quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vinhos de Quinta da Veiga (Douro d.o.c.)


Murzelo Douro d.o.c. reserva branco 2010
Murzelo Douro d.o.c. reserva tinto 2008
Casa das Mouras Douro d.o.c. reserva tinto 2007

Os vinhos da Quinta da Veiga
A Quinta da Veiga é formada por um aglomerado pequenas quintas, com uma dimensão de 50 hectares, dos quais 25 estão cultivados com vinha, sendo parte da sua produção destinada a vinho do Porto e parte para vinho tinto de mesa, denominado “Vinho de Quinta”
A sua total exposição a Sul confere-lhe uma óptima aptidão para a qualidade dos seus vinhos. Na Quinta da Veiga produzem-se 3 vinhos: Murzelo, Casa das Mouras e Cerro das Mouras.
A vinha está dividida em talões homogéneos por castas, atingindo a Touriga Nacional cerca de 50%, sendo as outras castas a Touriga Francesa, a Roriz e a Tinta Barroca. Esta possibilidade de talhões permite a vinificação por castas e uma grande flexibilidade na feitura de lotes. Todos os vinhos da Quinta estagiam em barricas de carvalho americano e sobretudo francês. O estágio do vinho entre a colheita e a respectiva comercialização, é de 2 anos.
È de salientar a preocupação da qualidade que vai desde a fase de produção da uva, passando pela escolha no momento de entrada na Adega, até ao processo de vinificação e estágio – quer na madeira, quer em garrafa.
Em termos de imagem, é igualmente estratégia da Quinta da Veiga ter uma preocupação em termos da divulgação e apresentação dos seus vinhos, isto é na composição dos seus rótulos. Assim a composição dos rótulos dos vinhos da Quinta da Veiga são desenvolvidos por artistas de renome.
Dispõe ainda de um vasto olival e pomares sobretudo de citrinos. Um dos Pomares é muralhado e está classificado.
 A Quinta da Veiga restaurada recentemente, para Turismo de Habitação goza de uma localização privilegiada em plena Região Demarcada do Douro classificada como Património da Humanidade. Situada junto á margem direita do Rio Douro, sobranceira à Estação do Ferrão (entre a Régua e o Pinhão), a casa cuja origem remonta ao séc. XVII, está implementada num dos imensos socalcos, a meia encosta desta quinta produtora de vinho, com 50 hectares cultivados. Reconstruída maioritariamente em xisto, aqui nada foi deixado ao acaso, o respeito pela arquitectura tradicional duriense, está patente em toda a recuperação desta magnífica edificação. Dispõe, para os hóspedes, de 7 quartos e de um conjunto de salas todas decoradas com muito gosto e harmonia. Da rusticidade e imponência dos velhos lagares de vinho criaram-se espaços de verdadeiro conforto e requinte. A casa é ladeada por um belo jardim, que se prolonga com uma piscina panorâmica, a olhar a perder de vista o rio Douro. 

As áreas envolventes mantêm uma relação muito próxima com as vinhas que compõem a área agrícola, o vasto olival e os pomares sobretudo de citrinos. A Quinta da Veiga é um verdadeiro refúgio de paz e de beleza, aqui o Céu fica mais perto…

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Foz-Côa em fotografias


“Foz-Côa” fotografias de João Paulo Sotto Mayor, texto de Bernardo Pinto de Almeida

Edição trilingue (português, francês e inglês) sobre o Vale do Côa, acompanhada por fotografias de extraordinária beleza.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “O Paradigma Perdido. O Vale do Côa e a Arte Paleolítica de ar livre em Portugal / Paradigm Lost. The Côa Valley and the Open-Air Paleolithic Art in Portugal” de António Martinho Baptista e “Roteiro – Vale do Côa e Além Douro / Ruta – Vale do Côa y más allá del Duero”]

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um romance em Língua Mirandesa


