sexta-feira, 24 de agosto de 2012

An mirandés


“L Mais Alto Cantar de Salomon” bersion mirandesa de Fracisco Niebro

I (eilha)

Beise-me culs beisos de sue boca
mais gustosos tous carinos do que bino
recende l oulor de tous unguientos
unguiento spargido ye tue nomeada
por esso gústan de ti las mocicas
arrastra-me atrás de ti nua fugida
lhebou-me l rei a sue pousada
adbertiremos-mos i cuntentaremos-mos cuntigo
lhembraran-se-mos tous carinos mais que l bino
nun admira que gústen de ti las mocicas.

Traduçon de Fracisco Niebro

La publicaçon cumpleta, an mirandés, de l lhibro de la Bíblia-Antigo Teçtamiento L MAIS ALTO CANTAR DE SALOMON, mais coincido antre nós cumo Cántico de ls Cánticos. Ye la purmeira beç que este lhibro se publica an mirandés.
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos an mirandés: “Ls Lusíadas” de Luís Vaz de Camões, “Mirandés – Stória dua lhéngua i dun pobo” e “Ls Lusíadas” banda zenhada José Ruy, “Calantriç de Nineç” de Rapç de la Rue, “La Mona L Maio” José Francisco João Fernandes, “Tra-los-Montes” de Nuno Neves, “Ua Antologie” de Fernando de Castro Branco, “L Pastor Que Se Metiu de Marineiro” de Faustino Antão e “L Segredo de Peinha Campana” texto Fracisco Niebro dezeinhos Sara Cangueiro]

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Saber fazer duriense


“Viver e saber fazer. Tecnologias tradicionais na Região do Douro. Estudos preliminares”

SUMÁRIO
Apresentação / Teresa Soeiro
A Geomorfologia / Carlos Coelho Pires
O meio aquático e ribeirinho no Alto Douro Vinhateiro : características ecológicas e biodiversidade / Rui Cortes
A vegetação natural e os agroecossistemas do Alto Douro Vinhateiro / José Alves Ribeiro
Douro : a construção dum território / Helder Trigo Marques
A evolução histórica / Gaspar Martins Pereira
Baixo Corgo : o velho Douro / Teresa Soeiro
O Douro das quintas do Cima Corgo / Natália Fauvrelle
A evolução da paisagem agrária no Douro Superior / Nelson Campos Rebanda
A vinificação / José Alexandre Roseira
Douro, um rio de vida / Teresa Soeiro

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sabores judaicos transmontanos


“Sabores Judaicos Trás-os-Montes” de Graça Sá-Fernandes e Naomi Calvão, fotografias de Valter Vinagre

«Na recolha de material sobre a tradição oral, ainda mantida pelos cripto-judeus, em Trás-os-Montes, deparámos com várias orações, práticas religiosas, alimentares e outras.
Estes costumes eram, e são, transmitidos essencialmente pelas mulheres.
Com perigo, até da própria vida, os cripto-judeus transmontanos tiveram que, ao longo do tempo, esconder, e mesmo evitar, todos os costumes e preceitos que os comprometiam.
São disso exemplo o abandono sucessivo da Circuncisão, da Festa das Cabanas, da Delegação Ritual, da Preparação do Vinho, do Uso dos Livros Sagrados e utensílios pertencentes ao culto.
Por outro lado, é muito interessante ver como, passados cinco séculos, persistiu a consciência religiosa em vários campos e como conseguiram, disfarçadamente, continuar com a prática do culto judaico, iludindo a vigilância inquisicional.
Podemos, ao longo deste livro, tomar contacto com alguns desses hábitos.
A alimentação foi, desde sempre, como em todas as comunidades judaicas, um dos traços mais fortes da sua tradição e simbologia características.
Usámos uma cronologia litúrgica para facilitar a leitura das receitas.»

Quando se come uma alheira, estamos a comer comida de marranos. E que boas que são.
Um leitor (Anónimo)

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos "Os Judeus no Noroeste da Península Ibérica" João Domingos Gomes Sanches e “Cozinha Transmontana” de Alfredo Saramago, colaboração António Monteiro, fotografias Inês Gonçalves]

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O essencial sobre...


