domingo, 14 de abril de 2013

no IV Encontro Livreiro


Em Agosto de 2011 reiniciei actividade em Portugal, depois de uma ausência de 4 anos em Kiel (Alemanha) e de 5 anos como voluntário em Cantchungo (Guiné-Bissau), com a ideia de abrir uma livraria regional (temática) em Vila Real (Trás-os-Montes e Alto Douro).
Ao tempo as notícias não eram animadoras: «Cem lojas fecham, em média, por dia devido à queda do consumo em Portugal», segundo a Confederação de Comércio e Serviços em 24 de Agosto de 2011.
“Tu regressas a Portugal e vais abrir uma loja?! Ainda por cima numa época como esta?! Estás maluco...” afirmam os meus amigos e familiares.
“Vais abrir uma livraria?!” Estás maluquinho...” acrescentam os mesmos amigos e familiares.
[Entretanto, quem se lembra da Trama, da 107, da Portugal, da Poesia Incompleta, da Loja de História Natural, da...]

Nos preparativos e pesquisas para organizar e montar o projecto, procurei solicitar informação e aconselhamento nas livrarias independentes e deparei com o blogue Encontro Livreiro. Telefonei para a livraria Culsete e falei com Manuel Medeiros. Para quem conhece o Livreiro Velho, sabe que recebi uma doutrinação crua e pertinente, lúcida e sem rodriguinhos – também me remeteu para Bruno Malheiros, pela sua experiência recente de abrir uma livraria: a Capítulos Soltos, em Braga. Foi assim que nasceu a Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro...


A 21 de Março de 2012 foi com naturalidade que viajei para Setúbal, para participar no III Encontro Livreiro, uma realização anual na livraria Culsete. Com cinco meses de actividade, foi novamente muito importante ter encontrado um ambiente informal de partilhas e aprendizagens, com diversas personagens do mundo livreiro – foi como carregar baterias de motivação. Regressei com a convicção e vontade de que seria importante realizar um encontro regional, com este modelo e metodologia.

No início deste ano de 2013, iniciamos os preparativos e lançamos a proposta aos colegas da região. Foi assim que a 24 de Março, na livraria Traga-Mundos em Vila Real, aconteceu o I.º Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Se nem todas puderam marcar presença, ainda assim, «para além da Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, 5 livrarias da região – a saber, a Poética – livros, artes e eventos (Macedo de Cavaleiros), a Livraria Rosa d’ Ouro (Bragança, Livraria Aguiarense (Vila Pouca de Aguiar), a Livraria Dinis (Valpaços) e a Livraria Branco (Vila Real) – responderam afirmativamente ao convite para se sentarem à mesma mesa e debaterem preocupações comuns e sinergias possíveis para uma melhor estratégia de afirmação das livrarias ditas “tradicionais”.
Os livreiros deixaram o seu testemunho e algumas preocupações derivadas da própria conjuntura actual, mas do encontro saíram já algumas intenções de conciliação de esforços, nomeadamente ao nível da partilha de novidades editoriais de cada concelho, da cooperação na apresentação de livros de autores na região e da permuta de informação sobre eventos que cada uma realiza na sua região.»

«No sentido de manter a continuidade do debate e de trazer cada vez mais livrarias para o mesmo, ficou já agendado para o dia 2 de Junho um novo encontro, que decorrerá, desta feita, na livraria Poética, em Macedo de Cavaleiros.» O ideal seria até ao final do ano realizarmos uma ronda de encontros, conhecendo também o recanto e ambiente de cada uma das livrarias – estreitando cooperações. A 30 de Novembro estaremos certamente em sintonia e empenhados em assinalar o Dia da Livraria e dos Livreiros em rede.

António Alberto S.F. Alves
Traga-Mundos

sábado, 13 de abril de 2013

Passeio pedestre: trilho de Miguel Torga


Passeio pedestre pelo Trilho de São Martinho de Anta / Miguel Torga
dia 21 de Abril de 2013 (domingo), pelas 7h30
por Lagoa Trekking

"GLORIA
Depois do Inverno, morte figurada, 
A Primavera, 
uma assunção de flores. 
A vida Renascida 
E celebrada 
Num festival de pétalas e cores." 