“Tempo de Fogo” de Amadeu Ferreira & “La Bouba de la Tenerie” de Fracisco Niebro

Sobre a apresentação, a nível nacional, da sua obra «Tempo de Fogo», e que marcaram as comemorações, em Lisboa, do Dia da Língua Mirandesa, Amadeu Ferreira explica que se trata de um romance, inicialmente escrito em mirandês com o título «La Bouba de la Tenerie», assinado pelo seu pseudónimo Fracisco Niebro.
«A pedido do editor Âncora Editora, tentei traduzir o romance para português por forma a poder ser lido por um leque mais amplo de pessoas. A verdade é que a tradução, à medida que a ia fazendo, não me satisfazia, deixando-me a ideia de que não reflectia adequadamente o que escrevera em mirandês», confessa.
E foi por isso que decidiu reescrever o romance em português, embora seguindo de perto o que escrevera em mirandês. «O que resultou foram dois romances idênticos, mas diferentes ao mesmo tempo, o que eu chamo dois gémeos literários, isto é, obras originais em cada uma das línguas», sublinha.
«Daí que o romance em português tenha por título “Tempo de Fogo” e seja assinado com o meu nome civil, Amadeu Ferreira. Creio que se poderão comparar as duas versões, que apenas se distinguem na expressão de cada uma das línguas, fenómeno que creio ter acontecido pela primeira vez em Portugal», vinca. E resume que o romance se centra na história de um frade homossexual que é queimado às ordens do Tribunal da Inquisição, condenado por breves amores de juventude na universitária na Salamanca nos fins do século XVI.
Através de personagens reais, perseguidos pela Inquisição, a obra passa em revista o ambiente sufocante do país nos anos 20 do século XVII, tomando como paradigma várias vilas e aldeias do planalto mirandês.
(...)
O investigador adianta ainda que «embora a língua mirandesa seja fácil de entender, mesmo por quem não a fala», espera, ao mesmo tempo, que a «versão mirandesa possa incentivar várias pessoas (e sei de várias que já o fizeram) a ler também a obra em mirandês».
Amadeu Ferreira faz questão ainda de lembrar que este é o primeiro romance publicado em língua mirandesa, assumindo ao mesmo tempo e «com igual dignidade, o carácter bilingue dos mirandeses, para quem as duas línguas (o mirandês e o português) são maternas e essenciais».
E realça a capacidade da Língua Mirandesa para produzir obras literárias de «grande fôlego, como já havia ficado demonstrado com outras obras, quer em prosa quer em poesia, nomeadamente após a tradução de «Os Lusíadas»/«Ls Lusíadas», publicada há pouco mais de um ano».  [Café Portugal]

«Cun figuras riales, perseguidas pula Anquesiçon, passa-se an rebista l aire abafado de l paiç ne ls anhos binte de l seclo XVII, agarrando cumo paradigma bilas i aldés de l praino mirandés.»

Disponíveis na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Douro: o rio do vinho


“Douro – O Rio do Vinho” de José A. Salvador

Um guia prático para o viajante enófilo em que o vinho é o elemento central.
A Região dos vinhos do Porto e Douro.
50 Vinhos do Porto (Brancos, Rosés, Tawnies, Colheitas, Ruby, LBV e Vintages) .
100 Vinhos do Douro (Espumantes, Brancos, Rosés, Tintos, Colheitas Tardias e Moscatel). Miradouros e Quintas do Douro.
O Património Mundial do Douro: a Paisagem Vinhateira, o Vale Paleolítico e a Cidade do Côa.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A poesia é um jogo...


“A Tentação de Santo Antão” de António Cabral
Prémio Nacional de Poesia Fernão de Magalhães Gonçalves, em 2007

POSFÁCIO
A poesia é um jogo e os poetas sentem-no bem, quando efectuam sobre o abismo que ela nos abre, um salto mortal.

Um riso de vogal a subir a uma consoante exemplifica o jogo como alegria.

Entre a ciência e a poesia há pelo menos esta diferença abissal: a ciência fica do lado de cá e a poesia do lado de lá, sobre as árvores.

