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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Poemas


“Poemas” de Julieta Régua
prefácio de Ernesto Rodrigues


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Literatura e jornalismo em Portugal


“Mágico Folhetim – literatura e jornalismo em Portugal” de Ernesto Rodrigues

Os acontecimentos do dia-a-dia podem ser vistos em registo de folhetim. Continuidade, expectativa, suspensão, emergência de personagens secundárias e o dramatismo das situações são rastreáveis no noticiário da Imprensa e nas formas literárias ou artísticas que encarecem a importância daquela matriz oitocentista. Espaço privilegiado de assunção autoral e encontro com os leitores no rés-do-chão dessas novas catedrais mediáticas que secundavam o alvorecer democrático, o folhetim era, igualmente, repositório vivo da memória do seculo, antes de animar a produção ficcional e, entre cedências e imposições aos assinantes e público geral, relançar uma cultura nacional.

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[disponível também do autor os seguintes títulos: “A Casa de Bragança” e “Passos Perdidos” (romance); “Do Movimento Operário e Outras Viagens” (poesia), “Os Noivos” selecção e fixação do texto; “Antologia da Poesia Húngara” selecção e tradução; “António José Saraiva e Luísa Dacosta: correspondência” (edição); “Lisboa em Baptista-Bastos” selecção e prefácio; “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira]

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Antologia da Poesia Húngara


“Antologia da Poesia Húngara” selecção e tradução Ernesto Rodrigues

Reúnem-se nesta Antologia da Poesia Húngara 320 poemas, escritos de 1448 a 1996, por 45 poetas húngaros, nascidos entre 1434 e 1959. Do humanista Janus Pannonius, com 37 epigramas tirados do latim, a József Attila, o mais representado (de quem se traduz um em francês), fica o leitor a conhecer Balassi, Zrínyi, Csokonai, Vörösmarty, Arany, Petófi, Ady, Babits e outros novecentistas entretanto vertidos nos últimos vinte anos. Recolhendo autores canónicos - mesmo os extraídos de uma já antiga, mas pioneira, “Novíssima Poesia Húngara” (Lisboa, 1985), também devida a Ernesto Rodrigues -, podem, agora, os portugueses ficar com uma ideia de literatura cuja distância, a começar pelo diverso sistema linguístico, já politicamente se esbate.

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[disponível também do autor os seguintes títulos: “A Casa de Bragança” e “Passos Perdidos” (romance); “Do Movimento Operário e Outras Viagens” (poesia), “Os Noivos” selecção e fixação do texto; “Mágico Folhetim – Literatura e Jornalismo em Portugal” (estudo); “António José Saraiva e Luísa Dacosta: correspondência” (edição); “Lisboa em Baptista-Bastos” selecção e prefácio; “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira]

terça-feira, 14 de junho de 2016

Aos noivos


“Os Noivos” selecção e fixação do texto Ernesto Rodrigues

“Os Noivos” reúne poemas de temática amorosa da autoria de Almeida Garrett, Antero de Quental, Camilo Castelo Branco, Camilo Pessanha, Cesário Verde, Fernando Pessoa, Guerra Junqueiro, Luís de Camões e Bocage, entre outros.

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[disponível também do autor os seguintes títulos: “A Casa de Bragança” e “Passos Perdidos” (romance), “Do Movimento Operário e Outras Viagens” (poesia), “Mágico Folhetim – Literatura e Jornalismo em Portugal” (estudo), “António José Saraiva e Luísa Dacosta: correspondência” (edição), “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira]

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Passos Perdidos

“Passos Perdidos” de Ernesto Rodrigues

Um banco de investimento quer vender projecto de lei a deputado democrata-cristão há 40 anos sem intervenção no plenário da Assembleia da República. Quem é João Félix Filostrato? A que se deve esse silêncio? Em iniciativa mediada pela assessora do grupo parlamentar, Salomé, que promove encontro com o economista-chefe João Félix Exposto, Nádia e o estagiário João Félix, também narrador, sobressai a jornalista Joana, por quem passa a história do eleito por Vila Franca e a solução de alguns enigmas. Na sombra, cresce deputada da oposição, cuja biografia se enlaça na deste. Como se organiza a queda de um anjo? Entre comportamentos oblíquos e identidades sempre esquivas, um deputado-borboleta da extrema-esquerda torna-se vítima de predadoras e perdedoras, que visam vingança em várias frentes.
Quase dois séculos de regime parlamentar e discursos inócuos ou repetitivos reflectem outros tantos passos perdidos que a Constituição de 1975 e legislaturas fracas não transfor­maram. Reflexão sobre a democracia em semana pascal, esta fábula política é salva, no final, por um bem enredado discurso amoroso.


