Mostrar mensagens com a etiqueta Imprensa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Imprensa. Mostrar todas as mensagens

sábado, 27 de janeiro de 2024

Livraria Traga-Mundos & Mapa - Jornal de Informação Crítica


A Livraria Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real, especializa-se na cultura transmontana, desde que abriu portas em 2011. Falámos com António Alberto Alves sobre este lugar onde também mora o vinho e o artesanato, mafarricos e bruxas, oficinas e exposições.

Como surgiu a livraria Traga-Mundos e porquê o nome?

O desejo de ter uma livraria na «idade da reforma» era um projecto que eu acalentava há muito. Concretizou-se quando decidi reaproximar-me dos meus pais e família, na sua aldeia de Trás-os-Montes, e abri a porta na zona histórica de Vila Real em 2011. A livraria é um espaço temático sobre a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, uma região muito rica na sua geografia, gentes, natureza e culturas, desde as serras do Barroso ao planalto Mirandês, do Parque Natural de Montesinho ao Alto Douro Vinhateiro. Uma região de escritores e músicos, poetas e artesões; de mitologias populares, trastos e mafarricos, «almas penadas e diabos, bruxas e maus-olhados», moiras encantadas e maruxinhos. O nome evoca a obra “Senhor Ventura”, de Miguel Torga.

Para além dos livros, que mais se passa na Traga-Mundos?

A Traga-Mundos é uma livraria especializada em Trás-os-Montes e Alto Douro mas também um espaço onde se realizam diversos eventos: encontros, palestras, tertúlias, exposições, cinema, oficinas - desde o fabrico de velas artesanais ou pão, até à fotografia, à escrita ou às fanzines; sessões de degustação; provas e cursos de vinho; noite de jogos de tabuleiro.

Como tem sido a relação da livraria com a cidade?

Ao longo de 12 anos de porta aberta e de múltiplas actividades, continuamos sem qualquer colaboração, articulação, apoio das entidades responsáveis pela cultura, turismo, fundações, comércio, empresas, imprensa, empreendorismo e afins. Significa também que somos independentes – sem compadrios, sem «capelinhas», nem clientismos partidários. Preferimos a acção de levar os livros pela região; levamos bancas de livros aonde podemos e para onde somos convidados: seminários, feiras, congressos, jornadas, escolas, teatros ou bibliotecas.

As pessoas mais jovens são também leitoras ávidas?

De «avidez» de leitura anda o país e o mundo há muito em dita «crise»! Uma livraria é frequentada maioritariamente por pessoas que amam o Livro e a Leitura. Na realização mensal das tertúlias de leitura, e nas sessões de partilha de poesia, acolhemos diversos leitores onde se incluem bastantes jovens – o que nos permite consolidar uma perspectiva deveras optimista do futuro do Livro e da Leitura. Salientando que uma livraria oferece um espaço de leituras alternativas – como é o exemplo do jornal Mapa -, de cultura diversificada, plural, de diferentes perspectivas e opiniões, caleidoscópio de olhares e de correntes de sentimentos, de cidadania e saber pensar.

- Podes deixar-nos uma sugestão de literatura transmontana?

Na impossibilidade de nomear diversificadas obras e inúmeros autores, preferimos deixar o convite para visitarem a livraria traga_mundos e o «mundo maravilhoso» (Miguel Torga) que os acolherá: romances, poesia, fotografia, ciências sociais, estórias orais e infantis, história, teatro, etnografia, guias, arte, viticultura, banda-desenhada, património, botânica, monografias, gastronomia, em língua portuguesa, transmontana e an mirandés – Asterix, L Princepico, libro de bersos, etc.

Sandra Faustino, “Mapa” – jornal de informação crítica, n.º 40 – Janeiro - Março 2024

terça-feira, 21 de setembro de 2021

TSF nas Autárquicas: directo da livraria traga_mundos


«Autárquicas: cultura no interior. Ouça a emissão especial em Vila Real

A emissão especial da TSF, esta manhã, foi transmitida em direto da livraria Traga-Mundos, em Vila Real.

A cultura no interior foi o tema deste especial Autárquicas 2021, conduzido por Fernando Alves, com Eduardo Pinto e o cuidado técnico de Joaquim Pedro.