“O essencial sobre Miguel Torga” de Isabel Vaz Ponce de Leão

«Finalmente Miguel Torga é escolhido para figurar na série O essencial sobre, da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Todavia, valeu a pena esperar, pois o livro assinado por Isabel Vaz Ponce de Leão revela um estudo crítico admirável sobre a biografia e obra do escritor. Como é sabido, Miguel Torga é o pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, nascido em 1907, na terra transmontana de Sampaio da Anta, de família humilde que o enviou, adolescente, a servir como criado no Porto. Um tio abastado, dono de uma fazenda no Brasil, recebeu-o como emigrante, durante cinco anos e acaba por lhe pagar os estudos em Coimbra, onde se forma em Medicina na especialidade de otorrinolaringologista. Na cidade doutora, inicia a sua vida literária, colaborando na revista presença que lhe chancela o segundo livro de versos, Rampa, ainda com o nome de Adolfo Rocha. Exercendo a sua profissão em Leiria, por algum tempo, vai dando à estampa além de poesia, conferências, ficção e teatro, e ainda duas obras biográficas: Os primeiros dias da criação do mundo e Diário, que atinge 15 volumes. Toda a sua escrita, sóbria, tensa, quase poética, revela a sua raiz telúrica, profunda, voltada ao social, como a escola neo-realista de 1940. Têm relevo os seus contos de Os Bichos e Contos da Montanha, bem como o romance A Vindima e a peça teatral Mar. 
Quando aos 80 anos visitou Macau, tive a honra de o receber em nome do Instituto Cultural de Macau e de lhe dar a conhecer a minha encenação de Mar. Não esqueci o seu entusiasmo pelo espectáculo que me mostrou um homem muito diferente daquele que era comum considerá-lo, de secura e austeridade singular.
Por duas vezes candidato ao Prémio Nobel de Literatura, não alcançou, como legitimamente merecia, o importante galardão. Mas não deixa de ser um dos maiores escritores portugueses de projecção universal do século XX. Como este livro confirma.» [António Couto Viana, Leitur@ Gulbenkian]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “O essencial sobre Camilo” de João Bigotte Chorão e “O essencial sobre Teixeira de Pascoaes” de Maria das Graças Moreira de Sá]

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dispersos de João de Araújo Correia


“Pontos Finais” (dispersos) de João de Araújo Correia
primeira edição
Imprensa do Douro Editora
[com todas as páginas por abrir]

«Acabou de se imprimir este livro aos doze dias do mês de Dezembro de mil novecentos e setenta e cinco, nas oficinas da Imprensa do Douro, Rua de Serpa Pinto, 24 – Régua»

«Prosador exemplar e grande contista, no ano em que passa o primeiro centenário do seu nascimento e praticamente quase não comemorado, João de Araújo Correia bem merece que se evoque a sua memória e se enalteça a grandeza de escritor, e assim dar razão a estas palavras que Aquilino pôde pronunciar em 1960 numa homenagem nacional então prestada ao hoje tão esquecido autor de Terra Ingrata: «Não é o mestre da Régua, como se dizia da pintura, no obscuro século de Quinhentos, o mestre de Ferreirim ou de Linhares. Mas o mestre de nós todos, que andamos há cinquenta anos a lavrar nesta ingrata e improba seara branca do papel almaço, e somos velhos, gloriosos ou ingloriosos, pouco importa; mestre dos que vieram no intermezo da arte literária com três dimensões para a arte literária sem gramática, sem sintaxe, sem bom senso, sem pés nem cabeça; e mestre para aqueles que terão de libertar-se da acrobacia insustentável e queiram construir obra séria e duradoura». Serafim Ferreira, crítico literário [A Página da Educação]
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[do autor também disponíveis “Caminho de Consortes”, “Nuvens Singulares”, “Contos e Novelas I”, “Contos e Novelas II”, “Sem Método – notas sertanejas” e “O Porto do meu tempo”; “à conversa com João de Araújo Correia” (teatro) de José Braga-Amaral e “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” de Altino Moreira Cardoso; revista “GEIA” n.º 1 (Dezembro 2009) e n.º 2 (Dezembro 2011) da Tertúlia de João de Araújo Correia – recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Abade de Baçal em bd


