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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Monsenhor Ângelo Minhava - o músico e o pedagogo


“Monsenhor Ângelo Minhava – o Músico e o Pedagogo” de Altino Moreira Cardoso

A base deste livro é o discurso proferido por Altino M. Cardoso numa homenagem ao P. Minhava promovida pela Câmara de Mondim de Basto.

O P. Minhava foi professor em todas as escolas de Vila Real, mas sempre manteve um carinho especial pelo Orfeon do Seminário, que fundou e dirigiu, com comprovadíssimo sucesso.

O autor de MONSENHOR ÂNGELO C. MINHAVA-O MÚSICO E O PEDAGOGO foi discípulo de Monsenhor Ângelo C. Minhava no seminário de Vila Real e lembra o Mestre desde os primeiros passos na música e traça as linhas principais da actividade cultural por ele exercida, através da Música, nesse mundo de muros.

O livro transcreve muitas pautas e enumera algumas peças do abrangente – e surpreendente - repertório orfeónico, que engloba arranjos de cantigas populares e ainda peças clássicas, como a SERENATA de Schubert, o AMEN de Berlioz ou o ALLELUIA de Haendel… e, mesmo, de óperas, como o CORO DOS MARINHEIROS, da MADEME BUTTERFLY de Puccini.

Sendo a MARCHA DE VILA REAL uma música muito amada e conhecida, o autor, também compositor, elabora um esquema fónico, rítmico e estrutural, com que pode ser descrita a base desta aceitação universal.

Em conclusão, algumas fotografias do seminário completam a expressão da saudade contida nesta homenagem ao Mestre e Amigo recentemente falecido.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia”; “Canções para todas as Escolas” – exemplares esgotados na editora, “Grande Cancioneiro do Alto Douro” Volume I – Cantigas da Vinha (600 músicas e letras) com um estudo prévio, Volume II – Tunas Rurais, Natal – Reis – Embalar, Rimances, Cantares Religiosos, Cantares do Trabalho, Cantares ao Desafio, Volume III – Os Cantares em Contexto – histórico, literário, musical, europeu”; “Cancioneiro Ancestral Barrosão” com Padre António L. Fontes; “Rimanceiro do Alto Douro – 110 rimances com um estudo introdutório”, “A Magna Carta da História do Vinho do Porto – a escritura de Cister (1142)”, “Do Vinho de Missa de Cister ao Vinho do Porto – a ‘magna karta’ de 1132”, “Os Bobos Durienses de D. Sancho I e o início do Teatro Português”, “Poesia Tradicional Duriense – com D. Sancho I, o Primeiro Trovador”, “Leonardus, o Profeta – Canções e Histórias da Pátria Antiga”; “Manuel do Mundo” de Altino Moreira Cardoso, drama duriense, baseado em dois contos de João de Araújo Correia]


quinta-feira, 7 de julho de 2016

drama duriense, baseado em João de Araújo Correia


“Manuel do Mundo” de Altino Moreira Cardoso
drama duriense, baseado em dois contos de João de Araújo Correia

«Esta peça é baseada em dois contos do Escritor reguense João de Araújo Correia: “De Jornada” (CAMINHO DE CONSORTES) e “Manuel do Mundo” (MONTES PINTADOS).
A articulação teatral coloca em foco a problemática do contraste entre o poder antigo, baseado na posse da terra e quantificada em pipas de vinho (Morgado de Santa Quitéria) e os novos ventos trazidos pela difusão da rede escolar, criadora de alternativas, aflorada, sobretudo, no conto em que Manuel do Mundo, um maltrapilho analfabeto, é uma figura fortemente geradora de dialécticas.
O elo comum é a polaridade do nome MANUEL, um inteligente e dócil criado (no conto DE JORNADA) e outro (do conto MANUEL DO MUNDO), revoltado, profético e revolucionário.
Ambos são dotados de um coração ainda maior do que a fatalidade da sua impotência, no tempo e no espaço.
A acção situa-se no Douro dos anos 1930-40, onde (como na generalidade do país) as famílias dos assalariados não tinham mais alternativas à dependência da vinha senão emigrar para a Cidade, geralmente o Porto e, também, para o Estrangeiro.
Cada separação da aldeia natal era dolorosa e alimentava os caudais de “lágrimas de Portugal” vivificadoras da nossa ancestral Saudade, umbilicada na Mãe.

