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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Espelda, vinho tino seco, douro


Espelda, vinho tinto seco, Douro doc 2012

Espelda, um vinho que se afirma pela sua robustez Duriense, tem como berço as vinhas da Família Nogueira, que se estendem do Douro Superior ao Baixo Corgo. Repleto de castas exuberantes, como a Touriga Nacional, Touriga Franca, Aragonês e a Tinta Barroca, encontra no Xisto o segredo para a sua criação como néctar sublime, que se sublinha ser ambientalmente sustentável dado o Programa de Produção Integrada implementado.
Espelda, colhido à mão, vinifica em temperatura controlada, de forma a evidenciar aromas florais e frutados provenientes das castas.
Com maceração pós fermentativa, Espelda mostra a sua complexidade e elegância, com toque a frutos maduros e quentes, de cor carregada, macio, persistente, num conjunto balanceado por uma boa acidez.
Evoca, ardentemente, todo o esplendor do vigoroso Douro, que o viu nascer.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível: Espelda reserva tinto 2011]


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

vinho espumante: tinto bruto


Penagoyam | Douro

vinho espumante | método clássico | tinto bruto

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Alquitarra - aguardente bagaceira velha

Alquitarra
aguardente bagaceira velha
embalagem individual cilíndrica 35 cl


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível: Tempus – aguardente vínica]

sábado, 13 de agosto de 2016

Licor café ecolóxico


Licor café ecolóxico Alicornio

Preparado mediante un cuidado proceso de elaboración con bagazo procedente de uva ecológica certificada y destilación mediante sistema tradicional de alambiques de cobre.
Este licor está elaborado en una pequeña destilería tradicional donde producen su propia aguardiente, a partir de bagazos seleccionados previamente. Se trata de un producto de gran calidad, donde no se escatima ni en tiempo ni en frutas para la elaboración.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...


sexta-feira, 25 de março de 2016

Xi-Coração reserva branco 2013

Xi-Coração reserva branco 2013

Our first white vintage under our own label.

XI~CORAÇÃO 2013 Branco is a blend of :
♥ 40% Viosinho
♥ 40% Gouveio
♥ 20% Malvasia Fina

The 2013 Vintage
 Spring 2013 was dry but cold which delayed bud bloom and the growing season. Summer 2013 was very dry, without rainfall from early May to early September. Luckily some rain occurred mid and end of September, so grapes achieved maturity slowly. The harvest was a little late for the 2013 vintage, and started September 19th until mid October for the later grapes.

Vinification
The three native grape varieties (Viosinho, Gouveio and Malvasia Fina) were picked and vinified together. Two batches were picked ten days apart. The first batch was harvested slightly underripe, to retain good acidity and freshness of the fruit aromas. The second batch was picked a little overripe for a complex nose of dry fruit, and a more rounded palate.
After a light pneumatic pressing with skin contact enzyme, the must was cold-settled for 24 hours. Then it was racked from the lees and the alcoholic fermentation started at carefully-controlled low temperature (16-18 °C), according to the fermentation stage. After 3 weeks of fermentation, the wine was once more racked from the lees. Bâtonnage was initiated, which consisted in stirring the fine lees on the bottom of the tank to give more roundness, sweetness and fattiness to the wine. A molecule named mannoprotein from the yeast autolysis integrated the lees, and was stirred into the wine. This was done once weekly for the first month, less frequently during aging. 30% of the volume was aged six months in wood (French oak), the rest was aged in a stainless steel tank. A light fining and filtering was done before bottling.
The production of XI~CORAÇÃO 2013 Branco is 4000 bottles (75 cl), making it an exclusive wine.

Analysis
♥ Alcohol: 14.56% vol.
♥ Total acidity: 4.6 g/L (tartaric acid)
♥ pH: 3.27
♥ Residual sugar: 0.6 g/L
♥ Volatile acidity: 0.3 g/L (acetic acid)
♥ Free SO2: 31 mg/L (SO2)
♥ Total SO2: 100 mg/L (SO2)

Tasting Notes
Colour: XI~CORAÇÃO 2013 Branco has a bright light-gold colour
Nose: The nose is composed of complex citrus, floral and oaky aromas with a hint of minerality.
Taste: The palate has an elegant, creamy texture from six months of wood aging with bâtonnage balanced by a long, crispy finish with hints of white-fleshed fruit at the end.

Serving Suggestion
This white wine can be drunk immediately, but cellaring is advised to develop the complexity to its full potential. A temperature of around 12-13 °C (20 min out from the fridge) is recommended to enjoy the potential of this wood-aged wine. Decanting is advised, this wine deserves to breathe.

