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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Experiência etnográfica em ciências sociais


“Experiências Etnográficas em Ciências Sociais” Telmo H. Caria (Org.)

«Como se faz e pensa a etnografia em Ciências Sociais em Portugal?
Esta é a pergunta central a que os autores pretendem responder através das nove contribuições que se apresentam neste livro.
Ele pretende ser, assim, um contributo para o desenvolvimento de uma teoria social sobre a investigação etnográfica em Ciências Sociais. A sua proposta é conjugar e fazer coexistir a linguagem da experiência, de estar e pensar no trabalho de campo, com a linguagem da teoria, que permite objectivar e racionalizar o que ocorre. Será a partir desta coexistência que se poderá aspirar a traduzir comceptualmente a experiência na linguagem da teoria social. Ao reflectir-se sobre a experiência da etnografia está-se a actura numa zona de fronteira entre a ciência consagrada e instituída (os produtos científicos) e os seus usos contextuais em diferentes disciplinas, convocando a cultura e identidade científico-disciplinares para uma zona de transacção comum, por vezes «impura» e heterogénea. É a eventual consciência dos perigos dos lugares de fronteira interdisciplinares que justifica o continuado silenciamento ou a parcial ocultação da reflexão sobre os processos de construção cognitiva e cultural dos objectos científicos de estudos em Ciências Sociais, que deveria ocorrer na produção escrita e no debate legítimos sobre as metedologias de investigação.

Telmo H. Caria é sociólogo. Professor do departamento de Economia e Sociologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
LUÍS FERNANDES Um diário de campo nos territórios psicotrópicos: as facetas da escrita etnográfica.
PAULO RAPOSO A construção antropológica de um terreno: performances culturais.
ELÍSIO ESTANQUE Um sociólogo na fábrica: para uma metodologia da envolvência social.
RICARDO VIEIRA Vidas revividas: etnografia, biografias e descoberta de novos sentidos.
MANUELA RIBEIRO E como é que, realmente, se chega às pessoas? Considerações introdutórias sobre as notas e o trabalho de campo como processo social.
LUÍS SILVA PEREIRA "Qué hace por estas tierras?": um antropólogo português entre os Mapuche.
AMÉLIA FRAZÃO-MOREIRA Aprender Etnobotânica em terras de África: trabalho de campo entre os Nalu da Guiné-Bissau.
MANUELA FERREIRA Os estranhos "sabores" da perplexidade numa etnografia com crianças em Jardim de Infância.
MANUEL CARLOS SILVA Trajecto e estratégia de pesquisa em meio rural.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor o seguinte título: “Etnografia e Intervenção Social – Por Uma Praxis Reflexiva”]

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Vidas na raia: prostituição feminina


“Vidas na Raia – Prostituição feminina em regiões de fronteira” de Manuela Ribeiro, Manuel Carlos Silva, Johanna Schouten, Fernando B. Ribeiro, Octávio Sacramento



Vidas na Raia é um estudo sobre o campo social da prostituição nas zonas fronteiriças do Norte de Portugal (Minho, Trás-os-Montes e Beira Interior), ao longo do qual, contextualizados os espaços, se reflecte sobre as origens, os trajectos e as expectativas de vida, assim como sobre as razões da entrada e permanência das mulheres que trabalham na prostituição. Mereceu especial atenção a análise das diversas facetas dos seus quotidianos de vida e algumas reflexões sobre os actores sociais envolvidos (clientes e proprietários dos bordéis).

«Um grupo de investigadores de várias universidades portuguesas, coordenado por Manuela Ribeiro, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), acaba de publicar uma obra que promete grande reflexão na sociedade contemporânea. Chama-se “Vidas na Raia – prostituição feminina em regiões de fronteira” e tem a chancela das Edições Afrontamento.
Os investigadores (Manuela Ribeiro, Manuel Carlos Silva, Johanna Schouten, Fernando Bessa Ribeiro e Octávio Sacramento), da UTAD, da Universidade da Beira Interior e da Universidade do Minho, debruçaram-se nos últimos anos sobre este fenómeno social através de um ousado e rigoroso trabalho de campo nas regiões de fronteira, procurando conhecê-lo e estudá-lo, quer nas casas de alterne, quer ao longo das estradas nas zonas fronteiriças do Norte de Portugal e Espanha.
Como compreender e explicar o recorrente fenómeno histórico da prostituição? Quais as causas para a sua emergência nas sociedades modernas e em especial na região transfronteiriça entre o Norte de Portugal e Galiza-Castela-Leão (só na zona raiana transmontana foram detectados 39 estabelecimentos)? Como se organizam os promotores deste “negócio” nas zonas fronteiriças? Até que ponto é possível, desejável e exequível a abolição desta prática social? Estas são algumas das muitas questões para as quais o livro procurou respostas.» [Notícias do Douro, Dezembro de 2008]


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