Miguel Torga, (Abril 1985) in diário XIV


Em cada terceiro domingo do mês[*] a Lagoa Trekking irá organizar uma actividade para a Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real.
Assim, para Abril, no dia 21, domingo, para se olhar e sentir as flores silvestres da Primavera, com evocações torguianas, propomos:

Percurso pedestre pelo Trilho de S. Martinho de Anta / Miguel Torga – concepção de Eduardo Ferreira (Licenciatura de Turismo, UTAD)
«São Martinho de Anta é sede de freguesia com o mesmo nome, no concelho de Sabrosa, terra natal do escritor Miguel Torga. Para além da referência a Anta, encontram-se outras como castro e pala, que denotam o povoamento muito mais antigo deste território.»
Trata-se de um percurso circular, com início em São Martinho de Anta, no largo fronteiro à Casa de Miguel Torga, em direcção a Arcã, onde poderão olhar uma encantadora fonte de águas refrescantes. Continuamos o percurso, com passagem pela Mamoa de Madorras e por diversos marcos de território. Em Garganta destaca-se a igreja e deixem-se encantar pelo recinto do santuário de Nossa Senhora da Azinheira, regressando a São Martinho de Anta.
Do ponto de vista geológico, atravessaremos uma formação rochosa de natureza ígnea – uma paisagem granítica resultante de milhões de anos de acção erosiva. Em termos de fauna, poderemos observar o Melro-azul (Monticola solitarius), a Rabirruivo (Phoenicurus ochruros) e o Corvo (Corvus corax), e em termos de flora, líquenes, fetos fissurícolas, armeria transmontana, cravos silvestres e as torgueiras em flor.
Dificuldade – Fácil / Média
Duração da caminhada – 4 horas e 30 minutos aprox.

O ponto de encontro é na Traga-Mundos, pelas 7h30, para organizarmos o transporte de todos os participantes – quem estiver mais próximo de São Martinho de Anta, o ponto de encontro será no largo. Asseguramos igualmente mochila day pack, poncho de chuva, bastões de trekking, seguro de acidentes pessoais, boa disposição e um café na aldeia. É aconselhável cada um levar um bom agasalho, botas confortáveis e impermeáveis, água para beber e, caso necessitar, comida leve e energética. Venha trekkar connosco...
Preço por participante: 15,00 euros – preço para estudantes: 13,00 euros (número mínimo de pessoas: 8, número máximo: 20)
Inscrições (até 19 de Abril) na Traga-Mundos, ou pelos seguintes contactos: 259 103 113, 935 157 323,traga-mundos1@gmail.com, tolagoa@gmail.com. Transferência bancária para NIB 0033 0000 45418719535 05.
[* Salvo outros compromissos por parte da Lagoa Trekking e/ou Traga-Mundos]



Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- dia 13 de Abril de 2013 (sábado), pelas 21h00: tertúlia “Douro – natureza, paisagem e poesia” por José Alves Ribeiro;
- dia 21 de Abril de 2013 (3.º domingo do mês), pelas 7h30: passeio pedestre pelas flores silvestres da Primavera, pelo Trilho de S. Martinho de Anta / Miguel Torga;
- dia 27 de Abril de 2013 (sábado), pelas 21h00: atelier de cosmética caseira por Maria Feliz;
- dia 2 de Junho de 2013 (domingo), pelas 15h00: II.º Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, na Poética – livros, artes e eventos em Macedo de Cavaleiros.



sexta-feira, 12 de abril de 2013

ESCREVER DE PÉ!


Ao balcão da livraria, em frente ao computador, estou a escrever de pé. E a ouvir Zeca Afonso. 

Há dez anos, quando abrimos, tinha uma ligação de rede a casa e, aí, sossegadamente, podia trabalhar, podia escrever, podia pensar. 

E fiz tudo isso. Fiz contas, vi catálogos, fiz encomendas, programei actividades. Acima de tudo, sonhei. 

Contingências da vida acabaram com essa ligação, o que me obrigou a ter de fazer tudo na livraria. De pé, porque a ergonomia do balcão não permite outra coisa. 