O Douro desses tempos era, ainda mais do que hoje, uma terra madrasta, esganada pelo polvo dos monopólios do vinho.
No fim da vindima e em pleno Inverno, a fome invadia os lares dos trabalhadores, pois a própria natureza decretava que não houvesse trabalho para ninguém antes da escava e da poda para a entrada da primavera.

A miséria da falta de trabalho enxotou para a cidade Manuel e muitos outros.
A princípio, o seu instinto rural, desprovido das artes e manhas de ‘rato da cidade’ não lhe garantia quaisquer hipóteses de sobrevivência e  facilmente era engolido na voracidade das ruas.
Mas, gradualmente e quase por acaso, caíram-lhe nas costas as novas responsabilidades de um filho feito numa hora solitária: e teve de ir assumindo novos instintos.
Eliminou desde logo qualquer intenção de trazer o seu filho para a Terra sem Futuro para quem não herdou um par de cepas e apenas uma enxada sentimental e ingénua.
E, de entre espantos vários, começou a destacar-se algo de profético:
A libertação do seu filho estava na Escola da Cidade, infinitamente mais valiosa do que a Caridade, dependente e acomodada.

Quando, já formado, o filho vai recordar as raízes e pára na taberna da terra, encontra ainda alguns velhos conhecidos do pai.
E repete-lhes, invariavelmente:
– Quando nesta terra existir uma Escola, haveis de presenciar um milagre: nunca mais haverá senhores nem escravos – nem morgados de Santa Quitéria nem Manuéis do Mundo como o meu Pai!» Introdução

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[também disponível do autor os seguintes títulos: “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia”; “Canções para todas as Escolas” – exemplares esgotados na editora, “Grande Cancioneiro do Alto Douro” Volume I – Cantigas da Vinha (600 músicas e letras) com um estudo prévio, Volume II – Tunas Rurais, Natal – Reis – Embalar, Rimances, Cantares Religiosos, Cantares do Trabalho, Cantares ao Desafio, Volume III – Os Cantares em Contexto – histórico, literário, musical, europeu”; “Cancioneiro Ancestral Barrosão” com Padre António L. Fontes; “Rimanceiro do Alto Douro – 110 rimances com um estudo introdutório”, “A Magna Carta da História do Vinho do Porto – a escritura de Cister (1142)”, “Do Vinho de Missa de Cister ao Vinho do Porto – a ‘magna karta’ de 1132”, “Os Bobos Durienses de D. Sancho I e o início do Teatro Português”, “Poesia Tradicional Duriense – com D. Sancho I, o Primeiro Trovador”, “Leonardus, o Profeta – Canções e Histórias da Pátria Antiga”]

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia




“O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” de Altino Moreira Cardoso

«O Douro, hoje Património Mundial, foi erigido com o esforço gigantesco do Homem do Douro, que desbravou os matagais, estilhaçou os penedos, saibrou, construiu os calços e alinhou milhões de bardos com as videiras que produzem o melhor vinho do Mundo.

Toda a palpitante e generosa vida do Homem do Douro passa na obra narrativa de João de Araújo Correia: amor e lutas, relações vicinais, dramas humanos, riqueza, pobreza, humildade e ternura, abnegação e avareza, sublimação e miséria, honra e ignomínia...

O essencial de todos os contos do grande Mestre duriense é apresentado em volume de 240 páginas por Altino Moreira Cardoso. Com abundantes extractos textuais, de forma informativa, quase jornalística, apelativa à leitura e divulgação de um dos maiores escritores durienses de todos os tempos e um dos maiores contistas portugueses. A capa é um pormenor mimoso de uns degraus de vinha.»
           
