Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Lage. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Lage. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Mirandela, outros falares


“Mirandela, Outros Falares” de Jorge Lage

Um livro que interessa a toda a região trasmontana e alto duriense e beira trasmontana.

Quer saber o que pensa o escritor J. Rentes de Carvalho da língua portuguesa?
Quer descobrir de que raça bovina são os olhos mais belos?
Tem a imagem de um burro com as cangalhas e cântaros de água?
Conhece a «aldeia bordada de xisto»?
Conhece mesmo a história da Senhora da Ribeira ou da Senhora da Serra?
Descubra e observa uma tarara.
Era capaz de recriar a «Encomendação das almas»?
Conhece a história da alheira ou fica-se mais pela fantasia?
Prefere beber «aur» ou água?
Descubra a «Berroa» na vila da Torre!
Os «Minhotaços» pertencem a que província ou região?
Como é que um filósofo me classifica uma giesta enquanto os biólogos e botânicos deixavam no ar alguma dúvida?



Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “Falares de Mirandela – um complemento do Mirandelês”; “Castanea – uma dádiva dos deuses”, “Memórias da Maria Castanha” - vocabulário, variedades de castanhas, expressões, provérbios, receitas tradicionais e outros saberes etnográficos do castanheiro, “Maria Castanha – Outras Memórias”]

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Apresentação de "Maria Castanha - outras memórias"


Apresentação do livro “Maria Castanha – Outras Memórias” de Jorge Lage
pelo Prof. Dr. José Alves Ribeiro (UTAD), com a presença do autor
dia 28 de Janeiro de 2017, sábado, pelas 21h00
na livraria Traga-Mundos, Vila Real, Portugal

O meu terceiro livro «Memórias da Maria Castanha», apesar dos milhares de quilómetros percorridos no continente e ilhas, apenas incidiu a pesquisa sobre 50 concelhos castanhícolas. Sentindo que era um estudo incompleto, deixou-me desassossegado pelo que fui «obrigado» a avançar para o quarto livro sobre o tema.
Assim, mercê de um intenso trabalho de 3 anos, principalmente nos últimos 5 meses, saiu a público no final de Outubro 2016 o meu último livro, «Maria Castanha – outras Memórias», sobre a memória imaterial da Castanha/Castanheiro. O livro contêm importantes memórias castanhícolas de vários municípios do país, sendo fácil a consulta pelo índice remissivo por concelho.
O Prefácio é assinado pelo Prof. Doutor, Fernández Ana-Magán um amigo da Galiza e o Posfácio pelo ilustre Escritor/Jornalista, Doutor Barroso da Fonte, barrosão e transmontano.
São mais cerca de 310 páginas (1 caderno a cores), capa (17 X 24 cm) com badanas e em quadricromia plasticizada a mate. É ilustrado com cerca de 20 fotos e 3 mapas e mais de 500 notas de pé de página.
Além do índice geral com 80 (oitenta) capítulos e subcapítulos, tem um índice remissivo por cada concelho.
A tiragem é de 300 exemplares e cerca de 150 já foram vendidos.
Com a publicação de «Maria Castanha – Outras Memórias», fecho um ciclo de mais de 16 anos de pesquisa e recolha da memória imaterial castanhícola, com quatro livros publicados.
Com a publicação de «Maria Castanha – Outras Memórias», fecho um ciclo de mais de 16 anos de pesquisa e recolha da memória imaterial castanhícola, com quatro livros publicados.
O formato estrutural parece-me conseguido melhor que o anterior.
As melhores saudações associativas.
Braga, 07 de Novembro de 2016
Jorge Lage



