quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vinho do porto em rótulos e cartazes


“Imagens do Vinho do Porto: rótulos e cartazes” – catálogo da exposição
Autor (es) / Responsabilidade (es): Francisco Providência, Helena Barbosa e Magda Barata (coord. científica); Natália Fauvrelle e Susana Marques (coord. editorial).
  «O design das embalagens, rótulos e cartazes desde cedo desempenhou um papel importante na construção da imagem deste vinho enquanto produto internacional.
"A história das embalagens do vinho do Porto relata uma sequência de acontecimentos e de formas que traduzem a evolução teórica das estratégias que subjazem à sua afirmação global", explicou o comissário da exposição, Francisco Providência.
Com o objetivo de vender e posicionar o vinho do Porto nos mercados internacionais, as diversas casas exportadoras adotaram estratégias de comunicação diversas.
Uns associavam as qualidades terapêuticas do vinho do Porto à luta contra a neurastenia (depressão) e a debilidade física (anemia), justificando o seu engarrafamento e comercialização por farmácias e organizações de saúde.
Outros valorizavam as qualidades técnicas do vinho, como o ano e local de colheita, castas, quintas de origem, cotas dos vinhedos, tipo de envelhecimento, apreciação organolética ou categoria.»
[Marao Online]
 «Em termos de desenho, as embalagens e tudo o que se refere à promoção do vinho do porto pode ser analisado com uma evolução. As suas representações, demonstram a mentalidade de cada época e a forma como viam o produto “vinho”.
“Os rótulos do Vinho do Porto revelam (ainda) algumas curiosidades em torno deste produto identitário de uma região. … o Vinho do Porto é apresentado como um produto com propriedades terapêuticas, algo bem diferente das actuais campanhas anti-álcool».
O vinho era embalado especificamente para as farmácias, onde era vendido como um tónico regenerante, indicado para astenias, depressões, problemas estomacais e outros males do corpo. «Algumas versões eram reforçadas com carne, o que o tornava mais nutritivo», acrescenta.
Numa outra variante terapêutica era adicionado quinino, os chamados vinhos quinados recomendados na profilaxia da febre-amarela. Neste caso pretendia-se atingir os mercados tropicais, onde as temperaturas elevadas certamente não convidavam ao consumo de um vinho com um elevado grau alcoólico». (...)
Natália Fauvrelle, coordenadora dos Serviços de Museologia, fala sobre esta iniciativa. O discurso da exposição ‘Imagens do Vinho do Porto’ centra-se em torno das imagens publicitárias produzidas para este produto até à primeira metade do século XX. “Os rótulos e cartazes servem de mote para mostrar diferentes linguagens de comunicação que as empresas do Vinho do Porto adoptaram, que vão desde um estilo que recorre às emoções e evoca factos apelativos para o consumidor até se centrar nas características mais técnicas de cada vinho”, diz.
As imagens em rótulos colados nas garrafas e os cartazes de publicidade deixam perceber a evolução quanto a estratégias de mercado, mas também das técnicas de impressão, cores, formatos e suportes. “A exposição aborda a imagem do Vinho do Porto a partir das linguagens de comunicação, que não está ainda muito estudado, em parte porque as fontes são escassas. Deste modo, acabamos por juntar estudos parcelares sobre a garrafa e sobre a publicidade para conseguir contar uma história”, conta Natália.
“No século XIX, D. Antónia Ferreira foi uma das primeiras produtoras de vinho a apostar na qualidade e mensagem do rótulo das garrafas. Segundo a nossa entrevistada, D. Antónia teve mesmo o cuidado de escolher uma gráfica francesa para fazer a impressão.
A mensagem transmitida é sobretudo de confiança e de qualidade: se no início do século tal imagem era dada pela quantidade de medalhas que um vinho recebia, hoje essa garantia é dada ao consumidor pela assinatura do enólogo ou pelas características do vinho», remata Natália.”
Segundo Francisco Providência, comissário da exposição, esta “relata uma sequência de acontecimentos e de formas que traduzem a evolução teórica das estratégias que subjazem à sua afirmação global. Olhando para as suas embalagens, rótulos e/ou cartazes impressos, até à primeira metade do século XX, verificamos a adopção de diferentes estratégias de persuasão visual que mais não são do que a tentativa de superação da experiência organoléptica do vinho, pela sua representação visual”.»
[Café Portugal]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Camilo Castelo Branco e o Barroso