E, de pé, enquanto alinho aqui as palavras, sinto-me como que a escrever uma carta de despedida. Não querendo, no entanto, acreditar nisso. 

Dez anos, é muito tempo. Pouco, para quem vem da área académica de História. Mas muito, muito tempo, para quem está, com a porta de uma livraria aberta, na área geográfica de um Portugal cada vez mais pequenino. E, aqui, fica a minha homenagem a quem, com sabedoria e, certamente, imenso sacrifício, conseguiu chegar até hoje tendo começado há muito mais tempo do que eu: Os livreiros velhos que ainda nos dão palmadas para não desistirmos. Manuel Medeiros, sempre; no ano passado o saudoso Jorge Figueira de Sousa; este ano, Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira. Não esquecendo a gasolina com que insistentemente nos incendeia, não sendo velho, mas, mais livreiro do que muitos livreiros, o Luís Guerra. 

O acto de abrir uma livraria, mesmo há dez anos atrás, é um acto egoísta. E os pecados pagam-se. Terá havido tempos em que isso seria um negócio. Terá havido. Hoje (mesmo há dez anos atrás!), abrir uma livraria é uma aventura. Uma aventura que sai cara, logo, é preciso dinheiro para a manter. Portanto, vendas. 

Com o paradigma social alterado e adulterado, com o vício paulatinamente incutido das luzes; das cores; da fartura; do verniz dos shopings e grandes superfícies, pouco sobra para o bairro. O que sobra não é suficiente porque o povo/cliente agora é rico. Pelo menos na sua cabeça. Não é modesto. Vive de ilusões que um dia lhe sairão caras. Já estão a sair! Depois… depois é tarde demais para arrepiar caminho. E os vícios não se largam assim do pé para a mão. 

É uma sociedade que, com a ilusão da riqueza, empobrece. Finge que está viva. As escolas fotocopiam descaradamente livros, os professores não os compram, as bibliotecas não têm dinheiro para o papel, as grandes superfícies, sites na Internet, grandes grupos, contornam e, impunemente, não cumprem a Lei do Preço Fixo do Livro que ninguém faz cumprir. O Estado, que era dono dos Correios, a fazer concorrência directa às livrarias com o dinheiro que delas recebe dos impostos!!! Porque o pequeno comércio é para abater. Pelo poder instalado que é o poder do capital sobre o Homem. O poder da polis morreu aqui. 

Criatividade é um neologismo que não aprendi na escola. Desculpem-me os puritanos da língua se estou errado. Aprendi-o, sim, obrigado pela vida. Para me virar. Para fazer das tripas coração. Para fazer de uma livraria de província um local apetecível. Uma livraria com livros, música, artesanato, artes plásticas, chá, pequenos mimos de memória. Onde se falasse de livros… e de tudo. Ao longo de dez anos promovi encontros com escritores, actores, músicos, bailarinos, graças mais à sua generosidade do que ao interesse comercial. E, na esmagadora maioria das vezes, sem qualquer apoio da respectiva editora. 

A indiferença de pessoas ligadas ao livro, mesmo leitores, é notória na falta de participação em acções que não sejam mediáticas. Nas actividades de pequenas livrarias como a minha, como em acções como este Encontro Livreiro, longe dos holofotes. 

Desde há quatro anos que um pequeno grupo de entusiastas se esforça para unir as pessoas que têm como principal ponto de união o amor ao livro. Curiosamente, apesar do grande esforço de promoção e informação, este Encontro Livreiro ainda não contou, salvo gratificantes excepções, com a participação que não fosse dos chamados pequenos. Aos grandes – editores, distribuidores, livreiros, mesmo escritores – parece não interessar este tipo de movimento. 

Só e exclusivamente a nós cabe lutar pela sobrevivência. Talvez seja melhor esses tais não aparecerem. O Encontro Livreiro transmontano é prova de que vale a pena lutar. 

Bem gostaria de parafrasear Palmira Bastos: "Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores". Mas, apesar de gostar de teatro, são os livros que me estão na cabeça – e só me lembro do título do livro de Horace Maccoy, Os cavalos também se abatem. 

