sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Manual de sobrevivência moral da humanidade

“O Sétimo Sentido” de António Fortuna

Quando se desce ao inferno da mente, é-se forçado a descobrir quão ténue é a barreira entre a vida e a morte. Devemos, então, impressionar-nos com a morte?
Parece-me que não.
Os cobardes é que se impressionam com a morte física, sem se incomodarem com a morte moral que os ceifou. Esses, apenas se movem em um corpo com armação de vida fátua, deambulando embrulhados em capas de mentira, não sabendo, os tristes, que o diabo tem uma capa para tapar e um chocalho para tocar, que é o mesmo que dizer:tudo se descobre neste mundo, sobretudo se se está moralmente morto.
Não, a mim não me impressiona a morte! A morte, em mim banalizou-se e parece-me que não a temo. Venha, quando vier! Venha, quando quiser! Enfrentá-la-ei, sem lhe conhecer o rosto, nem a alma. Encaro-a com a banalidade com que encaro um nascimento.
Por isso, estou vivo, são e escorreito para enfrentar as maleitas de que padece a Condição Humana. Mas, por favor, não me peçam para pactuar com ferozes hipocrisias.
Texto do Prólogo, por António Fortuna

«António Fortuna, que junta à sua condição de pedagogo as de poeta e ficcionista, acaba de publicar o seu sexto livro, saído, como os restantes, na Tartaruga, a operosa editora de Chaves, com capa de Espiga Pinto.
Intitula-se O sétimo sentido e é um livro de difícil catalogação. Pode-se pensar que se trata de uma pequena novela, aliás de acção muito escassa e lenta, centrada na figura do advogado Dr. Daniel. Mas na verdade, esta obra é mais um ensaio, um conjunto de reflexões oportuníssimas sobre a busca de valores como a autenticidade, a honestidade, a solidariedade, e o rebater dos vícios opostos. Poderíamos de certa maneira defini-lo como um manual de sobrevivência moral da humanidade.
Como diz Henrique Morgado, no texto da contracapa: «Há livros que veiculam mensagens e tocam fundo na alma humana. Livros, cujas páginas ressumam vida e fomentam os ideais de justiça, liberdade e altruísmo, ao mesmo tempo que apelam à lucidez e denunciam a maldade, a ganância, o egoísmo.» [Grémio Literário Vila-Realense]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os títulos “Da Rua dos Poetas” (poesia) de 2006, “A Chave do Degredo” (sonetos) de 2007 e “Sonata ao Douro” (poesia) Prémio Nacional de Poesia 2010 Fernão de Magalhães Gonçalves,  e “Frescos da Memória” (contos) de 2010]

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Belzebus

belzebus
de pasta de papel
pelas artes dos tornadouro

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Timor-Leste, um testemunho transmontano

“Timor – as rugas da beleza” António José Borges

"… Este livro é um documento com foral de liberdade. O autor António José Borges, assume-se aqui como uma voz diferente de tantas outras, onde a inquietação humanista nunca se desprende dos valores literários.
A dificuldade das rugas é manter a beleza dos traços com que se escreve o tempo e é com esses traços, que o cronista desenha estes esquissos dessa terra onde o sol nasce a sorrir."
José Braga – Amaral

«Timor com rugas...

Dili, 4 e meia da tarde deste dia conturbado que começa com a recomendação da Embaixada Portuguesa para a restrição de circulação; os professores não iriam dar aulas hoje, o hall do Hotel Timor povoa-se de gente que circula, sem saber bem o que fazer. Com uma reunião no Palácio do Governo às 9 da manhã, hesito em fazer a pé o percurso habitual, tomo um táxi, apenas um minuto e meio, por 1 dólar. Recebo convite do Instituto Camões para a apresentação, na Fundação Oriente, do livro (1) do Tozé Borges, professor de literatura portuguesa na Universidade de Timor Lorosae. É precisamente ao título da sua obra que “roubo” a ideia para o nome desta crónica, segundo o autor uma homenagem aos velhos de Timor-Leste que perpetuam o mundo imaginário do Bei Lafaek (o ”Avó Crocodilo”); serão eles, cada um desses velhos, uma autêntica “biblioteca itinerante” (2), de onde se “soltam palavras silenciosas” (3). 
Aproveitam-se os momentos de convívio, após a apresentação do livro do Tozé; a Mara (do Instituto Camões) faz as honras da casa emprestada, o ar condicionado avariado, as bebidas bem quentinhas, mas com todo o mundo bem disposto, bebendo o fim de tarde chuvoso e quente, com montes de soldados nas ruas.
A provar, se necessário fora, que este mundo é mesmo pequeno, o prazer imenso de reencontrar um colega de curso da FEUP; uma conversa técnica sobre energias renováveis e, ao fim de alguns minutos descubro o Cordeiro, não nos cruzávamos desde o já longínquo ano de 75, marca no tempo do final de curso para ambos.

