sexta-feira, 17 de abril de 2015

o Bem e o Mal


“O Bem e o Mal” de Camilo Castelo Branco
fixação do texto por Manuel Celestino Martins Neves

«Há 150 anos publicava Camilo um dos seus romances mais apreciados - "O Bem e o Mal". (...)
No ano anterior - 1862 -, Camilo multiplicava-se em títulos, alguns deles tão notórios como "Amor de Perdição" e "Memórias do Cárcere". Dir-se-ia que um homem novo ou um novo escritor nascera quando ele estava encarcerado. Depois dessas obras representativas da literatura passional e da literatura autobiográfica, Camilo brindava o seu público, em 1863, com "O Bem e o Mal". (...)
O que nos convida sempre a ler Camilo é, antes de mais, o seu extraordinário dom narrativo. Desde as primeiras páginas há uma história que nos cativa e, de tal forma, que já não conseguimos desprender-nos dela, envolvidos nas aventuras e desventuras das personagens.» João Bigotte Chorão, posfácio

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível os títulos: “Amor de Perdição”, “O Regicida”, “O Demónio do Ouro”, “Livro Negro de Padre Dinis”, “Livro de Consolação”, “Memórias do Cárcere”, “O Regicida”, “Theatro (Patologia do Casamento, O Morgado de Fafe em Lisboa, O Condenado)”, “O Vinho do Porto – Processo de uma Bestialidade Inglesa”, “A Queda Dum Anjo”, “Novelas do Minho – Um Retrato de Portugal”, “Mistérios de Lisboa” Vol. I, II e III, “A Vingança”, “Maria Moisés”; “Eu, Camilo” de António Trabulo, “O Penitente (Camilo Castelo Branco)” de Teixeira de Pascoaes, “A Guerrilha Literária: Eça de Queiroz / Camilo Castelo Branco” de A. Campos Matos, “Ana, a Lúcida (1831-1895) – Biografia de Ana Plácido – a mulher fatal de Camilo” de Maria Amélia Campos, “Camilo – Génio e Figura” de Agustina Bessa-Luís, “Camilo – Quando Jovem Escritor” de Francisco Martins; “Camilo Castelo Branco por Terras de Barroso e Outros Lugares” de Bento da Cruz, “O essencial sobre Camilo” de João Bigotte Chorão, “Viajar com... Camilo Castelo Branco” de Aníbal Pinto de Cstro e José Manuel de Oliveira, “Chamo-me... Camilo Castelo Branco” de Sara Figueiredo Costa, ilustração de Alexandra Agostinho, “Memórias Fotobiográficas (1825-1890)” e “Camilo Castelo Branco e o garfo” de José Viale Moutinho; “A Freira No Subterrâneo” com o português de Camilo Castelo Branco]

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Aromáticas em troncos de madeira


Plantas aromáticas
em troncos de madeira
da cooperativa Rupestris

Também disponíveis em vaso as seguintes plantas aromáticas e ornamentais: Salvia coccínea (Salva-dos-jardins) | Artemisia absinthium (Absinto) | Laurus nobilis (Loureiro) | Cistus populifolius (Estevão) | Arbutus unedo (Medronheiro) | Ilex aquifollium (Azevinho) | Santolina rosmarinifolia (Marcetão) | Coronilla valentina subsp. Glauca (Pascoinha) | Viburnum tinus (Folhado) | Prunus lusitânica (Azereiro) | Prunus laurocerasus (Loureiro-cerejeira) | Rosmarinus officinalis (Alecrim) | Helychrisum italicum (Erva-do-caril) | Salvia elegans (Salva-ananás) | Phlomis purpúrea (Candeeiros) | Aloysia triphyla (Lúcia-lima; Limonete) | Capsicum annuum (Malagueta ornamental) | Cupressus leylandii (Cipestre-de-leyland) | Thymus vulgaris (Tomilho vulgar) | Thymus pulegioides (Tomilho serpão)


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível sementes de flora autóctone, native flora seeds, de Sementes de Portugal: chicória | esteva | cardo leiteiro | dedaleira | cardo-penteador | canafrecha | papoila | arruda | cardo de santa maria | rosmaninho | alecrim | medronheiro]

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Viajar com... Miguel Torga


“Viajar com... Miguel Torga” de Victor Lousada, fotografias atuais: Sérgio Freitas

A colecção “Viajar com…” pretende dar a conhecer alguns dos mais relevantes escritores da literatura portuguesa. Com eles visitaremos os lugares destes escritores e das suas obras, trilharemos os mesmos caminhos e admirar-nos-emos perante as mesmas paisagens, sejam elas os campos verdejantes do Minho, as águas do Atlântico, a sobriedade granítica do Porto ou a tenaz humanidade das terras transmontanas e durienses.