Ver ondular os trigais no pão que se come.
*
Levas para a cama o que resta de cada dia, semelhante a uma ponta de cigarro, e deixa-lo ainda a fumegar na concha da mesa-de-cabeceira. É por isso que no dia seguinte a concha continua vazia. Até o filtro ardeu. Arde tudo. O que é que não arde, estas palavras culpáveis inclusive?

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também “Entre o Azul e a Circunstância”, “Ouve-se Um Rumor + Entre Quem É”, “Antologia dos Poemas Durienses”, “O Riu Que Perdeu As Margens” e “Bodas Selvagens”]

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Contos do Alto Douro


“O livrinho dos contos do Alto Douro” textos de José Viale Moutinho, ilustrações de Fedra Santos


O Alto Douro é constituído pelas terras por onde corre o Rio Douro, onde se criam as uvas do Vinho do Porto, de fama internacional. O Rio Douro nasce em Espanha, desagua no Porto, e vem desde Miranda do Douro, quando entra em Portugal, passando pela Barca d'Alva, por Almendra, banhando depois o Pocinho, o Pinhão e a Régua. Por todos esses povoados as noites de Inverno produziram saborosos contos de encantar. Uma mão-cheia deles aqui está para vosso regalo. Vá, façam de conta que estão sentados à lareira, a escutar a Avó Amélia.


«Colectânea de cinco contos tradicionais ligados à região do Douro, esta edição integra textos como «Tudo começou quando o vento…», «A Cabra-Cabrês», «A história do Mata-Coelhos», «As lições da Raposa» e «O conto da Brancaflor». Percorridos por vários temas, com especial destaque para o universo animal e para a Natureza, os textos caracterizam-se pela forma como o autor, mantendo-se fiel à tradição, os reescreve de forma original, acrescentando pormenores e procedendo a actualizações de registo e de linguagem. Também explora, de forma intensa, as sugestões humorísticas que os caracterizam, assim como a vivacidade dos diálogos. Uns mais conhecidos do que outros, estes textos aproximam os leitores de uma herança cultural rica e variada, promovendo ainda o reconto oral. As ilustrações cristalizam instantes da acção, com especial atenção para os cenários ou ambientes e para as personagens.» Ana Margarida Ramos [Casa da Leitura, Fundação Calouste Gulbenkian]

Plano Nacional de Leitura: livro recomendado para o 3º ano de escolaridade destinado a leitura autónoma e a leitura com apoio do professor ou dos pais.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Usos e costumes de Barroso


“Usos e Costumes de Barroso” de Barroso da Fonte e António Fontes

«Nascida da consciência que é, num mundo actual em constante evolução, preservar e transmitir às gerações futuras as tradições dos seus antepassados, esta reedição de Usos e Costumes de Barroso, retornada à estampa mais de 30 anos após a sua primeira edição, apresenta-se como a continuidade natural do trabalho que tem sido realizado na preservação da cultura barrosã. A primeira edição, lançada em 1972, surgiu da intenção de incutir outro alcance para o saber que se tinha distribuído em artigos dispersos pela imprensa regional, reunindo os estudos de Barroso da Fonte, António Fontes e Alberto Machado sobre a etnografia e antropologia da região do Barroso numa obra com o alcance espacial e temporal que o livro faculta.

Pareceu-nos ser importante a reedição deste Usos e Costumes de Barroso primeiro, para que possa estar novamente disponível aos interessados pela cultura barrosã, esgotada que está há muito a primeira edição; segundo, porque este trabalho é em si um documento que permite ao leitor aceder a uma imagem da realidade barrosã do fim dos anos 60. Apresentam-se assim, na íntegra, os estudos publicados em 1972. Procurando valorizar o conteúdo presente nesta nova edição, foram incluídos estudos recentes sobre aspectos essenciais da cultura tradicional barrosã, com um claro realce para a tradição oral. A própria linguagem do livro é fácil de acompanhar e, ao correr da pena, vamos encontrando no discurso a «fala» das gentes de Barroso em toda a sua originalidade. A cultura da terra, as formas de sociabilidade que propicia (o reconhecido comunitarismo barrosão) manteve um papel central nesta edição transmitindo ao leitor usos e costumes celebrados, como são as famosas chegas de bois ou as insólitas eiras de bosta.»
 Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “As Chegas de Bois – uma antologia”, “Medicina Popular – Ensaio de Antropologia Médica” de António Fontes e João Gomes Sanches, “Padre Fontes – O Romance de uma Vida” de Eugénio Mendes Pinto]