Falo ainda sobre o que me trouxe por cá, apenas para dizer que o dia de hoje transportará toda a carga emotiva da satisfação do chamado dever cumprido. Após uma longa reunião que vai quase até às 2 da tarde, conseguimos delinear o Projecto de construção do Centro Comunitário de Educação e Formação de Bidau Massau, mais um Centro Internet e ainda um pequeno Parque de Jogos. Os dados estão agora lançados, acertam-se os orçamentos, discutem-se os pormenores do início das construções, do envio da primeira tranche de dinheiro e claro da necessidade de apresentação de contas. O que significa esta obra, ou melhor estas obras, para os timorenses da aldeia, não tem palavras. Nós, do outro lado, tentamos aprender o significado do que é a cooperação para o desenvolvimento. Em Timor-Leste, o País das crianças, das mulheres silenciosas (silenciadas?) e dos velhos que mostram nas suas rugas toda a beleza deste Oriente com uma claridade imensa, apesar da sombra dos dislates dos últimos dias.

Amanhã, espera-se um dia mais claro ainda…

Dili, 5 de Março, ano 2007
ALF. 

(1) “Timor, as Rugas da Beleza”, António José Borges, Garça Editores, Peso Régua, 2006
(2) Referência do autor
(3) Idem, ibidem.


António José Borges nasceu no Peso da Régua. Vive em Lisboa. É licenciado em Ensino de Português e Alemão, estudou por um breve período na Ruhr Universität Bochum, na Alemanha, e é mestre em Ensino da Língua e Literatura Portuguesas. Foi Professor na Universidade Nacional Timor Lorosa’e e na Escola Alemã de Lisboa. Fez traduções de Inglês e Alemão para várias editoras e organizações e é ocasionalmente revisor e consultor editorial da Porto Editora. É associado da Associação Portuguesa de Escritores e da Sociedade da Língua Portuguesa, membro da direcção do Movimento Internacional Lusófono, presidente da Assembleia-Geral da Associação de Apoio à Diocese de Baucau (Timor-Leste) e faz parte da Tertúlia de João de Araújo Correia. Integra o Conselho de Direcção da revista Nova Águia, onde colabora com publicações, e é cronista permanente nas revistas Tribuna Douro e Contrabando (edição multilingue). Participou nas revistas Navegações; Espacio / Espaço Escrito – Revista de literatura en dos lenguas; O Escritor; Mealibra;Humanitas; Revista de Letras; Douro – Estudos e Documentos; Geia(Tertúlia de João de Araújo Correia); Terra Feita Voz (Círculo Cultural Miguel Torga) e DiVersos. Como contista, publicou no jornal timorense Semanário e na antologia Olhares Convergentes. Colaborou na antologia de textos durienses Palavras que o Douro tece e no In Memoriam de João de Araújo Correia (Grémio Literário Vila-Realense). É autor dos livros Timor – As Rugas da Beleza (crónicas, 2006) e de olhos lavados / ho matan moos (poesia – edição bilingue e ilustrada, 2009).

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ouve-se um rumor de poesia

“Ouve-se Um Rumor” Poemas de António Cabral + “Entre Quem É” «Este caderno é um anexo de “Ouve-se Um Rumor” e não pode ser vendido separadamente.»


Ouve-se a vinha
durante a noite
como Penélope
olhava o mar. O
tempo excede os
seus limites que
se concentram
NESTE LUGAR.