Neste quinto volume, da Autoria de Victor Lousada e profusamente ilustrado com fotografais antigas e actuais (estas da Autoria de Sérgio Freitas), viajamos com Miguel Torga, Autor marcante da Literatura Portuguesa contemporânea, e de quem se assinala em 2015 os vinte anos do desaparecimento físico, percorrendo com ele a geografia e o imaginário de alguns dos livros fundamentais para a compreensão da nossa contemporaneidade.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
recordamos que temos o compromisso de sempre disponibilizar a obra completa de Miguel Torga: poesias, diários, teatro, contos, romance, ensaios e discursos; também os títulos “Dar Mundos Ao Coração – Estudos sobre Miguel Torga” organização de Carlos Mendes de Sousa, “Miguel Torga – o simbolismo do espaço telúrico e humanista nos Contos” de Vítor José Gomes Lousada, “A Obrigação, a Devoção e a Maceração (O Diário de Miguel Torga)” e “O essencial sobre Miguel Torga”de Isabel Vaz Ponce de Leão; “Miguel Torga – A Força das Raízes (Um itinerário transmontano)” e “Dois Homens num só Rosto – Temas Torguianos” de M. Hercília Agarez, “Uma longa viagem com Miguel Torga” de João Céu e Silva, “Miguel Torga: O Lavrador das Letras – Um Percurso Partilhado” de Cristovão de Aguiar, “A Viagem de Miguel Torga” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, “Miguel Torga – o drama de existir” de Armindo Augusto, “Ser e Ler Miguel Torga” de Fernão de Magalhães Gonçalves; também os álbuns de Graça Morais (“Um Reino Maravilhoso”) e de José Manuel Rodrigues (“Portugal”); “O meu primeiro Miguel Torga” escreveu João Pedro Mésseder, Inês Oliveira ilustrou; “Entre Quem É! – Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga” e “Negrilho – Homenagem a Miguel Torga” de Maria da Assunção Anes Morais]

terça-feira, 14 de abril de 2015

Mãe Feliz


“Mãe Feliz” de Delfina de Araújo Madureira, ilustrações Rute Bastardo

MÃE FELIZ é o primeiro livro infantil de Delfina de Araújo Madureira. É uma homenagem e uma exaltação ao amor incondicional e intemporal, à sensibilidade sem limites e aos desígnios infindáveis de partilha das mães.
É a manifestação de um desejo de futuro mais solidário, renovado em tudo e em todos.
<<‘Pequena andorinha, pequena andorinha, podes levar-lhe uma das minhas jóias? Eu não consigo sair daqui.’
‘Amanhã irei lá levar-lhe uma jóia.’ Respondeu a andorinha.
‘Obrigada, andorinha’ disse a mãe feliz.>>


Delfina de Araújo Madureira, nascida em Calvão (Chaves), é licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras de  Lisboa. Realizou a profissionalização, formação em serviço no biénio 1986 / 1988, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. No ano lectivo 1991 / 1992, Curso de Leitor de Língua e Cultura Portuguesas (ICALP), actual Instituto Camões, incluindo a elaboração de um trabalho com o título: A Saudade e Saudosismo em Teixeira de Pascoaes - A Ideia de Portugal na Literatura Portuguesa do século XX, elaborado sob a orientação de Prof. Doutor António Quadros. No ano lectivo 1992/1993, Leitora de Língua e Cultura Portuguesas no Reino Unido, na Universidade de Hull. De 1996 / 1999 realização de "Estudios de Tercer Ciclo", na Universidade de Sevilha, Espanha; no  Curso  de "Doctorado "  em Filologia Alemã, constituído por uma parte curricular, e um Trabalho de Investigação, com o título: La Sensibilidad y la Saudade em Rilke, Pascoaes y Rosalía.Tendo requerido, em 2002 Reconhecimento de Habilitações, na Universidade do Minho, Braga, foi deliberado reconhecimento ao nível do grau de Mestre em Literatura Alemã. Desde 2002, estatuto de formadora nas áreas e domínios de Alemão (A02), Literaturas de Expressão  Alemã (A57).Em 2009 concluiu uma Tese de Doutoramento em Ciências da Literatura Área de Conhecimento de Literatura Comparada, com o título: “Sehnsucht e Saudade Para uma História Comparada do Pathos”. Professora de Inglês e Alemão.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Mercado Livre


A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real foi convidada para estar presente com uma banca de livros, e mais algumas coisas e loisas, na 2ª edição do Mercado Livre, "Do It Yourself", organizada pelo Núcleo de Estudantes de Línguas, no Complexo Pedagógico na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.


domingo, 12 de abril de 2015

“Raízes – Trás-os-Montes e Alto Douro em Revista”, n.º 9


“Raízes – Trás-os-Montes e Alto Douro em Revista”, n.º 9, Abril 2015

Nova edição da Raízes a caminho das bancas. Destaque para o brigantino Pizzi que dá cartas no futebol nacional. Não perca ainda o tema especial sobre agricultura.
Ilustrações de capa: Luis Barata

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponíveis os números 1 (Agosto), 2 (Setembro), 3 (Outubro), 4 (Novembro), 5 (Dezembro), 6 (Janeiro) 7 (Fevereiro) e 8 (Março)]

sábado, 11 de abril de 2015

Fotografia e cinegrafia de natureza


A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real foi convidada para estar presente com uma banca de livros de fotografia, e mais algumas coisas, III Encontro Nacional de Fotografia e Cinegrafia de Natureza, no dia 11 de Abril de 2015, no Teatro Municipal de Vila Real.

«Vila Real é, cada vez mais, o destino cimeiro da biodiversidade em Portugal, com o lançamento, vai para dois anos, do seu projeto nesta área. O Município reforça a sua posição na defesa do património biológico e organiza, pelo terceiro ano consecutivo, diversos eventos ligados à promoção da fotografia da natureza. O calendário já está definido e de 8 a 19 de abril, Vila Real volta a reunir os maiores especialistas ibéricos do setor.
Nos dias 8 e 9 de abril acontece o workshop de fotografia noturna e astrofotografia, sob a égide de Miguel Claro, especialista em astrofotografia de paisagem, um novo conceito de fotografia que visa a união entre os elementos céu e terra, dando relevo ao universo incrível que se ergue acima de nós. 

