiro da Esperança de 2015, Luís Alves Dias (Ler – Lisboa), nome que já tinha sido referido em conversas com a Fátima anteriores à minha saída e ao seu falecimento em 23 de Janeiro deste ano e que depois vi confirmado no Isto Não Fica Assim! Um abraço, bem rijo e amigo, ao filho, o livreiro-editor-livreiro Luís Alves.

Se me permitem, quero também deixar uma palavra em memória e em homenagem à vida de um outro livreiro que nos deixou no mesmo mês de Janeiro deste ano, António André (Lácio – Lisboa), a quem me ligam boas recordações e que, no meu modesto entender, mereceria um maior reconhecimento público. Sabem, por exemplo, que nos deixou um livro de poemas intitulado Entrevero? Sei da sua existência mas confesso que não o tenho nem o li ainda. Se alguém me fizer chegar um exemplar ficarei muito agradecido. Pagando, claro! Mas o seu poema maior, e esse tive o privilégio de o ler repetidas vezes, chamou-se “Lácio, Campo Grande, 111”! Que agora se continua a “ler devagar”, na voz do José Pinho e do Pedro Oliveira. Boas leituras, que devagar se vai ao longe!

E por falar em livreiros e em livrarias, no último encontro lancei um apelo que parece ter caído em saco roto: para quando a criação de um movimento próprio de livrarias independentes? E neste conceito cabem livrarias com décadas de experiência e outras, novas e novíssimas e com novos modelos, que estão a nascer ou a dar os primeiros passos. Continuo a achar que faz sentido, que faz falta, que é urgente, muitíssimo urgente. Pelo país fora há (ainda há) mais de duas dezenas de livrarias que podiam animar e dar corpo a um movimento que comece por criar uma “rota de livrarias independentes” que funcionem a partir de uma grande cumplicidade entre si, mas também – e isto parece-me fundamental – que crie uma cumplicidade nova entre autores, editores, livreiros e leitores. E, se o meu grande amigo Joaquim Gonçalves me permite, ele que o criou e dinamizou e que, quase sempre sozinho, tem vindo a desmascarar manhas e artimanhas de vários Golias, sugiro um nome para este movimento: “Livros, é nas Livrarias!”.

Meus caros amigos livreiros, não fiquem a observar na bancada ou atrás do balcão. Não esperem que outros resolvam os vossos problemas. Não se olhem como concorrentes, que não são. Conversem, conheçam-se, troquem ideias, definam objectivos comuns, promovam iniciativas próprias que circulem pelas vossas livrarias, de norte a sul. Livreiros do meu país, uni-vos!

Não posso deixar de mencionar e de registar os nomes de Pedro Vieira, José Teófilo Duarte e Manuel Rosa pela preciosa e desinteressada colaboração na criação dos cartazes e dos diplomas.

Desejo ao Encontro Livreiro aquilo que desejo a cada um dos meus três filhos, todos já na maioridade: que continue o seu caminho, agora sem a minha presença e zelo diários, e sem os constrangimentos que mesmo o amor de um “pai” e de uma “mãe” acabam por implicar. Evitando a rotina e a repetição de procedimentos e de vícios, e possibilitando novas escolhas, novos caminhos, novos objectivos, novos intervenientes, novos actores.

Tenho a consciência de ter dado o máximo – como gosto, aliás, quando me envolvo nas coisas – e de ter feito o melhor que pude e que sabia. Saí antes que viesse a sentir que isto fica assim. Cabe às gentes do livro fazer com que, afinal, isto não fique assim.

São estas as palavras que vos deixo. Obrigado pela vossa compreensão e, o que para mim é o mais importante, pela vossa amizade.

Envolvo todos (e vejo agora os rostos e os olhares, um a um) com um abraço apertado dado a cada um de vocês.

Até sempre!

