"As Artes Entre As Letras" n.º 251, 25 Setembro de 2019
Uma livraria e espaço especializado em Trás-os-Montes e Alto Douro. «Queremos construir uma referência quando se pensa na região, seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato...» Um espaço de galeria de arte e onde se realizam diversos eventos: apresentações de livros, tertúlias, workshops, oficinas - ponto de partida também para passeios, visitas.
Mostrar mensagens com a etiqueta notícias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta notícias. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 25 de setembro de 2019
quarta-feira, 31 de julho de 2019
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Traga-Mundos: uma referência cultural no coração da cidade
«Traga-Mundos: uma referência cultural no
coração da cidade
Com quase
seis anos de existência, a livraria Traga-Mundos, sediada no coração da cidade
de Vila Real, mantém o mesmo espírito e vontade cultural com que abriu, em
2011, continuando, ano após ano, a levar toda a cultura transmontana e duriense
não apenas por Portugal fora, mas também para além-fronteiras.
A livraria
acaba de ser distinguida, pelo quinto ano consecutivo, como uma das livrarias
preferidas pelos portugueses, passando a ocupar a 6ª posição, em 2017, por um
concurso de votação online promovido pela APEL – Associação Portuguesa de
Editores e Livreiros.
A
Traga-Mundos é o realizar de um sonho de criança, do livreiro António Alberto
Alves, que, desde cedo, se demonstrou extremamente sensível ao mundo
relacionado com a cultura e a literatura. No entanto, esse sonho estava apenas
agendado para quando se reformasse, mas a falta de uma oportunidade, em Vila
Real, que lhe permitisse seguir com a sua profissão, enquanto sociólogo, fez
com que António apostasse neste projeto mais cedo. “Eu já tinha na mente em
abrir uma loja. Optei por uma livraria porque era um sonho que tinha quando me
aposentasse, mas o centro de emprego reformou-me mais cedo. A livraria foi
sempre um sonho que tive, sobretudo, pelo gosto que adquiri pelos
alfarrabistas”.
António
Alberto Alves nasceu em Moçambique, em Lourenço Marques, e só depois do 25 de Abril
é que regressa à aldeia dos seus pais, onde conclui a escola primária. Mais
tarde vem estudar para a cidade de Vila Real, e após terminar o secundário,
ingressa na faculdade, em Lisboa, para estudar Sociologia. As suas motivações
foram sempre altas, pelo que decide imigrar para a Alemanha, onde esteve cerca
de cinco anos. Lá fundou uma associação da Língua Portuguesa e abriu uma loja
com o intuito de promover a cultura portuguesa.
Posteriormente,
segue numa missão como voluntário para África, onde permaneceu cinco anos, e,
em março de 2011, acaba por regressar a Portugal. Onde faz jus ao seu espírito
aventureiro e, sem perder tempo, regista em agosto o conceito de Traga-Mundos,
e em novembro abre portas a um novo mundo, ainda por explorar em Vila Real, na
Rua Miguel Bombarda.
A livraria
não tem como propósito, única e exclusivamente, a venda de livros. “Somos uma
livraria que não estamos aqui apenas de porta aberta, vamos aonde as pessoas
estão, vamos a eventos, fazemos bancadas em feiras, em seminários e promovemos,
também, a realização de tertúlias temáticas que não tem que ter necessariamente
a ver com a literatura, mas também com toda a diversidade cultural que esta
região oferece,” apontou António Alves.
O espaço tem
desempenhado um papel fulcral no que respeita à divulgação da poesia e de novos
poetas, sobretudo, transmontanos. Há quase dois anos que nascera, da “cave” da
livraria, um movimento literário, constituído por jovens escritores, com a
missão de “fazerem apresentações de livros que não fossem meras apresentações
formais, mas que as pessoas interviessem e que partilhassem leituras e textos,
que pudessem resultar em tertúlias, entre amigos e poetas,” salienta. Contudo,
a atividade cultural da livraria não se resume apenas a este grupo, o Calhau,
mas também a um conjunto de pessoas relacionadas, não apenas à literatura, mas
também à parte da botânica, da gastronomia e da natureza em geral. “Os eventos
não se destinam unicamente à apresentação de livros, que era o que seria normal
numa livraria, mas sobretudo a tertúlias temáticas, a apresentações de
compotas, de mel, a workshops, ou seja, a tudo que esteja relacionado com a
parte da cultura transmontana e duriense”, refere.
Além do
importante papel que a Traga-Mundos tem desenvolvido, nos últimos anos, na
divulgação e na valorização da cultura transmontana, a livraria estabelece,
ainda, uma forte relação cultural, mas também de amizade, com a Galiza. Muito
por fruto da influência do célebre poeta António Cabral, ligado ao movimento
setentrião, que por sua vez se encontra relacionado com o antigo local da
livraria, a Traga-Mundos construiu, entre o norte de Portugal e a Galiza, “uma
ponte escrita”.