Pairings
♥ Seafood and bouillabaisse.
♥ Portuguese fish specialties, a thousand ways to cook bacalhau.
♥ Chicken and poultry with cream sauces.
♥ Goat cheese, buttery ewe cheese such as Queijo da Serra.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também Xi-Coração reserva tinto 2012]

terça-feira, 15 de março de 2016

Vinhos Com Arte | The Art of Portuguese Wine Estates


“Vinhos Com Arte | The Art of Portuguese Wine Estates”
textos António Marreiros Neto e José António Fonseca
pintura Serrão de Faria

É uma viagem por 20 adegas, pelas histórias e pelas pessoas que lhes dão personalidade e características únicas, com especial ênfase na arquitectura dos edifícios mais emblemáticos, nas paisagens e nas castas cultivadas. “Vinhos com arte” é um livro, coordenado por António Marreiros Neto, com textos (em português e inglês) do próprio e de José António Fonseca e aguarelas e desenhos de Serrão de Faria.

São mais de 200 páginas onde se homenageia o vinho português e as pessoas que o fazem. Em “Vinhos com arte”, encontramos vinte das castas portuguesas mais apreciadas, outras tantas adegas cujo valor arquitectónico e funcional sinaliza o panorama de excelência do sector e ainda retratos de algumas das pessoas que dão corpo a estes projectos.

A inspiração para esta obra, pode ser encontrada no já longínquo ano de 1900, quando Bernardino Camilo Cincinnato da Costa apresentou, na Exposição Universal de Paris e por iniciativa da Real Associação d’Agricultura Portuguesa, um estudo enológico das principais castas portuguesas, ilustrado pelo aguarelista Alfredo Roque Gameiro. O trabalho, intitulado “O Portugal Vinícola”, acabou mesmo por conquistar o Grand-Prix da Exposição. A reedição desta obra 100 anos depois, numa edição numerada de 1000 exemplares, esgotou em poucas semanas. Ficava provada a apetência do meio vinícola por esta abordagem diferente do tema, em termos de ilustração.

A primeira edição (3000 exemplares) de “Vinhos com Arte”, com capa dura e páginas de grande formato.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponíveis os títulos: “Arquitecturas da Paisagem Vinhateira” Natália Fauvrelle (coord.), “Paisagens de Baco. Identidade, Mercado e Desenvolvimento. Regiões Demarcadas: Vinhos Verdes, Douro, Dão, Bairrada e Alentejo” de Ana Lavrador, “A Vinha e o Vinho em Portugal. Museus e Espaços Museológicos” Natália Fauvrelle (coord.), “Viver e saber fazer. Tecnologias tradicionais na Região do Douro. Estudos preliminares” Teresa Soeiro, Carlos Coelho Pires, Rui Cortes, José Alves Ribeiro, Hélder Trigo Marques, Gaspar Martins Pereira, Natália Fauvrelle, Nelson Campos Rebanda, José Alexandre Roseira, “Vinhos: arte e manhas em consumos sociais – A apreensão de uma prática sociocultural em contexto de mudança” de Dulce Magalhães, “Produzir e Beber. A Questão do Vinho no Estado Novo” de Dulce Freire, “Memórias do Vinho” de Maria João de Almeida e Paulo Laureano, “O Alto Douro – Um Espaço Contrastante Em Mutação” 4 volumes de Maria Helena Mesquita Pina, “Vinhos de Portugal . Da vinha ao vinho, variedades e regiões” de Ceferino Carrera, “Vinho do Porto e a Região do Douro. História da Primeira Região Demarcada” de Ceferino Carrera, “História do Douro e do Vinho do Porto – Volume 1 – História Antiga de Região Duriense” Carlos A. Brochado de Almeida (coord.), “História do Douro e do Vinho do Porto – Volume 4 – Crise e Reconstrução. O Douro e o Vinho do Porto no Século XIX” Gaspar Martins Pereira (coord.), “Outros Territórios do Vinho | Other Territories of Wine” de Manuel de Novaes Cabral edição bilingue, “O Alto Douro Entre o Livre-Cambismo e o Proteccionismo” de Carla Sequeira, “Memória de Pedra” fotografias de Claude Médale texto de Gaspar Martins Pereira, “Douro – Rio, Gente e Vinho” de António Barreto, “Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto” Manuel Pintão e Carlos Cabral, “Tratado de Viticultura – A Videira, a Vinha e o Terroir” de Nuno Magalhães (nova edição, revista e actualizada); “Portugal: Wine & Lifestyle” de António Homem Cardoso e Margarida de Magalhães Ramalho]

domingo, 7 de fevereiro de 2016

"Carne e Flores" por Xi-Coração & Calhau - prova de vinho & poesia


“Carne e Flores”
por Xi-Coração & Calhau
[prova de vinho & poesia]
dia 11 de Fevereiro de 2016 (quinta-feira), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


Para todas as espécies de fome e de azia! Prova do vinho XI-CORAÇÃO, branco e tinto a gosto. Tragos poéticos com sabor a pele, amizade e amor. Traga poemas. Seus ou d'outros. Sem lamentação e lamechice! Falta amar a humanidade. Nunca se viu coisa assim! Como sempre, na cave.

