segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Crónicas do Douro

“Agora, Nós” de josé braga-amaral

São estas as crónicas, mais ou menos efémeras, mas jamais desprovidas de valores e mensagens, que aqui vos deixo, escritas com a liberdade que se exige a quem escreve para si a falar de nós, impondo-se ao objectivo de ser útil ao leitor e à sociedade, aos que concordam e, sobretudo, aos que discordam de uma forma de dizer ou de pensar as coisas que encontramos nas esquinas da realidade, ou, por qualquer razão nos entram pela existência adentro.


«Gosto muito da escrita de José Braga-Amaral. O cuidado que põe na escrita possui algo de extremoso, porque resulta de um acto de amor e de uma demonstração de grandeza. Amor pela língua, grandeza em a desposar no imemorial leito da criação.»

José Braga – Amaral nasceu em Paranhos – Porto em 20/02/1959. Filho do médico duriense Manuel Costa Amaral, desde muito cedo começou com a sua actividade literária no e sobre o Douro, que conheceu a partir dos onze anos de idade, onde nunca deixou de residir, não obstante a sua passagem pela cidade do Porto por razões académicas, vivendo e convivendo em casa do ilustre médico e filósofo Leonardo Coimbra (filho), durante a sua adolescência e juventude. É quando vai viver para a cidade de Braga (1991/1995), que se torna colaborador do diário Correio do Minho, onde desempenha as funções de cronista semanal, que a mesma editora se propôs mais tarde publicar em livro. Em Braga, J. Braga – Amaral assume a sua condição de escritor e aposta nas suas primeiras publicações sobre o Douro e o Minho. O seu sortilégio é, no entanto, duriense, e do Douro fala a maior parte da sua obra. Autor de ensaios sobre João de Araújo Correia, Miguel Torga, Guedes de Amorim, entre outros durienses. Tem cerca de 19 obras publicadas de poesia, crónicas, contos, romance e teatro. Desempenhou as funções de Assessor Cultural e para a Comunicação Social do Presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, bem como a coordenação do gabinete de imagem da autarquia e a coordenação da revista municipal Villa Regula. Foi membro do Gabinete de Projecto do Museu do Douro, liderado pelos professores Gaspar Martins Pereira e Teresa Soeiro, entre 2000 e 2004. É desde 1995 encenador e fundador da companhia de teatro Roga D’Arte – Teatro do Alto Douro. É fundador e membro da Confraria da Palavra Dita. Em 2002 funda, com mais alguns confrades, a Tertúlia de João de Araújo Correia, na cidade de Peso da Régua. Desde 2003, é fundador da Garça Editores, e director – adjunto, jornalista e editor da revista Tribuna Douro; é ainda escritor da editora «Campo das Letras». Desde 2005 é Técnico Profissional de Arquivos/Arquivista.

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[disponível também do autor os seguintes títulos: “à conversa com João de Araújo Correia” “Cinco histórias num instante”, ilustrações de Helena Lobo; “O Contador de Histórias dos Jardins Suspensos”, desenhos de Fernando Guichard; “Por Debaixo da Pele do Douro”, pinturas de Odete Marília; “quartos de lua e folhas de outono”, fotografias do autor; “lápis, pincel e almas...”, desenhos de Helena Lobo; “na pele do rio”, óleos de Odete Marília; “palavras que o Douro tece – antologia de textos durienses contemporâneos” organização e coordenação]

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Joalharia natural

JOALHARIA NATURAL

colares & brincos
das artes de João Pinto Vieira da Costa, da “Flora de Brincadeiras

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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Transmontano de raiz