“Camilo Castelo Branco por Terras de Barroso e Ouros Lugares” de Bento da Cruz
disponível desde já na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real
 «Foi apresentado no dia 2 de Junho, em Montalegre, durante o 2º Encontro com Jornalistas e Escritores do Alto Tâmega, Barroso e Galiza,organizado pelo Fórum Galaico-Transmontano, o último trabalho de Bento da Cruz: Camilo Castelo Branco por terras de Barroso e outros lugares, integrado na colecção Obras de Bento da Cruz, da Âncora Editora, e acabado de sair.
Apresentou A. M. Pires Cabral. O livro, que comemora os 50 anos de vida literária do Autor, está dividido em três partes. Na primeira, é feito um levantamento muito rigoroso e completo das referências a Barroso (terra e gente), na obra de Camilo. A segunda parte é uma síntese biográfica do grande romancista do Amor de perdição. Finalmente, a terceira parte é uma antologia de magistrais textos de Camilo.
Com esta obra de grande maturidade crítica, fica ainda mais rica a bibliografia passiva de Camilo Castelo Branco.
O livro será também apresentado em Bragança, durante a Feira do Livro, no próximo dia 9 de Junho.» [Notícias do Douro]

ver ainda [http://diarioatual.com/?p=59675]

sexta-feira, 8 de junho de 2012

As artes do vinho e da pintura


Prova de vinhos de Vinhas da Ciderma + exposição de pintura “Permanência” de Isaura Sousa
Dia 12 de Junho, terça-feira, pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real
 Uma aliança de artes com vinhos, sob o signo de Santo António, padroeiro das festas da cidade de Vila Real. Na prova de vinhos, a enóloga Mónica Figueiredo irá apresentar duas novidades: o Fura rosé 2011 e o Donzel colheita branco 2011, bem como o Fura tinto 2006 e o Donzel reserva branco 2009. Será este o bom ambiente para se inaugurar a exposição de pintura de Isaura Sousa, intitulada “Permanência, que ficará na galeria de 12 a 30 de Junho de 2012.

Do Douro surge o projecto Vinhas da Ciderma, liderado pela engenheira Mónica Figueiredo, que em 2002 adquiriu a propriedade após longa procura de vinhedos com mais de 20 anos e exposição sul junto ao rio. Nasce da vontade de fazer bons vinhos a partir de uma escolha criteriosa das uvas, provenientes de São Leonardo de Galafura, local reconhecido como tendo especial aptidão para produzir vinhos de grande qualidade. As vinhas estendem-se na margem direita do Rio Douro, à cota de 150 metros de altitude, em patamares de xisto, cultivadas em sistema de Produção Integrada e estão, na sua totalidade, licenciadas para produção de vinho do Porto Letra A. A adega, com 160 anos, lagares em granito e paredes espessas de pedra que lhe confere uma frescura natural, foi adaptada às modernas necessidades de vinificação e higienização, mantendo o respeito pela sua traça antiga. Os vinhos apresentados demonstram bem a qualidade e prestígio desta selecção, como comprovam as três marcas desta empresa: Fura, Donzel e Vinhas da Ciderma. Além das ótimas avaliações de João Paulo Martins, o Vinhas da Ciderma Reserva Tinto 2004 (esgotado) obteve 93 pontos da Wine Spectator e o Donzel Colheita Tinto 2005 89 pontos da mesma publicação.

Isaura Sousa, transmontana, vive em Vila Real, é professora de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Cultura Portuguesa, doutoranda em Língua e Cultura Portuguesas. Desde cedo mostrou apetência para o desenho e pintura, sendo que a arte caminha lado a lado com a sua vida profissional e afetiva. A sua temática é variada e é adepta de várias técnicas na realização dos seus trabalhos. Nesta exposição os trabalhos são todos com a técnica a óleo sobre tela. Esta mostra, contempla alguns nus, paisagem, natureza-morta e algumas composições de tendência cubista.
Já realizou algumas exposições, individuais e coletivas. A exposição intitula-se “Permanência”. O objetivo desta Exposição, para além de demonstrar que o contacto com os materiais e o trabalho devem estar em permanente evolução; é também uma partilha e mostra dos trabalhos, para que arte na sua essência esteja sempre presente e daí a exposição se intitular «Permanência».
«A “Arte” torna-nos mais sensíveis, atentos e compreensivos às mudanças, apesar dos meios e dos locais serem adversos à sua envolvência.
Podem contemplar a pintura com um vinho agradável, que irá dar uma ambiência mais aromática. O vinho é uma bebida milenar que, por si só, é elegante e sofisticada. Além das variedades de cores, texturas e sabores, os vinhos podem ser degustados e avaliados à medida adequada para cada gosto; simultaneamente com as texturas e as cores de quadros de temática variada.» acrescenta a artista.
[“A arte, para os que não se enclausuram nela como nos muros de um mosteiro, poetiza singularmente a existência.”- Eça de Queirós]

Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
[www.traga-mundos.blogspot.com]

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Roteiro de azeites


“Roteiro dos Azeites virgens extra portugueses” de José Gouveia e Susana Sassetti

