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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Padre Fontes: vida e obra + filme


 “Padre António Fontes – Vida e Obra” de João Gomes Sanches

Aos 72 anos, o mediático e controverso padre Fontes continua a ter uma vida agitada, apesar dos obstáculos inerentes à doença de Parkinson.
Conhecido como «o homem que colocou Barroso no mapa», com eventos como o Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, a Feira do Fumeiro e o Dia das Bruxas, continua a enfrentar a hierarquia católica, não temendo revelar tudo aquilo que pensa.

«O cepticismo do padre António Fontes face às aparições de Fátima é abordado numa biografia do impulsionador do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, avançou hoje o autor da obra, João Sanches.
«Nunca ninguém pôs esta questão de maneira tão explícita», afirmou autor, que é psicólogo e docente universitário, considerando que o padre António Fontes partilha da ideia de que as aparições funcionam como «mecanismos de que a Igreja [Católica] precisa para manter a crença dos fiéis».
A obra recorda que, muito antes das aparições de Fátima, foi relatado um episódio similar na aldeia de Calvão, na fronteira de Chaves e Montalegre, numa altura em que paroquiava a freguesia um padre que viria a ser transferido para Fátima.
O episódio de Calvão ocorreu em 1853 e as aparições de Fátima só se registaram em 1917.
«Foi muito depois, mas pergunta-se até que ponto as sementes não frutificaram, até que ponto não se criou uma certa cadeia teológica», observou o psicológico e docente universitário.
A biografia aborda igualmente as quezílias de António Fontes com o antigo bispo de Vila Real Joaquim Gonçalves, que chegou a proibir o padre de organizar o congresso de Vilar de Perdizes.» [Semanário “Sol”]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos: “Medicina Popular – Ensaio de Antropologia Médica” de António Fontes e João Gomes Sanches, “Usos e Costumes de Barroso” de Barroso da Fonte e António Fontes, “Cancioneiro Ancestral Barrosão – Etnografia Transmontana, 3.º Volume” de Padre António L. Fontes e Altino Moreira Cardoso, “As Chegas de Bois – Uma Antologia”]



Para que este mundo não acabe!
Documentário de João Botelho sobre o Barroso
 SEGUNDA 8 | OUTUBRO | 22H00 | TEATRO DE VILA REAL

Realização: João Botelho
2009 | M/12 | 55 min.
Documentário | POR
Com: Marcello Urgeghe, Maria Archer e João Poças

«‘Vinde ver este mundo acabar’ — escreveu na sua monografia do Barroso o Padre António Fontes um apelo desesperado. E eu fui. E então vi a gente e a terra. Assombro na descoberta. Aperto no coração. Sentidos despertos. Recolhi umas histórias, inventei outras, respeitando a dignidade e a grandeza deste pedaço do meu país, que não tem igual. A generosidade e a fertilidade como coisa maior. Disso trata este projecto de documentário». João Botelho

“Para que Este Mundo Não acabe” faz parte de uma trilogia de João Botelho dedicada a Trás-os-Montes e Alto Douro, numa encomenda a Direcção Regional da Cultura do Norte, junto com “A Terra Antes do Céu” (já exibido no Teatro de Vila Real) e “Anquanto la Lhéngua fur Cantada” (agendado para 22 de Outubro).
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TEATRO DE VILA REAL
Alameda de Grasse | 5000-703 Vila Real | PORTUGAL
Tel: 259 320 000 (14h30–20h00) Fax: 259 320 009
Informações e reservas: bilheteira@teatrodevilareal.com
Facebook: www.facebook.com/

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os Judeus a Norte


“Os Judeus no Noroeste da Península Ibérica” de João Domingos Gomes Sanches

O ensaio Os Judeus no Noroeste da Península Ibérica é a obra mais recente do professor e investigador João Domingos Gomes Sanches, que estudou as raízes judaicas no norte de Portugal e na Galiza.
Expulsos, em 1492, pelos reis de Castela e Aragão e, em 1496, pelo rei D. Manuel de Portugal, os judeus afirmaram que eram os descendentes dos nobres de Jerusalém expulsos por Nabucodonosor.
«Qual é o legado desta cultura? O que resta ainda do passado judeu no Noroeste da Península Ibérica? Estamos na presença de uma raça judia oculta e perigosa tão propalada pelas ideologias do século XX?» Estas são algumas das questões a que a obra de João Domingos Gomes Sanches procura responder.

«O Doutor Sanches escolheu no seu ensaio o tema dos judeus, talvez influenciado por uma crescente preocupação popular que se observa no norte de Portugal e que revitalizou na Galiza, uma região que parece cheia de raízes judaicas.
Do lado português, como do espanhol, os judeus primeiro foram expulsos ou obrigados a converter-se ao cristianismo e mais tarde até se aceitaram como bons súbditos do reino para os expulsarem de novo. Ou se convertiam ou seguiam a diáspora para países mais tolerantes com as religiões não cristãs.
Descobrir raízes culturais comuns com outros povos pode contribuir para recuperar as boas relações, o diálogo e o bom convívio entre as nações e os respectivos cidadãos, descobrindo que, apesar das diferenças, há raízes culturais comuns que fomentam a proximidade, o diálogo e inclusiva mente a solidariedade que hoje ultrapassam com facilidade as fronteiras nacionais.»
Xaquín S. Rodfríguez Campos, in Prefácio

João Domingos Gomes Sanches é doutorado em Antropologia Social e Etnologia (pela École de Hautes Études en Sciences Sociales de Paris) e em Psicologia Social (pela Universidade do Minho).
É autor da biografia António Fontes – Causas e Casos de um Padre Barrosão e co-autor da obra Medicina Popular – Ensaio de Antropologia Médica, ambas publicadas pela Âncora Editora.
Actualmente, é professor associado na Universidade Lusófona do Porto e na Escola Superior de Enfermagem de Chaves. As suas investigações académicas estão voltadas para a psicolinguística aplicada e a adaptação dos migrantes.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também o título: “Medicina Popular – Ensaio de Antropologia Médica” com António Fontes]