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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Falésia por Vítor Nogueira



“Falésia” de Vítor Nogueira
(romance)
na capa ilustração de Luís Manuel Gaspar

Num consultório, em pleno transe hipnótico, Carlos Noronha é o narrador improvável de uma história que atravessa gerações. Nos anos quarenta, durante a Segunda Guerra Mundial, chega à Ericeira Otto Seelig, vinte e quatro anos de idade, apátrida nascido em Berlim em 1919, refugiado, fotógrafo. Muitos anos mais tarde, também na Ericeira, Marta Almeida instala-se na Pensão Miranda procurando obter informações sobre um avô paterno que nunca conheceu. As pistas de que dispõe são escassas e são já poucos os que conservam uma memória daqueles tempos. Neste romance surpreendente, Vítor Nogueira visita uma época marcante na história do século xx e os traumas que uma insólita mas não inverosímil sucessão de acontecimentos pode provocar em várias gerações.

«Houve um tempo em que eu estava apaixonada por esse homem. E ríamo-nos muito e éramos felizes. Tanto quanto se consegue ser feliz com a sombra da guerra ao longe. Porque ele era um refugiado, Marta, certamente já percebeu. Um refugiado entre muitos que chegaram à Ericeira, um judeu nascido na Alemanha. A guerra faz dos tronos cadafalsos e dos louros faz ciprestes e das vitórias despojos. Foi com ele que aprendi.»

Vítor Nogueira (novembro de 1966) nasceu em Vila Real, onde vive e trabalha como gestor cultural. Entre outros equipamentos daquela cidade, dirigiu durante uma década o Teatro Municipal e atualmente dirige a Biblioteca Pública. Tem cerca de duas dezenas de livros publicados, nos domínios da poesia, da ficção e do ensaio.



Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os títulos: “Bagagem de Mão”, “Mar Largo”, “Modo Fácil de Copiar uma Cidade”pela &etc.; “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional”, “Senhor Gouveia”, “Segunda Voz”, “Amanhã Logo Se Vê” (romance) pela Averno; “Coração” livrinhos artesanais pelas artes d'O Homem do Saco, um poema único, com uma ilustração; dvd’s “Lembranças da Casa do Padre Filipe”, “Liceu Velho, Liceu Novo”, “A Lagoa”, “Circuito de Vila Real – o início” do Museu do Som e da Imagem; participação em “Labrador”, “Telhados de Vidro” n.º 5, 9, 10, 12, 15,18, 19, 22, “Cão Celeste” n.º 9, 12 e “Em Lisboa, Sobre o Mar – Poesia 2001-2010”]

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Telhados de Vidro n.º 22


“Telhados de Vidro” n.º 22

Novembro de 2017, 288 pp.
(Tiragem Única de 500 exemplares)
Direcção: Inês Dias e Manuel de Freitas
Capa de Rui Chafes
Paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus
(sobre grafismo de Olímpio Ferreira).

Colaborações de: A. Maria de Jesus, Ana Isabel Soares, Ana Martins Marques, Ana Paula Inácio, Ana Teresa Pereira, António Barahona, Eduardo Jorge, Emanuel Jorge Botelho, Fabiano Calixto, Fábio Neves Marcelino, Fabio Weintraub, Gil de Carvalho, Hélia Correia, Inês Dias, Inês Francisco Jacob, Inês Lourenço, Jaime Rocha, João Luís Barreto Guimarães, Jorge Roque, José Alberto Oliveira, José Ángel Cilleruelo, José António Almeida, José Carlos Soares, José Luís Costa, José Miguel Silva, Luljeta Lleshanaku / Manuel A. Domingos, Manuel de Freitas, Mariano Peyrou, Marjeta Mendes, Miguel de Carvalho, Miguel Martins, Natália Agra, Nuno Moura, Pablo Fidalgo Lareo, Pádua Fernandes, Paulo da Costa Domingos, Ricardo Álvaro, Robert Creeley, Rosa Maria Martelo, Teresa M. G. Jardim, Tiago Araújo, VÍTOR NOGUEIRA