Luís Guerra
Margem Sul, 29 de Março de 2015


[texto enviado ao VI Encontro Livreiro, que decorreu na livraria Culsete, em Setúbal, no passado dia 29 de Março de 2015]

sábado, 28 de março de 2015

Encontro(s) Livreiro(s)


«NASCEU DE UM SONHO e foi dado à luz em Setúbal, tendo como testemunhas o Sado e a Arrábida. Dá pelo nome de Encontro Livreiro e dizem que gosta de conhecer e de calcorrear o país, lá onde haja gentes do livro e uma livraria como ponto de encontro. Tem sido avistado, segundo fontes seguras, em diversas livrarias de Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Valpaços) e, no final do ano passado, esteve na Lello, na cidade do Porto. Como acontece todos os anos, no domingo regressa a Setúbal. Dizem que gosta de convívios que sejam encontro e de encontros que sejam também convívio. E que gosta muito de conhecer gente, de trocar umas ideias, de molhar a garganta e de petiscar, antes de se pôr de novo a caminho, uma qualquer especialidade local que lhe queiram oferecer. Pode até ser na brasa, mas sem pressas. E é o que ouvi dizer e aqui deixo aos meus amigos, dos livros, do facebook, de outras andanças da vida. Bom fim-de-semana!» Luís Guerra


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Dia da Livraria e do Livreiro 2014



Dia da Livraria e do Livreiro
dia 30 de Outubro de 2014 (domingo), das 10h00 às 20h00
na livraria Traga-Mundos, em Vila Real


Desde 2012 que se comemora o Dia da Livraria e do Livreiro, inspirado por ventos vindos do país vizinho e assinalando o aniversário da morte de Fernando Pessoa e de Fernando Assis Pacheco (este último, faleceu precisamente numa livraria de Lisboa). A Fundação José Saramago e o movimento Encontro Livreiro estabeleceram uma parceria que passou a assumir a organização e a dinamização do Dia da Livraria e do Livreiro, tornando-o mais abrangente e destacando sobretudo o lugar central que o livreiro ocupa no percurso do livro e na promoção da leitura.

O Dia da Livraria e do Livreiro é um dia de Festa! Festa da livraria! Festa do livreiro! Festa do leitor!

O leitor, que para nós não é apenas um cliente, é o convidado de honra deste e de todos os dias e quem verdadeiramente justifica a livraria e o livreiro e garante, não só o futuro do livro e das gentes do livro, mas também o progresso, esclarecido e em liberdade, do(s) país(es).

Apelamos a todos os leitores que, nas suas agendas, assinalem o dia 30 de Novembro como um dia de visita a, pelo menos, uma livraria, associando-se à festa do(s) seu(s) livreiro(s).

A livraria Traga-Mundos, em Vila Real, estará aberta no dia 30 de Outubro de 2014 (domingo), das 10h00 às 20h00.

António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- Novembro e Dezembro: exposição de fotografia de Eduardo Silva Alves, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 6 de Dezembro de 2014 (sábado), pelas 21h00: apresentação do livro “Manual de Saudades” de Xavier Frías Conde, no âmbito do Festival 6 Continentes 2014, na Traga-Mundos em Vila Real;
- de 8 de Dezembro de 2014 a 6 de Janeiro de 2015: Bazar de Natal e dos Reis da Traga-Mundos, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 13 de Dezembro de 2014 (sábado), pelas 21h00: 2.ª sessão de Traga-Contos, com o contador transmontano Vítor Fernandes, na Traga-Mundos em Vila Real.

sábado, 22 de novembro de 2014

Encontro Livreiro do Porto




A livraria Traga-Mundos, em Vila Real, estará presente – também testemunhando a organização dos três Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro realizados:

- a 24 de Março de 2013, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real;

- a 2 de Junho de 2013, na Poética – livros, arte e eventos, em Macedo de Cavaleiros;

- a 23 de Fevereiro de 2014, na Livraria Rosa d’Ouro, em Bragança.

segunda-feira, 24 de março de 2014

ENCONTRO LIVREIRO, 5ª edição, Culsete, Setúbal


No próximo dia 30 DE MARÇO, a partir das 15:00, a livraria CULSETE, em Setúbal, acolhe a 5ª edição do ENCONTRO LIVREIRO. 

Momento anual de reunião, o Encontro Livreiro tem sido um espaço privilegiado de debate, partilha e troca de ideias entre as gentes do livro, juntando, entre outros, livreiros, editores, jornalistas, bibliotecários, professores, autores, tradutores e leitores. 

Cinco anos passados sobre a primeira edição, o Encontro, que nasceu da vontade de colocar gente a conviver e a conversar — numa livraria — sobre o livro, algo que os seus fundadores acreditaram ser essencial para um sector tão transversal e fundamental como este, é já um dos momentos essenciais do ano editorial e livreiro. 
Para além do debate e da partilha, o Encontro Livreiro é também um momento de homenagem, com a entrega do diploma LIVREIROS DA ESPERANÇA que este ano distingue Antero Braga, livreiro da mítica Lello, no Porto. Foram já homenageados os livreiros Jorge Figueira de Sousa (Esperança | Funchal), Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira (Galileu | Cascais) e Fátima Ribeiro de Medeiros e Manuel Medeiros (Culsete | Setúbal). 

