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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Edição do autor

“Vazio... ausência onde nos encontramos” de João Ramos, poesia, edição do autor, 2008

"... A viagem começa num lugar comum em direcção ao interior inexplorado, da alma que possivelmente não conseguirei tocar. Apenas as palavras possibilitarão a descoberta desse caminho tão repleto de emoções.
Em eterna viagem; em constante procura... a infindável espera e o vazio, no durante que é toda a vida... O Vazio - a ausência onde nos encontramos... abstraídos do ruído a limpidez da musica chegará na ebulição dos pássaros que trazemos dentro..."

«Impressionante a forma como as cores e a magia, os sussurros da alma e os gritos da emoção se fundem e confundem no poder das imagens poéticas que percorrem este livro de poesia.
A cada página, um novo silêncio é revelado, um novo espaço no vácuo onde se contemplam os sentimentos. Tudo é possível na estrada destes versos, onde o quotidiano contempla o invulgar e a voz parece abranger, nos seus pequenos nadas, a orla do absoluto.
É sempre mágico descobrir um talento inesperado nas páginas de um novo livro. Este livro em particular proporcionou-me muitos e gratificantes momentos de leitura, pontos de identificação, traços de sentimento e um pouco da luz e das trevas que se escondem no vazio de cada alma.
Parabéns, João, por este livro magnífico. E que mais venham a seguir.» Carla Ribeiro, blogue As Leituras do Corvo

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real..

domingo, 15 de janeiro de 2012

As Maias - lendas, castanhas, receitas e provérbios de Maio

“As Maias – entre mitos e crenças – lendas, castanhas, receitas e provérbios de Maio” de Jorge Lage

«Num exaustivo trabalho de investigação sobre a origem das festas das Maias, foi às suas raízes, auscultando a cultura greco-latina e pré-cristã, servindo-se de fontes variadas e seguras, e guiado, pelo seu próprio instinto de investigador concentrado e dedicado.
Baseando-se em laboriosos estudos de autores eruditos, assim nos leva, com mão paciente, à deusa Maia - a mãe do deus Mercúrio dos romanos - deusa ligada à mãe natureza que em Maio floresce, anunciando a fartura dos frutos a haver, para satisfação e prazer dos mortais.
Refere, de seguida, o processo da cristianização de as Maias, que outro caminho não foi, senão o de sempre: a cristianização de todas as realizações ou actos religiosos pagãos.
Assim persegue o seu estudo de as Maias já cristãs por todo o espaço nacional, desde o Minho ao Algarve, Madeira e Açores e saltando a fronteira, estendeu o seu olhar pela Europa, com saliência para a Galiza, não fosse ela, a Galiza a irmã gémea de Portugal no que à cultura diz respeito. (...)
Termina o seu trabalho, como é tão do seu gosto, com um suculento receituário de petiscos e doçaria de deliciar o mais faminto. E dá fim ao seu estudo com um rifoneiro, referente ao mês de Maio: "Fraco é o Maio que não rompe a croça"» do posfácio, por Nelson Vilela

«Jorge Lage (n. 1948, Chelas, Mirandela) é um homem de actividade intelectual fervilhante, também ao nível da escrita. A sua mais recente obra intitula-se As Maias – Entre mitos e crenças. O subtítulo da obra diz tudo sobre o seu conteúdo: “Lendas, castanhas, receitas e provérbios de Maio”.
É pois uma espécie de apanhado geral, um trabalho exaustivo de investigação sobre um interessantíssimo aspecto da cultura popular, as Maias, ou o conjunto de ritos e tradições em torno do fenómeno do renascimento da natureza após o ciclo invernal.
De Jorge Lage tínhamos já saudado duas publicações dedicadas à castanha, esse grande e nobre produto dos nossos campos: “A Castanha. Saberes e sabores”  e “Castanea – Uma dádiva dos deuses”. Neles reuniu uma vasta soma de conhecimentos, a nível botânico, etnográfico e gastronómico, sobre esse fruto nem sempre valorizado como merece.» [Grémio Literário Vila-Realense]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também o título “Castanea – uma dádiva dos deuses”]