Miguel Claro tem visto as suas imagens figurar nas mais prestigiadas revistas e websites internacionais como a National Geographic, Astronomy Magazine, Sky and Telescope, Ciel et Espace ou no "Earth Science" e "Astronomy Picture of the Day" da NASA. O seu trabalho também não tem passado despercebido no seu país, tendo sido publicado nos principais jornais, revistas e meios de comunicação social em geral. É fotógrafo oficial da “Reserva Dark Sky Alqueva”, a primeira reserva do mundo certificada pela UNESCO como "Starlight Tourism Destination".
Os dias 11 e 12 de Abril são dedicados ao III Encontro Nacional de Fotografia e Cinegrafia de Natureza. O primeiro dia está reservado para um ciclo de palestras, a decorrer no Teatro de Vila Real, com a presença de variados fotógrafos de renome a nível nacional de internacional. Esse dia encerra com uma mesa redonda, onde serão debatidos temas como "A Importância dos meios audiovisuais na valorização do Património Natural e o Desenvolvimento Local” e "Viabilidade deste setor para profissionais". O Encontro terá a transmissão em direto pela Rádio Universidade. O dia 12 de Abril será dedicado a um percurso pedestre fotográfico, organizado conjuntamente com Parque Natural do Alvão.
A semana de 13 a 19 de Abril será dedicada ao projeto “Ângulos Complementares”. Este projeto vai reunir um conjunto de 4 profissionais de excelência da área da imagem e da fotografia, que vão estar em Vila Real a captar a essência das suas paisagens, da sua flora e da fauna, com uma partilha de conhecimentos, técnicas e saberes com a equipa técnica da biodiversidade de Vila Real. Este projeto de fusão experimental vai resultar na produção de um livro sobre a biodiversidade de Vila Real, associados a uma exposição itinerante a desenvolver pelo Município. Paralelamente, um dos elementos da equipa fará a cobertura em vídeo, com vista a criação de um DVD de “making of”, o que irá aumentar ainda mais a visibilidade e interesse do mesmo para o público em geral.
Todas as áreas do município de Vila Real serão cobertas, desde as paisagens de montanha aos rios que correm nos vales, das espécies emblemáticas das grandes aves aos pequenos insetos. Serão empregues técnicas especializadas e equipamento sofisticado o que permitirá captar a beleza do espaço natural noturno ou a vida e o ambiente subaquáticos. A apresentação pública deste projeto ocorrerá no dia 16 de abril, às 21:00 horas e conta com a presença de todos os fotógrafos envolvidos.»

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Vilar de Maçada, Cabêda, Francelos, Sanradela


“Crónicas da Nossa Freguesia (Vilar de Maçada) – Fidalgos e Plebeus” de José Alves Ribeiro

ÍNDICE
MAPA
1 – DEDICATÓRIA  E  PREÂMBULO

2 – MAPAS

3 – VILAR  DE  MAÇADA  -  SUA  HISTÓRIA  VERSEJADA    ( em verso) 
       
4 – RESENHA  HISTÓRICA  E  ARQUEOLÓGICA  DA  FREGUESIA

5 -  FORAL  DE VILAR DE MAÇADA

6 – SOLARES, QUINTAS  E  CASAIS  DA FREGUESIA  DE  VILAR  DE  MAÇADA

7 – CASAS  E  RECANTOS  TÍPICOS   DA  NOSSA FREGUESIA

8 - MARTIM  GONÇALVES DE  MACEDO,  HERÓI  DE  ALJUBARROTA

9 – DONA  FILIPA  DE  MACEDO E  A  TORRE  DE  QUINTELA – VILA  MARIM  E  VILAR  DE  MAÇADA,  DUAS  FREGUESIAS  LIGADAS  PELA  HISTÓRIA

10 - D. GREGÓRIO CASTELO BRANCO  E A CAPELA BRASONADA DE «BORBA»

11 - O SOLAR DOS DRAGOS, AS MORGADAS DE CABEDA E O VISCONDE DE CANELAS

12 - BIOGRAFIA DE UM ILUSTRE VILARMAÇADENSE - D.RODRIGO PINTO PIZARRO,
BARÃO DA RIBEIRA DE SABROSA

13 - MARCOS DE COMENDAS EM CABEDA E NA SANRADELA

14 - VILAR DE MAÇADA – ROTEIRO  DA  FREGUESIA ( em verso)

15 - A CASA DA MÁQUINA DE MEU AVÔ ZEFERINO

16 - ADEUS FLOR DA ITÁLIA – UM  CARREGO  ATRIBULADO  DO  CARREIRO  BENEDITO

17 - O   SIMÃO   DA  EUSÉBIA  E  O  «RAPTO»  DA  MERENDA   NA  SENHORA  DA  SAÚDE

18 - A  VEIA  VERSEJADORA  DO  SEBASTIÃO  DINO

1 9 -  CABEDA – UM EXEMPLO DA ARTE E DA PAIXÃO NA VITICULTURA DURIENSE

20 - O  «BORDA»

21 - A  BULHA  DE  FRANCELOS  E  A  FUGA  AVENTUROSA  DO  MANUEL  «GERMANO»

22 - O MINÉRIO DO POÇO PALHEIRO

23 - O CASAMENTO TRINTA ANOS ADIADO DA MARIA DA FONTE COM O HERCULANO DO CÔTO

24 - VILAR DE MAÇADA – UM  LOUVOR  À  NOSSA VILA ( em verso)

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[também disponível do autor os títulos: “Plantas Aromáticas em Portugal – caracterização e utilizações” de A. Proença da Cunha, José Alves Ribeiro, Odete Rodrigues Roque, “Viver e saber fazer. Tecnologias tradicionais na Região do Douro. Estudos preliminares” vários, “Plantas e Saberes – No Limiar da Etnobotânica em Portugal” vários, “Paraíso Revisitado – Roteiro Poético Alfacinha e Duriense”]

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Amor, amor, amor...