Uma obra em sintonia com o crescente interesse dos Portugueses pelo azeite e com o enorme desenvolvimento da produção e da comercialização deste produto, que nos próximos anos se transformará num consumo de moda e de prestígio, especialmente no que concerne aos «Azeites da Produção», cativando as novas gerações e os grupos sócio-culturais líderes de opinião. O livro, escrito por dois inegáveis especialistas do sector, e enriquecido com as informações fornecidas pelas empresas e casas agrícolas que responderam ao convite de submeterem os seus produtos à apreciação independente dos autores, terá a forma de guia, para que o leitor que gosta de consumir azeite fique a conhecer um pouco melhor as suas história e tradição e, também, alguns aspectos de ordem prática que possam orientar a sua escolha no acto de compra ou o modo como utiliza este produto sua mesa.
 Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “O Azeite na Cultura e no Património Alimentar” de Manuel Paquete e “Azeite de Trás-os-Montes – influência da localização e das cultivares nas características dos azeites” de Maria Helena Chéu Guedes Vaz]

terça-feira, 5 de junho de 2012

Passeio pedestre ao Alvão


Passeio pedestre ao Alvão
dia 17 de Junho de 2012 (domingo)
actividade organizada por Lagoa Trekking para a Traga-Mundos

Em cada terceiro domingo do mês[*] a Lagoa Trekking irá organizar uma actividade para a Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real.
Assim, para Junho, no dia 17, domingo, propomos: 

«Alvão sempre à mão – Percurso 1: Cabeço de Arnal
Percurso circular que apresenta uma vista sobre Vila Real, destacando na aldeia de Arnal um grande bloco granítico, o Cabeço de Arnal.
Com início na cabana junto à Barragem Cimeira, atravessamos o dique e entramos em zona de pastos e antigas minas de volfrâmio a céu aberto, as Minas do Cabeço. A chegada à base do Cabeço de Arnal faz-se pelo lado Norte, onde se podem observar formas curiosas deste maciço granítico.
O pinheiro e o vidoeiro são os dois géneros de árvores que encontramos neste percurso, para além de outros géneros de fauna e flora característicos desta zona.
Após uma gratificante subida a recompensa são as vistas sobre aldeia de Arnal, a Serra do Marão e mais ao longe a Serra da Estrela. O regresso é feito pela encosta Este, por blocos graníticos e vales inferiores até à Barragem Cimeira, finalizando na cabana da Barragem Cimeira.
Dificuldade – Baixa
Duração – 3 h»

O ponto de encontro é na Traga-Mundos, pelas 8h00, para assegurarmos o transporte de todos os participantes. Asseguramos igualmente mochila day pack, poncho de chuva, bastões de trekking, seguro de acidentes pessoais, boa disposição e um café na cabana da barragem. É aconselhável cada um levar água para beber e, caso necessitar, comida leve e energética. Venha trekkar connosco...
Preço por participante: 15,00 euros (número mínimo de pessoas: 8, número máximo: 20)
Inscrições (até 15 de Junho) na Traga-Mundos, ou pelos seguintes contactos: 259 103 113, 935 157 323, traga-mundos1@gmail.com, tolagoa@gmail.com. Transferência bancária para NIB 0033 0000 45418719535 05.
[* Salvo outros compromissos por parte da Lagoa Trekking e/ou Traga-Mundos]

Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
[www.lagoatrekking.com]

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Histórico-policial transmontano


“Um Tiro Na Bruma” de Manuel Cardoso

O início do século XX em Portugal ficou marcado por inúmeros acontecimentos que provocaram grandes transformações políticas e sociais: a Implantação da República, em 1910, golpes de Estado e contra-golpes, a participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, as doenças que dizimaram famílias inteiras, ricos e pobres. É neste cenário conturbado com base em factos e personagens reais, que se movimenta a figura central da história, Amadeu. Na qualidade de médico em Macedo de Cavaleiros, a sua vida espelha bem as dificuldades que então havia em ultrapassar a escassez de recursos que assinala este período. Em torno de Amadeu gravitam muitas outras personagens que ilustram primorosamente a sociedade portuguesa de então, e em particular a transmontana, para o desenvolvimento da qual foi essencial a construção da Linha do Tua.

"Um Tiro na Bruma remete-nos ao universo de Júlio Dinis, Camilo ou até Eça, não na contemporaneidade dos acontecimentos evocados, mas sim no estilo da prosa, na minúcia das descrições, na riqueza do vocabulário e na caracterização das gentes, cuja vivência, pensar e quotidiano pouco diferem dos referidos por esses ilustres da literatura portuguesa. (...)
 Manuel Cardoso, um médico veterinário de Macedo de Cavaleiros, estreia-se, brilhantemente, com este romance histórico-policial que lhe exigiu muita pesquisa e engenho na reconstrução de factos da história pública e privada, cuidadosamente envolvidos em ficção." 
Ana Morgado [Os Meus Livros]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também o título “O Segredo da Fonte Queimada”]

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Transmontaneidade...


