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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Canhenho dum médico - dos pobres


“Canhenho Dum Médido” de Otílio Figueiredo

«Nasceu em Vila Real, na "casa da Laranjeira", na Rua da Misericórdia, em 19 de Agosto de 1909 e aí faleceu a 04 de Outubro de 1988. Era filho de Francisco Carvalho Figueiredo e de Maria de Jesus Ribeiro. O pai participou na 1.a Grande Guerra, como tenente do exército e no pronunciamento do Regimento de Infantaria n.° 13. de 3 de Fevereiro de 1927, que avançou sobre o Porto como primeira reacção ao 28 de Maio de 1926. As suas inclinações para as artes levam no aos 7 anos, a receber aulas de desenho e de música. Faz os estudos até ao 7.° ano (curso complementar dos liceus) em Vila Real e segue para Lisboa para fazer os preparatórios para ingressar na Armada. Regressa passado um ano e vai, por insistência da mãe, para a Faculdade de Medicina do Porto. Inscreve-se também no Conservatório. No ano seguinte é obrigado a ir para Coimbra, onde se licencia em Medicina em 1935, após intensa actividade social e política na Academia coimbrã, sendo eleito representante da Academia de Coimbra ao Senado Universitário. Enquanto estudava ganhava dinheiro como compositor e músico. É nomeado Adaíl do Grupo de Adueiros n° 24 de Vila Real, sendo louvado e condecorado pelo seu trabalho. Dirigiu o semanário "Paracelso Jornal de Letras, Artes e Ciências", de Coimbra.
Inicia a sua actividade clínica em Justes Vila Real, para se poder curar de uma tuberculose, onde conhece e casa com Maria Estela Palheiros Fontes (professora), de quem veio a ter dois filhos, Eurico José (médico psiquiatra) e Otílio (médico cirurgião director do Serviço de Cirurgia do Hospital Distrital de Vila Real). Em Justes consegue, para além da actividade clínica, muitos melhoramentos para a aldeia e uma grande actividade social. Os esbirros do Estado Novo olharam estas actividades com desconfiança. Assim, em 1949, é demitido das funções de médico municipal e regressa a Vila Real em 1950 e abre a Casa de Saúde de Vila Real, que em 1958 toma o nome de Clínica do Professor Doutor Bissaya Barreto. Homenageia assim o ilustre e filantropo professor e cirurgião que ali operou durante 15 anos, sendo lhe atribuído o título honorífico de Cidadão Honorário. Aqui desenvolve. durante 30 anos a sua actividade médica, curativa e profilática e uma intensa actividade social, sendo fundador do Rotary Club de Vil Real e Médico Chefe dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública de Vila Real. Era considerado o médico dos pobres, por chegar a pagar do seu bolso os serviços de saúde dos mais necessitados da Rua dos Ferreiros, Bairro da Estação e freguesia de Mateus. Chegava a levar o típico e popular Bertelo a Coimbra, que sentava à sua mesa no restaurante.
Dedica se ainda à actividade artística invulgarmente rica na música, na caricatura, na pintura, no desenho e sobretudo à literatura. (...) Usou os pseudónimos de D. Fuas e de Robespierre. Publicou música ligeira alguma dela pela casa Sasseti. Otilio de Figueiredo. republicano convicto e tolerante. era o rosto da oposição em Vila Real. fazendo parte das comissões distritais de candidatura do General Norton de Matos (1948). Humberto Delgado (1958) e candidata se a deputado em 1969 pela Comissão Democrática Eleitoral (oposição). Após o 25 de Abril cerca de 10 mil cidadãos do distrito de Vila Real pedem lhe que aceite ser Governador Civil, ele fez jurar aos seus apoiantes que nunca perseguiriam os seus adversários políticos. A sua tolerância e bondade levam no a nunca se referir às perseguições políticas de que foi alvo. Em 1984 inicia a actividade de livreiro e editor, editando obras suas e de outros autores transmontanos. Na livraria gostava de juntar amigos numa tertúlia ao fim da tarde. A Câmara Municipal de Vila Real homenageou o postumamente, atribuindo o seu nome a uma rua (1988) e atribuindo lhe a medalha de ouro de Mérito Municipal (1990).» Jorge Lage, In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “Ressuscitemos os Cravos Vermelhos!”, “O Cabo Mingas”, “A Praga dos Gafanhotos”, “Era Uma Vez... Contos Para Crianças” ilustrações de Manuela Bacelar, “Miscelânea” das Publicações Setentrião; “ABC das Mães”, “Interlúdio – Odes”]