“A vida e a obra do Abade de Baçal em banda desenhada”
 textos e desenhos de José Rodrigues (Da Fonte)
Editada pela Fundação Mensageiro de Bragança, a obra dá a conhecer o percurso de uma das figuras mais ilustres e notáveis de Trás-os-Montes do século XIX, Padre Francisco Manuel Alves, mais conhecido como Abade de Baçal (9 de Abril de 1865 — 13 de Novembro de 1947), cujos escritos ainda hoje são utilizados por estudantes e por investigadores de diversas áreas. 

“Esta edição em banda desenhada é uma boa iniciativa, pois disponibiliza a todos os jovens a vida deste cidadão que foi um gigante da cultura nordestina, referência pioneira e incontornável da Identidade e da Cultura Bragançana”, sublinhou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança. 
Sacerdote secular, arqueólogo e historiador, de seu nome Francisco Manuel Alves (Baçal, Bragança, 9.4.1865 - ib., 13.11.1947), filho de Francisco Alves Barnabé e Francisca Vicente.  Cursou preparatórios no Liceu, e Teologia no Seminário de Bragança, sendo ordenado presbítero (13.6.1889) e logo nomeado pároco, ou abade da sua terra natal, por isso que ficou vulgarmente conhecido por Abade de Baçal, embora por vezes assine também Reitor de Baçal. Nunca paroquiou outra freguesia, vivendo uma vida entregue aos cuidados dos paroquianos, à sua lavoura e à investigação arqueológica e histórica, para a qual teve um singularíssimo instinto, sem necessidade de estudos científicos prévios, por isso havendo quem lhe aponte alguma assistematicidade nos estudos.

Independente, modesto e sóbrio, misturado com o povo, foi nomeado (1925) director-conservador do Museu Regional de Bragança que hoje em dia ostenta o seu nome.  Absorvido na arqueologia, não descurou os interesses da Igreja, participando nas polémicas que perturbaram a diocese no princípio do século XX, em defesa do seu bispo (O caso de Bragança e resposta aos Críticos,1905, e Notas biográficas do Ex."' Senhor D. José Alves Mariz, bispo de Bragança, Porto,1906).

Deu vasta colaboração à imprensa, havendo artigos seus nos mais inusitados periódicos: Alerta, Anuário de Viana do Castelo, A Palavra, A Torre de D. Chama, A voz, O Comércio do Porto, Distrito de Bragança, Gazeta de Bragança, Leste Transmontano, Notícias de Bragança, O Comércio de Chaves, O Bragançano, Diário de Noticias, O Século, O Pirilampo, O Primeiro de Janeiro, etc. e em revistas.
Em 1935 foi alvo de grande homenagem: atribuição do seu nome ao Museu de Bragança, condecoração com o Grande Oficialato da Ordem de Santiago, inauguração do monumento pelo escultor Sousa Caldas, sobre projecto do arquitecto Januário Godinho.  Sócio da Academia das Ciências, da Associação dos Arqueólogos Portugueses, do Instituto Etnológico, vogal da comissão de História Militar e membro de vários institutos académicos estrangeiros.  A sua obra principal é constituída pelos 11 volumes das Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, começados em 1909 e terminadas em 1947, fonte incontornável para o estudo da vida, história e valores do nordeste transmontano.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também o título: “Cartas inéditas do Abade de Baçal para o Padre António Mourinho 1941-1947” contextualização, edição e notas de Maria Olinda Rodrigues Santana]