“Quadros da Transmontaneidade” de António Sá Gué
 «Este é um livro de sedimentos memoriais das gentes transmontanas. Não é nenhum levantamento etnológico, nem tão pouco um estudo antropológico do seu modus vivendi, como se possa pensar. É, antes de mais, um livro que fala da grandeza e da mesquinhez humana, de ressentimentos, de canseiras, dos tédios e das angústias que alimentam qualquer ser humano. É um livro que fala de montes elevados por emoções e dos vales profundamente escavados por sentimentos.»

Será apresentado, a 1 de Junho, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, em sessão organizada pelo Grémio Literário Vila-Realense.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Máscaras...


Caretos de Podence (Bragança, Portugal)
















máscara íman
 Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Brincalendo - lenga-lengas e trava-línguas


A Traga-Mundos e a Biblioteca Escolar do 1.º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Mondim de Basto, com o apoio da editora Opera Omnia, promovem a apresentação dos livros “Histórias, Memórias e Contos Tontos” e “Brincalendo” de Maria do Céu Nogueira, com ilustrações de Esmeralda Duarte, junto do público escolar ao longo do dia de 29 de Maio de 2012.

«Maria do Céu Nogueira nasceu em Escariz São Marinho, do concelho de Vila Verde, mas a sua actividade pedagógica realiza-se, sobretudo, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, onde criou a Hora do Conto, para os utentes mais novos. Tive já oportunidade de lhe elogiar a fantasia e o sonho que preza na sua escrita. Agora, folheio o seu mais recente livro da modalidade, com um título feliz: “Brincalendo” (...) O volume é constituído por três textos. No primeiro, Alhos e Bugalhos, a escrita tem a ideia original de reunir, no mesmo enredo, contos tradicionais, como A Branca de neve, A Carochinha, A Cabacinha, O Coelhinho Branco, Os Três Porquinhos, O Capuchinho Vermelho e a Cabrinha Branca. Talvez por excesso de personagens, o resultado tornou-se algo confuso, não sem manter as virtudes literárias da autora: sonho e fantasia. O terceiro conto é-nos dado em prosa rimada, tão erradamente posta de parte pelas nossas obras destinadas às crianças, ensinança de ritmo e beleza. Maria do Céu Nogueira usa um vocabulário rico, variado, (perspicaz, macambúzio, trouxe-mouxe) que tem o mérito de obrigar o pequeno leitor ao manejo do dicionário bem como termos ingleses, hoje ao alcance do aluno do ensino básico.

Maria do Céu Nogueira é autora de uma vasta e notável obra no campo da Literatura Infanto-Juvenil, a que me aprouve já fazer referência crítica. “Histórias memórias e contos tontos” é o seu mais recente livro, de excelente aspecto gráfico e ilustrado por Esmeralda Duarte com surpreendente qualidade artística, logo reconhecida na concepção da capa, de subido bom-gosto. Maria do Céu Nogueira oferece-nos um texto variado e original, onde se distingue a sabedoria da pedagogia. Os trabalhos recolhidos são inspirados por contos tradicionais populares portugueses, como a história da formiguinha perguntadeira. Inclui o livro algumas lenga-lengas e trava-línguas, também da nossa tradição popular, muitas delas já esquecidas, cheias de graça e singularidade. Mas, quanto a mim, os textos mais importantes aqui inseridos são o teatrinho das vogais, o teatrinho das consoantes e vamos contar até vinte, material admirável para a escola, de que todos os professores das primeiras letras deviam deitar mão para um ensino de língua e da aritmética, eficaz e divertido. Bastam estes textos para justificar a existência desta obra, aliás, toda ela encantadora.
António Couto Viana, leitur@ gulbenkian

Disponível (por encomenda) na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

De e sobre João de Araújo Correia


“Sem Método – notas sertanejas” de João de Araújo Correia

«Em Sem método – Notas sertanejas, de 1938, João de Araújo Correia recorda, no capítulo VIII, um arraial no Jardim da Carreira em tempo de feira de Santo António. No capítulo XXVI, nova evocação da feira de Santo António (as festas de Vila Real), o Campo, os cavalos e os burros, substituídos já nessa época pelos automóveis: «Feira de automóveis. Competição de marcas. Concurso de velocidades. À noite, os corredores, em mangas de camisa, ainda alucinados, bebem champanhe, falam calão, gingam.» No capítulo LII, a vista de trás do cemitério e a sombra de Camilo que o persegue em toda a visita a Vila Real. No capítulo LXI, com pretexto num tasco onde come, no Campo, referência às alheiras e ao vinho de Vila Real.» [Grémio Literário Vila-Realense]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[do autor também disponíveis “Contos e Novelas I”, “Contos e Novelas II” e “O Porto do meu tempo”; “à conversa com João de Araújo Correia” (teatro) de José Braga-Amaral e “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” de Altino Moreira Cardoso; revista “GEIA” n.º 1 (Dezembro 2009) e n.º 2 (Dezembro 2011) da Tertúlia de João de Araújo Correia]

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Trás-os-Montes por Tiago Patrício


“Trás-os-Montes” de Tiago Patrício eleito Prémio Literário Revelação Agustina-Bessa Luís 2011 com lançamento marcado para o próximo dia 26 de Maio em Lisboa... já disponível na Traga-Mundos, em Vila Real!