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[também disponíveis as seguintes obras do autor:
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponível do autor os seguintes títulos: “Canções para todas as Escolas” – exemplares esgotados na editora, “Grande Cancioneiro do Alto Douro” Volume I – Cantigas da Vinha (600 músicas e letras) com um estudo prévio, Volume II – Tunas Rurais, Natal – Reis – Embalar, Rimances, Cantares Religiosos, Cantares do Trabalho, Cantares ao Desafio, Volume III – Os Cantares em Contexto – histórico, literário, musical, europeu”; “Cancioneiro Ancestral Barrosão” com Padre António L. Fontes; “Rimanceiro do Alto Douro – 110 rimances com um estudo introdutório”, “A Magna Carta da História do Vinho do Porto – a escritura de Cister (1142)”, “Do Vinho de Missa de Cister ao Vinho do Porto – a ‘magna karta’ de 1132”, “Os Bobos Durienses de D. Sancho I e o início do Teatro Português”, “Poesia Tradicional Duriense – com D. Sancho I, o Primeiro Trovador”, “Leonardus, o Profeta – Canções e Histórias da Pátria Antiga”]

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Início do Teatro Português

“Os Bobos Durienses de D. Sancho I e o início do Teatro Português” de Altino Moreira Cardoso

«O Dr. Altino Moreira Cardoso nasceu na freguesia de Loureiro, concelho da Régua. É pois um homem do Douro, terra-mãe que ama com desvelo filial. Mas para ele, o amor à terra só faz sentido quando põe ao seu serviço as suas capacidades de investigador e intelectual. Na verdade, o Dr. Altino Moreira Cardoso tem vindo a construir, paulatina e metodicamente, uma reputação de estudioso da história, assim como de outros vários aspectos da cultura duriense. Seja-nos permitida uma referência especial aos três volumes do seu monumental Grande Cancioneiro do Alto Douro, publicados em 2006, 2007 e 2009, em que reúne e comenta milhares de espécimes do corpus musical popular da sua região natal.
Mas não fiquemos por aí. A Idade Média no Douro tem também merecido a sua atenção, quer em trabalhos, extensamente documentados, sobre a naturalidade duriense de D. Afonso Henriques (tese defendida no livro Afonso Henriques Nascido e Educado no Douro, de 2010, e reafirmada em D. Afonso Henriques – Os Mistérios e a Lógica, de 2011), quer sobre o papel da Ordem de Cister na produção do ‘vinho cheirante de Lamego’, que se havia de chamar mais tarde, por uma dessas injustiças que se cometem levianamente, vinho do porto (tema central de A Magna Carta da História do Vinho do Porto – A Escritura de Cister (1142), de 2011, ampliada dois anos depois em Do Vinho de Missa de Cister ao Vinho do Porto – A ‘Magna Karta’ de 1132).

A sua mais recente obra, Os Bobos Durienses de D. Sancho I e o Início do Teatro Português, continua essa linha de estudo e valorização do Alto Douro omnipresente na obra do Dr. Altino Moreira Cardoso. Nela, pretende o Autor, escudando-se sempre em documentação laboriosamente recolhida e contextualizando historicamente, pôr nos seus devidos termos a velha questão de quem foi verdadeiramente o fundador do teatro português. E nessa pendência põe em causa o ‘pioneirismo poético-teatral’ de Gil Vicente e toma partido pelo papel desempenhado pelo rei D. Sancho I, criado e educado em Britiande, no Douro (rei cuja acção muito admira e a quem de resto já dedicara em 2012 o estudo Poesia Tradicional Duriense com D. Sancho I o Primeiro Trovador), fazendo remontar esse pioneirismo aos bobos de D. Sancho, Bonamis e Acompaniado (a quem o rei, grato pelo papel deles na animação da sua corte, faria mercê de terras em Canelas do Douro).
É uma tese que, como todas as teses, pode gerar antíteses, mas que merece pelo menos ser discutida pelos especialistas na matéria. Esperemos que da discussão saia a luz e fiquemos a saber, de uma vez por todas, a quem creditar os primórdios da dramaturgia nacional: se aos arremedilhos dos bobos Bonamis e Acompaniado, se aos autos e farsas de Mestre Gil Vicente, ou se à obra de algum terceiro ainda por encontrar.»