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Arte de ser português


“Arte de Ser Português” de Teixeira de Pascoaes

«Quando Pascoaes inventou Portugal não se deu conta do que tinha feito: pensou que se tinha limitado a descobri-lo. Quando imaginou os Portugueses, entregando-lhes as palavras e as visões que só a ele pertenciam, enganou-se. Os Portugueses de Pascoaes nem sequer existiam. Pascoaes nunca percebeu que era tudo invenção dele.
Escreveu um livro, a Arte de Ser Português, recusando a responsabilidade da criação, na ânsia de ser apenas um espectador.
Pascoaes não queria ser mais um poeta. Queria servir, servir e pertencer. Não queria ficar de fora nem sozinho. Queria escrever, mas escrever como quem presta um serviço: um serviço de observar, de ouvir, de descrever. Não queria ser mais um escritor português. Queria ser o escritor através do qual escrevia Portugal.
Nem menos!»
Miguel Esteves Cardoso, Introdução

Desta edição fez-se uma tiragem especial, numerada, de 150 exemplares, em papel vergé de 125 gr/m² - na Traga-Mundos temos o exemplar número 116...

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[da sua obra completa disponível, temos os seguintes títulos: "Arte de Ser Português", "São Jerónimo e a Trovoada", "O Bailado", "A Beira (num relâmpago) Duplo Passeio”, "Belo / À Minha Alma / Sempre / Terra Proibida", "Ensaios de Exegese Literária e Vária Escrita", "Livro de Memórias", "Londres. Cantos Indecisos. Cânticos", "Napoleão", "Para A Luz / Vida Éterea / Elegias / O Doido e a Morte", "O Penitente (Camilo Castelo Branco)", "O Pobre Tolo", "São Paulo", "Senhora da Noite / Verbo Escuro", "As Sombras / À Ventura / Jesus e Pã", "D. Carlos – Drama em verso", "Anjos e Fantasmas (textos e imagens)", "Jesus Cristo em Lisboa" com Raul Brandão. Ainda o álbum "Desenhos" Teixeira de Pascoaes, "Cartas a Teixeira de Pascoaes" de Albert Vigoleis Thelen, "Fotobiografia Teixeira de Pascoaes" de António Mega Ferreira e “O essencial sobre Teixeira de Pascoaes” de Maria das Graças Moreira de Sá.]

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Passeio pedestre ao Alvão # 3


Passeio pedestre ao Alvão
dia 19 de Agosto de 2012 (domingo)
actividade organizada por Lagoa Trekking para a Traga-Mundos
Em cada terceiro domingo do mês[*] a Lagoa Trekking irá organizar uma actividade para a Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real.
Assim, para Agosto, no dia 19, domingo, propomos:
«Alvão sempre à mão – Percurso 3: Quintelas - Agarez
Percurso não circular, onde se pode desfrutar de uma vista única da ribeira de Arnal na sua foz com a ribeira de Galegos. Com vistas para a cidade de Vila Real.
Com início na aldeia de Quintelas, subiremos um pouco e depois em fase descendente entraremos num bosque fresco onde teremos a oportunidade de ver a cascata de Galegos. Após estar pequena paragem regressamos ao trilho que em subida pronunciada nos levará ao outro lado deste vale mesmo em cima da foz da ribeira de Arnal, depois ao longo desta ribeira subiremos até à zona da cascata de Agarez e aí o banho espera-nos. Depois do merecido descanso regressamos uns minutos pelo mesmo caminho até entrar num trilho bem marcado e empedrado onde teremos a oportunidade de observar umas borboletas...
Dificuldade – Média
Duração – 5 h»
O ponto de encontro é na Traga-Mundos, pelas 8h00, para assegurarmos o transporte de todos os participantes. Asseguramos igualmente mochila day pack, poncho de chuva, bastões de trekking, seguro de acidentes pessoais, boa disposição e um café na aldeia. É aconselhável cada um levar água para beber e, caso necessitar, comida leve e energética. Venha trekkar connosco...
Preço por participante: 15,00 euros (número mínimo de pessoas: 8, número máximo: 20)
Inscrições (até 18 de Agosto) na Traga-Mundos, ou pelos seguintes contactos: 259 103 113, 935 157 323, traga-mundos1@gmail.com, tolagoa@gmail.com. Transferência bancária para NIB 0033 0000 45418719535 05.
[* Salvo outros compromissos por parte da Lagoa Trekking e/ou Traga-Mundos]
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Uma quinta no coração do Douro