Em parceria com a Fundação José Saramago, o movimento Encontro Livreiro tem vindo também a dinamizar, desde 2012, o DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO, e a inspirar ENCONTROS LIVREIROS REGIONAIS, como já acontece com regularidade em Trás-os-Montes e Alto Douro, onde se realizou recentemente o III Encontro Livreiro daquela região. 

De entre as gentes do livro que virão a Setúbal no próximo dia 30, queremos muito que haja uma forte participação de livreiros. Relembramos que neste V Encontro, entre outros assuntos que livremente os participantes queiram tratar, vamos falar de LIVRARIAS, DO SEU PRESENTE E DO SEU FUTURO.

Para mais informações, sugerimos a consulta do ISTO NÃO FICA ASSIM!, o blogue do Encontro Livreiro, ou um contacto através de encontro.livreiro@gmail.com

Até ao próximo domingo, dia 30 de Março, em Setúbal.

ISTO NÃO FICA ASSIM!
Setúbal, 23 de Março de 2014

Encontro-Livreiro
Reúne na Livraria Culsete, em Setúbal, no último domingo de Março de cada ano.
LIVREIROS DA ESPERANÇA
Livreiro da Esperança 2014

Antero Braga (Livraria Lello / Prólogo Livreiros - Porto)
Livreiro da Esperança Especial Culsete - 40 Anos
Manuel Medeiros e Fátima Ribeiro de Medeiros
(Livraria Culsete - Setúbal)

Livreiro da Esperança 2013
Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira (Livraria Galileu - Cascais)
Livreiro da Esperança 2012
Jorge Figueira de Sousa (Livraria Esperança - Funchal)

sábado, 8 de março de 2014

Livreiro da Esperança 2014

 
O diploma «Livreiros da Esperança» — uma homenagem das gentes do livro aos livreiros portugueses que reconhece o papel central que esta classe profissional desempenha na «publicação» da leitura — é uma iniciativa do movimento Encontro-Livreiro e foi instituído e atribuído pela primeira vez em 2012.

Em 2014, o Encontro-Livreiro homenageia o livreiro 
ANTERO BRAGA 
Livraria Lello / Prólogo Livreiros | Porto 

O diploma «Livreiro da Esperança 2014» será entregue no 

V ENCONTRO LIVREIRO
a realizar na tarde do dia 30 de Março, domingo, na 
LIVRARIA CULSETE | SETÚBAL


Antero Braga é natural da freguesia do Bonfim, no Porto, onde nasceu no dia 17 de Agosto de 1950. 

Desde 1968, ano em que começou a trabalhar na Bertrand da 31 de Janeiro, na sua cidade natal, desempenhou diversas funções naquela empresa editorial, distribuidora e livreira (no Porto, em Aveiro e em Lisboa, assumindo responsabilidades tanto a nível local e regional como a nível nacional), tendo sido gerente de loja, chefe do departamento de lojas e agências, director-geral e administrador.

Entre uma saída e um regresso à Bertrand, trabalhou ainda na distribuidora Jardim (grupo brasileiro Abril Cultural), como responsável do departamento de promoções e publicidade, tendo neste âmbito colaborado no programa televisivo «O Passeio dos Alegres», de Júlio Isidro. 

Mas a grande aposta de vida de Antero Braga — contra a opinião de muitos, mesmo dos mais próximos — foi a criação da Prólogo Livreiros, em 1994, e a renovação e dinamização da Livraria Lello, a emblemática livraria do Porto, reconhecida internacionalmente como uma das melhores e mais belas livrarias do mundo. 

Trocando, a nível profissional, o certo pelo incerto, mas dando asas aos seus sonhos e transformando-os quotidianamente em realidade, Antero Braga fez e continua a fazer de uma livraria que encontrou decadente e em grandes dificuldades uma referência incontornável no conjunto das livrarias portuguesas. 
Antero Braga é, para nós, um exemplo de persistência e um sinal de esperança para o futuro. E é merecedor desta singela homenagem das gentes do livro e do Encontro-Livreiro. 

Obrigado, Antero Braga!


