Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Carvalho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Carvalho. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

"Quando Portugal Ardeu" na Feira do Livro do Porto 2017

apresentação do livro “Quando Portugal Ardeu” de Miguel Carvalho
com a presença do autor
dia 9 de Setembro de 2017, sábado, pelas 14h00
organização do stand n.º 105 da livraria Traga-Mundos
no Salão Independente, Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Feira do Livro do Porto 2017, Jardins do Palácio de Cristal, no Porto


«Em “Quando Portugal Ardeu” contam-se histórias desconhecidas sobre a vida do Padre Max e os bastidores do seu assassinato, em 1976, em Vila Real.
A região de Trás-os-Montes atravessa, de resto, vários capítulos deste livro, a propósito da violência política do pós-revolução e das ramificações da rede bombista de extrema-direita.
Um dos seus principais chefes, Joaquim Ferreira Torres – assassinado em 1979 - foi presidente da Câmara de Murça.
E pela fronteira de Chaves passaram muitos conspiradores e até militares à cata de reuniões clandestinas da rede bombista.
Estas e outras histórias fazem parte deste volume de quase 600 páginas que resgata episódios esquecidos e traz à luz do dia muitos segredos dos tempos de brasa.»
MIGUEL CARVALHO, Jornalista, Revista VISÃO

«Quem foram as primeiras vítimas mortais da democracia? Por que razão foram assassinados Padre Max, Rosinda Teixeira e Joaquim Ferreira Torres? Quem protegia e que segredos escondia a rede bombista de extrema-direita? Como enfrentou o cônsul dos EUA no Porto o PREC? O que relatam os diários do norueguês baleado no Verão Quente de 1975? Como é que a Igreja mobilizou e abençoou a luta contra o comunismo? O que sabia a PJ sobre o terrorismo político e tudo o que nunca chegou a julgamento? Com recurso a centenas de documentos, entrevistas e testemunhos inéditos, esta investigação jornalística traz à luz do dia histórias secretas ou esquecidas do pós-25 de Abril. Quando Portugal ardeu e esteve à beira da guerra civil.»


António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- dia 14 de Setembro de 2017, quinta-feira, pelas 21h00: tricota_mundos noite #12, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal;
- dia 16 de Setembro de 2017, sábado, pelas 15h15: apresentação de “Dormir Com Lisboa” de Fausta Cardoso Pereira [II Prémio Antón Rico de Literatura Fantástica (Galiza)], organização do stand n.º 105 da livraria Traga-Mundos, no Salão Independente, Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Feira do Livro do Porto 2017, Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, Portugal;
- dia 16 de Setembro de 2017, sábado, pelas 17h00: participação com uma banca de livros, e mais algumas coisas e loisas, no Mercadinho da Capella, no âmbito do Projeto Capella, em Arroios, Vila Real, Portugal;
- dias 13, 14 e 15 de Outubro de 2017, sábado: participação com uma banca de livros de poesia no IV Poemagosto – Festival Internacional de Poesía en Allariz, Galiza;
- dias 1, 2 e 3 de Dezembro de 2017: participação com uma banca de livros na Culturgal – Feira das Industrias Culturais da Galiza, no Pazo da Cultura de Pontevedra, Galiza;
- e ao longo de 2017 haverá mais, sempre muito mais... 

sábado, 27 de maio de 2017

"Quando Portugal Ardeu" - apresentação


apresentação do livro “Quando Portugal Ardeu” de Miguel Carvalho
por Pedro Garcia, com a presença do autor
dia 2 de Junho de 2017 (sexta-feira), pelas 21h00
na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal

«Em “Quando Portugal Ardeu” contam-se histórias desconhecidas sobre a vida do Padre Max e os bastidores do seu assassinato, em 1976, em Vila Real.
A região de Trás-os-Montes atravessa, de resto, vários capítulos deste livro, a propósito da violência política do pós-revolução e das ramificações da rede bombista de extrema-direita.
Um dos seus principais chefes, Joaquim Ferreira Torres – assassinado em 1979 - foi presidente da Câmara de Murça.
E pela fronteira de Chaves passaram muitos conspiradores e até militares à cata de reuniões clandestinas da rede bombista.
Estas e outras histórias fazem parte deste volume de quase 600 páginas que resgata episódios esquecidos e traz à luz do dia muitos segredos dos tempos de brasa.»
MIGUEL CARVALHO, Jornalista, Revista VISÃO

«Quem foram as primeiras vítimas mortais da democracia? Por que razão foram assassinados Padre Max, Rosinda Teixeira e Joaquim Ferreira Torres? Quem protegia e que segredos escondia a rede bombista de extrema-direita? Como enfrentou o cônsul dos EUA no Porto o PREC? O que relatam os diários do norueguês baleado no Verão Quente de 1975? Como é que a Igreja mobilizou e abençoou a luta contra o comunismo? O que sabia a PJ sobre o terrorismo político e tudo o que nunca chegou a julgamento? Com recurso a centenas de documentos, entrevistas e testemunhos inéditos, esta investigação jornalística traz à luz do dia histórias secretas ou esquecidas do pós-25 de Abril. Quando Portugal ardeu e esteve à beira da guerra civil.»