“Transmontano de Raiz” de Albino Pires

Memória de uma vida inteira e de uma infância transmontana, agreste e solidária como as gentes e as montanhas, este livro de poemas de Albino Pires leva-nos a um tempo em que a poesia se construía com a simplicidade e o rápido engenho exigidos para os cantares ao desafio e em que, nas aldeias do Norte de Portugal, muitos pequenos gestos heróicos foram contrabandeados por crianças e adultos em prol dos vizinhos galegos, quando a Guerra Civil de Espanha invadia as aldeias raianas em busca de possíveis foragidos.
Travessia de uma vida em verso, é na linguagem do afecto e na tradição popular que Albino Pires se afirma português de Norte a Sul, viandante e poeta, observador benévolo, mas crítico destes tempos, que tornam em redondo, como o mundo:

Nos tempos que atravessamos
Mesmo as gentes mais nobres
Já só pensam em riqueza
Esquecendo-se dos pobres

O autor na casa onde nasceu, Agosto 2013
Albino Fernandes Pires nasceu na aldeia de Padornelos, concelho de Montalegre, em 2 de Março de 1926. Aí frequentou a instrução primária e trabalhou no campo e no pastoreio, como todas as crianças do seu tempo. Aos 24 anos veio viver para Lisboa, onde teve diversas profissões e constituiu família. Depois de reformado, sobrou-lhe tempo para cultivar um gosto que sempre o acompanhou ao longo da vida – a poesia –, prestando ao mesmo tempo homenagem à terra que o viu nascer e à qual continua ligado.
Este livro nasceu desse gosto.

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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Bruxas e diabos, caretos e máscaros

“O Diabo e as Cinzas” de António Tiza

Os rituais da máscara são o fundamento e a linha condutora deste conjunto de 13 contos.
São rituais litúrgicos da religiosidade do povo nordestino, celebrados no tempo hiemal, o tempo das noites longas e frias, das bruxas e diabos, dos caretos e máscaros, das fogueiras que quebram a noitidão e das cinzas restantes do sacrifício sagrado que nem por isso deixam de ser simbolicamente valiosas para a fertilidade da Natureza. No decorrer da leitura, a tradição vigente e histórica afirma-se por si mesma e distingue-se claramente da ficção. Ambas convivem aqui em perfeita harmonia.
O autor estuda esta temática há três décadas, assistiu à sua evolução – real e inevitável – e ficcionou histórias verídicas, que ajudam o leitor a compreender o “como” e o “porquê” desta evolução: a entrada das mulheres em rituais tradicionalmente masculinos, as rebeldias permitidas, as subversões salutares, os repugnantes oportunismos, o apelo da honra… Enfim, as vivências de um povo que, ciclicamente e por um período de três ou quatro dias, entrega o governo da comunidade nas mãos dos jovens: o rito iniciático imprescindível a um futuro sustentado em valores perenes.


António Tiza é natural de Varge (Bragança).
Estudou Teologia em Bragança e Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo concluído a licenciatura. Defendeu a tese de doutoramento em Ciências Sociais na Faculdade de Educação da Universidade de Valladolid, em Espanha, com a classificação de «Sobresaliente cum laude». Foi professor do Ensino Básico, Secundário e Superior.
Foi presidente da Região de Turismo do Nordeste Transmontano (1998/2002). Actualmente desempenha as funções de presidente da direcção da Academia Ibérica da Máscara e vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes. É membro da Associação Portuguesa de Escritores.

«Nunca realçaremos suficientemente o papel que os rituais que atravessam estes contos e outras práticas similares tiveram na evolução das nossas sociedades e lhes transmitiram um carácter de sanidade ética que consegue manter a dignidade no meio da maior pobreza e de dificuldades sem fim. Gente condenada a lidar com a terra, as pedras e a fúria dos elementos para deles e contra eles sacar o sustento necessário, nunca se teria erguido na sua dignidade e criado uma ética que os fez sobreviver e ultrapassar os instintos mais básicos da sobrevivência, afirmando-se ainda hoje como um exemplo, não fossem estes e outros rituais similares que acabavam por fixar outros objectivos, reconstruir outros mundos e dar espaço ao sonho e à fé na capacidade e na possibilidade de mudança. António Tiza percebeu isso muito bem e esse não é o mérito menor desta colectânea de contos.» Amadeu Ferreira, do Prefácio