To all kinds of hunger and heartburn! Tasting of the wine XI-CORAÇÃO, white and red as you please. Poetic gulps flavoured with skin, friendship and love. Bring poems. Yours or another's. No lamentation and soppiness! To love humanity is needed. Never seen before! As always, at the basement.


António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- Janeiro e Fevereiro de 2016: “Tons de Vermelho” por Greeny, exposição de pintura, na Traga-Mundos, em Vila Real;
- dia 13 de Fevereiro de 2016 (sábado), das 15h00 às 00h00: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas na 9.ª edição do VRUM – Vila Real Urban Market, no Teatro Municipal de Vila Real;
- dia 20 de Fevereiro de 2016 (sábado), pelas 21h00: apresentação do livro “Neste Cais, Para Sempre” de Ernesto Salgado Areias, na Traga-Mundos, em Vila Real;
- dia 21 de Fevereiro de 2016 (domingo), pelas 15h00: V Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, na Papelaria Aguiarense, em Vila Pouca de Aguiar;
- dia 12 de Março de 2016, pelas 12h30: entrega do Prémio Antón Risco, no restaurante Pingallo, Ourense, Galiza;
- dia 13 de Março de 2016, pelas 15h00: Encontro Livreiro da Galiza, na Fundación Vicente Risco, Allariz, Galiza;
- dia 23 de Abril de 2016 (sábado): comemorações do 25 de Abril – almoço português, banca de livros portugueses, concertos (Terra Morena e outros), na A Arca da Noé, Vilar de Santos, Galiza;
- dia 24, 25 e 26 de Maio de 2016: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no III Seminário “Alimentos e Manifestações Culturais Tradicionais” e II Simpósio Internacional “Alimentação e Cultura: Tradição e Inovação na Produção e Consumo de Alimentos”, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real;
- Maio de 2016: “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Vila Real;
- Junho de 2016: “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Pontevedra, Galiza;
- dia 1 de Outubro de 2016: palestra “Guiné-Bissau, terra sabi!” por António Alberto Alves, na Fundación Vicente Risco, Allariz, Galiza.
- e ao longo de 2016 haverá mais, muito mais...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Xi-Coração, douro reserva tinto 2012


XI~CORAÇÃO 2012 is a blend of:
♥ 40% Touriga Franca
♥ 40% Tinta Barroca
♥ 20% Tinta Roriz
The 2012 Vintage
2012 was a comparatively dry year. Winter was cold and dry, with rainfall and temperatures falling well below averages from the previous 40 years. Luckily, the main March and April rains were able to restore the soil water reserves to allow the adequate development of the vineyard. A very dry summer ensued, up until September when rain allowed grapes to reach a maturity which had been delayed by the summer dryness. This resulted in a delayed harvest (ten days late) and complete phenolic maturity, with exceptional grape concentration. Average yield for this vintage was 34 hL/ha (4,5 t/ha).
Vinification
The best blocks were identified before the harvest through grape sampling and tasting, and this method was equally used to determine harvest dates. The harvest took place from the 6th to the 10th October 2012, with an initial screening for the finest grapes during hand-picking. A second manual selection occurred on the sorting table at the Mateus winery. After de-stemming and a light crushing, the must was fermented in stainless steel tanks under controlled temperature (24-26 °C). Some tanks underwent an initial 4-day cold maceration before the start of fermentation.The extraction of polyphenols (colour and tannin) by pumping over and delestage was carefully controlled by the winemaker. Maceration times varied according to the potential of each wine lot. We also had 11-20 days of maceration before pressing in a pneumatic press. Daily tastings helped determine the optimum balance of tannins, acidity and alcohol. The malolactic fermentation occurred in stainless steel tanks and, after racking, the wine was kept in vats for 10 months, ageing on lees. After a light fining and filtration, the wine was bottled in September 2013.
The XI~CORAÇÃO 2012 production was 16,000 bottles (75 cl), making it an exclusive wine.
Analysis
♥ Alcohol: 14.73% vol.
♥ Total acidity: 4.5 g/L (tartaric acid)
♥ pH: 3.81
♥ Residual sugar: 2.4 g/L
♥ Volatile acidity: 0.6 g/L (acetic acid)
♥ Free SO2: 30 mg/L (SO2)
♥ Total SO2: 85 mg/L (SO2)
Tasting Notes
Colour: XI~CORAÇÃO 2012 has a purple colour.
Nose: Aromas of berries like blueberries and blackcurrants, with notes of chocolate, spices and tobacco leaf.
Taste: The mouth is intense and well-rounded, giving way to firm and well-matured tannins, forecasting an excellent bottle ageing. The finish is long, with red berries and spices.
We decided to omit wood, to better reveal the complexity of flavours of our different grapes.
XI~CORAÇÃO 2012 was classified Reserva by the Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (the institution that regulates Douro demarcation).
Serving Suggestion
This young wine expresses its full character now. If cellared for 5 to 8 years, however, it will acquire its full potential of nobility.
A temperature of around 16 °C (a cooling period of 20-30 min. in the fridge) will tame the exuberance of this wine. Decanting 30 minutes before serving is also highly recommended. A light deposit may appear with time, but this in no way affects the quality of the wine.
Pairings
♥ Portuguese specialties such as feijoada and tripas.
♥ Beef cuts such as rump and sirloin.
♥ Game in stews such as wild boar or hare, or roasted such as pigeon or woodcock.
♥ Blue cheese such as Roquefort or Stilton.
♥ Charcuterie and tapas.
♥ Chocolate-based desserts.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Tratado de Viticultura - a videira, a vinha e o terroir