A. M. Pires Cabral, Nota Preambular

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[também disponíveis as seguintes obras do autor:
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também dos autores os títulos: “Canções para todas as Escolas” – exemplares esgotados na editora, “Grande Cancioneiro do Alto Douro” Volume I – Cantigas da Vinha (600 músicas e letras) com um estudo prévio, Volume II – Tunas Rurais, Natal – Reis – Embalar, Rimances, Cantares Religiosos, Cantares do Trabalho, Cantares ao Desafio, Volume III – Os Cantares em Contexto – histórico, literário, musical, europeu”, “Rimanceiro do Alto Douro – 110 rimances com um estudo introdutório”, “A Magna Carta da História do Vinho do Porto – a escritura de Cister (1142)” e “Poesia Tradicional Duriense – com D. Sancho I, o Primeiro Trovador”, “Do Vinho de Missa de Cister ao Vinho do Porto – a ‘magna karta’ de 1132”]


terça-feira, 18 de junho de 2013

Do vinho de missa de Cister ao Vinho do Porto



“Do Vinho de Missa de Cister ao Vinho do Porto – a ‘magna karta’ de 1132” de Altino Moreira Cardoso

«Em confirmação do interesse suscitado pelo meu estudo da História do Vinho do Porto (inicialmente destinado à revista da APHVIN), está em publicação uma segunda edição, muito melhorada, agora com 232 páginas (em vez de 54), com abundante ilustração e referências bibliográficas.

Contendo dados novos, terá um um título actualizado:
DO VINHO DE MISSA DE CISTER AO VINHO DO PORTO–A MAGNA KARTA DE 1132

A investigação do autor incide sobre a história da vitivinicultura no Douro, desde a “fonte do milho“ dos Romanos (séc. V.DC), a que sucedem os Suevos, os Visigodos e os “mortórios“ muçulmanos (séc. VIII-XII), cuja crença proibia o consumo de vinho (neste mundo, não no paraiso, note-se).
Com o início da Nacionalidade e da Dinastia borgonhesa de D. Afonso Henriques (criado em Lamego com Egas Moniz), os frades de Cister (também da Borgonha) marcaram aqui presença com nada menos do que 4 mosteiros.
Para prover de vinho sacramental as numerosas missas, Cister elaborou um projecto de prospecção e compra de terrenos adequados, para onde importou de Borgonha as varas de plantação (o “pé-posto”, anterior a filoxera).
A primeira das várias compras sistemáticas de Cister em Cambres / Lamego foi a dos Varais / Cambres), em 1132 (e não 1142) – onde os frades de Cister plantaram as primeiras varas trazidas da Borgonha (dando esse nome ao lugar).
A escritura (“karta“ de 1132) dos Varais marca a primeira plantação do “vinho de missa”, o licoroso chamado “cheirante de Lamego”, mais tarde chamado ‘vinho do porto‘ por uma questão de exportação, meramente geográfica.
O vinho de missa VLQPRD tem, por lei, um grau de 16-18º de álcool – que a exportação elevou para os 19- 21º do vinho do Porto. Ainda há pouco apareceu um novo vinho de missa licoroso, denominado “Sé de Braga“.
Este estudo da origem do Vinho do Porto vem esclarecer uma lacuna inadmissível na História do Douro e da própria Fundação do Reino.