António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- dia 25 de Janeiro de 2016, quarta-feira, pelas 21h00: participação com uma banca de livros de Luísa Dacosta, no evento de 5.º aniversário da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal de Vila Real, “Leituras cruzadas em torno da obra de Luísa Dacosta”, em sessão aberta ao público, na Biblioteca Municipal Júlio Teixeira, em Vila Real, Portugal;
- de 27 a 29 de Janeiro de 2017: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no evento de promoção da Cultura Transmontana, organizado por Terras de Torga, , na Loja Interactiva de Turismo do Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, Portugal;
- dia 3 de Fevereiro de 2017, sexta-feira, pelas 21h00: “Aromaterapia Integrativa – o que é?” por Liliana Macedo, na Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal;
- dia 4 de Fevereiro de 2017, sábado, das 9h00 às 13h00: oficina de mitenes (tricot), tricota_mundos, na Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal;
- dia 11 de Fevereiro de 2017: reunião do júri do Prémio Antón Risco, em Allariz, Ourense, Galiza;
- e ao longo de 2017 haverá mais, sempre muito mais...


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Maria Castanha: outras memórias


“Maria Castanha – Outras Memórias” de Jorge Lage

O meu terceiro livro «Memórias da Maria Castanha», apesar dos milhares de quilómetros percorridos no continente e ilhas, apenas incidiu a pesquisa sobre 50 concelhos castanhícolas. Sentindo que era um estudo incompleto, deixou-me desassossegado pelo que fui «obrigado» a avançar para o quarto livro sobre o tema.
Assim, mercê de um intenso trabalho de 3 anos, principalmente nos últimos 5 meses, saiu a público no final de Outubro 2016 o meu último livro, «Maria Castanha – outras Memórias», sobre a memória imaterial da Castanha/Castanheiro. O livro contêm importantes memórias castanhícolas de vários municípios do país, sendo fácil a consulta pelo índice remissivo por concelho.
O Prefácio é assinado pelo Prof. Doutor, Fernández Ana-Magán um amigo da Galiza e o Posfácio pelo ilustre Escritor/Jornalista, Doutor Barroso da Fonte, barrosão e transmontano.
São mais cerca de 310 páginas (1 caderno a cores), capa (17 X 24 cm) com badanas e em quadricromia plasticizada a mate. É ilustrado com cerca de 20 fotos e 3 mapas e mais de 500 notas de pé de página.
Além do índice geral com 80 (oitenta) capítulos e subcapítulos, tem um índice remissivo por cada concelho.
A tiragem é de 300 exemplares e cerca de 150 já foram vendidos.
Com a publicação de «Maria Castanha – Outras Memórias», fecho um ciclo de mais de 16 anos de pesquisa e recolha da memória imaterial castanhícola, com quatro livros publicados.
Com a publicação de «Maria Castanha – Outras Memórias», fecho um ciclo de mais de 16 anos de pesquisa e recolha da memória imaterial castanhícola, com quatro livros publicados.
O formato estrutural parece-me conseguido melhor que o anterior.
As melhores saudações associativas.
Braga, 07 de Novembro de 2016
Jorge Lage

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “Falares de Mirandela – um complemento do Mirandelês”; “Castanea – uma dádiva dos deuses”, “Memórias da Maria Castanha” - vocabulário, variedades de castanhas, expressões, provérbios, receitas tradicionais e outros saberes etnográficos do castanheiro]

terça-feira, 19 de julho de 2016

... parabéns à Traga-Mundos

«A «APEL» (Associação Portuguesa de Escritores e Livreiros» decidiu, nos últimos anos divulgar o ranking das livrarias portuguesas mais preferidas pelo público, sendo uma forma de estimular as gerências a cativar os seus clientes. A «Traga-Mundos» (foto anexa), de António Silva, de Vila Real, tem-se esforçado em captar clientes em todo o Norte e até feito incursões na vizinha Galiza e no Brasil. A situação de mercado não está fácil e as grandes editoras tentam vender o bom e o «lixo» nos grandes espaços comerciais. Esta livraria de Vila Real em 2014 obteve o 6.º lugar e em 2015 o 4.º. Em 2016 a votação duplicou e todos querem estar, pelo menos no topo 10. Mesmo assim a Traga-Mundos obteve o 5.º lugar, à frente de outras com mais historial como a Leya – na Barata, a Bertrand – no Chiado, a FNAC - no Chiado e a Lello & Irmãos – no Porto. O 1.º lugar tem sido para «A das Artes» - em Sines. Sem livrarias como a Traga-Mundos, em Vila Real, pouco se conheceria dos autores transmontanos regionais e locais, porque há um grande boicote dos grandes editores e livreiros ao que se produz na província. Por isso, dou os meus parabéns à Traga-Mundos pelo prémio e pela sua luta em difundir a nossa cultura transmontana e alto-duriense e a todos os que preferem as nossas livrarias locais, pólos de irradiação da nossa cultura.
Consulta: «Traga-Mundos - livros e vinhos e coisas do Douro - Património Mundial, Rua Miguel Bombarda, 24 - 5000-625 VILA REAL 259103113/935157323, .traga.mundos1@gmail.com , www.traga-mundos.blogspot.com.» Jorge Lage