 "Em Trás-os-Montes «vivem» quatro crianças, no coração de uma aldeia com duas igrejas, dois cemitérios, duas estações ferroviárias e um comboio a vapor que faz a sua última viagem. Numa zona de fronteira situam-se as hortas, as devesas, os lameiros e os palheiros onde o gado passa a noite. As crianças, com demasiado tempo livre depois das aulas, ficam na rua até ao anoitecer e as sombras ocupam-lhes os pensamentos. Nessa altura, as distracções dos adultos tomam a forma de desejos perigosos. É então que podem ser tentadas a ultrapassar a imitação e pretender consumar actos de adulto, como conduzir um automóvel, fumar um cigarro, aceder à literatura para adultos, atear um incêndio ou realizar um funeral. De leitura apaixonante, este é um romance surpreendente que conjuga de forma magistral a ruralidade, os anseios íntimos e aquilo que de universal existe na alma humana. Uma verdadeira grande revelação."

«Com o romance Trás-os-Montes, um farmacêutico de 32 anos, Tiago Manuel Ribeiro Patrício, sagra-se como o terceiro vencedor do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, por unanimidade do Júri, presidido pelo escritor e ensaísta Vasco Graça Moura. O Prémio foi instituído, pela primeira vez, em 2008, pela Estoril Sol, no quadro das comemorações do cinquentenário da Empresa.
Desta vez, o Júri, ao eleger o romance Trás-os-Montes, tomou em consideração “as qualidades de escrita reportadas à dureza de um universo infantil numa aldeia de Trás-os-Montes e à maneira como o estilo narrativo encontra uma sugestiva economia na expressão e comportamentos das personagens “.»

O autor, Tiago Manuel Ribeiro Patrício, nasceu no Funchal, em Janeiro de 1979, mas passou toda a infância e adolescência em Trás-os-Montes. “Durante a infância em Trás-os-Montes, eu era o único que tinha andado de avião, que tinha visto o mar e que tinha nascido fora daqueles 30 Km2 em redor da aldeia. Acho que desenvolvi uma certa obsessão pelo Funchal e pela ilha da Madeira, e, por vezes, usava isso como ponto de fuga e dizia: “Eu nem sequer sou daqui, o meu lugar é numa cidade grande no meio do mar e não aqui no meio dos montes”. Mas apesar de rodeado de terra, Trás-os-Montes foi e é ainda um conjunto de ilhas isoladas”.
[http://www.gradiva.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/6811]

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Harmonização com alheira acompanhada de batata nova e feijão verde


Tinto da Lavradores de Feitoria sobressai num painel de 12 vinhos
‘Meruge 2008’ vence harmonização com alheira acompanhada de batata nova e feijão verde

O ‘Meruge tinto 2008’, produzido pela Lavradores de Feitoria – projecto único no Douro que reúne 15 produtores, proprietários de 18 quintas distribuídas pelos melhores terroirs do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior –, foi o vencedor da 33.ª prova de harmonização do projecto Harmonias ComProvadas, a qual pretendia eleger o vinho tranquilo que melhor combina com alheira acompanhada de batata nova e feijão verde
O desafio teve lugar no restaurante Chaxoila, em Vila Real, reuniu doze vinhos tranquilos e um júri composto por jornalistas, profissionais do sector dos vinhos e da restauração e curiosos. O ‘Meruge tinto 2008’ irá assim integrar o livro com as 50 combinações entre vinhos nacionais e pratos tipicamente portugueses, promovidas por este que é um projecto de Alexandra Maciel.
No que toca ao vinho eleito, estamos perante um blend de 80% de Tinta Roriz e 20% de castas diversas provenientes de vinhas velhas; é um DOC de encostas voltadas a Norte, com características do Douro, embora mais suave, elegante e menos encorpado. Com nuances internacionais, é muito equilibrado e promete longevidade.
Ideal para acompanhar pratos de carne e caça, o ‘Meruge Tinto 2008’ apresenta-se com uma bonita cor vermelho rubi, com nuances avermelhadas. O aroma é fresco, muito fino e complexo. Bastante frutado, predominam os aromas a frutos vermelhos, envolvidos por especiarias como tabaco e café, fruto do seu longo estágio em barrica, conferindo-lhe finesse e elegância. Na boca, o ataque é fresco, elegante, saboroso, com taninos presentes mas macios e aveludados, salientando-se o carácter frutado. Muito rico no paladar apresenta uma acidez equilibrada e um final longo e persistente.
[Joana Pratas, Consultora em Comunicação e Relações Públicas]
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terça-feira, 22 de maio de 2012