No entanto, se o meu ânimo tem esta sequência, e porque o ciclo da vida se regenera, prefiro transmitir aos outros o contrário: Os cavalos também se abatem, mas as árvores morrem de pé. É uma questão de escolha: Ser animal ou vegetal. 

Visto, então, a pele animal da lagartixa a quem cortaram o rabo que fica ainda a mexer, em pré-morte, isolado do corpo que sobrevive e ainda com a memória vital deste. 

Diz o rabo da lagartixa, como achega a outras propostas que possam sair deste encontro de amigos, que talvez (isto sou eu a pensar alto!) que talvez se possa fazer o seguinte: 

1 - Elaboração de um texto expondo em breves palavras a situação do sector, em que não sejam esquecidas questões como: 

Em relação aos fornecedores: 

- Extinção da profissão de vendedor que era quem conhecia a realidade local de cada cliente; 
- Falta de informação editorial atempada. Quantas vezes sabemos primeiro pelos órgãos de informação o       que sai ou vai sair? 
- Venda directa ao público com prazos de entrega inferiores aos do comércio; 
- Concorrência directa com os clientes em escolas, bibliotecas, feiras; 
- Exigência de valores ou quantidades mínimas de compras; 

Em relação ao poder político: 

- A vergonhosa violação da Lei do Preço Fixo, para o que seria necessário a ajuda de amigos advogados que estudem os casos de forma a que, posteriormente, se possa tomar alguma atitude de denúncia ou proposta de alteração da Lei. 

2 – Para enriquecimento, envio desse texto a todas as livrarias de pequena dimensão conhecidas no sentido do estabelecimento de uma base de dados de contactos acessível a todos, para troca de informação e experiências, formando uma rede e tomando como base o blogue do Encontro Livreiro. Desta forma poderíamos ainda colaborar em aquisições, por exemplo, ou mesmo na organização de iniciativas: 

- Um cliente pede-nos um livro que não temos mas alguém pode ter – colocamos o pedido na rede e, quem o tiver, responde, envia, etc. 

- Podemos promover um circuito apresentações com autores ou outras actividades em várias livrarias. 

……………………………

Não sei se sou árvore a morrer ou cavalo a abater. Para estar aqui, hoje, convosco, teria de retirar dinheiro aos fornecedores para custear a viagem. Ausente no corpo mas presente no espírito, optei por ficar em casa. 

Perdoem-me a franqueza e a prosa lamurienta. Logo que me saia uma lotaria qualquer, em que não jogo, voltarei com mais ânimo. Agora, não consigo. 

Razão têm as finanças para que a profissão de livreiro não conste na sua lista. Os livreiros não existem no tipo de sociedade para que nos atiraram. Sobramos os sonhadores. 

Sines, 6 de Abril de 2013 
Joaquim Gonçalves

[Texto enviado por e-mail e lido por Rosa Azevedo no IV Encontro Livreiro]

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sabonete em lã natural


Sabonete com leite de burra envolvido em lã natural

O envolvimento com lã confere ao sabonete uma aparência única e individualizada. Todos os sabonetes têm uma aparência diferente. Tudo depende do momento de criatividade da artesã!
A lã é aplicada manualmente no sabonete após ser sujeita a diversos processos manuais de processamento, que passam pela extracção de impurezas, lavagens e cardagem. 

Produto desenvolvido em parceria com o Projecto "Lhana" - Duas Igrejas, Miranda do Douro
Sabonete Leite de Burra envolvido em lã natural. Esfoliante auto ensaboado com leite de burra, actua com o efeito de uma luva de crina mas com muito mais suavidade sobre a pele, espalhando o sabão com leite de burra e activando a circulação sub cutânea. Esfolia e hidrata com suavidade graças ao revestimento de lã natural. A lã vai mingando com a água e mantém o sabonete sempe justo no seu interior. A duração de um sabonete destes é em média três vezes superior ao de um sabonete não revestido. Uma inovação!

