Uma livraria e espaço especializado em Trás-os-Montes e Alto Douro. «Queremos construir uma referência quando se pensa na região, seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato...» Um espaço de galeria de arte e onde se realizam diversos eventos: apresentações de livros, tertúlias, workshops, oficinas - ponto de partida também para passeios, visitas.
quarta-feira, 24 de abril de 2024
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
sábado, 27 de janeiro de 2024
Livraria Traga-Mundos & Mapa - Jornal de Informação Crítica
A Livraria Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real, especializa-se na cultura transmontana, desde que abriu portas em 2011. Falámos com António Alberto Alves sobre este lugar onde também mora o vinho e o artesanato, mafarricos e bruxas, oficinas e exposições.
Como surgiu a
livraria Traga-Mundos e porquê o nome?
O desejo de ter uma livraria na «idade da reforma» era um projecto que eu acalentava há muito. Concretizou-se quando decidi reaproximar-me dos meus pais e família, na sua aldeia de Trás-os-Montes, e abri a porta na zona histórica de Vila Real em 2011. A livraria é um espaço temático sobre a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, uma região muito rica na sua geografia, gentes, natureza e culturas, desde as serras do Barroso ao planalto Mirandês, do Parque Natural de Montesinho ao Alto Douro Vinhateiro. Uma região de escritores e músicos, poetas e artesões; de mitologias populares, trastos e mafarricos, «almas penadas e diabos, bruxas e maus-olhados», moiras encantadas e maruxinhos. O nome evoca a obra “Senhor Ventura”, de Miguel Torga.
Para além dos livros, que mais se passa na Traga-Mundos?
A Traga-Mundos é uma livraria especializada em Trás-os-Montes e Alto Douro mas também um espaço onde se realizam diversos eventos: encontros, palestras, tertúlias, exposições, cinema, oficinas - desde o fabrico de velas artesanais ou pão, até à fotografia, à escrita ou às fanzines; sessões de degustação; provas e cursos de vinho; noite de jogos de tabuleiro.
Como tem sido a
relação da livraria com a cidade?
Ao longo de 12 anos de porta aberta e de múltiplas actividades, continuamos sem qualquer colaboração, articulação, apoio das entidades responsáveis pela cultura, turismo, fundações, comércio, empresas, imprensa, empreendorismo e afins. Significa também que somos independentes – sem compadrios, sem «capelinhas», nem clientismos partidários. Preferimos a acção de levar os livros pela região; levamos bancas de livros aonde podemos e para onde somos convidados: seminários, feiras, congressos, jornadas, escolas, teatros ou bibliotecas.
As pessoas mais
jovens são também leitoras ávidas?
De «avidez» de leitura anda o país e o mundo há muito em dita «crise»! Uma livraria é frequentada maioritariamente por pessoas que amam o Livro e a Leitura. Na realização mensal das tertúlias de leitura, e nas sessões de partilha de poesia, acolhemos diversos leitores onde se incluem bastantes jovens – o que nos permite consolidar uma perspectiva deveras optimista do futuro do Livro e da Leitura. Salientando que uma livraria oferece um espaço de leituras alternativas – como é o exemplo do jornal Mapa -, de cultura diversificada, plural, de diferentes perspectivas e opiniões, caleidoscópio de olhares e de correntes de sentimentos, de cidadania e saber pensar.
- Podes deixar-nos uma sugestão de literatura transmontana?
Na impossibilidade de nomear diversificadas obras e inúmeros autores, preferimos deixar o convite para visitarem a livraria traga_mundos e o «mundo maravilhoso» (Miguel Torga) que os acolherá: romances, poesia, fotografia, ciências sociais, estórias orais e infantis, história, teatro, etnografia, guias, arte, viticultura, banda-desenhada, património, botânica, monografias, gastronomia, em língua portuguesa, transmontana e an mirandés – Asterix, L Princepico, libro de bersos, etc.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
terça-feira, 21 de setembro de 2021
TSF nas Autárquicas: directo da livraria traga_mundos
«Autárquicas: cultura no interior. Ouça a emissão especial em Vila Real
A emissão especial da TSF, esta manhã, foi transmitida em direto da livraria Traga-Mundos, em Vila Real.
A cultura no interior foi o tema deste especial Autárquicas 2021, conduzido por Fernando Alves, com Eduardo Pinto e o cuidado técnico de Joaquim Pedro.
Que trabalho cultural pode e deve ser feito, com os poderes locais ou à margem deles, numa cidade do interior? À margem dos poderes públicos ou usando os equipamentos públicos disponíveis, que estratégias podem e devem ser empreendidas para agitar águas paradas?