Roriz – História de uma Quinta no Coração do Douro” de Gaspar Martins Pereira

Com a assinatura do historiador Gaspar Martins Pereira, professor catedrático de História e de Estudos Políticos e Internacionais da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e co-fundador e coordenador científico do GEHVID – Grupo de Estudos da História da Viticultura Duriense e do Vinho do Porto, este livro conta a história milenar do Douro vinhateiro, reconhecido pela UNESCO desde 2001, como património da humanidade. Como escreve o autor, "a história de uma quinta no Douro não pode desprezar o seu papel - chave de unidade de exploração agrária, entre a auto-suficiência e a produção para o mercado, num sector precocemente globalizado e, simultaneamente, numa região de difíceis acessibilidades, onde a vida quotidiana, marcada pelo ciclo da vinha, traduz o combate heróico contra a natureza hostil para obter produtos de excelência e assegurar as condições de vida aos que participam nesse combate".
 O livro aborda a história de uma das mais emblemáticas quintas do Douro, a Quinta de Roriz, desde os primórdios, no século XVI, até aos dias de hoje. Por esses séculos, a Quinta de Roriz incluía várias propriedades de monta, de norte a sul do Douro. Em 1749, um grande negociante do Porto, o irlandês Diogo Archbold, adquiriu a quinta ao então proprietário, António Castro Correia de Lacerda. Foi com este proprietário que começou mais a sério a exploração vinícola. Mas os investimentos foram muito avultados e Archbold não teve capacidade para os manter. Teve assim que vender, em 1780, a propriedade a Nicolau Köpke. Por casamentos e alianças matrimoniais, com tragédias familiares pelo meio, a quinta passa dos Köpke para os Van Zeller em meados do século XIX. Esta história entrelaça-se com outras histórias do Douro, como a fundação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em tempos de grande crise. E isto aumenta o valor da obra, que mostra o elevado grau de pesquisa do autor, outrora fundador do Museu do Douro. Gaspar Martins Pereira recorre profusamente a registos históricos de várias origens para compor a sua história, de leitura fascinante. Destaque ainda para o material fotográfico e para as muitas informações sistematizadas em tabelas, algumas com séculos de existência.
A Quinta de Roriz atravessou as crises e glórias do Douro, do Vinho do Porto e de algumas das suas famílias mais importantes. Uma obra a ler imperiosamente por quem se interesse por esta região e a sua história. [Revista de Vinhos]

«A este propósito, uma última referência, talvez não explicitamente inscrita neste livro, mas que está implicitamente da primeira à última página: a força do lugar, a força do sítio, a obra da região. A construção e a vida desta quinta mostram bem que o vinho, sobretudo o de muita qualidade, não é simples fruto da Natureza. É obra do homem. Dos trabalhadores. Dos pedreiros. Dos enólogos. Dos lavradores. Dos proprietários. Dos comerciantes. Dos adegueiros. Dos agrónomos. Dos consumidores, enfim. Por isso, ao longo dos séculos, o vinho foi mudando e adaptando-se. Por isso, o vinho e as quintas foram mudando as terras e a região. Foram feitos muros e socalcos. Fizeram-se plantações. Transformou-se a paisagem. Mas, em troca, a paisagem mudou os homens, criou-lhes hábitos, modelou as suas vidas. Em grande parte, a história desta quinta, tão bem contada neste livro, revela, como se de uma câmara escura se tratasse, a história de uma região, de um vinho e de um povo. Os que fizeram este vinho acabaram por ser feitos por ele. E as quintas estão no centro deste processo de união entre o trabalho e a natureza, entre os homens e as terras.» António Barreto, prefácio