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os seguintes números de “Telhados de Vidro”: 3, 5, 6, 8, 9, 10, 11, 12, 14, 15, 18, 19, 20, 21]


domingo, 24 de dezembro de 2017

Cantochão, por Vítor Nogueira


“Cantochão” de Vítor Nogueira

capa de Daniela Gomes

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os títulos: “Bagagem de Mão”, “Mar Largo”, “Modo Fácil de Copiar uma Cidade”pela &etc.; “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional”, “Senhor Gouveia”, “Segunda Voz”, “Amanhã Logo Se Vê” (romance) pela Averno; “Coração” livrinhos artesanais pelas artes d'O Homem do Saco, um poema único, com uma ilustração; dvd’s “Lembranças da Casa do Padre Filipe”, “Liceu Velho, Liceu Novo”, “A Lagoa”, “Circuito de Vila Real – o início” do Museu do Som e da Imagem; participação em “Labrador”, “Telhados de Vidro” n.º 5, 9, 10, 12, 15,18, 19 e “Em Lisboa, Sobre o Mar – Poesia 2001-2010”]


quarta-feira, 22 de março de 2017

Circuito de Vila Real - o início, em dvd


“Circuito de Vila Real – O Início” realização Paulo Araújo e Vítor Nogueira
Documentário | 33 minutos | DVD | 16:9

As primeiras corridas de automóveis recordadas pelas crianças daquele tempo.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponíveis da colecção Máquina do Tempo: “Lembranças da Casa do Padre Filipe” n.º 1, “Liceu Velho, Liceu Novo” n.º 2, “A Lagoa” n.º 3, “Vila Real nos 40 anos do 25 de Abril” n.º 4]


quinta-feira, 3 de março de 2016

Lisboa e a poesia de Vítor Nogueira


“Mar Largo” de Vítor Nogueira

«Depois de ter escrito, em “Comércio Tradicional”  (Averno, 2008), sobre o declínio de certos modos de vida e relacionamento humano nas cidades do interior, vítimas do progresso económico, Vítor Nogueira regressa a Lisboa – cidade que já fora o tema inspirador do seu penúltimo livro de poesia: Bagagem de Mão (& Etc, 2007). Com uma diferença significativa. Enquanto naquele exercício de deambulação baudelairiana o sujeito poético circulava por todo o lado (da Baixa a Alfama, de Monsanto ao Bairro Alto, não esquecendo o Centro Comercial Colombo), em Mar Largo o flâneur instala-se de armas e bagagens num único sítio: o Rossio, cujo padrão da calçada portuguesa dá título à obra.

É justamente este «ziguezague de pedra» branco e negro que estrutura o livro. Na primeira parte, Nogueira toma como motivo a história da pavimentação original (iniciada em Agosto de 1848, a mando de Eusébio Furtado), assumindo as vozes e os sofrimentos dos calceteiros à força, um vasto grupo de condenados que saíam com as suas grilhetas da prisão, no Castelo de São Jorge, para simularem, a golpes de martelo e muita pedra assentada, o movimento das ondas no chão de uma das mais belas praças da capital. É esse esforço, essa «energia fornecida à tempestade», que o poeta resgata do esquecimento: «Ninguém quer saber quem somos, / só do que somos capazes».