«Este confirmado romancista teve a coragem e a sageza de satirizar com grande mestria, acutilância e sentido de opalinidade histórica os tempos hodiernos, no geral, e os conluios que sempre se estabeleceram entre política e economia, em particular. Ernesto Rodrigues revela ousadia ao abordar este tema premente na nossa sociedade e ao pôr a descoberto as teias que são urdidas no santuário da democracia e que têm enredado o país, desde as sementes de Abril até ao presente.
O título “Passos Perdidos” só é identificável pela fotografia do espaço homónimo do edifício da Assembleia da República que serve de capa ao romance. No entanto, este título é polissémico, uma vez que perdidos, ou melhor, gorados foram, também, os intentos dos corruptores.   
A obra abre com uma epígrafe retirada da Arte de Furtar, capítulo LX, “Dos que furtam com unhas políticas”, que dá, ab initio, o mote para a trama do romance e permite, segundo cremos, ao leitor inferir o tema a escalpelizar na obra.
Passos Perdidos erguer-se como uma obra fortemente estruturada, visto que é composto por dezasseis capítulos, agrupados em duas partes (cada uma com oito capítulos) – note-se a simetria –, seguidos de um sucinto, mas elucidativo epílogo. Quanto à estrutura, o romance apresenta duas partes: a primeira subordinada ao título “A queda de um Anjo”, que, sem dúvida, faz ressoar na memória literária do leitor a obra homónima de Camilo. Outra ilação que o leitor facilmente estabelecerá prende-se com a associação de ambos os protagonistas. João Félix Filostrato é, de imediato, associado à imagem de Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda. Contudo, esta associação perde nitidez com o título da segunda parte do romance, “Redenção”, indicando, desde logo, uma inflexão de conduta em relação ao modelo literário adotado por Ernesto Rodrigues. Temos, então, uma queda mais metafórica do que real, uma vez que a mesma não passa de um subterfúgio para desvendar o ardil, por um lado, e assumir as responsabilidades pretéritas, por outro.
Que Camilo e Eça, nomeado na obra pelo título do romance “O Primo Basílio” (p. 101), são vultos a quem Ernesto Rodrigues presta contínua e apurada homenagem corrobora-o, para além do que já foi dito, o facto de a intriga do romance ser narrada, nos onze primeiros capítulos, em analepse pela personagem João Felix Exposto. Este narrador/personagem é fruto de uma relação da juventude do deputado João Félix Filostrato, que, também, ignorava este facto. O ritmo cadenciado e preciso da narrativa, mais uma vez a fazer lembrar os dois romancistas do século dezanove, e o desenrolar programado da história prendem o leitor ao texto.
O tempo da ação, à semelhança do que acontece na tragédia, é bastante concentrado em, apenas, nove dias. O narrador desfila diante dos nossos olhos, como se de uma representação teatral se tratasse, os acontecimentos que, efetivamente, vão sendo apreendidos pelo leitor.
Porquê literatura? Porque o romance está pejado de referências literárias tanto explícitas como implícitas. Permito-me, apenas, recordar, não querendo ser exaustivo: Camões, Bocage e Garrett. Termino com a alusão à “Lacailândia”, isto é, Portugal, onde ressoam ecos da obra A Montanha da Água Lilás de Pepetela. 
Todo o romance é um retrato irónico da sociedade atual, lembrando a arma mais eficaz de Eça. É patente a intenção do autor em desvelar a realidade portuguesa atual, recorrendo a truísmos e a provérbios, por vezes alterados, na senda de Saramago, para provocar no leitor a reflexão, durante o ato de ler, e levá-lo, como é apanágio do teatro épico, à ação, no final da leitura.
Concluímos, asseverando que Ernesto Rodrigues não ficou aquém dos dois modelos literários, que se propôs preitear neste seu livro, uma vez que as personagens de Passos Perdidos não destoam das que Camilo perpetuou, nos seus romances. Por outro lado, qualquer leitor mais atento desta obra não hesitará em apelidá-la de queirosiana, devido à forma como a realidade portuguesa atual, filtrada pela ironia, se encontra plasmada nele.» Norberto Francisco Machado da Veiga, Doutor em Literatura Portuguesa, Universidade de Salamanca


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[disponível também do autor os seguintes títulos: “A Casa de Bragança” (romance), “Do Movimento Operário e Outras Viagens” (poesia), “Mágico Folhetim – Literatura e Jornalismo em Portugal” (estudo), “António José Saraiva e Luísa Dacosta: correspondência” (edição), “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira]