[http://tempocaminhado.blogspot.pt/2016/07/livraria-traga-mundos-de-vila-real-das.html]

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Feiras do Livro provincianas em Trás-os-Montes e Alto Douro

Feiras do Livro provincianas em Trás-os-Montes e Alto Douro? por Jorge Lage

«Muito falam os nossos autarcas contra o centralismo de Lisboa (e do Porto, no Norte), acusando os sucessivos governos de se esquecerem da província ou do Portugal Interior. Fui convidado, há algum tempo para duas Feiras do Livro de municípios transmontanos e o que vi, nesses e noutros eventos culturais livreiros, por que passei, deixaram-me incomodado. E depois de ver que as promoções dos livros nesses espaços são um fugaz arremedo das feiras do livro de Lisboa e Porto. O que se ali vê pouco tem a ver com as nossas pequenas realidades livreiras locais ou com o que publicam os nossos corajosos autores na província. Por misericórdia ou simpatia um ou outro autor conseguirá expor meia-dúzia de livros seus ou de amigos. O resto é um grande pacote das grandes e médias editoras nacionais, com destaque para as mais poderosas e que nos impingem tanto o bom e como o medíocre. O que me podem dizer a mim certos livros de autores nacionais da moda, dos média ou do capital? Sim! O que é bom, é-o através dos tempos e não por anúncios promocionais. Entendo que antes de conhecermos os livros nacionais por medida devemos aproveitar e conhecer os nossos a retalho e até grandes obras. Que nos dão mais cultura, mais saber e podem gerar desenvolvimento. O desenvolvimento passa ainda por se dar a primazia aos nossos agentes culturais ou, pelo menos, trata-los em pé de igualdade com os livreiros por medida, que são, muitas vezes, meros intermediários, das poderosas editoras que quase tudo controlam. Estar oito dias numa terra estender os livros por uns metros quadrados, vendê-los por consignação e regressar às origens do litoral pouco custa. Para os municípios é mais cómodo, só tendo de ceder o espaço. Mas, no dia-a-dia são as pequenas e médias livrarias e quiosques locais que aguentam os 365 dias do ano, com muitas dificuldades, e gerando, a custo, um ou outro posto de trabalho. Por isso, digo que estas feiras do livro municipais, que ostracizam ou se envergonham dos seus livreiros, me incomodam e me deixam a pensar que, muitas vezes, os nossos autarcas fazem o mesmo que os donos do poder central, voltando as costas aos seus. Neste caso, aos seus agentes culturais ou livreiros e até aos seus escritores. Livreiros que deviam ter um tratamento mais promocional e no concurso de aquisição de livros escolares ou de acervo documental municipal ser-lhe dada a primazia. Não é só quando se fecha uma esquadra, uma agência bancária, um balcão dos CTT ou uma escola que o interior sangra de uma pobreza agonizante. Qualquer vila ou cidade do interior que vê fechar uma livraria, no seu espaço territorial, fica mais pobre. E pobres de espírito ou mesquinhos serão os políticos que não entendem a cultura livreira e editorial locais como factor de desenvolvimento. Neste campo, há já um movimento associativo de livrarias transmontanas e alto-durienses que se encontram e que promovem a venda dos livros dos nossos escritores. Este grupo de agentes culturais ou livreiros nasceu por iniciativa do António Alves, da livraria vila-realense «Traga-Mundos», inspirado num movimento similar a sul do rio Tejo. Faz algum sentido, numa localidade não ter expostos os livros dos seus poucos autores? Para que o movimento de livreiros da nossa região cresça, deixo, novamente os seus endereços ou contactos e espero que em Mirandela e pelo distrito outros adiram aos encontros. Não há custos. Mas um livro local que um livreiro não tem pode tê-lo outra livraria e ajudá-lo a vender. Será normal que, por exemplo, escritores de Mirandela nunca tenham vendido um livro numa feira do livro local ou numa livraria mirandelense? A lista das livrarias transmontanas que cooperam entre si e que volto a divulgar: Traga-Mundos-traga.mundos1@gmail.com, 259103113; Poética edições –virginiadocarmo@sapo.pt, 960039138; Rosa d’Ouro –rosadouro@sapo.pt, 273331602; Pap.ª e Livr.ª Dinis - geral@papelariadinis.pt ou 278713056; Livr.ª Branco –livrariabranco@sapo.pt, 259322829; e Livr.ª e Pap.ª Aguiarense –lpaguiarense@hotmail.comou 259401114.»

