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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Graça Morais, a história contada por crianças


“Graça Morais, a história contada por crianças” um projecto do Jardim de Infância da Cáritas de Bragança, Plast&Cine 2015

Este livro resulta do projeto cultural multidisciplinar Plast&Cine 2015, em Bragança, que prestou tributo à vida e à obra da pintora portuguesa Graça Morais. Uma história que narra a vida da Pintora Graça Morais, numa perspectiva infantil, com ilustrações realizadas pelas crianças do Jardim de Infância da Cáritas Diocesana de Bragança. Uma acção da Cáritas Diocesana de Bragança.

Graça Morais - Nasceu em 1948, em Vieiro, Trás-os-Montes.
Licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto no ano de 1971.
De 1974 a 2015 realiza e participa em mais de uma centena de exposições individuais e coletivas em diversos países. 
Em 2008 foi inaugurado o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança. 
É membro da Academia Nacional de Belas-Artes e de diversas associações, confrarias e fundações culturais. 
Desde 1985 foram editadas várias monografias e documentários sobre a sua obra. 
Realizou em coautoria livros com José Saramago, Sophia de Mello Breyner, Agustina Bessa-Luís e Miguel Torga, entre outros. 
A partir de 1990 realiza grandes painéis de azulejos em edifícios e locais públicos. 
Foi agraciada com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio. 
Recebeu o Prémio de Artes- -Casino da Póvoa 2011 e o Prémio de Pintura da Academia Nacional de Belas-Artes, em 2013. Em 2015 foi homenageada pelo Plast&Cine, como artista do ano, na cidade de Bragança.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os seguintes títulos: “Um Reino Maravilhoso” texto de Miguel, Torga pinturas de Graça Morais ; “As Metamorfoses” de Agustina Bessa-Luís e Graça Morais]

terça-feira, 4 de agosto de 2015

As Metamorfoses


“As Metamorfoses” de Agustina Bessa-Luís e Graça Morais

Um livro com texto inédito de Agustina Bessa--Luís e 50 pinturas de Graça Morais.
Agustina Bessa-Luís, inspirando-se nas Metamorfoses de Ovídio, revisita os seus romances e biografias, um mundo à parte povoado exclusivamente por mulheres de variadas vocações e destinos.
O que é a Metamorfose? É aquilo que faz de nós alguma outra coisa. Talvez por isso, este mundo de Agustina seja implacável para as mulheres que o habitam. O património genético reina; nem a educação, nem a vontade chegam para lhe fazer frente. "Sempre acabamos por ser o que somos na pluralidade dos nossos sonhos".
Graça Morais escolheu cerca de 50 telas que permitem ler de outra maneira o tema da Metamorfose. São imagens de mulheres poderosas e temíveis mas, ao mesmo tempo, desamparadas.
São estes os ingredientes para a edição de uma obra bela e de grande qualidade, fruto do trabalho assinalável de duas mulheres admiráveis, dois nomes de absoluta referência na cultura portuguesa contemporânea. Nesta obra podemos percorrer a humanidade inteira através de duas dimensões que se complementam na perfeição: o texto e as imagens.

«É uma "peregrinação" pelos mais de mais de 50 livros e quase 60 anos de escrita de Agustina Bessa-Luís. Uma circum-navegação lúcida pelas mulheres das suas obras, mapeada por epifanias, leituras e provocações. É um exercício de estilete fino partilhado com a pintora Graça Morais, num daqueles felizes acertos do destino.» Sílvia Souto Cunha, “Visão”

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também os títulos: “Camilo – Génio e Figura” e “Elogio do Inacabado” de Agustina Bessa-L
uís, “As Metamorfoses” de Agustina Bessa-Luís e Graça Morais, “Vida e Obra – Agustina Bessa-Luís” por Fernando Pinto do Amaral, Inês Pedrosa, João Botelho, José Saramago, Luís Caetano, Manoel de Oliveira, Maria de Fátima Soares, Maria de Jesus Barroso, Mónica Baldaque e Urbano Tavares Rodrigues]