O Marão é como um guarda,
alguém que vem ao portão
e diz logo: entre quem é,
partilhe do nosso pão.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os seguintes títulos do autor: “Falo-vos da Montanha”, “Entre o Azul e a Circunstância”, “Antologia dos Poemas Durienses”, “Bodas Selvagens”, “O Rio Que Perdeu As Margens” e “A Tentação de Santo Antão”]

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Creme de mãos azeite | verbena

Creme de mãos azeite | Creme de mãos verbena

Creme de Mãos extra suave e hidratante para as mãos, elaborado com leite de burra fresco com suave perfume a Azeite e Flor de Oliveira. Disponibilizado em tubo com bocal doseador, 50 ml.

Creme de Mãos extra suave e hidratante para as mãos, elaborado com leite de burra fresco com suave perfume de Verbena. Disponibilizado em tubo com bocal doseador, 50 ml.


Para utilizar a tampa doseadora rodar a mesma cerca de 90 graus no sentido da abertura, e depois pressionar o tubo. Para fechar proceder à operação inversa.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também toda a linha cosmética Cleo com leite de burra: sabonetes, esfoliante natural e envolvido em lã natural, creme de mãos e creme de rosto antirrugas]

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Tertúlia "abelhas e homens"

Tertúlia “Abelhas e Homens”
dia 10 de Fevereiro de 2014 (segunda-feira), pelas 20h00
por Apibéricos – Beekeeping
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisa do Douro, em Vila Real


Sabe que cada vez mais se agrava um défice de abelhas necessárias à polinização? Tem conhecimento que as abelhas domésticas ocidentais (Apis mellifera) nos últimos anos estão a ser vítimas de pestes, sobretudo por exposição ao uso de diversos pesticidas? Já ouviu falar da vespa chinesa que está a afectar alguns enxames da região? «Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência» (Albert Einstein). Sobre estas e outras questões, irão Vítor Vilela e Laura García Fernandez, da Apibéricos – Beekeeping, falar sobre a sua experiência de apicultores premiados na região.
De seguida, convidamos todos a assistirem ao documentário “Homens e Abelhas”, realização de Markus Imhoof, no Teatro de Vila Real, pelas 22h00.
No final, ainda poderemos ficar em conversa informal no espaço do café com Vítor e Laura...

Teatro de Vila Real
Cinema Sem Pipocas | Museu do Som e da Imagem
“Homens e Abelhas”
Realização: Markus Imhoof
2012 | M/12 | 95 min.
Documentário | Suiça
Seg. 10 | Fevereiro
22h00 | Pequeno Auditório
Normal: 5 euros | < 25, > 65 anos e estudantes: 3,5 euros

De há três anos a esta parte as abelhas andam a morrer em todo o mundo. Embora as causas ainda continuem a ser um mistério, uma coisa é clara: está em causa algo mais do que a simples morte de uns quantos insectos e bem mais do que apenas uma questão de mel.

Em busca de respostas, o filme embarca numa viagem para encontrar as pessoas cujas vidas dependem das abelhas: de um apicultor suíço que vive nos Alpes até aos gigantescos pomares de amendoeiras na Califórnia, passando por um investigador do cérebro das abelhas em Berlim, uma comerciante de pólen na China e as abelhas assassinas do deserto do Arizona. 

Todos referem o desaparecimento das abelhas. O filme fala-nos das suas vidas. E das nossas.

«Um belíssimo documentário sobre o universo das abelhas e a sua importância para nós.» [Expresso]
  

António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- dia 7 de Fevereiro de 2014 (6.ª-feira), pelas 21h00: inauguração da exposição “desenhos” por Eduardo Ferreira;
- de 7 a 25 Fevereiro de 2014: exposição “desenhos” por Eduardo Ferreira;
- dia 9 de Fevereiro de 2014 (domingo), pelas 7h30: passeio pedestre em Ludares por Lagoa Trekking, com Associação Jovens Audazes e Ludares e Lugares;
- dia 23 de Fevereiro de 2014 (domingo), pelas 15h00: III Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, Livraria Rosa d’Ouro, Bragança;
- de 28 de Fevereiro a 18 de Março de 2014: exposição de Rosa Pais e Eduarda Freitas;
- dia 2 de Março de 2014 (domingo), pelas 7h30: passeio pedestre pela orla da Barragem do Azibo + participação no “Entrudo Chocalheiro” de Caretos de Podence, por Lagoa Trekking;
- de 14 a 16 de Março de 2014: passeios pedestres em alta montanha, Sanábria, por Lagoa Trekking;
- dia 30 de Março de 2014 (domingo), pelas 15h00: V Encontro Livreiro, Livraria Culsete, Setúbal.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Territórios do vinho

