Las Abinturas de
Tintin
traduction: Alcides
Meirinhos
«Todos ls
partecipantes nesta cuonta fálan la Lhéngua que stá na nuossa raíç: Tintin,
Rastapopoulos, Dupond i Dupond, Oulibeira de la Figueira… i até Milú lhadra an
mirandés.»
«Tintim fala
mirandês numa nova tradução com apenas mil exemplares
“Ls Xarutos de l Faraó” marca a estreia do repórter belga na segunda língua oficial de Portugal. É a quarta aventura da série, a primeira com o português Oliveira da Figueira.
O “repórter mais famoso do mundo”, Tintim, nasceu a falar francês. Com o crescimento d’ “As Aventuras de Tintim”, série de banda desenhada franco-belga criada pelo cartoonista Hergé, para outros países, passou a falar muitas outras línguas. Em 2026, vai acrescentar mais uma à lista: mirandês.
O lançamento de “Ls Xarutos de l Faraó” (“Os Charutos do Faraó”), tradução do quarto álbum da saga, terá edição limitada de mil exemplares. Junta “a cultura e a língua mirandesa à banda desenhada mais clássica e tem como base uma personagem portuguesa que faz parte das aventuras de Tintim”, explicou Daniel Sasportes, promotor da iniciativa, em declarações à agência Lusa, aqui citado pela Renascença.
Além de Oliveira da
Figueira, o único personagem português recorrente na série, o percurso de
Tintim está ligado ao nosso País há 90 anos por outra razão: em
Nove décadas depois, surge agora um volume em mirandês, idioma falado por 15 mil habitantes no nordeste transmontano, sendo a 148.ª tradução das peripécias do herói.
A tradução ficou a cargo de Alcides Meirinhos, que passou do original para o segundo idioma oficial de Portugal uma das narrativas mais emblemáticas, publicada originalmente em 1932 na revista “Le Petit Vingtième“ e editada nos álbuns pela belga Casterman.
“Os Charutos do
Faraó” marca a estreia de Oliveira da Figueira (Oulibeira de la Figueira, em
mirandês) no universo d’“As Aventuras de Tintim”, e, o que confere “simbolismo
especial à edição” para Sasportes, sendo tudo menos casual. Disponível em
capa dura, esta tradução, representa, nas palavras de Sasportes, “não só
uma novidade no universo ‘tintinófilo’, mas também um contributo relevante para
a valorização da diversidade linguística em Portugal”.
(...)
“Esta edição do álbum do Tintim em mirandês foi uma ideia de um português, com tradução de um mirandês, mas cujos direitos são todos belgas”, resume Sasportes. Já o tradutor, Alcides Meirinhos, membro da Associação da Língua e Cultura Mirandesa (ALCM), descreve o processo como “um desafio interessante”. O início foi “um pouco trabalhoso e difícil”, confessa, mostrando estar satisfeito com o resultado.
“Penso que se
conseguiu dar um cunho mirandês a toda esta aventura de Tintim”, algo que
considera uma prova que “a língua mirandesa pode ser utilizada na tradução de
clássicos”, independentemente do género.»
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