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Trabalho cooperativo em Trás-os-Montes


“Trabalho cooperativo em duas aldeias de Trás-os-Montes” de José Portela
 Este livro tem por objectivo de análise o fenómeno do trabalho cooperativo, que tem repetidamente chamado a atenção de vários estudiosos do meio rural português, embora a reflexão se tenha vindo a colocar mais no plano do simbólico e da cultura material do que no plano das relações de trabalho.
Ora, são precisamente os aspectos relativos ao próprio trabalho cooperativo, incluindo o seu tratamento quantitativo, que nesta obra ocupa fundamentalmente o autor.

José Francisco Gandra Portela nasceu no Porto em 1950. Em 1972 concluiu a licenciatura em Agronomia na Universidade de Lourenço Marques. Em 1980 obteve o mestrado em Desenvolvimento Agrícola e Rural do Instituto de Estudos Sociais em Haia. Desde 1977 ingressou na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro como Assistente no Departamento de Economia e Sociologia, onde actualmente é Professor Catedrático, tendo-se dedicado ao ensino, à investigação e à prestação de serviços à comunidade. É autor de vários textos de índole pedagógica e de artigos resultantes da sua actividade de investigação sobre meio rural.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

domingo, 15 de julho de 2012

Casa de S. Francisco (Boavista, Campeã)


Visita à Casa de S. Francisco (Boavista, Campeã)
dia 22 de Julho de 2012 (domingo), das 15h00 às 20h00

«Caros amigos da Traga-Mundos,
Temos a prazer de vos dar a conhecer a nossa humilde "Casa de S. Francisco". Um  espaço sonhado e realizado para poder estar com aqueles de quem mais gostamos. Construída há quase 60 anos, manteve-se sempre a nossa casinha de férias, de festas e de vivências até ser agora reciclada para funcionar como um hostel ecológico. Ecológico na utilização, na filosofia e no objectivo de algum dia sermos 99 % sustentáveis. Não somos um negócio de turismo comum, somos apenas uma casa de família que procura crescer e desenvolver-se em harmonia com a natureza e com o meio que nos rodeia. Promovemos aventuras, educação e emoções sempre em conexão com a natureza e com o ideal de desenvolver a comunidade. Queremos dar-nos a conhecer para que os nossos sonhos se transformem nos sonhos de uma grande família e para que esta casa possa continuar a escrever a sua própria história, que apesar de curta é cheia de magia.
Assim, é com muito gosto que vos convidamos para nos fazerem uma visita e passarem a tarde de Domingo 22 de Julho na Casa de S. Francisco. Oferecemos um lanche simples e apenas esperamos que tragam a vossa boa disposição e qualquer alimento para completar a nossa merenda. A piscina está bem agradável e fresquinha, por isso tragam fato de banho. Sem grandes planos deixaremos que o dia nos sugira o que fazer.
Um abraço e até Jah
Casa de S. Francisco»

Foi este o amável convite que endereçaram aos amigos da Traga-Mundos para conhecermos este eco hostel na Boavista, Campeã. Um «ecoturismo em casa rural que organiza eventos e actividades para o desenvolvimento sustentável da região da Campeã.» Com amigos, sozinho, com a família e crianças, venha connosco passar uma tarde de domingo diferente...
[O ponto de encontro é na Traga-Mundos, pelas 15h00, para organizarmos entre os participantes o transporte para o local.]

«Abrimos as portas da nossa casa rústica, para que desfrutem da vida no campo. Neste espaço inspirador proporcionamos: bem-estar, experiências e emoções. Juntos podemos ser mais ecológicos e sustentáveis cada dia.»