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[disponível também: “Festas de Inverno no Nordeste de Portugal – património, mercantilização e aporias da ‘cultura popular’” de Paula Godinho, “Por Detrás da Máscara – ensaio de antropologia de performance sobre os Caretos de Podence” de Paulo Raposo]

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Capela Nova, Vila Real

Fachada da Capela Nova, em Vila Real


fabrico artesanal, em cerâmica,
pintado à mão ou em barro negro
versão íman

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Da PERIFÉRICA pena de Rui Ângelo Araújo

“Os Idiotas” de Rui Ângelo Araújo

Eis uma antevisão do que será o livrinho:

Sendo o primeiro a ir ao prelo, 'Os Idiotas' não é o meu primeiro romance. É o terceiro. Avançou em vez dos outros porque houve uma editora catalã que se deixou enganar e porque diz-se que uma parte da obra a torna particularmente adequada à saison.



A editora descreve-o assim:

«O Lúcio, o Luís, o Óscar, o Avelino, o Sérgio e o Vasco foram em tempos pessoas quase normais, projectos individuais de cidadania como outros quaisquer. O que hoje são e aquilo a que se dedicam não se resume tão facilmente, embora possamos tentar encontrar uma tímida explicação na trágica convergência de certos eus e de determinadas circunstâncias. Aos idiotas, ainda por cima, calhou-lhes B
Đào Nha como país, um pedaço de terra que lhes impõe uma visão do mundo apocalíptica e irada, a de um presente desértico a cavalgar para um futuro impossível, estilhaçado pela corrupção e por uma montanha compacta de sobreposições non sense. Os idiotas poderiam ter permanecido assim, em desequilíbrio perfeito, para sempre, mas a chegada de Helen, uma mulher misteriosa e dorida, vem catalisar o inevitável.
Romance futurista? Não... Os idiotas acontece hoje, aqui e agora. Os idiotas acontece-nos. ‘O que quer que sejamos, somo-lo por oposição aos cretinos, que são o resto das pessoas' diz, algures, o Lúcio. E, se calhar, diz bem.»

O AUTOR

Um ex-baixista que depois de ter enterrado duas revistas resolveu pôr-se a escrever romances — e com isso provavelmente cavou a sua própria sepultura.


Rui Ângelo Araújo (Pedras Salgadas, 1968)

Fundou e dirigiu o 'Eito Fora – Jornal de Vilarelho' (1998-2002), uma publicação cultural da região de Trás-os-Montes, mas que não cabia nela. Posteriormente, fundou e dirigiu a revista literária, artística e crítica 'Periférica' (2002-2006), a 'new yorker portuguesa', com distribuição nacional e hipérboles ibéricas (‘la mejor revista cultural lusa se 'cuece' en una aldea remota’, jurava o ‘El Mundo’). Escreveu algumas dezenas de contos e três romances, todos afinal indignos de ‘imprimatur’. Mantém o blogue 'Os Canhões de Navarone', onde verbera o país ou se senta a observar a vida selvagem em volta. Numa era remota tocou viola-baixo. Hoje… Hoje vacila no seu desempenho do Quixote, mas a culpa é da realidade.

NÃO HAVERÁ BORLAS
Agora que o livrito está a sair da tipografia, impõe-se o aviso: atendendo ao meu compromisso com a editora (o de enriquecermos ambos rapidamente), não haverá borlas na distribuição de 'Os Idiotas'. Sendo em parte catalogável como um divertimento, o livro é para ser levado tão a sério quanto os divertimentos de Mozart (embora o leitor possa tossir e, sobretudo, bater palmas a meio dos capítulos). Ninguém precisa de smoking para assistir a 'Os Idiotas' — mas precisa de comprar bilhete.