Na segunda parte, saltamos sete gerações para verificar que ainda há «destroços / do naufrágio» e que o Rossio continua a ser uma «encruzilhada», com outras misérias (os sem-abrigo aconchegados à fachada do Teatro Nacional, por exemplo) e outros desencantos. Num dos poemas, o «sujeito poético» está sentado na esplanada da pastelaria Suíça, subjugado pelo movimento de «homens e viaturas» e pela «cegueira branca de pálpebras e sol». A nordeste da praça, «grande harmónio crioulo que se contrai / e dilata», fica o «coração de Babel», o centro geométrico da desordem linguística e social. O ruído do mundo é ensurdecedor e o poeta integra-o na sua melancólica tentativa de fixar o inapreensível: «De súbito, um improvável grupo de zés-pereiras. / Não há, convenhamos, elegia que consiga resistir / a tantos bombos. Albo lapillo diem notare. / Marcar de novo certos dias com uma pedra / branca, os mais nefastos com uma pedra negra. / Calçada tristalegre de Lisbuna.» E só podia ser assim. Como fica insinuado umas páginas antes, a poesia, «isso de que às vezes nos acusam», nasce das suas próprias limitações e ignora as questões de escala: «Tanto pode ser um murmúrio / como o desabar de uma montanha.»

Avaliação: 8,5/10
[Texto publicado no número 87 da revista Ler]» [blogue Bibliotecário de Babel, por José Mário Silva]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os títulos: “Bagagem de Mão”, “Mar Largo”, “Modo Fácil de Copiar uma Cidade”pela &etc.; “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional”, “Senhor Gouveia”, “Segunda Voz” pela Averno; “Coração” livrinhos artesanais pelas artes d'O Homem do Saco, um poema único, com uma ilustração; “Amanhã Logo Se Vê” (romance); dvd’s “Lembranças da Casa do Padre Filipe”, “Liceu Velho, Liceu Novo” e “A Lagoa”, do Museu do Som e da Imagem; participação em “Labrador”, “Telhados de Vidro” n.º 18 e “Em Lisboa, Sobre o Mar – Poesia 201-2010”]

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Amanhã logo se vê


“Amanhã Logo Se Vê” de Vítor Nogueira
capa de Adriana Molder
arranjo gráfico de Pedro Santos

Averno 082 - um romance...

«Batman? Há-de haver um outro nome, todavia este nos serve. Dá mais jeito do que o estar constantemente a referir-se a um fulano como fulano, a um tipo como tipo. Batman, seja (...)
O vento na chuva, a chuva na cara, a cara no homem, o homem no passo, o passo no caminho. Lá vai Batman atravessando a ponte, o casario de Fontoura aninhado à retaguarda.»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os títulos: “Bagagem de Mão”, “Mar Largo”, “Modo Fácil de Copiar uma Cidade”pela &etc.; “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional”, “Senhor Gouveia”, “Segunda Voz” pela Averno; “Coração” livrinhos artesanais pelas artes d'O Homem do Saco, um poema único, com uma ilustração; dvd’s “Lembranças da Casa do Padre Filipe”, “Liceu Velho, Liceu Novo” e “A Lagoa”, do Museu do Som e da Imagem; participação em “Labrador”, “Telhados de Vidro” n.º 18 e “Em Lisboa, Sobre o Mar – Poesia 201-2010”]

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

25 de Abril de 1974 em Vila Real

“Vila Real nos 40 anos do 25 de Abril”
realização Vítor Nogueira

Colecção Máquina do Tempo n.º 4 | Museu do Som e da Imagem de Vila Real
Documentário | DVD | 48 minutos | 16:9

A Revolução de 25 de Abril de 1974 e as condicionantes políticas e sociais que a ela conduziram vistas pelos cidadãos de uma cidade do Interior.

depoimentos de Amado Pereira, Aires Querubim, Alfredo Teixeira, António Santos Carvalho, Armando Miró, Costa Pereira, Daniel Bastos, Delfim Passos, Eurico Figueiredo, Francisco Seixas da Costa, Frederico Amaral Neves, Humberto de Carvalho, José João Bianchi, Manuel Rebelo Cardona, Manuela Graça, Rodrigo Costa, Rogério Fernandes, Vilela Borges

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

[também disponíveis da colecção Máquina do Tempo: “Lembranças da Casa do Padre Filipe” n.º 1, “Liceu Velho, Liceu Novo” n.º 2, “A Lagoa” n.º 3]


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Telhados de Vidro

Telhados de Vidro n.º 19
Maio de 2014, 248 pp.
(Tiragem Única de 350 exemplares)
Direcção: Inês Dias e Manuel de Freitas
Capa de Luís Henriques.
Paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus
(sobre grafismo de Olímpio Ferreira).