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Do reino maravilhoso de Miguel Torga & Graça Morais

“Um Reino Maravilhoso” texto de Miguel Torga pinturas de Graça Morais
É um maravilhoso livro-objecto que junta dois vultos maiores da cultura portuguesa do século XX. Dois transmontanos de corpo e alma. O escritor Miguel Torga (natural de São Martinho da Anta) e a pintora Graça Morais (natural do Vieiro). O texto de Torga (que começa em jeito de fábula: “Vou falar-lhes de um Reino Maravilhoso”) foi proferido em 1941 num congresso sobre Trás-os-Montes; as pinturas de Graça Morais (49 no total) fazem parte das séries Terra Quente, AS Deusas da Montanha e Metamorfose. É um mundo fantástico, dos animais, da lavoura, das árvores, das gentes. Do granito, das serras, das montanhas. De um “sol de fogo” e “um frio de neve”. O maravilhoso reino da terra. Diz Torga: “O que é preciso, para os ver (estes mundos), é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite.”

"Passei o Verão fechada no meu atelier da Costa do Castelo, em Lisboa, a desenhar e a pintar com o objectivo de apresentar uma exposição inédita de homenagem a Miguel Torga, em resposta ao convite da Dra. Berta Duarte, dos Serviços Culturais da Câmara Municipal de Coimbra, para fechar as comemorações do centenário do nascimento do escritor.
As cabeças das mulheres que pintei mostram rostos de olhos fechados que meditam numa vida cheia de histórias e de sofrimento.
No tempo de Miguel Torga, nascia-se e morria-se em casa. No nascimento e na morte, são sempre as mulheres que estão presentes, desempenhando as tarefas mais difíceis, mais íntimas, mais sagradas, como a assistência aos partos ou o lavar e vestir dos mortos.


A minha escolha dos rostos das mulheres de idade avançada, cheias de saber e de experiência vivida, verdadeiras guardiãs da memória do tempo e duma cultura rural em rápida extinção, representa a minha identificação com o mundo de pessoas, de bichos, de paisagens naturais e humanas, de um espaço geográfico intensamente recriado por Miguel Torga.
Os retratos que iniciei a partir do rosto da minha mãe, transmutaram-se noutros rostos de mulheres, mulheres sem nome, deixando de ser retratos, para se transformarem apenas em desenhos e pinturas. Conheci Miguel Torga em 1986, em Coimbra, por ocasião da minha exposição “Mapas e o Espírito da Oliveira”, organizada a convite de Túlia Saldanha, no Círculo de Artes Plásticas.
Mais tarde, no início dos anos 90, visitei-o na sua casa em Coimbra a propósito de um projecto de livro, que nos foi proposto pelo ex-governador civil de Bragança, Dr. Júlio Carvalho.
Tratava-se, nada mais, nada menos, do que uma edição especial de “Um Reino Maravilhoso” com pinturas originais. Torga não queria uma ilustração do texto. Pediu-me para pintar grandes telas que representassem o meu “Trás-os-Montes” para se juntar ao seu texto. Lembro a hospitalidade, enorme simpatia e afabilidade de Miguel Torga, acompanhado de sua mulher Andrée Crabbé Rocha. Ofereceram-me a bôla de Vila Real e cerejas frescas de São Martinho de Anta. Durante a conversa, recheada de estórias de vida, interrompendo de tempos a tempos, dizia com um enorme sorriso: Coma cerejas, Graça… coma! Parecia um poema
Só no ano 2000, depois de uma residência artística na minha região transmontana, é que finalmente surgiram as grandes telas a que chamei “Terra Quente-O fim do milénio” - Aí estavam as grandes telas que Torga desejava para o seu livro.


Finalmente em Setembro de 2002, foi editado pela D. Quixote, o nosso livro, “Um Reino Maravilhoso”, com apresentação em Bragança, no Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro.
É com enorme prazer que me associo mais uma vez a Miguel Torga, um escritor que desde a minha juventude me emocionou e me ensinou a valorizar o Local como espelho do Universal."
GRAÇA MORAIS