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Médico, escritor, músico, caricaturista, pintor, conversador, tolerante, republicano e humanista...


“Ressuscitemos os Cravos Vermelhos!...” de Otílio Figueiredo (Romance, 1977)

«Otílio de Carvalho Figueiredo nasceu em Vila Real a 19 de Agosto de 1909, filho de Francisco Carvalho Figueiredo e Maria de Jesus Ribeiro.
Aos sete anos, fortemente motivado para as artes, recebe aulas de desenho e de música. Faz os estudos até ao 7.° ano (curso complementar dos liceus) em Vila Real e segue para Lisboa para fazer os preparatórios para ingressar na Armada. Todavia, regressa uma ano depois para estudar na Faculdade de Medicina do Porto, inscrevendo-se também no Conservatório. No ano seguinte, é obrigado a ir para Coimbra, onde se licencia em Medicina, em 1935. Ainda em Coimbra, dirige o semanário "Paracelso Jornal de Letras, Artes e Ciências".
Vem para Justes, Vila Real, iniciar a sua actividade clínica. Aí consegue, para além da actividade clínica, muitos melhoramentos para a aldeia e uma grande actividade social, chamando a atenção do Estado Novo que acaba por demiti-lo, em 1949, das funções de médico municipal. Regressa a Vila Real em 1950 e abre a Casa de Saúde de Vila Real, que, em 1958, toma o nome de Clínica do Professor Doutor Bissaya Barreto. Aqui desenvolve a sua actividade médica curativa e profilática e uma intensa actividade social, sendo fundador do Rotary Club de Vila Real e Médico-Chefe dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública de Vila Real.
Considerado o médico dos pobres, dedica também intensa actividade artística à música, à caricatura, à pintura, ao desenho e sobretudo à literatura, usando, por vezes, os pseudónimos de D. Fuas e de Robespierre.
Republicano convicto e tolerante, Otílio Figueiredo é o rosto da oposição em Vila Real, fazendo parte das comissões distritais de candidatura do General Norton de Matos e Humberto Delgado. Candidata-se a deputado em 1969 pela Comissão Democrática Eleitoral (Oposição). Após o 25 de Abril, cerca de 10 mil cidadãos do distrito de Vila Real pedem-lhe que aceite ser Governador Civil. Em 1984 inicia a actividade de livreiro e editor, na Livraria Setentrião, editando obras suas e de outros autores transmontanos.
Vem a falecer a 4 de Outubro de 1988. A Câmara Municipal de Vila Real homenageou-o postumamente, atribuindo o seu nome a uma rua e concedendo-lhe a medalha de ouro de Mérito Municipal.» [UTAD]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Em memória de Otílio Figueiredo

Para livraria, hoje a Traga-Mundos viveu mais um acontecimento especial: o acesso a cinco obras de Otílio Figueiredo – “Canhenho Dum Médico”, “Ressuscitemos os Cravos Vermelhos!”, “O Cabo Mingas”, “A Praga dos Gafanhotos”, das Publicações Setentrião, e “Interlúdio – Odes”. Recordamos que foi neste local, que o médico e escritor Otílio Figueiredo animou durante muitos anos a Livraria Setentrião, ensinando e orientando gerações de leitores – onde me incluo! Digamos que algumas das suas obras hoje regressaram à sua casa... [os nossos agradecimentos ao filho, Dr. Otílio Figueiredo, e à neta, Eng.ª Mónica Figueiredo]