«A Casa de S. Francisco foi construída pelo meu avô há 60 anos atrás para poder durante as férias estar em família num lugar tranquilo e em contacto com a natureza. Professor Universitário, formado em engenharia civil, o meu avô combinou os seus conhecimentos com as técnicas locais de construção e assim foi erguendo uma invulgar casa de férias. O que começou por ser uma modesta casa de família, foi a pouco e pouco crescendo e hoje tem mais duas salas de estar, garagem, quartos extra, piscina e uma capela onde se celebraram grande parte dos casamentos e baptizados da família. As várias gerações têm sempre presente na memória as maravilhosas férias de verão aqui passadas e os momentos especiais aqui partilhados. Alguns de nós tivemos o privilégio de poder aqui viver e sentir o que realmente é qualidade de vida. Tentamos preservar o quanto possível a originalidade rural do lugar e por isso aqui pode encontrar as paredes com xisto embutido, telhados em lousa, forno tradicional de pão, mobília e utensílios usados antigamente. Com tudo isto queremos abrir as nossas portas para partilhar este nosso tesouro e fazer crescer o sonho começado há 60 anos atrás.»


quinta-feira, 12 de julho de 2012

linha do tucum (Amazônia, Brasil)


“Linha do Tucum – artesanato da amazônia – Projeto socio ambiental no vale do Rio Juruá”
coordenação editorial Vera Frões Fernandes
Na sequência da participação da Traga-Mundos no VIII CITURDES – Congresso Internacional sobre Turismo Rural e Desenvolvimento Sustentável – “Turismo Rural em tempo de neoruralidades”, nos dias 25, 26 e 27 de Junho de 2012, no Pólo da UTAD em Chaves (Portugal), Gabriel Domingues, pesquisador do IECAM (Brasil), teve a amabilidade de nos deixar esta obra belíssima, descrevendo e ilustrando a riqueza deste projecto.

«A montagem da oficina-escola de artesanato foi realizada em conjunto com os artesãos e outros moradores do seringal, que em muito contribuíram para a sua realização. Foram levantadas três estruturas, uma oficina de montagem, uma oficina de máquinas para o beneficiamento das sementes, e uma pequena casa para abrigar os motores de luz e água, adquiridos com recursos do projeto.
O início das oficinas de beneficiamento deu-se no mês de dezembro de 2008, quando foram concluídas as obras da oficina das máquinas com a instalação do maquinário e da oficina de montagem. Os artesãos receberam capacitação na instalação, funcionamento e manutenção de todo o equipamento.
Os alunos-artesãos começaram a receber instruções sobre serragem, polimento e furo das sementes. No mês de janeiro cerca de 45kg de sementes que começaram a ser furadas e polidas já estavam catalogadas e dispostas na estufa. Delas destacam-se: patoá, sabão de macaco, mulungu, pxiubinha, pxiubão, tucumã, mucunã e açaí. Além das sementes estavam sendo trabalhados rodelas de tucumã, bambu e corrimboque.»

«As oficinas de educação agroflorestal seguiram no intuito de estimular o manejo ecológico das espécies arbustivas e arbóreas de interesse da comunidade, principalmente as utilizadas no artesanato. Durante a permanência da equipe no final de janeiro e início de fevereiro foram realizadas quatro oficinas de agrofloresta, durante as quais houve o semeio de açaí, tucumã e coco uricuri e o plantio de andiroba, sororoca e castanha elétrica ao redor da oficina. Também foram transplantadas algumas mudas das plantas que foram semeadas durante a primeira expedição em outubro. Houve aulas sobre o intercâmbio de sementes realizado com a comunidade Vila Céu do Mapiá no rio Purus, em que foi explicada a importância dessa atividade para a diversificação das espécies arbóreas que possuem interesse para as duas comunidades. Os biólogos Alexandre Quinet, Marcus Athaydes e Nina Lys também ministraram aula sobre alguns procedimentos de coleta de plantas para serem catalogadas em herbário.»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real (Portugal)...