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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Proprietários, lavradores e jornaleiras (Trás-os-Montes)

“Proprietários, Lavradores e Jornaleiras – Desigualdade Social numa Aldeia Transmontana (1870-1978)”
de Brian Juan O’Neill
(2.ª edição acrescentada),

Com base no trabalho de campo levado a efeito ao longo de dois anos e meio (1976-78) numa pequena povoação de Trás-os-Montes (e que incluiu nomeadamente a consulta de registos paroquiais, róis de confessados e outras fontes históricas locais), o antropólogo norte-americano Brian Juan O’Neill apresenta-nos neste seu livro uma imagem completamente nova das estruturas sociais existentes nas aldeias do Nordeste. O chamado «comunitarismo» - que se julga caracterizar grande parte das comunidades rurais no Norte do País - é questionado e sujeito a uma re-análise crítica. Através de três aspecos fundamentais - a posse da terra, as trocas de trabalho, as práticas de casamento e herança - evidenciam-se formas de desigualdade institucionalizada que obrigam a pôr definitivamente em causa a visão tradicional destes aglomerados montanhosos como conjuntos homogéneos não-estratificados. Esta monografia representa uma nova tentativa no sentido de conjugar métodos específicos de pesquisa da Antropologia e da História Social.

Brian Juan O'Neill, antropólogo, formou-se nos EUA e no Reino Unido, estando radicado em Portugal desde 1982. Os seus projetos de investigação têm incidido prioritariamente sobre os domínios da antropologia da Europa e do Mediterrâneo (Galiza e Trás-os-Montes), contemplando temas como as estruturas familiares do campesinato, o casamento e os sistemas de herança e sucessão. Também tem elaborado pesquisa sobre as comunidades ciganas e timorenses em Portugal, o método biográfico e as práticas mortuárias. Mais recentemente, dedica-se ao estudo da comunidade crioula portuguesa residente no chamado Bairro Português de Malaca, perspetivando as múltiplas identidades sociais desta minoria de euro-asiáticos numa dimensão processual e histórica. Situa este caso específico dentro do contexto mais alargado de outros enclaves de euro-asiáticos no Sudeste Asiático, bem como no âmbito comparativo da Eurásia, um novo campo de estudo localizado na confluência da antropologia com a "história global".

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também: “O Leito e as Margens – Estratégias familiares de renovação e situações liminares em seis aldeias do Alto Trás-os-Montes raiano (1880-1988)” de Paula Godinho, “Resistir e Adaptar-se – Constrangimentos e estratégias camponesas  no Noroeste de Portugal” de Manuel Carlos Silva, “Trabalho Cooperativo Em Duas Aldeias de Trás-os-Montes” de José Portela, “Ir a Voltar – Sociologia de uma Colectividade Local do Noroeste Português (1977-2007)” de José Madureira Pinto, João Queirós (Orgs.), “Vida na Raia – Prostituição feminina em regiões de fronteira” de Manuela Ribeira, Manuel Carlos Silva, Johanna Schouten, Fernando B. Ribeiro, Octávio Sacramento, “Etnografia e Intervenção Social – por uma praxis reflexiva” de Pedro Gabriel Silva, Octávio Sacramento, José Portela (coordenação)]

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Apresentação da associação cultural DivulgaCaminho

Apresentação da associação cultural DivulgaCaminho
dia 14 de Setembro de 2013 (sábado), pelas 21h00
por associação cultural DivulgaCaminho


Família Divulgacaminho,

chegámos a um ponto desta caminhada em que vamos dar mais um passo importante na concretização dos nossos sonhos. [*ver objeto da associação em baixo]
Pretendemos reunir esta nossa associação e todos que têm participado para fazer uma celebração especialmente bonita. 
Assim convidamos a todos para nos dias 14 e 15 de Setembro juntarem-se á festa na Casa de S.Francisco:


Programa:

Sábado 14

15:00 - Passeio até á Lagoa de Quintã com interpretação das plantas selvagens para usos culinários, medicinais e outros. (c/ Rita Roquete)

21:00 - Apresentação da Divulgacaminho na loja do Traga-mundos em Vila Real.

