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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

“Senhor Ventura” de Miguel Torga [reedição]


“Senhor Ventura” de Miguel Torga
[reedição]

«E que história a sua! – pícara, ingénua, maliciosa, safada, trágica, ao fim, porque em tragédia sempre morrem os mitos. [...] E, no entanto, que mais português que o Ventura, na sua peregrinação, entre mortos e feridos, miséria e grandeza, amores e traições, fomes e febres, e alegrias – entre o Oriente, Tatiana e Penedono?
[...]
Pode finalmente dizer-se que jamais um mito tão bem baptizado foi, em nome assim e fatalmente português.»  
José-Augusto França

A obra, dividida em três partes, com um total de 33 capítulos, foi originalmente editada em 1943 e a “história desenrola-se quase vertiginosamente, com ambientes e situações facilmente visualizáveis, algumas delas risíveis, tal a comicidade que encerra”, afirma a editora em comunicado.
O Senhor Ventura é um português de Penedono, “de espírito curioso, irrequieto, impetuoso, obstinado e arrojado, que na aventura da sua existência deixa para trás os seus pais, a sua casa e percorre meio mundo”.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
recordamos que temos o compromisso de sempre disponibilizar a obra completa de Miguel Torga: poesias, diários, teatro, contos, romance, ensaios e discursos; também os títulos “Dar Mundos Ao Coração – Estudos sobre Miguel Torga” organização de Carlos Mendes de Sousa, “Miguel Torga – o simbolismo do espaço telúrico e humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada, “A Obrigação, a Devoção e a Maceração (O Diário de Miguel Torga)” e “O essencial sobre Miguel Torga”de Isabel Vaz Ponce de Leão; “Miguel Torga – A Força das Raízes (Um itinerário transmontano)” e “Dois Homens num só Rosto – Temas Torguianos” de M. Hercília Agarez, “Uma longa viagem com Miguel Torga” de João Céu e Silva, “Miguel Torga: O Lavrador das Letras – Um Percurso Partilhado” de Cristovão de Aguiar, “A Viagem de Miguel Torga” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, “Miguel Torga – o drama de existir” de Armindo Augusto, “Ser e Ler Miguel Torga” de Fernão de Magalhães Gonçalves; também os álbuns de Graça Morais (“Um Reino Maravilhoso”) e de José Manuel Rodrigues (“Portugal”); “O meu primeiro Miguel Torga” escreveu João Pedro Mésseder, Inês Oliveira ilustrou; “Entre Quem É! – Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga” e “Negrilho – Homenagem a Miguel Torga” de Maria da Assunção Anes Morais; “Miguel Torga – O Simbolismo do Espaço Telúrico e Humanista nos Contos” e “Viajar com... Miguel Torga” de Vítor José Gomes Lousada; “Miguel Torga e a Pide – A Repressão e os Escritores no Estado Novo” de Renato Nunes; “Casticismo em Unamuno e Torga” de Carlos Carranca; “Magna Terra – Miguel Torga e outros lugares” de Duarte Belo]

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Magna Terra - Miguel Torga e outros lugares


“Magna Terra – Miguel Torga e outros lugares” de Duarte Belo

Ainda que sobre estas terras caia o esquecimento, de uma humanidade que esconde o seu medo da natureza na profundeza frágil das cidades, um dia talvez tenhamos que regressar a estes territórios.

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Magna Terra: Miguel Torga e outros lugares», de Duarte Belo, realizada no Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta, Sabrosa, de 17 de Janeiro a 31 de Março de 2018.

Torga foi um dos mais singulares intérpretes de um tempo que passou, de uma comunidade, quase um país inteiro, que tinha raízes e garras presas a uma antiguidade remota, de feição animal, faminta, de uma sobrevivência em luta tenaz contra a pobreza na mais absoluta falta de liberdade. Torga fala-nos deste passado, mas também da permanência, da dureza das matérias do quotidiano, da suavidade amarga da memória de homens e mulheres. Dignidade e resistência. Esta é a magna terra que nos acolhe, Miguel Torga, escritor de um século. Agora, caminhamos sobre uma ausência deixada na terra.
[…]
Acordámos numa leitura do universo geográfico, próximo, de Miguel Torga: São Martinho de Anta e os territórios envolventes. São as paisagens do santuário de Nossa Senhora da Azinheira até ao Douro, de Sabrosa à Serra do Alvão. Há outros lugares que foram muito marcantes na vivência de Torga, particularmente Coimbra. A opção de ficarmos pela região onde nasceu, prendese com o significado que a mesma assume na génese e no carácter de toda a sua obra literária. Há uma marca nestas terras transmontanas que permanece, há aqui um vinco telúrico de que Torga foi um exímio descodificador e singular voz. As suas palavras refletem paisagens que nenhuma fotografia pode revelar. Não deixámos, no entanto, de ensaiar uma viagem imaginária. Praticamente todas as fotografias foram feitas em 2017, especificamente para esta edição e exposição; há duas exceções, as fotografias do Santuário Rupestre de Panóias, de 2015, e as últimas fotografias, a preto e branco, retiradas de um arquivo que, há mais de 30 anos, constrói aproximações à representação do espaço português.
[Duarte Belo]

