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segunda-feira, 7 de março de 2016

Etnografia e Intervenção Social - por uma praxis reflexiva


“Etnografia e Intervenção Social – por uma praxis reflexiva”
coordenação Pedro Gabriel Silva, Octávio Sacramento, José Portela

Esta é uma obra colectiva que flui entre dois pólos, etnografia e intervenção social, animada pelo propósito de mostrar a etnografia como um exercício que produz saber valioso e de elevada utilidade social. Valioso, porque faz emergir dimensões complexas e profundas dos factos e fenómenos sociais; ilumina a sua riqueza, filões, tonalidades e matizes; aclara as respectivas fronteiras, estratos e articulações. Pela fusão operada entre observação e reflexividade, os artigos mostram-nos a desconstrução de determinadas leituras da realidade e a edificação de outras. Ou falam-nos da desproblematização de algumas situações e da problematização de outras tantas. Queremos com esta colectânea de textos oferecer novidade, capacidade crítica acrescida e estimular o “olhar para aquilo que os estereótipos ignoram e para aquilo que os preconceitos não deixam ver”, tal como escreve A. Oliveira no seu artigo. Mas o que damos a ver e propomos à reflexão nesta obra? Cientistas sociais como persona non grata; extradições impostas a que se seguirão, decerto, novos regressos; cárceres permeáveis; mulheres vítimas incertas e pseudo-saber sobre elas; antropologia em imagens e suas aplicações no campo da intervenção social; sexualidades juvenis arriscadas; maternidades autónomas com referentes masculinos; família-providência e informalidades organiza¬tivas; empowerment dos que se prostituem; profissionais e académicos em dissidência.

Índice:

PREFÁCIO 
Isabel Guerra

OLHAR APROXIMADO, PRAXIS REFLEXIVA
José Portela, Octávio Sacramento e Pedro Gabriel Silva

PARTE I
INVESTIGADORES ET AL.:
ENTRE A ETNOGRAFIA E OS PROBLEMAS SOCIAIS

Agendas públicas, agendas de investigação e a prisão como objecto etnográfico
Manuela Ivone Cunha

Tráfico de mulheres em Portugal: a construção de um problema social
Lorenzo Bordonaro e Filipa Alvim

Etnografias visuais: (im)possibilidades de uma antropologia visual aplicada
Humberto Martins

PARTE II
TRABALHADORES E IMIGRANTES: PRECARIZAÇÃO PARA UNS, EXTRADIÇÃO PARA OUTROS

“Tive crise da Lisnave, mas sempre melhor que a do meu irmão”: precarização da população trabalhadora e redes de solidariedade na Baixa da Banheira
Inês Fonseca

Vidas embargadas: a institucionalização temporária de estrangeiros ilegais em Portugal no contexto das actuais políticas de imigração
Octávio Sacramento e Manuela Ribeiro


PARTE III
JOVENS E MÃES: ENTRE A SEXUALIDADE (DE RISCO) E A MONOPARENTALIDADE

Ecologia social e comportamentos sexuais de risco de jovens da região de Île-de-France
Marta Maia

¿Es la ausencia del padre un problema?: la disociación de los roles paternos entre las Madres Solteras por Elección
María Isabel Jociles Rubio e Ana María Rivas Rivas

PARTE IV
O SABER DOS INVESTIGADORES ET AL.: DA PESQUISA AO DEBATE PÚBLICO E À INTERVENÇÃO SOCIAL

Ciências sociais, autor e participação no espaço público: retomando a proposta de Bourdieu por um saber comprometido
Fernando Bessa Ribeiro


Uma pesquisa etnográfica sobre prostituição de rua: do saber ao fazer
Alexandra Oliveira

Perspectivar a intervenção social: reflexões e dados empíricos sobre o trabalho profissional e o uso do método etnográfico no terceiro sector
Telmo Caria

POSFÁCIO – ENDNOTE: ETHNOGRAPHIC REFLECTIONS FROM THE UNITED STATES
Stanley Brandes

SOBRE OS AUTORES

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Vidas na raia: prostituição feminina


“Vidas na Raia – Prostituição feminina em regiões de fronteira” de Manuela Ribeiro, Manuel Carlos Silva, Johanna Schouten, Fernando B. Ribeiro, Octávio Sacramento



Vidas na Raia é um estudo sobre o campo social da prostituição nas zonas fronteiriças do Norte de Portugal (Minho, Trás-os-Montes e Beira Interior), ao longo do qual, contextualizados os espaços, se reflecte sobre as origens, os trajectos e as expectativas de vida, assim como sobre as razões da entrada e permanência das mulheres que trabalham na prostituição. Mereceu especial atenção a análise das diversas facetas dos seus quotidianos de vida e algumas reflexões sobre os actores sociais envolvidos (clientes e proprietários dos bordéis).

«Um grupo de investigadores de várias universidades portuguesas, coordenado por Manuela Ribeiro, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), acaba de publicar uma obra que promete grande reflexão na sociedade contemporânea. Chama-se “Vidas na Raia – prostituição feminina em regiões de fronteira” e tem a chancela das Edições Afrontamento.
Os investigadores (Manuela Ribeiro, Manuel Carlos Silva, Johanna Schouten, Fernando Bessa Ribeiro e Octávio Sacramento), da UTAD, da Universidade da Beira Interior e da Universidade do Minho, debruçaram-se nos últimos anos sobre este fenómeno social através de um ousado e rigoroso trabalho de campo nas regiões de fronteira, procurando conhecê-lo e estudá-lo, quer nas casas de alterne, quer ao longo das estradas nas zonas fronteiriças do Norte de Portugal e Espanha.
Como compreender e explicar o recorrente fenómeno histórico da prostituição? Quais as causas para a sua emergência nas sociedades modernas e em especial na região transfronteiriça entre o Norte de Portugal e Galiza-Castela-Leão (só na zona raiana transmontana foram detectados 39 estabelecimentos)? Como se organizam os promotores deste “negócio” nas zonas fronteiriças? Até que ponto é possível, desejável e exequível a abolição desta prática social? Estas são algumas das muitas questões para as quais o livro procurou respostas.» [Notícias do Douro, Dezembro de 2008]


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