Que trabalho cultural pode e deve ser feito, com os poderes locais ou à margem deles, numa cidade do interior? À margem dos poderes públicos ou usando os equipamentos públicos disponíveis, que estratégias podem e devem ser empreendidas para agitar águas paradas?

Em direto de Vila Real, os convidados de Fernando Alves foram Vítor Nogueira, poeta e prosador apaixonado pela historiografia, durante 10 anos diretor do teatro municipal de Vila Real e agora diretor da biblioteca municipal; João Luís Sequeira, diretor do Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta; Pedro Barros, fundador e presidente do Centro de Estudos Amarantinos; e António Alberto Alves, proprietário da livraria Traga-Mundos, em que se ocupa de obras de autores transmontanos ou cuja temática remeta para Trás-os-Montes.»

[https://www.tsf.pt/portugal/politica/autarquicas-cultura-no-interior-ouca-a-emissao-especial-em-vila-real-14142698.html]





quinta-feira, 14 de novembro de 2019

entrevista a Portas do Marão



«Há 8 anos, António Alves abriu uma livraria em Vila Real. Uma livraria temática: livros de autores transmontanos e livros sobre Trás-os-Montes de autores de outras regiões ou países.

Todos estes anos depois de uma vida atribulada, a Traga-Mundos, assim se chama a livraria, diversificou-se, tornando-se um centro de tertúlias, debates, galeria de arte e outras actividades culturais. «Queremos construir uma referência quando se pensa na região, seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato…», está escrito no sítio da livraria.

Fomos, pois, ao encontro do seu proprietário para que nos contasse um pouco desta aventura e deparámos com um homem apaixonado pelo seu trabalho, que encara os escolhos como um desafio e que consegue ultrapassá-los com persistência e amor aos livros e às gentes deste reino maravilhoso.»


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Vila Real – cidade dos três santos populares?


Vila Real – cidade dos três santos populares?

Vindo de Lourenço Marques, Moçambique, África, realizei os estudos secundários na cidade de Vila Real, onde cresci com um olhar forasteiro e encantado pelas suas diversas tradições – algumas peculiares e únicas!

Na magnífica feira de Santo António, descobri os “pretinhos de santo antónio”, ou pretinhos da sorte… se fossem roubados! E a existência da capelinha de um Santo António dos Esquecidos…

No Bairro de Santa Margarida, vulgo Rua dos Ferreiros, festejava-se a noite de São João com o saltar de fogueiras, num ambiente mágico e como que transgressor… [o bairro era um recanto estigmatizado da cidade: quando me matriculei na Escola Preparatória Diogo Cão, vindo de uma aldeia, fui colocado na “turma dos da aldeia e do bairro dos ferreiros”, em contraponto com a “turma dos da cidade”!]

Na Feira de São Pedro, vulgo feira dos pucarinhos, um mar telúrico de peças de olaria negra de Bisalhães, aprendi a jogar ao panelo e a admirar a diversidade das artes de homens com mãos marcadas pelo barro e pelas rodas de oleiro manuais.

A minha vida de traga_mundos seguiu diversos destinos e afazeres, do Baixo Alentejo a Norddeutchland, passando pela Guiné-Bissau. Regressei a esta cidade, anos depois, e constato uma mudança na vivência actual dos três santos populares – inspirado num conceito de «mercantilização e aporia da “cultura popular”» da antropóloga Paula Godinho.

O Santo António – apesar da louvável manutenção da típica feira do gado… que passará despercebida aos condutores da cidade! –, resume-se a uma espécie de feira popular, de carrosséis eléctricos e carrinhos de choque, farturas e afins… – com uma localização absolutamente inadequada! E o desfilar de marchas similares às dos bairros alfacinhas da capital!

O São João subiu do bairro para se espalhar pelas ruas do centro histórico – uma acção que teve o seu início no Cabo de Bila por iniciativa dos seus comerciantes – e é uma noite de comes e bebes, tipo portuense, e… devidamente sentados! – curiosamente, é a única noite do ano em que a população de uma cidade capital de distrito vive as suas ruas!