Para sempre merecedores da nossa gratidão, fazem agora parte da galeria dos «Livreiros da Esperança» os seguintes livreiros: 


Livreiro da Esperança 2012 
Jorge Figueira de Sousa 
Livraria Esperança | Funchal 
Livreiro da Esperança 2013 
Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira 
Livraria Galileu | Cascais 
Livreiro da Esperança Especial Culsete - 40 Anos 
Manuel Medeiros e Fátima Ribeiro de Medeiros 
Livraria Culsete | Setúbal 
Livreiro da Esperança 2014 
Antero Braga 
Livraria Lello / Prólogo Livreiros | Porto 


Obrigado, Livreiros da Esperança! 


Encontro-Livreiro
Setúbal, 27 de Fevereiro de 2014

domingo, 16 de fevereiro de 2014

V Encontro Livreiro, Culsete, Setúbal


O último domingo de Março está a aproximar-se. Este ano calha no dia 30. 

E o que acontece de há cinco anos para cá no último domingo de Março? 

O ENCONTRO LIVREIRO, pois claro! 

Vá-se preparando para vir nesse dia até à livraria Culsete, em Setúbal, e ficar por aqui a partir das 15 horas, falando de livros, leitura, livrarias e outros assuntos afins, acompanhado de boa música, de um cálice de Moscatel e de outras delícias aqui da terra. 

Este é o quinto ENCONTRO LIVREIRO, a primeira data redonda deste movimento criado à volta do livro e das gentes do livro, sendo o leitor um dos elementos mais importantes dessa cadeia. 

É um espaço de troca de ideias e reflexão, ideias positivas e construtivas, com vista a traçar novos caminhos e novos modos para que aconteça o essencial, isto é, a afirmação plena do existir do desenvolvimento da leitura a partir do livro. 


Esteja atento às próximas notícias e aponte já na sua agenda: 

DIA 30 DE MARÇO: IDA À CULSETE, PARTICIPAR NO V ENCONTRO LIVREIRO. 

Fátima Ribeiro de Medeiros
Docente, investigadora e livreira
[seguir em Isto Não Fica Assim!]

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO | 2013



No próximo dia 30 de Novembro vamos festejar o Dia da Livraria e do Livreiro.

Depois de, no ano passado, ter sido assinalada a primeira edição do Dia das Livrarias, inspirada por ventos vindos do país vizinho e assinalando o aniversário da morte de Fernando Pessoa e de Fernando Assis Pacheco (este último, precisamente numa livraria de Lisboa), a Fundação José Saramago e o movimento Encontro-Livreiro estabeleceram uma parceria que passará a assumir a organização e a dinamização do a partir de agora designado Dia da Livraria e do Livreiro, tornando-o mais abrangente e destacando sobretudo o lugar central que o livreiro ocupa no percurso do livro e na promoção da leitura.

O Dia da Livraria e do Livreiro é um dia de Festa! Festa da livraria! Festa do livreiro! Festa do leitor!

O leitor, que para nós não é apenas um cliente, é o convidado de honra deste e de todos os dias e quem verdadeiramente justifica a livraria e o livreiro e garante, não só o futuro do livro e das gentes do livro, mas também o progresso, esclarecido e em liberdade, do(s) país(es).

Apelamos a que todas as livrarias, que queiram fazer deste dia o seu dia de festa, comecem, desde já, a preparar uma iniciativa especial para assinalar a data.

Apelamos a todos os leitores que, nas suas agendas, assinalem o dia 30 de Novembro como um dia de visita a, pelo menos, uma livraria, associando-se à festa do(s) seu(s) livreiro(s).

https://www.facebook.com/events/606321422764688/ (ADIRA E DIVULGUE)

Boas leituras e até breve!

FUNDAÇÃO JOSÉ SARAMAGO | ENCONTRO-LIVREIRO
http://encontrolivreiro.blogspot.pt/2013/11/dia-da-livraria-e-do-livreiro-2013.html

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dia da Livraria e do Livreiro, 30 de Novembro



No próximo dia 30 de Novembro vamos festejar o Dia da Livraria e do Livreiro.

Depois de, no ano passado, ter sido assinalada a primeira edição do Dia das Livrarias, inspirada por ventos vindos do país vizinho e assinalando o aniversário da morte de Fernando Pessoa e de Fernando Assis Pacheco (este último, precisamente numa livraria de Lisboa), a Fundação José Saramago e o movimento Encontro-Livreiro estabeleceram uma parceria que passará a assumir a organização e a dinamização do a partir de agora designado Dia da Livraria e do Livreiro, tornando-o mais abrangente e destacando sobretudo o lugar central que o livreiro ocupa no percurso do livro e na promoção da leitura.