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A Casa de Bragança

“A Casa de Bragança” de Ernesto Rodrigues

D. Pedro e D. Inês de Castro casaram em Bragança, onde lhes nasceu o segundo filho, D. João de Portugal e Castro, calhado para um trono que as vicissitudes da História entregaram ao meio-irmão D. João I. Essa figura é reabilitada na memória de amigos que com ele conviveram até às vésperas da morte, em 1398. A casa da família Roiz triangula a igreja de Santa Maria e a DomusMunicipalis, outras moradas dentro da vila e cidadela, o que significa contar as origens do burgo, a construção do castelo e a linhagem dos Rodrigues, num lapso de mil anos.
A narrativa é organizada por Afonso Roiz, cujo pai tanto pode ser D. João de Castro como o sobrinho D. Afonso, primogénito do mestre de Avis e primeiro duque de Bragança. As suas andanças pela Europa, com o futuro regente D. Pedro (1425-1428); a participação no desastre de Tânger (1437), já companheiro de D. Fernando, Infante Santo, em Fez (1443); a amizade com o segundo duque, D. Fernando I, e presença no arraial de Ceuta, donde trouxe carta de foral dirigida à nova cidade (20 de Fevereiro de 1464) – eis retrato singular de Quatrocentos.   
Essas duas partes ficaram impressas em fólios que outro Afonso Rodrigues (nado em 1956) colige: não só acompanha, aos oito anos, as celebrações do quinto centenário do foral (1964), como, meio século depois, resolve enigmas da sua vida.

Ernesto Rodrigues (Torre de Dona Chama, 1956) é poeta, ficcionista, crítico e ensaísta, editor literário, tradutor de húngaro. Professor auxiliar com agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, preside à direcção da Academia de Letras de Trás-os-Montes.

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[disponível também do autor os seguintes títulos: “Do Movimento Operário e Outras Viagens” (poesia) e “António José Saraiva e Luísa Dacosta: correspondência” (edição)]

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A terra de duas línguas


“A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos”
coordenação: Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira

«Esta capa fantástica foi pintada pelo grande pintor mirandês Manuol Bandarra, captando nesta aguarela toda a vida dos Dançadores como ainda ninguém o tinha feito até agora. Parabéns Manuol Bandarra / Manuel Ferreira. [Lembro que a capa de a Terra de Duas Línguas I é de Graça Morais.]
Cumo se puode ber la cápia deste guapo libro ye de Manuol Bandarra, un trabalho notable, ls dançadores vistos de modo bibo cumo inda naide ls habie bisto. Parabienes, Manuol Bandarra!» Amadeu Ferreira


Autores representados:
em PORTUGUÊS - A.M. Pires Cabral, Alexandre Parafita , Ernesto Rodrigues, Fernando de Castro Branco, Henrique Pedro, José Rodrigues Dias, Manuel Cardoso, Manuel Gouveia, Regina Gouveia, António Afonso, A. Pinelo Tiza, Amélia Ferreira-Pinto, Antero Neto, António Manuel Monteiro, António Modesto Navarro, António Passos Coelho, António Sá Gué, Cláudio Carneiro, Fernando Mascarenhas, Hélder Rodrigues, Idalina Brito, Isabel Mateus, João de Deus Rodrigues, Joaquim Ribeiro Aires, José Lopes Alves, Luís Vale, Manuel Amendoeira, Marcolino Cepeda, Maria Hercília Agarez, Pedro Castelhano, Tiago Patrício, Virgílio Nogueiro Gomes, António Fortuna, Carlos d’Abreu, José Augusto de Pêra Fernandes, José Mário Leite, Nuno Augusto Afonso, António Chaves, Artur Manso, Barroso da Fonte, Isabel Alves, João Cabrita, Lucília Verdelho da Costa, Maria da Assunção Anes Morais, Maria Manuela Araújo.
em MIRANDÉS -Adelaide Monteiro, Domingos Raposo, Maria Rosa Martins, São Sendin, Alcides Meirinhos, Alfredo Cameirão, Bina Cangueiro, Faustino Antão, Alcina Pires, Amadeu Ferreira.


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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Luísa Dacosta na correspondência de António José Saraiva


“António José Saraiva e Luísa Dacosta: correspondência” edição, prefácio e notas de Ernesto Rodrigues

Correspondência trocada entre um dos expoentes da cultura portuguesa e um vulto maior do mundo da escrita, numa época assinalada por acontecimentos marcantes que aqui são comentados e analisados com lucidez e sensibilidades singulares. Uma obra que é simultaneamente crítica literária e documento histórico.

«Se outro interesse não tivessem – e certamente o têm – estas cartas enviadas do seu exílio em Paris, entre 1961 e 1965, por António José Saraiva (1917-1993) à escritora Luísa Dacosta (n.1927) a verdade é que constituem uma excelente ilustração dos complexos problemas políticos que se colocavam aos intelectuais antifascistas nos anos 60 do salazarismo.» António Rego Chaves

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