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[também disponível do autor os títulos: “A Linha do Tua”, “Os Rostos de Jesus – uma revelação” com José Tolentino Mendonça, ”Sabor – Mamoré, Viagem de Comboio Sobre o Mar”]


quinta-feira, 31 de março de 2016

Viajar com… Eça de Queiroz


“Viajar com… Eça de Queiroz” de Laura Castro

A colecção “Viajar com…” pretende dar a conhecer alguns dos mais relevantes escritores da literatura portuguesa. Com eles visitaremos os lugares destes escritores e das suas obras, trilharemos os mesmos caminhos e admirar-nos-emos perante as mesmas paisagens, sejam elas os campos verdejantes do Minho, as águas do Atlântico, a sobriedade granítica do Porto ou a tenaz humanidade das terras transmontanas e durienses. Neste primeiro livro, profusamente ilustrado com fotografais actuais e antigas, viajamos com Eça de Queiroz, um dos nomes maiores da Literatura Portuguesa.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também da colecção os seguintes títulos: “Viajar com… Camilo Castelo Branco” de Aníbal Pinto de Castro e José Manuel de Oliveira, “Viajar com… José Régio” de Laura Castro, “Viajar com… Miguel Torga” de Victor Lousada]

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Cultura que une: Miguel Torga e Manuel Maria


TAMBÉM A PARTIR DA ESCOLA

Cultura que une é uma associação promovida por diferentes fundações, associações, empresas e particulares da Galiza e do Norte de Portugal que tem por como objectivo aprofundar o reencontro e a redescoberta do património comum, desenvolvendo, para o efeito, altividades em que a cultura e a empresa caminham juntas em direção ao mesmo fim: a revalorização da Gallaecia.
Uma atividade que promovemos em 2016 é um encontro de professores de secundária da Galiza e Norte de Portugal para incentivar o conhecimento e, além de uma troca de experiências, incitar um intercâmbio de escolares em 2017. O trabalho na aula de Bichos de Miguel Torga e Os soños na gaiola de Manuel Maria, são o ponto de arranque deste projeto. Consideramos que 10 docentes de cada um dos territórios é o idôneo para começar o projeto.
De consolidar a experiência, o nosso objectivo é trabalhar nas aulas do Norte de Portugal e da Galiza a obra de escritores que valorizarem o reencontro.

A inscrição é gratuita até o 1 de março.
Desde Ourense sairá um autocarro que pode ser partilhado com o professorado que queira participar. O custe aproximado por viagem (Sabrosa - Outeiro) do autocarro é 30 euros pessoa, e o almoço uns 15.

Mas precisamos saber antes do 1 de Março quem quer usar.


PROGRAMA

5 Março: Espaço Torga – Sabrosa

10:30 Chegada a S. Martinho d’Anta
11:00 Apresentação do Espaço Miguel Torga com visita guiada e visionamento de documentário.
12:00 A importância de Miguel Torga na Literatura Portuguesa e Universal – por Hercília Agarez.
12:30 Percurso pedestre por locais de referência da vida e obra de Miguel Torga (casa natal, Largo do Eirô, escola primária…) Leitura de alguns textos alusivos.
13:00 Almoço – Restaurante Constantino
15:00 "Bichos" e aplicação na aula. Proposta Didática
16:00 Visita a outros espaços de referência (Nossa Senhora da Azinheira, cemitério e São Leonardo de Galafura)
19:30.- Visita a uma quinta do Douro
20:30 Regresso.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Miguel Torga - poeta pintor