Colaboradores: A. Maria de Jesus, Abel Neves, Adília Lopes, Ana Isabel Soares, Bruno C. Duarte, Emanuel Jorge Botelho, Fabio Weintraub, Fernando Cabral Martins, Fernando Curopos, Fernando Guerreiro, Friedrich Schlegel, Gil de Carvalho, Hélia Correia, Inês Dias, Inês Lourenço , ISABEL NOGUEIRA, Jaime Rocha, Jeannette Lozano, João Almeida, José Alberto Oliveira, José Carlos Soares, Luís Filipe Bettencourt, Luís Manuel Gaspar, Manuel de Freitas, Mariano Peyrou, Marta Chaves, Mattéo Mario Vecchio, Miguel de Carvalho, Miguel Martins, Pádua Fernandes, Ricardo Álvaro, Rui Baião, Serena Cacchioli.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível: “Telhados de Vidro” n.º 3 – com A.M. Pires Cabral; “Telhados de Vidro” n.º 5 – com Vítor Nogueira; “Telhados de Vidro” n.º 6 – com A.M. Pires Cabral e Rui Pires Cabral; “Telhados de Vidro” n.º 8 – com Rui Pires Cabral; “Telhados de Vidro” n.º 9 – com A.M. Pires Cabral e Vítor Nogueira; “Telhados de Vidro” n.º 10 – com Rui Pires Cabral e Vítor Nogueira; “Telhados de Vidro” n.º 11 – com A.M. Pires Cabral; “Telhados de Vidro” n.º 12 – com Rui Pires Cabral e Vítor Nogueira; “Telhados de Vidro” n.º 14 – com Rui Pires Cabral; “Telhados de Vidro” n.º 15 – com Vítor Nogueira]

terça-feira, 29 de abril de 2014

Vozes poéticas de Vítor Nogueira


“Segunda Voz” de Vítor Nogueira

(Tiragem Única de 250 exemplares)
Capa de Daniela Gomes.
Paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus.
Averno 066, 2014.



Filtro



para o Zé Prata e o Mário Prata

Assalta-te por vezes a lembrança desse trio
numa tarde de Agosto. Uma tarde certamente
já esquecida por qualquer dos outros dois.


Atrás do cemitério, na sombra de uma tília:
o tabaco, a música, as encostas e o rio,
tudo aproveitado como sempre

até ao filtro. Estivéreis naquele lugar
vezes sem conta, vós e outros,
durante os longos, breves anos de liceu.

E entretanto o liceu, ali ao lado, vazio
e mudo como o próprio cemitério, menos
de dois meses sobre o derradeiro exame.

Por encobertas razões te ocorre agora:
dos três, vieste a ser o único a ficar livre
da tropa. Da vida, em todo o caso, talvez não.

Haveis de concordar, se alguma vez falardes
disto: éreis tão novos naquela primeira tarde
em que vos sentistes velhos.


- Vítor Nogueira
in Segunda voz, Averno

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os títulos: “Bagagem de Mão” e “Mar Largo” “Modo Fácil de Copiar uma Cidade”pela &etc.; “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional” e “Senhor Gouveia” pela Averno; “Coração” livrinhos artesanais pelas artes d'O Homem do Saco, um poema único, com uma ilustração; dvd’s “Lembranças da Casa do Padre Filipe”, “Liceu Velho, Liceu Novo” e “A Lagoa”, do Museu do Som e da Imagem; participação em “Labrador”, “Telhados de Vidro” n.º 18 e “Em Lisboa, Sobre o Mar – Poesia 201-2010”]