“Tratado de Viticultura – A Videira, a Vinha e o Terroir” de Nuno Magalhães
nova edição, revista e actualizada

«Concluído o Curso de Engenheiro Agrónomo, pelo Instituto Superior de Agronomia, e após interregno para cumprir serviço militar, iniciei a carreira profissional na Divisão de Viticultura da Estação Agrária do Porto, onde exerci funções durante três anos. Seguiu-se uma nova fase, de cerca de 30 anos, durante a qual fui Docente / Investigador na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Simultaneamente foi-me dada a oportunidade de acompanhar projectos vitícolas, em numerosas Empresas, de norte a sul do País, o que me proporcionou integrar a componente teórico-científica com a técnica e aplicá-la a diversas situações. Este estatuto possibilitou-me captar um entendimento mais global, embora diversificado, da viticultura e permitiu-me fazer chegar aos alunos conhecimentos teórico-práticos mais completos, ao estabelecer uma interligação entre a Escola e a Profissão. Contudo, desde cedo me apercebi da lacuna que a insuficiência de documentos sobre vitivinicultura em Português representava, não só para apoio na formação dos alunos, como também para consulta e actualização de profissionais do sector. Surgiu assim a ideia de elaborar um livro de Viticultura Geral, ou seja, não circunscrito técnica e geograficamente ao País, que pudesse servir de suporte, de fácil consulta, a todos aqueles que trabalham e/ou se interessam pela vitivinicultura, como base de partida ou complemento de outros conhecimentos disponíveis.
Este livro, designado por “Tratado de Viticultura – A Videira, a Vinha, o “Terroir”, não pretende pois ser, por intenção e definição, mais do que uma obra didáctica sobre o tema técnico-científico da viticultura, apresentado de uma forma sistemática, visando um público de formação nesta área tão diversificado quanto possível.
Este trabalho reflecte não só conhecimentos do autor, mas também de muitos outros profissionais do sector, nomeadamente, colegas, técnicos de formação diversa, viticultores e proprietários de vinhas às quais prestei consultoria.» Nuno Magalhães

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponíveis os títulos: “Arquitecturas da Paisagem Vinhateira” Natália Fauvrelle (coord.), “Paisagens de Baco. Identidade, Mercado e Desenvolvimento. Regiões Demarcadas: Vinhos Verdes, Douro, Dão, Bairrada e Alentejo” de Ana Lavrador, “A Vinha e o Vinho em Portugal. Museus e Espaços Museológicos” Natália Fauvrelle (coord.), “Viver e saber fazer. Tecnologias tradicionais na Região do Douro. Estudos preliminares” Teresa Soeiro, Carlos Coelho Pires, Rui Cortes, José Alves Ribeiro, Hélder Trigo Marques, Gaspar Martins Pereira, Natália Fauvrelle, Nelson Campos Rebanda, José Alexandre Roseira, “Vinhos: arte e manhas em consumos sociais – A apreensão de uma prática sociocultural em contexto de mudança” de Dulce Magalhães, “Produzir e Beber. A Questão do Vinho no Estado Novo” de Dulce Freire, “Memórias do Vinho” de Maria João de Almeida e Paulo Laureano, “O Alto Douro – Um Espaço Contrastante Em Mutação” 4 volumes de Maria Helena Mesquita Pina, “Vinhos de Portugal . Da vinha ao vinho, variedades e regiões” de Ceferino Carrera, “Vinho do Porto e a Região do Douro. História da Primeira Região Demarcada” de Ceferino Carrera, “História do Douro e do Vinho do Porto – Volume 1 – História Antiga de Região Duriense” Carlos A. Brochado de Almeida (coord.), “História do Douro e do Vinho do Porto – Volume 4 – Crise e Reconstrução. O Douro e o Vinho do Porto no Século XIX” Gaspar Martins Pereira (coord.), “Outros Territórios do Vinho | Other Territories of Wine” de Manuel de Novaes Cabral edição bilingue, “O Alto Douro Entre o Livre-Cambismo e o Proteccionismo” de Carla Sequeira,“Memória de Pedra” fotografias de Claude Médale texto de Gaspar Martins Pereira, “Douro – Rio, Gente e Vinho” de António Barreto, “Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto” Manuel Pintão e Carlos Cabral]