Esta
constante atividade cultural desenvolvida, ao longo dos anos, pela Traga-Mundos
é reconhecida pelos resultados que a livraria tem vindo a alcançar, ano após
ano, em se manter, consecutivamente, nas primeiras seis posições das livrarias
portuguesas preferidas pelos portugueses.»
João Pedro Baptista, “A Voz
de Trás-os-Montes” n.º 3478, 06 de Julho 2017
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
um Calhau simples com mantinha
um Calhau
simples com mantinha – para hoje à noite, na livraria traga_mundos
oiçam oiçam,
e partilhem. por esse imenso Poeta da rádio, Fernando Alves
um grande,
enorme, penedos e calhaus, de obrigados transmontanos. bem-haja!
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Cinco anos a elevar a cultura transmontana e duriense
«Sublinhando
que “todas as actividades são complementares aos livros”, o livreiro dá
destaque a outra vertente da Traga-Mundos, a participação em feiras e eventos
fora de portas. “Queremos levar os livros até às pessoas. Levar os livros para
a rua, para os eventos, e tem resultado muito bem”»
[“A Voz de Trás-os-Montes”,
n.º 3446, 24 Novembro 2016]
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Cinco anos sem parança cultural
“A Voz de Trás-os-Montes”, n.º 3445, 17 Novembro 2016
«Só
um irrequieto e talentoso espírito como o de António Alberto Alves
poderia conceber e dar resposta plena a um projeto cultural com a polivalência
de Traga-Mundos, com sede em Vila Real. Completou em 5 deste mês a bonita idade
de outros tantos anos, impondo-se pela dinâmica, pela diversidade dos seus
produtos e pela originalidade, como os seleciona, os trata e os
dispõe ao público. Abriu a porta na Rua Miguel Bombarda em Vila Real, não gastou
dinheiro inaugural em foguetório e em comes e bebes, não mendigou subsídios à
mesa do Orçamento geral do Estado, não se pôs a jeito dos capatazes de cidade,
nem se deu ao cuidado de celebrar qualquer aniversário dos cinco que já
ocorreram. Neste lapso de tempo já correu «Seca, Meca e Olivais de Santarém»
realizando 357 eventos, 60 apresentações de livros, 5 Encontros livreiros em
Trás-os-Alto Douro. Levou longe carradas de livros, vinhos, coisas e loisas do
Douro. Difundiu autores e artistas, produtos da terra Transmontana e Duriense,
artefactos manufaturados pelas suas gentes, organizou e distribuiu cartazes
turísticos, levou aos confins do planeta informação de pessoas e bens que de
outra maneira, nem com campanhas oficiais dispendiosas surtiriam tão bom
efeito. Precisamente porque a cultura tem o dom de ser assimilada, intuída e
inoculada com o ar que se respira.
O
criativo deste projeto original, servido em bandeja, como um sorvete no verão
quente, disse na sua mensagem de mais esta etapa que ele e o seu
projeto são «independentes». Não devemos nada a ninguém e, por conseguinte, o
mérito é todo nosso e de todos vós, amigos e familiares, clientes e produtores,
escritores e artesãos, editores e livreiros».
Confesso
que ainda não passei pela Rua Miguel Bombarda, na velha mas sempre renovada e
atraente capital Transmontana. Já fui, amavelmente, convidado para ali
apresentar livros, para visitar as Feiras em que tem marcado presença. E
recebo, pontualmente, os programas que ali ou noutros espaços culturais, a
«Traga-Mundos» abanca com a sua «tralha» de livros, de vinhos, de coisas e
loisas. Conheci, pessoalmente, o estruturado agente cultural na Casa de
Trás-os-Montes do Porto. Falou-me em linguagem académica, em termos tais que me
impressionou a sua linguagem técnica e metodológica. Diria que tem um
curriculum invejável. Mas pediu-me para o tratar como um aprendiz de tudo. E
até me disse que conhecia Gralhas, a seis km da minha aldeia natal, porque dali
se fez à vida sua Mãe.
Dá
gosto viver e conviver com este tipo de missionário das nobres causas. Sempre o
suor do rosto, o saber fazer, a perseverança e a humildade a darem forma aos
homens raros, que comem à noite o pão que ganharam durante o dia.
Vila Real
acolheu-me entre os 12 e os 22 anos. Numa instituição que procurei honrar, tal
como os meus excelentes companheiros do Seminário de Santa Clara. Amo esta
cidade como se nela tivesse nascido. Relembro-a, a cada passo e regozijo-me com
as estruturas de ontem e de hoje, nomeadamente das valências culturais que
homens como António Cabral, Pires Cabral, Alberto Miranda, Ângelo
Minhava, Passos Coelho, Otílio de Figueiredo, João Ribeiro, Salvador
Parente, Joaquim de Barros Ferreira, Amaral Neves, Joaquim Ribeiro e outros que
têm catapultado Vila Real para a galeria dos autores dignos de registo.» João
Barroso da Fonte
Subscrever:
Mensagens (Atom)