Sintra, 27 de Maio de 2013
Altino Moreira Cardoso»

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Cancioneiro ancestral barrosão


“Cancioneiro Ancestral Barrosão” de Padre António L. Fontes e Altino Moreira Cardoso

De uma parceria entre estes dois ex-colegas e amigos nasceu este Cancioneiro ancestral Barrosão. É uma recolha musical que caldeada com a riqueza etnográfica das Terras de Barroso, resultou em mais um volume da Etnografia Transmontana,

«Poesia e Música. Património Imaterial do Povo.
... podia chamar-se galaico-barrosão a este pequeno cancioneiro, agora recolhido – assim como aos cancioneiros galegos. A Alma e os Povos são irmãos.»
P. António L. Fontes (prefácio)

foto da capa:
Penedo de Caparinho
É uma gravura rupestre datada do Paleolítico, revelada ao Padre A.L. Fontes por um pescador, A. Martins, nos anos 80.
Fica situada a 5 km de Vilar de Perdizes, no local do Caparinho.
É um penedo rasante com um homem e uma mulher despidos, de braços abertos, armas aos pés.
Representam a fecundidade, a festa, alegria, a paz, num hino à Divindade.

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[também dos autores os títulos: “Canções para todas as Escolas” – exemplares esgotados na editora, “Grande Cancioneiro do Alto Douro” Volume I – Cantigas da Vinha (600 músicas e letras) com um estudo prévio, Volume II – Tunas Rurais, Natal – Reis – Embalar, Rimances, Cantares Religiosos, Cantares do Trabalho, Cantares ao Desafio, Volume III – Os Cantares em Contexto – histórico, literário, musical, europeu”, “Rimanceiro do Alto Douro – 110 rimances com um estudo introdutório”, “A Magna Carta da História do Vinho do Porto – a escritura de Cister (1142)” e “Poesia Tradicional Duriense – com D. Sancho I, o Primeiro Trovador”; “As Chegas de Bois – uma antologia”, “Medicina Popular – Ensaio de Antropologia Médica” de António Fontes e João Gomes Sanches, “Padre Fontes – O Romance de uma Vida” de Eugénio Mendes Pinto e “Padre António Fontes – Vida e Obra” de João Gomes Sanches]

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Canções para todas as Escolas


“Canções para todas as Escolas” selecção de Altino Moreira Cardoso
– exemplares esgotados na editora –

I
As pombinhas da Catrina
Andaram de mão em mão
Foram ter à quinta nova
Ao pombal de S. João.

II
Ao pombal de S. João
À quinta da roseirinha
Minha mãe mandou-me à fonte
E eu parti a cantarinha.

III
Ó minha mãe não me batas
Que eu ainda sou pequenina
Não te bato porque achaste
As pombinhas da Catrina.

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[também disponíveis as seguintes obras do autor: “Grande Cancioneiro do Alto Douro” Volume I – Cantigas da Vinha (600 músicas e letras) com um estudo prévio, Volume II – Tunas Rurais, Natal – Reis – Embalar, Rimances, Cantares Religiosos, Cantares do Trabalho, Cantares ao Desafio, Volume III – Os Cantares em Contexto – histórico, literário, musical, europeu”, “Rimanceiro do Alto Douro – 110 rimances com um estudo introdutório”, “Cancioneiro Ancestral Barrosão” com Padre António L. Fontes]

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Magna Carta do Vinho do Porto


“A MAGNA CARTA DA HISTÓRIA DO VINHO DO PORTO – a escritura de Cister (1142)”
 de Altino Moreira Cardoso
(PRESS RELEASE _ 7 DE Outubro de 2012)

Não estava ainda estabelecido com rigor documental o fluxo da história vitivinícola duriense entre a época romana (séc. V) e o tempo do Marquês de Pombal (séc. XVIII) – uns doze séculos!
O autor, Altino M. Cardoso, fez uma investigação exaustiva da cultura da vinha no Alto Douro e estabeleceu o elo que faltava, a que chama A MAGNA CARTA DA HISTÓRIA DO VINHO DO PORTO: a Escritura de Cister (1142).
Esses doze séculos formavam uma grossa cortina de escuridão e ignorância, alimentada pela moleza graxista do emproado ‘magister dixit‘ que tem eivado a investigação da História Medieval.
Além das escrituras de S. João de Tarouca (TARAUCAE MONUMENTA HISTPRICA, estabelecidas por A Almeida Fernandes), os historiadores do vinho do Porto podem estudar também os tratados medievais (sete, só até D. Fernando), por ex. os de D. Dinis com a França e a Inglaterra (1290, 1293 e 1304), além das lutas portuárias já de seu pai, D. Afonso III, com o bispo do Porto, que recorreu, sem sucesso, ao próprio Papa, para não ser constituído, já em 1255, o Concelho Municipal de Gaia, que lhe retirava fartos direitos alfandegários.