“Miguel Torga – O Poeta Pintor” de Maria Fernanda do Amaral Soares

" [...] Neste seu ensaio, Maria Fernanda Soares quis pontuar a sua reflexão em 6 etapas a partir de 12 poemas de Miguel Torga, privilegiando a dimensão telúrica da obra como um grito (mas também um suspiro, uma exclamação ou uma prece) saídos das entranhas mais fundas do ser poético de Miguel Torga,
Por aqui perpassa ao mundo, as estações do ano, as etapas com que a natureza vai vestindo ou despindo a paisagem. Perpassam pintores – Falcão Trigoso, Frederico, Aires, Silva Porto, Emílio de Paula Campos, José Malhoa, Raimundo Machado da Luz, António Melo – recantos da nossa terra em gestos e afectos de quem trabalha a (nossa) terra - a vindima, o gesto do semeador, a terra lavrada, a seara, o quadro outonal, a planura do Alentejo, a serra transmontana, o bosque, o ninho –, momentos únicos de cor e de luz, de uma alvorada em que o contorno do vida começa a despontar ou de um entardecer que a embala e adormece.
Não caiu a autora na tentação de apenas aproximar a superfície (estilística) dos poemas da mera textura plástica de telas famosas, de tão-só procurar similitudes que se exprimem na superfície de um desenho, de uma forma, de uma matéria ou de uma cor. O seu desejo foi tocar a sintonia de sensibilidades e de emoções que a natureza acorda em almas destinadas a olhar e a ver o mundo por dentro. Na imagem captada pelo pintor como na expressão sensível com que o poeta a diz se ultrapassa pois a coisa vista, o mero e aparente espectáculo do mundo que se oferece a um olhar que vê ou a uma mão que escreve: aqui, é o próprio mundo que, no tangível ou no intangível da vida, na exuberância ou na tristeza, na sensualidade ou na nostalgia, está fenomenologicamente perante nós, tão pudico e frágil quanto palpitante de desejo.
E é neste diálogo das musas, neste cruzamento de duas formas de escrever o mundo, de o fixar em representação que o tornam tão perene e tão único na essência do que foi quanto mutável e múltiplo na substância do que é – que cada um de nós se atreve a inscrever-se (como se sujeito dele fosse), emprestando-lhe o nosso próprio engenho e emoção, a nossa própria história carregada de todas as (nossas próprias) palavras e imagens em busca de sentidos. Palavras e imagens livres, talvez se calhar até resistentes ao sentido, não por ausência mas por excesso. Hieróglifos espirituais que não se oferecem a uma qualquer (insensível ou mecânica) explicação ou decifração.

Miguel Torga, o poeta pintor é um ensaio feito com a inteligência do coração. Cuidadosamente escrito e composto, nele a autora encontra não um Torga solitário e ensimesmado, mas um Torga aberto ao mundo e sensível à beleza e à força de uma natureza de que se sente irmão. Um Torga que se encanta e se emociona, que vibra e respira ao ritmo da vibração e da respiração do mundo.[...]» Cristina Robalo Cordeiro, em apresentação

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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Casticismo em Unamuno e Torga


“Casticismo em Unamuno e Torga” de Carlos Carranca

«Surge neste grupo um jovem estudante de medicina, chamado Adolfo Correia Rocha. Por influência de Edmundo Bettencourt, colabora de alma e coração em várias publicações da revista Presença, publicando aí os poemas «Altitudes» (número 19); «Baloiço» (número 22); «Inércia» (número 22); «Remendo» (número 23); «Balada da morgue» e «Compenetração» (número 24) e, por fim, «O Caminho do meio», texto em prosa que virá no número 26.

É desta geração que se vai formar o gosto literário do futuro Torga. É, também, a ela, que vai buscar «a representação do Poeta e da Poesia». Torga será, talvez, um dos mais fiéis representantes dessa Geração, ainda que tenha, muito cedo, rompido com a direção da revista. Este rompimento poderá ser entendido como um ato resultante da sinceridade tão proclamada por Régio e seus camaradas de Coimbra”.

(...) “Desta Geração, que se bateu contra o conservadorismo atávico de alguns autores, pugnando por uma arte viva, espontânea e humana, registem-se os nomes de Adolfo Casais Monteiro (integrou a Direção a partir do número 13), Alberto Serpa, Saúl Dias, Francisco Bugalho, Carlos Queiroz, António Navarro e Fausto José”.

Mourão-Ferreira entende os valores que estes autores perfilham “como sendo o da liberdade de criação; o do individual sobre o coletivo; o da independência e o da intransigência face aos êxitos fabricados artificialmente. Estes são os princípios que toda a vida nortearam a ação literária de Miguel Torga (...)”.»


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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Miguel Torga - telúrico e humanista


“Miguel Torga – O Simbolismo do Espaço Telúrico e Humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada

O autor «nasceu em Adoufe, concelho de Vila Real, em 30.10.1961. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras do Porto (1989). Obteve o Certificado de Estudos na Componente Ciências da Educação, no CIFOI', UTAD (1992), com 17 valores. E obteve também na UTAD (1993) o C.I'.F.A.P, com a mesma classificação. Em 1993 foi certificado pela Universidade de Salamanca, com a classificação de "sobresaliente", com o Curso de Doutorado de 3° Ciclo, "Suficiência Investigadora", no Departamento de Filologia Moderna (Área Galego & Português). 
Fez doutoramento em Filologia Moderna (2000), com a tese subordinada ao tema "O simbolismo do Espaço Telúrico e Humanista no conto de Miguel Torga", com a classificação de "sobresaliente cum laude", por unanimidade. Foi professor do ensino secundário nas escolas de S. Pedro (Vila Real), C+S, dos Aregos (Chaves), Camilo Castelo Branco (Vila Real) e na UTAD, desde 1990, leccionando: Linguística e Ensino do Português, Língua Portuguesa III, Literatura Infantil e Juvenil e Didáctica do Ensino do Português. Foi director de turma, coordenador de múltiplas tarefas na área do ensino, corrector de exames nacionais. 
É sócio da APP (Associação de Professores de Português), da Associação Portuguesa de Linguística e Secretário da Assembleia Geral do Círculo Cultural Miguel Torga. No campo da investigação tem uma actividade assinalável, com largas dezenas de Trabalhos apresentados em congressos, seminários, debates, muitos dos quais publicados em revistas e livros da especialidade. Ministrou dezenas de acções de formação.» In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,

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[também do autor disponível o título: “Viajar com... Miguel Torga]



quarta-feira, 15 de abril de 2015

Viajar com... Miguel Torga


“Viajar com... Miguel Torga” de Victor Lousada, fotografias atuais: Sérgio Freitas

A colecção “Viajar com…” pretende dar a conhecer alguns dos mais relevantes escritores da literatura portuguesa. Com eles visitaremos os lugares destes escritores e das suas obras, trilharemos os mesmos caminhos e admirar-nos-emos perante as mesmas paisagens, sejam elas os campos verdejantes do Minho, as águas do Atlântico, a sobriedade granítica do Porto ou a tenaz humanidade das terras transmontanas e durienses.

Neste quinto volume, da Autoria de Victor Lousada e profusamente ilustrado com fotografais antigas e actuais (estas da Autoria de Sérgio Freitas), viajamos com Miguel Torga, Autor marcante da Literatura Portuguesa contemporânea, e de quem se assinala em 2015 os vinte anos do desaparecimento físico, percorrendo com ele a geografia e o imaginário de alguns dos livros fundamentais para a compreensão da nossa contemporaneidade.

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quinta-feira, 5 de março de 2015

O diário de Miguel Torga

“A Obrigação, a Devoção e a Maceração (O Diário de Miguel Torga)” de Isabel Vaz Ponce de Leão

«Pelo seu valor documental e pela sua singularidade, o Diário de Miguel Torga (1907-1995) apresenta-se como uma obra fundamental, não só no conjunto da criação literária do seu autor como no panorama mais vasto da literatura portuguesa contemporânea, bem como nos domínios político e social e, muito particularmente, naquele outro que pugna pelos direitos irrefutáveis do ser, perseguindo, sem desfalecimento, práticas humanistas.

Entende a autora do presente ensaio que a afirmação do poeta de Orfeu Rebelde «medicina, literatura e política, por ordem
descendente» configura muito mais um projecto de intenções de vida do que, propriamente, algo que se torne efectivo ao longo dos dezasseis volumes do Diário. Num tão-só aparente medir de forças, cabe à literatura desvendar, também pela melopeia, os
lugares, naturalmente imprescindíveis, da medicina e da política, com eles instituindo um todo harmónico e indiviso.
Isabel Vaz Ponce de Leão, professora associada da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa, é autora, entre outras obras, de Imagens da Vida (Presença: Poesia e Artes Plásticas) (1997), Os Círculos da Leitura (em torno do Memorial do Convento) (1999) e O Essencial sobre Miguel Torga (2003).». In editorial

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Negrilho - homenagem a Miguel Torga

“Negrilho – Homenagem a Miguel Torga” de Maria da Assunção Anes Morais (org.)

A obra Negrilho – Homenagem a Miguel Torga, organizado por Maria da Assunção Anes Morais, surge no âmbito da evocação dos 20 anos da partida do Poeta.

Sabendo que o negrilho, situado no largo do Eirô, era um marco da vila e refletindo nesta relação entre o homem/poeta e a natureza/terra-Mãe, denominou-se esta obra de tributo a Miguel Torga - Negrilho. Pretende-se, preservar a memória do legado deixado pelo autor de Bichos, tal como o negrilho é preservado como monumento natural, apesar da sua decadência mais do que evidente.

Esta obra integra 37 entusiastas da obra de Miguel Torga, estudiosos, investigadores, admiradores, que nos presentearam com os seus textos e reflexões/análises sobre vários temas torguianos e sobre diferentes perspetivas das obras do Escritor de Novos Contos da Montanha. Alguns textos são éditos, publicados em obras ou revistas poucos conhecidas do público em geral. Outros textos são inéditos, fruto da vontade de evocar o grande Transmontano.

