quinta-feira, 14 de julho de 2016

As margens sacralisadas do Douro através de vários cultos


“As Margens Sacralisadas do Douro Através de Vários Cultos” de Dalila Pereira da Costa

Obra dividida em duas partes: I Parte — As Margens Sacralizadas do Douro Através de Vários Cultos: A Mitologia da Água; O Poder Oracular da Água; Dois Santuários do Douro, Cachão da Rapa e Pala Pinta; O Sol e a Serpente; A Vinha e os Cultos Mistéricos; O Xamã nas Margens do Côa e Douro; E o Ermita; As Núpcias da Terra e do Céu; Uma Reintegração Realizada; História e Trans-História; Totem, Tribo e Genealogia; O Primeiro Santuário Português do Douro; E a Primeira e Última Cidade do Douro; A Fronteira; As Muralhas. II Parte — À Irmã Galiza, com Saudades: A Lua e a Serpente; E Duas Fatais Heranças; Os Filhos da Deusa Lusina; Uma Filosofia Situada; Arqueologia e Filosofia Portuguesas; A Saudade na Filosofia Galaico-Portuguesa.
Encadernação dos editores. Conserva a sobrecapa de papel.

"[...] a saudade vence a irreversibilidade do tempo e a distância do espaço, efectua a síntese, ou mais a união do espaço e do tempo, anulando sua aparente diferença e desunião: e anulando-os finalmente como forças terrenas. Se quisermos apontar na espiritualidade mundial outro princípio semelhante e inserto numa dada filosofia, lembremos o ioga na filosofia indiana. A saudade é, tal o ioga, na sua vera tradução, união. E ambos como dimensões específicas de duas grandes espiritualidades mundiais; situadas, uma num extremo atlântico da Europa, outra no centro da Ásia. E duas formas diferentes que tomou o mito da reintegração, o que está primordialmente na saudade e no ioga. E ambos como disciplinas de ascese, visando a perfeição do ser e estar no mundo, num estado de consciência superior. [...] Mas, notável diferença, a saudade, pelo homem português, levou esse princípio à sua manifestação na História pela Descoberta da terra e do céu. Embora haja também no ioga esta dimensão cósmica, ela não se projectou num acto histórico realizado efectivamente na realidade. Na introversão da alma indiana e não-vontade de intervenção no mundo alheio, mas voluntariamente limitando-se sobre si, não houve essa outra projecção no plano histórico, tal como a nação portuguesa; uma concepção espiritual traduzida extrovertidamente num feito à medida universal, abrindo novo ciclo, a Idade Moderna." Dalila Pereira da Costa, p.101)

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