O Livro dos Provérbios


«Ditados velhos são Evangelhos», diz o provérbio. E há provérbios para todos os gostos e para todas as situações: «Para cada ocasião, tenha um provérbio sempre à mão». Salvador Parente reúne nesta obra um número impressionante de entradas, mais de 40 000, contribuindo assim para o esclarecimento do conceito de provérbio e para um maior conhecimento da nossa língua e, naturalmente, da nossa cultura porque carregados de história e simbolismo os provérbios representam frequentemente a filosofia de uma época e definem a idiossincrasia de uma bem determinada gente. O livro está organizado de forma alfabética, ou seja, pelas iniciais das primeiras palavras dos provérbios, mesmo quando se trata de preposições, pronomes ou artigos. Desta forma, o autor pretende facilitar ao máximo a tarefa da consulta.

Salvador Parente nasceu em Águas Santas, freguesia de S. Tomé do Castelo, concelho de Vila Real, a 1 de Fevereiro de 1934. Ingressou no Seminário de Vila Real em 1944 e concluiu o curso de Teologia em 1956 sendo ordenado dois anos depois. Foi professor de várias disciplinas (Latim, Português, Matemática, Fisico-Química) e pároco em diversas localidades dos concelhos de Sabrosa e de Vila Real. Em 1979 termina a licenciatura em Filosofia na Universidade do Porto. É investigador da cultura popular, com obras diversas e participação em dezenas de colóquios, seminários, congressos.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ciclo duriense


“A Agave Só Floresce Uma Vez – A Quinta Vitoreira” – Ciclo Duriense 1” de Eurico Figueiredo

«Querida Irene,
As coisas por aqui continuam bem. A vinha este ano está fabulosa. Espero que, se tudo correr bem no Verão, sem excesso de calor, tenhamos uma magnífica colheita.
Mas algo aconteceu de estranho: uma das agaves plantadas em 1996 floresceu nesta Primavera. Tem sete anos de idade e lançou uma florescência de uns dez metros de altura. Sinceramente, o que encontrei na literatura aponta para que, nas regiões mais quentes e secas, a primeira e única floração surja quando têm uns dez anos de idade: depois secam e morrem! Mas nunca tão cedo. […]
Achei bizarro. E, apesar do meu feroz racionalismo, fui possuído por um terrível pressentimento. Como já tinha tido pensamentos mágicos no Algarve quando as redescobri e a Graça Murta me sensibilizou para os mistérios da agave. Pressentia então que o meu tempo teria acabado. Valeu-me uma motivação forte: o projecto da quinta ter-me-á salvo. 
Agora, a florescência da agave será o sinal de que terminei um novo, ou o último ciclo da minha vida?
Nas terras junto ao Douro, chão fértil para toda a sorte de castas, também Arnaldo tenta medrar, agora aposentado e longe dos seus, querendo dar um rumo novo e ainda pujante aos seus dias. Mas, como a agave paciente, conseguirá/terá ele o seu florir derradeiro?"»

Eurico Figueiredo tem o gosto pela intervenção polivalente. Premiado como pintor nos seus jovens 20 anos, viu a vocação perder-se na dureza da luta estudantil em que se envolveu. O exílio fê-lo psiquiatra, psicoterapeuta e psicanalista. Nos anos 90, já catedrático de psiquiatria, foi oito anos deputado. Ensaísta na área de encontro da psicanálise com a cultura, valores e gerações, iniciou a actividade literária...

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Apresentação, exposição e passeio pedestre por Lagoa Trekking


António Lagoa nasceu em Mateus (Vila Real) em 1964, estudou no Liceu Camilo Castelo Branco, e iniciou actividade de montanha e o gosto pela natureza pelos Escuteiros no Agrupamento 212 S. Pedro e, posteriormente, como membro fundador do Grupo de Montanhismo de Vila Real. Desde adolescente, em férias e aos fins-de-semana, que se dedicou a explorar e a conhecer os montes em redor, desde o Alvão ao Marão, passando pelos Picos da Europa, Redes, Sanábria, Arribes del Duero.
Em 2012 constitui a Lagoa Trekking, disponibilizando a sua experiência e paixão pela natureza, passando a proporcionar actividades ao ar livre, destacando-se o trekking, por percursos regionais em Trás-os-Montes com os seus parques naturais e o Douro Vinhateiro, ou percursos internacionais em Espanha.