António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- Maio de 2017: “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Peso da Régua, Portugal;
- de 1 de Abril a 31 de Maio de 2017: “Cristos” exposição de esculturas em madeira e ferro, por Carlos Monteiro, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal;
- de 1 a 31 de Maio de 2017: “Teoria da Melancolia” exposição de pintura, por Greeny, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal;
- dia 24 de Maio de 2017, quarta-feira: participação com uma banca de livros no seminário “Mobilidades e Acessibilidades Turísticas no Douro”, no Auditório de Ciências Florestais, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, Portugal.
- dia 25 de Maio de 2017, quinta-feira, pelas 21h00: noite #8 tricota_mundos, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal;
- dias 26 e 27 de Maio de 2017: participação com uma banca de livros de João de Araújo Correia e Camilo Araújo Correia no 23.º Congresso Nacional de Medicina Interna, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, Portugal;
- Junho de 2016: “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Monforte de Lemos, Galiza;
- de 1 a 30 de Junho de 2017: “Povo da Erva” exposição de fotografias de Rui Miguel Félix, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal;
- dia 1 de Junho de 2017, quinta-feira, pelas 17h00: inauguração de “Povo da Erva” exposição de fotografias de Rui Miguel Félix, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal;
- dia 1 de Junho de 2017, quinta-feira, pelas 17h30: “Teatro Para a Infância” uma tertúlia sobre o teatro e o universo infantil, no âmbito do MAPI’17 – Mostra de Artes Para a Infância, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal;
- dia 2 de Junho de 2017, sexta-feira, pelas 21h00: apresentação do livro “Quando Portugal Ardeu” de Miguel Carvalho, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, Portugal;
- dias 3 e 4 de Junho de 2017: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, na 21ª Feira de Minerais da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, nos claustros do antigo Governo Civil, em Vila Real, Portugal;
- dias 5 e 6 de Junho de 2017: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no 58th Anual Meeting of the Society for Economic Botanic, no IPB – Instituto Politécnico de Bragança, Portugal;
- dia 10 de Junho de 2017, sábado: visita de alunos e professores de Pontevedra, Vila Real, Portugal;
- dia 11 de Junho de 2017, domingo, pelas 10h30: tricota_mundos festeja o Dia de Tricotar em Público, no Parque Côrgo, Vila Real, Portugal;
- dias 13, 14, 15, 16 e 17 de Junho de 2017: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no congresso “Santuários”, de Peso da Régua a Meda, Portugal;
- e ao longo de 2017 haverá mais, sempre muito mais...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pós-25 de Abril: quando Portugal ardeu!


“Quando Portugal Ardeu” de Miguel Carvalho

Histórias e segredos da violência política nos pós-25 de Abril.

Testemunhos e documentos inéditos.

«Quem foram as primeiras vítimas mortais da democracia? Por que razão foram assassinados Padre Max, Rosinda Teixeira e Joaquim Ferreira Torres? Quem protegia e que segredos escondia a rede bombista de extrema-direita? Como enfrentou o cônsul dos EUA no Porto o PREC? O que relatam os diários do norueguês baleado no Verão Quente de 1975? Como é que a Igreja mobilizou e abençoou a luta contra o comunismo? O que sabia a PJ sobre o terrorismo político e tudo o que nunca chegou a julgamento? Com recurso a centenas de documentos, entrevistas e testemunhos inéditos, esta investigação jornalística traz à luz do dia histórias secretas ou esquecidas do pós-25 de Abril. Quando Portugal ardeu e esteve à beira da guerra civil.»


Miguel Carvalho nasceu no Porto a 25 de Novembro de 1970.