Desenvolvido em parceria com o projecto "Lhana" de Duas Igrejas, que promove a salvaguarda das actividades de produção e tratamento da lã em moldes naturais. Lã 100% natural produzida, tosquiada, lavada, cardada e penteada em Duas Igrejas, Miranda do Douro, Portugal

O projecto Lhana pretende valorizar um recurso que se encontrava subaproveitado - a lã de ovelha. Com isso, pretende revitalizar os antigos ofícios ligados ao trabalho da lã, e ver reconhecido o importante ofício de pastor e fomentar a pastorícia de percurso altamente importante para a conservação da biodiversidade do Planalto Mirandês.

Todos os sabonetes CLEO incorporam Leite de Burra não desidratado, contribuindo para a hidratação, regeneração e redução dos efeitos de envelhecimento da pele.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Tertúlia sobre o Douro


Tertúlia “Douro revisitado – natureza, paisagem e poesia”
por José Alves Ribeiro
dia 13 de Abril de 2013 (sábado), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


Objectivo:
Será apresentado um diaporama de motivos durienses acompanhado da leitura de poemas da autoria de José Alves Ribeiro, do livro já publicado «Paraíso Revisitado» e do livro em preparação «Respigos e Rebuscos – poemas do outono».

No final será servido vinho fino de lavrador.

José Alves Ribeiro nasceu em Cabêda, freguesia de Vilar de Maçada, concelho de Alijó em 10 de Setembro de 1943, filho de Eduardo Alves Ribeiro e de Maria Henriqueta Alves Rodrigues. Frequentou a Escola Primária em Cabêda e o curso liceal em Lisboa no Liceu de Camões. Completou a licenciatura em Engenharia Agronómica no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa em 1973,após estágio no Complexo Agro-Industrial do Cachão entre 1968 e 1973, interrompido pelo cumprimento do serviço militar na Marinha, no setor da oceanografia, entre 1969 e 1972. Iniciou a carreira docente no Ensino Superior no Instituto Politécnico de Vila Real em 1975, como assistente, tendo este Instituto sido promovido a Universidade em 1986, a atual UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Doutorou-se em Ciências Agrárias pela UTAD em 1989, tendo sido Professor Auxiliar até 1991 e Professor Associado até à sua aposentação em 2005, tendo atualmente o estatuto de Professor Emérito. Publicou diversos artigos científicos e de divulgação, e dois livros: «Etnobotânica – plantas bravias comestíveis, condimentares e medicinais» em co-autoria com A. M. Monteiro e M.L. Silva em 2000 – João Azevedo Editores de Mirandela e «Plantas Aromáticas em Portugal – caracterização e utilizações» como co-autor de A. Proença da Cunha e Odete Roque – Edição da Fundação Gulbenkian – 2007, reeditado em 2009. Publicou também um livro de poesia com o pseudónimo de José Eduardo Rodrigues intitulado «Paraíso Revisitado - roteiro poético alfacinha e duriense» em 2009 – Mil@ Editores de Vila Real.


Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- dia 21 de Abril de 2013 (3.º domingo do mês), pelas 7h30: passeio pedestre pelas flores silvestres da Primavera, pelo Trilho de S. Martinho de Anta / Miguel Torga;
- dia 25 de Abril: exposição de cartazes oficiais da Associação 25 de Abril;
- dia 27 de Abril de 2013 (sábado), pelas 21h00: atelier de cosmética caseira por Maria Feliz;
- dia 2 de Junho de 2013 (domingo), pelas 15h00: II.º Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, na Poética – livros, artes e eventos em Macedo de Cavaleiros.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Exposição de pintura de Fernando Barros



Exposição de pintura de Fernando Barros
inauguração dia 12 de Abril de 2013 (sexta-feira), pelas 21h00, com a presença do autor
exposição de 12 a 30 de Abril de 2013
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real




Fernando Barros | Amarante, 1951

Exposições Individuais:

2012 – Exposição Individual “A minha Aldeia”, Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes – Mirandela;
2012 – Exposição Individual “A minha Aldeia” e a “Guerra dos Porcos”, Museu Tinturaria – Covilhã;
2012 – Exposição Individual “A minha Aldeia”, Hotel Quinta da Cruz – Vila Meã;
2012 – Exposição Individual “A minha Aldeia” e a “Guerra dos Porcos”, Biblioteca Municipal Albano Sardoeira – Amarante;
2011 – Exposição Individual “Guerra aos Porcos”, Galeria do Ciclo Cultural, U.T.A.D – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Vila Real;
2011 – Exposição Individual “Excertos”, Galeria do Ciclo Cultural, U.T.A.D – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Vila Real;
2011 – Exposição Individual “A minha aldeia”, Espaço Arte MMCM – Marco de Canaveses;
2011 – Exposição Individual “A minha aldeia”, Galeria Filantrópica – Póvoa de Varzim;
2010 – Exposição Individual “Memórias de um Tempo”, Museu Municipal de Resende – Resende;
2009 – Exposição Individual “Memórias”, Igreja Velha de Gondar – Amarante;
2008 – Exposição Individual “Colorir a Escrita”, Eventos – Amarante.

Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- dia 13 de Abril de 2013 (sábado), pelas 21h00: tertúlia “Douro – natureza, paisagem e poesia” por José Alves Ribeiro;
- dia 21 de Abril de 2013 (3.º domingo do mês), pelas 7h30: passeio pedestre pelas flores silvestres da Primavera, pelo Trilho de S. Martinho de Anta / Miguel Torga;
- dia 25 de Abril: exposição de cartazes oficiais da Associação 25 de Abril;
- dia 27 de Abril de 2013 (sábado), pelas 21h00: atelier de cosmética caseira por Maria Feliz;
- dia 2 de Junho de 2013 (domingo), pelas 15h00: II.º Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, na Poética – livros, artes e eventos em Macedo de Cavaleiros.

sábado, 6 de abril de 2013

IV Encontro Livreiro, Culsete, Setúbal



caro@s amig@s
a Traga-Mundos estará presente
venham daí também. tragam um amigo, e mais outro também...



«No próximo dia 7 de Abril, pelas 15 horas, a livraria Culsete, em Setúbal, recebe a IV edição do Encontro Livreiro.

O Encontro Livreiro é um espaço de debate e troca de ideias povoado por gentes do livro, de livreiros a editores, passando por escritores, revisores, tradutores e várias outras profissões directamente relacionadas com o universo do livro. É, sobretudo, um espaço povoado por leitores, condição transversal a quem trabalha no sector editorial e livreiro e a quem, não trabalhando, se reconhece na familiaridade que a partilha de livros e leituras oferece a quem neles se reconhece.

À semelhança da edição anterior, o Encontro Livreiro atribuirá o diploma “Livreiros da Esperança”, este ano distinguindo Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira, livreiros da Livraria Galileu (Cascais), que celebrou em Dezembro passado quarenta anos de actividade. Lembramos que o livreiro distinguido na edição passada foi Jorge Figueira de Sousa, da Livraria Esperança (Funchal).

No âmbito do Encontro Livreiro, que começou a reunir na Culsete por iniciativa de Manuel Medeiros, livreiro da casa, com a colaboração de Fátima Medeiros e Luís Guerra, vários projectos têm vindo a surgir e queremos que outros possam nascer da troca de ideias e pontos de vista que este Encontro pretende ser. O Dia das Livrarias, numa parceria entre o Encontro Livreiro e a Fundação José Saramago, assinalou-se em 2012 e voltará a assinalar-se este ano, prevendo-se que do IV Encontro saiam novidades sobre a sua organização. Também outros encontros nasceram deste encontro inicial: na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, aconteceu no passado dia 24 o I Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, e noutras livrarias espalhadas pelo país começam a preparar-se novos encontros, de modo a descentralizar este espaço de discussão e ideias, levando o debate a todas as partes onde haja quem queira nele participar.