22:00 - Concertos das bandas amigas no Clube de Vila Real. (Jahradio e Jorge Correia) 

Domingo 15

09:00 - Passeio organizado por Lagoa Trekking e Tragamundos ao Parque Natural do Alvão.

14:00 - Música ao vivo (Bandas e DJ´s ), artesanato, comes e bebes, actividades e convívio na Casa de S. Francisco.

21:00 - Projeção do filme: "São Francisco e O Lobo" (realizado por Raul Lima Aires).



Partilhem com sentirem este convite, tragam vontade de dançar e qualquer petisco para a nossa merenda completar...

Informações: 936374781


Artigo 2º – Objeto

1. A Associação tem por objeto:
a) Promover formas de vida sustentáveis, não poluentes e baseadas nos valores humanos.
b) Fomentar a cultura tradicional e contemporânea, nomeadamente, nas áreas da lavoura, artesanato, música e património oral.
c) A preservação, a valorização e a divulgação de conhecimentos populares locais.
d) A realização de iniciativas que aprofundem a ligação com a natureza
e com os seus recursos.


Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com


Próximos eventos:
- 15 de Setembro de 2013 (3.º domingo do mês), pelas 7h30: passeio pedestre por duas ribeiras (Galegos / Arnal);
- 19 de Setembro de 2013 (quinta-feira), das 16h30 às 19h30: animação de Casinha Cabo da Bila – esculturas de ferro e madeira por Carlos Monteiro;
- 26 de Setembro de 2013 (quinta-feira), das 16h30 às 19h30: animação de Casinha Cabo da Bila – prova de méis por Apibéricos – Beekeeping.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Passeio pedestre por duas ribeiras (Galegos / Arnal)


Passeio pedestre por duas ribeiras (Galegos / Arnal)
dia 15 de Setembro de 2013 (domingo), pelas 7h30
por Lagoa Trekking
  
Em cada terceiro domingo do mês[*] a Lagoa Trekking organiza uma actividade para a Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real.
Assim, para Setembro, no dia 15, domingo, para se continuar a descobrir e a sentir locais mágicos da natureza transmontana, propomos:

Duas ribeiras (Galegos/Arnal)
Com início em Quintelas, percorremos antigos caminhos de pastores ao longo de duas ribeiras, a de Galegos no início, em que o caminho sobe a encosta e desce a um bosque frondoso onde poderemos observar uns esquilos vermelhos , a sua simples cascata escondida e a sua flora de bosque.  Atravessando a ribeira de Galegos, subiremos por caminhos agrícolas até chegarmos ao canhão da ribeira de Arnal, a sua foz. Ribeira acima vamos encontrar a cascata de Arnal….local de descanso e banhos. Estamos no Parque Natural do Alvão .
 Aqui, após um merecido descanso regressaremos por uma calçada usada como antigo caminho entre as aldeias ( Agarez e Arnal/Galegos ).
Percurso circular
Dificuldade – Fácil/Média
Duração de caminhada – 4 horas

Algures neste percurso teremos o privilégio de assistirmos ao acto de devolução à natureza de uma ave selvagem por elementos do CRAS – Centro de Recuperação de Animais Selvagens da UTAD.

«O CRAS é um Centro de Recuperação de Animais Selvagens que está inserido no Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Está aberto todos os dias do ano e tem sempre um médico veterinário disponível para receber os animais selvagens feridos, sejam eles aves, mamíferos, répteis ou anfíbios.
Cada animal passa por uma recuperação clínica, motora e comportamental, até estar completamente saudável e apto para sobreviver no seu habitat natural. O objectivo primordial é sempre a sua reabilitação e devolução à Natureza.
 A importância do trabalho de um centro de recuperação ultrapassa o auxílio directo prestado aos animais que ingressam no centro. Os dados recolhidos nos centros de recuperação de fauna selvagem são utilizados para avaliar potenciais ameaças a esses animais, contribuindo para avaliar riscos ecológicos e estabelecer prioridades de conservação.
O crescente desenvolvimento urbano sugere um aumento de ameaças para a fauna selvagem, por exemplo, colisão com janelas de edifícios, atropelamentos, eletrocussão em linhas elétricas de alta tensão, predação de crias por cães e gatos nos parques, intoxicação por pesticidas utilizados na agricultura intensiva, etc. Sendo tantas as ameaças de origem antropogénica deve, ainda mais arduamente, haver preocupação em estudar o impacto das mesmas e minimizá-las.»



