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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Traga-Mundos: uma referência cultural no coração da cidade


«Traga-Mundos: uma referência cultural no coração da cidade

Com quase seis anos de existência, a livraria Traga-Mundos, sediada no coração da cidade de Vila Real, mantém o mesmo espírito e vontade cultural com que abriu, em 2011, continuando, ano após ano, a levar toda a cultura transmontana e duriense não apenas por Portugal fora, mas também para além-fronteiras.

A livraria acaba de ser distinguida, pelo quinto ano consecutivo, como uma das livrarias preferidas pelos portugueses, passando a ocupar a 6ª posição, em 2017, por um concurso de votação online promovido pela APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.

A Traga-Mundos é o realizar de um sonho de criança, do livreiro António Alberto Alves, que, desde cedo, se demonstrou extremamente sensível ao mundo relacionado com a cultura e a literatura. No entanto, esse sonho estava apenas agendado para quando se reformasse, mas a falta de uma oportunidade, em Vila Real, que lhe permitisse seguir com a sua profissão, enquanto sociólogo, fez com que António apostasse neste projeto mais cedo. “Eu já tinha na mente em abrir uma loja. Optei por uma livraria porque era um sonho que tinha quando me aposentasse, mas o centro de emprego reformou-me mais cedo. A livraria foi sempre um sonho que tive, sobretudo, pelo gosto que adquiri pelos alfarrabistas”.

António Alberto Alves nasceu em Moçambique, em Lourenço Marques, e só depois do 25 de Abril é que regressa à aldeia dos seus pais, onde conclui a escola primária. Mais tarde vem estudar para a cidade de Vila Real, e após terminar o secundário, ingressa na faculdade, em Lisboa, para estudar Sociologia. As suas motivações foram sempre altas, pelo que decide imigrar para a Alemanha, onde esteve cerca de cinco anos. Lá fundou uma associação da Língua Portuguesa e abriu uma loja com o intuito de promover a cultura portuguesa.

Posteriormente, segue numa missão como voluntário para África, onde permaneceu cinco anos, e, em março de 2011, acaba por regressar a Portugal. Onde faz jus ao seu espírito aventureiro e, sem perder tempo, regista em agosto o conceito de Traga-Mundos, e em novembro abre portas a um novo mundo, ainda por explorar em Vila Real, na Rua Miguel Bombarda.

A livraria não tem como propósito, única e exclusivamente, a venda de livros. “Somos uma livraria que não estamos aqui apenas de porta aberta, vamos aonde as pessoas estão, vamos a eventos, fazemos bancadas em feiras, em seminários e promovemos, também, a realização de tertúlias temáticas que não tem que ter necessariamente a ver com a literatura, mas também com toda a diversidade cultural que esta região oferece,” apontou António Alves.

O espaço tem desempenhado um papel fulcral no que respeita à divulgação da poesia e de novos poetas, sobretudo, transmontanos. Há quase dois anos que nascera, da “cave” da livraria, um movimento literário, constituído por jovens escritores, com a missão de “fazerem apresentações de livros que não fossem meras apresentações formais, mas que as pessoas interviessem e que partilhassem leituras e textos, que pudessem resultar em tertúlias, entre amigos e poetas,” salienta. Contudo, a atividade cultural da livraria não se resume apenas a este grupo, o Calhau, mas também a um conjunto de pessoas relacionadas, não apenas à literatura, mas também à parte da botânica, da gastronomia e da natureza em geral. “Os eventos não se destinam unicamente à apresentação de livros, que era o que seria normal numa livraria, mas sobretudo a tertúlias temáticas, a apresentações de compotas, de mel, a workshops, ou seja, a tudo que esteja relacionado com a parte da cultura transmontana e duriense”, refere.

Além do importante papel que a Traga-Mundos tem desenvolvido, nos últimos anos, na divulgação e na valorização da cultura transmontana, a livraria estabelece, ainda, uma forte relação cultural, mas também de amizade, com a Galiza. Muito por fruto da influência do célebre poeta António Cabral, ligado ao movimento setentrião, que por sua vez se encontra relacionado com o antigo local da livraria, a Traga-Mundos construiu, entre o norte de Portugal e a Galiza, “uma ponte escrita”.

Esta constante atividade cultural desenvolvida, ao longo dos anos, pela Traga-Mundos é reconhecida pelos resultados que a livraria tem vindo a alcançar, ano após ano, em se manter, consecutivamente, nas primeiras seis posições das livrarias portuguesas preferidas pelos portugueses.»