Sara Figueiredo Costa»

[ver também www.encontrolivreiro.blogspot.com e enviar uma mensagem para encontro.livreiro@gmail.com]


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Miscelânea oratória


“Palavras Fora da Boca” (miscelânea oratória) de João de Araújo Correia
primeira edição
Imprensa do Douro Editora
[com todas as páginas por abrir]

«Acabou de se imprimir este livro, nas oficinas da Imprensa do Douro, Rua de Serpa Pinto, vinte e quatro, Régua, aos vinte e seis dias do mês de Outubro de 1972»

«O perfil do autor, desenhado na capa, é de Tossan»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos: “Palavras Fora da Boca”, “Caminho de Consortes”, “Nuvens Singulares”, “Lira Familiar”, “Pátria Pequena”, “Pontos Finais”, “Contos e Novelas I (Contos Bárbaros, Contos Durienses, Terra Ingrata)”, “Contos e Novelas II (Cinza do Lar, Casa Paterna, Caminho de Consortes, Folhas de Xisto)”, “Sem Método – notas sertanejas” e “O Porto do meu tempo”. “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” de Altino Moreira Cardoso e “à conversa com João de Araújo Correia” de José Braga-Amaral. Letras Com Vida – literatura, cultura e arte, n.º 2, 2.º semestre de 2010 dossiê escritor “João de Araújo Correia” coordenação de António José Borges. Revista “Geia” n.º1 (Dezembro 2009) e n.º 2 (Dezembro 2011), edição da Tertúlia de João de Araújo Correia – recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Marranos e judeus-novos de Trás-os-Montes


“Marranos em Trás-os-Montes, Judeus-Novos na Diáspora – O Caso de Sambade”
 de António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães

Sambade é uma aldeia de Trás-os-Montes, ao Norte de Portugal. No século XVII albergava uma laboriosa comunidade de cristãos-novos que tornavam florescente a indústria de tecidos de linho, lã e seda, comunidade que foi desmantelada pela Inquisição em uma verdadeira operação de limpeza étnica. Fugidos de Sambade, os marranos fizeram-se judeus novos e na diáspora ajudaram à construção do mundo moderno.
Em França, como professor da universidade de Paris e renomado investigador do Centro de Estudos Espaciais, Jacques Blamont apresenta-se como descendente direto de uma das famílias fugidas de Sambade há 400 quase anos.
Em Vancouver, Canadá, o famoso arquiteto Richard Henriques, no museu que construiu de sua família, reclama a herança dessa gente que de Trás-os-Montes partiu e foi dar vida a chãos da Jamaica e outras terras das Índias Ocidentais.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os seguintes títulos: “Os Isidros – a epopeia de uma família de cristão-novos de Torre de Moncorvo” de António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães, “Os Judeus no Noroeste da Península Ibérica” de João Domingos Gomes Sanches, “Sabores Judaicos – Trás-os-Montes” de Graça Sá-Fernandes e Naomi Calvão, fotografias de Valter Vinagre]

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Bonecas durienses



boneca duriense com alfazema


boneca duriense saco



bonecas de pano
Lusitas, por Lília Sobral


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Histórias infantis de tradição oral


“A mala vazia e algumas histórias de tradição oral”
de Alexandre Parafita, ilustrações de Pedro Serapicos

A mala vazia e algumas histórias de tradição oral. Reforçadas pelo jogo lúdico das rimas, do ritmo e das imagens, estas histórias convidam todos, especialmente os mais pequenos, a uma leitura interessada e aprazível. Algumas trazem ainda o eco de antigas canções pastoris e canções de berço. Um eco que liga as crianças de hoje à memória das crianças de sempre. São histórias de ler e de ouvir. Histórias de dizer a brincar. De contar e recontar. Histórias onde o sonho e a fantasia dão que pensar.

«Este livro, com notáveis ilustrações da autoria de Pedro Serapicos, surge na continuidade de outros de Alexandre Parafita dirigidos à infância e à juventude, constituindo um conjunto de histórias contadas em verso que atravessam um imaginário tradicional tão caro a este autor, reconhecido, nacional e internacionalmente, pelos contributos que tem dado no âmbito da investigação que desenvolve em literatura oral tradicional no Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa.
Em «A mala vazia» encontramos três grandes linhas de força merecedoras de atenção especial, sendo elas a dicotomia entre a fantasia e a realidade na construção do texto poético, a referência a valores e a utopias e a persistente e sempre necessária divulgação de uma cultura popular enquanto parte integrante da nossa matriz civilizacional.» [Pompeu Miguel Martins, em Poetas e Trovadores, Abril/Junho003]