Este trabalho descreve e enquadra a motivação, características e finalidades do Projecto de Cister no Douro, em terras do Aio duriense e integrado na Cruzada ibérica de ajuda a D. Afonso VI, o Conde D. Henrique e D. Afonso Henriques. 
A escritura de 1142, de compra da “herdade dos Varais“, integra-se no projecto vitivinícola cisterciense de Cambres, que metodicamente aí acrescenta outras quintas pioneiras, sempre concentradas no eixo do rio Douro: com a foz do Varosa, do Temilobos, do Tedo....
O contexto agrícola dos conventos de Cister de Tarouca e do Varosa garantia uma farta e mimosa subsistência alimentar, mas não permitia o cultivo da vinha, pelo menos com a qualidade licorosa de “vinho de missa“ (16º álc.), em compatibilidade com a sacralidade litúrgica dos cálices de ouro e prata.
A necessidade inicial de prover de ‘vinho de missa’ as múltiplas necessidades diárias da celebração da eucaristia transformou-se fatalmente no desenvolvimento, aperfeiçoamento e expansão comercial[1] desse “vinho cheirante de Lamego“, depois ‘baptizado’ (com mais aguardente vínica) como “vinho do Porto“ (19º álc.), no acto da exportação.
Por isso é tão marcante esta escritura de 1142.
É a MAGNA CARTA.
Que rasga, definitivamente, a citada ‘cortina histórica’ entre o séc. V romano da “fonte do milho“ de Canelas e o séc XVII-XVIII do Marquês.
O “vinho de missa“ licoroso (16º álc.), ou “cheirante de Lamego“ da Ordem de Cister, chamou-se “do Porto“, por daqui ser exportado, pelo menos já desde o reinado de D. Dinis.
A junção de aguardente vínica (entre 13-18 litros/pipa) para exportação, eleva a norma alcoólica do “vinho do Porto“ para 19º álc.. 
Já bem antes do séc. XVI só a quinta de Mosteirô (Cambres) exportava 15-16.000 almudes, o que pressupõe infraestruturas de muitas décadas, quer relativas ao saibramento e plantação da vinha até se tornar produtiva, quer ao tempo apreciável de envelhecimento do vinho licoroso quer, ainda, ao fabrico dos próprios meios de transporte: carros de bois, barcos, armazéns, vasilhame... 
A Alfândega do Porto, em 1741, registou a exportação de 19.000 pipas!
Mas a riqueza do nosso vinho fino é ainda Dádiva e Espírito:
Alma e não apenas Corpo.
Nas funduras da Paisagem os visitantes encontrarão a Essência do nosso Ser colectivo, que no Douro foi criado, por Egas Moniz e Cister de Borgonha, para D. Afonso Henriques, fundando com ele a dinastia borgonhesa e deixando este Património aos Durienses, a Portugal e a toda a Humanidade.

[1] Os regulamentos originais de Cister proibiam a venda de produtos monacais: mas as necessidades económicas da guerra da cruzada e a insistência da procura tornaram irresistível a tentação comercial e a regra foi aligeirada.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Cantigas e rimances do Alto Douro

“Grande Cancioneiro do Alto Douro” de Altino Moreira Cardoso
Volume I – Cantigas da Vinha (600 músicas e letras) com um estudo prévio
Volume II – Tunas Rurais, Natal – Reis – Embalar, Rimances, Cantares Religiosos, Cantares do Trabalho, Cantares ao Desafio
Volume III – Os Cantares em Contexto – histórico, literário, musical, europeu

O “Grande Cancioneiro do Alto Douro” é formado por 3 grandes volumes, todos com 640 páginas, num total de 1.920 páginas e 1.200 cantigas (músicas e letras).