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

As desventuras de um lojista em Vila Real


Às 5h57 do dia 11 de Agosto, sábado, fui chamado pelos vizinhos da rua Miguel Bombarda alertando que uma das montras da Traga-Mundos – livros e vinhos, coisa e loisas do Douro em Vila Real tinha sido vandalizada. Chegado ao local, deparei com o cenário caótico, do vidro ter sido rebentado em milhares de estilhaços e alguns dos produtos expostos terem ficado danificados...
A Traga-Mundos agradece a Dona Iria Machado e aos moradores vizinhos que acudiram de pronto, chamaram a Polícia, evitando que o prejuízo fosse maior...
A Traga-Mundos agradece à vizinha Casa Calado, por ter colocado com eficácia e rapidez a placa de protecção na montra – isto porque descobri que em Vila Real nem numa situação de emergência uma vidreira acede em colocar um vidro num fim-de-semana e no mês de férias de Agosto. Talvez na segunda-feira...
A Traga-Mundos agradece a todos os comerciantes vizinhos e aos clientes que ao longo do dia vieram manifestar a sua indignação e solidariedade...
A Traga-Mundos informa todos os clientes e amigos que, apesar de mais esta adversidade, iremos continuar a proporcionar este espaço de livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real, na Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28...

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mel de urze, rosmaninho e multifloral


Mel de Urze – 1.º Prémio na X.ª Feira do Mel e Artesanato de Pedras Salgadas 2011 – frascos de 1000gr, 500gr, 250gr e 250gr com frutos secos;
Mel de Rosmaninho – frascos de 1000gr, 500gr e 250gr;
Mel Multifloral – frascos de 1000gr, 500gr e 250gr.
 Mel de Trás-os-Montes – produzido e embalado por Apibéricos – Vítor Vilela e Laura Garcia – S. Lourenço, Sabrosa, Portugal.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Oráculos


“Oráculos de Cabeceira” de Rui Pires Cabral
(Tiragem Única de 300 exemplares)
Capa e ilustrações de Daniela Gomes. Paginação de Inês Mateus.


para os meus trezentos leitores

«And so on, and so forth.»

Mas vejam que miséria quando o clube
perde em casa, quando chove no molhado
do recreio a tarde toda, quando o carteiro

faz greve e o outono se insinua –
vejam que miséria este défice de razões
para pôr em movimento a roda perra

do dia, esta pomba trucidada pela ambulância
que guina, enquanto o vizinho almoça e o poeta
transfigura – mas vejam que miséria

quando a arte não resgata e a orquestra
não anima e o amor torna mais árdua
a triste faina da vida.

Nota: O título “And so on, and so forth." foi extraído de Christopher Isherwood, Lions and Shadows, Minerva, Londres, 1996, p. 148.

«Rui Pires Cabral nasceu em 1967, em Macedo de Cavaleiros, Portugal. Licenciou-se em História e Arqueologia na cidade do Porto e, actualmente, vive em Lisboa, onde é tradutor. Publicou, entre outros, “Música Antológica & Onze Cidades” (1997), “Praças e Quintais” (2003), “Oráculos de Cabeceira” (2009) e “A Super-Realidade” (Dezembro de 2011), seu livro mais recente. É um dos autores a integrar a antologia Poetas Sem Qualidades, organizada por Manuel de Freitas e lançada em Portugal em 2002, amplamente discutida.» [Modo de Usar & Co.]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também o título: “A Super-Realidade”]

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Máscaras de Caretos de Podence



 Máscaras de Caretos de Podence – em cabedal, em madeira, em metal


 Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Roteiro sentimental do Douro


“Roteiro Sentimental, Douro” de Manuel Mendes – desenhos de Gracinda Marques

Escritas entre 1961 e 1963, estas crónicas de viagem constituem o testemunho de uma época em que o Douro mantinha ainda a uma imagem fortemente marcada pela tradicionalidade.