No dia 19 de Maio, sábado, pelas 21h00, António Lagoa irá apresentar esta iniciativa na Traga-Mundos, com a inauguração de uma exposição de fotografias, que ilustram momentos da sua paixão e experiência. A exposição ficará patente de 19 de Maio a 9 de Junho de 2012.
No dia 20 de Maio, domingo, Lagoa Trekking organiza um passeio pedestre no Alvão durante a manhã, em jeito de apresentação da sua actividade. O ponto de encontro é na Traga-Mundos, pelas 8h00, para organizarmos entre os participantes o transporte para o Alvão. Venha conhecer-nos...
Apresentação e inauguração da exposição – 19 de Maio, sábado, pelas 21h00
Passeio pedestre ao Alvão – 20 de Maio, domingo, 8h00
Exposição – de 19 de Maio a 9 de Junho de 2012
 local: Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00



quinta-feira, 17 de maio de 2012

Turismo cultural


“Patrimónios, Territórios e Turismo Cultural: recursos, estratégias e práticas” coordenação de Rui Jacinto, revista Iberografias n.º 19

A atenção que o Centro de Estudos Ibéricos (CEI) tem dado à problemática do património natural e construído é testemunhada pelas múltiplas iniciativas promovidas nos últimos anos, com o objectivo de o estudar e divulgar, particularmente na zona transfronteiriça do Centro de Portugal. O envolvimento do CEI nesta problemática decorre do significado que o património natural, histórico e cultural tem na afirmação da identidade das comunidades do Interior, da importância deste recurso para as estratégias e os processos de desenvolvimento, sobretudo dos territórios mais frágeis e profundos, localizados junto à fronteira entre Portugal e Espanha. A relação do património e da cultura com os processos de desenvolvimento regional e local pressupõe o conhecimento e a valorização das respectivas geografias, dos lugares e dos contextos onde os bens naturais e os equipamentos se localizam. A presente edição inscreve-se nesta linha de actuação, assumindo um título coincidente com o tema do Curso de Verão de 2010, que sintetiza um propósito e resume uma estratégia: Patrimónios, Territórios e Turismo Cultural - Recursos, Estratégias e Práticas.
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ginginha transmontana de Ribeira do Azibo


Ginginha Transmontana – Ribeira do Azibo

Tendo Trás-os-Montes um bom clima e depois de um rigoroso estudo e várias experiências, chegamos à Ginginha Transmontana - Ribeira do Azibo, um produto com um sabor e aroma que as pessoas que nos derem a oportunidade de provar irão descobrir...

«No final de 2010, Augusto Máximo começou a vender on-line e em feiras a Ginjinha Transmontana, uma receita de família. Orgulhoso do seu produto, assegura que “não há licor igual” e desafia à prova.
Nas alturas da terra quente transmontana, perto dos 700 metros, Augusto Máximo planta e cuida o seu pomar. As ginjas são “a menina dos olhos” para este empreendedor de Macedo de Cavaleiros. Com este fruto, da família das cerejas, embora mais ácido, o transmontano faz uma ginjinha que, defende, “é única no país”.
“A receita da ‘Ginginha Transmontana’ era de minha avó. Em casa, a minha mãe continuou sempre a fazer esta ginjinha”, explica Augusto, que há três anos decidiu pegar na receita de família e nas ginjas do seu pomar para registar a marca «ginjinha transmontana». “Eu nunca liguei muito à ginja. Mas decidi pegar nela e fazer negócio complementar ao restaurante de petiscos que tenho em Macedo de Cavaleiros”, acrescenta.
Ultrapassada a burocracia para legalizar a comercialização deste produto artesanal, há um ano Augusto Máximo conseguiu por fim colocar a sua ginja no mercado. Conta-nos que é um produto diferente dos restantes que encontramos a nível nacional. “Acompanha muito bem com uns figos secos, nozes. Mas desafio as pessoas a provarem para descobrirem por si o sabor”.
Augusto sabia que colocava no mercado um produto há muito apreciado em terras lusas. A ginja é um fruto com forte presença no país há vários séculos, transcendendo, em certos períodos, a dimensão alimentar. No século XV era, por exemplo, um fruto utilizado para diversos fins medicinais. Mais tarde, pelo século XVIII, em Lisboa existiam já muitos estabelecimentos a vender ginjas mergulhadas em aguardente, uma bebida que seria baptizada como ginjinha.»
[Sara Feliciano, Café Portugal]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Assumir o Nordeste


“Aqui e Agora Assumir o Nordeste – antologia” de A.M. Pires Cabral
selecção e organização de Isabel Alves e Hercília Agarez

Esta antologia da vasta obra de A. M. Pires Cabral, dispersa por quase todos os géneros, celebra o septuagésimo aniversário do escritor (Chacim, Macedo de Cavaleiros, 13 de Agosto de 1941).

A opção de dividir a obra de Pires Cabral em «lugares», «homens» e «bichos» tem, pois, como objectivo salientar este aspecto de comunhão e de inter-relação da geografia com a vida humana e com a vida animal. É esta a base da construção de um lugar, de uma região, de um país. Do mundo, em suma. Por isso, o particular aqui invocado – Trás-os-Montes – não despreza a universalidade da obra do escritor, apenas se oferece como ponto de partida, como força centrífuga, para uma leitura que se pretende vasta, diversa, inquieta.