“Outros Territórios do Vinho | Other Territories of Wine” de Manuel de Novaes Cabral
edição bilingue

"...Ao percorrer as páginas dos breves ensaios, crónicas e artigos que Manuel de Novaes Cabral reúne neste seu livro, fica-me a impressão de que há entre nós esse parentesco, para não dizer essa profunda cumplicidade, que faz da videira uma venerável explicação de muito daquilo que somos: gente ligada ao vinho, aos valores e à tradição de cultura e humanidade que ele representa, à paisagem e ao território em que ele surge, às labutas seculares de que O produz, às características humanas, históricas e geográficas das regiões a que ele corresponde, tudo isto para além da nossa ligação pessoal ou circunstancial ao Porto e ao Douro..." Vasco Graça Moura, no prefácio “Netos da Videira”.

Sob a orientação gráfica de Maria Adão, contou com a feliz colaboração de Álvaro Siza, Ângelo de Sousa, Armando Alves, Fernando Lanhas, Francisco Laranjo, Graça Morais, Gustavo Bastos, Jaime Isidoro, Joana Vasconcelos, João Cutileiro, José Rodrigues, Júlio Resende e Mónica Baldaque. Foi editado agora, por ocasião dessa magnífica manifestação que reúne no Porto o que de melhor se faz no mundo do vinho e que se chama Essência do Vinho - Porto. A parte que não diz respeito aos meus textos – os desenhos e pinturas que os acompanham e a parte gráfica – resultou num excelente trabalho. Trata-se de uma obra que está ao nível dos melhores territórios do vinho e mesmo dos melhores vinhos…
Já no que respeita às crónicas reunidas neste livro, trata-se de um conjunto de textos que têm em comum abordarem o cruzamento entre a vinha, o vinho e os territórios onde ele é produzido. Qual o papel da vinha na preservação e na manutenção da população e da actividade económica em muitos territórios? Qual o papel do vinho na promoção e na projecção dos territórios onde é produzido? Qual é a mais valia desses territórios para a economia? Como é que o turismo pode beneficiar esses territórios, designadamente através da animação e da revalorização de muitas actividades que estavam em declínio ou mesmo perdidas? Como é que esse papel constitui um elemento de preservação e de valorização das culturas locais e regionais? Quais os elementos de contemporaneidade a que deveremos lançar mão para valorizar o que nos é legado pelos nossos antepassados e transmitir da melhor maneira às gerações vindouras?
Estas e outras questões são abordadas nesse conjunto de crónicas, numa perspectiva transversal, evitando regionalismos bacocos e tentando olhar para os territórios do vinho na sua globalidade, mas também na sua diversidade.
É claro que, por razões diversas, há territórios sobre os quais me debruço mais intensa ou apaixonadamente. Isso acontece de forma quase inconsciente mas, quando necessário, assumida!
Vem isto a propósito de um comentário ao livro que alguém fez e que, apesar de passageiro, tem a sua razão de ser e merece ser apreciado. Dizia esse alguém que “só é pena que se trate de um livro sobre o Douro”.
Ora, nada menos verdadeiro! As questões atrás enunciadas são tratadas de forma transversal, tentando relacionar os problemas dos diferentes territórios do vinho. Sendo o autor do Porto e do Norte de Portugal, tendo profundas raízes no Minho e no Douro e, sobretudo, tendo em conta a força telúrica, humana e cultural em especial desta última região, Património da Humanidade, não pode ser-lhe indiferente. Mais: não pode deixar de estar marcado por ela, por toda a carga que transporta e transmite e por todo o potencial que encerra.
É, por isso, natural que boa parte das análises e dos exemplos partam do Douro. Por isso também é devida a própria dedicatória que o livro leva: “aos anónimos construtores-escultores do Douro Vinhateiro”. Com efeito, a abordagem que faço às questões da preservação e da valorização dos territórios vitivinícolas e do enoturismo não são especificamente sobre o Douro. Mas são, isso sim, muitas vezes centradas na excelência desse território português que tem honras de “cidadão do mundo” - conforme a própria UNESCO declarou em 2001, nada dizendo de novo, mas constatando um facto ancestral. São muitas vezes centradas nas enormes e tão variadas potencialidades do Douro Vinhateiro.
Tanto as regiões do chamado Velho Mundo vitivinícola como as do Novo Mundo têm as suas particularidades que podem e devem ser exploradas. Em todas vemos um grande potencial turístico, com condições para ser explorado. O que geralmente vemos também é uma fraca ou inexistente aliança entre os sectores vitivinícola e do turismo, não tirando o partido devido de cada um para o bem de todos. E esse é um grande desafio que estes sectores têm em mãos. Esse é o grande desafio que as regiões vitivinícolas devem abraçar.
Manuel de Novaes Cabral, Wine 33