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Rui Pires Cabral e Vítor Nogueira em Lisboa



 “Em Lisboa, Sobre O Mar. Poesia 2001-2010”

"Um território lido à luz do poema", é como nos aparece Lisboa nesta antologia organizada por Ana Isabel Queiroz, Luís Maia Varela e Maria Luísa Costa. "Lisboa, sobre o Mar", reúne 50 poemas de 26 poetas publicados na primeira década deste século, um projecto nascido dos encontros da Comunidade de Leitores de Paisagens Literárias de Lisboa (IELT/Fabula Urbis).


“(...) se são obviamente diferentes os registos usados - uns mais intimistas, outros mais fotográficos; uns mais sincréticos, outros mais descritivos; uns mais melancólicos, outros mais jocosos -, em todos eles se percebe como as imagens criadas parecem inscrever-se no leitor, transformando-o e transformando a cidade naquele que vai ser um território lido à luz do poema e, assim, uma paisagem única para cada leitor.”

Inclui poemas de: Ana Hatherly, Ana Luísa Amaral, António Carlos Cortez, António Ferra, Armando Silva Carvalho, Carlos Alberto Machado, Eugénio Andrade, Fiama Hasse Pais Brandão, Frederico Lourenço, Gastão Cruz, Hélder Moura Pereira, Jorge Aguiar Oliveira, José Mário Silva, Manuel Alegre, Margarida Ferra, Margarida Vale de Gato, Maria Andresen, Miguel Manso, Nuno Júdice, Paulo Tavares, Pedro Mexia, RUI PIRES CABRAL, Tiago Gomes, Tiago Patrício, Vasco Graça Moura, VÍTOR NOGUEIRA.

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sábado, 10 de agosto de 2013

A Lagoa


“A Lagoa” realização e montagem: Paulo Araújo e Vítor Nogueira (dvd)

Em meados do século XX, a indústria mineira do Vale da Campeã dava emprego a mais de mil pessoas. Com a falência das Minas de Vila Cova, veio o desemprego, a emigração e a ruína progressiva do complexo mineiro.

Mas ganhou vida própria uma lagoa.


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[também da colecção Máquina do Tempo do Museu do Som e da Imagem em dvd: “Lembranças da Casa do Padre Filipe” e “Liceu Velho, Liceu Novo”]

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Poesia cozida à mão


“Coração” de Vítor Nogueira

livrinhos artesanais
pelas artes d'O Homem do Saco

um poema único, com uma ilustração



os exemplares são cosidos à mão

«São, assim, pequenas plaquetes, todas com diferenças entre si, com tiragem de 35 exemplares, dos quais apenas 20 são comercializados.»

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[também do autor os títulos “Bagagem de Mão” e “Mar Largo” “Modo Fácil de Copiar uma Cidade”pela &etc.; “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional” e “Senhor Gouveia” pela Averno; dvd’s “Lembranças da Casa do Padre Filipe” e “Liceu Velho, Liceu Novo”, do Museu do Som e da Imagem; participação em “Labrador” e “Telhados de Vidro” n.º 18]


sábado, 22 de junho de 2013

Em telhados de vidro


TELHADOS DE VIDRO #18,

com arranjo gráfico de Inês Mateus

 e a colaboração de A. M. Pires Cabral | Abel Neves | Alexandre Sarrazola | Carlos Poças Falcão | Daniela Gomes | Emanuel Jorge Botelho | Fabio Weintraub | Fátima Maldonado | Fernando Cabral Martins | Fernando Curopos | Fernando Guerreiro | Hélia Correia | Inês Dias | Isabel Noguiera | Jaime Rocha | João Almeida | John Mateer | Jorge Roque | José Alberto Oliveira | Luis Manuel Gaspar | Manuel de Freitas | Maria João Worm | Marta Chaves | Miguel de Carvalho | Nuno Moura | Padua Fernandes | Vítor Nogueira

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Liceu velho e novo - o documentário (dvd)



“Liceu Velho, Liceu Novo” – o documentário (dvd)
realização Vítor Nogueira (Portugal, 2012)
Colecção Máquina do Tempo n.º 2

Ensino, mentalidades e tradições numa escola portuguesa durante o Estado Novo.