O São Pedro é essencialmente uma feira de cuecas e peúgas, em saldo à meia ou à dúzia, onde os vila-realenses anualmente se abastecem! A presença da olaria negra de Bisalhães é meramente simbólica – digamos que, evocativa…

Vila Real – cidade dos três santos populares? – festa por festa, faltará importar as festas juninas brasileiras, para se candidatar à UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, pois então!

António Alberto Alves
a olhar a Feira de São Pedro à porta da livraria Traga-Mundos, em Vila Real
28 de Junho de 2017

revista “Explora”, setembro 2017, página 49

sábado, 25 de março de 2017

comércio tradicional, na rádio

«Esta segunda-feira discutimos as novas dinâmicas que revitalizam o conceito de comércio tradicional. Recebemos no estúdio a Traga-Mundos e a Ludares & Lugares. A partir das 22.00, em 104.3 FM...»



terça-feira, 19 de julho de 2016

... parabéns à Traga-Mundos

«A «APEL» (Associação Portuguesa de Escritores e Livreiros» decidiu, nos últimos anos divulgar o ranking das livrarias portuguesas mais preferidas pelo público, sendo uma forma de estimular as gerências a cativar os seus clientes. A «Traga-Mundos» (foto anexa), de António Silva, de Vila Real, tem-se esforçado em captar clientes em todo o Norte e até feito incursões na vizinha Galiza e no Brasil. A situação de mercado não está fácil e as grandes editoras tentam vender o bom e o «lixo» nos grandes espaços comerciais. Esta livraria de Vila Real em 2014 obteve o 6.º lugar e em 2015 o 4.º. Em 2016 a votação duplicou e todos querem estar, pelo menos no topo 10. Mesmo assim a Traga-Mundos obteve o 5.º lugar, à frente de outras com mais historial como a Leya – na Barata, a Bertrand – no Chiado, a FNAC - no Chiado e a Lello & Irmãos – no Porto. O 1.º lugar tem sido para «A das Artes» - em Sines. Sem livrarias como a Traga-Mundos, em Vila Real, pouco se conheceria dos autores transmontanos regionais e locais, porque há um grande boicote dos grandes editores e livreiros ao que se produz na província. Por isso, dou os meus parabéns à Traga-Mundos pelo prémio e pela sua luta em difundir a nossa cultura transmontana e alto-duriense e a todos os que preferem as nossas livrarias locais, pólos de irradiação da nossa cultura.
Consulta: «Traga-Mundos - livros e vinhos e coisas do Douro - Património Mundial, Rua Miguel Bombarda, 24 - 5000-625 VILA REAL 259103113/935157323, .traga.mundos1@gmail.com , www.traga-mundos.blogspot.com.» Jorge Lage

[http://tempocaminhado.blogspot.pt/2016/07/livraria-traga-mundos-de-vila-real-das.html]

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Feiras do Livro provincianas em Trás-os-Montes e Alto Douro