[http://tempocaminhado.blogspot.pt/2016/07/feiras-do-livro-provincianas-em-tras-os.html]

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Saberes etnográficos do castanheiro e da castanha

“Memórias da Maria Castanha” de Jorge Lage
- vocabulário, variedades de castanhas, expressões, provérbios, receitas tradicionais e outros saberes etnográficos do castanheiro -

«Num almoço de Natal, no Centro de Dia da Arrifana, concelho da Guarda, ouvi a um utente as palavras: «castanhas caniçadas». Estas palavras estranhas e belas para mim foram o clique para um novo livro, «Memórias da Maria Castanha».
Parecia, de início, uma tarefa simples e rápida, que acabaram por se tornar num mar de trabalho, percorrendo mais de 50 municípios, mais de 50 lares de idosos, centros de dia e de convívio e milhares de quilómetros, desde o Algarve ao Minho, passando por Trás-os-Montes, Beiras e até às ilhas incluindo.
O livro, em formato de 17 X 24 cm, com mais de 300 páginas e a capa plastificada, acaba por se assumir como o completar de uma trilogia, depois da publicação de «A Castanha Saberes e Sabores» e «Castanea uma dádiva dos deuses». É um livro um pouco diferente dos dois anteriores, procurando preservar a memória imaterial e telúrica em torno do castanheiro e da castanha. Tem um índice remissivo por concelho, sendo mais fácil a consulta, constando, ainda, a dendrotoponímia do castanheiro e os brasões dos municípios e das freguesias, em 2012, que incorporam castanheiros, castanhas e ouriços.

No Prefácio, o escritor, Pires Cabral, diz que o autor, «sentindo que tinha ainda muito que estudar, investigar e divulgar sobre a castanha, resolveu arredondar aquelas duas obras numa trilogia, acrescentando-lhes estas Memórias da Maria Castanha – Vocabulário, variedades de castanhas, expressões, provérbios, receitas tradicionais e outros saberes etnográficos do castanheiro. (…) Estas Memórias são uma espécie de vade-mécum da relação do povo com a castanha. (…) Por isso aconselho a sua leitura pausada, como se tratasse de um romance amável, feita naqueles momentos em que acorda dentro de nós o apelo da ruralidade, que só se sacia indo às fontes».
É um trabalho de investigação que se persegue há cerca de década e meia, em especial nos dois últimos anos. É mais um livro etnográfico de consulta e uma das grandes novidades é o inventário das variedades de castanhas em Portugal, que ronda as 200, à semelhança do que investigadores galegos tinham feito na Galiza.» Jorge Lage