[http://territoriosdovinho.blogspot.pt/2009/04/os-construtores-do-douro.html]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os títulos: “Arquitecturas da Paisagem Vinhateira” Natália Fauvrelle (coord.), “Paisagens de Baco. Identidade, Mercado e Desenvolvimento. Regiões Demarcadas: Vinhos Verdes, Douro, Dão, Bairrada e Alentejo” de Ana Lavrador, “A Vinha e o Vinho em Portugal. Museus e Espaços Museológicos” Natália Fauvrelle (coord.), “Viver e saber fazer. Tecnologias tradicionais na Região do Douro. Estudos preliminares” Teresa Soeiro, Carlos Coelho Pires, Rui Cortes, José Alves Ribeiro, Hélder Trigo Marques, Gaspar Martins Pereira, Natália Fauvrelle, Nelson Campos Rebanda, José Alexandre Roseira, “Vinhos: arte e manhas em consumos sociais – A apreensão de uma prática sociocultural em contexto de mudança” de Dulce Magalhães, “Produzir e Beber. A Questão do Vinho no Estado Novo” de Dulce Freire, “Memórias do Vinho” de Maria João de Almeida e Paulo Laureano, “O Alto Douro – Um Espaço Contrastante Em Mutação” 4 volumes de Maria Helena Mesquita Pina, “Vinhos de Portugal . Da vinha ao vinho, variedades e regiões” de Ceferino Carrera, “Vinho do Porto e a Região do Douro. História da Primeira Região Demarcada” de Ceferino Carrera, “História do Douro e do Vinho do Porto – Volume 1 – História Antiga de Região Duriense” Carlos A. Brochado de Almeida (coord.), “História do Douro e do Vinho do Porto – Volume 4 – Crise e Reconstrução. O Douro e o Vinho do Porto no Século XIX” Gaspar Martins Pereira (coord.)]

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Passeio pedestre em Ludares


Passeio pedestre em Ludares
dia 9 de Fevereiro de 2014 (domingo), pelas 7h30
por Lagoa Trekking para a Traga-Mundos, com o apoio da associação Jovens Astutos e Ludares e Lugares

Em cada terceiro domingo do mês[*] a Lagoa Trekking organiza uma actividade para a Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real.
Assim, para Fevereiro, no dia 9, domingo – de modo a conciliar a disponibilidade de todos os organizadores –, propomos:


PASSEIO PEDESTRE EM LUDARES – Freguesia de Vale de Nogueiras (agora Constantim – Vale de nogueiras), concelho de Vila Real.
Passeio começa no largo da festa em Ludares e incluirá a passagem por alguns pontos do património local: o moinho de água, os palheiros – alguns deles encaixados nos penedos –, o trilho de carro de bois com as marcas das rodas bem marcadas pelo passar contínuo ao longo de anos, as fontes de água – incluirá a narrativa da história do Senhor do Calvário e uma pequena amostra de utensílios que eram utilizados no ciclo do linho.
Visita à aldeia de Ludares - visita guiada por locais (associação Jovens Astutos).
Dificuldade – Baixa
Duração da caminhada e visita – 3,5h (aproximadamente)

Depois de terminado o passeio, para quem desejar prolongar o convívio entre visitantes e locais, haverá um almoço tipicamente transmontano “Feijoada à Transmontana” (a pedido poderá haver a variante vegetariana….), pelas artes de Ludares e Lugares. Visita ao projecto Ludares e Lugares.