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Cima Corgo (Tua), d.o.c. Douro

Zimbro tinto 2011 d.o.c. Douro

Zimbro marca o surgimento do nosso primeiro vinho no limite do Douro Superior. Apresenta vinhos robustos, ricos, intensos e complexos. O terreno, exposição solar, o clima e a altitude deste local levam estas uvas da região demarcada do Douro ainda mais longe em termos de qualidade e complexidade do vinho. [Manuel Hespanhol]

No coração do Cima Corgo (Tua), de vinhas com 20 anos e da combinação das castas tradicionais da Região Demarcada do Douro, Zimbro estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho francês e americano.


Tipo: Tinto 
Região: Duriense 
DOC/Regional: Douro 
Castas: Touriga Franca/ Francesa, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Ano: 2011
Álcool: 14 % 

Notas do Produtor
Cor: Vermelho intenso.
Nariz: Fruto Vermelho maduro e alguma especiaria.
Boca: Corpo médio, com sabores macios. Na boca mostra-se redondo e persistente. Vinho consensual.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Douro doc, reserva 2011

Quinta dos Mattos, Douro doc, reserva tinto 2011 

Castas: Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional

Álcool: 15% Vol.


Técnica de Vinificação: Em cubas de fermentação inox com temperatura controlada. Estágio em cascos de carvalho

Notas de Prova
Cor: Rubi fechado;
Aromas: frutos pretos e vermelhos maduros, notas de baunilha e leve fumado;
Sabor: encorpado na boca e com volume, possui equilibrio entre a frescura ácida e a estrutura de um reserva. Tem um final de boca persistente, sobressaindo as notas frutadas.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível: Quinta dos Mattos, Douro doc, Tinta Amarela reserva tinto 2006 e Quinta dos Mattos, Douro doc, reserva tinto 2008]

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto

“Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto” Manuel Pintão e Carlos Cabral

O vinho do Porto é uma instituição nacional e tem a capacidade de representar a Nação portuguesa e o seu povo. A bibliografia disponível sobre este tema é vasta, mas não existia, até agora, um dicionário, como este que agora apresentamos.
Resultado de seis anos de pesquisa, esta obra reúne mais de 3000 entradas e de 600 imagens, resumindo a história do vinho do Porto e abrindo pistas para novas investigações.
Único no mundo dos vinhos, o Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto é uma publicação completa, de grande interesse não só para pesquisadores e historiadores, mas também para qualquer verdadeiro amante do vinho do Porto.

A obra reúne o vasto conhecimento sobre o vinho do Porto dos autores: Carlos Cabral e do português Manuel Pintão, que durante seis anos fizeram pesquisas sobre essa bebida.
Para a produção do livro, os autores realizaram visitas a Casas Produtoras de Vinho do Porto (antigas e atuais) e pesquisaram a história da região do Douro, pessoas ligadas à história desse vinho, a geografia física e humana da região, as castas cultivadas, ampleografia, geologia, vinificação, legislação, comércio local e internacional, folclore, literatura, órgãos do governo que legislam e controlam vinhos, tipos e muito mais.
São mais de três mil verbetes, enriquecidos com 620 ilustrações em cores e reunidos em 575 páginas. O “Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto”, único no mundo dos vinhos, traz informações sobre a história e produção do Vinho do Porto, pioneiro no uso de garrafa de vidro e que utiliza um cálice com design próprio para a degustação.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponíveis os títulos: “Arquitecturas da Paisagem Vinhateira” Natália Fauvrelle (coord.), “Paisagens de Baco. Identidade, Mercado e Desenvolvimento. Regiões Demarcadas: Vinhos Verdes, Douro, Dão, Bairrada e Alentejo” de Ana Lavrador, “A Vinha e o Vinho em Portugal. Museus e Espaços Museológicos” Natália Fauvrelle (coord.), “Viver e saber fazer. Tecnologias tradicionais na Região do Douro. Estudos preliminares” Teresa Soeiro, Carlos Coelho Pires, Rui Cortes, José Alves Ribeiro, Hélder Trigo Marques, Gaspar Martins Pereira, Natália Fauvrelle, Nelson Campos Rebanda, José Alexandre Roseira, “Vinhos: arte e manhas em consumos sociais – A apreensão de uma prática sociocultural em contexto de mudança” de Dulce Magalhães, “Produzir e Beber. A Questão do Vinho no Estado Novo” de Dulce Freire, “Memórias do Vinho” de Maria João de Almeida e Paulo Laureano, “O Alto Douro – Um Espaço Contrastante Em Mutação” 4 volumes de Maria Helena Mesquita Pina, “Vinhos de Portugal . Da vinha ao vinho, variedades e regiões” de Ceferino Carrera, “Vinho do Porto e a Região do Douro. História da Primeira Região Demarcada” de Ceferino Carrera, “História do Douro e do Vinho do Porto – Volume 1 – História Antiga de Região Duriense” Carlos A. Brochado de Almeida (coord.), “História do Douro e do Vinho do Porto – Volume 4 – Crise e Reconstrução. O Douro e o Vinho do Porto no Século XIX” Gaspar Martins Pereira (coord.), “Outros Territórios do Vinho | Other Territories of Wine” de Manuel de Novaes Cabral edição bilingue, “O Alto Douro Entre o Livre-Cambismo e o Proteccionismo” de Carla Sequeira,“Memória de Pedra” fotografias de Claude Médale texto de Gaspar Martins Pereira, “Douro – Rio, Gente e Vinho” de António Barreto]