“Quero Dizer-te, Amor” de José Braga-Amaral, pinturas de Júlia Fernandes

«Lido “Quero dizer-te, amor”, o mais recente livro de poesia de José Braga-Amaral, ocorre-nos que raramente se tem lido na nossa literatura uma tão veemente e intensa profissão de fé num amor perdido ou ausente ? embora reencontrado e presente pela memória das horas ácidas da sua vigência.
Comoventes e violentos, estes versos são uma versão enraivecida pela dor da suave cantiga de João Roiz Castelo Branco, que começa: “Senhora, partem tão tristes/ Meus olhos por vós, meu bem”. Tem a mesma força magoada e persuasiva, embora transfigurada e ampliada pela incapacidade do poeta de aceitar o apartamento.
Amor, amor, amor ? eis o Leitmotiv do livro. Neste livro, tanto se celebra o amor físico, que nos queima por fora, como o amor espiritual, que nos queima por dentro. Às vezes o poeta parece libertar-se da obsessão e sai do seu mundo interior, devastado pela ausência do amor. Divaga então pelo mundo que o cerca, mas acaba por regressar sempre, vencido, ao lugar do amor ou usar esse mundo exterior como metáfora do amor nos seus vários momentos: sedução, consumação, êxtase.» A. M. Pires Cabral

José Braga-Amaral é natural de Paranhos, Porto, onde nasceu em 1959. Aos 12 anos fixou residência no Douro, em Peso da Régua, tendo ainda vivido no Porto durante parte da sua adolescência e juventude por motivos académicos. Para além disso, viveu em Braga, Cabo Verde e Parada do Bispo. Depois de frequentar os cursos de engenharia e direito, ter sido professor do ensino preparatório e secundário, profissional de seguros e formador do ensino profissional, opta pelo jornalismo profissional, tendo sido colaborador em vários órgãos de comunicação social como RDP / Alto Douro, O Comércio do Porto, Correio do Minho e ainda chefe de redação, redator e diretor adjunto da revista Tribuna Douro. Em simultâneo frequentou a licenciatura científica de Língua Portuguesa e História de Portugal e concluiu o curso de Técnico Profissional de Arquivos.
Tem 25 anos de vida literária, com 27 obras publicadas em todos os géneros literários, desde romance, crónica, teatro, literatura infanto-juvenil e História, das quais dez títulos são, supostamente, poesia. Está publicado em várias antologias literárias e revistas, em Portugal, na Galiza e em Cabo Verde. Entretanto foi ator, encenador e fundador da Tertúlia de João de Araújo Correia.
Atualmente, a viver em Caldas do Moledo, é formador e criativo em todas as áreas da comunicação e do marketing, jornalista freelancer e escritor.

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[disponível também do autor os seguintes títulos: “à conversa com João de Araújo Correia” “Cinco histórias num instante”, ilustrações de Helena Lobo; “O Contador de Histórias dos Jardins Suspensos”, desenhos de Fernando Guichard; “Por Debaixo da Pele do Douro”, pinturas de Odete Marília; “quartos de lua e folhas de outono”, fotografias do autor; “lápis, pincel e almas...”, desenhos de Helena Lobo; “na pele do rio”, óleos de Odete Marília; “palavras que o Douro tece – antologia de textos durienses contemporâneos” organização e coordenação]

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Livreiros do meu país, UNI-VOS! - 2


PALAVRAS QUE VOS DEIXO

Sou um orgulhoso fundador do movimento das gentes do livro que dá pelo nome de Encontro Livreiro. Recordo hoje os nomes do pequeno núcleo inicial: Manuel Pereira Medeiros, Luís Guerra, Fernando Bento Gomes, Cristina Rodriguez, Artur Guerra, Gonçalo Mira, Nuno Fonseca, Joaquim Gonçalves, Dina Silva, Adelino Almeida Abrantes, José Augusto Soares Pereira, António Almeida, Fátima Ribeiro de Medeiros, Hélia Filipa da Cruz Sampaio, Nuno Miguel Ribeiro de Medeiros, João Manuel Rodriguez Guerra, José Teófilo Duarte, Francisco Abreu, José Gonçalves (ausente por motivos de saúde, participou na preparação e na divulgação).

O Encontro Livreiro nasceu na livraria Culsete, em Setúbal, no dia 28 de Março de 2010, mas tem andado por aí e gosta de deixar sementes que dêem rebentos que possam dar novas sementes, que possam dar rebentos que possam dar novas sementes... e assim sucessivamente. Os primeiros rebentos nasceram em Trás-os-Montes – onde cresceram e se multiplicaram em Vila Real (Traga-Mundos), Macedo de Cavaleiros (Poética), Bragança (Rosa D’Ouro) e, no domingo passado, em Valpaços (Livraria Dinis) – e no Porto, onde brotaram num jardim feito de livros, a Lello do livreiro Antero Braga, a mui antiga e bela livraria da invicta e do mundo. Da equipa de “resistentes” a Norte, quero ainda destacar Dina Ferreira (Poetria), um exemplo de visão e de persistência de uma livreira que ama os livros, a poesia, o teatro.