Plano Nacional de Leitura: Livro recomendado para o 1º ano de escolaridade destinado a leitura autónoma e/ou leitura com apoio do professor ou dos pais.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

[também os seguintes títulos de Alexandre Parafita:"Histórias de Natal contadas em verso" ilustrações Bruno Pereira, "Branca Flor, o príncipe e o demónio" ilustrou Pedro Morais, "Vou Morar No Arco-Íris" ilustrações de Pedro Pires, "Balada das Sete Fadas" ilustrações de Miguel Gabriel, "As Três Touquinhas Brancas" ilustrações de Jorge Miguel, "Contos de Animais com Manhas de Gente" ilustrações de Eunice Rosado, “Magalhães nos olhos de um menino” de Alexandre Parafita e Simone de Fátima Gonçalves, ilustrações de Rui Pedro Lourenço; “Antropologia da Comunicação – ritos, mitos, mitologias”, "Património Imaterial do Douro” - Vol. I e Vol. II", "Os Provérbios e a Cultura Popular", "A Mitologia dos Mouros", "Antologia de Contos Populares" Vol. II, "O Maravilhoso Popular", "A Comunicação e Literatura Popular"]

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Memórias do Cárcere & Camilo


“Memórias do Cárcere” de Camilo Castelo Branco

«Trata-se de uma das grandes obras-primas de Camilo Castelo Branco, uma obra a um tempo original e comovente.
Camilo, preso na Cadeia da Relação do Porto por suspeita de adultério com a sua amada Ana Plácida, também aí detida, fala de si e de alguns dos seus companheiros de infortúnio, numa narrativa dramática e jocosa.
O livro para além do seu valor literário é um documento de incalculável valor histórico sobre o ambiente daquela prisão. E é ilustrado com extraordinárias fotos de prisioneiros desse período.
Prefácio e organização da colecção Maria Alzira Seixo
Estabelecimento do texto Sérgio Guimarães de Sousa» [blogue Pó dos Livros]

«Editadas pela primeira vez em 1862, em dois volumes pela Viúva Moré. Foram escritas em 40 dias, durante a prisão: “Conheci quanto pode o homem sobre si próprio, em quarenta dias de laboriosa provação, que tantos empreguei em ordenar estes quadros, que constituíram dois pequenos volumes na primeira publicação.”

As Memórias do Cárcere são como que o emocionante historial dos antecedentes da sua entrega à prisão e o empolgante relato da sua experiência carcerária, ao lado da “amante querida”, a terrível sensação de isolamento; a leitura e a escrita como salvatério; as visitas de camaradas e amigos; os estímulos de solidariedade, e sobretudo, a presença e a convivência com a estranhíssima humanidade que o rodeava (falsários, salteadores, assassinos, prostitutas – gente vária que, por esta ou aquela razão, infringira os códigos sociais vigentes), povoando um universo espúrio, num ambiente húmido e sombrio de ódios recalcados, a resguardo de muralhas espessas, que o rei D. Pedro V, depois de sair de lá, da primeira vez que lá esteve, dissera: “isto precisa de ser completamente arrazado”.» [wikicamilo.net]



Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos: “Livro Negro de Padre Dinis”, “Livro de Consolação”, “Theatro (Patologia do Casamento, O Morgado de Fafe em Lisboa, O Condenado)”, “O Vinho do Porto – Processo de uma Bestialidade Inglesa”; “Eu, Camilo” de António Trabulo, “A Guerrilha Literária: Eça de Queiroz / Camilo Castelo Branco” de A. Campos Matos, “Ana, a Lúcida (1831-1895) – Biografia de Ana Plácido – a mulher fatal de Camilo” de Maria Amélia Campos, “Camilo – Génio e Figura” de Agustina Bessa-Luís, “Camilo – Quando Jovem Escritor” de Francisco Martins; “Camilo Castelo Branco por Terras de Barroso e Outros Lugares” de Bento da Cruz, “O essencial sobre Camilo” de João Bigotte Chorão, “Chamo-me... Camilo Castelo Branco” de Sara Figueiredo Costa, ilustração de Alexandra Agostinho, “Memórias Fotobiográficas (1825-1890) de José Viale Moutinho]