O ponto de encontro é na Traga-Mundos, pelas 7h30, para organizarmos o transporte de todos os participantes – quem estiver mais próximo de Ludares, o ponto de encontro será no largo. Asseguramos igualmente mochila day pack, bastões de trekking, seguro de acidentes pessoais, boa disposição e um café na aldeia. É aconselhável cada um levar agasalho e/ou impermeável, botas confortáveis e impermeáveis, água para beber e, caso necessitar, comida leve e energética. Venha trekkar connosco...
Preço por participante: 15,00 euros – preço para estudantes: 13,00 euros (número mínimo de pessoas: 8, número máximo: 20). Almoço: 10,00 euros.
Inscrições (até 7 de Fevereiro) na Traga-Mundos, ou pelos seguintes contactos: 259 103 113, 935 157 323, traga-mundos1@gmail.com, tolagoa@gmail.com. Transferência bancária para NIB 0033 0000 45418719535 05.
 [* Salvo outros compromissos por parte da Lagoa Trekking e/ou Traga-Mundos]

 
António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- dia 7 de Fevereiro de 2014 (6.ª-feira), pelas 21h00: inauguração da exposição “desenhos” por Eduardo Ferreira;
- de 7 a 25 Fevereiro de 2014: exposição “desenhos” por Eduardo Ferreira;
- dia 10 de Fevereiro de 2014 (segunda-feira), pelas 20h00: tertúlia “Abelhas e Homens” por Vítor Vilela e Laura García Fernandez da Apibéricos – Beekeeping [seguido do filme “Abelhas e Homens” realização Markus Imhoof no Teatro Municipal às 22h00];
- dia 23 de Fevereiro de 2014 (domingo), pelas 15h00: III Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, Livraria Rosa d’Ouro, Bragança;
- de 28 de Fevereiro a 18 de Março de 2014: exposição de Rosa Pais e Eduarda Freitas;
- dia 2 de Março de 2014 (domingo), pelas 7h30: passeio pedestre pela orla da Barragem do Azibo + participação no “Entrudo Chocalheiro” de Caretos de Podence, por Lagoa Trekking;
- de 14 a 16 de Março de 2014: passeios pedestres em alta montanha, Sanábria, por Lagoa Trekking;
- dia 30 de Março de 2014 (domingo), pelas 15h00: V Encontro Livreiro, Livraria Culsete, Setúbal.



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Aspectos etnográficos, Vila Real, Trás-os-Montes

“Alguns Aspectos Etnográficos do Concelho de Vila Real de Trás-os-Montes” de Maria Emília Campos

- O traje rural até meados do século XX.
- O folclore musical (com a colaboração de Monsenhor Ângelo Minhava).
- O serão na aldeia.

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[também da autora o título: “Colégio Moderno de S. José (Vila Real) – Monografia]

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Joalharia natural


joalharia natural
das artes de Flora de Brincadeiras
João Pinto Vieira da Costa



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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Alves Redol e o Douro

“Alves Redol e o Douro – Correspondência para Francisco Tavares Teles” organização de Gaspar Martins Pereira, colaboração de António Mota Redol e António Tavares Teles

Ao longo de um quarto de século, entre 1945 e 1969, Alves Redol trocou correspondência com Francisco Tavares Teles, comerciante do Pinhão, que acompanhou o escritor neo-realista na preparação dos seus romances e que se tornou um dos seus grandes amigos. Tavares Teles era, de resto, um oásis de cultura no microcosmos duriense dos anos quarenta a sessenta. Colaborador da imprensa local, era um leitor e divulgador compulsivo da literatura portuguesa, associando-se aos círculos intelectuais durienses e de Oposição à ditadura salazarista.
A organização deste livro, da responsabilidade de Gaspar Martins Pereira, contou com a preciosa colaboração de António Mota Redol, filho de Alves Redol, e de António Tavares Teles, filho mais velho de Francisco Tavares Teles, que não só autorizaram a publicação do acervo epistolar como escreveram textos introdutórios e forneceram muitas informações essenciais para a anotação das cartas. Este livro beneficiou ainda de outros contributos, que enriqueceram a sua versão final, a começar pelo de Manuel Tavares Teles, filho mais novo de Francisco Tavares Teles, e alargando-se a amigos de Redol, como Marta Cristina de Araújo, e a amigos ou familiares de algumas das pessoas mais referidas na sua correspondência para Tavares Teles, como Maria da Luz Magalhães, sobrinha de José Arnaldo Monteiro, o outro grande amigo duriense de Redol.