Acompanhei muito de perto o seu crescimento até bem próximo dos cinco anos, que ontem se cumpriram. Parabéns a você! E lembro, com alguma nostalgia, o brinde inicial (vão lá ver ao Isto Não Fica Assim!). E lembro ainda, feliz, os meses da gravidez e da esperança, os primeiros dias, as primeiras noites, os primeiros meses e anos, os primeiros e trémulos passos, primeiro a necessitar do amparo de uma ou mais mãos, adquirindo aos poucos cada vez mais autonomia.

É um movimento que não gosta de chefes nem de líderes e que desde o início se quis o mais informal e livre possível. Mas, para funcionar e avançar, foi recorrendo a uma “comissão executiva” oficiosa constituída por Manuel Medeiros e Fátima Ribeiro Medeiros (Culsete – Setúbal), Joaquim Gonçalves (A das Artes – Sines), António Alberto Alves (Traga-Mundos – Vila Real), Sara Figueiredo Costa (Cadeirão Voltaire), Rosa Azevedo (Estórias com Livros) e eu próprio. Claro que no início este núcleo era ainda mais reduzido. Convém referir que alguns destes elementos foram sendo cooptados à medida que chegavam ao Encontro Livreiro e que há outros amigos, que me desculparão por não os nomear, que sempre estiveram muito próximos.

Por razões de ordem muito pessoal, em Novembro passado – por ocasião do Dia da Livraria e do Livreiro, “rebento” que nasceu da relação entre o Encontro Livreiro e a Fundação José Saramago e da vontade do seu director, o meu amigo Sérgio Letria, mas que precisa de um maior envolvimento dos livreiros, o que não se conseguiu satisfatoriamente até à edição de 2014 – decidi que era chegado o momento de me afastar. Nessa altura comuniquei a minha decisão à Fátima, desde sempre a livreira da Culsete mas agora a solo depois da partida do Livreiro Velho, e pedi-lhe o grande favor de a transmitir aos restantes amigos. Ao mesmo tempo, entreguei-lhe as “chaves” do blogue «Isto Não Fica Assim!» e da página do Encontro Livreiro no facebook, que tomei a liberdade de criar logo a seguir ao I Encontro e onde podem encontrar os textos, as imagens, a história deste inédito movimento das gentes do livro.

Deixem-me que refira uma das iniciativas que mais acarinhei, a atribuição do diploma Livreiros da Esperança, e que recorde aqui os nomes dos livreiros já homenageados: Jorge Figueira de Sousa (Esperança – Funchal), Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira (Galileu – Cascais), Manuel Medeiros e Fátima Ribeiro Medeiros (Culsete – Setúbal), Antero Braga (Lello – Porto) e ainda o Livreiro da Esperança de 2015, Luís Alves Dias (Ler – Lisboa), nome que já tinha sido referido em conversas com a Fátima anteriores à minha saída e ao seu falecimento em 23 de Janeiro deste ano e que depois vi confirmado no Isto Não Fica Assim! Um abraço, bem rijo e amigo, ao filho, o livreiro-editor-livreiro Luís Alves.

Se me permitem, quero também deixar uma palavra em memória e em homenagem à vida de um outro livreiro que nos deixou no mesmo mês de Janeiro deste ano, António André (Lácio – Lisboa), a quem me ligam boas recordações e que, no meu modesto entender, mereceria um maior reconhecimento público. Sabem, por exemplo, que nos deixou um livro de poemas intitulado Entrevero? Sei da sua existência mas confesso que não o tenho nem o li ainda. Se alguém me fizer chegar um exemplar ficarei muito agradecido. Pagando, claro! Mas o seu poema maior, e esse tive o privilégio de o ler repetidas vezes, chamou-se “Lácio, Campo Grande, 111”! Que agora se continua a “ler devagar”, na voz do José Pinho e do Pedro Oliveira. Boas leituras, que devagar se vai ao longe!

E por falar em livreiros e em livrarias, no último encontro lancei um apelo que parece ter caído em saco roto: para quando a criação de um movimento próprio de livrarias independentes? E neste conceito cabem livrarias com décadas de experiência e outras, novas e novíssimas e com novos modelos, que estão a nascer ou a dar os primeiros passos. Continuo a achar que faz sentido, que faz falta, que é urgente, muitíssimo urgente. Pelo país fora há (ainda há) mais de duas dezenas de livrarias que podiam animar e dar corpo a um movimento que comece por criar uma “rota de livrarias independentes” que funcionem a partir de uma grande cumplicidade entre si, mas também – e isto parece-me fundamental – que crie uma cumplicidade nova entre autores, editores, livreiros e leitores. E, se o meu grande amigo Joaquim Gonçalves me permite, ele que o criou e dinamizou e que, quase sempre sozinho, tem vindo a desmascarar manhas e artimanhas de vários Golias, sugiro um nome para este movimento: “Livros, é nas Livrarias!”.

Meus caros amigos livreiros, não fiquem a observar na bancada ou atrás do balcão. Não esperem que outros resolvam os vossos problemas. Não se olhem como concorrentes, que não são. Conversem, conheçam-se, troquem ideias, definam objectivos comuns, promovam iniciativas próprias que circulem pelas vossas livrarias, de norte a sul. Livreiros do meu país, uni-vos!