A leitura deste Negrilho permitirá a todos os leitores reacender autênticas apreciações da obra torguiana e convida-nos a ler ou a reler as páginas do autor de Portugal.

É necessário reconquistar a leitura da obra de Miguel Torga, pois é a melhor forma de evocar os nossos escritores. É urgente descobrir o nosso “Reino Maravilhoso”.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[recordamos que temos o compromisso de sempre disponibilizar a obra completa de Miguel Torga: poesias, diários, teatro, contos, romance, ensaios e discursos; também os títulos “Dar Mundos Ao Coração – Estudos sobre Miguel Torga” organização de Carlos Mendes de Sousa, “Miguel Torga – o simbolismo do espaço telúrico e humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada, “Miguel Torga – A Força das Raízes (Um itinerário transmontano)” e “Dois Homens num só Rosto – Temas Torguianos” de M. Hercília Agarez, “O essencial sobre Miguel Torga” de Isabel Vaz Ponce de Leão, “Uma longa viagem com Miguel Torga” de João Céu e Silva, “Miguel Torga: O Lavrador das Letras – Um Percurso Partilhado” de Cristovão de Aguiar, “A Viagem de Miguel Torga” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, “Miguel Torga – o drama de existir” de Armindo Augusto, “Ser e Ler Miguel Torga” de Fernão de Magalhães Gonçalves; também os álbuns de Graça Morais (“Um Reino Maravilhoso”) e de José Manuel Rodrigues (“Portugal”); “O meu primeiro Miguel Torga” escreveu João Pedro Mésseder, Inês Oliveira ilustrou; “Entre Quem É! – Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga” de Maria da Assunção Anes Morais]

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Torga - Letras e Paletas

“Torga – Letras e Paletas” de Jorge Marinho
colecção de 6 postais em embalagem


Postais inseridos numa edição especial da exposição de pintura: Jorge Marinho – Torga Letras e Paletas


“O Natal”, óleo sobre tela, 100 x 140 cm
“O Alma-Grande”, óleo sobre tela, 130 x 97 cm
“A Vindima”, óleo sobre tela, 200 x 160 cm


“A Vindima II”, óleo sobre tela, 130 x 100 cm
“Os Bichos”, óleo sobre tela, 100 x 140 cm
“Raízes”, óleo sobre tela, 130 x 100 cm


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[recordamos que temos o compromisso de sempre disponibilizar a obra completa de Miguel Torga: poesias, diários, teatro, contos, romance, ensaios e discursos; também os títulos “Dar Mundos Ao Coração – Estudos sobre Miguel Torga” organização de Carlos Mendes de Sousa, “Miguel Torga – o simbolismo do espaço telúrico e humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada, “Miguel Torga – A Força das Raízes (Um itinerário transmontano)” e “Dois Homens num só Rosto – Temas Torguianos” de M. Hercília Agarez, “O essencial sobre Miguel Torga” de Isabel Vaz Ponce de Leão, “Uma longa viagem com Miguel Torga” de João Céu e Silva, “Miguel Torga: O Lavrador das Letras – Um Percurso Partilhado” de Cristovão de Aguiar, “A Viagem de Miguel Torga” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, “Miguel Torga – o drama de existir” de Armindo Augusto, “Ser e Ler Miguel Torga” de Fernão de Magalhães Gonçalves; também os álbuns de Graça Morais (“Um Reino Maravilhoso”) e de José Manuel Rodrigues (“Portugal”); “O meu primeiro Miguel Torga” escreveu João Pedro Mésseder, Inês Oliveira ilustrou; “Entre Quem É! – Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga” de Maria da Assunção Anes Morais]

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga



“Entre Quem É! – Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga” de Maria da Assunção Anes Morais

Um importante livro que abarca dois aspectos fundamentais e de interesse geral: por um lado, foca tradições específicas da região transmontana, algumas das quais em vias de extinção como, por exemplo, a chega de bois, a vezeira, o forno comunitário, o auto da paixão, a matança, as malhadas; por outro, todo o estudo, levantamento, análise e problematização tem por base os dezasseis diários torguianos.

“Entre Quem É! Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga” reflecte dois gostos de índole pessoal da autora: por um lado, a admiração pela escrita de Miguel Torga e, por outro lado, o carinho pelas raízes que nos ligam a esta região e a tudo o que lhe diz respeito.
É um trabalho de cariz científico que se encontra dividido em três grandes capítulos intitulados: “Diário e o Diário de Miguel Torga”; as “Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário Torguiano”; e “O Diário e a obra de Torga nas aulas de Português”.