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Postais antigos de Vila Real


Colecção de (7) postais antigos de Vila Real
«Bilhete postal | Cliché de M. Monteiro | Edição da Ourivesaria Soares» sem data

1. Vila Real – Avenida Carvalho d’Araújo











2. Vila Real – Avenida Carvalho d’Araújo (outro aspecto)

3. Vila Real – Casa do Marquês de Vila Real












4. Vila Real – Mercado

5. Vila Real – Capela de St.º António












6. Vila Real – Convento de St.ª Clara

7. Vila Real – Costumes. Ceifa de centeio











Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...



terça-feira, 10 de julho de 2012

os anjos nus de a.m. pires cabral


NOVIDADE: a mais recente edição do autor disponível desde já na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real:

“Os Anjos Nus” (Contos) de A.M. Pires Cabral
 «SEI QUE NÃO VAI ACREDITAR numa só palavra do que lhe vou contar. Mas não se inquiete por causa disso: eu também não acredito. Somos dois a não acreditar. Mas esta história contou-ma um velhote, da última vez que estive na aldeia, em Trás-os-Montes, no Natal passado, e conto-lha agora a si porque sei que acha piada a estas coisas. Acha-lhes piada, mas no fundo essas mesmas coisas a que acha piada fazem-no pensar. O meu amigo é como eu: só somos cartesianos até certo ponto. Desse ponto em diante, temos na cabeça as mesmas minhocas que outro homem qualquer. Uns levam o fardo da razão mais perto, outros mais longe; mas acaba sempre por chegar um momento em que a razão vacila, a dúvida se instala e a irracionalidade toma conta de nós. Comigo assim é, e consigo também. Acertei? Claro que acertei. Mesmo que diga que não. Somos todos muito racionais, a razão é a única soberana a quem prestamos vassalagem, etc. e tal, mas todos temos uma porta das traseiras por onde entram coisas irracionais como a fé, a crendice, o palpite. Não a ponto de acreditarmos nelas, claro; mas a ponto de lhes acharmos piada – que se calhar é o primeiro passo para as legitimar, o diabo seja surdo.»

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Gente e Cultura do Douro


“Cartas do meu rio... Gente e Cultura do Douro” de J. Esteves Rei

«Será apresentado, no próximo dia 9 de Julho, segunda-feira, o livro "Cartas do Meu Rio…Gente e Cultura do Douro", do autor J. Esteves Rei.
Vai ter lugar no Centro Cultural e Regional de Vila Real (CCRVR) o lançamento do livro de J. Esteves Rei. «Cartas do Meu Rio… Gente e Cultura do Douro», “é um memorial de vivências, informações e leituras, decorrentes de mil andanças e desandanças por um Douro actual e histórico, real e imaginário”, como escreve o autor na contra-capa da sua obra.
A apresentação do livro será ainda o mote para uma reflexão sobre o Douro e a sua Cultura no qual participarão o Dr. António Martinho, Presidente da Turismo Douro, a Arq. Paula Silva, Delegada Regional da Cultura do Norte, o Prof. Doutor Luís Ramos e o Dr. Rui Santos, Deputados à Assembleia da República pelo Distrito de Vila Real, respectivamente do PSD e do PS, e o autor.
O lançamento do livro a acontecer no dia 9 de Julho, pelas 21h30, no CCRVR, espera poder contar com a sua presença.» 
[Sara Alves, “Notícias de Vila Real”]
 
O autor nasceu em Prados, Celorico da Beira, Guarda, a 1 de Março de 1949 e é Professor Catedrático de Didáctica das Línguas e Retórica na UTAD – Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, em Vila Real.

Disponível desde já na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

domingo, 8 de julho de 2012

Trekking em Fisgas de Ermêlo


Passeio pedestre ao Alvão
dia 15 de Julho de 2012 (domingo)
actividade organizada por Lagoa Trekking para a Traga-Mundos

Em cada terceiro domingo do mês[*] a Lagoa Trekking irá organizar uma actividade para a Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real.
Assim, para Julho, no dia 15, domingo, propomos:

«Alvão sempre à mão – Percurso 2: Fisgas de Ermelo
Percurso circular, onde se pode desfrutar de uma vista única das Fisgas de Ermelo, vistas de baixo, pela margem esquerda do rio Ôlo.
Com início na aldeia de Varzigueto, descemos um pouco até atravessar o pinhal da Cabeça Grande pelo lado sul.
Após o pinhal, subimos um pouco até avistar o Monte Farinha e ter à nossa frente o canhão das Fisgas de Ermelo, com paredes verticais amarelas e a sua cascata , as Fisgas.
Numa breve descida, vamos encontrar o rugido da água junto com o silêncio da montanha, bem perto do leito do rio.
Depois de um merecido descanso para desfrutar, subimos até ao patamar superior de onde se despenham estas águas agitadas. Seguimos então o rio Ôlo pela sua margem onde a água calma e silenciosa contrasta com o ímpeto da sua queda na cascata.
Percurso de beleza natural extraordinária sem dificuldade técnica, onde a água é mais uma vez responsável por todo este ambiente.
Dificuldade - Média
Duração – 5 h»

O ponto de encontro é na Traga-Mundos, pelas 8h00, para assegurarmos o transporte de todos os participantes. Asseguramos igualmente mochila day pack, poncho de chuva, bastões de trekking, seguro de acidentes pessoais, boa disposição e um café na aldeia. É aconselhável cada um levar água para beber e, caso necessitar, comida leve e energética. Venha trekkar connosco...
Preço por participante: 15,00 euros (número mínimo de pessoas: 8, número máximo: 20)
Inscrições (até 13 de Julho) na Traga-Mundos, ou pelos seguintes contactos: 259 103 113, 935 157 323, traga-mundos1@gmail.com, tolagoa@gmail.com. Transferência bancária para NIB 0033 0000 45418719535 05.
[* Salvo outros compromissos por parte da Lagoa Trekking e/ou Traga-Mundos]

Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
[www.lagoatrekking.com]

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O maior contista português


“Caminho de Consortes” (contos) de João de Araújo Correia
segunda edição revista pelo autor
Imprensa do Douro Editora
[com todas as páginas por abrir]

«Acabou de se imprimir este livro aos dezasseis dias do mês de Dezembro de mil novecentos e setenta e um, nas oficinas da Imprensa do Douro, Rua de Serpa Pinto, 24 – Régua»

João Maria de Araújo Correia nasceu em Canelas do Douro e faleceu em Peso da Régua. Formou-se em Medicina pela Universidade do Porto, tendo exercido como médico nas aldeias do Douro. Notabilizou-se como contista, sendo justamente considerado o maior contista português. Sofreu influências de Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco e Trindade Coelho.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Toques de sinos em CD-ROM


“Toques de Sinos na Terra de Miranda” de Mário Correia [contém CD-ROM]
É a primeira edição discográfica do género em Portugal "Toques de Sinos na Terra de Miranda" compila registos sonoros reais de uma dezena de aldeias da região do planalto mirandês. O álbum vai ser colocado no mercado através de uma edição do Centro de Música Tradicional Sons da Terra, de Sendim, em Miranda do Douro.
Apesar da existência de alguns registos esporádicos de toques de sinos, o disco representa um trabalho pioneiro de estudo, análise e recolha. Segundo Mário Correia, director do Centro e autor da obra, a recolha preserva sons característicos de aldeias que estão a desaparecer - em muitos dos casos, a evolução tecnológica está a aniquilar um património tradicional, uma vez que os sinos estão a ser substituídos por mecanismos eléctricos. Para Mário Correia, este trabalho representa também uma homenagem aos velhos tocadores de sinos das aldeias do planalto mirandês.
Por outro lado, o CD é ao mesmo tempo o retrato sonoro da paisagem. "Parafraseando Michael S. Rose, "uma igreja não deve ser apenas vista, mas também ouvida". Na opinião do especialista, os visitantes dos templos, muitas das vezes, apenas contemplam o seu estilo arquitectónico ou o seu espólio, mas uma igreja é muito mais do que isso – é também o seu património sonoro, salienta o autor.
Os sinos e as campainhas acompanham o homem desde tempos imemoriais, assumindo várias e distintas funções, mas sempre estando presentes nos momentos mais importantes da vida colectiva. Para lá de se destinarem a produzir determinados sons, com usos específicos e funções, trata-se de um instrumento de todo indissociável dos ciclos vitais do Homem, não raras vezes assumindo as funções de rituais e usos mágicos. E da paisagem sonora já desapareceram muitos dos sons determinados pelas actividades agrícolas, fazendo-se cada vez mais ouvir os ruídos de algum desenvolvimento. Francisco Pinto [Jornal de Notícias]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

terça-feira, 3 de julho de 2012

De raízes, galhos e troncos...