Feiras do Livro provincianas em Trás-os-Montes e Alto Douro? por Jorge Lage

«Muito falam os nossos autarcas contra o centralismo de Lisboa (e do Porto, no Norte), acusando os sucessivos governos de se esquecerem da província ou do Portugal Interior. Fui convidado, há algum tempo para duas Feiras do Livro de municípios transmontanos e o que vi, nesses e noutros eventos culturais livreiros, por que passei, deixaram-me incomodado. E depois de ver que as promoções dos livros nesses espaços são um fugaz arremedo das feiras do livro de Lisboa e Porto. O que se ali vê pouco tem a ver com as nossas pequenas realidades livreiras locais ou com o que publicam os nossos corajosos autores na província. Por misericórdia ou simpatia um ou outro autor conseguirá expor meia-dúzia de livros seus ou de amigos. O resto é um grande pacote das grandes e médias editoras nacionais, com destaque para as mais poderosas e que nos impingem tanto o bom e como o medíocre. O que me podem dizer a mim certos livros de autores nacionais da moda, dos média ou do capital? Sim! O que é bom, é-o através dos tempos e não por anúncios promocionais. Entendo que antes de conhecermos os livros nacionais por medida devemos aproveitar e conhecer os nossos a retalho e até grandes obras. Que nos dão mais cultura, mais saber e podem gerar desenvolvimento. O desenvolvimento passa ainda por se dar a primazia aos nossos agentes culturais ou, pelo menos, trata-los em pé de igualdade com os livreiros por medida, que são, muitas vezes, meros intermediários, das poderosas editoras que quase tudo controlam. Estar oito dias numa terra estender os livros por uns metros quadrados, vendê-los por consignação e regressar às origens do litoral pouco custa. Para os municípios é mais cómodo, só tendo de ceder o espaço. Mas, no dia-a-dia são as pequenas e médias livrarias e quiosques locais que aguentam os 365 dias do ano, com muitas dificuldades, e gerando, a custo, um ou outro posto de trabalho. Por isso, digo que estas feiras do livro municipais, que ostracizam ou se envergonham dos seus livreiros, me incomodam e me deixam a pensar que, muitas vezes, os nossos autarcas fazem o mesmo que os donos do poder central, voltando as costas aos seus. Neste caso, aos seus agentes culturais ou livreiros e até aos seus escritores. Livreiros que deviam ter um tratamento mais promocional e no concurso de aquisição de livros escolares ou de acervo documental municipal ser-lhe dada a primazia. Não é só quando se fecha uma esquadra, uma agência bancária, um balcão dos CTT ou uma escola que o interior sangra de uma pobreza agonizante. Qualquer vila ou cidade do interior que vê fechar uma livraria, no seu espaço territorial, fica mais pobre. E pobres de espírito ou mesquinhos serão os políticos que não entendem a cultura livreira e editorial locais como factor de desenvolvimento. Neste campo, há já um movimento associativo de livrarias transmontanas e alto-durienses que se encontram e que promovem a venda dos livros dos nossos escritores. Este grupo de agentes culturais ou livreiros nasceu por iniciativa do António Alves, da livraria vila-realense «Traga-Mundos», inspirado num movimento similar a sul do rio Tejo. Faz algum sentido, numa localidade não ter expostos os livros dos seus poucos autores? Para que o movimento de livreiros da nossa região cresça, deixo, novamente os seus endereços ou contactos e espero que em Mirandela e pelo distrito outros adiram aos encontros. Não há custos. Mas um livro local que um livreiro não tem pode tê-lo outra livraria e ajudá-lo a vender. Será normal que, por exemplo, escritores de Mirandela nunca tenham vendido um livro numa feira do livro local ou numa livraria mirandelense? A lista das livrarias transmontanas que cooperam entre si e que volto a divulgar: Traga-Mundos-traga.mundos1@gmail.com, 259103113; Poética edições –virginiadocarmo@sapo.pt, 960039138; Rosa d’Ouro –rosadouro@sapo.pt, 273331602; Pap.ª e Livr.ª Dinis - geral@papelariadinis.pt ou 278713056; Livr.ª Branco –livrariabranco@sapo.pt, 259322829; e Livr.ª e Pap.ª Aguiarense –lpaguiarense@hotmail.comou 259401114.»

[http://tempocaminhado.blogspot.pt/2016/07/feiras-do-livro-provincianas-em-tras-os.html]

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Túnel do Marão: Traga-Mundos...


“Evasões” #59, de 13 a 19 de Maio de 2016, “Jornal de Notícias”, texto de Luísa Marinho, fotografia de Rui Manuel Ferreira


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

3 anos a celebrar a singularidade da região







TRAGA-MUNDOS, três anos a celebrar a singularidade da região

Para quem entra na livraria Traga-Mundos seja pela primeira ou pela décima vez, existe uma incontornável sensação de magia que se apodera de imediato dos corpos e almas.
É perder a noção do tempo e ganhar a noção de que Vila Real não é, ao contrário do que se possa pensar, uma cidade morta de gentes e culturas.
Esta livraria move-se pelo fundamental objetivo de construir uma referência quando se pensa na região do Alto Douro Vinhateiro, nos seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato.
Este espaço mágico é, assim, uma livraria especializada na temática do douro, incluindo álbuns de edição cuidada e guias (turísticos, vinhos, vinhos do porto, quintas, castas), onde estarão presentes os autores locais e regionais com projeção nacional e universal.
Abriu as suas portas a 5 de novembro de 2011 na Rua Miguel Bombarda, em Vila Real sem qualquer evento de inauguração, sem qualquer apoio das instituições responsáveis pela cultura e turismo nesta cidade nem da Região do Douro e sem direito a qualquer notícia na imprensa local.