Em direto de Vila Real, os convidados de Fernando Alves foram Vítor Nogueira, poeta e prosador apaixonado pela historiografia, durante 10 anos diretor do teatro municipal de Vila Real e agora diretor da biblioteca municipal; João Luís Sequeira, diretor do Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta; Pedro Barros, fundador e presidente do Centro de Estudos Amarantinos; e António Alberto Alves, proprietário da livraria Traga-Mundos, em que se ocupa de obras de autores transmontanos ou cuja temática remeta para Trás-os-Montes.»
quarta-feira, 30 de setembro de 2020
quinta-feira, 14 de novembro de 2019
entrevista a Portas do Marão
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Vila Real – cidade dos três santos populares?
segunda-feira, 17 de julho de 2017
“Lugares Secretos”, António Alberto Alves, livraria Traga-Mundos (Vila Real), por Fernando Alves, TSF
sábado, 17 de junho de 2017
sábado, 25 de março de 2017
comércio tradicional, na rádio
terça-feira, 19 de julho de 2016
... parabéns à Traga-Mundos
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Feiras do Livro provincianas em Trás-os-Montes e Alto Douro
quinta-feira, 16 de junho de 2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Túnel do Marão: Traga-Mundos...
“Evasões” #59, de 13 a 19 de Maio de 2016, “Jornal de Notícias”, texto de Luísa Marinho, fotografia de Rui Manuel Ferreira
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
3 anos a celebrar a singularidade da região
É perder a noção do tempo e ganhar a noção de que Vila Real não é, ao contrário do que se possa pensar, uma cidade morta de gentes e culturas.
Esta livraria move-se pelo fundamental objetivo de construir uma referência quando se pensa na região do Alto Douro Vinhateiro, nos seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato.
Este espaço mágico é, assim, uma livraria especializada na temática do douro, incluindo álbuns de edição cuidada e guias (turísticos, vinhos, vinhos do porto, quintas, castas), onde estarão presentes os autores locais e regionais com projeção nacional e universal.
Abriu as suas portas a 5 de novembro de 2011 na Rua Miguel Bombarda, em Vila Real sem qualquer evento de inauguração, sem qualquer apoio das instituições responsáveis pela cultura e turismo nesta cidade nem da Região do Douro e sem direito a qualquer notícia na imprensa local.
António Alves fez questão de nos esclarecer que o seu espaço é exclusivo para autores transmontanos ou para publicações que se debrucem sobre temáticas que incluam a região de Trás-os-Montes, referindo ainda que «é um esforço que a gente faz para ter todas estas temáticas no mesmo local. O objetivo é compilar tudo no mesmo espaço e é isso que está agora a ser um pouco reconhecido».
«Temos ainda a componente dos vinhos por caracterizarem o douro. Não somos uma garrafeira, mas temos os principais vinhos representativos da produção do Douro.»
António acrescenta ainda que a sua livraria é ainda composta por uma vertente de mercearia fina e artesanato - «temos a sorte de ter uma série de produtores extraordinários, são pessoas que têm um pé dentro da loja, ou seja, muitos deles nem sequer têm um espaço próprio e passam aqui muito tempo. Organizam workshops e mantêm contacto com os clientes, um hábito que estimo muito».
Utilizamos o adjetivo «impulsionador» para caracterizar o responsável pela Traga-Mundos, ao que este nos respondeu «Eu sou o impulsionador, mas não podia fazer nada sem a riqueza das pessoas que me entram dentro da porta e me fazem propostas. O que eu reparo é que fazia aqui (em Vila Real) falta um espaço que abrisse as suas portas às pessoas».
Referiu ainda, com brilho que «a riqueza está nas pessoas que entram e abraçam a Traga-Mndos».
No entanto, mencionou com alguma tristeza que «nós aqui nunca nos sentimos tão acarinhados. Não me refiro a apoios financeiros, é bom esclarecer. Refiro-me mais propriamente à indiferença das entidades, que não divulgam. Mas não somos só nós. A Traga-Mundos não é apoiada tal como, por exemplo, o Club de Vila Real. Temos tendência para fazer jus ao ditado ‘santos da casa não fazem milagres’. Este 6º lugar vem muito daí, é um reconhecimento de fora».
«Vamos a Ourense e vem a vereadora da cultura falar connosco e essa reciprocidade não acontece aqui, o que me entristece muito».
António termina afirmando que «felizmente estamos a fazer coisas boas e vamos continuar a fazê-las», e o Jornal Geração D’Ouro não deixa estes feitos passarem, de alguma forma, despercebidos.
Note-se que, em três anos de existência, a Traga-Mundos contou com: 165 eventos organizados, 30 apresentações de livros, 3 Encontros Livreiros de Trás-os-Montes e Alto Douro, 3 Feiras do Livro (Lamego, Ourense – Galiza, Porto), 27 bancas de livros (Vila Real, Chaves, Murça, Sanfins do Douro, Atenor, Campos de Jales, Porto, Miranda do Douro, Justes, Pedras Salgadas), 16 encontros, palestras, tertúlias temáticas, 17 wokshops, ateliers, oficinas (fabrico de velas artesanais, fazer pão em casa, cosmética natural caseira, gravura, escrita criativa, fazer tofú em casa, fotografia pinhole, ervas de chá, etc.), 8 sessões de prova e degustação (mel, compotas tradicionais, azeite, amêndoa torrada, etc.), 6 provas e cursos de vinho, 32 exposições (pintura, fotografia, desenho, gravura, escultura, etc.), conquistando ainda o 2º lugar no concurso para melhor loja de comércio tradicional em Vila Real.





