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Os meus vinhos

“Os Meus Vinhos”

No seu M deverá anotar todas as experiências de degustação de vinhos.
Quando experimenta um novo vinho poderá registar os vários aspetos que farão a diferença de vinho para vinho.
Desta forma ficará com um excelente auxiliar de memória fundamental para quando quiser disfrutar de um bom vinho na companhia de familiares, amigos ou até sozinho. Fará sempre uma escolha baseada em experiências anteriores.
Um livro feito por si, de valor inestimável com memórias de momentos únicos.


O vinho faz parte do prazer à mesa, um prazer atemporal que nos envolve em aromas inebriantes. A cor e o aroma são notas que marcam momentos especiais quando bebemos aquele vinho. Este é um livro que nos ajuda a não esquecer esses momentos. Dá-lhe a oportunidade de registar os seus vinhos de eleição, anotar as suas características e pequenos detalhes para que possa consultar mais tarde. Tem a particularidade de poder ser construído por si com as escolhas que achar mais significativas.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível o título: “A Minha Garrafeira / My Wine Cellar”]

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Curso de vinho para verdadeiros apreciadores


“Curso de Vinho Para Verdadeiros Apreciadores” João Afonso

Como reconhecer um bom vinho, as principais castas, regiões e produtores de vinho de Portugal e do Mundo, os instrumentos de um enólogo e as dicas essenciais para saber comprar.

«Apreciar o vinho é uma arte, cujos segredos são revelados nas páginas deste livro. Passo a passo, o enólogo e crítico de vinhos João Afonso ensina-lhe todos os truques, técnicas e conhecimentos para se tornar num verdadeiro apreciador de vinho. Depois do sucesso do seu primeiro livro Entender de Vinho, João Afonso traz-lhe o mais completo Curso de Vinho que lhe vai permitir perceber não só como se prova um vinho - do cheiro ao sabor, passando pela cor e pela temperatura - mas também introduzir o leitor no conhecimento das principais castas nacionais, dos seus produtores e das regiões vinícolas mundiais. Sabia que a casta Cabernet Sauvignon é a casta tinta mais famosa, plantada em todo o mundo e tem a sua origem em França? O país que acredita ter os melhores vinhos do mundo! Enquanto fica a saber quais são os vinhos do Porto que fazem parte da lista do top 10, aprenda as técnicas para degustar este vinho recheado de história? Por falar em História, falemos do Vinho da Madeira, o vinho mais antigo e exótico do mundo. Fique ainda com a lista dos vinhos velhos que não devem faltar na sua garrafeira. Sem esquecer os vinhos nacionais e os seus principais produtores, este livro leva-o numa verdadeira viagem de degustação pelos vinhos de todo o mundo. O inconfundível vinho espanhol como o Cavas do Pénedes ou os maravilhosos brancos das Rias Baixas e os soberbos tintos de Ribera del Duero, Rioja e Priorato. Os vinhos de Itália, o paraíso do bom gosto e de qualidade. O complexo mundo dos vinhos alemães. Os surpreendentes vinhos dos países do denominado Novo Mundo como Austrália, África do Sul ou Nova Zelândia. Com este curso, terá a sua escolha facilitada na altura de comprar um bom vinho, para uma festa, um jantar ou simplesmente para ter na sua garrafeira, como um bom investimento. Um livro indispensável, para todos os que apreciam o vinho e querem saber mais sobre este fascinante mundo.»