Gaspar Martins Pereira é professor catedrático do Departamento de História e de Estudos Políticos e Internacionais da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Foi co-fundador e coordenador científico do GEHVID – Grupo de Estudos de História da Viticultura Duriense e do Vinho do Porto (1994-2001). Entre 2007 e 2011, dirigiu o CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço & Memória». Tem desenvolvido diversos projectos de investigação sobre história contemporânea portuguesa, em particular sobre a história da cidade do Porto no século XIX, a história da família e a história do vinho do Porto e da região do Alto Douro. Tem uma vasta obra publicada. Tem realizado, também, numerosas acções no domínio do património histórico-cultural, tendo participado, entre outros projectos, na preparação da candidatura do Alto Douro Vinhateiro a Património Mundial e na concepção e instalação do Museu do Douro, de que foi Director até 2007.

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[também do autor o título: “Porto Manso”]

domingo, 26 de janeiro de 2014

Exposição "DESENHO", por Eduardo Ferreira

 
Exposição “DESENHO”
por Eduardo Ferreira
inauguração: dia 7 de Fevereiro de 2014 (6.ª-feira), pelas 21h00
exposição de 7 a 25 Fevereiro de 2014
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


Os meus desenhos têm como referência o cinema e a fotografia.
O pontilhado substitui o grão, ou o pixel, servindo o propósito de uma cadeia de reproduções do objecto, por uma nova técnica, num novo suporte. Por outro lado, a morosidade do processo exige um necessário rompimento com o instantâneo e essa opção, reforça a renúncia do vigente “em série” que alimenta o sistema consumista/capital, apesar do reconhecimento de um equilíbrio possível.

Através do desenho procuro retratar a condição humana: o quotidiano, a adversidade, a violência, a luta nas suas diferentes formas.
O afecto e a devoção. Momentos chave, ou marcantes do objecto retratado, que através do envolvimento permitem criar um novo entendimento ou consciência sobre eles, ou nós mesmos.


Não uso o desenho como uma bandeira ideológica, nem pretendo respostas directas e assertivas às questões representadas.
Procuro apenas o prazer no exercício da reflexão.
__________

Eduardo Ferreira nasceu a 2 de Dezembro de 1979 no Pêso da Régua.
É licenciado em Design Gráfico pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, em 2009.
Desde de 2001 participou já em exposições individuais e colectivas e em vários fanzines.
Tem trabalhado como designer e ilustrador freelancer desde 2009 e participado em vários projectos de ilustração como por exemplo a capa do romance de estreia Os Idiotas, de Rui Ângelo Araújo (2013), entre outros projectos de ilustração.
[www.eduardoferreira-di.blogspot.pt]




António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com
 
Próximos eventos:
- de 3 a 30 de Janeiro de 2014: exposição de fotografia e poesia “Alma Tua” por Norberto Valério e Miguel Gomes;
- dia 9 de Fevereiro de 2014 (domingo), pelas 7h30: passeio pedestre em Ludares por Lagoa Trekking, com Associação Jovens Audazes e Ludares e Lugares;
- dia 10 de Fevereiro de 2014 (segunda-feira), pelas 20h00: tertúlia “Abelhas e Homens” por Vítor Vilela e Laura García Fernandez da Apibéricos – Beekeeping [seguido do filme “Abelhas e Homens” realização Markus Imhoof no Teatro Municipal];
- dia 23 de Fevereiro de 2014 (domingo), pelas 15h00: III Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, Livraria Rosa d’Ouro, Bragança;
- de 28 de Fevereiro a 18 de Março de 2014: exposição de Rosa Pais e Eduarda Freitas;
- dia 2 de Março de 2014 (domingo), pelas 7h30: passeio pedestre pela orla da Barragem do Azibo + participação no “Entrudo Chocalheiro” de Caretos de Podence, por Lagoa Trekking;
- de 14 a 16 de Março de 2014: passeios pedestres em alta montanha, Sanábria, por Lagoa Trekking;
- dia 30 de Março de 2014 (domingo), pelas 15h00: V Encontro Livreiro, Livraria Culsete, Setúbal.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Poesia de Domingos Monteiro

“Poesia [Orações do Crepúsculo, Nau Errante, Evasão, Sonetos]” de Domingos Monteiro


