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sábado, 14 de fevereiro de 2026

“A Vida Passa Lá Fora” Carlos Tê conversa com Fernando Alves | Espaço Miguel Torga, São Martinho de Anta

 


- dia 21 de Fevereiro de 2026, sábado, pelas 18h00: banca de livros em “A Vida Passa Lá Fora” Carlos Tê conversa com Fernando Alves, Espaço Miguel Torga, São Martinho de Anta, Portugal;

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Guia das Aves de Aquilino Ribeiro


“Guia das Aves de Aquilino Ribeiro”

Ana Isabel Queiroz (antologia e texto introdutório)

ilustração Maico (Carlos Pimenta)
música original José Eduardo Rocha (JER)
leitura Fernando Alves

Antologia de excertos da obra aquiliniana nos quais se descrevem mais de 60 aves selvagens, seus habitats e relação com o Homem. A compilação é de Ana Isabel Queiroz, que no ensaio introdutório traça o percurso da descrição de aves desde os primeiros “bestiários” até à literatura científica de hoje, passando pela cultura clássica grega, pela tradição popular e pela literatura portuguesa, na qual Aquilino se destaca como verdadeiro naturalista amador. Desperto pela riqueza e variedade das vocalizações das aves e dotado de um ouvido musical que lhe permitiu verter foneticamente as frases escutadas neste processo de comunicação, o escritor revisita na sua obra a produção acústica da vida selvagem, dando-lhe notoriedade.

A acompanhar o livro, ilustrado por dezenas de aguarelas do biólogo e artista plástico Maico (Carlos Pimenta), um CD áudio regista a leitura de 25 desses excertos por Fernando Alves, enriquecidos por gravações de aves do projecto “Paisagens Acústicas Naturais de Portugal” e separados por 16 peças musicais originais de José Eduardo Rocha.

Aves selvagens mencionadas por Aquilino Ribeiro – Excertos literários classificados por unidade taxonómica

Nomes latinos equivalentes aos nomes comuns usados por Aquilino Ribeiro

Índice onomástico

Guia das Aves de Aquilino Ribeiro é o título de estreia da colecção “BOCAGE - Ciência e Arte”, baptizada em homenagem ao poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805) e ao zoólogo José Vicente Barbosa du Bocage (1823-1907), autor da primeira lista comentada de aves de Portugal Continental (em 1862) e primeiro curador do Museu de História Natural de Lisboa.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

terça-feira, 28 de julho de 2020

Fernando Alves e traga_mundos: "a conversa é um fio de histórias, entre dois amigos, à sombra dos livros"

© Rui Manuel Ferreira/Global Imagens


«Antes da pausa de Verão, Fernando Alves conversa com o sociólogo que um dia se cansou das sete partidas e regressou à terra das suas raízes para erguer uma livraria diferente. A "Traga-Mundos" é um livraria onde podemos encontrar obras de autores transmontanos ou sobre Trás-os-Montes, misturadas com outros produtos da região. O nome da livraria foi sugerido por uma passagem de "O senhor Ventura", a novela de Miguel Torga que trata, também, de uma história de emigração.

 

A conversa começa pela existência de três mesas antigas com tampos de mármore. "Eram mesas do Excelsior, andei muito tempo atrás delas", explica António Alberto Alves. E explica mais: "Estas mesas contam histórias". O resto da conversa é um fio de histórias, entre dois amigos, à sombra dos livros.»

 

[https://www.tsf.pt/programa/a-rede-social/a-sombra-dos-livros-na-traga-mundos-12469650.html]


quinta-feira, 25 de junho de 2020

Caminhada, aves & Abade de Jazente



«Chega notícia da organização de uma caminhada para observação de aves, já este domingo, na serra da Aboboreira. Por causa da covid-19, o número de participantes será limitado a quinze. A caminhada vai durar cinco horas durante as quais os quinze andarilhos vão percorrer oito quilómetros. Recomenda-se que usem calçado confortável e levem água e binóculos.

Há dois pontos de encontro, às sete da matina. Um na Officina Noctua, em Amarante, outro na livraria Traga-Mundos, em Vila Real. Há ainda uma possibilidade alvitrada pela organização: "Quem estiver mais próximo de Jazente, pode optar por ir ter directamente a esta localidade".