Em miúdo, entretinha-se a roubar jornais e revistas dos quiosques quando o dinheiro da mesada já não dava para mais. Do ensino primário ao secundário, entre outras coisas, guarda memórias de jornais de parede e pequenos fanzines de banco de escola. Viveu o auge das rádios-pirata, de onde saiu viciado após muitos programas de variados formatos e humores. O bichinho, esse, nunca morreu.
Em finais de 1989, concluiu o Curso de Rádiojornalismo do Centro de Formação de Jornalistas do Porto. Meses depois, inicia-se no jornalismo profissional na delegação do "Diário de Notícias" na cidade Invicta, onde se manteve durante sete anos e ganhou vários prémios de reportagem.
De 1997 a 2000, foi jornalista do semanário "Independente". Desde Dezembro de 2000, pertence aos quadros da "Visão", onde é Grande Repórter e assina um espaço de opinião regular na edição on-line da revista intitulado palavrasdeparede.pt. Tem poemas seus editados pela editora Corpos e pela ASA. Veste o Porto por dentro. Cidade onde gostaria de viver até ser pó, cinza e nada.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor o seguinte título: “A Última Criada de Salazar”]


sábado, 26 de outubro de 2013

Apresentação de "A Última Criada de Salazar" de Miguel Carvalho



Apresentação do livro “A Última Criada de Salazar” de Miguel Carvalho por Patrícia Posse
com a presença do autor
dia 31 de Outubro, quinta-feira, pelas 21h00, na livraria Rosa d’Ouro, em Bragança
dia 1 de Novembro, sexta-feira, pelas 21h00, na Poética – livros, arte e eventos, em Macedo de Cavaleiros
dia 2 de Novembro, pelas 21h00, na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real
dia 3 de Novembro, domingo, pelas 15h00, no Museu do Pão e do Vinho, em Favaios, com a presença de Dona Rosália Araújo (protagonista do livro)
organização do Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro


“A Última Criada de Salazar – A vida doméstica e os dias do fim” de Miguel Carvalho

Em 1969, prestes a completar 14 anos, Rosália Araújo foi contratada para servir António de Oliveira Salazar. Durante anos, conheceu a vida doméstica do palacete de São Bento, liderada pela severa dona Maria, e o lado mais privado do Presidente do Conselho, com os seus hábitos, gostos, desgostos e segredos. No momento da sua morte, em 1970 foi a única empregada presente no quarto do ditador.

A Última Criada de Salazar é o relato minucioso da decadência e dos dias do fim do homem que alcançou o poder em 1932 e só o perdeu três décadas mais tarde.

Após a morte do ditador, Rosália teve convites para ficar em Lisboa, mas regressou a Favaios. Casou, criou família, enviuvou. Padeira fora, padeira continuou. “Precisávamos de outro 25 de Abril”, diz, agora, a antiga criada de Salazar.


«É um livro especial. Extraordinariamente bem escrito, com uma coerência narrativa e um ritmo absolutamente perfeitos, é o exemplo acabado do livro que se lê de um fôlego. Foi de facto o meu caso. Abri-o e só o pousei depois de terminar. O tema e as personagens ajudam, claro. Os últimos anos do regime de Salazar, observados a partir de um microcosmos que foi a sua residência oficial (S. Bento e o Forte de Sto. António do Estoril) e pelos olhos de quem o servia. A D. Rosália, um verdadeiro tesouro de memórias intactas, guia-nos pelo universo particular dos últimos anos da ditadura, com uma visão apolítica da casa onde residia o poder que comandava o, à altura, Império Português. De entre o flagrante contraste entre a dimensão do império até à pequenez do mundo privado do ditador, acompanhamos uma história que em qualquer contexto não deixa de ser uma portentosa tragédia clássica. A queda (e aqui esqueço o episódio da cadeira) de um mito. Toda a descrição dos últimos tempos de vida de Salazar, mas sobretudo a gigantesca encenação que é feita para manter as aparências, chega a parecer irreal. E de certa forma é. É uma realidade que não existe, em absoluto contraponto com um país pobre, pequeno e abandonado à sua sorte, onde apenas as elites contam. É neste equilíbrio delicado e que nunca abandona que o Miguel consegue dar uma imagem de um pais e de uma ditadura em queda, sem nunca cair no que seria fácil, o tomar partido. É um retrato de um homem incontornável no Séc. XX português, feito a partir de dentro. Um quadro pintado em proximidade.» [Ricardo, blogue Estante Acidental]


Miguel Carvalho nasceu no Porto em 1970 e é repórter da revista Visão desde dezembro de 1999. Em 1989, concluiu o Curso de Radiojornalismo do Centro de Formação de Jornalistas do Porto. Trabalhou no Diário de Notícias e no semanário O Independente. Recebeu o Prémio Orlando Gonçalves (Jornalismo), em 2008, e o Grande Prémio Gazeta, do Clube dos Jornalistas, em 2009. Algumas das suas reportagens têm merecido referência em títulos como The New York Times, El País, Daily Telegraph, Veja ou O Globo.