Não posso deixar de mencionar e de registar os nomes de Pedro Vieira, José Teófilo Duarte e Manuel Rosa pela preciosa e desinteressada colaboração na criação dos cartazes e dos diplomas.

Desejo ao Encontro Livreiro aquilo que desejo a cada um dos meus três filhos, todos já na maioridade: que continue o seu caminho, agora sem a minha presença e zelo diários, e sem os constrangimentos que mesmo o amor de um “pai” e de uma “mãe” acabam por implicar. Evitando a rotina e a repetição de procedimentos e de vícios, e possibilitando novas escolhas, novos caminhos, novos objectivos, novos intervenientes, novos actores.

Tenho a consciência de ter dado o máximo – como gosto, aliás, quando me envolvo nas coisas – e de ter feito o melhor que pude e que sabia. Saí antes que viesse a sentir que isto fica assim. Cabe às gentes do livro fazer com que, afinal, isto não fique assim.

São estas as palavras que vos deixo. Obrigado pela vossa compreensão e, o que para mim é o mais importante, pela vossa amizade.

Envolvo todos (e vejo agora os rostos e os olhares, um a um) com um abraço apertado dado a cada um de vocês.

Até sempre!

Luís Guerra
Margem Sul, 29 de Março de 2015


[texto enviado ao VI Encontro Livreiro, que decorreu na livraria Culsete, em Setúbal, no passado dia 29 de Março de 2015]

terça-feira, 7 de abril de 2015

Apresentação do livro "O Bico Azul" de J. Bernardino Lopes e Pedro Lopes


Apresentação do livro “O Bico Azul – uma viagem onde os nossos olhos não podem ver...”
de J. Bernardino Lopes (texto) e Pedro Lopes (aguarelas)
por Ana Paula Fortuna
dia 11 de Abril de 2015 (sábado), pelas 21h00
de 03 a 30 de Abril de 2015: exposição de aguarelas “O que se esconde por detrás do pôs do Sol” de Pedro Lopes
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


Do encontro entre duas pessoas nasceu esta história. Iniciou-se por um conjunto de aguarelas feitas por um artista plástico previamente desafiado. Do alinhamento possível entre algumas delas nasce a escrita inicial da história. Desenvolveu-se à medida que narrador envia as primeiras páginas de escrita e, influenciada por estas, o artista plástico faz mais um conjunto de aguarelas. O processo foi iterado as vezes suficientes até se atingir a forma final.

“O Bico Azul – Uma viagem por onde os nossos olhos não podem ver...” é uma história narrada através de palavras e de aguarelas para crianças que pode ser lida por jovens e adultos. É um mundo maravilhoso que se vai desvendando com os sentidos atentos, a candura duma imaginação limpa e a inteligência das perguntas simples. Duas crianças partem em busca dos seus mistérios na companhia de uma grande ave - o Bico Azul…

J. Bernardino Lopes é Presidente da Direcção da Ad Justes – Associação para o Desenvolvimento de Justes e Professor Associado com Agregação em Ciências Exactas – Física na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real.


António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- dia 11 de Abril de 2015 (sábado): participação com uma banca de livros, no III Encontro Nacional de Fotografia e Cinegrafia de Natureza, no Teatro Municipal de Vila Real;
- dia 25 de Abril de 2015 (sábado): excursão à taberna cultural A Arca da Noé, para concerto dos Terra Morena: tributo a José Afonso, em Vilar de Santos, Ourense, Galiza;
- de 1 a 30 de Maio de 2015: exposição “A Arquitectura Sen Arquitectos: A Arquitectura Anónima A Través dos Traballos de Vicente Risco” da Fundación Vicente Risco, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 2 de Maio de 2015 (sábado): “Actos da Cultura Galego- Portuguesa 2015”, inauguração de exposições, mesa redonda, concerto, recital de poesia, Cultura Que Une, Amarante;
- dias 5 e 6 Maio de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, no XIX eiri – Encontro Internacional de Reflexão e Investigação, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real;
- dia 5 de Maio de 2015 (terça-feira), pelas 21h00: tertúlia “À conversa sobre: o Lobo” por José Manuel Campeão Ribeiro, Vigilante da Natureza no Parque Natural do Alvão, organização da cooperativa Rupestris, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dia 9 de Maio de 2015 (sábado), pelas 21h00: apresentação do livro “O Herói Português da Primeira Guerra Mundial” de Francisco Galope, na Traga-Mundos em Vila Real;
- dias 14, 15, 16, 17 de Maio de 2015: participação com uma banca de livros na Festa do Libro Galego Português, na Fundación Vicente Risco em Allariz (Galiza);
- dia 22 de Maio de 2015 (domingo), das 8h00 às 14h00: visita à Casa Museu Aires Torres, por João Luís Sequeira Rodrigues, em Parada do Pinhão, Vila Real;
- dias 26 e 27 de Maio de 2015: participação com uma banca de livros, mais algumas coisas e loisas, na 19.ª Feira de Minerais, na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real;
- dias 29, 30 e 31 de Maio de 2015: exposição / venda de livros galego-portugueses, “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Amarante;
- dias 10, 11, 12, 13 e 14 de Junho de 2015: exposição / venda de livros galego-portugueses, “Actos da Cultura Galego-Portuguesa”, Cultura Que Une, Corunha.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