«E agradeço todo o trabalho etnográfico que estás a fazer, com todo o seu valor que para nós é imenso, mas pouco reconhecido e ainda menos agradecido» José Posada (última mensagem trocada com o autor antes de falecer a 14-01-2013, em Ourense, Galiza)

«Jorge Lage reapareceu com “Memórias da Maria Castanha”, última investigação sobre o tema que o transformou no mais esclarecido autor sobre a castanha. O vocabulário, a variedade, as expressões, os provérbios, as receitas tradicionais e outros saberes etnográficos acerca do castanheiro passam por aqui. Este tema é sinónimo de riqueza Transmontana e este Autor tem vindo a tratar, com olhos de quem sabe e quer promover aqueles que desprezam uma riqueza à vista dos olhos.» Barroso da Fonte

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também do autor os seguintes títulos: “Castanea – uma dádiva dos deuses” e “As Maias – Entre Mitos e Crenças – lendas, castanhas, receitas e provérbios de Maio”]



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Uma dádiva dos deuses


“CASTANEA – uma dádiva dos deuses” de Jorge Lage

«O autor divide o seu livro em vários capítulos agrupados em duas extensas partes: O castanheiro e a castanha, e a castanha na gastronomia - inúmeras receitas que contemplam a castanha, como ingrediente principal, em entradas, sopas, peixes, carnes, compotas, pudins, doces e licores.
Na primeira parte, a mais desenvolvida, encontramos os dados históricos e biográficos do castanheiro com as várias espécies que existem em Portugal; os castanheiros monumentais, assim considerados e classificados de interesse público, por terem um perímetro ao nível do tronco superior a 7 metros e registados geograficamente, desde Trás-os-Montes, Beiras, Alto Alentejo e Ilhas, para além do facto de ser a árvore mais universal; os soutos, a madeira, as doenças, as numerosas variedades de castanhas, a sua composição e propriedades, os usos e costumes, a castanha na literatura, no cancioneiro popular, ditos e provérbios de castanhas, adivinhas, jogos e bordados com casca de castanha. A primeira parte termina com uma referência pormenorizada às festas e feiras da castanha e do castanheiro nos mais diversos pontos do país.» João Coelho, “O Distrito de Portalegre”

Adivinhas sobre a castanha:
 Alto cavaleiro
Quando lhe dá a risa
Cai-lhe o dinheiro?

Qual é a coisa, qual é ela,
Que é macho e dá fêmeas?

O meu fruto é mais doce,
Que o milho fabricado
Todos o comem com gosto
Cru, cozido ou assado?

Tenho camisa e casaco
Sem remendo nem buraco
Estoiro como um foguete
Se alguém no lume me mete.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos: “As Maias – entre mitos e crenças – lendas, castanhas, receitas e provérbios de maio” e “Falares de Mirandela – um complemento do Mirandelês”]

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mirandelês - falares de Mirandela

“Falares de Mirandela – um complemento do Mirandelês” de Jorge Lage

Há mais de um ano foi editado o “Mirandelês” como trabalho de grupo de que fez parte Jorge Lage. Agora, o Município de Mirandela edita um livro complementar da autoria de Jorge Lage, prefaciado pelo ilustre escritor flaviense, Manuel José Carvalho Martins. Para esta obra contou o autor com a preciosa e frutuosa colaboração da Teresa Sales Golias e do Jorge Golias, bem como do Armando Ruivo, mirandelense radicado em Chaves. Este livro pretende cobrir muitos vocábulos, expressões e provérbios que o “Mirandelês” não referiu.
«Com este trabalho minucioso de recolha dos falares mirandelenses, ficamos a conhecer ainda mais a riqueza vocabular deste povo e, no futuro, será uma obra de consulta obrigatória aos linguistas que procurem estas paragens, considerando, assim o autor um verdadeiro arqueólogo da linguística». [Manuel José Carvalho Martins]
Também na «nota explicativa» referimos que «a linguagem popular tem de ser vista como uma das chapas matriciais profundas da nossa identidade telúrica e se perde com o abandono do meio rural e com a globalização acelerada pelas novas tecnologias da informação. Em vez da fala do povo ser vista como um produto enjeitado, deve ser olhada e acarinhada como um bem imaterial a preservar e a potenciar a sua imensa riqueza linguística. (…) Foi preciso que Camilo Castelo Branco, Aquilino Ribeiro ou Miguel Torga tivessem posto toda a energia na produção do texto literário, pincelado de ruralidade, para se começar a olhar com alguma benevolência para o sábio e sólido linguajar do nosso povo». É um livro, em capa dura, editado pelo Município de Mirandela e pode resumir-se como um complemento do Mirandelês com «vocábulos, expressões, provérbios, nomeadas, notas etnográficas e profusamente ilustrado com fotos antigas e raríssimas de Mirandela».
 Estamos convictos que este trabalho vai «provocar» o aparecimento de outros similares em diferentes locais e regiões, pelo que, além de contribuir para um levantamento mais completo do vocabulário e expressões da nossa língua, será um estímulo a se engrossarem os dicionários da Língua Portuguesa. [Jorge Lage]