Se da leitura dos textos que propomos fica o perfil de um escritor que se confessa «um homem de fundas raízes rurais», aliando a vivência rural a um largo conhecimento da tradição oral, mais desejaríamos que se entrevisse o homem «para quem a dúvida é a atitude fundamental de todo aquele que observa o mundo». E este é um aspecto fundamental: aqui e agora, assumindo o nordeste, apresentamos também um escritor de vasta interioridade.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “O Cónego” e “A Loba e o Rouxinol” (romance), “O Diabo Veio Ao Enterro” e “O Porco de Erimanto” (contos), “Que Comboio É Este”, “Arado” e “Cobra-D’Água” (poesia), “Trocas e Baldrocas ou com a natureza não se brinca” com ilustrações de Paulo Araújo (infanto-juvenil) e “Páginas de Caça na Literatura de Trás-os-Montes” (selecção de textos e organização, antologia)]

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A fárria de volfrâmio


“A Fárria” de Bento da Cruz

«Bento da Cruz, o grande e justamente consagrado escritor barrosão, sinalizou os 50 anos de vida literária com a publicação do romance A Fárria, publicado pela Âncora Editora. Na linha dos seus romances anteriores, o cenário desta obra é o Barroso, mais propriamente as Minas da Borralha, onde, durante a II Guerra Mundial e também alguns anos depois, teve lugar uma intensa actividade ligada à exploração, mineração, comercialização e contrabando de volfrâmio. A esta actividade fervilhante e também ao ambiente de traficância, euforia e novo-riquismo proporcionado pelo lucro fácil, deu-se o nome de fárria.
O romance desenvolve-se segundo duas linhas que amiúde convergem: a história pessoal de Silvério Silvestre e a história das Minas da Borralha.
É mais um grande romance que Bento da Cruz nos oferece, ao mesmo tempo que avisa que será o fecho da sua obra literária. Oxalá o Escritor não cumpra esse voto.» [Grémio Literário Vila-Realense]

«Quanto à obra, em declarações à Rádio Montalegre, Bento da Cruz disse que o livro “A Fárria” é “uma história romanesca à volta de amores e, ao mesmo tempo, dá uma ideia do que eram as Minas da Borralha, a única indústria do Barroso, que trabalhou quase cem anos”. “Mostrar como se vivia, se trabalhava e se morria na Borralha. É isso que eu pretendo. Não procuro fazer história”, precisou o autor. Questionado sobre o facto de o Barroso continuar a ser sua fonte de inspiração, Bento da Cruz lembrou que este foi sempre o seu “tema” e a sua “matéria-prima”. “Cada um fala do que sabe. Eu só conheço uma coisa neste mundo, que é o Barroso. Não sou viajado. Nunca vivi noutro lado, a não ser no Porto, mas nunca me desliguei do Barroso”, explicou o escritor. 

«O Barroso não me deve nada. Eu a que devo tudo ao Barroso», acrescentou Bento da Cruz.
[Margarida Luzio, Semanário Transmontano]
 Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “Contos de Gostofrio”, “Histórias da Vermelhinha”, “O Retábulo das Virgens Loucas”, “Histórias de Lana-Caprina”, “A Lenda de Hiran e Belkiss”, “Guerrilheiros Antifranquistas em Trás-os-Montes”, “Prolegómenos I” e “Prolegómenos II”]

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sei onde mora o Herberto Helder...


Apresentação do livro “Sei Onde Mora o Herberto Helder” pelo seu autor, Manuel Monteiro
Dia 11 de Maio, sexta-feira, pelas 21h00, na Traga-Mundos em Vila Real

O romance conta a história de um homem vulgar, mas que, devido a suas idiossincrasias, vai viver uma vida invulgar. O personagem principal tem uma fobia que o faz perseguir homens famosos, para saber mais da sua vida íntima (Salazar, Álvaro Cunhal, Sebastião Alba, Herberto Helder) e que o conduz às mais mirabolantes aventuras.

Manuel Augusto Monteiro é transmontano de Vila Real. Tem 63 anos. Camponês e depois operário, é actualmente alfarrabista. Em 1974, foi um dos fundadores da União Democrática Popular e em 1979 foi eleito deputado à Assembleia da República por esta força política. Durante quatro anos foi autarca, membro da Assembleia Municipal de Lisboa. Em 1982 abandonou a UDP, continuando a participar na vida política em pequenos núcleos. Aos 40 anos, com apenas a 4.ª classe, fez exame ad-hoc de acesso à universidade, frequentando o curso de História até ao 2.º ano, na Faculdade de Letras de Lisboa. Tendo publicado poesia e romances.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Traga-Mundos em feira de Murça, terra de encanto

A Traga-Mundos foi convidada para estar presente com um stand na VIII Feira de Azeite, Vinhos e Produtos Regionais 2012 em Murça de 5 a 8 de Maio. Iremos levar uma amostra dos livros, coisas e loisas representativa do que a Traga-Mundos disponibiliza na loja em Vila Real. Visite a Feira e visite-nos...