IV Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro, Região d'Ouro


IV Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro
dia 22 de Março de 2015 (domingo), pelas 15h00
na Livraria Papelaria Dinis, em Valpaços
no mensário Região d'Ouro [Geração D'Ouro], número 21, Abril 2015



sexta-feira, 3 de abril de 2015

A Navalha de Palaçoulo, por A.M. Pires Cabral


“A Navalha de Palaçoulo” de A. M. Pires Cabral

A. M. Pires Cabral (n. 1941), premiado autor com mais de cinquenta obras publicadas – entre poesia, conto e romance –, é um artesão da linguagem e memória vivencial de Trás-os-Montes, trazendo na sua escrita um encontro invulgar entre a anafada antiguidade e a irónica modernidade. O leitor, desafiado no seu próprio espírito inventivo, não deixará de ser levado pela curiosidade que o autor, tão habilmente, lhe vai aguçando:
           
«... chegado a meio, diz o Leitor, com ar de quem descobriu a pólvora: já sei como isto vai acabar.
            O autor assume isso, mas vai avisando que tem cartas escondidas na sua manga de prestidigitador.» [A Navalha de Palaçoulo]

Constituem a obra dez narrativas, na maioria relativamente breves, cuja acção vai geralmente avançando em direcção a um desfecho inesperado ou surpreendente. Os títulos: “Mistérios da polissemia”, “O Poeta”, “A caixa”, “O preço”, “O meio-termo”, “O cozinheiro calista”, “Um dedo a menos”, “Um tão longo namoro”, “Uma viagem na Linha do Tua” e o que dá o título ao livro, e mais extenso de todos, “A navalha de Palaçoulo”.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível dos autores os seguintes títulos: de A.M. Pires Cabral “O Cónego”e “A Loba e o Rouxinol” (romance); “O Diabo Veio Ao Enterro”, “O Porco de Erimanto” e “Os Anjos Nús” (contos); “Que Comboio É Este”, “Arado”, “Antes Que O Rio Seque”, “Cobra-D’Água” e “Gaveta do Fundo” (poesia); “Trocas e Baldrocas ou com a natureza não se brinca” com ilustrações de Paulo Araújo (infanto-juvenil); “Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro” Volume I – A-E, 568 p. e Volume II – F-Z, 606 p.; “Páginas de Caça na Literatura de Trás-os-Montes” (selecção de textos e organização, antologia); “Aqui e Agora Assumir o Nordeste” (antologia) selecção e organização de Isabel Alves e Hercília Agarez; “As Águas do Douro” coordenação Gaspar Martins Pereira, “Telhados de Vidro” n.º 18; de Rui Pires Cabral “Oráculos de Cabeceira”, “Biblioteca dos Rapazes” e “Stardust”, participação em “Labrador”, “Telhados de Vidro” n.º 3, n.º 8, n.º 9, n.º 11, n.º 18 e n.º 19, “Em Lisboa, Sobre O Mar. Poesia 2001-2010” ]

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Boletim Cultural n.º 21, Escola Secundária Camilo Castelo Branco


“Boletim Cultural n.º 21”, Março de 2015, da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Real

Nota de abertura ..............................................................................................   9
Henrique Morgado

A Direcção da A3LC2B Vila Real ...................................................................... 11
Manuel Cardona

Ribeira de Pena e Camilo: O princípio do fim da sua odisseia amorosa........... 13
Hercília Agarez

A queda de Babel: milagre ou maldição?
Diversidade linguística e tradução nos 800 anos da Língua Portuguesa           23
Delfina Rodrigues, PhD

Os crimes da Rua Morgue, de Edgar Allan Poe ............................................... 33
Adelaide Jordão

Dois Barrosões de nome e de alma: Bento da Cruz e Padre Fontes ..............  49
Maria da Assunção Anes Morais

Literatura e Ciência: Unidade de medida ao longo do tempo em Portugal ...... 53
António Fortuna

“O menino de sua mãe”..................................................................................... 69
André Sousa

“São Leonardo”................................................................................................. 71
Daniela Sampaio

Uma verdade avassaladora ............................................................................. 75
João Pedro Cerveira Gonçalves

Imortalidade....................................................................................................... 77
Sérgio Sequeira Bastos

Refletindo um pouco ........................................................................................ 79
Inês Leandro

Super heróis...................................................................................................... 81
Ariel A. M. J. Nobre & L.I.P.P.

Corajosamente inúteis ...................................................................................... 85
Leandro Ribeiro Mourão 

Contributo para a Educação Espacial no 3.º Ciclo do Ensino Básico .............. 87
António Manuel Sousa Pires

Motivação e produtividade ............................................................................... 93
Adriano António Pinto de Sousa

Abertura e fecho do oceano Varisco:
Uma história contada na Serra do Marão .........................................................95
Carlos Coke

Amendoeira ..................................................................................................... 115
João Costa

Se non tivesse voz ........................................................................................... 117
Antón Cortizas Amado

Desabafo .......................................................................................................... 121
José Alves Ribeiro

Cantiga a este mote ......................................................................................... 123
Andreia Alves

Remanso .......................................................................................................... 125
Maria Jesuína Alves Ribeiro da Silva

Palavras ........................................................................................................... 127
Paulo José Fortuna

Atos................................................................................................................... 129
Daniel Maio

Vivo de explosões ............................................................................................ 133
Rita Esteves / Maria João Matos

A la fiesta .......................................................................................................... 137
Pedro Velho