Ontem, quarta-feira, este pequeno grande espaço celebrou o seu 3º aniversário e o Jornal Geração D’Ouro não podia deixar que este projeto continuasse invisível aos olhos da comunicação social.
António Alves fez questão de nos esclarecer que o seu espaço é exclusivo para autores transmontanos ou para publicações que se debrucem sobre temáticas que incluam a região de Trás-os-Montes, referindo ainda que «é um esforço que a gente faz para ter todas estas temáticas no mesmo local. O objetivo é compilar tudo no mesmo espaço e é isso que está agora a ser um pouco reconhecido».
«Temos ainda a componente dos vinhos por caracterizarem o douro. Não somos uma garrafeira, mas temos os principais vinhos representativos da produção do Douro.»
António acrescenta ainda que a sua livraria é ainda composta por uma vertente de mercearia fina e artesanato - «temos a sorte de ter uma série de produtores extraordinários, são pessoas que têm um pé dentro da loja, ou seja, muitos deles nem sequer têm um espaço próprio e passam aqui muito tempo. Organizam workshops e mantêm contacto com os clientes, um hábito que estimo muito».
Utilizamos o adjetivo «impulsionador» para caracterizar o responsável pela Traga-Mundos, ao que este nos respondeu «Eu sou o impulsionador, mas não podia fazer nada sem a riqueza das pessoas que me entram dentro da porta e me fazem propostas. O que eu reparo é que fazia aqui (em Vila Real) falta um espaço que abrisse as suas portas às pessoas».
Referiu ainda, com brilho que «a riqueza está nas pessoas que entram e abraçam a Traga-Mndos».

De salientar ainda que a Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro esteve a votos online entre 13 de maio a 6 de junho de 2014 no concurso “Livraria Preferida de Portugal” promovida pela APEL. Publicados os resultados, a livraria Traga-Mundos alcançou o 6.º lugar no ranking das livrarias preferidas a nível nacional. Relativamente a este reconhecimento, António Alves refere que pelas atividades que têm vindo a ser organizadas, o reconhecimento nacional acabou por chegar aos poucos.
No entanto, mencionou com alguma tristeza que «nós aqui nunca nos sentimos tão acarinhados. Não me refiro a apoios financeiros, é bom esclarecer. Refiro-me mais propriamente à indiferença das entidades, que não divulgam. Mas não somos só nós. A Traga-Mundos não é apoiada tal como, por exemplo, o Club de Vila Real. Temos tendência para fazer jus ao ditado ‘santos da casa não fazem milagres’. Este 6º lugar vem muito daí, é um reconhecimento de fora».
«Vamos a Ourense e vem a vereadora da cultura falar connosco e essa reciprocidade não acontece aqui, o que me entristece muito».
António termina afirmando que «felizmente estamos a fazer coisas boas e vamos continuar a fazê-las», e o Jornal Geração D’Ouro não deixa estes feitos passarem, de alguma forma, despercebidos.


Note-se que, em três anos de existência, a Traga-Mundos contou com: 165 eventos organizados, 30 apresentações de livros, 3 Encontros Livreiros de Trás-os-Montes e Alto Douro, 3 Feiras do Livro (Lamego, Ourense – Galiza, Porto), 27 bancas de livros (Vila Real, Chaves, Murça, Sanfins do Douro, Atenor, Campos de Jales, Porto, Miranda do Douro, Justes, Pedras Salgadas), 16 encontros, palestras, tertúlias temáticas, 17 wokshops, ateliers, oficinas (fabrico de velas artesanais, fazer pão em casa, cosmética natural caseira, gravura, escrita criativa, fazer tofú em casa, fotografia pinhole, ervas de chá, etc.), 8 sessões de prova e degustação (mel, compotas tradicionais, azeite, amêndoa torrada, etc.), 6 provas e cursos de vinho, 32 exposições (pintura, fotografia, desenho, gravura, escultura, etc.), conquistando ainda o 2º lugar no concurso para melhor loja de comércio tradicional em Vila Real.

[http://geracaodouro.pt/index.php/economia/casos-sucesso-regionais/item/911-traga-mundos-tres-anos-a-celebrar-a-singularidade-da-regiao]