O ponto de encontro é na Traga-Mundos, pelas 7h30, para organizarmos o transporte de todos os participantes – quem estiver mais próximo de Quintelas, o ponto de encontro será na aldeia. Asseguramos igualmente mochila day pack, bastões de trekking, seguro de acidentes pessoais, boa disposição e um café na aldeia. É aconselhável cada levar calçado robusto e confortável, fato-de-banho e toalha, água para beber e, caso necessitar, comida leve e energética – e máquina-fotográfica para registar momentos inesquecíveis! Venha trekkar connosco...
Preço por participante: 15,00 euros – preço para estudantes: 13,00 euros (número mínimo de pessoas: 8, número máximo: 20)
Inscrições (até 14 de Setembro) na Traga-Mundos, ou pelos seguintes contactos: 259 103 113, 935 157 323,traga-mundos1@gmail.comtolagoa@gmail.com. Transferência bancária para NIB 0033 0000 45418719535 05.
[* Salvo outros compromissos por parte da Lagoa Trekking e/ou Traga-Mundos]


Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- de 8 a 11 de Setembro de 2013: banca de livros no V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia (“Antropologia Em Contraponto”), na UTAD, Vila Real;
- 12 de Setembro de 2013 (quinta-feira), das 16h30 às 19h30: animação de Casinha Cabo da Bila – Atelier Mariana;
- 13 de Setembro de 2013 (sexta-feira), pelas 21h00: inauguração de exposição de fotografia Pinhole por Catarina Lima & formandos;
- de 13 de Setembro a 2 de Outubro de 2013: exposição de fotografia Pinhole por Catarina Lima & formandos;
- 14 de Setembro de 2013 (sábado): apresentação da associação cultural DivulgaCaminho;
- 19 de Setembro de 2013 (quinta-feira), das 16h30 às 19h30: animação de Casinha Cabo da Bila – esculturas de ferro e madeira por Carlos Monteiro;
- 26 de Setembro de 2013 (quinta-feira), das 16h30 às 19h30: animação de Casinha Cabo da Bila – prova de méis por Apibéricos – Beekeeping.

sábado, 7 de setembro de 2013

Exposição de fotografia Pinhole


Exposição de fotografia Pinhole
por Catarina Lima & formandos
inauguração: 13 de Setembro de 2013 (sábado), pelas 21h00
exposição: de 13 Setembro a 2 de Outubro de 2013
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


«Esta mostra é composta pelos trabalhos feitos durante o Workshop de Fotografia Pinhole ministrado em Agosto na Traga Mundos, colmatando a exposição com alguns trabalhos da formadora Catarina Lima.

A técnica consiste na utilização de uma caixa comum para fotografar, uma lata ou uma caixa de sapatos são alguns exemplos. A objetiva é um simples furo feito com uma agulha num pedaço de papel de alumínio, onde a luz entra canalizada pelo furo e incide numa folha de papel fotográfico preto e branco, que foi colocada dentro da caixa previamente.

É uma técnica simples e acessível a todos sendo perfeitamente possível que o formando, com os conhecimentos que adquiriu durante o workshop, se aventure sozinho a fotografar em Pinhole no futuro.»


Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com


Próximos eventos:
- de 8 a 11 de Setembro de 2013: banca de livros no V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia (“Antropologia Em Contraponto”), na UTAD, Vila Real;
- 14 de Setembro de 2013 (sábado): apresentação da associação cultural DivulgaCaminho;
- 15 de Setembro de 2013 (ao terceiro domingo de cada mês): passeio pedestre por Lagoa Trekking.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Traga-Mundos em Antropologia Portuguesa


A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real, foi convidada para estar presente com uma banca de livros, e mais algumas loisas, no V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia, que terá lugar entre 8 e 11 de Setembro de 2013, em Vila Real, no Campus da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e no Teatro Municipal. O lema do congresso é

ANTROPOLOGIA EM CONTRAPONTO


«Como relacionamos aquilo que nós fazemos, escrevemos e propomos, em antropologia, com a antropologia?

Sem pretender subalternizar a multiplicidade dos temas e problemas que orientam a actividade dos antropólogos – quer estes focalizem os colectivos humanos e as transacções entre pessoas sociais, as representações do mundo e os actos de comunicação, as relações entre humanos e diversos não-humanos (animais, naturezas, matérias, objectos, tecnologias, divindades, antepassados, etc.) ou qualquer outro campo –, a pergunta-chave que orienta este congresso traduz-se num duplo desafio.

O primeiro consiste em questionar a relação que existe entre cada uma das nossas investigações em antropologia e o conjunto da tradição reflexiva a que chamamos Antropologia, em nome da qual se construíram e continuam a desenvolver múltiplas linguagens teóricas, metodológicas e empíricas, também elas sujeitas a uma pluralidade de interpretações. O segundo sugere uma reflexão em torno da própria articulação entre a antropologia enquanto procura da compreensão da condição humana e a antropologia enquanto tradição disciplinar que contribuiu de forma decisiva para o esforço antropológico mais vasto.

A pergunta de que partimos evoca, pois, propositadamente, o carácter polifónico da antropologia, privilegiando o contraponto entre as distintas vozes que a compõem. Indicia, em paralelo, que a disciplina da antropologia  se constitui como um campo pluridimensional de diferenças e de tensões: entre outras, uma dimensão histórica, na qual podemos situar fenómenos de ascensão e declínio, de transformação e viragem, de especialização e integração teórica, quer dinamizados no interior da disciplina, quer desencadeados por eventos e processos externos tais como o colonialismo, a descolonização, a globalização ou o neoliberalismo;  uma dimensão nacional, articulada com determinados espaços públicos e constitutiva de formas de acção e representação da diferença; ou, ainda, uma dimensão transversal que insiste na porosidade, no hibridismo, na redefinição incessante de fronteiras inerentes aos modos de fazer antropologia no interior da antropologia.»

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Trindade Coelho - um homem na encruzilhada do seu tempo


“Trindade Coelho – um homem na encruzilhada do seu tempo” de João Cabrita

Perpetuado como autor de Os Meus Amores e In Illo Tempore, Trindade Coelho é mais do que isso. Escritor prolífico que ultrapassou as fronteiras do seu Mogadouro natal é lembrado nesta obra nos seus mais variados atributos de cívico, contista, jurisconsulto, epistológrafo, jornalista e fabulista. Ícone como contista de um século XIX convulso e de um século XX ansioso pela mudança, vive as dificuldades de um tempo em que os acontecimentos abundam dominados pelo efémero. Cativados pela genuidade de um talento que mostra pela vez primeira um Nordeste interior afastado dos grandes centros, a par de uma actividade literária onde não falta o pitoresco da vida académica e da variedade que a sua escrita delineou, avançámos à descoberta de um escritor cujo percurso inopinadamente interrompido não deixou de gravar marcas de genialidade.

João Cabrita é licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, Mestre em Didáctica da Língua e Literatura Portuguesas, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Doutorado em Filologia Portuguesa pela Universidade de Salamanca. Algarvio, residente em Trás-os-Montes, é docente.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também do autor o seguinte título: “O Liceu Nacional de Bragança e o seu patrono – Uma história por contar...”]