Falares de Mirandela apresenta uma vasta recolha de termos e locuções usadas pelo povo e constitui um repositório que não pode ser ignorado por quem dedique atenção ao fenómeno da linguagem popular trasmontana – um tesouro cultural em perigo de acelerada extinção. Deste livro apenas foram feitos 500 exemplares.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

domingo, 15 de janeiro de 2012

As Maias - lendas, castanhas, receitas e provérbios de Maio

“As Maias – entre mitos e crenças – lendas, castanhas, receitas e provérbios de Maio” de Jorge Lage

«Num exaustivo trabalho de investigação sobre a origem das festas das Maias, foi às suas raízes, auscultando a cultura greco-latina e pré-cristã, servindo-se de fontes variadas e seguras, e guiado, pelo seu próprio instinto de investigador concentrado e dedicado.
Baseando-se em laboriosos estudos de autores eruditos, assim nos leva, com mão paciente, à deusa Maia - a mãe do deus Mercúrio dos romanos - deusa ligada à mãe natureza que em Maio floresce, anunciando a fartura dos frutos a haver, para satisfação e prazer dos mortais.
Refere, de seguida, o processo da cristianização de as Maias, que outro caminho não foi, senão o de sempre: a cristianização de todas as realizações ou actos religiosos pagãos.
Assim persegue o seu estudo de as Maias já cristãs por todo o espaço nacional, desde o Minho ao Algarve, Madeira e Açores e saltando a fronteira, estendeu o seu olhar pela Europa, com saliência para a Galiza, não fosse ela, a Galiza a irmã gémea de Portugal no que à cultura diz respeito. (...)
Termina o seu trabalho, como é tão do seu gosto, com um suculento receituário de petiscos e doçaria de deliciar o mais faminto. E dá fim ao seu estudo com um rifoneiro, referente ao mês de Maio: "Fraco é o Maio que não rompe a croça"» do posfácio, por Nelson Vilela

«Jorge Lage (n. 1948, Chelas, Mirandela) é um homem de actividade intelectual fervilhante, também ao nível da escrita. A sua mais recente obra intitula-se As Maias – Entre mitos e crenças. O subtítulo da obra diz tudo sobre o seu conteúdo: “Lendas, castanhas, receitas e provérbios de Maio”.
É pois uma espécie de apanhado geral, um trabalho exaustivo de investigação sobre um interessantíssimo aspecto da cultura popular, as Maias, ou o conjunto de ritos e tradições em torno do fenómeno do renascimento da natureza após o ciclo invernal.
De Jorge Lage tínhamos já saudado duas publicações dedicadas à castanha, esse grande e nobre produto dos nossos campos: “A Castanha. Saberes e sabores”  e “Castanea – Uma dádiva dos deuses”. Neles reuniu uma vasta soma de conhecimentos, a nível botânico, etnográfico e gastronómico, sobre esse fruto nem sempre valorizado como merece.» [Grémio Literário Vila-Realense]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também o título “Castanea – uma dádiva dos deuses”]