«Manuel Mendes foi um excelente escritor, hoje bastante esquecido, infelizmente. Foi uma personalidade fascinante, de uma imensa riqueza humana, político e conspirador intemerato contra a ditadura, amador de artes plásticas, escultor nas horas vagas, extraordinário contador de histórias divertidas, de humor simultaneamente enternecido e sarcástico, que passou a vida, desde rapaz, condenado a um completo ostracismo político, embora cercado de amigos e admiradores. (…) Por isso a reedição do seu livro sobre o Douro tem tanto significado: representa uma homenagem de reconhecimento a alguém que amou este rio e as suas margens desinteressadamente. E sobre ele escreveu páginas inesquecíveis, deixando-nos um livro precioso de informações e referências, humaníssimo, e que traduz uma visão integrada da Região Duriense, tão bela e singular no todo português.» Mário Soares (do Prefácio)

«Estamos na década de sessenta do Século XX. À descoberta do país que amava, há um homem de Lisboa que sobe o Douro. De mãos dadas com o escritor, com o político e sobretudo com a personalidade invulgar que vive dentro de si, Manuel Mendes apaixona-se pelo País Vinhateiro – pelas suas gentes, por usos e costumes, pela cultura que emerge dos chãos de xisto revestidos por vinhedos teimosamente plantados pela força hercúlea do Homem. Sobe e desce esta escadaria de gigantes, de alma disponível e espírito aberto, cria amizades, quase raízes, e deixa que o Douro medre dentro de si, até que caminhos gravados de forma indelével na alma lhe passem para o papel o texto que dá corpo à obra Roteiro Sentimental – Douro. A reedição deste livro, com ilustrações de Gracinda Marques e prefácio de Mário Soares, que acompanhou o escritor no Douro, no início dos anos sessenta, constitui o ponto central da homenagem a prestar pelo Museu do Douro a Manuel Mendes.»

A reedição deste Roteiro Sentimental, Douro, de Manuel Mendes, pretende recuperar para as novas gerações um dos mais belos e sérios roteiros da região. O deslumbramento pela monumentalidade da paisagem não se desdobra em hipérboles literárias fáceis, antes busca, em prosa límpida, os actores de carne e osso, sejam eles os pedreiros construtores dos muros de xisto dos socalcos, os últimos marinheiros do rio, os escritores ou outros protagonistas que marcaram a memória do lugar. [A Página da Educação]
 Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Os Narradores da Memória


“Contos ao vento com demónios dentro” de Alexandre Parafita, ilustrações de Miguel Gabriel

São histórias da tradição oral recontadas e recriadas com muita graça e humor.
Histórias que saíram de uma biblioteca chamada Memória e que encantaram gerações de avós, pais e netos.
Histórias fantásticas, mágicas, brincalhonas…
Histórias de diabruras, onde o chefe supremo do Mal, o promotor de todos os medos, acaba sempre derrotado.
Os Narradores da Memória.
Os contos populares, as lendas e os mitos fazem parte da memória cultural de um povo. A cada geração cabe a responsabilidade de passar à seguinte o seu testemunho, garantindo que o fio condutor da memória não seja quebrado. Têm, por isso, um importante papel os Narradores da Memória.
As Narrações deste livro fazem parte do riquíssimo património imaterial e são versões recontadas e recriadas a partir dos documentos originais que o autor tem vindo, há anos, a compilar e a estudar.
 «“Contos ao vento com demónios dentro” reúne contos da tradição oral
As bruxas, os olharapos, almas penadas e demónios são alguns dos personagens que dão vida ao novo livro de Alexandre Parafita. “Contos ao vento com demónios dentro” reúne um conjunto de histórias inspiradas na tradição oral transmontana e que foram alvo de uma recolha, por parte do autor, junto de pessoas idosas dos vários concelhos da região. Contos do maravilhoso popular em que os demónios são sempre combatidos pelos heróis da história, numa equação em que o bem tem sempre primazia sobre o mal. São, por isso, contos que Parafita quis “recontar” para as crianças, como explicou: “achei que se tratava de um conjunto de histórias que valia a pena recontar para as crianças, sob o ponto de vista didáctico, na medida em que utiliza a figura do demónio para com os exemplos negativos, enfatizar os exemplos positivos”. (..) Perafita considera que a cultura popular contém a matriz identitária dos povos que os identifica e diferencia dos outros. “Se as crianças e os jovens não se sentirem enraizados em relação a um povo, a uma identidade, a memórias, ao longo da sua vida vão encontrar-se sempre desorientados”, concluiu. Alexandre Parafita é natural de Sabrosa e dedica-se, há vários anos, à literatura infantil. Muitas das suas obras integram o Plano Nacional de Leitura, manuais escolares de vários níveis de ensino e são bibliografia obrigatória em cursos de licenciatura e mestrado. O escritor é também investigador do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa, nas áreas de mitologia e da literatura oral.» [“Mensageiro de Bragança”]