O enólogo e crítico de vinhos João Afonso revela, no livro "Curso de Vinho para Verdadeiros Apreciadores, todos os truques, técnicas e conhecimentos para que qualquer pessoa se transforme num verdadeiro apreciador de vinho.

Este livro é uma verdadeira viagem de degustação pelos vinhos de todo o mundo, sem esquecer os vinhos nacionais e os seus principais produtores, deixa conselhos sobre os vinhos velhos que não devem faltar nas garrafeiras, sobre o vinho que melhor combina com alguns momentos de celebração, entre outros segredos que só os especialistas conhecem.

Com este curso, terá a sua escolha facilitada na altura de comprar um bom vinho, para uma festa, um jantar ou simplesmente para ter na sua garrafeira, como um bom investimento. Um livro indispensável, para todos os que apreciam o vinho e querem saber mais sobre este fascinante mundo. [Boas Notícias]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor: “Entender de Vinho”]


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Porto Very Old Tawny (1858)



Porto Valriz Very Old Tawny (1858)

Vinho do Porto (Tawny) do avô Domingos Ayres de Mattos

Este Vinho do Porto da colheita de 1858 foi produzido e engarrafado por Domingos Ayres de Mattos (1829-1890) e por si guardado na cave da “Casa de Cima”, sua residência. Seu filho Antonio Ayres de Mattos (1879-1956), pai dos atuais sócios da empresa familiar “Coimbra de Mattos, Lda.”, ciente da sua boa qualidade e talvez motivado por razões sentimentais, quis deixar aos herdeiros o destino de tal “tesouro”. Em 1969 e 2013 este vinho foi provado garrafa a garrafa e o que estava limpo de prova (quase todo!) foi de novo engarrafado.

Este maravilhoso e único tawny (com mais de século e meio em garrafa!) vai agora ser colocado ao dispor de quem por saber, prazer, paixão, … é apreciador de Vinhos do Porto de suprema qualidade.


Notas de Prova

Cor: Aloirado com tons esverdeados
Aromas: Intenso, que vai aumentando durante a prova, com aromas de mel, fruta caramelizada, café, notas de caril, tabaco e chocolate.
Sabor: Muito concentrado, aveludado e extremamente complexo de riqueza gustativa, com uma persistência de boca que ultrapassa a noção de tempo; uma autêntica surpresa sensorial!

Sugestão: deve ser aberto com antecipação para libertar o seu complexo bouquét de aromas.



Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também o Porto Valriz Branco Leve Seco, Porto Valriz Branco Meio Doce, Porto Valriz Ruby, Porto Valriz Tawny, Porto Valriz 10 Years Old, Porto Valriz LBV 2004, Porto Valriz 20 Years Old, Porto Valriz 30 Years Old, Porto Valriz Over 40 Years Old, Porto Valriz Colheita de 1958], Porto Valriz Very Old White (Dry)]

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Territórios do vinho

“Outros Territórios do Vinho | Other Territories of Wine” de Manuel de Novaes Cabral
edição bilingue

"...Ao percorrer as páginas dos breves ensaios, crónicas e artigos que Manuel de Novaes Cabral reúne neste seu livro, fica-me a impressão de que há entre nós esse parentesco, para não dizer essa profunda cumplicidade, que faz da videira uma venerável explicação de muito daquilo que somos: gente ligada ao vinho, aos valores e à tradição de cultura e humanidade que ele representa, à paisagem e ao território em que ele surge, às labutas seculares de que O produz, às características humanas, históricas e geográficas das regiões a que ele corresponde, tudo isto para além da nossa ligação pessoal ou circunstancial ao Porto e ao Douro..." Vasco Graça Moura, no prefácio “Netos da Videira”.