O Dia da Livraria e do Livreiro é um dia de Festa! Festa da livraria! Festa do livreiro! Festa do leitor!

O leitor, que para nós não é apenas um cliente, é o convidado de honra deste e de todos os dias e quem verdadeiramente justifica a livraria e o livreiro e garante, não só o futuro do livro e das gentes do livro, mas também o progresso, esclarecido e em liberdade, do(s) país(es).

Apelamos a que todas as livrarias, que queiram fazer deste dia o seu dia de festa, comecem, desde já, a preparar uma iniciativa especial para assinalar a data.

Apelamos a todos os leitores que, nas suas agendas, assinalem o dia 30 de Novembro como um dia de visita a, pelo menos, uma livraria, associando-se à festa do(s) seu(s) livreiro(s).

Vamos encontrar formas de divulgar todas as iniciativas que surjam neste âmbito e com este espírito e voltaremos com mais notícias.

Boas leituras e até breve!

Lisboa | Setúbal, 1 de Novembro de 2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Manuel Medeiros, o Livreiro Velho (Culsete, Setúbal)



MANUEL MEDEIROS (1936 – 2013)

 Só quando formos nós e o soubermos
no pão criado pelas nossas mãos
e a mesa em nossa casa
for abraço que sempre nos reúna
a vossa liberdade vos dirá
a hora e alma certas de partir.

Resendes Ventura – nome literário de Manuel Medeiros (o Livreiro Velho, Culsete, Setúbal)
“Papel A Mais – Papéis de um livreiro com inéditos de escritores”


Se a Traga-Mundos hoje existe tudo deve a palavras sábias e ao exemplo deste Homem e Livreiro da ESPERANÇA! A sua memória será sempre viva...


domingo, 14 de abril de 2013

no IV Encontro Livreiro


Em Agosto de 2011 reiniciei actividade em Portugal, depois de uma ausência de 4 anos em Kiel (Alemanha) e de 5 anos como voluntário em Cantchungo (Guiné-Bissau), com a ideia de abrir uma livraria regional (temática) em Vila Real (Trás-os-Montes e Alto Douro).
Ao tempo as notícias não eram animadoras: «Cem lojas fecham, em média, por dia devido à queda do consumo em Portugal», segundo a Confederação de Comércio e Serviços em 24 de Agosto de 2011.
“Tu regressas a Portugal e vais abrir uma loja?! Ainda por cima numa época como esta?! Estás maluco...” afirmam os meus amigos e familiares.
“Vais abrir uma livraria?!” Estás maluquinho...” acrescentam os mesmos amigos e familiares.
[Entretanto, quem se lembra da Trama, da 107, da Portugal, da Poesia Incompleta, da Loja de História Natural, da...]

Nos preparativos e pesquisas para organizar e montar o projecto, procurei solicitar informação e aconselhamento nas livrarias independentes e deparei com o blogue Encontro Livreiro. Telefonei para a livraria Culsete e falei com Manuel Medeiros. Para quem conhece o Livreiro Velho, sabe que recebi uma doutrinação crua e pertinente, lúcida e sem rodriguinhos – também me remeteu para Bruno Malheiros, pela sua experiência recente de abrir uma livraria: a Capítulos Soltos, em Braga. Foi assim que nasceu a Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro...


A 21 de Março de 2012 foi com naturalidade que viajei para Setúbal, para participar no III Encontro Livreiro, uma realização anual na livraria Culsete. Com cinco meses de actividade, foi novamente muito importante ter encontrado um ambiente informal de partilhas e aprendizagens, com diversas personagens do mundo livreiro – foi como carregar baterias de motivação. Regressei com a convicção e vontade de que seria importante realizar um encontro regional, com este modelo e metodologia.