Sete músico num funeral .................................................................................. 145
Adérito Silveira

O milagre........................................................................................................... 149
Ângelo Sequeira

O antigo solar dos Dragos, as Morgadas de Cabeda
e o Visconde de Canelas ................................................................................. 155
José Alves Ribeiro

O valor dos brinquedos tradicionais ................................................................. 163
Antón Cortizas Amado

Sentir-se entre céu e terra... História(s) dos baloiços ...................................... 165
João Amado

La balançoire, c’est juste pour rire? ................................................................. 177
Daniel Descomps

A cultura indígena no brincar urbano ............................................................... 181
Marcos Vinícius de Faria Oliveira

Perspetivas
Joana Martins; Juliana Nóbrega; Beatriz Patarata; Catarina Azevedo

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[recordamos que na livraria Traga-Mundos em Vila Real se encontram disponíveis os seguintes números do referido "Boletim Cultural da Escola Secundária Camilo Castelo Branco": n.º 2 de Setembro 1991, n.º 3 de Maio 1992, n.º 4 de Dezembro 1992, n.º 5 de Maio 1993, n.º 6 de Março 1994, n.º 7 de Junho 1998, Número Especial de Dezembro 1998, n.º 8 de Setembro 2000, n.º 9 de Dezembro 2001, n.º 10 de Março 2004, n.º 11 de Março 2005, n.º 12 de Dezembro 2006, n.º 13 de Março 2007, n.º 14 de Março 2008, n.º 15 de Março 2009, n.º 16 de Março 2010, n.º 17 de Março 2011, n.º 18 de Março 2012, n.º 19 de Março 2013 e o n.º 20 de Março 2014]

quarta-feira, 1 de abril de 2015

João de Araújo Correia: cronista das gentes do Douro


“João de Araújo Correia – Cronista das Gentes do Douro” de Manuel Joaquim Martins de Freitas

«Manuel Joaquim Martins de Freitas aventura-se, neste seu ensaio, a palmilhar minuciosamente os caminhos de reflexão de João de Araújo Coreia, vertida nas suas crónicas, saídas em livro e em jornais, em torno da realidade cultural duriense, com ênfase para a memória, identidade e património. Trata-se  de um percurso que pretende expôr, naquilo que foi o desiderato de uma vida, "o empenhamento do cidadão João de Araújo Correia na salvaguarda do património cultural que (...) ele já entendia como recurso estratégico ou meio de desenvolvimento da região do Douro"; entende também o ensaísta que o seu labor reverterá em favor, pelos durienses, do seu património e preservação da memória cultural da região do Douro.
(...)
Manuel Joaquim Martins de Freitas intervém, com este estudo, na história do Douro ao fazer conhecer melhor o "historiador do Douro", como denomina João de Araújo Correia. E este é-o, verdadeiramente, como o comprova o autor do ensaio, porque é das gentes do Douro que as suas crónicas dão nota, dos problemas e história da vinha e tudo o que lhe está associado - figuras históricas como D. Antónia ou o barão Forrester, os vareiros e galegos que vieram de longe para o Douro, os objetos  associados ao cultivo da vinha, a doença da filoxera e os mortórios, as cantigas, património edificado, etc., tudo constituindo um extenso e valioso património cultural e material que só a criação de um museu do Douro, por que sempre lutou e que só de forma incipiente viu nascer, poderia preservar.
Por estas razões - e poder-se-ia dizer que felizmente - o estudo apresentado por  Manuel Freitas repõe justiça à acção desenvolvida por João de Araújo Correia, nem sempre apreciada com a importância que merece.» Fernando Alberto Torres Moreira, in Prefácio

Natural da freguesia de Sande, onde nasceu em 1951, após a instrução primária que concluiu no Peso da Régua, Martins de Freitas frequentou e completou o ensino liceal em Lamego. No ensino superior obteve os graus de Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e de Mestre em Cultura Portuguesa pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Após o estágio inscreveu-se em 1978 na Ordem dos Advogados, exercendo desde então esta profissão no Peso da Régua. Foi Delegado e depois Presidente (eleito) da Delegação da Ordem dos Advogados da Comarca da Régua em três mandatos.
Sendo um admirador de João de Araújo Correia e da sua obra, estudou as suas crónicas sobre o Douro, nos campos da memória, da identidade e do património cultural, no âmbito do mestrado em Cultura Portuguesa. Defendeu publicamente, em 2010, a dissertação“Memória e Património Cultural nas Crónicas Durienses de João de Araújo Correia” que mereceu a aprovação unânime do júri com a nota de muito bom.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

[também disponível os títulos: “Nova Freguesia”, “Contos e Novelas I (Contos Bárbaros, Contos Durienses, Terra Ingrata)”, “Contos e Novelas II (Cinza do Lar, Casa Paterna, Caminho de Consortes, Folhas de Xisto)”, “Sem Método – notas sertanejas”, “Contos Bárbaros” e “O Porto do meu tempo”. “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” de Altino Moreira Cardoso e “à conversa com João de Araújo Correia” de José Braga-Amaral. Letras Com Vida – literatura, cultura e arte, n.º 2, 2.º semestre de 2010 dossiê escritor “João de Araújo Correia” coordenação de António José Borges. Revista “Geia” n.º 1 (Dezembro 2009), n.º 2 (Dezembro 2011) e n.º 3 (Setembro 2013), edição da Tertúlia de João de Araújo Correia – recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]