Depoimentos: Ana Alexandrina Monteiro, Aníbal Vieira da Silva, António Alves da Silva, António Carneiro, António Passos Coelho, António Taboada, Branca Nogueira de Melo, Cid Magalhães Gomes, Eugénio Varejão, Filipe Borges, José Augusto Teixeira, Luís Coutinho, Magalhães dos Santos, Manuel Cardona, Maria Elisa Agarez Monteiro, Maria Emília Magalhães, Maria Manuela Gomes, Mário Teixeira, Nuno Botelho.


Imagens do arquivo do Museu do Som e da Imagem, incluindo filmagens de Sebastião Peixoto.

Fotografias: Aquiles de Almeida, António Augusto Alves Teixeira, Domingos Campos, Macário Rodrigues de Magalhães, Marius (Mário Rodrigues da Silva), Miguel Monteiro.

+ livro:
Cadernos do Museu do Som e da Imagem, n.º 12.

+ exposição:
até 28 de Fevereiro, salas 6 e 7, no Museu do Som e da Imagem, Vila Real.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também “Lembranças da Casa do Padre Filipe”, Colecção Máquina do Tempo n.º 1]

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ladrador



AVERNO 045
AAVV, Ladrador, 80 pp.
(Tiragem Única de 300 exemplares numerados,
tendo os exemplares 1 a 100 capa em serigrafia)
Capa de Luís Henriques. Paginação e arranjo gráfico de Diogo Vaz Pinto.


Antologia
Ana Paula Inácio, Diogo Vaz Pinto, João Almeida, Jorge Roque, José Miguel Silva, Manuel de Freitas, Miguel Martins, Rui Baião, Rui Nunes, Rui Pires Cabral e Vítor Nogueira.



Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também de alguns dos autores os títulos: “Jukebox 1 & 2” e “Terra Sem Coroa” pelo Teatro de Vila Real, de Manuel de Freitas; “Oráculos de Cabeceira”  e “Biblioteca dos Rapazes” pela Averno, de Rui Pires Cabral; “Bagagem de Mão”, “Mar Largo” e “Modo Fácil de Copiar uma Cidade” pela &etc. e “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional” e “Senhor Gouveia” pela Averno, de Vítor Nogueira]

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Comércio tradicional


“Comércio Tradicional” de Vítor Nogueira



RODA
«Naquele tempo só havia a quarta classe.»
Trabalha desde os doze e está com sessenta
e sete. Já foi trolha, motorista, sapateiro.
Na verdade, só tem medo das alturas.

Certo dia preparou a cabeça para poder
andar à roda. E partiu para o Luxemburgo.
«Há terras que a gente nem imagina que existem.»
Regressava quase sempre pela festa de S. Lázaro,

o presente e o passado a uma estrada de distância.
Com os anos percebeu uma coisa curiosa:
«os rapazes que ficaram queriam ter a minha vida
e eu queria ter a vida dos rapazes que ficaram.»