«Esta apresentação insere-se na dinâmica do Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, que pretende criar uma colaboração entre as diversas livrarias aderentes, nomeadamente na apresentação de autores e na partilha de edições locais. Assim, o livro “A Última Criada de Salazar” de Miguel Carvalho será apresentado em Bragança, dia 31 de Outubro, quinta-feira, pelas 21h00, na livraria Rosa d’Ouro; em Macedo de Cavaleiros, dia 1 de Novembro, sexta-feira, pelas 21h00, na Poética – livros, arte e eventos; em Vila Real, dia 2 de Novembro, pelas 21h00, na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro; e em Favaios, dia 3 de Novembro, domingo, pelas 15h00, no Museu do Pão e do Vinho.»


Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:

- 1 a 27 de Novembro de 2013: exposição de gravura da artista plástica Loirí Vechio;

- 9 de Novembro de 2013 (sábado), das 14h30 às 18h30: Oficina de Fotografia por Rita Almendra;

- 11 de Novembro de 2013 (segunda-feira): São Martinho e Magusto na Traga-Mundos [Prova dos Cinco (sentidos)];

- 16 de Novembro de 2013 (sábado), pelas 21h00: Curso de Prova de Vinho do Porto [Prova dos Cinco (sentidos)];

- 17 de Novembro de 2013 (domingo), pelas 15h00: visita a Coimbra de Mattos [Prova dos Cinco (sentidos)];

- 3 a 30 de Janeiro de 2014: exposição de fotografia e poesia “Alma Tua”;

- 18 de Janeiro de 2014 (sábado), pelas 21h00: Curso “Harmonizar vinho e gastronomia” [Prova dos Cinco (sentidos)];
- 25 de Janeiro de 2014 (sábado); pelas 20h00: jantar vínico no restaurante Terra de Montanha. [Prova dos Cinco (sentidos)].

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Padeira de Favaios: a última criada de Salazar

“A Última Criada de Salazar – A vida doméstica e os dias do fim” de Miguel Carvalho

Em 1969, prestes a completar 14 anos, Rosália Araújo foi contratada para servir António de Oliveira Salazar. Durante anos, conheceu a vida doméstica do palacete de São Bento, liderada pela severa dona Maria, e o lado mais privado do Presidente do Conselho, com os seus hábitos, gostos, desgostos e segredos. No momento da sua morte, em 1970 foi a única empregada presente no quarto do ditador.

A Última Criada de Salazar é o relato minucioso da decadência e dos dias do fim do homem que alcançou o poder em 1932 e só o perdeu três décadas mais tarde.

Após a morte do ditador, Rosália teve convites para ficar em Lisboa, mas regressou a Favaios. Casou, criou família, enviuvou. Padeira fora, padeira continuou. “Precisávamos de outro 25 de Abril”, diz, agora, a antiga criada de Salazar.

«É um livro especial. Extraordinariamente bem escrito, com uma coerência narrativa e um ritmo absolutamente perfeitos, é o exemplo acabado do livro que se lê de um fôlego. Foi de facto o meu caso. Abri-o e só o pousei depois de terminar. O tema e as personagens ajudam, claro. Os últimos anos do regime de Salazar, observados a partir de um microcosmos que foi a sua residência oficial (S. Bento e o Forte de Sto. António do Estoril) e pelos olhos de quem o servia. A D. Rosália, um verdadeiro tesouro de memórias intactas, guia-nos pelo universo particular dos últimos anos da ditadura, com uma visão apolítica da casa onde residia o poder que comandava o, à altura, Império Português. De entre o flagrante contraste entre a dimensão do império até à pequenez do mundo privado do ditador, acompanhamos uma história que em qualquer contexto não deixa de ser uma portentosa tragédia clássica. A queda (e aqui esqueço o episódio da cadeira) de um mito. Toda a descrição dos últimos tempos de vida de Salazar, mas sobretudo a gigantesca encenação que é feita para manter as aparências, chega a parecer irreal. E de certa forma é. É uma realidade que não existe, em absoluto contraponto com um país pobre, pequeno e abandonado à sua sorte, onde apenas as elites contam. É neste equilíbrio delicado e que nunca abandona que o Miguel consegue dar uma imagem de um pais e de uma ditadura em queda, sem nunca cair no que seria fácil, o tomar partido. É um retrato de um homem incontornável no Séc. XX português, feito a partir de dentro. Um quadro pintado em proximidade.» [Ricardo, blogue Estante Acidental]


Miguel Carvalho nasceu no Porto em 1970 e é repórter da revista Visão desde dezembro de 1999. Em 1989, concluiu o Curso de Radiojornalismo do Centro de Formação de Jornalistas do Porto. Trabalhou no Diário de Notícias e no semanário O Independente. Recebeu o Prémio Orlando Gonçalves (Jornalismo), em 2008, e o Grande Prémio Gazeta, do Clube dos Jornalistas, em 2009. Algumas das suas reportagens têm merecido referência em títulos como The New York Times, El País, Daily Telegraph, Veja ou O Globo.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...