«o estudo de Maria da Assunção Anes Morais (...) constitui apreciável contributo para o aprofundamento de um dos vectores mais importantes na obra de Miguel Torga (...). Percorrem-se atentamente as centenas de páginas da obra do escritor transmontano e, a partir da sistematização das oportunas e abundantes ocorrências, consideram-se com pertinência e muito cuidado os costumes, as crenças, as festas, as romarias, as composições orais tradicionais (canto das malhas, teatro popular, lendas), tudo quanto, nesse "reino maravilhoso" impressionou o saber e a sensibilidade do médico e escritor, mas, poder-se-á acrescentar, de um muito atento observador de vocação etnográfica, com curiosidade de antropólogo (...)» Prof. Doutor João David Pinto Correia, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do Centro de Tradições Populares Portuguesas


Maria da Assunção Anes Morais – Natural de Chaves, as suas raízes, bem profundas em terras transmontanas e barrosas, são razão suficiente para justificar o seu amor à terra e ao que de mais genuíno se pode encontrar nessas paragens.
Licenciou-se em Humanidades na Faculdade de Filosofia de Braga- Universidade Católica Portuguesa. Estagiou na Escola Secundária/3 Sá de Miranda, em Braga e tornou-se Professora de Português e de Latim.
A paixão pela língua portuguesa e pela literatura leva-a a matricular-se no Mestrado em Ensino da Língua e Literatura Portuguesas, na Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro, que concluiu com uma dissertação no estudo da Obra de Miguel Torga e das tradições da sua região.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

[recordamos que temos o compromisso de sempre disponibilizar a obra completa de Miguel Torga: poesias, diários, teatro, contos, romance, ensaios e discursos; também os títulos “Dar Mundos Ao Coração – Estudos sobre Miguel Torga” organização de Carlos Mendes de Sousa, “Miguel Torga – o simbolismo do espaço telúrico e humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada, “Miguel Torga – A Força das Raízes (Um itinerário transmontano)” e “Dois Homens num só Rosto – Temas Torguianos” de M. Hercília Agarez, “O essencial sobre Miguel Torga” de Isabel Vaz Ponce de Leão, “Uma longa viagem com Miguel Torga” de João Céu e Silva, “Miguel Torga: O Lavrador das Letras – Um Percurso Partilhado” de Cristovão de Aguiar, “A Viagem de Miguel Torga” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, “Miguel Torga – o drama de existir” de Armindo Augusto, “Ser e Ler Miguel Torga” de Fernão de Magalhães Gonçalves; também os álbuns de Graça Morais (“Um Reino Maravilhoso”) e de José Manuel Rodrigues (“Portugal”); “O meu primeiro Miguel Torga” escreveu João Pedro Mésseder, Inês Oliveira ilustrou]

domingo, 24 de novembro de 2013

Tertúlia sobre Adolfo Rocha / Miguel Torga



Tertúlia “Adolfo Rocha / Miguel Torga: o Médico, o Escritor, o Poeta, o Homem do Doiro”
pelo Prof. Dr. Alfredo Mota
29 de Novembro de 2013 (sexta-feira), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


Esta tertúlia tem como objectivo “recordar e dar a conhecer algo da sua obra publicada, da sua actividade como médico e alguns aspectos particulares que o convívio pessoal com o escritor me impressionaram”, afirma o autor.

Alfredo Mota é Médico Urologista, Director do Serviço de Urologia e Transplantação Renal dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, com raízes profundas em Vilar de Maçada, Alijó. Escreve regularmente crónicas em "A Voz de Trás-os-Montes" e em 2011 publicou o livro "Coisas da Medicina" – e neste momento tem mais dois em preparação.



António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- 1 a 27 de Novembro de 2013: exposição de gravura da artista plástica Loirí Vechio;
- 30 de Novembro de 2013 (sábado), das 17h00 às 19h00: Atelier de Escrita Criativa por Daniela Costa;
- 30 de Novembro de 2013 (sábado), das 10h00 às 20h00: Dia da Livraria e do Livreiro – uma iniciativa do Encontro Livreiro e da Fundação José Saramago;
- 1 Dezembro de 2013 a 6 Janeiro de 2014: Bazar de Natal e Reis da Traga-Mundos;
- 31 de Dezembro de 2013 e 1 Janeiro de 2014: passagem-de-ano em espaço de turismo rural e passeio pedestre pelo Parque Natural do Alvão por Lagoa Trekking;
- 3 a 30 de Janeiro de 2014: exposição de fotografia e poesia “Alma Tua”;
- 18 de Janeiro de 2014 (sábado), pelas 21h00: Curso “Harmonizar vinho e gastronomia” [Prova dos Cinco (sentidos)];
- 25 de Janeiro de 2014 (sábado); pelas 20h00: jantar vínico no restaurante Terra de Montanha. [Prova dos Cinco (sentidos)].

