Mostrar mensagens com a etiqueta Sara Cangueiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sara Cangueiro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de maio de 2014

Contas que a minha mãe me contava...



“Contas que a minha mãe me contava...” de Antonio Cangueiro, ilustrações de Sara Cangueiro

Esta obra regista um conjunto de contos e orações que António Cangueiro ouvia da mãe, Maria Joaquina Garcia, na infância, preservando o património oral da família e da comunidade. De origens humildes, o autor, pais e irmãos viviam com poucos recursos, numa casa pequena, «mas morava lá muito riso e alegria. Cantava-se e contavam-se muitas histórias.» São essas recordações, esse património imaterial, que o autor reúne neste livro: «Tantas vezes me estribei nestas histórias para viajar na minha imaginação... Viajei no mar que nunca tinha visto e que mais tarde experimentei de profissão, marinheiro fui, e senti o furor das suas ondas. História onde apurei os sentidos para a humanização ou malvadez da condição humana. […] Rezar era conversar com quem te suavizava as agruras da vida e Deus acalmava os teus medos e tuas ansiedades. As trovoadas amedrontavam-te e logo ouvido o primeiro trovão ou visto o primeiro relistro, a candeia do azeite acendias, o postigo quase cerravas para a luz não entrar com tanta vontade, ajoelhavas-te e começavas a rezar: “Santa Bárbara Bendita que no céu está escrita…”»

António Cangueiro nasceu a 30 Abril de1957, na freguesia de Bemposta, concelho de Mogadouro, onde viveu até aos 21 anos.
Em 1978 é incorporado na Marinha de Guerra Portuguesa. Cumpre o serviço militar obrigatório de 2 anos na especialidade de comunicações. Em 1981, após frequentar o Curso Complementar de Comunicações, ingressa nos Quadros Permanentes da Marinha. Prestou serviço em várias unidades em terra e navais. Mantém-se ao serviço até 2003.
Em 2005, licenciou-se em Controlo Financeiro pelo ISCAL – Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
Traduziu, em colaboração, da língua mirandesa para português, a obra poética de Fracisco Niebro “Ars Vivendi Ars Moriendi” e, de português para mirandês, o álbum de banda desenhada de José Ruy “João de Deus – A Magia das Letras”.

Maria Joaquina Garcia, doméstica, nasceu a 4 de Março de 1925, na freguesia de Bemposta, concelho de Mogadouro, filha de Carlos Garcia e Teresa Benito Montes.
Casou a 14 de Setembro de 1946 com José Cangueiro, sapateiro.
Tiveram três filhos, Francisco, António e Emília.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

sábado, 3 de março de 2012

Sacerdotes da natureza do tempo

“l segredo de peinha campana” texto Fracisco Niebro dezeinhos Sara Cangueiro

«O Planalto Mirandês guarda uma forte identidade cultural e os eu património imaterial é de uma riqueza extraordinária: aí, muito antes da nacionalidade, se fala a outra língua oficial de Portugal, o mirandês, aí se preservou a dança sagrada dos pauliteiros e se ouvem os gaiteiros e tamborileiros com suas fraitas a executar um fundo musical popular muito próprio, aí mantém ainda raízes uma literatura oral singular e uma série de ritos que vêm já do neolítico, nomeadamente os solsticiais com as suas fogueiras, os caretos, chocalheiros, farandulos e outros sacerdotes da natureza do tempo.
No âmbito do projecto "Pintar o Verde com Letras", o escritor Fracisco Niebro e a ilustradora Sara Cangueiro formaram uma dupla que deu vida a uma língua e costumes que ultrapassam as marcas do tempo. Esta obra tem uma particularidade muito especial: está escrita em mirandês, com tradução para o português actual. Excelente trabalho dos autores.»
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...