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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Vozes Transmontanas na Paisagem


A livraria Traga-Mundos foi convidada para participar com uma banca de livros na apresentação do projecto “Vozes Transmontanas na Paisagem”, que decorrerá dia 3 de Junho de 2016, pelas 15h00, na Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, em Vila Real.

«No próximo dia 3 de Junho, pelas 15h, realizar-se-á na Biblioteca Municipal de Vila Real a apresentação do projeto Vozes Transmontanas na Paisagem, com as comunicações de Ana Lavrador:  “Eu sou um fragão da serra, Manuel Vaz de Carvalho” e de Isabel Alves: “Paisagens de pedra e água na poesia de A.M. Pires Cabral”, precedidas da instalação-video de José Barbieri/Memoriamedia. A sessão será moderada pela Professora Doutora Henriqueta Gonçalves.


VOZES TRANSMONTANAS NA PAISAGEM

PROGRAMA

Comunicações e instalações-video (José Barbieri/Memoriamedia)

15:00 — Abertura da sessão

15:15 – Eu sou como um fragão da minha terra: Manuel Vaz de Carvalho,por Ana Lavrador.
   
16:15 – Paisagens de pedra e água na poesia de A.M. Pires Cabral, por Isabel Alves
  
17:15 – Encerramento»

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Alvão musa de poesia


“Visão Alvânica – poemas” de Manuel M. Vaz de Carvalho

INDEFERIDO

Pediste-me um poema
Um poema para quê, se mais ninguém o canta e mais ninguém o lê
A não ser a minha alma sempre inquieta
Que fez de mim poeta
E louco sonhador?


Um poema...para quê?
Escuta, meu amor
Seria inútil...
Vê:

Os poemas que escrevi
Não os criei tão pouco,
Estavam escritos em ti!

Eu fui somente o medium, o trovador, o louco
O trágico cantor
Do humano e do divino do teu tema
Porque o mais belo poema
És tu, ó meu amor!


«Este Visão Alvânica é um livro que dá continuidade ao anterior pela temática e pela forma. Está dividido em partes: A Ela; Aos meus filhos; Eu; Timpeira, Alto das Cruzes; Cerva, Terra Minha; Caçada de Cães; O Meu Tugúrio; Históricos; Delírios; Miragens; Coimbra; Tédios. Tecnicamente bem escrito, o livro é, de certo modo, autobiográfico, memorial.

Tal como em Poemas do Solstício, o autor narra em poema, passos da sua vida, como a viveu, como a interpretou, como a partilhou com a família, com os amigos e até com a sociedade vilarealense, a que pertence e da qual é figura relevante. Este é um livro sereno, bem-disposto, saboroso, filosófico, humanista, introspectivo, extrospectivo, com uma visão cósmica, muito mais lata que a alvânica, embora esta seja, por enquanto, o seu centro literário.»
Ribeiro Aires [Notícias de Vila Real]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também do autor os títulos: “Poemas do Solstício” e “Poemas do Afélio”]

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Visões alvânicas em poesia


“Visão Alvânica – poemas” de Manuel M. Vaz de Carvalho
“Poemas do Solstício” de Manuel Vaz de Carvalho
“Poemas do Afélio” de Manuel Vaz de Carvalho
 
«O Dr. Vaz de Carvalho, advogado, poeta e músico, falecido a 13 de Agosto de 2011 com noventa anos, era e continuará a ser a sua memória uma figura importante de Trás-os-Montes. “Poemas do Afélio, “Visão Alvânica” e “Poemas de Solstício” são livros que publicou, reflexos da sua arte poética e do seu amor à terra transmontana. Manuel Vaz de Carvalho era natural de Cerva, concelho de Ribeira de Pena, distrito de Vila Real. Nesta cidade viveu a maior parte da sua vida.
Em folha solta de revista da qual não conseguimos visualizar o nome e aqui referir, encontrámos fotografia de Vaz de Carvalho e pequeno texto da sua autoria dedicado à paixão que conservou sempre pela sua terra - Trás-os-Montes: "Vivo apaixonado pela minha terra. Tem umas das paisagens mais adjectivadas que conheço: serras, rios, vales, uma agricultura muito variada e um clima admirável... É claro que a todo este encantamento não é estranho o facto de ser de uma família aqui radicada há centenas de anos; nutro uma certa atracção genética pela minha terra." No pequeno excerto da folha encontrada, refere-se o Dr. Vaz de Carvalho às pessoas e a todo o convívio à volta delas: "são normalmente pessoas muito sérias, gente muito boa, muito fidalga."» [NetBila]

"Poemas do Afélio" não é um livro de versos, é um livro de poemas que está dividido em cinco partes. Em "Ego" e "Memórias" o sujeito poético apresenta­-se­-nos como um ser egotista, solitário, quase misantropo, revoltado contra a efemeridade da vida (por mais que dela se queixe), perplexo perante os paradoxos da existência humana - "Sofro a contradição das causas milenárias". Em "Homenagens" entra em cena o homem social, amigo dos seus amigos cujo desaparecimento o deixa humanamente mais pobre e desprotegido. No espaço reservado aos "Humorísticos" o poeta lírico dá então lugar ao satírico, ao cidadão atento às realidades circundantes de um hoje dominado por um avanço tecnológico sujeito a todos os exageros. Os "Poemas de Amor", a principal recorrência dos versos de Vaz de Carvalho. São cânticos, e hinos, e panegíricos, e exaltações, e sublimações.

FUNERAL
Meu velho cão, quero que vás ao meu enterro!
Mas nada de lamúrias, a uivar...
Irás contar quando, de serro em serro,
Apátridas, libertos, par a par.

Por fragadas do demo e da esconjura
Vales dormentes, touceiros devassando,
À senda, nem eu sei, de que aventura,
Fomos na vida efémera sonhando...

Irás! Quero levar de perto o teu focinho!
E ao voltares, de olhos tristes, ao teu ninho
Terás sempre presigo e regalia...

E se quem me ficar for de justiça
Terás também inteira a linguiça
Da qual só te calhava a pele vazia.
[Poemas do Solstício, 2000.]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...