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Temas torguianos

“Dois Homens num só Rosto – Temas Torguianos” de M. Hercília Agarez

em lançamento...

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[recordamos que temos o compromisso de sempre disponibilizar a obra completa de Miguel Torga: poesias, diários, teatro, contos, romance, ensaios e discursos; também os títulos “Dar Mundos Ao Coração – Estudos sobre Miguel Torga” organização de Carlos Mendes de Sousa, “Miguel Torga – o simbolismo do espaço telúrico e humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada, “Miguel Torga – A Força das Raízes (Um itinerário transmontano)” de M. Hercília Agarez, “O essencial sobre Miguel Torga” de Isabel Vaz Ponce de Leão, “Uma longa viagem com Miguel Torga” de João Céu e Silva, “Miguel Torga: O Lavrador das Letras – Um Percurso Partilhado” de Cristovão de Aguiar, “A Viagem de Miguel Torga” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, “Miguel Torga – o drama de existir” de Armindo Augusto, “Ser e Ler Miguel Torga” de Fernão de Magalhães Gonçalves; também os álbuns de Graça Morais (“Um Reino Maravilhoso”) e de José Manuel Rodrigues (“Portugal”); “O meu primeiro Miguel Torga” escreveu João Pedro Mésseder, Inês Oliveira ilustrou]

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Criação do Mundo


“A Criação do Mundo” de Miguel Torga

Nova edição de uma obra esgotada há muito tempo. Formato novo, capa nova, edição completamente revista.

Romance autobiográfico dividido em seis dias, A Criação do Mundo, foi publicado em cinco volumes, entre 1937 e 1981. «O Quarto Dia», um dos poucos testemunhos da Guerra Civil de Espanha publicados em Portugal durante o conflito, foi apreendido pela polícia política e levou Miguel Torga às cadeias de Salazar.
Nas livrarias a 27 de Maio.

«PREFÁCIO DO AUTOR À TRADUÇÃO FRANCESA
Querido Leitor:
Vais ler de uma assentada, se a macicez do texto te não desanimar a curiosidade, os seis dias desta Criação do Mundo, que foram aparecendo nas montras separadamente, à medida que iam decorrendo. Livro temerariamente concebido na mocidade, imprevisível na trama e no rumo, só o tempo lhe podia dar corpo e remate, traçando-lhe o enredo e marcando-lhe a duração. O que acabou por acontecer, já que os fados, condoídos da cegueira do projecto, não quiseram calar, antes de ele ser levado a cabo, a voz do autor.
Todos nós criamos o mundo à nossa medida. O mundo longo dos longevos e curto dos que partem prematuramente. O mundo simples dos simples e o complexo dos complicados.
Criamo-lo na consciência, dando a cada acidente, facto ou comportamento a significação intelectual ou afectiva que a nossa mente ou a nossa sensibilidade consentem. E o certo é que há tantos mundos como criaturas. Luminosos uns, brumosos outros, e todos singulares. O meu tinha de ser como é, uma torrente de emoções, volições, paixões e intelecções a correr desde a infância à velhice no chão duro de uma realidade proteica, convulsionada por guerras, catástrofes, tiranias e abominações, e também rica de mil potencialidades, que ficará na História como paradigma do mais infausto e nefasto que a humanidade conheceu, a par do mais promissor. Mundo de contrastes, lírico e atormentado, de ascensões e quedas, onde a esperança, apesar de sucessivamente desiludida, deu sempre um ar da sua graça, e que não trocaria por nenhum outro, se tivesse de escolher. Plasmado finalmente em prosa — crónica, romance, memorial, testamento —, tu dirás, depois da última página voltada, se valeu a pena ser visitado. Por mim, fiz o que pude. Homem de palavras, testemunhei com elas a imagem demorada de uma tenaz, paciente e dolorosa construção reflexiva frita com o material candente da própria vida.
Coimbra, Julho de 1984
Miguel Torga»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[recordamos que temos o compromisso de sempre disponibilizar a obra completa de Miguel Torga: poesias, diários, teatro, contos, romance, ensaios e discursos; também os títulos “Dar Mundos Ao Coração – Estudos sobre Miguel Torga” organização de Carlos Mendes de Sousa, “Miguel Torga – o simbolismo do espaço telúrico e humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada, “Miguel Torga – A Força das Raízes (Um itinerário transmontano)” de M. Hercília Agarez, “O essencial sobre Miguel Torga” de Isabel Vaz Ponce de Leão, “Uma longa viagem com Miguel Torga” de João Céu e Silva, “Miguel Torga: O Lavrador das Letras – Um Percurso Partilhado” de Cristovão de Aguiar, “A Viagem de Miguel Torga” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, “Miguel Torga – o drama de existir” de Armindo Augusto, “Ser e Ler Miguel Torga” de Fernão de Magalhães Gonçalves; também os álbuns de Graça Morais (“Um Reino Maravilhoso”) e de José Manuel Rodrigues (“Portugal”); “O meu primeiro Miguel Torga” escreveu João Pedro Mésseder, Inês Oliveira ilustrou]

