“histórias de um
rapaz novo que queria sair do ovo” Luís Nóbrega
edição de autor
Não sei se sou teu ou se és tu o meu sonho
não saberia
mesmo que o vento arrastasse o teu rosto e o
tempo
apagasse o teu olhar,
mesmo que a poesia se perdesse em qualquer
parte
onde fosse, enfim, possível estar.
Não sei se apenas sonho te amar
mas é certo, que é teu tudo o que sou
o que há-de vir, o que acabou
e tudo o que entre nós não se sonhou.
®
Olha, amor, está tudo bem.
Quase já não sinto em volta o cercado de
desdém,
a loucura toda à solta por outro amor que
não vem,
tenho silêncios sozinho
marcos mudos no caminho.
Já não sei como resisto à constante
mascarada
e a forma como existo parece cheia de nada.
Olha, amor, está tudo bem
não tenho raiva a ninguém
levanto-me depois da queda
parto o muro que me veda
a luz do meu horizonte,
depois vou, uma vez mais
ouvir o que diz o monte,
a água, o vento, os sinais
que me mostram mais além.
Meu, amor, está tudo bem.
o autor fez parte
da “Antologia da nova poesia transmontana”, editada em 1985 por Edições
Setentrião, em Vila Real
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