Sob a orientação gráfica de Maria Adão, contou com a feliz colaboração de Álvaro Siza, Ângelo de Sousa, Armando Alves, Fernando Lanhas, Francisco Laranjo, Graça Morais, Gustavo Bastos, Jaime Isidoro, Joana Vasconcelos, João Cutileiro, José Rodrigues, Júlio Resende e Mónica Baldaque. Foi editado agora, por ocasião dessa magnífica manifestação que reúne no Porto o que de melhor se faz no mundo do vinho e que se chama Essência do Vinho - Porto. A parte que não diz respeito aos meus textos – os desenhos e pinturas que os acompanham e a parte gráfica – resultou num excelente trabalho. Trata-se de uma obra que está ao nível dos melhores territórios do vinho e mesmo dos melhores vinhos…
Já no que respeita às crónicas reunidas neste livro, trata-se de um conjunto de textos que têm em comum abordarem o cruzamento entre a vinha, o vinho e os territórios onde ele é produzido. Qual o papel da vinha na preservação e na manutenção da população e da actividade económica em muitos territórios? Qual o papel do vinho na promoção e na projecção dos territórios onde é produzido? Qual é a mais valia desses territórios para a economia? Como é que o turismo pode beneficiar esses territórios, designadamente através da animação e da revalorização de muitas actividades que estavam em declínio ou mesmo perdidas? Como é que esse papel constitui um elemento de preservação e de valorização das culturas locais e regionais? Quais os elementos de contemporaneidade a que deveremos lançar mão para valorizar o que nos é legado pelos nossos antepassados e transmitir da melhor maneira às gerações vindouras?
Estas e outras questões são abordadas nesse conjunto de crónicas, numa perspectiva transversal, evitando regionalismos bacocos e tentando olhar para os territórios do vinho na sua globalidade, mas também na sua diversidade.
É claro que, por razões diversas, há territórios sobre os quais me debruço mais intensa ou apaixonadamente. Isso acontece de forma quase inconsciente mas, quando necessário, assumida!
Vem isto a propósito de um comentário ao livro que alguém fez e que, apesar de passageiro, tem a sua razão de ser e merece ser apreciado. Dizia esse alguém que “só é pena que se trate de um livro sobre o Douro”.
Ora, nada menos verdadeiro! As questões atrás enunciadas são tratadas de forma transversal, tentando relacionar os problemas dos diferentes territórios do vinho. Sendo o autor do Porto e do Norte de Portugal, tendo profundas raízes no Minho e no Douro e, sobretudo, tendo em conta a força telúrica, humana e cultural em especial desta última região, Património da Humanidade, não pode ser-lhe indiferente. Mais: não pode deixar de estar marcado por ela, por toda a carga que transporta e transmite e por todo o potencial que encerra.
É, por isso, natural que boa parte das análises e dos exemplos partam do Douro. Por isso também é devida a própria dedicatória que o livro leva: “aos anónimos construtores-escultores do Douro Vinhateiro”. Com efeito, a abordagem que faço às questões da preservação e da valorização dos territórios vitivinícolas e do enoturismo não são especificamente sobre o Douro. Mas são, isso sim, muitas vezes centradas na excelência desse território português que tem honras de “cidadão do mundo” - conforme a própria UNESCO declarou em 2001, nada dizendo de novo, mas constatando um facto ancestral. São muitas vezes centradas nas enormes e tão variadas potencialidades do Douro Vinhateiro.
Tanto as regiões do chamado Velho Mundo vitivinícola como as do Novo Mundo têm as suas particularidades que podem e devem ser exploradas. Em todas vemos um grande potencial turístico, com condições para ser explorado. O que geralmente vemos também é uma fraca ou inexistente aliança entre os sectores vitivinícola e do turismo, não tirando o partido devido de cada um para o bem de todos. E esse é um grande desafio que estes sectores têm em mãos. Esse é o grande desafio que as regiões vitivinícolas devem abraçar.
Manuel de Novaes Cabral, Wine 33

[http://territoriosdovinho.blogspot.pt/2009/04/os-construtores-do-douro.html]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os títulos: “Arquitecturas da Paisagem Vinhateira” Natália Fauvrelle (coord.), “Paisagens de Baco. Identidade, Mercado e Desenvolvimento. Regiões Demarcadas: Vinhos Verdes, Douro, Dão, Bairrada e Alentejo” de Ana Lavrador, “A Vinha e o Vinho em Portugal. Museus e Espaços Museológicos” Natália Fauvrelle (coord.), “Viver e saber fazer. Tecnologias tradicionais na Região do Douro. Estudos preliminares” Teresa Soeiro, Carlos Coelho Pires, Rui Cortes, José Alves Ribeiro, Hélder Trigo Marques, Gaspar Martins Pereira, Natália Fauvrelle, Nelson Campos Rebanda, José Alexandre Roseira, “Vinhos: arte e manhas em consumos sociais – A apreensão de uma prática sociocultural em contexto de mudança” de Dulce Magalhães, “Produzir e Beber. A Questão do Vinho no Estado Novo” de Dulce Freire, “Memórias do Vinho” de Maria João de Almeida e Paulo Laureano, “O Alto Douro – Um Espaço Contrastante Em Mutação” 4 volumes de Maria Helena Mesquita Pina, “Vinhos de Portugal . Da vinha ao vinho, variedades e regiões” de Ceferino Carrera, “Vinho do Porto e a Região do Douro. História da Primeira Região Demarcada” de Ceferino Carrera, “História do Douro e do Vinho do Porto – Volume 1 – História Antiga de Região Duriense” Carlos A. Brochado de Almeida (coord.), “História do Douro e do Vinho do Porto – Volume 4 – Crise e Reconstrução. O Douro e o Vinho do Porto no Século XIX” Gaspar Martins Pereira (coord.)]