Embora nunca seja nomeada, a cidade de província que Vítor Nogueira evoca neste livro é Vila Real (Trás-os-Montes), cujo teatro dirige há vários anos. Quem nunca tenha experimentado os deliciosos covilhetes e cristas de galo da Gomes, mítica pastelaria referida em dois dos poemas, dificilmente identificará o cenário destas deambulações urbanas. 
Mas isso pouco importa. A Vila Real que o autor descreve é em tudo semelhante a muitas outras povoações do interior do país: lugares onde os hábitos de convivência social se dissolvem à medida que vão fechando as pequenas lojas antigas, esmagadas pela aparição dos centros comerciais contruídos na periferia (junto às auto-estradas e aos IP’s), símbolos de um desenvolvimento económico tantas vezes ilusório.
Na sua «arrastada melancolia», este conjunto de poemas funciona como o canto do cisne de um mundo comercial em vias de extinção. Nogueira vai de porta em porta, da drogaria para o café e do café para a barbearia, etc., aos ziguezagues, encontrando pelo caminho uma galeria de figuras retratadas a preceito: do emigrante que quer levar couves para a consoada em França aos clientes que entram à procura de um «sabão mais forte» (ou apenas de um golpe do destino que lhes ofereça os milhões da lotaria).
O que se ergue diante de nós, pouco a pouco, é «todo um ecossistema, uma rede infinita / de ligações humanas» que requer um observador sistemático, capaz de enquadrar as fotografias com «atenção aos pormenores». Nalguns casos, o poeta ouve falar da vida «esfregada a pedra-pomes» e do medo do progresso, que gere o mundo com «zeros e uns». Noutros, inventa nomes solenes (Apolo, Aquiles, Gilgamesh) para existências vulgares. Quanto aos versos propriamente ditos, elevam-se quase sempre acima das realidades descritas, oscilando entre a nostalgia e a metafísica, mas sem nunca se levarem demasiado a sério. Não há pathos que resista à urgência de «ir pôr moedas no parquímetro».
No fim, cumprem-se as profecias. Fecha o Excelsior, café dos anos vinte. Fecha a drogaria, «quartel-general» dos sábados. Quem não se resigna, entristece («Feridos abandonados no campo de batalha / despedem-se do chão onde aprenderam a fumar») ou ironiza («Andamos demasiado sensíveis. / Talvez devêssemos cortar na cafeína»). O título do último poema, “Franchising”, é já o sinal de uma derrota previsível, mesmo não sabendo «o que vão ser as cidades amanhã».
José Mário Silva, blogue Bibliotecário de Babel [Texto publicado no n.º 77 da revista Ler]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também do autor os títulos “Bagagem de Mão” e “Mar Largo” “Modo Fácil de Copiar uma Cidade”pela &etc. e “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional” e “Senhor Gouveia” pela Averno]

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Senhor Gouveia


“Senhor Gouveia” de Vítor Nogueira
(Tiragem Única de 350 exemplares)

Capa de Fotógrafo Desconhecido. Paginação e arranjo gráfico de Olímpio Ferreira.


Se tudo acontecer como previsto


Se tudo acontecer como previsto,
o Senhor Gouveia acordará
um pouco antes do almoço, mesmo a tempo
de descer as escadas e esperar pelo carteiro.
Se acaso receber correspondência,
há-de tirar o chapéu a uma senhora.
Se não lhe chegar nenhuma carta,
fará exactamente a mesma coisa.
Na vida como na escrita, o Senhor Gouveia
utiliza sempre a mesma rima. Os seus gestos
são alexandrinos medidos ao milímetro,
coisas dificilmente publicáveis
já em meados da década de cinquenta,
quando pela primeira vez tirou o chapéu
a uma senhora

(e nunca mais lho devolveu).

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

[também os títulos “Bagagem de Mão”, “Mar Largo” e “Modo Fácil de Copiar Uma Cidade” pela &etc. e “Que Diremos Nós Que Viva” e “Comércio Tradicional” pela Averno]

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Vila Real em memória de imagens

dvd “Lembranças da Casa do Padre Filipe” realização Vítor Nogueira

«Esta é a história de um tio e dois sobrinhos, a história do Padre Filipe e dos gémeos Borges. É também a história de uma certa Vila Real e, por arrastamento, de um certo Portugal na primeira metade do século XX.»