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 4º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e leitura com apoio do professor ou dos pais.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os seguintes títulos de Alexandre Parafita:
- “Antropologia da Comunicação – ritos, mitos, mitologias”;
- "Património Imaterial do Douro - Vol. I";
- "Património Imaterial do Douro - Vol. II";
- "Os Provérbios e a Cultura Popular";
- "A Mitologia dos Mouros";
- "Antologia de Contos Populares" Vol. II;
- "O Maravilhoso Popular";
- "A Comunicação e Literatura Popular".
- "Histórias de Natal contadas em verso" ilustrações Bruno Pereira;
- "Branca Flor, o príncipe e o demónio" ilustrou Pedro Morais;
- "Vou Morar No Arco-Íris" ilustrações de Pedro Pires;
- "Balada das Sete Fadas" ilustrações de Miguel Gabriel;
- "As Três Touquinhas Brancas" ilustrações de Jorge Miguel;
- "A Mala Vazia" ilustrações de Pedro Serapicos;
- "Contos de Animais com Manhas de Gente" ilustrações de Eunice Rosado:
- “Magalhães nos olhos de um menino” de Alexandre Parafita e Simone de Fátima Gonçalves, ilustrações de Rui Pedro Lourenço.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Passeios a pé nas vias férreas abandonadas


“Pelas Linhas da Nostalgia – passeios a pé nas vias férreas abandonadas” de Rui Cardoso e Mafalda César Machado
 «Nos últimos 20 anos, Portugal perdeu 700 Kms de vias férreas, desactivadas em nome da boa gestão, do controlo do défice e dessa abstracção onde tudo cabe chamada progresso. À evidência, nem o país ficou mais rico, nem as populações mais bem servidas. (...)
Tal como as vias romanas, os trilhos dos contrabandistas, as estradas militares ou os itinerários de transumância pastoril, estes caminhos são parte integrante do nosso património e da nossa memória colectiva. Não os deixar desaparecer, popularizá-los e dar-lhes nova vida é o objectivo deste livro. Desde as linhas de via estreita do Douro e Vouga, aos raios da antiga «Estrela de Évora», sugerem-se caminhadas sobre troços ainda com carris, trajectos em ciclovias ou itinerários por plataformas onde em tempos houve linha e que, às vezes, já mal se reconhecem, quando não se confundem com outras veredas.»
Só o folheei um pouco e posso adiantar um livro com muitas fotografias lindíssimas (assim não é tão chato), e bastantes fotografias de arquivo. O livro perfeito para conhecer um pouco mais da nossa história ferroviária (adoro comboios) e o estado degradante a que ela chegou. Uma leitura garantidamente interessante. [Ricardo El Solitario, blogue Clube BTT Sanguêdo]

Um bom livro a ler repleto de imagens e textos para quem é apaixonado pelos comboios e pelos passeios a pé nas vias férreas abandonadas. [Jorge Rego, blogue Caminhos de Ferro – Vale da Fumaça]

Excelente livro para quem gosta de caminhadas e de aventura. As propostas são tentadoras, os relatos e descrições ao pormenor despertam o interesse em calcorrear as antigas linhas férreas abandonadas. Fica a sugestão. [blogue Land Lousã]
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também o título “Pare, Escute, Olhe” texto de Jorge Laiginhas, fotografia de Leonel de Castro]