Este terceiro volume é uma cúpula: dá maior profundidade aos dados de enquadramento histórico e remata aspectos do conteúdo poético-musical do primeiro e segundo volumes do GRANDE CANCIONEIRO DO ALTO DOURO. O texto de carácter histórico-literário e musical que introduz o primeiro volume e as resumidas observações culturais que acompanham muitas cantigas têm aqui um acabamento mais panorâmico e sistematizado.
Assim, as quase 1200 cantigas, aí apresentadas de forma sincrónica, têm agora uma visão diacrónica e abrangente, que situará o Alto Douro não só nas suas origens musicais, etnográficas e poéticas, mas também políticas, culturais e históricas – borgonhesa, compostelana, ibérica... além de românica.
Por isso, tem de ser pluridisciplinar esta panorâmica final:
– Para além das músicas e das letras, o cancioneiro pressupõe um mundo de cultura e actividades, desde a dança aos instrumentos musicais, desde os trabalhos às romarias, desde os rituais de sedução às crenças, desde a métrica à simbologia...
– Retrato ancestral e íntimo da alma do nosso Povo, as cantigas revelam magicamente a esperançada ou angustiada Hora do homem do Douro – de algumas alegrias e de muitos desesperos.
– Saber 'ler' em profundidade essa Hora é uma exigência cultural da nossa época, em que a Epopeia duriense é reconhecida como Património da Humanidade.
Toma-se indispensável recordar Egas Moniz e os Pioneiros (ibéricos, galegos, portucalenses, durienses, borgonheses...) à luz da história político-militar; recordar a Ordem de Cister ("ora et labora") à luz da religião, da cultura, da arquitectura e da organização empresarial das quintas; recordar os cavadores, os lavradores e os artífices... os sonhadores e os artistas... os poetas, pintores, pedreiros-escultores, músicos... que, nos jacobeus, iam a Santiago de Compostela procurar o sentido e a força da Vida, que é Espírito e Matéria.
O Alto Douro é um Projecto e uma Herança – de carácter nacional, ibérico e europeu – que nós, durienses de hoje, nos honraremos de conhecer, preservar, partilhar e difundir, numa permanente tentativa de recuperação da nossa 'arca perdida', da aliança entre a Montanha e a Água, o Suor e a Poesia, a Música e o Vinho.

«Tal como os dois anteriores, é um grosso volume de 640 páginas, em que o Autor coligiu um grande número de cantigas populares alto-durienses (letra e notação musical).
Procede, além disso, à datação histórica de muitas das cantigas, situando-as num contexto que remonta ao Galego-português, através dos vestígios das Cantigas de Amigo populares (séc. XII); mas alguns rimances são ainda mais antigos, pois remontam ao tempo de Carlos Magno (séc. VIII).
Estuda ainda a poética das letras das cantigas, numa perspectiva estética e histórica, etnográfica e sociológica.
A obra tem merecido as melhores referências por parte dos especialistas.» [Grémio Literário Vila-Realense]

Altino Moreira Cardoso nasceu em 08.12.1941 na freguesia de Loureiro, concelho de Peso da Régua, é licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde frequentou o Conservatório e foi violinista da Tuna Académica e Orquestra de Tangos e bandoloncelista do Conjunto de Câmara Carlos Sixas, que conquistou um 1.º prémio em Neerpert (Bélgica). Actualmente dedica-se a estudos de Literatura e Música e a projectos editoriais acumulados ao longo de anos.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponíveis as seguintes obras do autor: “Rimanceiro do Alto Douro – 110 rimances com um estudo introdutório”, “Cancioneiro Ancestral Barrosão” com Padre António L. Fontes e “Canções para todas as Escolas” – exemplares esgotados na editora]