João Pedro Baptista, “A Voz de Trás-os-Montes” n.º 3478, 06 de Julho 2017

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

um Calhau simples com mantinha


um Calhau simples com mantinha – para hoje à noite, na livraria traga_mundos

oiçam oiçam, e partilhem. por esse imenso Poeta da rádio, Fernando Alves

um grande, enorme, penedos e calhaus, de obrigados transmontanos. bem-haja!


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Cinco anos a elevar a cultura transmontana e duriense

«Sublinhando que “todas as actividades são complementares aos livros”, o livreiro dá destaque a outra vertente da Traga-Mundos, a participação em feiras e eventos fora de portas. “Queremos levar os livros até às pessoas. Levar os livros para a rua, para os eventos, e tem resultado muito bem”»

[“A Voz de Trás-os-Montes”, n.º 3446, 24 Novembro 2016]


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Cinco anos sem parança cultural



“A Voz de Trás-os-Montes”, n.º 3445, 17 Novembro 2016


«Só um irrequieto e talentoso espírito como o de  António Alberto Alves poderia conceber e dar resposta plena a um projeto cultural com a polivalência de Traga-Mundos, com sede em Vila Real. Completou em 5 deste mês a bonita idade de outros tantos anos, impondo-se pela dinâmica, pela diversidade dos seus produtos e pela originalidade, como os  seleciona, os trata e os dispõe ao público. Abriu a porta na Rua Miguel Bombarda em Vila Real, não gastou dinheiro inaugural em foguetório e em comes e bebes, não mendigou subsídios à mesa do Orçamento geral do Estado, não se pôs a jeito dos capatazes de cidade, nem se deu ao cuidado de celebrar qualquer aniversário dos cinco que já ocorreram. Neste lapso de tempo já correu «Seca, Meca e Olivais de Santarém» realizando 357 eventos, 60 apresentações de livros, 5 Encontros livreiros em Trás-os-Alto Douro. Levou longe carradas de livros, vinhos, coisas e loisas do Douro. Difundiu autores e artistas, produtos da terra Transmontana e Duriense, artefactos manufaturados pelas suas gentes, organizou e distribuiu cartazes turísticos, levou aos confins do planeta informação de pessoas e bens que de outra maneira, nem com campanhas oficiais dispendiosas surtiriam tão bom efeito. Precisamente porque a cultura tem o dom de ser assimilada, intuída e inoculada com o ar que se respira.

 O criativo deste projeto original, servido em bandeja, como um sorvete no verão quente, disse na sua mensagem de mais esta etapa que  ele e o seu projeto são «independentes». Não devemos nada a ninguém e, por conseguinte, o mérito é todo nosso e de todos vós, amigos e familiares, clientes e produtores, escritores e artesãos, editores e livreiros».

   Confesso que ainda não passei pela Rua Miguel Bombarda, na velha mas sempre renovada e atraente capital Transmontana. Já fui, amavelmente, convidado para ali apresentar livros, para visitar as Feiras em que tem marcado presença. E recebo, pontualmente, os programas que ali ou noutros espaços culturais, a «Traga-Mundos» abanca com a sua «tralha» de livros, de vinhos, de coisas e loisas. Conheci, pessoalmente, o estruturado agente cultural na Casa de Trás-os-Montes do Porto. Falou-me em linguagem académica, em termos tais que me impressionou a sua linguagem técnica e metodológica. Diria que tem um curriculum invejável. Mas pediu-me para o tratar como um aprendiz de tudo. E até me disse que conhecia Gralhas, a seis km da minha aldeia natal, porque dali se fez à vida sua Mãe.

   Dá gosto viver e conviver com este tipo de missionário das nobres causas. Sempre o suor do rosto, o saber fazer, a perseverança e a humildade a darem forma aos homens raros, que comem à noite o pão que ganharam durante o dia.

  Vila Real acolheu-me entre os 12 e os 22 anos. Numa instituição que procurei honrar, tal como os meus excelentes companheiros do Seminário de Santa Clara. Amo esta cidade como se nela tivesse nascido. Relembro-a, a cada passo e regozijo-me com as estruturas de ontem e de hoje, nomeadamente das valências culturais que homens como  António Cabral, Pires Cabral, Alberto Miranda, Ângelo Minhava, Passos Coelho, Otílio de Figueiredo,  João Ribeiro,  Salvador Parente, Joaquim de Barros Ferreira, Amaral Neves, Joaquim Ribeiro e outros que têm catapultado Vila Real para a galeria dos autores dignos de registo.» João Barroso da Fonte