No início deste ano de 2013, iniciamos os preparativos e lançamos a proposta aos colegas da região. Foi assim que a 24 de Março, na livraria Traga-Mundos em Vila Real, aconteceu o I.º Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Se nem todas puderam marcar presença, ainda assim, «para além da Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, 5 livrarias da região – a saber, a Poética – livros, artes e eventos (Macedo de Cavaleiros), a Livraria Rosa d’ Ouro (Bragança, Livraria Aguiarense (Vila Pouca de Aguiar), a Livraria Dinis (Valpaços) e a Livraria Branco (Vila Real) – responderam afirmativamente ao convite para se sentarem à mesma mesa e debaterem preocupações comuns e sinergias possíveis para uma melhor estratégia de afirmação das livrarias ditas “tradicionais”.
Os livreiros deixaram o seu testemunho e algumas preocupações derivadas da própria conjuntura actual, mas do encontro saíram já algumas intenções de conciliação de esforços, nomeadamente ao nível da partilha de novidades editoriais de cada concelho, da cooperação na apresentação de livros de autores na região e da permuta de informação sobre eventos que cada uma realiza na sua região.»

«No sentido de manter a continuidade do debate e de trazer cada vez mais livrarias para o mesmo, ficou já agendado para o dia 2 de Junho um novo encontro, que decorrerá, desta feita, na livraria Poética, em Macedo de Cavaleiros.» O ideal seria até ao final do ano realizarmos uma ronda de encontros, conhecendo também o recanto e ambiente de cada uma das livrarias – estreitando cooperações. A 30 de Novembro estaremos certamente em sintonia e empenhados em assinalar o Dia da Livraria e dos Livreiros em rede.

António Alberto S.F. Alves
Traga-Mundos

sexta-feira, 12 de abril de 2013

ESCREVER DE PÉ!


Ao balcão da livraria, em frente ao computador, estou a escrever de pé. E a ouvir Zeca Afonso. 

Há dez anos, quando abrimos, tinha uma ligação de rede a casa e, aí, sossegadamente, podia trabalhar, podia escrever, podia pensar. 

E fiz tudo isso. Fiz contas, vi catálogos, fiz encomendas, programei actividades. Acima de tudo, sonhei. 

Contingências da vida acabaram com essa ligação, o que me obrigou a ter de fazer tudo na livraria. De pé, porque a ergonomia do balcão não permite outra coisa. 

E, de pé, enquanto alinho aqui as palavras, sinto-me como que a escrever uma carta de despedida. Não querendo, no entanto, acreditar nisso. 

Dez anos, é muito tempo. Pouco, para quem vem da área académica de História. Mas muito, muito tempo, para quem está, com a porta de uma livraria aberta, na área geográfica de um Portugal cada vez mais pequenino. E, aqui, fica a minha homenagem a quem, com sabedoria e, certamente, imenso sacrifício, conseguiu chegar até hoje tendo começado há muito mais tempo do que eu: Os livreiros velhos que ainda nos dão palmadas para não desistirmos. Manuel Medeiros, sempre; no ano passado o saudoso Jorge Figueira de Sousa; este ano, Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira. Não esquecendo a gasolina com que insistentemente nos incendeia, não sendo velho, mas, mais livreiro do que muitos livreiros, o Luís Guerra. 

O acto de abrir uma livraria, mesmo há dez anos atrás, é um acto egoísta. E os pecados pagam-se. Terá havido tempos em que isso seria um negócio. Terá havido. Hoje (mesmo há dez anos atrás!), abrir uma livraria é uma aventura. Uma aventura que sai cara, logo, é preciso dinheiro para a manter. Portanto, vendas. 

Com o paradigma social alterado e adulterado, com o vício paulatinamente incutido das luzes; das cores; da fartura; do verniz dos shopings e grandes superfícies, pouco sobra para o bairro. O que sobra não é suficiente porque o povo/cliente agora é rico. Pelo menos na sua cabeça. Não é modesto. Vive de ilusões que um dia lhe sairão caras. Já estão a sair! Depois… depois é tarde demais para arrepiar caminho. E os vícios não se largam assim do pé para a mão. 

É uma sociedade que, com a ilusão da riqueza, empobrece. Finge que está viva. As escolas fotocopiam descaradamente livros, os professores não os compram, as bibliotecas não têm dinheiro para o papel, as grandes superfícies, sites na Internet, grandes grupos, contornam e, impunemente, não cumprem a Lei do Preço Fixo do Livro que ninguém faz cumprir. O Estado, que era dono dos Correios, a fazer concorrência directa às livrarias com o dinheiro que delas recebe dos impostos!!! Porque o pequeno comércio é para abater. Pelo poder instalado que é o poder do capital sobre o Homem. O poder da polis morreu aqui. 