Exposição-venda de peças criadas com raízes, galhos e troncos da flora da região de Trás-os-
Montes e Alto Douro
por Ana Freitas e Luís Gonçalves, da Migana – Artes Decorativas
de 6 a 28 de Julho de 2012
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real

Amantes da natureza e do design, Ana Freitas e Luís Gonçalves, jovens naturais de Murça, decidem agarrar-se às suas “raízes” e implementar o projecto “Migana – Artes Decorativas”, tendo o artesanato como elemento fundamental da cultura da sua região.
A transformação e aproveitamento das raízes e troncos da flora da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, cheios de histórias e de alma, dão visibilidade diferenciado ao seu atelier, onde todas as peças são únicas, mas todas se adaptam a qualquer tipo de ambiente. Nesse contexto recriam peças distanciadas das formas de artesanato tradicional, que como uma realidade viva está sujeito à evolução e à mudança.
Esta é a sua linha de pensamento quando exploram novos conceitos, processos e materiais. Partindo da premissa que o artesanato, sendo um elemento fundamental da cultura, está sujeito à evolução e à mudança, surge o projecto “Migana – Artes Decorativas”, dando formas e utilidades diversificadas à flora da nossa região. As peças assumem a chave do conceito, visto que se pretende que sejam mais do que meras peças de artesanato, que possuam simbolismo, sentimentos e pensamentos...

No dia 6 de Julho de 2012, sexta-feira, pelas 21h00, Ana Freitas e Luís Gonçalves estarão presentes para proporcionarem uma visita-guiada às peças de sua criação e partilharem sentimentos e inspiração que lhes enchem a alma. A exposição-venda estará patente de 6 a 28 de Julho de 2012. Venha conhecer mais esta mostra que a Traga-Mundos proporciona a todos...

«Migana – Artes Decorativas, nasce da criatividade e empenho de dois jovens. O projecto consiste na criação de peças de artesanato, utilizando as espécies da flora da região de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Tenha aquela peça que sempre sonhou, única e personalizada. Damos a possibilidade de escolher a cor a utilizar, o formato do abat-jour, e até, incluir um adereço especial.»

Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Dos lugares transmontanos


“Audácia” de Damas da Silva

«Numa aldeia do Alto Douro, os jovens não encontravam meios de lá governar a vida. Partiam e não voltavam. Os habitantes viam que, na sua terra, estavam a ficar sós e velhos. Só o Verão trazia movimento, com os que regressavam de férias.»

“Cassiano Augusto e a mulher conversavam com pessoas sexagenárias, como eles, que se sentavam ao lado e em frente. Ficaram esclarecidos de que muita daquela gente, principalmente dos jovens. Ia mas não voltava. Alguma regressava de férias para os países onde estava emigrada. Outra não ia para férias, ia definitivamente para Lisboa, Porto, Aveiro ou para outra cidade do litoral, que lhe acenasse com algum emprego. Todos constatavam que nas suas terras, estavam a ficar só os velhos. Os jovens não encontravam meio de lá governar a vida. Largavam pelo mundo fora. Também eles tinham cinco filhos, mas todos viviam pelas terras da capital.”

O autor, Damas da Silva, é escritor e jornalista, e nasceu a vinte de Março de 1941, no lugar do Salgueiral, freguesia de Godim, concelho de Peso da Régua, distrito de Vila Real – em Trás-os-Montes e Alto Douro.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “Conto de Natal”, “O brilho da esmeralda” e “Estórias do Dr. Mocho”]