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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Liceu velho e novo - o documentário (dvd)



“Liceu Velho, Liceu Novo” – o documentário (dvd)
realização Vítor Nogueira (Portugal, 2012)
Colecção Máquina do Tempo n.º 2

Ensino, mentalidades e tradições numa escola portuguesa durante o Estado Novo.

Depoimentos: Ana Alexandrina Monteiro, Aníbal Vieira da Silva, António Alves da Silva, António Carneiro, António Passos Coelho, António Taboada, Branca Nogueira de Melo, Cid Magalhães Gomes, Eugénio Varejão, Filipe Borges, José Augusto Teixeira, Luís Coutinho, Magalhães dos Santos, Manuel Cardona, Maria Elisa Agarez Monteiro, Maria Emília Magalhães, Maria Manuela Gomes, Mário Teixeira, Nuno Botelho.


Imagens do arquivo do Museu do Som e da Imagem, incluindo filmagens de Sebastião Peixoto.

Fotografias: Aquiles de Almeida, António Augusto Alves Teixeira, Domingos Campos, Macário Rodrigues de Magalhães, Marius (Mário Rodrigues da Silva), Miguel Monteiro.

+ livro:
Cadernos do Museu do Som e da Imagem, n.º 12.

+ exposição:
até 28 de Fevereiro, salas 6 e 7, no Museu do Som e da Imagem, Vila Real.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também “Lembranças da Casa do Padre Filipe”, Colecção Máquina do Tempo n.º 1]

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Ganchas: a lenda!



GANCHAS! A lenda…


Eu vou ao S. Brás
Sem olhar pr'a trás
Comprar uma gancha
Pr'ó meu rapaz


Eu vou ao S. Brás
Sempre em frente
Comprar uma gancha
Pr'á minha gente



«Anualmente, no dia 3 de Fevereiro realizam-se as festas a S.Brás na Vila Velha, numa pequena capela junto à igreja de S. Dinis, no cemitério mais antigo da cidade de Vila Real. Neste dia, é costume encontrar-se à venda as chamadas “ ganchas” feitas com massa de rebuçado e enfeitadas com bonito papel de seda. É tradição, os fiéis darem três voltas ao cemitério, às “arrecuas”, calados, para “não entrar enguiço”. 

É então altura de os rapazes oferecerem a gancha às raparigas, retribuindo o presente dos “pitos de Santa Luzia”. Há quem diga que este doce significará “um gancho para apanhar raparigas com vontade de namorar”.
As ganchas de S. Brás, segundo reza a lenda, têm origem no séc. IV, quando uma mulher pediu a S. Brás que socorresse o filho que tinha uma espinha na garganta. Quando o santo se aproximou da criança em perigo de vida, o milagre deu-se. A partir desse feito, foi eleito protector das doenças da garganta. Como S. Brás era bispo, julga-se que a forma das ganchas, com feitio de bengalas, esteja relacionada com o báculo bispal do Santo. Outras versões defendem que a forma das ganchas representa um espátula para pincelar as gargantas ou para tirar objectos nela entalados. O facto de ser feita de açúcar será para serenar as crianças, adoçando-lhes a boca enquanto a remexem na garganta.»

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O pito de Santa Luzia


«Neste dia de Santa Luzia, em Vila Real, manda a tradição que as raparigas da cidade ofereçam o pito aos rapazes seus eleitos, para que no dia 3 de Fevereiro, dedicado, na liturgia, a São Brás, os rapazes, retribuam a oferta com a gancha.
Para que não haja confusões, convém referir, que o pito é um bolo com recheio de doce de calondro e, a gancha um rebuçado em forma de báculo bispal.

A lenda


Foi uma moçoila da aldeia de Vila Nova, em Vila Real, que os inventou quando foi servir para o Convento de Santa Clara, onde tomaria o hábito depois dum noviciado entre a cozinha e o apoio aos pobres e aos doentes a que a ordem, na sua misericórdia e caridade infinitas, dava guarida de hospital.
Maria Ermelinda Correia, depois Irmã Imaculada de Jesus, era deveras gulosa. Foi este defeito que levou a família a pedir a graça da clausura na esperança de lho transformar em virtude.
(...) No intervalo dum silêncio de «regra» conventual falava de doces, a resposta era sempre a mesma: «nem vê-los».
Na sua inocência, começando a percorrer os caminhos da Fé e da Doutrina para o noviciado tornou-se devota acérrima de Santa Luzia, orago dos cegos e padroeira das coisas da vista.
Foi assim que os pitos de Santa Luzia lhe foram consagrados, e como tal testemunha a festa que ainda hoje, a 13 de Dezembro, na capela de Vila Nova, mantém a tradição.» [Casa Lapão]


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Café Excelsior


Porque el Café Excelsior, en Vila Real, no es café cualquiera. El Café Excelsior, pese a su anonimato provincial y transmontano, que son dos formas de olvido, es un de los cafés más hermosos, más grandes y decadentes de cuantos el viajero ha visto viajando por Portugal. Y eso que ha visto unos cuantos, especialmente en Lisboa.
Dividido en dos partes, como ordenaban las leyes, una para el café propiamente dicho y otra para la sala de juegos, el Café Excelsior es un local tan antiguo que parece ya un museo de si mismo. De madera todo él (vieja madera bruñida, de tanta usarla y fregarla), con blancas mesas de mármol y ventanales inmensos, todo cuanto hay dentro de él: la cafetera, el reloj, la barra, el escudo del Sport Clube Vila Real, hasta los propios clientes que ahora están mirando el fútbol (en una televisión tan antigua como las fotos que la rodean), parece formar parte del pasado. El mismo largo pasado que transcurre lentamente entre las mesas y que se solidifica y entanca en el salón interior donde se alienan desde hace un siglo los contadores de bolas y las mesas de billar. Cuatro mesas gigantescas, cosidas y recosidas, que comparten el espacio con los baños y un lavabo y con los viejos carteles que advierten a los usuarios: «Não fassa do jogo de bilhar uma prova de força. O bilhar é um jogo de precição e intelegença», «Cada rasgão no panho do bilhar, 150 escudos», «Preço da hora de bilhar, 8 escudos» (debía de ser hace años), etcétera. La verdad es que, más que un café, el Excelsior parece, como pensó el viajero al entrar, un museo de sí mismo.
Julio Llamazares, “Trás-os-Montes (Un viaje portugués)”, Alfaguara, p. 332