terça-feira, 5 de março de 2013

O traga-mundos


“O Senhor Ventura” de Miguel Torga

«Escrito em 1943, “O Senhor Ventura” dá a conhecer um novo Miguel Torga, mais ousado e fantasista. A obra deixou-o “embaraçado” e decidiu votá-la ao esquecimento. Só em 1985 descobriu a ternura do livro

Por Maria José Oliveira

Mais de 40 anos de silêncio. Durante décadas, um livro foi ostensivamente esquecido e renegado pelo seu autor. A novela fora escrita aos 36 anos, instigada por uma imaginação vertiginosa e impudica. Mas o voo errante e imprevisível da história acabaria por esbarrar contra a incompreensão do criador. O escritor, editor dos seus livros, remeteu, assim, para um longo esquecimento o “devaneio” literário. Até aos 78 anos.

Em 1985, “O Senhor Ventura” conhece a sua 2ª edição, mais de quatro décadas depois da edição inaugural. Miguel Torga (1907-1995) redescobre a novela e resgata-a do abandono com um olhar enternecido e nostálgico. “Acabei por descobrir que, mais do que anatematizar maceradamente certos erros, o melhor é compreendê-los na sua circunstância e tentar minorá-los”, escreve Adolfo Correia da Rocha (nome de baptismo de Torga, nascido em S. Martinho de Anta, em Trás-os-Montes) no prefácio.

Aos 78 anos, Miguel Torga entende que nenhum criador deve legar uma obra repudiada. Por isso, retoca a narrativa — “limpeia das principais impurezas, dei um jeito aos comportamentos mais desacertados” — e “O Senhor Ventura” renasce sobre a confissão de que a espontaneidade e a imaginação da novela são a “única ponta por onde se lhe pode pegar”. Torga sabe que o livro é um tanto ou quanto marginal na sua bibliografia, mas admite que o sentimento irreprimível que originou “O Senhor Ventura” não teve sequência. “Confesso que nunca mais tive experiência igual”.

Assume contornos quixotescos a personagem que dá nome ao livro e que o leitor acompanha desde a sua meninice, na aldeia de Penedono, no Alentejo. Da planície alentejana, onde foi pastor, até às remotas paisagens orientais, onde chega a comercializar armas e droga, o andarilho “Senhor Ventura” protagoniza uma odisseia “portugesmente verosímil”, na qual o tempo corre fluido e os cenários geográficos variam velozmente, de acordo com o inexorável arbítrio do herói.

Impregnado de uma liberdade comparável àquela que Torga prodigalizou nesta novela, o “Senhor Ventura” começa por desertar da tropa em Macau para, logo depois, seguir rumos tão imprevisíveis quanto perigosos. A fúria de viver e a parcial ausência de critérios perante a diversidade da vida fazem deste homem um herói trágico, cujo destino parece estar traçado desde a primeira página. E é apenas na exaltação da tragicidade que o leitor habitual de Torga pode descortinar elementos da ficção torguiana. Tudo o resto, desde a consistência psicológica do “Senhor Ventura” até à narração sumária, desvia-se dos cânones literários do escritor. Por isso, é um novo Miguel Torga aquele que se concebe através do livro.» [Público]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[recordamos que temos o compromisso de sempre disponibilizar a obra completa de Miguel Torga: poesias, diários, teatro, contos, romance, ensaios e discursos; também os títulos “Dar Mundos Ao Coração – Estudos sobre Miguel Torga” organização de Carlos Mendes de Sousa, “Miguel Torga – o simbolismo do espaço telúrico e humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada, “Miguel Torga – A Força das Raízes (Um itinerário transmontano)” de M. Hercília Agarez, “O essencial sobre Miguel Torga” de Isabel Vaz Ponce de Leão, “Uma longa viagem com Miguel Torga” de João Céu e Silva, “Miguel Torga: O Lavrador das Letras – Um Percurso Partilhado” de Cristovão de Aguiar, “A Viagem de Miguel Torga” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, “Miguel Torga – o drama de existir” de Armindo Augusto, “Ser e Ler Miguel Torga” de Fernão de Magalhães Gonçalves; também os álbuns de Graça Morais (“Um Reino Maravilhoso”) e de José Manuel Rodrigues (“Portugal”); “O meu primeiro Miguel Torga” escreveu João Pedro Mésseder, Inês Oliveira ilustrou]