Criatividade é um neologismo que não aprendi na escola. Desculpem-me os puritanos da língua se estou errado. Aprendi-o, sim, obrigado pela vida. Para me virar. Para fazer das tripas coração. Para fazer de uma livraria de província um local apetecível. Uma livraria com livros, música, artesanato, artes plásticas, chá, pequenos mimos de memória. Onde se falasse de livros… e de tudo. Ao longo de dez anos promovi encontros com escritores, actores, músicos, bailarinos, graças mais à sua generosidade do que ao interesse comercial. E, na esmagadora maioria das vezes, sem qualquer apoio da respectiva editora. 

A indiferença de pessoas ligadas ao livro, mesmo leitores, é notória na falta de participação em acções que não sejam mediáticas. Nas actividades de pequenas livrarias como a minha, como em acções como este Encontro Livreiro, longe dos holofotes. 

Desde há quatro anos que um pequeno grupo de entusiastas se esforça para unir as pessoas que têm como principal ponto de união o amor ao livro. Curiosamente, apesar do grande esforço de promoção e informação, este Encontro Livreiro ainda não contou, salvo gratificantes excepções, com a participação que não fosse dos chamados pequenos. Aos grandes – editores, distribuidores, livreiros, mesmo escritores – parece não interessar este tipo de movimento. 

Só e exclusivamente a nós cabe lutar pela sobrevivência. Talvez seja melhor esses tais não aparecerem. O Encontro Livreiro transmontano é prova de que vale a pena lutar. 

Bem gostaria de parafrasear Palmira Bastos: "Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores". Mas, apesar de gostar de teatro, são os livros que me estão na cabeça – e só me lembro do título do livro de Horace Maccoy, Os cavalos também se abatem

No entanto, se o meu ânimo tem esta sequência, e porque o ciclo da vida se regenera, prefiro transmitir aos outros o contrário: Os cavalos também se abatem, mas as árvores morrem de pé. É uma questão de escolha: Ser animal ou vegetal. 

Visto, então, a pele animal da lagartixa a quem cortaram o rabo que fica ainda a mexer, em pré-morte, isolado do corpo que sobrevive e ainda com a memória vital deste. 

Diz o rabo da lagartixa, como achega a outras propostas que possam sair deste encontro de amigos, que talvez (isto sou eu a pensar alto!) que talvez se possa fazer o seguinte: 

1 - Elaboração de um texto expondo em breves palavras a situação do sector, em que não sejam esquecidas questões como: 

Em relação aos fornecedores

- Extinção da profissão de vendedor que era quem conhecia a realidade local de cada cliente; 
- Falta de informação editorial atempada. Quantas vezes sabemos primeiro pelos órgãos de informação o       que sai ou vai sair? 
- Venda directa ao público com prazos de entrega inferiores aos do comércio; 
- Concorrência directa com os clientes em escolas, bibliotecas, feiras; 
- Exigência de valores ou quantidades mínimas de compras; 

Em relação ao poder político

- A vergonhosa violação da Lei do Preço Fixo, para o que seria necessário a ajuda de amigos advogados que estudem os casos de forma a que, posteriormente, se possa tomar alguma atitude de denúncia ou proposta de alteração da Lei. 

2 – Para enriquecimento, envio desse texto a todas as livrarias de pequena dimensão conhecidas no sentido do estabelecimento de uma base de dados de contactos acessível a todos, para troca de informação e experiências, formando uma rede e tomando como base o blogue do Encontro Livreiro. Desta forma poderíamos ainda colaborar em aquisições, por exemplo, ou mesmo na organização de iniciativas: 

- Um cliente pede-nos um livro que não temos mas alguém pode ter – colocamos o pedido na rede e, quem o tiver, responde, envia, etc. 

- Podemos promover um circuito apresentações com autores ou outras actividades em várias livrarias. 

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Não sei se sou árvore a morrer ou cavalo a abater. Para estar aqui, hoje, convosco, teria de retirar dinheiro aos fornecedores para custear a viagem. Ausente no corpo mas presente no espírito, optei por ficar em casa. 

Perdoem-me a franqueza e a prosa lamurienta. Logo que me saia uma lotaria qualquer, em que não jogo, voltarei com mais ânimo. Agora, não consigo. 

Razão têm as finanças para que a profissão de livreiro não conste na sua lista. Os livreiros não existem no tipo de sociedade para que nos atiraram. Sobramos os sonhadores. 

Sines, 6 de Abril de 2013 
Joaquim Gonçalves

[Texto enviado por e-mail e lido por Rosa Azevedo no IV Encontro Livreiro]