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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Pessoa em Saramago

“Horizontes da Literatura – Pessoa em Saramago” de João Cabrita

Estudar Literatura é no essencial ler textos. Ler é interpretar, conhecer o que está escrito. Ler, escrever e conhecer a língua são três vértices de um triângulo que se deseja sabido, a cuja área ou perímetro chegamos, graças a um trabalho que se vai desenvolvendo ao longo do quotidiano.
Sabemos que a língua é um dos símbolos da Pátria. Ninguém fala melhor a língua portuguesa que nós. Pergunta-se: quantos a falam bem? Quantos a lêem bem? Quantos a escrevem bem? A resposta não fica adiada. Se o professor gosta de ler, de escrever e de conhecer, por inerência de funções ou não, como ensinar Literatura? Como fazer gostar do que ele gosta?


Se a primeira grande dificuldade do aluno é a sua competência linguística, é de primordial importância a leitura/compreensão de textos literários na aula, e por que não seguir o conselho de Saramago: “Um homem deve ler de tudo, um pouco ou o que puder, não se lhe exija mais do que tanto, vista a certeza das vidas e a prolixidade do mundo. Começará por aqueles títulos que a ninguém deveriam escapar, os livros de estudo, assim vulgarmente chamados, como se todos o não fossem.”

E foi a visão de Saramago, a partir de um dos heterónimos de Pessoa, que nos conduziu à feitura de um livro, onde as categorias da narrativa se abrem a uma leitura, que torna mais fácil a lisibilidade do texto e a compreensão da escrita saramaguiana.

João Cabrita é licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, Mestre em Didáctica da Língua e Literatura Portuguesas, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Doutorado em Filologia Portuguesa pela Universidade de Salamanca. Foi docente do ensino secundário e superior.




Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também do autor os seguintes títulos: “O Liceu Nacional de Bragança e o Seu Patrono: Uma história por contar...” e “Trindade Coelho – um homem na encruzilhada do seu tempo”]

quarta-feira, 12 de março de 2014

O Liceu Nacional de Bragança



“O Liceu Nacional de Bragança e o seu patrono – Uma história por contar...” de João Cabrita

Foi grande o entusiasmo com que foi recebida a notícia de elevação a Central do Liceu Nacional de Bragança. Uma multidão enorme, composta de todas as classes (...) percorreu as ruas da cidade e entrou no quartel de infantaria 10, soltando vivas ao Governo Provisório, ao Ministro do Interior, ao Governador Civil de Bragança, à instrução e ao progresso de Bragança. (...) Estava assim premiada a obstinação do povo nordestino, mais distante da governação que não deixara de se fazer ouvir.


João Cabrita é licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e Mestre em Didáctica da Língua e Literatura Portuguesas pela UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Algarvio residente em Trás-os-Montes é professor do ensino secundário.

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[também disponível do autor: “Trindade Coelho – um homem na encruzilhada do seu tempo”]

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Trindade Coelho - um homem na encruzilhada do seu tempo


“Trindade Coelho – um homem na encruzilhada do seu tempo” de João Cabrita

Perpetuado como autor de Os Meus Amores e In Illo Tempore, Trindade Coelho é mais do que isso. Escritor prolífico que ultrapassou as fronteiras do seu Mogadouro natal é lembrado nesta obra nos seus mais variados atributos de cívico, contista, jurisconsulto, epistológrafo, jornalista e fabulista. Ícone como contista de um século XIX convulso e de um século XX ansioso pela mudança, vive as dificuldades de um tempo em que os acontecimentos abundam dominados pelo efémero. Cativados pela genuidade de um talento que mostra pela vez primeira um Nordeste interior afastado dos grandes centros, a par de uma actividade literária onde não falta o pitoresco da vida académica e da variedade que a sua escrita delineou, avançámos à descoberta de um escritor cujo percurso inopinadamente interrompido não deixou de gravar marcas de genialidade.

João Cabrita é licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, Mestre em Didáctica da Língua e Literatura Portuguesas, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Doutorado em Filologia Portuguesa pela Universidade de Salamanca. Algarvio, residente em Trás-os-Montes, é docente.

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[disponível também do autor o seguinte título: “O Liceu Nacional de Bragança e o seu patrono – Uma história por contar...”]