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Prova de mel em favo

  


Prova de mel em favo
por Apibéricos – Beekeeping
07 de Setembro de 2013 (sábado), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real

   


Sabes como vivem as abelhas?
Sabes onde armazenam as abelhas o mel?
Já provaste favo de mel?

As abelhas vivem em comunidade dentro de colmeias. O seu lar não tem quartos, nem cozinha, nem sala de estar, mas sim favos de cera, formados por milhares de prismas hexagonais unidos entre si. Nestes alvéolos hexagonais as rainhas põem ovos; as larvas nascem e se transformam em abelhas; e as obreiras armazenam o néctar e o pólen.

Antigamente os nossos avós tiravam os favos diretamente dos cortiços e nos comíamos aquela delícia, mel natural e fresca! Hoje em dia trabalhamos de outra maneira, substituímos os cortiços por colmeias móveis e a construção dos favos é dirigida mediante quadros de madeira. No entanto, ainda podemos saborear o bom mel diretamente retirado da colmeia.

Comer favo de mel não é só questão de deleitar o palato, é saudável para todo o sistema digestivo; por exemplo, melhora a saúde das nossas gengivas e reduz o mão hálito.

No sábado 7 de Setembro as 21:00h os Apibéricos teremos o gosto de fazer uma prova de mel em favo, totalmente gratuita e aberta a todos os públicos. A todos os assistentes tentaremos relembrar antigos sabores cheios de histórias doces! 

Não percas esta oportunidade!

Vitor Vilela e Laura Garcia da Apibéricos – Beekeeping

Medalha de prata ao melhor mel de urze na XII Feira do Mel das Pedras Salgadas 2013.
Medalla de plata para nuestra rica miel de brezo en el concurso de las Pedras Salgadas.
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- de 8 a 11 de Setembro de 2013: banca de livros no V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia (“Antropologia Em Contraponto”), na UTAD, Vila Real;
- até 12 de Setembro de 2013: exposição de cerâmica de Cidália Damas e António Almeida (criarte – cerâmica artística);
- 14 de Setembro de 2013 (sábado): apresentação da associação cultural DivulgaCaminho;
- 15 de Setembro de 2013 (ao terceiro domingo de cada mês): passeio pedestre por Lagoa Trekking.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

navalha tradicional de garfo


navalha de garfo lisa com tira cápsulas

modelo tradicional de Palaçoulo.

cabo rectangular em madeira de Faia.

lâmina em aço inox.

comprimento da navalha aberta 16 cm.


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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Capuchinho Vermelho dos tempos modernos

“O Capuchinho Vermelho dos Tempos Modernos” de Mário Mendes

Crónicas literárias de Mário Mendes, publicadas nas revistas Tribuna Douro e Veja, muitas delas, verídicas ou baseadas em factos verídicos como, por exemplo, a dramaticamente real “O Comando”.

Mário Mendes, nasceu em Luanda, capital de Angola, a 10 de Junho de 1951 e foi repórter desportivo no jornal Província de Angola quando tinha vinte anos. Abandona Angola em 1975 e vai residir para a cidade do Peso da Régua onde trabalha e tem servido a sua comunidade nas mais diversas vertentes, quer sociais, culturais, desportivas ou políticas. Na cidade que adopta como sua, colabora com o jornal “Notícias do Douro” onde escreveu, durante algum tempo, uma crónica semanal e com a revista “Veja”, onde escreveu algumas crónicas mensais. Ajuda a fundar a revista “Tribuna Douro”, de que é actual director e onde escreve, há três anos, uma crónica mensal. São estas crónicas que constituem o livro que agora publica. Iniciou o seu percurso literário com a publicação do seu livro de poesia “Aromas do Tempo”, em edição de autor, a que se seguiu “A Pena que apenas…”, editado pela Garça Editores, o seu segundo livro de poesia.

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[disponível também do autor os seguintes títulos: “Aromas do Tempo” e “A pena, que apenas...”]