Mostrar mensagens com a etiqueta Emílio Miranda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Emílio Miranda. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 27 de julho de 2020

A Princesa do Corgo - Vila Real de Panoias

 


“A Princesa do Corgo” de Emílio Miranda

ou a História da fundação de Vila Real de Panoias, mandada erigir por El-Rei Dom Dinis no Ano da Graça de 1289, e das gentes que contribuíram para que se fizesse. Acerca dos muitos mistérios que ocorreram durante a sua feitura e de factos que o tempo olvidou...

«El-Rei Dom Dinis, redige a 04 de Janeiro de 1289 aquele que haveria de ser o primeiro passo para a criação da nova póvoa, assente agora sobre um cabeço ou outeiro, onde o Corgo e o Cabril se encontram.

Recriando um mundo, a partir do granito de que são feitas as encostas do outeiro, onde a cidade assenta, e daquele que provem das ruínas que jazem em torno do Santuário de Panóias de antiga grandiosidade em toda a Península, o autor leva-nos a um tempo esquecido, pleno de mistérios e enigmas. É esse tempo, que nos retrata com maestria, um mundo tão real ou irreal que será possível reconhecer nele se não personagens com que nos cruzamos na vida, pelo menos algumas que nos povoam os sonhos… ou os pesadelos: Simão da Cruz, um jovem pedreiro, fugido por um crime cometido em Guimarães, Maria da Conceição que na companhia do pai e dos irmãos, abandona pela calada da noite, a terra incógnita e ingrata onde nasceu, para buscarem nestas terras recônditas de Trás-os-Montes uma vida melhor. Ou ainda Manuel Mestre-de-Obras que constrói os muros da vila, Zacarias o prestamista, a quem muitos devem e de quem poucos gostam, e Adosinda, a Bruxa do Corgo vista pela maioria com desconfiança, e tantos outros, todos vigiados pelo tolo de nome Robalo, personagem mais do que todas enigmática e que nos surpreende a cada página. A história de um fidalgo que tudo faz para que a cidade não vingue, em oposição ao esforço de um povo que luta pela sua edificação.

No final, o desenlace surpreendente das tramas que a vida tece… e que, até a nós leitores, apanha desprevenidos. Este livro belo e cheio de sabedoria está repleto de verdades escondidas. Um romance histórico fascinante como há muito não aparecia nos escaparates nacionais.»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Fundação de Vila Real


“A Princesa do Corgo” de Emílio Miranda

Ou a História da fundação de Vila Real de Panoias, mandada erigir por El-Rei D. Dinis no Ano da Graça de 1289, e das gentes que contribuíram para que se fizesse. Acerca dos muitos mistérios que ocorreram durante a sua feitura e de factos que o tempo olvidou...

El-Rei Dom Dinis redige, a 4 de Janeiro de 1289, aquele que haveria de ser o primeiro passo para a criação da nova póvoa, assente agora sobre um cabeço ou outeiro, onde o Corgo e o Cabril se encontram.
Para este projecto concorrem um conjunto de personagens, entre os quais se contam Simão da Cruz, fugido por um crime que em Guimarães cometeu, Maria da Conceição e família, fugidos à pobreza, à fome e à mão pesada de um senhor severo, Manuel Mestre-de-Obras, a quem é dada a missão de erguer os muros da vila, Zacarias, o prestamista, de quem muitos dependem e poucos gostam, Robalo o tolo - sentinela vigilante e tudo menos néscio - Adosinda, a Bruxa do Corgo, uma excêntrica que vive só junto às margens do Corgo e assiste com as suas mezinhas a quem se socorre dela, Pero Anes Foucinha - personagem real, clérigo de Mouçós, que foi procurador de El-Rei naquela região - e tantos outros que, página após página, vão desfilando perante os nossos olhares, colhendo simpatias, ou nem por isso.
A bela Filomena, rapariga muda, cuja paixão nos comove e por quem, irremediavelmente, nos apaixonamos, Maria da Conceição que nos divide os afectos, Gertrudes e Ana Vesga, as coscuvilheiras da vila que nos molestam quase tanto como aos personagens da história, Padre Hermenegildo que morre após uma lauta refeição, como um santa a quem não se escutou um ai ou um ui e o seu sucessor que vê finalmente construída a igreja que o primeiro tanto ansiou e nunca chegou a ver. Por fim, Salomão e Inês, a quem o amor venceu e a vida surpreendeu e, provando uma vez mais que a mentira tem perna curta e que mais tarde ou mais cedo acabamos por nos confrontar com as nossas culpas e os nossos fantasmas... deparamo-nos com o (in)esperado desfecho, que é afinal o princípio daquela que, tão orgulhosamente, conhecemos nos nossos dias como Vila Real (de Trás-os-Montes) a Princesa do Corgo.

«Nos tempos de hoje, talvez banalmente, usamos as palavras pobreza, sofrimento, dor… mas, noutros tempos, noutras eras, foi essa a realidade cravada na pele daqueles que nasciam sem berço dourado, sem nada a que pudessem chamar seu!
A Princesa do Corgo mostra-nos, através de personagens que resvalam de soslaio os nossos sombrios pesadelos, um olhar histórico cravado nesse sofrimento, mas uma força e uma entrega que só a esperança no futuro pressagia.
É essa força das personagens que nos prende à narrativa, porém é a beleza pura da linguagem, que imaginamos ser daqueles tempos, que nos fascina do princípio ao fim das quase setecentas páginas e nos transporta, como numa viagem no tempo, a esse passado.
Não consigo já contabilizar o número de livros que li, mas este foi, sem dúvida, um dos que mais me fascinou e que li, lendo e relendo muitas das suas páginas, sem pressa de acabar, não pela ausência de interesse, mas sim pelo desejo de beber nelas esperança para tempos de crise que sentia acercarem-se e inspiração para lutar como lutam os grandes Homens. Pois… é de grandes Homens que A Princesa do Corgo vê povoadas as suas páginas, de Homens que lutam, que nunca desistem… mesmo que nem sempre as suas almas estejam, às vezes, isentas de mácula.
A fé, que mata e faz renascer, é o motor que alimenta a luta daqueles que ergueram a bela cidade de Vila Real. E não é ela que nos move sempre? A fé no ser humano…»
[Ana Ludovino, Vila Nova da Barquinha]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...