«Domingos Monteiro tinha 16 anos de idade quando publica, em 1920, o seu primeiro livro de versos, Orações do Crepúsculo, que parece evocar, no título, as Escolas Decadentista e Saudosista, em que se situa, apesar do nascimento, cinco anos antes, da explosão de Orpheu. Quem o prefacia, com franco entusiasmo, é Teixeira de Pascoaes, considerando o autor “adorável esperança” e o seu livro “poesia vivida e viva-sincera”. Logo o ano seguinte, Domingos Monteiro dá à estampa mais versos, em Nau Errante, quase todo preenchido por sonetos de grande beleza e perfeição formal. E esta inspiração precoce prometia uma vasta e festejada carreira. Todavia, o escritor encontra outro percurso literário na ficção, tornando-se um dos contistas maiores do século XX português.
A poesia só lhe regressa em 1953, com o livro Evasão (“ E aos poucos/volto a ser eu na noite descoberta...”), quase todo escrito em verso livre, em que transmite muito amargor, muito sofrimento de alma. 25 anos depois, edita Sonetos, o seu derradeiro livro de versos, de grande rigor clássico, pois, como afirma, “revelam uma aceitação pelas regras fundamentais da poesia, que não sendo respeitadas a desvirtuam completamente.” A Imprensa Nacional-Casa da Moeda publica toda esta poesia em volume, prefaciado por António Cândido Franco, cuja sensibilidade e inteligência culta a estudam com admirável compreensão. É uma justiça que se faz ao poeta quase ignorado. » [António Couto Viana,  leitur@ Gulbenkian]


Pousa a tua cabeça no meu peito
Nas minhas mãos as tuas mãos inquietas
Vamos os dois caçar as borboletas
As quimeras dum sonho insatisfeito.

Será de lírios castos nosso leito
Como as almas dos lívidos profetas
De todo o mundo, enfim, virão poetas
Cantar o nosso amor calmo e perfeito.

Ao jeito antigo, calçarás sandálias
E eu curvar-me-ei por sobre as áleas
Para beijar a sombra de teus pés.

Todos te sonharão em teu mistério
Serás p'ra eles como um vulto aéreo
Mas só eu saberei como tu és.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também do autor os títulos “Contos e Novelas” Vol. I, “Contos e Novelas” Vol. II, “Contos e Novelas” Vol. III, “Contos e Novelas” Vol. IV, “Contos e Novelas” Vol. V, Ensaios]
[Nota: as edições originais da obra de Domingos Monteiro encontram-se esgotadas; esta é uma edição da Imprensa Nacional – Casa da Moeda, efectuada entre Maio de 2000 e Junho de 2004, com tiragens de apenas 800 exemplares...]

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sabonetes naturais

Sabonetes naturais, das artes de Ludares e Lugares


Sabonete de azeite, alecrim e argila verde.
Sabonete de figo/giesta branca em leite de burra e água de rosas.
Sabonete de cinza e argila branca, com leve aroma a eucalipto.
Sabonete de erva doce. 
Sabonete de tomilho/ urtiga e argila verde.
Sabonete de carvão ativo
Sabonete de mel
Sabonete de azeite, óleo côco e rosa mosqueta.
Sabonete de azeite, chocolate e laranja.
Sabonete de azeite e rosmaninho selvagem.
Sabonete de Erva-Doce.
Sabonete de enxofre
Sabonete de vinho do Porto, azeite, manteiga karité, óleo de amêndoas doce e óleo de grainha.
Sabonete de Azeite, óleo de amêndoas doce, própolis, infusão de alecrim e argila verde.
Sabonete de Camomila
Sabonete de Limonete/cera pura de abelha/própolis/óleo de amêndoas doce.
Sabonete de urtiga
Sabonete de casca de noz
Sabonete de figo com leite de burra e água de rosas.



Sabão preto de Beldi - 100% azeite transmontano.
(Este sabão é obtido pelo método a quente)

Os muitos benefícios do sabão preto incluem:

1. Ajuda a remover as cicatrizes provocadas pelo acne.
2. Ajuda a remover irritações da pele como erupções cutâneas.
3. É apropriado para todos os tipos de pele.
4. É benéfico para doenças de pele.
Ajuda a reduzir o desconforto associado às doenças da pele tais como a psoríase e eczema.
5. Ajuda na remoção da maquilhagem.
6. Atrasa o envelhecimento da pele.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também toda a gama de produtos de Ludares & Lugares]