Depoimentos: Ângelo Minhava, Armindo Teixeira, Branca Nogueira de Melo, Feliciano Alves da Fonte, Filipe Borges, Humberto de Carvalho, Joaquim Gomes, Maria Filipa Borges de Azevedo, Nuno Botelho, Sílvio Teixeira.
Imagens do arquivo do Museu do Som e da Imagem, incluindo:
filmagens de Fernando Carvalhais Borges, Filipe Borges Júnior, Sebastião Peixoto
fotografias de Filipe Borges Júnior, José Manuel Borges Júnior, Marius (Mário Rodrigues da Silva)

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponíveis as seguintes obras do Museu do Som e da Imagem: "A Avenida de Marius", "Ciclismo em Vila Real: memória fotográfica", "Vila Real vista do céu: oito décadas de fotografia aérea", "Memórias do Bairro de Santa Margarida", "Memórias dos Bombeiros Voluntários", "António Narciso Alves Correia: a fotografia em Vila Real na década de 1870" e "Vila Real pela objectiva de Filipe Borges Júnior"]

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Poesia da atenção por Vítor Nogueira

“Modo Fácil de Copiar uma Cidade” de Vítor Nogueira

O autor nasceu em Vila Real, dirige o Teatro Municipal da cidade. Porém, a sua atenção poética recai ultimamente sobre a cidade de Lisboa. Repetimos a palavra atenção. Se se colocar frente a frente poesia da imaginação vs. poesia da atenção, esta é notoriamente uma poesia da atenção, da atenção aos poucos, à medida da ronda do olhar pela cidade do sujeito que vê, ou de um olhar quase anónimo que enuncia. Poesia mais do objecto do que do sujeito, cujo halo todavia transpira entre frestas ou entre asserções que se querem considerações prosaicas de ordem geral, firmes, geométricas, convocando todo um léxico da arquitectura e da pintura.
(...) Começámos pelo fim, voltemos ao princípio: “Modo Fácil de Copiar uma Cidade” é antes de mais, ou em primeiro grau, uma teoria da pintura, uma poética da pintura, uma aula dada a futuros pintores directamente interpelados por um locutor que encadeia logicamente o discurso, que orienta os passos a dar.
Maria Conceição Caleiro in Ípsilon do jornal “Público”


VISÍVEL

Nenhuma coisa visível se vê toda juntamente.
Na arte como na vida, agora que falas disso.
Alguns, porém, investem muito tempo
a melhorar o seu disfarce, contornam a forma
como produzimos as vacinas, aprendem
a reconhecer os sinais,
perseguem facilmente sem se deixarem ver.

À primeira mordedura, que tantos consideram
crucial e decisiva, recriam regiões amputada
nos seus corpos. Difíceis de aplacar, começam
o processo do princípio. Depois, enfim, aguardam.
Aguardam que algo morra, consultam o oráculo,
respiram dentro de água e fora dela
— às vezes até entram pela rede dos esgotos.

Diria que é assim, se bem conheço os corvos.

«Tal como é habitual no poeta, é um livro temático e estruturado. Desta vez, toma como pretexto três tratados portugueses de pintura, respectivamente de Filipe Nunes, Francisco de Holanda e Cirilo Wolkmar Machado, com cujos ensinamentos vai salpicando os poemas.
Deste pretexto, porém ― como também é habitual no poeta ―, Vítor Nogueira parte noutras direcções e questiona o lugar e o papel do homem. Fá-lo contudo ― e esse é um dos pontos mais interessantes da sua arte poética ― em termos simples, quase coloquiais, sem qualquer tique de ênfase discursiva ou declamatória: «De repente a chuva pára. Vê-se um fiozinho de luz / e a cidade a ir comer à sua mão.» Aquilo que alguns diriam o oposto da poesia, mas que na verdade é poesia, e, no caso, poesia de alta qualidade.» [Grémio Literário Vila-Realense]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “Bagagem de Mão” e “Mar Largo” pela &etc. e “Que Diremos Nós Que Viva”, “Comércio Tradicional” e “Senhor Gouveia” pela Averno]