Não duvido de que, em tendo conhecimento da iniciativa, Pedro Barros, o presidente do Centro de Estudos Amarantinos, lá estará para enriquecer a caminhada com episódios da vida e obra do poeta e abade Paulino Cabral de Vasconcellos que, de Jazente, ganhou apelido e senhorio de terras, numa vida dedicada a todos os deleites do corpo e do espírito, aos sonetos, à caça, à boa mesa e que muito se aventurou pela serra, lá onde se apontavam aparições da senhora da Lapa. Faz agora um ano, o Centro de Estudos Amarantinos evocou o tricentenário do abade e não me espantaria que Pedro Barros, grande frequentador de alfarrabistas, tivesse uma das mais antigas edições das poesias de Paulino Cabral de Vasconcellos. Mentes devassas atribuíram ao abade e a Bocage a autoria de uns mesmos versos alusivos a momentos de menor elevação de formosa dama. Esses, nem com binóculos verão nos trilhos da serra as aves que ali ultimam a época reprodutiva. Nem se espera deles que se aventurem aos bosques da Aboboreira, muito menos municiados com sonetos do abade. Ou com os versos mais corridos fixando verdades singelas, os versos que caracterizam bagatelas e desaforos, desvarios e gabatórios, parvoíces e farelório.

São versos que permitem avistar palavras mais raras que aves de arribação. Farelório, sim, na pauta do abade:

"Letrado que atrasa a causa /com mui enredos astutos,/ que lê feitos circundutos,/ e se passeia com pausa,/ falando só no escritório, farelório".

Vem de farelo, sim. Mas peneirado dá fanfarrice. Algo que não escapa ao olho vivo de um abade ou a um experimentado observador de aves.»

Fernando Alves, “Sinais”, TSF, 20 Junho 2020.




sábado, 19 de julho de 2014

Traga-Mundos em Sinais, por Fernando Alves




Sinais – Fernando Alves por terras do Reino Maravilhoso: Trás-os-Montes e Alto Douro
 – incluindo Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real [entre 0:56 e 1:14 minuto] muito muito obrigado!



terça-feira, 8 de julho de 2014

A VOZ, única, da Rádio: Fernando Alves





Foi há alguns anos que deixei de ter um televisor em casa...
Na altura, aderi a uma campanha que nos incentivava a desligar o televisor por uma noite e (re)descobrir o prazer de fazer outras coisas: ler, estar com amigos, caminhar, contar uma estória a uma criança, escrever uma carta, etc...
Coincidiu mudar de casa, de Messejana para Entradas, no Baixo Alentejo. Teria que subir ao telhado para montar uma antena. Chegando tarde do trabalho a casa, à noite não o poderia fazer. Foram passando dias. Ao fim-de-semana foram sempre aparecendo outros afazeres, mais prementes e interessantes. Foram passando semanas, um mês, dois meses, etc. Até descobrir que um televisor não me fazia falta nenhuma!
Continuei a mudar de casas. De lugares e países – Kiel, Norddeutchland, Cantchungo, Guiné-Bissau. Um televisor continuou a não fazer parte da minha habitação.
Há cerca de 13 anos que não vejo televisão...

A Rádio, pelo contrário, sempre foi para mim uma presença importante em cada casa. A música, os programas, os jornalistas e apresentadores, a sonoplastia, as suas vozes.
Em Portugal, há uma personagem da rádio, um jornalista, um cidadão, sobretudo uma voz, que sempre se destacou: FERNANDO ALVES. Neste momento, nos últimos anos, ouvir diariamente o seu espaço “Sinais” é um pequeno grande prazer de que não prescindo. É iniciar os dias com o alento de alguém que sabe olhar, sentir, reflectir, encantar, analisar Portugal e o Mundo – que sobretudo o sabe contar, dizê-lo: é uma VOZ, única...

Ontem, tive o imenso prazer de acolher Fernando Alves na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real, onde iniciou uma reportagem sobre Trás-os-Montes e Alto Douro. O imenso privilégio de conhecer a pessoa da VOZ.

[fotos de Alexandre Parafita]